terça-feira, 14 de julho de 2026

Oportunidade de emprego

Prefeitura de Conceição divulga edital de concurso público com 128 vagas para cargos de níveis básico, médio, técnico e superior, com salários de até R$ 7 mil

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

A prefeitura de Conceição publicou o edital de um concurso público com 128 vagas para cargos de níveis básico, médio, técnico e superior.

As oportunidades estão distribuídas em diferentes áreas da administração municipal.

As inscrições estarão abertas entre os dias 20 de julho e 23 de agosto. Os interessados deverão se inscrever exclusivamente pela internet, por meio do site da banca organizadora, a Educa PB.

Vagas disponíveis

Nível Básico (Ensino Fundamental Incompleto)

  • Auxiliar de Serviços Gerais: 5 vagas;
  • Cozinheiro/Merendeiro: 5 vagas;
  • Coveiro: 4 vagas;
  • Motorista: 4 vagas;
  • Operador de Máquina Pesada: 2 vagas;
  • Condutor de Veículo de Urgência: 3 vagas.

Nível Médio e Técnico

  • Agente Administrativo: 11 vagas;
  • Agente Comunitário de Saúde: 1 vaga;
  • Agente de Combate às Endemias: 1 vaga;
  • Analista da Administração: 1 vaga;
  • Atendente de Farmácia: 3 vagas;
  • Artesão: 2 vagas;
  • Auxiliar de Consultório Dentário: 2 vagas;
  • Brinquedista/Animador: 1 vaga;
  • Educador Artístico: 1 vaga;
  • Fiscal de Obras: 1 vaga;
  • Inspetor de Alunos: 3 vagas;
  • Mecânico: 2 vagas;
  • Monitor de Creche: 3 vagas;
  • Orientador Social: 2 vagas;
  • Técnico em Enfermagem: 2 vagas;
  • Técnico em Radiologia: 2 vagas.

Nível Superior

  • Psiquiatra: 3 vagas;
  • Cardiologista 2 vagas;
  • Cirurgião Geral: 2 vagas;
  • Gastroenterologista: 2 vagas;
  • Ginecologista e Obstetra: 2 vagas;
  • Neuropediatra: 2 vagas;
  • Neurologista: 2 vagas;
  • Oftalmologista: 2 vagas;
  • Otorrinolaringologista: 2 vagas;
  • Pediatra: 2 vagas;
  • Anestesiologista: 1 vaga;
  • Auditor do Hospital: 1 vaga;
  • Dermatologista: 1 vaga;
  • Mastologista: 1 vaga.
  • Enfermeiro: 4 vagas;
  • Terapeuta Ocupacional: 4 vagas;
  • Fonoaudiólogo: 4 vagas;
  • Odontólogos: 4 vagas no total (2 Comum, 1 Odontólogo Hospitalar, 1 Odontólogo CEU – Odontopediatria);
  • Psicólogos: 4 vagas no total (1 AC Comum, 3 Psicólogo ABA);
  • Professores: 12 vagas no total (6 Anos Iniciais, 2 Educação Física, 1 Inglês, 1 Espanhol, 1 Geografia, 1 História);
  • Fisioterapeuta: 2 vagas;
  • Nutricionista: 2 vagas;
  • Pedagogo: 2 vagas;
  • Analista da Procuradoria: 1 vaga;
  • Técnico da Procuradoria-Geral do Município: 1 vaga;
  • Bioquímico: 1 vaga;
  • Parecerista: 1 vaga.

Taxa de inscrição

O valor da taxa de inscrição varia conforme o cargo escolhido pelo candidato. A taxa foi fixada da seguinte forma:

  • Nível Básico (Ensino Fundamental Incompleto): R$ 70.

Exceção: O cargo de Condutor de Veículo de Urgência possui taxa de R$ 90.

  • Nível Médio e Técnico: R$ 90.
  • Nível Superior: R$ 110.

Salários e jornada de trabalho

De acordo com o edital, a jornada de trabalho varia entre 20 e 40 horas semanais, conforme o cargo. Os salários iniciais vão de R$ 1.621 a R$ 7 mil, podendo ser acrescidos de gratificações e outras vantagens previstas em lei.

Etapas do concurso

O concurso será feito em três etapas. A primeira consiste em uma prova objetiva, de caráter eliminatório e classificatório, obrigatória para todos os cargos. As provas serão aplicadas no turno da manhã para os candidatos aos cargos de níveis básico e médio, e à tarde para os concorrentes às vagas de nível superior.

A segunda etapa será a prova de títulos, destinada exclusivamente aos candidatos aos cargos de nível superior.

Já a terceira consiste em prova prática para cargos específicos, como motorista e operador de máquinas pesadas.

Fonte: Jornal da Paraíba - Créditos: Polêmica Paraíba

Cadê tu, Dê?

 

Pesquisa mostra Lula empatado tecnicamente com Flávio Bolsonaro no 2º turno

Instituto Futura/Apex mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 46,3% das intenções de voto em um eventual segundo turno contra 46,1 do senador Flávio Bolsonaro

Foto: Reprodução/Redes Sociais
Foto: Reprodução/Redes Sociais

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 46,3% das intenções de voto em um eventual segundo turno contra o senador e pré-candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro (RJ), que tem 46,1%, segundo pesquisa Futura/Apex divulgada nesta terça-feira (16/07).

