quinta-feira, 18 de junho de 2026

Deputado estadual Dr. Aledson entrega tratores em Princesa Isabel

Com apoio do senador Efraim Filho e articulação do vereador Arley Moura, deputado Dr. Aledson entrega tratores e fortalece agricultura familiar em Princesa Isabel, no Sertão da Paraíba

Com apoio de Efraim Filho e articulação de Arley Moura, deputado Dr. Aledson entrega tratores e fortalece agricultura familiar em Princesa Isabel

O deputado estadual Dr.Aledson Moura fez a entrega de dois tratores para agricultura familiar de Princesa Isabel. O parlamentar esteve ao lado do vereador Arley Moura e do senador Efraim Filho, responsável por viabilizar os equipamentos por meio da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf).

Os tratores representam um investimento de aproximadamente R$ 700 mil e irão beneficiar diretamente mais de 120 famílias da zona rural, fortalecendo a produção agrícola e oferecendo melhores condições de trabalho aos agricultores do município.

A conquista nasceu a partir de uma demanda identificada pelo vereador Arley Moura, que apresentou a necessidade ao senador Efraim Filho. A partir da articulação, os equipamentos foram assegurados e destinados às associações Trincheira e Esperança, Areias e Pica-Pau, comunidades que há anos aguardavam investimentos capazes de impulsionar a mecanização do campo.

Os tratores são voltados para o fortalecimento da agricultura familiar e contam com tecnologia adequada para atender as necessidades dos produtores rurais. Equipados com motores a diesel de aproximadamente 75 cavalos de potência, tração 4×4 e sistema hidráulico de alta eficiência, os veículos garantem maior desempenho em terrenos irregulares e ampliam a capacidade produtiva das comunidades beneficiadas.

A representante da Associação Sítio Esperança, Hosana Lopes, destacou a importância da conquista para os agricultores da região. Emocionada, ela afirmou que a entrega representa a realização de um sonho aguardado há mais de 27 anos.

“Esse equipamento vai melhorar muito o trabalho dos agricultores, trazendo mais eficiência no preparo da terra antes do plantio e aumentando nossa capacidade de produção. É uma conquista histórica para todas as famílias que dependem da agricultura”, ressaltou.

Outra fala marcada pela emoção foi a de Natália Marques, representante da Associação Esperança. Ao lembrar das dificuldades enfrentadas diariamente pelas famílias que vivem da agricultura, ela destacou o impacto social da iniciativa.

“Quem vive da roça sabe o quanto cada conquista é importante. Esses tratores chegam para fortalecer o homem e a mulher do campo, garantindo melhores condições de trabalho e mais esperança para quem tira da terra o sustento da família”, afirmou.

O deputado Dr. Aledson Moura destacou que o fortalecimento da agricultura familiar é uma das prioridades de seu mandato e ressaltou a importância da parceria com o senador Efraim Filho e com o vereador Arley Moura para transformar demandas da população em ações concretas.

“A agricultura é uma das bases da economia de Princesa Isabel. Esses tratores vão proporcionar mais produtividade, reduzir custos para os agricultores e melhorar a qualidade de vida de dezenas de famílias. É uma conquista construída com diálogo, trabalho e compromisso com quem mais precisa”, declarou.

Já o senador Efraim Filho ressaltou que investir no campo é investir no desenvolvimento dos municípios e na geração de oportunidades para as famílias rurais.

Polêmica Paraíba com Assessoria - Adriany Santos

Cunhado do ex-prefeito de Juru e mãe do deputado Michel Henrique são nomeados em secretarias estaduais

Lucas promove mudanças nas secretarias do Turismo e Desenvolvimento Econômico e nomeia o ex-prefeito de Araruna, Vital Costa, e a ex-deputada federal Edna Henrique

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O governador em exercício da Paraíba, Lucas Ribeiro (PP), promoveu mudanças na equipe da Secretaria de Estado do Turismo e do Desenvolvimento Econômico. As nomeações foram publicadas no Diário Oficial do Estado desta quinta-feira (18) e alteram a composição da gestão estadual em áreas estratégicas.

A principal mudança foi a nomeação do ex-prefeito de Araruna, Vital Costa, para o cargo de secretário de Estado do Turismo. Ele assume a função no lugar de Marianne Góes, que estava à frente da pasta desde abril, após a saída de Rosália Lucas.

Até então, Vital Costa ocupava o cargo de secretário executivo do Desenvolvimento Econômico e agora passa a comandar integralmente a área do Turismo no governo estadual.

Com a saída da função, Marianne Góes foi remanejada e nomeada para o cargo de gerente executiva de Desenvolvimento do Comércio e Serviços, dentro da própria estrutura da secretaria.

Outra mudança anunciada pelo governo foi a nomeação da ex-deputada federal Edna Henrique como secretária executiva do Desenvolvimento Econômico. Ela é mãe do deputado estadual Michel Henrique (Republicanos).

As alterações fazem parte de uma reorganização administrativa do governo estadual nas áreas de turismo e desenvolvimento econômico.

Blog JURU EM DESTAQUE com Polêmica Paraíba - Adriany Santos

Caso Master: senador petista teria recebido apartamento avaliado em R$ 2,45 milhões

Apuração da Polícia Federal acusa o senador Jaques Wagner de receber vantagens; a operação investiga irregularidades envolvendo o Banco Master

Brasília (DF) 20/06/2024 Senador Jaques Wagner durante coletiva após reunião de líderes no Senado.  Foto Lula Marques/ Agência Brasil
© Lula Marques/ Agência Brasil
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A decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, que autorizou a nona fase da Operação Compliance Zero deflagrada nesta quinta-feira (18) foi baseada em uma investigação da Polícia Federal. De acordo com a apuração policial, o senador Jaques Wagner (PT-BA) teria recebido um apartamento avaliado em R$ 2,45 milhões do banqueiro Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Banco Master.
 
Em entrevista à Band News, Wagner negou irregularidades e afirmou estar "absolutamente tranquilo" em relação à investigação.

