Alexandre de Moraes pede ao presidente do STF, Edson Fachin, investigação contra André Mendonça por suposta parcialidade em investigações
Foto: Cristiano Mariz/Agência O Globo
O ministro Alexandre de Moraes,
do Supremo Tribunal Federal (STF), encaminhou nessa quinta-feira (03) ao
presidente da Corte, Edson Fachin, um pedido de investigação contra o
ministro André Mendonça.
No documento, Alexandre de Moraes aponta “fortes indícios” de improbidade
administrativa, abuso de autoridade, crime de responsabilidade e
favorecimento a determinados grupos políticos na atuação de André Mendonça
como relator das operações Sem Desconto e Compliance Zero.
Segundo Alexandre de Moraes, André Mendonça teria ultrapassado as atribuições de relator e
interferido diretamente na condução das investigações. A manifestação
também aponta suposto direcionamento de alvos por “motivos pessoais e
políticos”, entre eles o próprio Moraes e o presidente do Senado, Davi
Alcolumbre (União-AP).
Alexandre de Moraes
também afirma que o colega teria participado irregularmente de
tratativas relacionadas a uma eventual colaboração premiada e indicado
previamente medidas cautelares que deveriam ser apresentadas pela
Polícia Federal.
Na
petição, o ministro afirma ainda que um relatório da Polícia Federal
aponta medidas adotadas por André Mendonça com “flagrante perda de
imparcialidade”. Entre os questionamentos estão uma suposta
interferência na direção das investigações, problemas relacionados à
cadeia de custódia das provas e o direcionamento de medidas contra
investigados.
Crise no STF
O pedido ocorre dois dias depois de André Mendonça retirar o sigilo de um relatório da Polícia Federal que revelou mensagens e contatos entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.
Na
terça-feira (1º), a Procuradoria-Geral da República (PGR) também
defendeu a nulidade da investigação conduzida sob a relatoria de André Mendonça que apontou a relação entre Alexandre de Moraes e André Vorcaro.
As mensagens presentes no relatório da PF também indicam contatos entre Daniel Vorcaro e o procurador-geral da República, Paulo Gonet.
André Mendonça ainda não se manifestou sobre o pedido apresentado por Alexandre de Moraes.
Paraíba perde quase metade das candidaturas em quatro anos; disputa para deputado estadual encolhe mais de 50%
A quantidade de candidatos nas urnas paraibanas caiu de forma expressiva entre as eleições de 2022 e 2026. Dados do sistema DivulgaCand, da Justiça Eleitoral, mostram que a Paraíba passou de 752 candidaturas registradas há quatro anos para 436 neste ano, uma redução de 316 nomes, equivalente a aproximadamente 42%.
A queda fica ainda mais evidente na disputa pelas 36 cadeiras da Assembleia Legislativa da Paraíba. Em 2022, foram registradas 471 candidaturas a deputado estadual. Para as eleições de 2026, o número caiu para apenas 208, o que representa uma redução de cerca de 55%.
Na
prática, mais da metade dos nomes que formavam a disputa proporcional
estadual há quatro anos desapareceu do cenário eleitoral deste ano.
A eleição para deputado federal também terá menos concorrentes. O número passou de 251 candidatos em 2022 para 184 em 2026, uma diminuição de aproximadamente 27%.
Segundo
levantamento oficial divulgado pelo Tribunal Regional Eleitoral da
Paraíba (TRE-PB), os 436 registros de 2026 estão distribuídos entre seis
candidatos a governador, seis a vice-governador, dez ao Senado, 11
primeiros suplentes, 11 segundos suplentes, 184 candidatos a deputado
federal e 208 a deputado estadual.
Disputa pela Assembleia é a que mais encolheu
A
redução no número de concorrentes a deputado estadual chama atenção
porque acontece justamente na eleição que reúne o maior volume de
candidatos no estado.
Enquanto em 2022 havia, em média, mais de 13 candidatos para cada uma das 36 cadeiras da ALPB, neste ano a relação caiu para menos de seis candidatos por vaga.
A
redução, no entanto, não significa necessariamente que conquistar uma
cadeira tenha ficado mais fácil. O sistema proporcional considera os
votos obtidos pelos partidos e federações, os quocientes eleitoral e
partidário e o desempenho individual dos candidatos.
Com chapas menores, a tendência é de uma disputa mais concentrada entre os nomes considerados prioritários pelas legendas.
Mulheres são 36% das candidaturas
Apesar da redução no número absoluto de candidatos, a participação proporcional das mulheres cresceu.
