quarta-feira, 12 de agosto de 2026

História dos Feliciano na Política da Paraíba

HERANÇA E PODER: De Médico a Ministro – A ascensão da família Feliciano na política paraibana

Família, Votos e Estratégia: A História dos Feliciano na Política da Paraíba

Mais uma reportagem da série Herança e Poder, do Portal Fonte83, resgata a memória política das famílias que moldaram a história da Paraíba. Hoje, a matéria destaca a família Feliciano, cuja trajetória combina saúde, política e estratégias familiares que se estendem à esfera nacional.

Damião Feliciano: O patriarca que transformou saúde em prestígio político

Nascido em 28 de abril de 1952, em Campina Grande, Damião Feliciano construiu sua carreira como médico cardiologista, empreendedor e figura de destaque nas rádios da região. Vindo de uma origem humilde, Damião e sua esposa, Lígia Feliciano, também médica, tornaram-se referências na periferia de Campina Grande, oferecendo atendimento médico gratuito e abrindo um hospital que lhes garantiu prestígio social e ascensão econômica.

Jonas Duarte, professor do Departamento de História da Universidade Federal da Paraíba (UFPB)

Segundo o professor Jonas Duarte, que integra o Departamento de História do CCHLA/UFPB, mestre em Economia pela UFPB e doutor em História Econômica pela USP: “Damião Feliciano se forma médico em uma época em que isso era raro para alguém negro e pobre. Ele e Lígia conquistaram prestígio assistencial na periferia, quando o Estado praticamente não oferecia saúde básica. Eles ganharam votos e respeito atendendo as pessoas de graça e montando estruturas próprias, como hospitais e rádios”, explicou à reportagem do Portal Fonte83.

Politicamente, Damião iniciou sua trajetória ainda no século XX e foi eleito deputado federal pela Paraíba em 1998, retornando à Câmara em mandatos sucessivos desde 2007. Ele também ocupou o cargo de Secretário de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente do estado e é reconhecido por sua atuação em pautas sociais, direitos raciais e inclusão, além de ser um dos principais representantes da Bancada Negra da Câmara dos Deputados.

Lígia Feliciano: Experiência Executiva e Nicho Eleitoral Estratégico

Lígia Feliciano consolidou carreira política própria, destacando-se como vice-governadora da Paraíba em 2018. Sua atuação foi marcada por projetos de infraestrutura, inclusão social e desenvolvimento regional, além da gestão de políticas de saúde e educação.

Jonas Duarte observa que Lígia desempenhou um papel central na política estratégica do casal: “Ela tinha um nicho eleitoral importante em Campina Grande. Quando Ricardo Coutinho a colocou como vice, era para disputar votos em um contexto estratégico contra Cássio. O prestígio da família se consolidava sem depender de fidelidade ideológica; eles sempre souberam negociar com diferentes governos”, destacou.

A Nova Geração: Gustavo, Mariana e Renato

Os filhos da família seguem caminhos distintos, mas todos vinculados à política ou ao serviço público:

Gustavo Feliciano, advogado e político, foi Secretário de Turismo e Desenvolvimento Econômico da Paraíba e, em dezembro de 2025, assumiu o cargo de Ministro do Turismo no Palácio do Planalto, consolidando a presença da família na política federal.

Mariana Feliciano, arquiteta e urbanista, candidata a vice-prefeita de João Pessoa em 2020, mantém atuação em gestão comunitária e presença nas redes sociais, conectando política e cidadania.

Renato Feliciano atual Secretário de Estado do Desenvolvimento e da Articulação Municipal, atua nos bastidores, apoiando campanhas familiares e projetos públicos, fortalecendo a articulação política do núcleo familiar.

Segundo o professor Jonas Duarte, a habilidade política da família Feliciano é marcada por pragmatismo: “A ideologia não move esse pessoal. Eles negociam prestígio e influência conforme a oportunidade, seja à direita ou à esquerda, sempre priorizando os interesses familiares. É a tradição de famílias políticas no Brasil, que muitas vezes limita a efetividade da democracia”, pontuou.

Estratégia e Influência Política

A família Feliciano representa hoje um núcleo político emergente, combinando prestígio social, votos consolidados e articulação estratégica. Damião, aliado ou adversário conforme o contexto, consegue transitar entre diferentes governos e partidos para garantir posições estratégicas, como a nomeação de seu filho Gustavo para o Ministério do Turismo.