“Até agora, não sou réu; não sou culpado; não sou nada. É uma investigação em cima do que eu imagino que a Polícia Federal encontrou em celulares [apreendidos] ou em alguma delação de alguém que eu desconheço”.

Em sua decisão, Mendonça afirma que a PF, ao pedir que o STF imponha restrições legais aos alvos da 9ª fase da operação, sustentou ter “elementos indicativos de recebimento de vantagens econômicas indevidas pelo parlamentar, direta ou indiretamente, por intermédio de familiares, pessoas de confiança e estruturas societárias vinculadas ao grupo econômico investigado”.

Os investigadores também dizem que “a possível relação ilícita” entre Wagner e Lima “seria antiga, próxima e marcada por elevado grau de confiança pessoal”. Fato que “teria criado ambiente propício à realização de tratativas reservadas em prol da defesa de interesses privados do Banco Master”.
 
Ainda de acordo com a Polícia Federal, o próprio senador teria escolhido um apartamento do residencial Poème Horto, construído em um bairro nobre de Salvador, o Horto Florestal. O documento afirma que Wagner encaminhou a Lima dados do empreendimento e do corretor responsável pela venda da unidade.

De posse dos dados, Lima teria acionado Valério Marega Júnior, apontado como “operador financeiro” do Banco Master, a fim de tratar da compra do imóvel. A negociação foi efetivada com a participação de Daniel e David Lopes Monteiro, dupla que a PF afirma estar vinculada ao núcleo empresarial e jurídico-financeiro do Banco Master.
 
Wagner admitiu conhecer o banqueiro Augusto Lima há algum tempo, mas negou ter qualquer vínculo com o Banco Master ou com Daniel Vorcaro, com quem garante ter se encontrado apenas duas vezes.
 
O parlamentar também admitiu ter pedido a Lima que comprasse um apartamento do residencial Poème Horto, com a intenção de adquiri-lo em um segundo momento.
 
“Eu tinha interesse de dar, de ajudar a minha filha a comprar um apartamento destes. Como o Guga [Augusto Lima] é um investidor, disse a ele: “Você pode comprar? Depois eu vou recomprar. Porque o apartamento está em construção, não está pronto, e eu teria que vender o apartamento da minha filha para poder complementar e pagar o apartamento. Ou ela financiar”, contou Wagner, destacando não haver registros de transferência patrimonial para o seu nome.

Repasses

A PF aponta que o senador teria recebido outras vantagens econômicas do banqueiro, incluindo o repasse de mais de R$ 5,5 milhões à BN Financeira, empresa administrada por parentes do político e que, para os investigadores, ocupa papel central no “eixo dos pagamentos supostamente destinados ao núcleo familiar de Jaques Wagner”. 

Ainda entre as vantagens supostamente recebidas, a PF cita o uso gratuito de aeronaves custeadas por Lima e pelo Banco Master e o recebimento de ingressos para shows no exterior.
 
Parte dessas informações foram obtidas a partir dos dados extraídos de telefones celulares de Lima, apreendidos durante a primeira fase da Operação Compliance Zero, em 18 de novembro de 2025.

Na representação entregue a Mendonça, a PF reproduziu áudios e mensagens em que Wagner e Lima combinam de se encontrar em uma ilha pertencente ao banqueiro, que colocou uma aeronave à disposição do político para levá-lo. 
 
A PF também extraiu mensagens em que o senador questiona um funcionário de Lima sobre os ingressos para o camarote em um show em Los Angeles (EUA) que o banqueiro ofereceu a parentes de Wagner e que, segundo os investigadores, foram adquiridos com recursos da Reag Investimentos, por R$ 63,33 mil.

Emenda

A investigação da PF aponta a atuação do senador em temas regulatórios de interesse do grupo Master. Cita, como exemplo, o fato de Wagner ter apresentado uma emenda parlamentar (nº 30), durante o trâmite da Medida Provisória nº 1.106/2022, com limites para cobrança de juros.
 
A MP resultou na Lei nº 14.431, de 2022, que ampliou a margem de crédito consignado aos segurados do Regime Geral de Previdência Social (RGPS) e autorizou a realização de empréstimos e financiamentos mediante crédito consignado para beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC) e de programas federais de transferência de renda.
 
“De acordo com a representação [da PF], o Senador teria mantido interlocução direta com Augusto Lima sobre temas relacionados à elevação da margem consignável da remuneração disponível”, destaca Mendonça, acrescentando que, ainda de acordo com a PF, Wagner também apresentou a Emenda nº 26 à Proposta de Emenda Constitucional (PEC) nº 65/2023, que confere autonomia orçamentária, financeira e operacional ao Banco Central.
 
O senador refutou ter atuado para favorecer interesses privados do grupo econômico, destacando ter votado contra uma proposta defendida pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI), a chamada Emenda Master, que defendia que o limite do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) fosse ampliado dos atuais R$ 250 mil para R$ 1 milhão por CPF ou CNPJ.
 
“O governo foi contra o aumento da garantia do FGC. Eu, como líder do governo, encaminhei contra essa emenda”, lembrou Wagner, sem mencionar outras propostas parlamentares que, segundo a PF, beneficiariam o Master. O parlamentar também minimizou o fato de ter recebido, de Lima, um link para a emenda.
 
“É normal. Qualquer senador é procurado pelos interessados na votação de uma matéria, que tentam convencê-lo votar naquela matéria”.
 
Por fim, o senador garantiu que sua candidatura ao Senado está mantida e que não acredita que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva o retire da liderança do governo federal no Senado. “Continuo na liderança até que o presidente Lula peça para eu me retirar. Não acho que ele vai fazer isso, mas se fizer, é um direito dele. O cargo de líder do governo é do presidente da República”.

Em nota, a defesa de Augusto Lima classificou as diligências desta manhã como "desnecessárias". "Augusto Lima está há seis meses à disposição das autoridades para esclarecer os fatos em apuração. De todo modo, as medidas contribuirão para demonstrar que os fatos apurados nesta fase da investigação são rigorosamente lícitos".