Segundo o TRE-PB, 156 das 436 candidaturas registradas em 2026 são femininas, o equivalente a 36% do total. Os homens representam 64%, com 280 registros.
Na
disputa para deputado estadual, 73 das 208 candidaturas são de
mulheres, aproximadamente 35%. Entre os candidatos a deputado federal,
são 68 mulheres entre 184 registros, cerca de 37%.
Em
2022, as mulheres representavam aproximadamente 34% das candidaturas
paraibanas, percentual ligeiramente inferior ao registrado neste ano.
Número ainda pode sofrer alterações
Os
dados correspondem aos registros apresentados à Justiça Eleitoral e
ainda podem sofrer ajustes ao longo da campanha, em razão de renúncias,
indeferimentos, recursos ou eventuais substituições.
Os
processos de registro são analisados pelo TRE-PB, que verifica se os
candidatos atendem às condições exigidas pela legislação eleitoral e se
existe alguma causa de inelegibilidade.
Mesmo
com possíveis mudanças pontuais, a diferença em relação a 2022 já
evidencia uma característica marcante das eleições deste ano na Paraíba:
o eleitor terá significativamente menos nomes para escolher, sobretudo na disputa por uma cadeira na Assembleia Legislativa.
Blog JURU EM DESTAQUE com Polêmica Paraíba - Suedna Lima
Edição 'Brasil Cachaças 2026' reúne produtores nacionais e celebra história, cultura e futuro da bebida brasileira
Foto: Divulgação/Pauta Comunicação
Considerado um dos principais eventos do setor no Brasil, o Brasil Cachaças chega à sua 6ª edição entre os dias 28 e 31 de outubro de 2026, em João Pessoa (PB).
O evento une produtores, pesquisadores, profissionais do mercado e
apreciadores para celebrar a história, a cultura e a diversidade
sensorial da cachaça, além de debater os rumos de toda cadeia produtiva, do campo à taça.
A
programação abre em 28 de outubro, no Auditório do Sebrae, com o 6º
Seminário Brasil Cachaças, voltado a diversos públicos, como produtores,
especialistas, pesquisadores e estudantes para debater temas
estratégicos do setor: uso de madeiras brasileiras no envelhecimento,
inovação tecnológica nas destilarias, transparência da cadeia produtiva,
sustentabilidade, economia circular, mercado internacional e tendências
de consumo e mixologia premium.
Entre os participantes
confirmados estão nomes como Normando Filho (UFPB), Leandro Marelli,
Aline Bortolletto, Profa. Maria das Graças (UFLA), Andréia Gerk, Luiz
Carlos Moretti (Cachaça Estância Moretti/PR), além de representantes do
IBRAC, ApexBrasil, produtores e especialistas ligados ao setor.
De
29 a 31 de outubro, o evento se abre à população com a Feira de
Exposição das Melhores Cachaças do Brasil, no Espaço Cultural José Lins
do Rego. São três dias de degustações, lançamentos, oficinas de
coquetelaria, concursos, atrações culturais e gastronomia, incluindo:
VI edição do Concurso de Drinks Brasil Cachaças;
III Concurso de Sobremesas Brasil Cachaças;
Lapada de Ciência;
III edição do Salão de Queijos;
Praça de alimentação;
Shows diários ao vivo.
Produção e destaque nacional
Já
estão confirmados representantes de 11 estados produtores: Maranhão,
Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo, Minas
Gerais, Goiás, Paraná e Rio Grande do Sul. A presença de produtores de
diferentes regiões também evidencia a dimensão e a diversidade da cadeia
produtiva da cachaça no país.
Dados do Anuário da Cachaça
2025-2026 mostram a força de diferentes polos produtores. Minas Gerais
reúne 564 estabelecimentos e 2.922 cachaças registradas, enquanto o Rio
Grande do Sul possui 106 estabelecimentos e 603 produtos registrados. O
Paraná soma 74 estabelecimentos e 406 cachaças registradas.
No
Nordeste, a Paraíba se destaca com 59 estabelecimentos e 410 cachaças
registradas. Pernambuco reúne 32 estabelecimentos e 121 produtos; Bahia,
31 estabelecimentos e 175 produtos; Maranhão, nove estabelecimentos e
74 produtos; e Alagoas, oito estabelecimentos e 70 produtos. Somados, os
cinco estados nordestinos reúnem 139 estabelecimentos e 850 cachaças
registradas, evidenciando a diversidade e o potencial da produção
regional.
No cenário nacional, o Nordeste declarou 41,84 milhões
de litros de cachaça em 2025, o equivalente a 17,84% da produção
brasileira, segundo os dados apresentados no anuário.