Ainda segundo Duarte, embora a família Feliciano tenha grande influência, ela não se consolidou como uma oligarquia de peso no estado, diferentemente de outras famílias tradicionais da Paraíba, como os Cunha Lima ou os Motta. “Eles ainda não têm laços estruturados com outros grupos familiares fortes. O que vemos é uma ascensão baseada na habilidade individual de Damião e na articulação familiar para manter relevância política”, argumentou.

Legado e Continuidade

De médicos de periferia a líderes políticos e ministros, a história da família Feliciano é um exemplo de como prestígio social, trabalho comunitário e estratégia política podem se combinar para criar legados duradouros. Com Damião e Lígia à frente, e a nova geração assumindo cargos estratégicos, a família se consolida como uma das mais influentes no cenário político regional e nacional.

A série Herança e Poder continua no próximo fim de semana, trazendo novas histórias de famílias que moldaram, e continuam moldando, a política paraibana.

Blog JURU EM DESTAQUE com  Fonte 83 | Por Lucas Duarte / Fonte83

Michelle e Flávio deixam divergências para trás

“Colocamos uma pedra”, diz ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro sobre brigas com o enteado Flávio, candidato à Presidência da República

“Colocamos uma pedra”, diz Michelle sobre brigas com Flávio Bolsonaro

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro comentou, nessa terça-feira (11/08), em Brasília (DF), a atual relação com o enteado e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Os dois estiveram juntos pela primeira vez desde a reconciliação pública e gravaram vídeos para a campanha do senador.

Durante coletiva, Michelle afirmou que os dois deixaram as divergências para trás e decidiram se unir em torno da candidatura de Flávio. “Colocamos uma pedra. Conversamos, nos unimos em prol de algo muito maior para a nossa nação”, declarou Michelle.

Questionada se vai percorrer o país para ajudar na campanha, Michelle disse que ainda não sabe se a participação será presencial.

Segundo ela, o trabalho de base vem sendo feito há um ano, com lideranças femininas mobilizadas em várias regiões. “A gente estruturou bastante o Brasil, graças a Deus, graças aos nossos presidentes estaduais, às nossas presidentes municipais, que estão dando todo esse apoio a ele (Flávio)”, afirmou.

Ela acredita que o eleitorado feminino está pronto para apoiar o enteado. “Eu acho que a base já está pronta. A gente percorreu o Brasil por um ano, justamente pensando nas eleições de 2026, para que o nosso candidato tivesse o apoio do público feminino”, declarou.

Desavenças, pedido de desculpas e reconciliação

Em vídeo publicado nas redes sociais em 24 de junho, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro disse ter sido desrespeitada e maltratada pelo senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro, durante conversa por telefone sobre o palanque do Partido Liberal (PL) no Ceará.

“Ele retornou a ligação, mas, sinceramente, para dizer o que me disse, teria sido melhor que não tivesse ligado. Foi muito ríspido, me desrespeitou e me tratou mal ao telefone. E eu não tinha feito nada contra ele. Disse que seria melhor eu ficar fora das decisões do partido. Disse que eu havia chegado ontem e não entendia nada de política. Diante dessa humilhação, respondi que tudo bem.”

Segundo Michelle, o episódio ocorreu após ela manifestar oposição à articulação conduzida por lideranças do PL cearense para uma composição com Ciro Gomes (PSDB) já no primeiro turno da disputa estadual.

Mais tarde, Flávio pediu desculpas, aceitas pela ex-primeira-dama.

“Todos nós cometemos erros, isso é humano. O seu gesto de vir a público pedir desculpas tem muito valor, e poucos homens teriam coragem de fazer isso“, declarou à época.

Metrópoles com Polêmica Paraíba - Adriany Santos

A arte da sobrevivência política dos Feliciano

DE CORAÇÃO PARA CORAÇÃO: quem umaginava que a família Feliciano caminhava para o ostracismo, eis que Lígia surge novamente como candidata a vice-governadora

Há famílias que entram na política. Outras, com o passar dos anos, aprendem a sobreviver a ela. E, na Paraíba, poucos grupos demonstraram tanta capacidade de adaptação quanto os Feliciano.