Dinheiro apreendido

O parlamentar confirmou que, ao cumprirem mandado de busca e apreensão em sua residência, em Brasília, os policiais federais apreenderam US$ 49 mil dólares em dinheiro (o equivalente a cerca de R$ 250 mil). Segundo nota divulgada pela assessoria do senador, parte do dinheiro provém de diárias oficiais pagas em espécie pelo próprio Senado Federal, para missões parlamentares oficiais ao exterior, além de recursos próprios, devidamente declarados no Imposto de Renda.
 
“Comprei, via Banco do Brasil, dólares ou euros para fazer a viagem. Não tenho nada a esconder sobre este dinheiro. Ele está guardado em um cofre porque [quando] eu vou viajar, nem sempre eu levo a diária. Às vezes eu gasto com cartão e o dinheiro está lá”, afirmou Wagner, assegurando que o dinheiro apreendido estava dentro de envelopes com o timbre do Senado.

Confira a íntegra da nota da assessoria do senador Jaques Wagner:

"O senador Jaques Wagner (PT-BA) esclarece que não é réu, não foi denunciado e não foi acusado em nenhum processo relacionado aos fatos investigados. O parlamentar acompanha com tranquilidade o andamento das investigações e mantém a confiança na condução delas.

Cabe esclarecer que o apartamento mencionado jamais integrou o patrimônio do parlamentar. O senador também nega atuação em favor do Banco Master ou qualquer outra instituição financeira.

Sobre os valores em espécie apreendidos, a assessoria informa que o montante é fruto de diárias legais, declaradas e não utilizadas em missões internacionais oficiais. Por fim, o senador Jaques Wagner reitera que permanece à inteira disposição das autoridades para prestar quaisquer esclarecimentos, com a certeza de que a verdade prevalecerá."

Imagem: Divulgação / Polícia Federal

Trump classifica situação política do Brasil como “complicada” e “perigosa”

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, critica eleição no Brasil e confunde irmãos Bolsonaro ao comentar condenação

Foto: Reprodução
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Durante a cúpula do G7, realizada em Evian, na França, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comentou o cenário político brasileiro e acabou confundindo informações ao citar um dos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Ao ser questionado sobre sua conversa com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sobre as tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros, Trump afirmou ter passado “bastante tempo” com o petista e classificou a situação política do Brasil como “complicada” e “perigosa”.

“Sim, falamos. Passei bastante tempo com ele, na verdade. E o país ficou um pouco complicado, certo? Politicamente. Está um pouco perigoso politicamente”, declarou.

Na sequência, Trump afirmou ter recebido a informação de que “Bolsonaro Jr.” teria sido preso após fazer uma declaração no Texas. No entanto, o presidente americano confundiu os filhos do ex-presidente brasileiro e misturou fatos distintos.

A fala faz referência ao caso de Eduardo Bolsonaro, que foi condenado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) pelo crime de coação no curso do processo, em razão de sua atuação para estimular medidas econômicas contra o Brasil junto ao governo americano. Apesar da condenação, Eduardo não foi preso e a definição da pena ainda está em fase de dosimetria.

Desde o ano passado, Eduardo Bolsonaro reside nos Estados Unidos. Ele também perdeu o mandato de deputado federal após acumular faltas às sessões da Câmara dos Deputados.

Ao comentar o caso, Trump declarou:

“Ouvi dizer que prenderam alguém que está concorrendo a um cargo hoje. Eu soube disso depois que saímos. Acabei de me despedir dele, e ouvi que prenderam o Bolsonaro Jr. Ele estava indo bem nas pesquisas, e o prenderam porque fez uma declaração no Texas.”

A declaração atribui equivocadamente a Flávio Bolsonaro um episódio relacionado a Eduardo Bolsonaro e inclui informações que não correspondem aos fatos conhecidos do caso.

Trump ainda acrescentou que adversários políticos “jogam duro” e comparou a situação brasileira ao cenário político dos Estados Unidos, voltando a fazer críticas ao sistema eleitoral americano.

“Mas ninguém joga mais duro do que os Estados Unidos. Veja, nossas eleições são totalmente manipuladas. Temos eleições fraudadas”, afirmou.

Blog JURU EM DESTAQUE com Polêmica Paraíba - Gerlane Neto

Pesquisa aponta vitória de Lula contra Flávio Bolsonaro no 2º turno

Lula tem 45% e Flávio Bolsonaro 40% em eventual 2º turno, aponta pesquisa Times Brasil/CNBC

A American Analytics também simulou o cenário de segundo turno entre Lula e Caiado. Nesta hipótese, o petista possui 45% e o ex-governador de Goiás aparece com 39% das intenções de voto. Brancos e nulos somam 11% e 5% estão indecisos.


Lula tem 45% e Flávio Bolsonaro 40% em eventual 2º turno, aponta pesquisa Times Brasil/CNBC
© Getty

Pesquisa divulgada pela Times Brasil/CNBC e produzida pela American Analytics mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) possui 45% das intenções de voto em eventual segundo turno, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) registra 40%. O levantamento, divulgado nesta quinta-feira, 18, também mostra que 10% votariam em branco ou nulo e que 5% estão indecisos. 

A American Analytics também simulou o cenário de segundo turno entre Lula e Caiado. Nesta hipótese, o petista possui 45% e o ex-governador de Goiás aparece com 39% das intenções de voto. Brancos e nulos somam 11% e 5% estão indecisos.

No primeiro turno, Lula tem 38% das intenções de voto, enquanto Flávio possui 30%. O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) possui 4% e o empresário Renan Santos (Missão) possui 3%. O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) e o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa (DC) possuem 2%, cada. Brancos e nulos somam 8% e outros 11% estão indecisos.

A pesquisa ouviu 2.000 eleitores presencialmente entre os dias 11 e 15 de junho. A margem de erro é de 2,2 pontos porcentuais e o índice de confiabilidade é de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número BR-09521/2026.