Protagonismo feminino e livro inédito
No
Brasil Cachaças 2026 ganha destaque a participação das mulheres no
desenvolvimento da bebida brasileira. O tema estará presente na
programação do evento e também será marcado pelo lançamento do livro
“Mulheres da Cachaça: histórias de coragem, pertencimento e protagonismo
feminino”, obra que reúne as trajetórias de 29 mulheres de oito estados
brasileiros que encontraram na cachaça diferentes caminhos de trabalho,
conhecimento, tradição, empreendedorismo e transformação.
Idealizado
e coordenado por Ana Laura Silva Guimarães, do Cachaciê, com prefácio
de Luciana Mitri, do movimento Inspirando Mulheres Club, e publicação da
Editora Lisboa, o livro reúne vozes femininas que atuam em diferentes
áreas do universo da cachaça, da produção à pesquisa, da comunicação ao
empreendedorismo, da apreciação à inovação.
A publicação evidencia
um movimento de protagonismo feminino que vem ganhando espaço no setor e
mostra mulheres que preservam saberes, rompem barreiras, constroem
novas possibilidades e participam ativamente do presente e do futuro da
cachaça brasileira.
“O Brasil Cachaças é uma celebração da cachaça
em toda a sua diversidade. E não seria possível contar essa história
sem reconhecer o papel fundamental das mulheres na construção desse
patrimônio brasileiro. O lançamento do livro Mulheres da Cachaça amplia
essa conversa e dá visibilidade a trajetórias que precisam ser
conhecidas e valorizadas”, afirma Fernanda Melo, uma das coautoras do
livro e idealizadora do Brasil Cachaças.
Eleições 2026: candidatos ao Governo da Paraíba cumprem agenda de campanha nesta quinta-feira (03)
Foto: Reprodução
Os candidatos ao Governo da Paraíba cumprem, nesta quinta-feira (03), compromissos de campanha
em João Pessoa, Guarabira, Campina Grande, Santa Rita, Bayeux e
Cabedelo. As atividades previstas incluem caminhadas, sabatinas,
reuniões com lideranças, encontros com apoiadores e gravações para o
guia eleitoral.
Efraim Filho
O candidato Efraim Filho (PL)
dedica a manhã às gravações para o guia eleitoral. À tarde, participa
de uma reunião com apoiadores.
Às
17h22, o candidato inaugura um comitê de campanha em Bayeux, localizado
na avenida Petrônio de Figueiredo, esquina com a rua Francisco Marques
da Fonseca.
Cícero Lucena
Cícero Lucena inicia o dia às
7h15, com um encontro com lideranças em Guarabira. Às 8h45, participa de
uma sabatina promovida pelo Consórcio de Mídias Digitais do Brejo.
Ao
meio-dia, o candidato participa de uma reunião com lideranças em Santa
Rita. No período da noite, às 18h45, estará em uma sabatina na
Associação Comercial e Empresarial de Campina Grande (ACCG).
Encerrando
a programação, às 20h, Cícero participa de uma plenária com apoiadores
do deputado Tovar, no Espaço Lume, localizado na Rua Severino Pimentel,
nº 46, em Campina Grande.
Lucas Ribeiro
Candidato à reeleição, Lucas Ribeiro começa a agenda às 9h, com um compromisso administrativo em João Pessoa.
Às
17h40, participa de uma caminhada no bairro Cidade dos Colibris. A
concentração será na Rua Paulo Roberto Moreira da Cunha, em frente ao
Burger King.
À noite, às 19h11, Lucas participa de outra
caminhada, desta vez no bairro Valentina Figueiredo. A concentração está
marcada para ocorrer em frente ao PSF de Paratibe.
Pedro Coutinho
Pedro
Coutinho (DC) começa as atividades às 5h, com uma caminhada ao lado de
apoiadores e amigos pela orla do Seixas, em João Pessoa.
Às 8h,
participa de um café da manhã e realiza visitas a moradores da Praia da
Penha. Ao meio-dia, encontra apoiadores no Centro de Cabedelo.
Às
15h, o candidato visita o Porto de Cabedelo e concede entrevista à TV
Cabo Branco. Depois, às 17h, realiza visitas no bairro de Intermares,
também em Cabedelo.
Yuri Ezequiel
A assessoria de Yuri Ezequiel (UP) não divulgou a agenda de campanha do candidato para esta quinta-feira (03).