Quando muitos imaginavam que o grupo caminhava para o ostracismo, eis que a família reaparece ocupando espaços estratégicos e mostrando que ainda tem cartas importantes para colocar sobre a mesa.

Lígia Feliciano surge novamente como candidata a vice-governadoria. Renato Feliciano, seu filho, aparece como segundo suplente de senador na chapa de Nabor Wanderley. Gustavo Feliciano ocupa o Ministério da Cultura, em Brasília, enquanto Damião Feliciano segue como deputado federal e trabalha para renovar o mandato.

É uma família politicamente espalhada por diferentes territórios e, sobretudo, por diferentes momentos da política paraibana.

E talvez esteja aí a principal característica do grupo: nunca sair completamente do jogo.

A política é feita de vitórias, derrotas, alianças, rupturas, acomodações e, principalmente, sobrevivência. Quem conhece o tabuleiro sabe que nem sempre aquele que parece estar em baixa está derrotado. Às vezes, está apenas esperando a próxima jogada.

Os Feliciano parecem conhecer bem essa lógica.

A política como arte de permanecer

Damião Feliciano é um exemplo clássico dessa capacidade de permanência. São décadas transitando pela política paraibana e nacional, atravessando governos de diferentes matizes e mantendo uma estrutura política capaz de resistir às mudanças de cenário.

E aqui vale lembrar uma ironia da própria história recente.

Em 2020, Luciano Cartaxo, então prefeito de João Pessoa, escolheu Mariana Feliciano, filha de Lígia e Damião, para compor como vice na chapa de Edilma Freire na disputa pela Prefeitura da Capital. Naquele momento, Cartaxo fazia uma aposta política em um grupo que, apesar das críticas e das controvérsias, continuava tendo algo que muitos adversários gostariam de possuir: capacidade de articulação e votos.

Porque é justamente aí que mora a diferença entre estar desgastado e estar acabado.

Damião pode carregar críticas, pode ser alvo de adversários e pode ter sua trajetória questionada. Mas a própria história eleitoral mostra que, mesmo quando muitos apostam em seu declínio, ele encontra uma maneira de permanecer relevante.

E política, convenhamos, não costuma premiar apenas os mais populares. Premia também os que sabem negociar, esperar e voltar ao jogo na hora certa.

O lema que poderia resumir essa trajetória talvez seja justamente aquele velho gesto político: “de coração para coração, a mão amiga”.

Porque a política paraibana é feita, em grande medida, de relações construídas ao longo do tempo. Uma mão estendida hoje pode representar uma aliança amanhã. Um apoio aparentemente secundário pode ganhar importância alguns anos depois. E um grupo que parecia ter perdido espaço pode reaparecer justamente quando as peças do tabuleiro começam a se mover.

É isso que os Feliciano parecem estar fazendo.

Não necessariamente com o barulho de quem chega pela primeira vez, mas com a experiência de quem já conhece os caminhos de Brasília, os corredores da Assembleia, as alianças municipais e as engrenagens do poder estadual.

Lígia na discussão da vice-governadoria. Renato no Senado. Gustavo em Brasília. Damião novamente buscando a Câmara Federal.

Não parece exatamente uma família se despedindo da política.

Parece uma família dizendo, mais uma vez: “ainda estamos aqui”.

E talvez essa seja a maior lição deixada pelo grupo. Na política, o ostracismo só existe quando o adversário consegue decretá-lo — e, para isso, é preciso que o político aceite sair de cena.

Os Feliciano ainda não aceitaram.

Podem mudar os cargos, mudar os aliados, mudar os governos e mudar o tamanho das bancadas. Mas a arte da sobrevivência política continua sendo uma das especialidades da família.

Blog JURU EM DESTAQUE com PB Agora - porMarcia Dias

Anvisa aprova novo medicamento para tratamento de câncer

Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprova novo medicamento para tratamento de adultos com câncer de pulmão

Anvisa aprova novo medicamento para tratamento de adultos com câncer de pulmão

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a inclusão de um novo medicamento, o Datroway® (datopotamabe deruxtecana), para tratamento de pacientes adultos com câncer de pulmão.

O registro do medicamento oncológico do laboratório Daiichi Sankyo Brasil Farmacêutica Ltda. foi publicado na segunda-feira (27/07) no Diário Oficial da União (DOU).