Os dois estão empatados tecnicamente dentro da margem de erro do levantamento.

Brancos, nulos e eleitores que afirmaram que não votariam em nenhum dos candidatos somam 6,5%, enquanto 1,1% não souberam responder.

Em um cenário contra Ronaldo Caiado (PSD), Lula aparece com 45,1% das intenções de voto, ante 38,9% do ex-governador de Goiás. Brancos e nulos somam 13,6%, enquanto 2,3% não souberam responder.

Na simulação contra o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), o presidente registra 46%, contra 38,1% do adversário. Brancos e nulos chegam a 13,8%, e os indecisos representam 2,1%.

Outros cenários

O instituto também testou outros cenários de segundo turno, incluindo disputas entre Lula e Renan Santos (Missão), que acumulam, respectivamente, 46,4% e 33,1%. Brancos e nulos somam 17,3% e indecisos, 3,2%.

No confronto entre Lula e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), ambos aparecem empatados tecnicamente, com 46,1% e 44,3%, respectivamente. Brancos e nulos são 8,1%, enquanto indecisos, 1,5%.

Metodologia

Foram ouvidas 2.000 pessoas em todo o Brasil entre os dias 7 e 11 de julho. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O índice de confiança é de 95%.

A pesquisa foi realizada com recursos próprios do instituto e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-07294/2026.

Fonte: CNN - Créditos: Polêmica Paraíba

Leilão eletrônico de 368 veículos

Veja como participar do leilão eletrônico em João Pessoa, capital da Paraíba, que terá mais de 360 veículos com lances de até R$ 7 mil

A Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana de João Pessoa (Semob-JP) realiza, no próximo dia 28 de julho, um leilão eletrônico de 368 veículos apreendidos, retidos ou removidos e que não foram retirados por seus proprietários dentro do prazo legal. A iniciativa segue as normas previstas no Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e demais legislações vigentes, garantindo a destinação legal dos veículos recolhidos.

O superintendente de Mobilidade Urbana de João Pessoa, Marcílio do HBE, ressaltou que o leilão faz parte das ações voltadas à organização e à eficiência da gestão pública. “Esse procedimento permite dar a destinação adequada aos veículos recolhidos e que permanecem há mais de 60 dias nos pátios da Semob-JP, garantindo o cumprimento da legislação e mais eficiência na administração desses espaços. Com isso, também promovemos mais transparência em todo o processo e melhores condições para a prestação dos serviços à população”, destacou.

Os lotes são compostos por automóveis, motocicletas e sucatas, com lances iniciais que variam de R$ 100 a R$ 7 mil, conforme a categoria e as condições de cada veículo. Entre os bens ofertados estão veículos classificados como conservados, que poderão voltar à circulação após a devida regularização, e sucatas, destinadas exclusivamente ao reaproveitamento de peças ou à reciclagem.

O leilão será realizado exclusivamente de forma online por meio do portal www.marcostulioleiloes.com.br, proporcionando maior transparência, segurança e ampla participação dos interessados. Podem participar pessoas físicas maiores de 18 anos ou emancipadas e pessoas jurídicas regularmente constituídas. Para isso, é necessário realizar cadastro no portal do leiloeiro oficial com antecedência mínima de 48 horas da realização do leilão.

As pessoas físicas deverão apresentar RG, CPF ou CNH (ou outro documento oficial com foto) e comprovante de residência atualizado em nome do interessado. Já as pessoas jurídicas deverão enviar CNPJ, contrato social com a última alteração e documentos de identificação do representante legal. Os interessados também poderão realizar a visitação dos veículos entre os dias 20 e 27 de julho, no pátio da Chácara do Conde, na Região Metropolitana de João Pessoa.

Todas as informações sobre os lotes, regras do leilão, cronograma, formas de pagamento e retirada dos veículos estão disponíveis na edição nº 1050 do Diário Oficial do Município, publicado no dia 9 de julho de 2026.

PB Agora com Secom-JP

Carta pode colocar em risco a prisão domiciliar de Bolsonaro

Especialistas dizem que carta a Flávio viola restrição e pode levar Bolsonaro de volta ao regime fechado

Especialistas avaliam que a carta lida por Flávio Bolsonaro pode ter violado as restrições de comunicação impostas ao ex-presidente e abrir caminho para a revogação da prisão domiciliar ou o endurecimento das medidas judiciais.


Carta a Flávio viola restrição e pode levar Bolsonaro de volta ao regime fechado, dizem especialistas
© Getty Images

(FOLHAPRESS) - A carta em que Jair Bolsonaro (PL) reafirmou o senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como seu porta-voz e candidato pode colocar em risco a prisão domiciliar do ex-mandatário, segundo especialistas ouvidos pela Folha de S.Paulo. 

Para eles, o ex-presidente violou sua restrição de comunicação, limitada ainda que por intermédio de terceiros. A infração pode resultar no retorno de Bolsonaro para o regime fechado ou a intensificação das proibições vigentes.