Confira a agenda dos candidatos à Presidente da República nesta quinta-feira (03); os presidênciaáveis têm entrevistas, visitas, atos e agendas partidárias
A agenda dos presidenciáveis inclui entrevistas e
sabatinas em veículos de comunicação, encontros com lideranças
religiosas, visitas a instituições e obras sociais. Também estão
previstas panfletagem e apresentação de programa eleitoral, além de
atividades partidárias.
Clariana Barão (Democracia Cristã)
Concede entrevista para o canal Leo Dias
Edmilson Costa (PCB)
Cumpre agenda da secretaria-geral do PCB em Lisboa.
Flávio Bolsonaro (PL)
Faz transmissão ao vivo pelas redes sociais, às 19h.
Hertz Dias (PSTU)
Em Aracaju (SE), participa de panfletagem no Calçadão da rua João Pessoa
e de conversa de apresentação do Programa Eleitoral do PSTU na sede do
Sindipetro.
Renan Santos (Missão)
Concede entrevista para CNN Brasil, às 21h
Romeu Zema (Novo)
Participa de sabatina no programa Jornal da Manhã, da Jovem Pan, das 8h às 9h.
Ronaldo Caiado (PSD)
Concede entrevista para o jornal O Estado de S. Paulo. À tarde, visita a obra social Dom Bosco, em São Paulo (SP).
Wilson Grassi (Democrata)
Pela manhã, visita o Hospital e Centro de Reabilitação da Fauna
Silvestre e o Hospital Veterinário Anclivepa, ambos em Taguatinga (DF). À
tarde, participa de protesto pacífico contra a suspensão de seus canais
digitais de campanha.
Augusto Cury (Avante)
Participa de reunião na Assembleia de Deus de São Paulo (SP). À noite,
participa de evento para casais da Igreja Carvalhos de Justiça, em
Ribeirão Preto (SP).
Os candidatos Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não tem agenda pública de campanha nesta quinta-feira. Rui Costa Pimenta (PCO) e Samara Martins (UP) não divulgaram a agenda até o momento desta publicação.
A ordem de apresentação da cobertura da agenda dos candidatos a presidente segue rodízio diário em ordem alfabética.
Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprova registro de seis chapas à Presidência da República; veja quem está na disputa
O prazo para pedir registro terminou em 15 de agosto; ao todo são 13 candidaturas, uma a mais do que em 2022
Foto: Reprodução/Polêmica Paraíba
O
Tribunal Superior Eleitoral (TSE) liberou, nessa quarta-feira (02/09), o
registro de seis chapas que vão concorrer à Presidência e à
Vice-Presidência da República no pleito de 2026. A decisão foi tomada
por unanimidade. Ainda restam sete pedidos de registro a serem
examinados pela Corte.
Ao
todo, chegaram à Justiça Eleitoral 13 pedidos de candidatura à
Presidência neste ano: uma disputa a mais na comparação com as eleições
de 2022. O prazo legal para protocolar os registros se encerrou em 15 de
agosto.
As
seis chapas aprovadas apresentaram a documentação exigida e cumpriram
os requisitos previstos na Constituição Federal e na Lei de
Inelegibilidade.
As seis chapas liberadas pelo TSE
Entre
os registros aprovados está o do atual presidente, Luiz Inácio Lula da
Silva (PT), que tem Geraldo Alckmin (PSB) como candidato a vice. Também
foram liberadas as candidaturas de Flávio Bolsonaro (PL), com Alfredo
Gaspar de vice; e de Romeu Zema (Novo), que leva Eduardo Girão na chapa.
O
TSE ainda aprovou o registro de Samara Martins (UP), tendo Raquel
Brício como vice; de Hertz Dias (PSTU), acompanhado de Vanessa Portugal;
e de Edmilson Costa (PCB), que tem Cleusa Santos na vaga de
vice-presidente.
Sete pedidos aguardam análise
Outras
sete candidaturas seguem sob apreciação do Tribunal, como a de Augusto
Cury e Júlio Delgado (Avante); Renan Santos e Coronel Medina (Missão);
Ronaldo Caiado e Gilberto Kassab (PSD); e Pablo Marçal e Leonardo
Avalanche (PRTB).
Também
aguardam decisão as candidaturas Wilson Grassi e Suêd Haidar
(Democrata); Rui Costa Pimenta e Antônio Carlos (PCO); e Clariana Barão e
Fabiana Torquato (DC).
Os registros de candidatos a cargos estaduais e federais são analisados pelos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs).