Indicação

O medicamento oncológico é indicado para o tratamento de pacientes adultos com câncer de pulmão de não pequenas células (CPNPC), que se origina nos tecidos do pulmão e cujo tumor está em fase avançada (seja no próprio local do pulmão) ou em metástase (já espalhado para outros órgãos).

O produto farmacêutico passa a ser usado como uma “próxima tentativa” (linha posterior) em pacientes que já fizeram dois tratamentos anteriores e o câncer voltou a crescer.

O tumor precisa ter uma alteração genética específica chamada mutação do EGFR (um receptor na superfície da célula que estimula o crescimento do câncer).

Além disso, este medicamento já tinha registro da Anvisa para o tratamento de pacientes adultos com câncer de mama triplo-negativo (CMTN), irressecável (que não pode ser removido completamente por cirurgia) ou metastático (que se espalhou do local original para outras partes do corpo).

Mais letal no mundo

O câncer de pulmão é a principal causa de morte por câncer no mundo e o câncer de pulmão de não pequenas células representa aproximadamente 85% dos casos.

A Anvisa explica que é importante a identificação das mutações ativadoras do EGFR, entre os pacientes com câncer pulmonar, pois permite que os médicos usem tratamentos “inteligentes” (terapias-alvo), desenhados sob medida para atacar a falha genética da célula tumoral. 

Polêmica Paraíba com Agência Brasil

Fim do mistério

Lucas Ribeiro bate o martelo e anuncia ex-vice-governadora Lígia Feliciano como vice na disputa pela reeleição

Lígia Feliciano e o governador Lucas Ribeiro (PP) - Foto: Assessoria

O governador e candidato à reeleição, Lucas Ribeiro (PP), anunciou nessa terça-feira (11) a ex-vice-governadora Lígia Feliciano (União Brasil) como candidata a vice-governadora em sua chapa. A definição movimenta a composição governista e ocorre após dias de articulações em torno da vaga. Com a escolha, Lígia passa a integrar a chapa ao lado de João Azevêdo (PSB) e Nabor Wanderley (Republicanos), candidatos ao Senado Federal.

“A Paraíba avançou muito nos últimos anos, com obras e políticas públicas históricas que muitos prometeram, mas fomos nós que tiramos do papel. E tudo que conquistamos até aqui preparou nosso estado para ir ainda mais longe. Para continuar nessa pisada, a gente precisa de gente preparada. Por isso, conto com doutora Lígia como minha vice. Uma mulher que tem experiência e vontade de levar esse crescimento cada vez mais para casa e para a vida dos paraibanos”, afirmou Lucas.

Lígia também confirmou disposição para a nova missão e destacou a experiência que pretende colocar à disposição da chapa. “Lucas, eu estou pronta para essa missão e quero levar minha experiência para trabalhar ao seu lado pela Paraíba, que cresce cada vez mais, cresce na saúde, na segurança, no apoio às mulheres e na oportunidade para todos”, ressaltou. Com a entrada de Lígia na vice, Renato Feliciano deixa a suplência de Nabor Wanderley na disputa por uma das duas vagas da Paraíba no Senado.

Médica, empresária e com trajetória consolidada na política paraibana, Lígia Feliciano já ocupou a vice-governadoria por dois mandatos. Foi eleita em 2014 e, em 2018, voltou ao cargo na chapa encabeçada por João Azevêdo, vencendo a disputa ainda no primeiro turno. Em 2023, passou a atuar no Governo Federal em uma função ligada à política de segurança alimentar e nutricional, área relacionada ao combate à fome e à distribuição de alimentos.

Blog JURU EM DESTAQUE com Fonte 83

Doenças que permitem o acesso a benefícios por incapacidade

INSS amplia lista de doenças que permitem acesso a benefícios por incapacidade sem carência mínima de doze contribuições

Foto: Reprodução/Agência Brasil
Foto: Reprodução/Agência Brasil

O Ministério da Previdência Social ampliou a lista de doenças que permitem o acesso a benefícios por incapacidade sem a necessidade de cumprir a carência mínima de 12 contribuições ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

A mudança foi estabelecida pela Portaria Interministerial MPS/MS nº 15, de 3 de julho de 2026, publicada em edição extra do Diário Oficial da União em 24 de julho. Ao todo, 18 doenças e condições de saúde passaram a fazer parte da relação que permite a dispensa da carência. São elas:

  • Tuberculose ativa;
  • Hanseníase;
  • Transtorno mental grave com alienação mental;
  • Neoplasia maligna;
  • Cegueira;
  • Paralisia irreversível e incapacitante;
  • Cardiopatia grave;
  • Doença de Parkinson;
  • Espondilite anquilosante;
  • Nefropatia grave;
  • Doença de Paget em estágio avançado;
  • Aids;
  • Contaminação por radiação;
  • Hepatopatia grave;
  • Esclerose múltipla;
  • Acidente vascular encefálico (AVE) agudo;
  • Abdome agudo cirúrgico;
  • Gestação de alto risco.