Nesta segunda-feira (13), Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), suspendeu as visitas de Flávio Bolsonaro ao pai, por 90 dias, e cobrou da defesa do ex-presidente explicações sobre o caso. O ministro, que é relator da execução penal de Bolsonaro, indicou ainda que o ato pode ter configurado propaganda eleitoral antecipada.

A Folha tentou contato com a defesa de Bolsonaro, que não respondeu.

A ação do ministro ocorre dois dias depois de Flávio Bolsonaro ler em transmissão nas redes sociais uma carta assinada pelo pai, que está em prisão domiciliar cumprindo pena por tentativa de golpe.

Segundo Lucas Miranda, doutor em direito pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), o episódio pode justificar uma revogação da prisão domiciliar.

Ele afirma que condenados na Justiça podem se comunicar por carta, mas que esse direito é regulado e mediado. "Não é um direito absoluto. Um preso do PCC não pode mandar um salve [comunicado para membros da facção]", exemplifica Miranda.

De acordo com ele, o preso em regime fechado costuma ter a correspondência supervisionada por um agente estatal. Como Bolsonaro não está em presídio, uma solução seria apresentar a correspondência ao juiz, por intermédio de um advogado, antes de encaminhá-la ao destinatário. "A carta [de presidiário] passa por análise do sistema penitenciário, e isso me parece que não foi feito no caso do ex-presidente."

Também pesa o conteúdo da correspondência, afirma Miranda, uma vez que ela não teve caráter pessoal (direcionada ao filho ou outro familiar), mas foi explicitamente endereçada ao povo brasileiro.

Para Miranda, embora haja elementos jurídicos para uma revogação da prisão domiciliar, a tendência é que Moraes mantenha o benefício, levando em consideração o momento político de proximidade das eleições. "Não deveria, mas acontece sempre de a interpretação do direito ficar à mercê de questões sociais."

No texto, chamado "carta aos brasileiros", o ex-presidente afirmou que Flávio é seu candidato nas eleições de 2026 e pessoa de confiança.

Além da prisão domiciliar, Bolsonaro está sob restrições que o proíbem de usar "celular, telefone ou qualquer outro meio de comunicação externa", de utilizar as redes sociais e de gravar vídeos ou áudios, diretamente ou por intermédio de terceiros.

Ao renovar o benefício da prisão domiciliar, no último dia 3, Moraes escreveu em decisão que o descumprimento das regras implicaria ao "retorno imediato ao regime fechado". Bolsonaro esteve preso, por mais de quatro meses, na Superintendência Regional da Polícia Federal e em sala do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha.

Segundo Welington Arruda, mestre em direito pelo IDP (Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa), é necessária uma investigação preliminar para saber se de fato foi Bolsonaro quem escreveu a carta e com que objetivo.

Se constatadas as aparentes autoria e intenção, então a carta violaria as restrições, entende Arruda. "Bolsonaro não é um indivíduo livre, não tem liberdade de fazer o que quer. Quando há um indivíduo em cumprimento de pena, ele não tem gozo das suas liberdades. Ele só pode fazer aquilo que a legislação e o juiz permitem".

Por isso, uma consequência possível seria a revogação da prisão domiciliar.

De acordo com Diego Nunes, professor de direito da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), houve, em tese, uma violação da medida cautelar.

Segundo ele, o apenado tem o direito de se comunicar com o mundo externo, mas tradicionalmente essa carta circula de forma privada. "A carta, entretanto, não foi enviada ao filho, mas já direcionada à população".

Uma possibilidade, afirma Nunes, é que Moraes mantenha a domiciliar, mas agrave outras restrições, como o escopo das visitas. Isso porque permanece a razão que motivou a concessão da prisão domiciliar, atrelada à saúde do ex-presidente.

"O comportamento do Alexandre de Moraes nesse caso é tentar equilibrar estas duas situações: de um lado, um sujeito que resiste em cumprir as medidas. De outro, uma questão fática, que é a questão de saúde de Bolsonaro".

Os três especialistas entendem fazer sentido a suspensão temporária das visitas de Flávio Bolsonaro ao pai, uma vez que elas foram utilizadas para descumprir determinações judiciais. Complica o cenário, entretanto, o fato de Flávio figurar também como advogado do ex-presidente, o que daria margem a ele, na opinião de Nunes, para contestar a proibição por intermédio da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil).

Lucas Miranda acrescenta que, embora arrolado como advogado, é provável que Flávio não atue ativamente na defesa do pai, o que pode ser argumentado por Moraes para manter a restrição.

A Folha de S.Paulo questionou a assessoria do presidenciável se ele atua de fato como advogado do pai e se queria comentar as restrições de visita, mas não obteve resposta.

Já Amanda Cunha, especialista em direito eleitoral e uma das autoras do livro "Direito Eleitoral Sancionador" (ed. Lumen Juris), considera não ter havido nenhum pedido expresso de voto na carta, mas diz que a expressão "a melhor opção para livrarmos o Brasil da corrupção" pode ser entendida como um pedido implícito, disfarçado.