Blog JURU EM DESTAQUE com Polêmica Paraíba - Beatriz Paulino -
Governo Federal libera R$ 174 mil para cidade de Pilar, na Paraíba, atingida pelas fortes chuvas que caíram no município
Foto: Reprodução
O município de Pilar, na Paraíba, vai receber R$ 174 mil do Governo Federal para
ações de resposta aos danos provocados pelas fortes chuvas. A liberação
dos recursos foi oficializada em portaria publicada nesta quarta-feira
(02) no Diário Oficial da União (DOU).
O repasse ocorre após o município ser afetado
pelo período de chuvas e solicitar apoio financeiro federal. Cidades que
possuem reconhecimento de situação de emergência ou estado de
calamidade pública podem recorrer ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) para obter recursos destinados à Defesa Civil.
Para solicitar o auxílio, as prefeituras devem
apresentar as demandas por meio do Sistema Integrado de Informações
sobre Desastres (S2iD). A partir dos dados encaminhados e do plano de
trabalho apresentado pelo município, a Defesa Civil Nacional analisa as
metas previstas e os valores necessários para a execução das ações.
Com a aprovação do plano, o Governo Federal formaliza a liberação por
meio de portaria publicada no DOU. No caso de Pilar, os R$ 174 mil
serão destinados às medidas de resposta aos impactos causados pelas
chuvas, conforme o pedido apresentado pelo município e aprovado pela
área técnica da Defesa Civil Nacional.
Blog JURU EM DESTAQUE com Fonte 83 | Por Lucas Duarte / Fonte83
Suspeitos de assaltar casa do prefeito do município de Boqueirão, na Paraíba, são presos em Campina Grande
Cidade de Boqueirão, no Cariri paraibano
Dois
homens suspeitos de participar do assalto à casa do prefeito de
Boqueirão, Marcos Freitas, e da primeira-dama, Joelma Freitas, foram
presos na noite desta terça-feira (1º) pelas Polícias Civil e Militar. O
crime aconteceu na cidade localizada no Cariri da Paraíba.
Um dos
suspeitos foi localizado em Campina Grande pelo Grupo Tático Especial
(GTE) de Queimadas, com apoio da Delegacia de Roubos e Furtos de Campina
Grande e da Unidade de Inteligência.
O segundo foi conduzido pela Polícia Militar até a Central de Polícia, onde teve o flagrante lavrado pela Polícia Civil.
Segundo
o delegado Tadeu Maia, do GTE da 11ª Delegacia Seccional de Polícia
Civil (DSPC), diversas diligências foram realizadas ainda na terça-feira
e resultaram nas duas prisões.
De acordo com as investigações, um
dos presos é suspeito de ter participado diretamente da invasão à
residência. O segundo é investigado por supostamente ter auxiliado na
fuga e na localização da casa das vítimas. Ele teria sido visto em uma
motocicleta acompanhando o veículo utilizado pelos homens que entraram
na residência.
Ainda conforme o delegado, o segundo suspeito foi
levado à Central de Polícia no final da tarde pela Polícia Militar e,
posteriormente, a Polícia Civil realizou a lavratura do flagrante.
“Os
presos já estão à disposição da Justiça. A Polícia Civil da Paraíba
reforça a necessidade de cautela na divulgação de informações referentes
ao caso, já que as investigações estão em andamento e novas prisões
podem ser realizadas a qualquer momento”, declarou Tadeu Maia.
O ator e diretor Gracindo Jr. morreu, na noite dessa terça (02), em
casa aos 83 anos de idade, de causas naturais
O
ator e diretor Gracindo Jr. morreu, na noite dessa terça-feira (2), em
casa aos 83 anos, de causas naturais. Em nota, o Ministério da Cultura
(MinC) informou que recebeu a notícia com pesar. Destacou sua dedicação à
arte por 50 anos, passando pelo teatro, rádio, cinema e televisão,
período em que desempenhou também a função de roteirista.
O
nome de batismo – Epaminondas Xavier Gracindo – foi dado pelo pai, o
também ator Paulo Gracindo. Nascido no Rio de Janeiro em 21 de maio de
1943, aos 15 anos Gracindo fez um teste para a Rádio Nacional e, ao ser
aprovado se tornou ator, redator e disc-jóquei na emissora.
A estreia no teatro foi em 1961, na peça A Escada, de Oswald de Andrade. Na tevê foram vários os trabalhos em novelas de sucesso como Mandala, O Salvador da Pátria, Rainha da Sucata, Deus nos Acuda, Explode Coração, Anjo de Mim, Esplendor e Celebridade.
Gracindo Jr foi um dos fundadores da TV Globo, onde chegou a atuar em produções junto com o pai como O Bem Amado. Em O Casarão, os dois interpretaram o mesmo personagem nas versões mais jovem e com mais idade.