Blog JURU EM DESTAQUE com Notícias ao Minuto

Dois antibióticos têm a venda, distribuíção e utilização proibidas

Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determina recolhimento de lotes de antibióticos; a medida atinge os injetáveis Polycid e fosfato de clindamicina

Brasília (DF), 09/01//2026 - Fachada do prédio da Anvisa em Brasília.  Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

© Valter Campanato/Agência Brasil
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou nesta quinta-feira (18) o recolhimento de dois medicamentos antibióticos por desvio de qualidade. Os produtos não podem ser vendidos, distribuídos ou utilizados.

A resolução da agência, publicada no Diário Oficial da União, atinge o lote 2519879 do antibiótico Polycid, fabricado pela União Química Farmacêutica Nacional. O medicamento, de uso injetável, é usado para tratar infecções graves.

De acordo com o texto, a Anvisa recebeu comunicado de recolhimento voluntário iniciado pelo próprio fabricante por conta da presença de um pedaço de vidro no interior do frasco do medicamento.

A resolução atinge ainda o lote 24101854 do antibiótico fosfato de clindamicina 150 mg/ml solução injetável (caixa com 50 ampolas), fabricado pela Hypofarma - Instituto de Hypodermia e Farmácia Ltda.

Segundo a publicação, foi confirmado desvio referente à solução de cor amarelada, incluindo a presença de corpos estranhos e precipitados no interior do frasco lacrado do medicamento.

Em nota, a Hypofarma informou que a resolução está sendo tratada em conformidade com os protocolos regulatórios aplicáveis e em alinhamento com a autoridade sanitária.

“A companhia mantém colaboração integral com os órgãos competentes e segue adotando todas as medidas adequadas e cabíveis no âmbito de seus processos internos e regulatórios.”

Soro fisiológico

Outro produto alvo da resolução é a solução fisiológica de cloreto de sódio Equiplex – 9mg/ml, produzida pela Equiplex Indústria Farmacêutica Ltda. Segundo a Anvisa, o lote 2513588 (validade 30/6/2027) apresentou desvio de qualidade e deve ser recolhido.

“O produto também não pode ser vendido, distribuído ou utilizado”, destacou a agência em nota.

Farmácia de manipulação

A resolução determina ainda o recolhimento de todas as preparações magistrais produzidas pela Farmácia S J do Jabour Ltda.

“Foi comprovada a exposição e a comercialização de produtos manipulados padronizados e não individualizados, sem a devida prescrição por profissional competente”, informou a Anvisa.

“Os medicamentos eram divulgados e comercializados por meio do site da empresa e de redes sociais, inclusive com nome comercial dos produtos nos rótulos”, completou a agência.

A Agência Brasil aguarda retorno da União Química Farmacêutica Nacional. A reportagem não conseguiu contato com a Equiplex Indústria Farmacêutica Ltda e com a Farmácia S J do Jabour Ltda.

*Matéria alterada hoje (18), às 13h, para atualização

quarta-feira, 17 de junho de 2026

Troca de farpas entre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF)

Ministro André Mendonça enfrenta o decano Gilmar Mendes após comparação do caso Master com à Operação Lava Jato

Mendonça enfrenta Gilmar após comparação do caso Master à Lava Jato
André Mendonça e Gilmar Mendes trocaram farpas durante o julgamento da Segunda Turma do STF - (Foto: Luiz Silveira/STF)

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça enfrentou as críticas do decano da Corte, Gilmar Mendes, durante o julgamento da Segunda Turma nesta terça-feira (16). O colegiado manteve as prisões preventivas do pai e do primo de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Gilmar foi o único a defender a soltura dos dois.

Ele abriu a divergência, comparando os métodos do caso Master, relatado por Mendonça, às práticas da Operação Lava Jato, as quais classificou como "autoritárias" e "espetaculosas". Gilmar criticou o que chamou de "punitivismo inebriado" e a utilização de prisões para induzir delações premiadas.

“Juiz algum pode comportar-se como delegado de polícia. Nós sabemos muito bem onde esse caminho termina”, alfinetou. Nesta tarde, Mendonça retirou o sigilo de parte da investigação da Polícia Federal.

O decano queixou-se de que os relatórios foram juntados aos autos poucas horas antes da sessão, impedindo a análise da defesa e dos próprios pares. "A jurisdição penal não opera sobre o que se sonega, mas sobre o que se revela", disparou.

"Não estamos aqui a julgar a Lava Jato. Estamos a julgar a maior fraude finaceira do nosso país", retrucou Mendonça no ínicio de seu voto. Ele rebateu as críticas, afirmando que o processo não trata de "simples atores num gabinete na Faria Lima" praticando crimes de colarinho branco.

Segundo o relator, a investigação revelou "contornos de máfia" e de "crime organizado mafioso", com uso de fuzis, metralhadoras e infiltração no sistema policial. Confira no vídeo abaixo:

O relator lembrou de uma conversa pessoal pouco antes de assumir o cargo, na qual Gilmar teria dito que para ser ministro do STF era preciso coragem.

"Não tenho medo da morte, quanto mais de ser ministro de um tribunal", afirmou Mendonça, ressaltando que não busca ser "estrela" nem atua por pressão da mídia.

Mendonça justificou a prisão de Henrique Vorcaro não pelo parentesco, mas por evidências de que ele estaria comprando o silêncio de testemunhas e articulando a obstrução das investigações após a morte de um dos investigados sob custódia.

Ele destacou ainda que a transferência de Vorcaro para um presídio federal, criticada por Gilmar como excessiva, visou preservar a vida do empresário diante do risco de "queima de arquivo" por parte do crime organizado infiltrado.

Mendonça também revelou, em tom de desabafo, que advogados já haviam lhe proposto uma "delação seletiva" em seu gabinete, o que ele teria recusado por ser um trabalho "abjeto".