A dispensa vale para o benefício por incapacidade temporária, antigo auxílio-doença, e para o benefício por incapacidade permanente, anteriormente chamado de aposentadoria por invalidez. Para solicitar o benefício sem cumprir as 12 contribuições, o segurado precisa manter a qualidade de segurado e estar incapacitado para o trabalho por pelo menos 15 dias.

Como solicitar

O pedido continua sendo feito pelos canais habituais do INSS: pelo aplicativo ou site Meu INSS ou pela Central 135. Durante a solicitação, é necessário apresentar documentos que comprovem a condição de saúde, como atestados e laudos médicos. A documentação deve estar legível e sem rasuras.

O atestado precisa informar dados como identificação do segurado, data de emissão, período estimado de afastamento, diagnóstico ou código da Classificação Internacional de Doenças (CID), além da assinatura e identificação do profissional responsável.

A análise da incapacidade é feita pela Perícia Médica Federal. Em alguns casos previstos em lei, o segurado poderá ser convocado para uma avaliação presencial.

Blog JURU EM DESTAQUE com Polêmica Paraíba - Beatriz Paulino

terça-feira, 11 de agosto de 2026

Brasileiros recebem alerta e não devem sacar o pagamento do INSS

Lei nº 8.213/1991 estabelece que valores devidos ao segurado até a data do falecimento e que não foram recebidos em vida devem ser destinados aos dependentes habilitados à pensão por morte

Caso não existam dependentes, os recursos podem ser destinados aos sucessores previstos na legislação civil.

Brasileiros recebem alerta e não devem sacar o pagamento do INSS
© Shutterstock

Familiares de segurados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) devem ter atenção quando pagamentos continuam sendo depositados na conta de uma pessoa após sua morte. Mesmo que o benefício seja creditado normalmente, os parentes não estão autorizados a sacar ou movimentar esse dinheiro. Os valores pendentes devem seguir regras específicas para serem destinados aos dependentes ou herdeiros legalmente habilitados. 

Esse tipo de situação pode ocorrer devido ao intervalo entre o registro do óbito, a comunicação às autoridades e a atualização dos sistemas da Previdência. Assim, uma aposentadoria ou pensão pode ser depositada mesmo depois da morte do titular.

De acordo com as regras previdenciárias, o crédito na conta não permite que familiares retirem os valores, inclusive quando há despesas relacionadas ao funeral ou quando o responsável pelo saque é um dependente que poderá ter direito à pensão por morte.

O que acontece com o dinheiro

A Lei nº 8.213/1991 estabelece que valores devidos ao segurado até a data do falecimento e que não foram recebidos em vida devem ser destinados aos dependentes habilitados à pensão por morte. Caso não existam dependentes, os recursos podem ser destinados aos sucessores previstos na legislação civil.

A Instrução Normativa nº 128/2022 do INSS também determina esse procedimento. O valor devido até o falecimento pode ser pago aos dependentes sem necessidade de inventário ou arrolamento. Na ausência deles, pode ser exigida autorização judicial ou, nos casos previstos, escritura pública.

Como pedir o valor

O chamado resíduo previdenciário pode ser solicitado pelos dependentes habilitados à pensão por morte por meio do Meu INSS, telefone 135 ou presencialmente em uma agência da Previdência Social.

Quando não houver dependentes, os herdeiros legais poderão solicitar o valor, respeitando a ordem de sucessão prevista no Código Civil. Dependendo da situação, será necessária autorização judicial por alvará ou escritura pública.

A regra também se aplica ao Benefício de Prestação Continuada (BPC/Loas), embora esse benefício não gere pensão por morte. Valores que deveriam ter sido recebidos pelo beneficiário enquanto vivo podem ser destinados aos herdeiros ou sucessores conforme a legislação.