Na direção, também na TV, esteve à frente da novela Marron-Glacé e, em 1983, do programa Os Trapalhões.
“O
MinC se solidariza com os cinco filhos, sete netos e a esposa, Daisy
Poli, com quem estava havia mais de cinco décadas”, concluiu a nota do
ministério.
O
governador em exercício do estado do Rio, Ricardo Couto, também
divulgou nota afirmando que recebeu com tristeza a notícia da morte do
ator e diretor.,
“Neste
momento de dor, manifesto minha solidariedade aos familiares, amigos e a
todos que tiveram o privilégio de conviver com ele”, completou.
O
corpo de Gracindo JR será cremado, às 14h10, no Cemitério da
Penitência, no bairro do Caju, zona norte do Rio. De acordo com o
cemitério, o velório na capela 6 começará às 12h10.
Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprova PEC que acaba com jornada 6x1, a matéria ainda precisa passar pelo plenário da Casa em dois turnos
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou, nesta quarta-feira (2), por votação simbólica, a proposta de emenda à Constituição (PEC) que põe fim à jornada de seis dias de trabalho por um de descanso (6x1). A matéria ainda precisa passar pelo plenário da Casa, em dois turnos de votação.
A PEC 221 de 2019 prevê
a obrigatoriedade de descanso remunerado de dois dias por semana, sem
redução salarial, e reduz a atual jornada de trabalho de 44 para 40
horas semanais, com uma regra de transição de 14 meses.
Dos 27 senadores presentes na comissão, apenas quatro registraram
votos contrários: o líder da oposição Rogério Marinho (PL-RN), Hamilton
Mourão (Republicanos-RS), Tereza Cristina (PP-MS) e Jaime Bagattoli
(PL-RO).
O relator Omar Aziz (PSD-AM) rejeitou todas as 36 emendas apresentadas à PEC, incluindo propostas para manter a possibilidade de escalas de 6x1 ou jornadas superiores a 40 horas.
“Até porque todas as emendas que foram apresentadas, as 36 emendas,
nenhuma pede mais benefício para o trabalhador”, justificou o relator.
A PEC foi criticada pelo líder da oposição Rogério Marinho, que
reclamou do pouco tempo para debater o tema e destacou que a proposta
traria inflação para a economia.
“Nós vamos gerar, sem dúvida nenhuma, inflação, desemprego e
informalidade em nome da perpetuação do projeto de poder”, disse o
parlamentar potiguar.
Estudos sobre o fim da 6x1 divergem sobre os impactos para a inflação e o Produto Interno Bruto (PIB, soma de bens e serviços produzidos no país).
Rogério Marinho defendeu uma outra PEC, a que cria um regime
trabalhista por hora trabalhada, e defendeu as negociações individuais
entre patrões e empregados para definição da escala de trabalho.
“Esse projeto vai na contramão da necessidade de darmos
competitividade à população, ao país e à sociedade brasileira”,
criticou.
O líder da oposição ainda apresentou um destaque para limitar o
descanso remunerado dos trabalhados à apenas um dia na semana. Porém, o
destaque foi rejeitado pela CCJ.
A senadora Eliziane Gama (PSD-MA) rebateu os argumentos de Rogério
Marinho e citou a pressão de empresários contra a PEC por aumentar
direitos dos trabalhadores.
“Toda vez que o Congresso Nacional busca assegurar direitos
trabalhistas, o discurso é o mesmo, a economia vai quebrar, o desemprego
vai imperar, a inflação vai ocorrer. Isso é um discurso simplesmente
para atender os grandes empresários deste país”, afirmou.
A senadora defendeu que a PEC assegura mais dignidade à vida dos trabalhadores,
“sobretudo às mulheres brasileiras, que têm dupla ou tripla jornada de
trabalho, e hoje, com a aprovação do fim da escala 6x1, nós vamos dar
dignidade, saúde mental e vamos melhorar a produtividade no Brasil”.
O senador Jaime Bagattoli (PL-RO) reclamou da “falta de mão de obra”
no Brasil e defendeu a jornada flexível por hora trabalhada.
“Está difícil a contratação de funcionário. Nós, patrões, queremos
que os nossos funcionários estejam com a melhor qualidade de vida”,
disse, acrescentando que não tinha como apoiar a PEC.
“Como é que nós vamos reduzir de 44 horas para 40 horas e essa
empresa vai ter a mesma produção? Claro que não. Não adianta nós
dizermos que não vai aumentar os custos”, completou o senador por
Rondônia.