Por isso, ela avalia haver uma margem para que o ato configure propaganda eleitoral antecipada, embora a probabilidade seja pequena. "Parece mais um chamado à mobilização dos apoiadores à pré-candidatura e apoio ao Flávio, o que é permitido pela legislação. A exaltação de qualidades de forma genérica também é permitida".

Em nota, o advogado da pré-campanha de Flávio Bolsonaro Tracy Reinaldet afirmou que a decisão de Moraes é ilegal e inconstitucional e que a equipe tomará medidas para revertê-la, "sempre respeitando as instituições".

"Desde a proclamação da Constituição de 1988, deixar o preso incomunicável sempre foi visto pelo Supremo Tribunal Federal como algo inconstitucional. No entanto, a decisão de hoje aproxima o presidente Jair Bolsonaro da incomunicabilidade", diz.

Blog JURU EM DESTAQUE com Notíicias ao Minuto

Filho de Bolsonaro não poderá visitar o pai em prisão domiciliar

Alexandre de Moraes suspende visitas de Flávio a Bolsonaro na prisão domiciliar; o senador postou, nas redes sociais, carta escrita pelo pai em seu favor

Brasília (DF), 05/12/2024 - O ministro Alexandre de Moraes durante sessão do STF. Foto: Bruno Peres/Agência Brasil
© Bruno Peres/Agência Brasil
Versão em áudio

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nessa segunda-feira (13) suspender por 90 dias as visitas do senador Flavio Bolsonaro (PL-RJ) ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que está em prisão domiciliar.

A medida foi tomada após o senador postar nas redes sociais, no último sábado (11), uma carta escrita pelo pai em seu favor.

Na decisão, Alexandre de Moraes deu prazo de 48 horas para a defesa de Jair Bolsonaro se manifestar sobre a publicação da carta.

Segundo o ministro, o ex-presidente está proibido de usar as redes sociais, inclusive por meio de terceiros.

"Não há dúvidas, portanto, que a conduta irregular de Flávio Nantes Bolsonaro desrespeitou expressa vedação judicial e configurou ostensivo desvio de finalidade no exercício de seu direito de visita, permitindo, nos termos do parágrafo 1º do artigo 41 da Lei de Execuções Penais, sua imediata suspensão", concluiu o ministro.

O ministro também determinou que o caso seja enviado ao Ministério Público Eleitoral para ciência e adoção das medidas cabíveis em função do período eleitoral.

No ano passado, Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão no processo de trama golpista. Em seguida, após passar por uma cirurgia, ele ganhou o direito de cumprir prisão domiciliar, para se recuperar de uma pneumonia bacteriana.

Matéria ampliada às 15h27.

Carta de Bolsonaro expõe tentativa de estancar racha no PL

Em carta lida pelo senador Flávio Bolsonaro, o ex-presidente pede união de aliados em torno da pré-candidatura do filho ao Planalto, tentando conter crises e o isolamento de Michelle em meio a desgastes e disputas internas no PL

O senador Flávio Bolsonaro, nome do PL para disputar a eleição contra Lula, mostra a carta enviada pelo pai: "Melhor opção para livrarmos o Brasil da corrupção e da violência" - (crédito: Reprodução/YouTube) - X

O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) leu, ontem, uma carta escrita pelo pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, para o povo brasileiro, com direcionamento a aliados e eleitores. Na mensagem, Bolsonaro afirmou que "o momento é de arregaçar as mangas, deixarmos de lado as possíveis diferenças e cada um se empenhar pelo nosso pré-candidato". Ao longo da carta, o ex-presidente declara que confia em Flávio e que ele é seu porta-voz. 

"O momento é de arregaçar as mangas, deixarmos de lado as possíveis diferenças, e cada um se empenhar pelo nosso pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro, a melhor opção para livrarmos o Brasil da corrupção, da violência e empobrecimento", escreveu o ex-presidente. Bolsonaro ainda continuou: "Meu pré-candidato, creio o seu também, meu porta-voz no qual confio para resgatar o Brasil e nos conduzir para a paz e prosperidade".

Íntegra da carta do ex-presidente Jair Bolsonaro
Íntegra da carta do ex-presidente Jair Bolsonaro - (foto: Reprodução)

O documento é escrito após uma série de acontecimentos que têm estremecido a relação entre integrantes do PL e aliados. O abalo mais forte na pré-campanha foi o vídeo publicado pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro acusando Flávio e a cúpula do partido de não cumprir acordos pré-estabelecidos e de uma traição do senador quanto ao palanque no Ceará. Na semana passada, integrantes da alta cúpula da legenda e aliados também foram alvos de operações da Polícia Federal e decisões do Supremo Tribunal Federal (STF), que aumentam o desgaste na campanha de Flávio ao Planalto.

Hora da união

O Correio Braziliense ouviu integrantes do PL e aliados de Michelle e Flávio sobre a carta para entender como os bolsonaristas enxergaram o documento divulgado ontem. A crença geral é de que não houve nenhum recado direcionado apenas à Michelle, na verdade, foi uma mensagem a todos os aliados de Bolsonaro: membros do PL, partidos de centro e direita e outros pré-candidatos que desejam ver a saída do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) da presidência da República. O senador Izalci Lucas (PL-DF) ainda disse: "Se tivesse que dar algum recado para Michelle ele teria falado direto com ela". 

