NOVIDADE: Grupo Energisa testa o Plano Pré-pago para conta de energia elétrica na Paraíba
Foto: Divulgação/Energisa
Controlar
a conta de energia e ter mais flexibilidade para pagar. Esse é o
objetivo do Plano Pré-pago, quarto e último modelo de Conta Inteligente
testado pelo Grupo Energisa como um projeto de experimentação de novas
modalidades tarifárias, conduzido pela Agência Nacional de Energia
Elétrica (Aneel). Disponível em países como Alemanha, Reino Unido,
Argentina e Colômbia, esse formato de compra de créditos – que são
convertidos em kWh – chega à Paraíba, trazendo, incialmente como teste,
um modelo semelhante ao usado em outros serviços, como telefonia e
streaming.
“O Pré-pago é um modelo amplamente conhecido pelo
consumidor brasileiro, que possibilita controlar a conta de energia,
acompanhando o consumo em tempo real e adicionando créditos conforme a
necessidade. Além disso, em vez de pagar a conta de luz em um único dia
no mês, oferece flexibilidade ao cliente, que pode escolher quando e
quanto crédito quer colocar a cada recarga”, explica Rodrigo Santana,
diretor de Assuntos Regulatórios e Estratégia da Energisa.
Para
ser aplicado, o novo modelo precisa de um medidor de energia especial.
Por isso, vai ser testado por até 12 meses com consumidores de 36
cidades de São Paulo, Paraíba e Tocantins. A adesão de voluntários já
está aberta, com inscrições disponíveis até maio pelo aplicativo
Energisa ON ou pela agência digital (energisa.com.br).
Na Paraíba,
até mil pessoal podem se cadastrar na modalidade de pagamento nas
cidades de João Pessoa, Campina Grande, Santa Rita, Conde, Patos, Lagoa
Seca, Santa Luzia, Bayeux, Sousa, Cajazeiras, Cabedelo, Queimadas,
Bananeiras, Solanea, Esperança, Guarabira, Sape, Mamanguape, Capim,
Sobrado, Cruz do Espírito Santo, Marizopolis, Aparecida e São Mamede.
Não
há qualquer custo para integrar o teste e os participantes podem optar
por regressar à cobrança convencional a qualquer momento. Podem
participar consumidores residenciais que não estejam incluídos na Tarifa
Social, não possuam cobranças adicionais na fatura (como seguros e
doações) e não sejam atendidos por geração distribuída, como energia
solar compartilhada. Os participantes podem retornar ao modelo
convencional a qualquer momento.
“Com esse teste nas
distribuidoras Energisa Sul-Sudeste, Energisa Paraíba e Energisa
Tocantins, vamos avaliar a receptividade a um novo modelo tarifário. Com
o Plano Pré-pago, queremos medir o potencial de mudança no
comportamento de consumo e o relacionamento do cliente com a
distribuidora. Também queremos promover engajamento e satisfação do
cliente com maior controle de gastos com energia elétrica, além de
avaliar o modelo como solução para diminuição de inadimplência”, afirma o
executivo.
Valor mínimo de recarga: R$ 30
Com
recarga mínima de R$ 30 e máxima de R$ 500, além de outros múltiplos de
R$ 10, o Plano Pré-pago oferece ao consumidor flexibilidade para
adicionar créditos a qualquer momento com valores diferentes. O consumo
pode ser acompanhado pelo próprio medidor especial ou pelos canais
digitais.
“A possibilidade de acompanhar o consumo praticamente em
tempo real permite que o consumidor decida o volume de créditos e novas
recargas conforme sua demanda de energia. O cliente é avisado até três
vezes quando seus créditos estiverem acabando, além de contar com a
possibilidade de ativar um crédito emergencial para não ter o serviço
interrompido. No Plano Pré-pago, a conta de luz não precisa mais ser uma
despesa mensal, pode ser semanal, o que pode ser interessante para um
profissional autônomo por exemplo”, diz Santana.
Ao flexibilizar o
pagamento da conta de luz, possibilitando a troca de um gasto único e
mais alto por mês pela compra de créditos conforme a necessidade de
consumo, o novo modelo também se torna interessante para clientes que
têm dificuldade de manter o pagamento em dia. Por isso, mais à frente,
clientes com o serviço interrompido poderão aderir a esse modelo. Ao
comprar créditos, o consumidor com fatura em aberto poderá utilizar 10%
do valor adquirido para quitar débitos anteriores, o que funcionará como
uma forma de amortizar a dívida e manter o serviço.
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