"Não admito tentativas de me deslegitimar", diz André Mendonça

Em um troca de farpas, Gilmar apontou que é preciso estar aos fatos que estão sendo julgados para evitar "fundamentações genéricas".

"Que não é o caso. Até, ministro Gilmar, faço questão de publicar minhas decisões, porque é uma forma da sociedade criticar minhas decisões", rebateu Mendonça.

Gilmar retrucou imediatamente: "Vossa Excelência não tem alternativa. É a lei que manda. A Constituição que manda".

"Nem todas", disse o relator.

"Quero pontuar, com todo respeito, que vamos continuar divergindo sobre isso. Acho que é preciso ter cuidado na condução deses procedimentos. Todos estamos no mesmo lado no combate a criminalidade, mas é preciso que haja métodos constitucionais", afirmou Gilmar.

"Estão havendo, ministro. O que eu não vou admitir são tentativas que eu tenho visto de desacreditar, de forma indevida, seja a minha atuação como relator, seja dos investigadores", disparou Mendonça.

Blog JURU EM DESTAQUE com Gazeta do Povo - Por Camila Abrão

Eduardo Bolsonaro é condenado a 4 anos de prisão e fica inelegível

STF condena Eduardo Bolsonaro a inelegibilidade e a 4 anos de prisão; o ex-deputado ainda perdeu o cargo de escrivão da Polícia Federal

Brasília (DF) 19/11/2024 Deputado Eduardo Bolsonaro durante entrevista a imprensa.  Foto Lula Marques/ Agência Brasil
© Lula Marques/ Agência Brasil
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A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou nesta terça-feira (16) o ex-deputado Eduardo Bolsonaro a 4 anos e dois meses anos de prisão em regime semiaberto pelo crime de coação no curso do processo. Cabe recurso contra a decisão.

Além do tempo de prisão, o ex-deputado foi condenado a oito anos de inelegibilidade e à perda do cargo de escrivão da Polícia Federal. 

Por unanimidade, o colegiado concordou com a acusação apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e entendeu que há provas para concluir que o ex-deputado articulou o tarifaço dos Estados Unidos contra as exportações brasileiras para tentar evitar a condenação do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, no processo da trama golpista.

Além disso, outras medidas adotadas pelo governo norte-americano, como a revogação dos vistos de ministros da Corte e do governo federal e a aplicação das sanções econômicas da Lei Magnitsky, também tiveram o mesmo objetivo, conforme o entendimento da Corte.

Ex-deputado

Desde o ano passado, Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos, desta forma, perdeu o mandato de parlamentar por faltar às sessões da Câmara dos Deputados.

Na prática, Eduardo não deve cumprir a pena enquanto estiver no exterior. O ex-deputado é aliado do presidente Donald Trump, e a notificação para cumprimento da pena dificilmente seria cumprida pelo governo norte-americano. 

Acusação 

Durante o julgamento, a acusação foi lida pelo subprocurador-geral da República Antônio Edilio Magalhães Teixeira, que defendeu a condenação de Eduardo. 

Segundo o subprocurador, as ameaças de Eduardo ocorreram durante a tramitação do processo da trama golpista e foram concretizadas por meio do tarifaço, a suspensão dos vistos de oito dos 11 ministros da Corte e por meio das sanções econômicas da Lei Magnitsky. 

Defesa

A defesa do ex-deputado foi feita pela Defensoria Pública da União (DPU). 

Durante a sustentação, o defensor público federal Esdras dos Santos Carvalho disse que Eduardo não teve ingerência na decretação das medidas do presidente Donald Trump contra o Brasil. Segundo Esdras, Eduardo realizou "interlocução política". 

"Eduardo não teve poder decisão sobre a política externa dos Estados Unidos, não integra o governo norte-americano e não exerce função pública naquele país", afirmou. 

Votos

O placar unânime de 4 votos a 0 foi obtido a partir do voto do relator, ministro Alexandre de Moraes. 

O ministro disse que o ex-deputado levou desinformação ao governo norte-americano e prejudicou o Brasil. Contudo, segundo Moraes, as ações não impediram a condenação de Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão. 

A manifestação do relator foi seguida pelos ministros Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino.

Ida de Nominando para o grupo de Cícero surpreende João

Ex-governador João Azevêdo diz ter se surpreendido com ida do ex-conselheiro do TCE-PB, Nominando Diniz, para o grupo de Cícero Lucena e nega tratativas para tê-lo como suplente

O ex-governador e pré-candidato ao Senado, João Azevêdo (PSB), afirmou ter sido surpreendido pelo anúncio do ex-conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PB), Nominando Diniz, como integrante do conselho político da pré-campanha do prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (MDB), ao Governo da Paraíba.

A declaração foi feita durante entrevista ao podcast A Tal da Política, nessa terça-feira (16). Segundo João, a expectativa era de que Nominando estivesse mais alinhado ao projeto político liderado pelo governador Lucas Ribeiro (PP), que deve disputar a reeleição em 2026. “Achei que ele estaria mais alinhado com o projeto de Lucas”, afirmou o ex-governador.

Apesar da surpresa, João ressaltou que a decisão de Nominando é de natureza política e deve ser respeitada. “Essa é uma decisão política dele”, acrescentou.

A aproximação entre Nominando Diniz e Cícero Lucena chamou atenção nos bastidores da política paraibana. Quando o ex-conselheiro antecipou sua aposentadoria do TCE-PB, o gesto foi interpretado como uma forma de permitir que João Azevêdo indicasse o então secretário de Infraestrutura, Deusdete Queiroga, para ocupar a vaga na Corte de Contas.

Na época, surgiram especulações de que Nominando poderia integrar a chapa do socialista na disputa ao Senado, ocupando uma das vagas de suplente. No entanto, João Azevêdo tratou de afastar essa possibilidade e garantiu que nunca houve qualquer negociação nesse sentido.

De acordo com o ex-governador, não existiram conversas entre as partes sobre a composição de uma eventual chapa para a eleição de 2026. “Não houve tratativas, nem de um lado nem do outro, para que ele ocupasse uma suplência”, esclareceu.