Deputado federal mais votado nas eleições de 2022, Nikolas Ferreira (PL-MG) lamentou, nas redes sociais, ser necessário que o ex-presidente Jair Bolsonaro foque na ideia de deixar as diferenças pessoais de lado em "nome de algo maior".  "Já é a segunda vez que o presidente pede publicamente união, maturidade e que diferenças pessoais sejam deixadas de lado em nome de algo maior. Infelizmente, alguns parecem não conseguir obedecer nem mesmo o líder que dizem seguir", pontuou.

Outros nomes do bolsonarismo comentaram a carta escrita por Jair Bolsonaro e divulgada por seu filho Flávio. O deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ) compartilhou o vídeo da leitura do comunicado em seu perfil nas redes sociais. Essa conduta também foi adotada pelo deputado federal Mário Frias (PL-SP), que estabeleceu como "missão" o apoio para eleger Flávio Bolsonaro.

Isolamento

Contudo, essa percepção não é compartilhada de forma unânime no partido do ex-presidente Bolsonaro e nem por aliados de Michelle. Ao longo dos últimos dias, em conversas reservadas, interlocutores da legenda têm compartilhado figurinhas no WhatsApp com uma foto de Michelle vestida de vermelho com a logo do Partido dos Trabalhadores.

A provocação e os movimentos nos bastidores são lidas, principalmente por aliados da ex-primeira-dama, como a consolidação do isolamento de Michelle no partido. Alguns, quando se referem à disputa ao Senado pelo Distrito Federal, falam apenas do PL local, pontuando que o nacional não tem influência na decisão da ex-presidente do PL Mulher. 

Em entrevista à CNN, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou que não tem dúvidas da vitória de Michelle e que conversou com a ex-primeira-dama. "A primeira conversa comigo, ela falou que não ia ser, que não queria nem ser candidata a deputada mais. Falei que isso é um prejuízo para o partido muito grande, para a sua vida. A senhora se elege senadora, fica oito anos, a senhora vai aprender, ter uma base boa para seguir em frente na política, porque ela é nova. Então eu acho que ela sairá candidata e vai chegar em primeiro lugar em Brasília. Eu não tenho dúvida disso", disse.

Flávio Bolsonaro beijando o pai
Senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio publicou uma carta do pai em suas redes sociais - Foto: Rede Social

Blog JURU EM DESTAQUE com Correio Braziliense

segunda-feira, 13 de julho de 2026

Nova ofensiva contra o Brasil

Estados Unidos decidem na quarta-feira (15) sobre tarifaço ao Brasil; governo Lula aguarda 'dimensão da decisão' para calibrar reação

Por Isabella Calzolari, G1 — Brasília

Os presidentes Trump e Lula — Foto: Montagem com fotos da Bloomberg

 O governo brasileiro vai aguardar a dimensão da decisão dos Estados Unidos sobre aplicação de novas tarifas de 25% e 12,5% nas exportações de produtos brasileiros para calibrar a reação ao governo de Donald Trump.

Termina na quarta-feira (15) o prazo para a Casa Branca decidir se coloca em prática ou não a nova ofensiva contra o Brasil.

🔎Em 1º de junho, Trump propôs tarifas de 25% sobre mercadorias brasileiras, após uma investigação sobre diferentes temas, como desmatamento ilegal, pirataria e PIX.

🔎No dia seguinte, ele anunciou taxas adicionais de 12,5% para 60 países por falhas no combate ao trabalho forçado, incluindo o Brasil. Em ambos os casos, uma longa lista de exceções foi apresentada para evitar uma alta de preços no mercado americano.

Lula na cúpula do G7  Foto: Jornal Nacional/Reprodução

A equipe do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) trabalha como cenário mais provável a confirmação das novas tarifas.

No entanto, negociadores brasileiros avaliam que, neste cenário, existe a possibilidade de o Departamento de Estado norte-americano incluir um anexo modificado na decisão sobre os 25%, aumentando a lista de exceções ao tarifaço, por exemplo.

O governo brasileiro também aguarda ser chamado para uma última reunião virtual até quarta-feira (15) com Jamieson Greer. A expectativa é que haja uma prévia da decisão nessa reunião.

Os cenários foram discutidos com o presidente Lula em reunião na última sexta-feira (10) com os ministros Mauro Vieira e Márcio Elias Rosa, no Palácio do Planalto. Segundo relatos, Lula reafirmou aos seus auxiliares que o Brasil tem obrigação de manter a negociação até o último momento, mas seguirá na posição de entender que as tarifas não têm justificativa.

Reação do governo

Até mesmo empresas americanas que dependem de importações brasileiras passaram a pressionar Washington para retirar alguns produtos do Brasil da lista de sobretaxas.

O Ministério das Relações Exteriores mapeou 43 empresas e associações comerciais americanas que pedem que produtos brasileiros não sejam tarifados. Os pedidos foram apresentados sob o argumento de que não há substitutos produzidos no mercado doméstico para esses produtos.