Críticas
O relator da proposta, senador Omar Aziz, lembrou que mesmo o
PL, partido da oposição, votou majoritariamente a favor da PEC na
Câmara dos Deputados e rejeitou a tese de que a redução da jornada vai
“quebrar” a economia.
“Quando se criou o 13º salário, diziam que o Brasil ia quebrar, ia
ter problema. Depois que se reduziu de 48 horas para 44 horas, também
[apontaram] os mesmos problemas. O Brasil é muito forte e tem uma massa
trabalhadora que nos dá muito orgulho”, disse Aziz.
O relator da PEC do fim da 6x1 ainda criticou os acordos individuais
entre patrão e trabalhador, argumentando que não há igualdade de
condições nessa relação.
“O assédio ao trabalhador é quando você faz o contato individual. Ou é
desse jeito ou ele tá fora. Aí uma pessoa que tá precisando
desesperadamente daquele trabalho, vai aceitar. Acordo individual é
assédio ao trabalhador, sim! Acordo coletivo, não!”, acrescentou.
O relator também rejeitou a emenda que aumentava a regra de transição
da PEC de 14 meses para até quatro anos. Foram rejeitadas ainda as
sugestões de parlamentares para adiar a implementação da regra para uma
lei complementar posterior e para compensações fiscais às empresas.
Blog JURU EM DESTAQUE com Agência Brasil - Edição: Fernando Fraga - Lucas Pordeus León (Repórter da Agência Brasil)
EXCLUSIVO: Alexandre de Moraes e André Mendonça batem boca e quase chegam às vias de fato no Supremo Tribunal Federal (STF)
A Discussão
ocorreu após Alexandre de Moraes descobrir que André Mendonça mandou a Polícia Federal aprofundar
investigação que revelou conversas do ministro com Vorcaro
Andreza Matais
Vinícius Schmidt / Metrópoles
Ao
saber que o ministro André Mendonça havia pedido o aprofundamento de
investigações que acabaram por descortinar suas conversas com Daniel
Vorcaro, o ministro Alexandre de Moraes quase chegou às vias de fato com
o colega do Supremo.
Alexandre de Moraes pediu na última segunda-feira (31/08)
uma conversa com André Mendonça, que o recebeu em seu gabinete. O encontro
desandou. A coluna apurou que o clima esquentou, o tom ficou ríspido de
parte a parte e, por pouco, a discussão não descambou para agressões
físicas.
Alexandre de Moraes descobriu que André Mendonça havia determinado à Polícia Federal que revelasse
quem era o interlocutor de Vorcaro em uma conversa na qual eram citados o
procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da P0lícia Federal,
Andrei Rodrigues. A PF averiguou que se tratava de Alexandre de Moraes. No diálogo,
revelado pela coluna, Vorcaro pede a Moraes “proteção” de Paulo Gonet e Andrei
Rodrigues.
André Mendonça quis saber como Alexandre de Moraes tomou conhecimento dessa investigação, que é sigilosa e está sob sua relatoria. “Eu tenho minhas fontes. Fui ministro da Justiça”, respondeu Moraes.
Alexandre de Moraes acusou o colega de direcionar as investigações para ele. Para
investigar um ministro do Supremo, é preciso ter a concordância de todos
os ministros da Corte.
A coluna apurou que, antes de os bombeiros entrarem em ação, haverá um “fogo de encontro”. Alexandre de Moraes está se municiando para contra-atacar André Mendonça.
Ex-governador João Azevêdo quebra o silêncio sobre aliados que aderiram a Nabor e descarta impacto na campanha ao Senado Federal
João Azevêdo, ex-governador da Paraíba
O ex-governador e candidato ao Senado Federal, João Azevêdo (PSB)
comentou, nessa terça-feira (1º/09), o movimento de prefeitos e antigos
aliados que passaram a declarar apoio à candidatura do ex-prefeito de Patos, Nabor Wanderley (Republicanos). A declaração foi dada durante o programa Senso Crítico, da FGTVe ao Portal Fonte 83, com participação da jornalista Dayana Lucas. Apesar das mudanças no cenário, Azevêdo afirmou que as novas adesões não interferiram no planejamento de sua campanha.
“E as decisões são pessoais, eu tenho dito
muito isso. Quem tem que explicar o porquê foi para aqui ou para lá,
para acolá, para cima, para baixo, desceu ou voltou, recuou, são as
pessoas que tomaram a decisão. Não sou eu, não fui eu”, declarou o
ex-governador. Em seguida, João Azevêdo reforçou que nenhum dos
movimentos recentes alterou sua estratégia eleitoral. “Eu não tenho essa
preocupação. Nenhum dos dois alterou 1 mm sequer do planejamento da
nossa campanha”, afirmou.