A declaração ocorre em meio à intensificação das articulações políticas para as eleições estaduais do próximo ano, quando diferentes grupos buscam consolidar alianças e ampliar suas bases de apoio para a disputa pelo Governo da Paraíba e pelas duas vagas ao Senado Federal.

Blog JURU EM DESTAQUE com Fonte 83

STF mantém prisão de Henrique Vorcaro com placar de 3 votos a 1

Os ministros da Segunda Turma referendaram decisão do ministro André Mendonça, relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF)


Henrique Vorcaro era controlador financeiro do Master
Reprodução/Internet

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), por maioria, manteve a prisão do pai do banqueiro Daniel Vorcaro, Henrique Vorcaro. Os ministros tomaram a decisão em julgamento realizado nesta terça-feira (16/6).

Na sessão, somente o ministro Gilmar Mendes votou pela prisão domiciliar de Henrique Vorcaro. Já Nunes Marques e Luiz Fux acompanharam o relator do caso Master, ministro André Mendonça, e referendaram a decisão dele.

O processo voltou à pauta após Gilmar devolver o pedido de vista na manhã desta terça. Em voto divergente, Gilmar afirmou que o caso Master se transformou em uma investigação de forte repercussão midiática e alertou para os riscos da espetacularização de operações policiais.

Segundo o magistrado, a operação se tornou um “caso rumoroso” que, há meses, ocupa o noticiário de forma “cada vez mais espetaculosa e sensacionalista”.

Ao analisar a situação de Henrique Vorcaro, o ministro observou que a Polícia Federal (PF) apresentou indícios de contato do investigado com integrantes do suposto esquema ligado ao filho, mas ponderou que não foram apontados elementos concretos capazes de demonstrar que ele teria solicitado, diretamente, a prática de atos ilícitos.

Blog JURU EM DESTAQUE com Metrópoles - Manoela Alcântara, Pablo Giovanni

Conheça os seis jogadores que defenderam a seleção em Copas do Mundo

ORGULHO PARAIBANO: a Paraíba não poderia ficar de fora dessa festa e conseguiu exportar jogadores importantes em Copas do Mundo, inclusive um tetracampeão em 94

ORGULHO PARAIBANO: Conheça os seis jogadores que defenderam a seleção em Copas do Mundo

O Brasil é o único país a participar de todas as Copas do Mundo, desde a sua criação em 1930. Isolado como maior ganhador com cinco conquistas, o escrete canarinho é reconhecido em todo mundo pelos grandes jogadores e estilo de jogo ofensivo e criativo.

A Paraíba não poderia ficar de fora dessa festa e conseguiu exportar jogadores importantes em várias edições do torneio, inclusive um tetracampeão em 1994.

Nessa matéria nós iremos mostrar a história dos nosso conterrâneos e a importância que eles tiveram para nossa seleção.

Índio – 1954

Considerado por muitos como o primeiro grande craque nascido no estado, Aluísio Francisco da Luz, o Índio, nasceu em 1 de março de 1931 na cidade de Cabedelo. Por volta de meados de 1938, em função da morte do pai, Índio e sua família saíram do estado e foram morar no Rio de Janeiro, onde já residia seu irmão mais velho.

Jogando por um time amador em Bangu, foi descoberto por um outro paraibano ilustre, Togo Renan Soares, o Kanela, técnico bicampeão mundial de basquete nos anos 50 e tio do humorista Jô Soares.

Kanela que também era técnico do time de basquete do Flamengo, levou o conterrâneo para o time juvenil do rubro-negro.

Índio fez carreira na Gávea e é até hoje, o décimo maior artilheiro da história do clube, com 144 gols em 218 jogos, sendo um dos principais nomes do time que foi tricampeão carioca nos anos 50, ao lado de outros craques, como Zagallo, Evaristo de Macedo e Joel.

Suas boas atuações o levaram a seleção comandada por Zezé Moreira. Após ficar na reserva durante as eliminatórias e nos dois primeiros jogos do Brasil na Copa de 1954, Índio entrou no lugar de Baltazar nas quartas de final, na famosa batalha de Berna contra a poderosa Hungria, de Czibor, Kocsis e Puskas.

O paraibano jogou bem, inclusive sofrendo o pênalti cobrado pelo lateral Djalma Santos, mas não conseguiu parar a máquina húngara que venceu por 4 x 2 em um jogo marcado, por uma batalha campal, contando com a participação dos dois times, as comissões técnicas e jornalistas que trocaram socos e chutes por mais de 20 minutos.

Após sair do Flamengo em 1957, Índio foi jogar no Corinthians, onde continuou a ter boas atuações, que o fizeram participar da Copa América de 1957 e das eliminatórias para Copa de 1958, em que o paraibano fez seu gol mais importante com a amarelinha, ao empatar o jogo contra o Peru em Lima, que foi primordial para classificação do Brasil para Suécia.

Infelizmente Índio se machucou durante a preparação para o torneio e foi substituído por um jovem Pelé, de apenas 17 anos, desconhecido do grande público e que começava a despontar no Santos.

Índio foi para a Europa em 1959, para jogar pelo Espanyol, também passou por Lusitano e Sanjoanense de Portugal, encerrando a carreira no América – RJ em 1965.

Índio trabalhou como professor de Educação Física em escolas da Zona Norte e da Baixada Fluminense e em projetos sociais, até se aposentar. O paraibano faleceu no dia 19 de abril de 2020, aos 89 anos, vitimado pelo COVID – 19.

Júnior – 1982 e 1986

O maior jogador da história da Paraíba, Leovegildo Lins Gama Júnior, o Júnior, nasceu em João Pessoa no dia 29 de junho de 1954. Seguindo o exemplo de Índio, Júnior foi morar no Rio de Janeiro ainda criança, onde foi descoberto pelo ídolo flamenguista Modesto Bría que o levou para testes na base do rubro-negro.