Caso haja a confirmação da taxação, interlocutores do presidente Lula afirmam que a reação imediata do governo brasileiro deverá ser manifestar oficialmente "indignação" sobre a decisão da Casa Branca.

A declaração deve seguir a mesma linha de discursos públicos do petista e das respostas oficiais assinadas pelo Ministério das Relações Exteriores à investigação dos Estados Unidos — que, no caso dos 25%, afirmam que a taxação não se justifica porque "a estrutura tarifária aplicada pelo Brasil já é altamente favorável às exportações norte-americanas".

O governo brasileiro deve reforçar também o entendimento de classificar uma nova taxação ao país como "inaceitável".

As equipes técnicas e de alto nível do Brasil também devem se debruçar por alguns dias sobre a decisão para examinar a lista e avaliar os próximos passos — desde avaliar se há margem para tentar seguir nas negociações ou até a possibilidade de acionar a Lei de Reciprocidade.

🔎A Lei de Reciprocidade foi aprovada no Congresso Nacional em abril do ano passado e regulamentada pelo presidente Lula três meses depois, uma semana após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar tarifas de 50% sobre produtos brasileiros. A lei permite que o Estado possa retaliar países ou blocos que imponham barreiras contra o Brasil.

A diplomacia brasileira acredita que o presidente Lula não deve fazer nenhum movimento neste momento para tentar negociar diretamente com Donald Trump alguma outra saída.

Pedido de adiamento

O governo de Lula acredita ser pouco provável o adiamento do tarifaço ao Brasil. O entendimento entre interlocutores é que a política industrial americana é feita com base em tarifas e até agora os EUA não fizeram concessões a nenhum país.

Nas reuniões com os EUA, os norte-americanos sinalizaram também que o prazo para a conclusão da investigação em 15 de julho era “imexível”.

Caso os EUA mudem de ideia e decidam adiar, a avaliação é que a decisão deverá vir com uma justificativa — o que evitaria, inclusive, uma guerra de narrativas sobre o que levou à decisão.

O Brasil não chegou a pedir o adiamento da medida por entender que as tarifas não são justas, mas acredita que a prorrogação do prazo seria bem-vinda, ainda mais se motivada por questões econômicas ou pelo entendimento de que é necessário seguir com0 as negociações.                               

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) — Foto: Reprodução
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) — Foto: Reprodução

Flávio pediu pelo adiamento das tarifas

O pré-candidato do PL à Presidência, senador Flávio Bolsonaro, tem defendido o adiamento da medida. No início do mês, ele enviou uma manifestação ao Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) sugerindo que a decisão sobre as taxas ficasse para depois das eleições.

Em audiência pública nos Estados Unidos na semana passada, Flávio Bolsonaro reforçou o pedido e disse que este momento é o "pior possível" para novas tarifas e que elas beneficiariam Lula.

🔎 A participação nas audiências públicas promovidas pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) é aberta aos interessados que se inscreverem — foi assim que Flávio Bolsonaro ganhou o espaço para falar no evento. A atuação dele é independente e não tem relação com o Itamaraty.

Em caráter reservado, um auxiliar da diplomacia brasileira cita que a ala ideológica do governo norte-americano, formada por nomes como Marco Rubio, secretário de Estado, e Darren Beattie, assessor de Trump para políticas relacionadas ao Brasil, pode tentar interferir nas eleições do Brasil mesmo que custe a credibilidade do Departamento de Estado.

Um adiamento também pode vir como sinalização política para Flávio Bolsonaro, na busca de dar munição para o pré-candidato do PL usar em sua campanha.

Seria um gesto político do presidente Donald Trump a favor do senador do PL. Trump, que havia se aproximado de Lula, acabou fazendo acenos para Flávio Bolsonaro ao recebê-lo na Casa Branca em maio, dias depois de também receber Lula.

Senador Flávio Bolsonaro em audiência dos EUA contra tarifas — Foto: Divulgação

Senador Flávio Bolsonaro em audiência dos EUA contra tarifas — Foto: Divulgação

Um ano de tarifaço

Há um ano, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou uma carta endereçada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na qual anunciou que o governo americano iria impor uma tarifa adicional aos produtos brasileiros vendidos no mercado do país.

Na mesma carta, Trump anunciou uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros exportados ao mercado americano. O documento marcou uma escalada nas tensões comerciais entre os dois países.

Um ano depois, o governo brasileiro tenta evitar que novas tarifas propostas pelos EUA entrem em vigor. Ao longo dos últimos 12 meses, algumas das tarifas foram revistas, outras mantidas e novas cobranças foram anunciadas pelo governo americano.

Trump manda carta a Lula e anuncia tarifa de 50% sobre produtos brasileiros — Foto: Reprodução
Trump manda carta a Lula e anuncia tarifa de 50% sobre produtos brasileiros — Foto: Reprodução

Blog JURU EM DESTAQUE com G1 

São João dos Mouras: Tradição e Política em Princesa Isabel

São João dos Mouras reúne senador Efraim Filho, ex-ministro Marcelo Queiroga e lideranças políticas em Princesa Isabel

São João dos Mouras reúne Efraim Filho, Marcelo Queiroga e lideranças políticas em Princesa Isabel

O tradicional São João dos Mouras, realizado neste fim de semana em Princesa Isabel, no Sertão da Paraíba, reuniu milhares de pessoas e também se transformou em ponto de encontro de importantes lideranças políticas do estado.