Por fim, sacar indevidamente pagamentos feitos após a morte pode gerar consequências jurídicas. A utilização desses valores pode ser enquadrada como estelionato, previsto no artigo 171 do Código Penal, com pena de um a cinco anos de reclusão e multa. Além disso, os valores recebidos indevidamente podem ser cobrados e deverão ser devolvidos com atualização monetária.

Blog JURU EM DESTAQUE com Notícias ao Minuto

Hugo Motta declara apoio à reeleição de Lula

Deputado federal Hugo Motta confirma apoio à reeleição do presidente Lula durante agenda na Paraíba

Hugo Motta confirma apoio à reeleição de Lula durante agenda na Paraíba

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), afirmou hoje que vai apoiar, na Paraíba, a reeleição do presidente Lula.

“Nós iremos declarar esse apoio ao presidente porque é o que converge com aquilo que pensamos ser o melhor para o país”, disse, durante a posse da advogada Giovanna Mayer como desembargadora do TRE (Tribunal Regional Eleitoral) da Paraíba.

Eu estava aguardando a posição do partido para que pudesse trazer de público a nossa posição, revelada aqui em primeira mão de apoio ao presidente Lula em seu projeto de reeleição.

Na semana passada, o Republicanos declarou neutralidade nacional, frustrando planos do candidato do PL ao Planalto, o senador Flávio Bolsonaro.

Palanque a Lula era esperado

O apoio de Motta ao presidente já era esperado, porque, na Paraíba, o pai dele — o ex-prefeito de Patos Nabor Wanderley (Republicanos) — já vinha declarando voto em Lula há meses. Ele é candidato ao Senado, e o Republicanos coligou com o PP, do governador Lucas Ribeiro, para apoiá-lo à reeleição na mesma chapa que o PT.

Contudo, Lula não deve apoiar Nabor na disputa ao Senado. Segundo o presidente do PT, Edinho Silva, o presidente da República pedirá voto dos paraibanos para o ex-governador João Azevedo (PSB) e para o senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB) —que apoia Cícero Lucena (MDB) para a disputa ao governo. Os dois são aliados de longa data do petista.

“Mas nós vamos construir uma relação de muito respeito com o Nabor, porque nós reconhecemos a sua liderança, a importância dele no apoio ao presidente Lula”, disse o presidente do PT em maio.

Blog JURU EM DESTAQUE com Polêmica Paraíba -  Adriany Santos

Lula volta a declarar apoio à candidatura de Veneziano

Em novo vídeo, presidenye Luiz Inácio Lula da Silva reforça aliança com Veneziano na corrida pelo Senado Federal na Paraíba

Foto: Ascom

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a declarar apoio à candidatura do senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB) à reeleição pelo Senado na Paraíba. Nesta segunda-feira (10), Lula divulgou um novo vídeo no qual destaca a parceria política com o paraibano e pede votos para o parlamentar nas eleições de 2026.

Na gravação, o presidente reforça a relação construída com Veneziano e manifesta confiança na continuidade da aliança política entre os dois.

Ao comentar a divulgação do vídeo, Veneziano destacou que esteve ao lado de Lula em momentos importantes e defendeu a manutenção da parceria.

“Lula sabe quem esteve com ele (…) Porque parceria que é de verdade não se abandona. Se renova”, afirmou o senador.

Veneziano também reafirmou seu alinhamento com o presidente e disse que continuará ao lado de Lula.

“Quando Lula precisou, Vené não faltou. E não vai faltar!”, declarou.

Blog JURU EM DESTAQUE com PB Agora

Intenção de voto para o primeiro turno das eleições presidenciais

Pesquisa BTG/Nexus mostra Lula à frente de Flávio Bolsonaro no primeiro turno e empate técnico no segundo

Nova rodada da pesquisa BTG/Nexus, divulgada nessa segunda-feira (10), aponta o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à frente do senador Flávio Bolsonaro (PL) na intenção de voto para o primeiro turno das eleições presidenciais de 2026.

Segundo o levantamento, Lula aparece com 40% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro registra 35%. A diferença de cinco pontos percentuais supera a margem de erro da pesquisa, que é de dois pontos para mais ou para menos.

Na pesquisa anterior, divulgada em 3 de agosto, Lula tinha 41%, contra 37% de Flávio. A nova rodada indica, portanto, uma oscilação de um ponto para baixo para Lula e de dois pontos para baixo para o senador.