Em apenas um ano nas categorias de base, teve sua primeira oportunidade entre os profissionais. Atuando como lateral-direito, estreou em 1974, obtendo destaque logo de cara. Em 1976, dois anos após sua profissionalização, uma mudança definitiva marcaria sua carreira. O treinador Cláudio Coutinho improvisou Júnior na lateral-esquerda. Nesta posição, ele se transformou em um dos maiores jogadores brasileiros de todos os tempos.

Júnior disputou as Olimpíadas de Montreal, em 1976, depois dos Jogos Olímpicos, integrou uma lista da CBD com 72 jogadores que seriam observados por Cláudio Coutinho durante o Campeonato Brasileiro de 1977, tendo vista a Copa do Mundo da Argentina no ano seguinte.

Foi preterido pelo técnico flamenguista, que preferiu improvisar o zagueiro Edinho como lateral na Copa.

Após ganhar quatro campeonatos cariocas, dois brasileiros, libertadores e mundial, Júnior era um dos principais nomes do esquadrão montado por Telê Santana para o Mundial da Espanha em 1982. Ao lado de Falcão, Sócrates e Zico, o paraibano fez parte de uma das maiores injustiças do futebol, após uma primeira fase primorosa e um baile contra a Argentina, onde Júnior fez o terceiro gol, o Brasil precisava de um empate contra a Itália para disputar a semifinal contra a Polônia.

No jogo que ficou conhecido como a Tragédia do Sarriá, a seleção perdeu para os italianos por 3 x 2 com um show de Paolo Rossi, destruindo o sonho de toda uma geração que prezava pelo futebol bonito em detrimento do jogo feio resultadista.

Após o Mundial, Júnior venceu mais um Brasileiro em 1983, saindo para jogar no futebol italiano, atuando por Torino e Pescara.

Após tentativas frustradas com Carlos Alberto Parreira e Edu, a CBF chama de volta Telê, que mescla jogadores experientes e revelações que formaram o time que foi ao México em 1986.

Abrindo espaço para o jovem Branco na lateral-esquerda, Júnior foi titular em todos os jogos no meio de campo, ao lado de Elzo, Alemão e Sócrates. O time chegou as quartas de final, para enfrentar a França de Giresse, Tigana e Platini, que tinha sido campeã europeia em 1984.

Em jogo nervoso, Júnior deu o passe para o gol de Careca que abriu o placar para seleção. Após a França empatar com Platini, a seleção teve azar na disputa por pênaltis, Sócrates e Júlio César desperdiçaram suas cobranças e os franceses selaram a classificação com o gol de Luís Fernandez.

Voltando ao Flamengo em 1989 mesmo veterano, Júnior se reinventou como camisa 10, ganhando o Brasileiro de 1992, uma Copa do Brasil em 1990 e outro carioca em 1991.

Ele voltou a seleção, participando de vários amistosos em 1992, mas decidiu se aposentar no ano seguinte, como o jogador com maior número de jogos na história do clube, com 876 partidas.

Hoje em dia, Júnior é o principal comentarista da TV Globo.

Mazinho – 1990 e 1994

Iomar do Nascimento, mais conhecido pelo apelido de Mazinho, é o único jogador da lista a ter jogado em um clube paraibano.

Nascido em 8 de abril de 1966, na cidade de Santa Rita, Mazinho começou a carreira no Santa Cruz da mesma cidade, inclusive jogando um Campeonato Paraibano, com apenas 16 anos.

Foi para o Vasco da Gama logo depois, onde se tornou um dos maiores jogadores da história do clube cruz-maltino.

Lateral-direito de origem, o paraibano subiu para o profissional em 1985, ao lado de Romário. Titular incontestável a partir de 1987, Mazinho foi medalha de prata nas Olímpiadas de Seul em 1988, também foi bicampeão carioca e Campeão Brasileiro em 1989, sendo eleito melhor lateral em três torneios seguidos.

No mesmo ano, foi Campeão da Copa América em casa, onde se tornou peça fundamental do esquema com três zagueiros de Sebastião Lazaroni.

No ano seguinte Mazinho se transfere para o Lecce da Itália, onde mesmo sendo titular em todos os jogos não conseguiu salvar o clube do rebaixamento. No Mundial  de 1990 realizado na terra da pizza, Mazinho foi preterido por Jorginho do Bayer Leverkusen, não atuando em nenhum dos quatro jogos do time, que perdeu para Argentina de Maradona e Caniggia, nas oitavas de final.

Após a Copa, Mazinho foi para Fiorentina onde teve rápida passagem, retornando ao Brasil, para jogar pelo Palmeiras no começo da era Parmalat. No alviverde o paraibano foi bicampeão brasileiro em 93 e 94.

Suas boas atuações o credenciaram a uma convocação no time de Carlos Alberto Parreira, mas com sua mudança da lateral-direita para a volância.

Na Copa dos Estados Unidos, Mazinho ganhou a posição do capitão e camisa 10 Raí, formando um meio campo coeso ao lado de Dunga, Mauro Silva e Zinho que levou a seleção para a final contra a Itália de Baresi, Maldini e Roberto Baggio.

Na final Mazinho jogou os 120 minutos do empate por 0 x 0, mas não bateu uma das cobranças do time na disputa por pênaltis, que se encerrou com o chute para fora de Baggio.

Mazinho se tornou aos 28 anos, o único paraibano campeão do mundo se transformando no maior filho pródigo de Santa Rita.

Mazinho jogou por Valencia, Celta de Vigo e Elche na Espanha, encerrando a carreira no Vitória da Bahia em 2001.

Hoje em dia Mazinho atua como empresário, e dois dos seus filhos, ficaram famosos jogando em clubes importantes do mundo.

Rafinha que jogou no Barcelona e no Paris Saint-Germain e Thiago Alcântara que também foi do Barcelona, passou por Bayern de Munique e encerrou a carreira no Liverpool.