Entre os presentes estiveram o senador e pré-candidato ao Governo da Paraíba, Efraim Filho (União Brasil), o ex-ministro da Saúde e pré-candidato ao Senado, Marcelo Queiroga (PL) e os deputados estaduais Michuel Henrique e Aledson Moura (anfitrião da festa). Além deles, outras lideranças políticas prestigiaram a festa, aproveitando o evento para reencontrar aliados e conversar com a população.

Cultura Nordestina e Impacto Econômico

Considerado um dos eventos juninos mais tradicionais do Sertão paraibano, o São João dos Mouras celebra a cultura nordestina com apresentações de forró, comidas típicas, danças e manifestações culturais que movimentam a economia e fortalecem as tradições da região.

Princesa Isabel é reconhecida por promover uma das maiores festas juninas do interior da Paraíba. O evento, conhecido por muitos como o “São João fora de época da Serra de Teixeira”, costuma atrair visitantes de diversas cidades e reunir grandes atrações musicais na Praça da Estrela e em outros espaços da cidade.

Articulação Política para 2026

Além do aspecto cultural, a festa também se consolida como espaço de articulação política. Com a proximidade das eleições de 2026, a presença de pré-candidatos e lideranças estaduais em eventos populares tem sido cada vez mais frequente, ampliando o contato com a população em diferentes regiões da Paraíba.

Blog JURU EM DESTAQUE com Polêmica Paraíba - Suedna Lima

domingo, 12 de julho de 2026

Morre senador republicano dos Estados Unidos e aliado de Trump

Lindsey Graham, senador republicano dos Estados Unidos e aliado de Donald Trump, morre aos 71 anos de idade

Senador Lindsey Graham fala com a imprensa em Kiev, capital da Ucrânia, em 10 de julho de 2026 — Foto: REUTERS/Valentyn Ogirenko
Senador Lindsey Graham fala com a imprensa em Kiev, capital da Ucrânia, em 10 de julho de 2026 — Foto: REUTERS/Valentyn Ogirenko

O senador norte-americano Lindsey Graham, membro do Partido Republicano, morreu na noite desse sábado (11). A informação foi compartilhada pelo gabinete do próprio político na rede social X (antigo Twitter).

Segundo o comunicado, Graham morreu após uma "doença repentina e breve". O senador da Carolina do Sul tinha 71 anos.

Segundo a rede americana NBC, o serviço de emergência atendeu a um chamado de parada cardíaca no endereço de Graham em Washington D.C. A causa da morte, no entanto, ainda não foi oficialmente confirmada.

Nos últimos anos, Graham ficou conhecido por sua relação próxima com o presidente Donald Trump, contra quem chegou a disputar a indicação do Partido Republicano à Presidência em 2016. Ele era um dos principais conselheiros do presidente americano em temas de política externa.

Trump lamentou a morte do senador, que classificou como "uma das melhores pessoas" , na rede social Truth Social. "Ele estava sempre trabalhando e era um verdadeiro patriota americano. Lindsey fará muita falta!!! Muito triste!", publicou.

Graham foi eleito para o Senado dos Estados Unidos em 2002. O site do senador afirma que ele "defendeu de forma consistente resultados na Guerra ao Terror que protegessem os interesses de segurança nacional de longo prazo" dos Estados Unidos.

Os republicanos têm, atualmente, uma maioria apertada de 53 a 47 cadeiras no Senado. Pela lei da Carolina do Sul, o governador Henry McMaster, também republicano, deverá nomear um substituto temporário para Graham, que permanecerá no cargo até janeiro.

McMaster afirmou, em nota, que Graham é "insubstituível". "O mais feroz dos defensores da Carolina do Sul e da América — e um amigo leal e firme", disse McMaster.

O senador não era casado e não tinha filhos. Sua parente viva mais próxima é a irmã Darline Graham Nordone, que ele ajudou a criar depois que os dois perderam os pais.

Política externa e relação com Trump

Graham defendeu durante anos uma política externa favorável ao uso da força militar pelos Estados Unidos e ao fortalecimento da defesa nacional.

Na semana passada, ele fez parte de uma delegação que esteve em Kiev, capital da Ucrânia, e havia anunciado um acordo para avançar em um pacote de maiores sanções dos EUA à Rússia.

O senador estava escalado para participar, na manhã deste domingo (12), do programa de entrevistas "Meet the Press", da NBC.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou estar "profundamente entristecido" com a morte de Graham, e o descreveu como um "verdadeiro defensor da liberdade e dos valores que tornam o nosso mundo mais seguro."

A relação entre Graham e Trump começou de forma conturbada. O senador chegou a afirmar que o então empresário era "inapto para o cargo" e usou um palavrão para se referir a Trump depois que ele fez comentários depreciativos sobre o ex-senador John McCain, melhor amigo de Graham no Senado e veterano da Guerra do Vietnã.