Na sequência aparecem Ronaldo Caiado (PSD), com 5%; Renan Santos (Missão), com 4%; e Romeu Zema (Novo), com 3%. Samara Martins (UP) tem 2%, enquanto Augusto Cury (Avante) e Cabo Daciolo (Mobiliza) aparecem com 1% cada. Os demais candidatos registraram 0%.

Segundo turno

Em um eventual segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, o petista aparece numericamente à frente, com 47%, contra 44% do senador. Como a diferença é de três pontos e a margem de erro é de dois pontos percentuais, o cenário é considerado de empate técnico.

Na rodada anterior, Lula tinha 46% e Flávio, 45%.

O levantamento também testou outros confrontos. Contra Ronaldo Caiado, Lula aparece com 46%, contra 42% do ex-governador de Goiás, também em situação de empate técnico.

Já contra Romeu Zema, Lula registra 47% a 40%, enquanto diante de Renan Santos o resultado é de 46% a 37%.

Metodologia

A pesquisa BTG/Nexus ouviu 2.001 eleitores por telefone entre os dias 7 e 9 de agosto. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.

O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08428/2026.

Blog JURU EM DESTAQUE com Polêmica Paraíba - Por Gutember Cardoso

Interligações do Pix com sistemas de outros países

Banco Central estuda interligar Pix com sistemas de outros países e avalia ainda o serviço como garantia de crédito e novas ações antifraude

Brasília (DF), 20/07/2026 - Pagamento por pix. Foto: Bruno Peres/Agência Brasil
© Bruno Peres/Agência Brasil
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O Banco Central (BC) do Brasil estuda interligar o Pix com sistemas de pagamentos de outros países e com mecanismos multilaterais globais de pagamentos instantâneos. A autoridade monetária argumenta que a medida tem o potencial de diminuir tarifas e ampliar o acesso a transações internacionais.

“Estão em discussão tanto interligações bilaterais como a participação em hubs multilaterais. Essas interligações permitiriam a realização de remessas internacionais e de transações de compra com disponibilização dos recursos em moeda local em poucos segundos”, diz o BC.

A agenda de novos produtos e funcionalidades do Pix foi divulgada, nesta segunda-feira (10), no Relatório de Gestão do Pix 2023-2025. O BC informou ainda que monitora os modelos de transações internacionais, com o uso do Pix, que vêm sendo implementadas por empresas nacionais e estrangeiras.

Outras inovações previstas pelo Banco Central para o Pix são a possibilidade de realizar transações por aproximação offline, sem internet, e o uso do Pix automático em substituição ao débito em conta.

Edifício do Banco Central no Setor Bancário Norte
Banco Central divulgou agenda de novos produtos e funcionalidades do Pix - Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Pix crédito

Também vem sendo estudada pelo BC a integração do Pix ao mercado de crédito com objetivo de permitir a utilização dos “fluxos futuros de Pix” como garantias para financiamentos.

“Como resultado esperado, a solução pode contribuir para a melhoria da qualidade das garantias e para a redução do custo do crédito, especialmente para empresas com forte uso do Pix”, diz o documento.

Mensagens de texto via Pix

O Banco Central tem identificado o uso abusivo de mensagens nas transações de Pix para ofensas, ameaças ou intimidações “frequentemente associadas a transferências de valor irrisório”.

Originalmente, as mensagens foram pensadas para registrar informações sobre as transações. Com o uso distorcido por parte dos usuários, o BC criou um grupo de trabalho para discutir alternativas para o campo das mensagens do Pix.

“Com base nas conclusões desse trabalho, o BC avaliará e instituirá, se julgar necessário, as medidas regulamentares adequadas para coibir o uso inadequado do campo de mensagens”, destaca o documento.

Sistema antifraude

Além disso, a instituição monetária prevê oito medidas para aprimorar a segurança das transações via Pix. A chamada agenda de segurança conta, entre outras mudanças, com a previsão de criação de “critérios objetivos mínimos” para definição de transações suspeitas de fraude.

“Atualmente, esses critérios ficam a cargo das políticas de cada instituição. Isso gera comportamentos heterogêneos e permite que diversas transações que deveriam ter tratamento diferenciado, como transações de elevado valor durante horário não comercial, sejam autorizadas sem uma avaliação mais cuidadosa”, argumentou o BC.