A reação ocorre após uma sequência de mudanças
na composição de apoios políticos. Entre os movimentos mais recentes
está a adesão do prefeito de João Pessoa, Leo Bezerra(PSDB),
à candidatura de Nabor Wanderley, anunciada em um hotel da Capital.
Também foram citadas mudanças nos apoios de gestores de Paulista, ligado
ao PSB, e de Baía da Traição, além de outros prefeitos que teriam se
aproximado da candidatura republicana. Nabor disputa uma das duas vagas
ao Senado na chapa governista encabeçada pelo governador Lucas Ribeiro
(PP), que tem Dra. Lígia Feliciano (União Brasil) como candidata a vice.
João Azevêdo, porém, disse que sua campanha não está condicionada à
movimentação de aliados e afirmou manter o foco na disputa pelo Senado.
“Eu toquei minha pré-campanha e campanha da melhor maneira possível,
correndo verdadeiramente atrás daquilo que eu acredito, dos ideais”,
disse. O ex-governador acrescentou que pretende, no Senado, defender
projetos e investimentos para o Estado e para o Nordeste. “Eu quero ser
senador da Paraíba para discutir grandes projetos, trazer mais
investimentos e discutir políticas que possam verdadeiramente
transformar a Paraíba e a região Nordeste. Então, uma decisão pessoal de
alguém, quem tem que explicar são eles, não sou eu”, completou.
Blog JURU EM DESTAQUE com Fonte 83 | Por Lucas Duarte / Fonte83
OPINIÃO: Caso Alexandre de Moraes avançou do batom na cueca e deixou o ministro nu; POR HERON CID
Ministro Alexandre de Moraes em sessão - (Foto: Nelson Jr./SCO/STF)
Se
havia um pacto de silêncio no Supremo Tribunal Federal (STF), esqueceram de
combinar com o ministro André Mendonça, cuja nova decisão faz um grande
barulho na República.
Diante de novos elementos apontando o
ministro Alexandre de Moraes agora com participação direta no milionário
contrato de sua esposa Viviane Morais com o Banco Master, André Mendonça quer
levar as provas colhidas pela Polícia Federal à apreciação do plenário.
Em sessão aberta e com presença e cobertura da imprensa.
Nas novas provas, Alexandre Moraes aparece editando, ou seja, ajustando o documento de contrato entre a mulher e Daniel Vorcaro.
Um
movimento que aumenta a robustez da gravíssima suspeita de que o
ministro era o verdadeiro contratado para uma advocacia togada em favor
do chefão do Master.
A ferida aberta de Alexandre de Moraes
contamina o que resta de alguma credibilidade do STF e deixa corte ante
uma decisão crucial; ou salva toda a instituição ou para blindar um dos
seus vai ao buraco.
Porque não é mais o caso de batom na cueca. O ministro está nu!
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu na noite desta terça-feira (1º/09) a nulidade da investigação da Polícia Federal (PF) que
encontrou as mensagens trocadas entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o
ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF)
Na manifestação enviada à Corte, Gonet disse que o relator do
caso, ministro André Mendonça, investigou Moraes ilegalmente ao
determinar o aprofundamento da investigação sobre o caso Master para esmiuçar as conversas envolvendo Moraes e o ex-banqueiro.
No entendimento do procurador, o aprofundamento da apuração só poderia ocorrer após autorização do plenário da Corte.
No entendimento do procurador, eventual investigação contra Moraes
deveria ser direcionada o presidente da Corte, Edson Fachin, que levaria
do caso ao plenário, e não diretamente para execução da PF.
“A ordem dada à autoridade policial para investigar pessoas
específicas, sem pedido do Ministério Público e sem iniciativa da
autoridade policial, é nula, por exceder os limites de competência do
magistrado na fase pré-processual”, afirmou Gonet.
O parecer enviado após Mendonça pedir que a PGR se manifestasse sobre
o relatório da PF que faz menções ao ministro Alexandre de Moraes e o
próprio procurador-geral.
As citações aos nomes de Moraes e Gonet foram captadas pela
PF a partir da quebra de sigilo do celular do ex-banqueiro Daniel
Vorcaro, alvo das investigações da Operação Compliance Zero,
que investiga fraudes financeiras no Banco Master. O sigilo do relatório
de investigação foi retirado nesta terça-feira (1°/09).