McCain, Graham e o ex-senador Joe Lieberman, independente por Connecticut, eram conhecidos como os "Três Amigos" e viajavam com frequência pelo mundo para defender uma política externa mais intervencionista dos Estados Unidos.

Mas Graham mudou significativamente de posição depois que Trump venceu a eleição presidencial. O senador tornou-se um dos principais aliados do presidente, passou a falar com ele com frequência e se tornou presença constante em partidas de golfe ao seu lado, enquanto McCain permaneceu como um crítico de Trump.

Em uma entrevista à Associated Press, em 2018, Graham explicou sua mudança de postura dizendo que McCain lhe ensinou que o país precisa seguir em frente após as eleições e que isso significava haver "a obrigação" de ajudar o presidente. McCain concorreu duas vezes à Presidência dos Estados Unidos.

Graham chegou a romper com Trump após a invasão do Capitólio por apoiadores do então presidente, em 06 de janeiro de 2021. Na ocasião, declarou: "Estou fora. Já chega."

Pouco tempo depois, porém, voltou a se aproximar de Trump e permaneceu como um de seus aliados durante o segundo mandato do presidente.

Recentemente, Graham presidiu a Comissão de Orçamento do Senado. Também integrou a Comissão de Apropriações, a Comissão Judiciária e a Comissão de Meio Ambiente e Obras Públicas do Senado.

Presidente Donald Trump e o senador Lindsey Graham em evento da campanha presidencial, em 2023 — Foto: Shannon Stapleton/Reuters
Presidente Donald Trump e o senador Lindsey Graham em evento da campanha presidencial, em 2023 — Foto: Shannon Stapleton/Reuters

Carreira política

Lindsey Graham construiu uma carreira de mais de três décadas na política norte-americana. Ele iniciou sua trajetória eleitoral em 1992, quando foi eleito deputado estadual após atuar como advogado na Justiça Militar e na Justiça comum.

Nascido em uma família de classe média baixa na cidade de Central, na Carolina do Sul, Graham cresceu ajudando os pais, donos de um bar ao lado da casa da família. Formou-se em Direito antes de ingressar na vida pública.

Sua projeção nacional começou em 1999, quando integrou a comissão da Câmara dos Representantes que aprovou o processo de impeachment do então presidente Bill Clinton.

Em 2016, Graham tentou disputar a indicação do Partido Republicano à Presidência, mas acabou derrotado nas prévias vencidas por Donald Trump. Após a vitória de Trump, Graham mudou de posição e se aproximou do presidente.

A mudança de aliança foi acompanhada por uma alteração em seu discurso político. Se antes era visto como mais moderado em temas como imigração, passou a adotar posições mais duras, alinhadas às de Trump.

Em alguns momentos, porém, enfrentou resistência dentro do próprio partido ao se afastar das alas mais conservadoras, como quando votou a favor de uma juíza indicada pelo então presidente Barack Obama para a Suprema Corte.

Após a derrota de Trump para Joe Biden, em 2020, Graham participou das tentativas de contestar o resultado da eleição. Ele chegou a telefonar ao responsável pela certificação dos votos no estado da Geórgia para questionar se seria possível contestar judicialmente votos enviados pelo correio.

A breve nota divulgada pelo gabinete de Graham, que não explicou a causa da morte, ocorre em um momento de preocupação com a falta de transparência sobre a saúde de parlamentares nos Estados Unidos.

O deputado Tom Kean Jr., republicano de Nova Jersey, ficou meses afastado sem explicação antes de retornar ao Congresso e revelar que havia sido diagnosticado com depressão. Já o senador Mitch McConnell, republicano do Kentucky, foi hospitalizado semanas atrás por motivos de saúde não divulgados.

Repercussão

O líder da maioria no Senado dos Estados Unidos, John Thune, republicano da Dakota do Sul, afirmou que "meu coração está pesado nesta manhã ao saber da morte do meu amigo e colega, o senador Lindsey Graham".

"Lindsey dedicou muitos anos de sua vida à Força Aérea e ao Congresso, o que o levou às mais diversas regiões do mundo", afirmou Thune. "Ele foi um defensor firme dos Estados Unidos e um forte aliado de países que valorizam a liberdade em todo o mundo. Acreditava no poder dos Estados Unidos para promover o bem e dedicou sua vida a essa causa."

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, também lamentou a morte de Graham e o descreveu como "um grande amigo de Israel" e um "querido amigo meu".

Segundo Netanyahu, Graham entendia que a segurança de Israel e dos Estados Unidos era inseparável e dedicou sua vida à defesa dos EUA, ao fortalecimento da aliança entre os dois países e à defesa do mundo livre.

"Israel perdeu um de seus maiores amigos. Os Estados Unidos perderam um grande patriota. Eu perdi um amigo querido", afirmou Netanyahu, ao prestar condolências à família de Graham e ao povo americano.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, cumprimenta Lindsey Graham antes de encontro em Kiev na sexta-feira (10) — Foto: Serviço de imprensa da presidência da Ucrânia via Reuters
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, cumprimenta Lindsey Graham antes de encontro em Kiev na sexta-feira (10) — Foto: Serviço de imprensa da presidência da Ucrânia via Reuters

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