A agenda de segurança prevê ainda o desenvolvimento de um indicador de “probabilidade de fraude no Pix” a ser calculado pelo BC em tempo real para todas as transações.

“Será construído com base em modelo de machine learning [de Inteligência Artificial] e deverá ser disponibilizado às instituições participantes para alimentarem os seus sistemas antifraude”, diz o informe.

Outras mudanças consistem na padronização obrigatória dos “alertas de fraudes” já previstos por algumas instituições financeiras, assim como o aprimoramento do fluxo de informações para bloqueios cautelares de transações suspeitas.

“A criação de um fluxo direto e automatizado entre as instituições permitirá a troca fluida e tempestiva de informações, o que irá facilitar a avaliação sobre a transação, de forma a aumentar a assertividade na detecção de fraudes”, informa o BC.

Também está prevista a “ampliação do rol de medidas cautelares”, como a restrição de cadastro de novas chaves Pix, para instituições que coloquem em risco o funcionamento do sistema de pagamentos.

Alvo dos Estados Unidos

O Pix entrou na mira do governo dos Estados Unidos (EUA), sendo uma das justificativas para o recente tarifaço de 25% contra parte dos produtos do país. A Casa Branca alega que o mecanismo é uma “prática desleal” do Brasil no mercado financeiro, argumento que é refutado pelo governo brasileiro.

Especialista consultados pela Agência Brasil ponderam que ação do governo Donald Trump contra o Pix ocorre pelo fato de o modelo nacional desafiar o controle financeiro de Washington sobre a infraestrutura de pagamentos eletrônicos do Brasil.

Ao criar estruturas financeiras de pagamentos sem o controle dos EUA, o Brasil reduz a capacidade de a Casa Branca usar sanções financeiras, por exemplo, para pressionar o país a favor de políticas ou posições que sejam de interesse exclusivo dos norte-americanos.

domingo, 9 de agosto de 2026


História do Dia dos Pais

Festejada pela primeira vez no dia 16 de agosto, a data escolhida para comemorar o Dia dos Pais foi o dia de São Joaquim, pai da Virgem Maria

Nos países ocidentais geralmente a data coincide com a festa litúrgica de São José, o pai adotivo de Jesus Cristo

O Dia do Pai (em Portugal e na Europa em geral) ou Dia dos Pais (no Brasil) é uma data comemorativa que homenageia anualmente os pais. A data varia de acordo com os países. Em Portugal e na Espanha é celebrada no dia 19 de março, enquanto no Brasil é celebrado no segundo domingo de agosto. Nos Estados Unidos e na Inglaterra é celebrado no terceiro domingo de junho. Em alguns países ocidentais, geralmente coincide com o dia cristão em que se comemora o dia de São José, esposo da Virgem Maria e pai adotivo de Jesus Cristo.

História

Credita-se a criação da data a uma americana chamada Sonora Smart Dodd, de Spokane, Washington, por volta de 1910. Tal ideia teria surgido enquanto ouvia um sermão no feriado do Dia das Mães e com o intuito de homenagear o seu pai. O presidente dos Estados Unidos da América, Calvin Coolidge, deu seu apoio público ao Dia dos Pais em 1924, porém, somente em 1972, o então presidente Richard Nixon, estabeleceu-o como feriado nacional.

No Brasil, é comemorado no segundo domingo do mês de agosto. No país, a implementação da data é atribuída ao publicitário Sylvio Bhering, Diretor do jornal O Globo e da Rádio Globo, com o propósito de atrair anúncios de produtos que poderiam ser dados de presente. A data escolhida foi o dia de São Joaquim, pai da Virgem Maria, sendo festejada pela primeira vez no dia 16 de agosto de 1953.

Na tradição antiga, diz-se que a data teria se originado na Babilônia há mais de quatro mil anos. Segundo os relatos, o jovem Elmesu, filho do rei Nabucodonosor, teria moldado em argila o primeiro cartão do Dia dos Pais. A partir daí, a data teria se tornado uma festa nacional. Na tradição cristã, por seu turno, a data é associada à figura de São José, um homem justo e silencioso, cuja missão de vida foi das mais sublimes: proteger, educar e amar o Filho de Deus, sendo, portanto, considerado como modelo de paternidade.

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