Hulk – 2014

Givanildo Vieira de Sousa, o Hulk, nasceu em 25 de julho de 1986 na cidade de Campina Grande. Ainda na adolescência Hulk saiu do estado, para tentar ser jogador profissional.

Após passar por Vilanovense e São Paulo, foi no Vitória que o paraibano se profissionalizou em 2004.

Com apenas dois jogos no clube baiano, foi vendido para o Kawasaki Frontale do Japão, que o repassou por empréstimo para o Consadole Sapporo e Tokyo Verdy que o comprou em 2008.

No mesmo ano, Hulk se transferiu para o Porto, onde rapidamente se tornou um ídolo mundialmente conhecido, Ao lado de nomes como Falcão Garcia, Hélton e James Rodríguez, o paraibano foi Campeão Português quatro vezes e Campeão da Liga Europa no ano de 2011.

Hulk se mudou para o Zenit da Rússia em 2012, por 60 milhões de euros, em uma das transferências mais caras da década passada.

Mesmo sofrendo repetidos casos de racismo, o paraibano se tornou ídolo na Rússia, se firmando como um dos principais jogadores da Europa.

Em 2009 foi convocado pela primeira vez para a seleção, mas foi a partir de 2011 que Hulk foi figura cativa no time de Mano Menezes.

No ano seguinte foi chamado como um dos três jogadores acima dos 23 anos, para a Olímpiada de Londres, onde foi medalha de prata, inclusive tendo feito o gol do Brasil na final contra o México.

Mesmo com a entrada de Felipão no comando da amarelinha, Hulk continuou a ser um dos principais nomes do time que foi Campeão da Copa das Confederações de 2013, com o paraibano sendo titular em todos os jogos, dando duas assistências na final contra a Espanha que a seleção venceu por 3 x 0.

Titular absoluto do time favorito para o Mundial realizado no Brasil em 2014, Hulk não repetiu as boas atuações da Copa das Confederações, mas mesmo assim foi titular em cinco dos 7 jogos do Brasil, inclusive participando no fatídico 7 x 1 contra a Alemanha na semifinal, que selou a maior vergonha da história da seleção brasileira.

Hulk ainda foi chamado por Dunga para a Copa América de 2016, mas nunca mais teve o mesmo prestígio na seleção.

No mesmo ano, ele se transferiu para o Shanghai SIPG da China, onde ficou por quatro anos, se tornando um dos jogadores mais bem pagos do mundo nesse período.

Em 2021 realizou o sonho de voltar para o Brasil, decidindo jogar no Atlético-MG, após um começo turbulento, Hulk foi o craque do país no ano, conquistando a Copa do Brasil e o Brasileirão.

Após cinco anos de Atlético onde se transformou em ídolo, Hulk irá jogar no Fluminense, após a Copa do Mundo de 2026.

Douglas Santos – 2026

Natural de João Pessoa, Douglas Santos iniciou jogando futsal na escola. Passou mais de um ano parado por causa de uma fratura no fêmur, mas voltou a jogar futebol mesmo tendo pensado em desistir durante a lesão. 

Douglas Santos se profissionalizou pelo CSP, mas se transferiu para o Náutico para ainda atuar por equipes de base. Em 2013, defendendo os alvirrubros, foi convocado por Felipão para um amistoso contra a Bolívia, ocasião em que a Seleção Brasileira usou apenas jogadores do futebol nacional.

Em 2016, quando defendia o Atlético-MG após breve passagem pela Udinese, no início da temporada 2013/14, teve os primeiros grandes momentos com a Seleção Brasileira: entrou durante vitória sobre o Panamá, em amistoso disputado em maio.

Além disso, foi titular nos seis jogos da campanha que terminou com o inédito ouro olímpico na Rio 2016, colaborando com duas assistências na goleada por 4 a 0 sobre a Dinamarca. Também esteve no elenco de Dunga para a Copa América Centenário, nos Estados Unidos.

Na sequência, se transferiu para o Hamburgo, permanecendo na Alemanha da temporada 2016/17 até o final de 2018/19. Depois de três anos, foi contratado pelo Zenit.

Em sete temporadas no futebol russo, conseguiu rechear o currículo com conquistas, tendo conquistado seis títulos do Campeonato Russo.

Em agosto de 2025, a pedido de Carlo Ancelotti voltou a ser convocado para a seleção, dessa vez para jogos contra o Chile e a Bolivia, pelas Eliminatórias da Copa de 2026.

Desde então, foi convocado para três das quatro convocações seguintes e em 18 de maio de 2026, recebeu a convocação para disputar a Copa do Mundo de 2026

Matheus Cunha – 2026

Natural de João Pessoa, Matheus Cunha iniciou a carreira jogando futsal no Esporte Clube Branco e após ir jogar em Pernambuco, trocou a quadra pelo campo, quando foi levado para as categorias de base do Coritiba, mas foi na Europa que deu os primeiros passos como profissional.

Em 2017, transferiu-se para o FC Sion, da Suíça, onde chamou atenção pelo perfil de atacante móvel, com capacidade de atuar centralizado ou pelos lados do campo.

O desempenho abriu portas para a Alemanha. Em 2018, Cunha acertou com o RB Leipzig e, posteriormente, ganhou protagonismo defendendo o Hertha BSC, período em que passou a figurar com frequência nas convocações das seleções de base do Brasil.

Em 2021, foi campeão olímpico nos Jogos de Tóquio 2020 com a Seleção Brasileira. No mesmo ano, foi contratado pelo Atlético de Madrid, passando a atuar em uma das principais ligas do mundo.

A grande notoriedade veio com a camisa do Wolverhampton. No futebol inglês, viveu o momento mais regular da carreira no futebol europeu.

O desempenho recolocou o atacante no radar definitivo da Seleção Brasileira.

Atualmente no Manchester United com contrato até 2030, é um piladores do time comandado por Michael Carrick.

Fonte: Vitor Azevêdo - Créditos: Polêmica Paraíba - Vitor Azevêdo