quinta-feira, 10 de setembro de 2026

Flávio Bolsonaro recria trajeto em cidade onde seu pai sofreu facada

Senador Flávio Bolsonaro recriou em Juiz de Fora (MG) trajeto onde o ex-presidente Jair Bolsonaro sofreu facada durante campanha eleitotal de 2018

O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) recriou nessa quarta-feira (08), em Juiz de Fora (MG), o trajeto onde seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, foi atingido por uma facada durante a campanha eleitoral de 2018. A ação ocorreu oito anos após o episódio que marcou a disputa presidencial daquele ano.

Durante o ato, Flávio foi carregado nos ombros por apoiadores, em uma referência à cena registrada após o ataque contra Jair Bolsonaro. A facada foi desferida por Adélio Bispo, que permanece preso. O evento reuniu apoiadores que carregavam bandeiras com imagens de Flávio e de outros candidatos do PL.

Entre os presentes estavam Flávio Roscoe, candidato ao Governo de Minas Gerais, e o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). Os dois também participaram de uma motociata realizada mais cedo ao lado de Flávio e, posteriormente, da caminhada e do discurso em Juiz de Fora.

Flávio percorreu o trajeto cercado por seguranças e usando colete à prova de balas. O equipamento também foi utilizado pelo candidato durante o ato de 7 de Setembro, realizado na segunda-feira (7), em São Paulo.

Blog JURU EM DESTAQUE com Fonte 83 | Por Redação Fonte 83

52% dos brasileiros desaprovam o governo Lula e 41% aprovam

Levantamento do instituto de pesquisa Gerp ouviu 2.400 eleitores entre 03 e 08 de setembro; em agosto, a reprovação estava em 51% e a aprovação, em 43%

Gerp: 52% dos brasileiros desaprovam o governo Lula e 41% aprovam a gestão
Foto: Reprodução/Ricardo Stuckert /PR

De acordo com levantamento do instituto de pesquisa Gerp, divulgado nesta quarta-feira (09), a maioria dos brasileiros desaprova o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo a pesquisa, 52% dos eleitores avaliam negativamente a gestão, enquanto 41% aprovam. Outros 7% afirmaram não saber ou não quiseram opinar.

Os números apontam uma leve mudança em relação à sondagem anterior. Em agosto, a desaprovação do governo estava em 51%, enquanto a aprovação alcançava 43%. Com isso, na comparação entre as duas rodadas, o índice de reprovação subiu um ponto percentual, enquanto a aprovação recuou dois pontos.

Como a pesquisa foi feita

O levantamento ouviu 2.400 eleitores entre os dias 3 e 8 de setembro. A pesquisa tem margem de erro de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e intervalo de confiança de 95%.

O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-00251/2026.

Blog JURU EM DESTAQUE com Polêmica Paraíba - Vitoria Siqueira

“Rotas da Fé”

SANTUÁRIOS: Cicero Lucena propõe criação de Rotas da Fé para estimular o turismo religioso pelo Estado da Paraíba

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Cicero Lucena (MDB), candidato a governador está propondo uma série de ações para o turismo religioso na Paraíba, com a implantação de políticas públicas em parceria com a iniciativa privada visando fortalecer este setor. Uma das prioridades será as “Rotas da Fé”, ligando a visitação entre os santuários existentes na região do Brejo e em outras regiões do estado.

A exemplo do Brejo, que conta com santuário religiosos em Guarabira (Frei Damião), Araruna (Nossa Senhora de Fátima – Pedra da Boca), Bananeiras (Cruzeiro de Roma), Solânea/Arara (Padre Ibiapina), a proposta é levar Rota da Fé para outras regiões, como Patos, onde existe o santuário Cruz da Menina.

Com relação ao turismo religioso, a ação será conduzida com uma parceria entre o Governo do Estado e as dioceses da Paraíba, e contando com o apoio das prefeituras municipais e a iniciativa privada, especialmente a rede hoteleira.

O candidato observa que não somente no Brejo, mas em outras regiões do estado, como o Cariri e o Sertão, existem imponentes igrejas de arquitetura neoclássica para visitação. Ele citou por exemplo o belíssimo Santuário de Deus Pai Todo-Poderoso, localizado em Malta, que começa a atrair interesse de fiéis de toda a Paraíba.

“É preciso iniciar de divulgação externa deste potencial turístico que é praticamente ignorado pelo poder público atualmente”, destacou Cícero.

Para ele, o incremento do turismo religioso, não apenas no Brejo paraibano, mas em outras regiões, cria as condições ideais para geração de emprego e renda, de estimulo à produção no campo. “Isso é muito bom, por exemplo, para a agricultura familiar e o segmento do artesanato”, observou.

CÍCERO: “É preciso iniciar de divulgação externa deste potencial turístico que é praticamente ignorado pelo poder público atualmente”.

Blog JURU EM DESTAQUE com Polêmica Paraíba - Gerlane Neto

quarta-feira, 9 de setembro de 2026

Presidente do STF tenta amenizar crise entre ministros da Corte

Edson Fachin suspende decisão de André Mendonça que afastou Andrei Rodrigues da Polícia Federal e decisão de Flávio Dino que reintegrou o diretorgeral

Foto: Gustavo Moreno/STF
Foto: Gustavo Moreno/STF

O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu nesta quarta-feira (09) a decisão do ministro André Mendonça de afastar o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, e o diretor de Inteligência, Leandro Almada. Também foi suspensa a decisão de Flávio Dino que os reintegrou aos cargos.

Edson Fachin também levou para si a relatoria de investigações do chamado “Inquérito das Fake News” e suspendeu “todo e qualquer procedimento” de investigação contra integrantes do STF. Além disso, também foi suspensa a apuração da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre possível interferência na produção do relatório da Polícia Federal que apontou uma relação entre Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, preso na Operação Compliance Zero.

“É grave o quadro em que decisões de ministros passam a ser desafiadas horizontalmente, mormente quando pendentes, tanto o julgamento em curso no âmbito da Segunda Turma deste Tribunal, quanto o pedido de suspensão de liminar que se encontra sob apreciação desta Presidência”, escreveu Edson Fachin em uma das decisões.

“Considero necessária a suspensão das decisões ora analisadas, porquanto, para além de qualquer juízo meritório sobre o afastamento ou não de autoridades, o qual será realizado oportunamente, cumpre obstar quadro de conflitos e sobreposições processuais que, por si só, configuram lesão à ordem pública e à integridade deste Tribunal”, continuou Edson Fachin.

Moraes e Vorcaro

Nesta quarta-feira, Edson Fachin convocou uma sessão do plenário da Corte para discutir na próxima terça-feira (15) o relatório da Polícia Federal que apontou uma suposta relação entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Na sessão, os ministros vão discutir a validade do documento da Polícia Federal feito a pedido do ministro André Mendonça. O documento sofreu críticas de ministros da Corte. Na avaliação deles, Mendonça pediu para investigar um colega sem autorização do plenário.

Os ministros também vão decidir sobre o pedido de nulidade da Procuradoria-Geral da República (PGR) e se deve ser aberta ou arquivada investigação contra Alexandre de Moraes.

Crise no STF

A crise no STF envolvendo André Mendonça e Alexandre de Moraes começou a partir de decisões nas investigações sobre o Banco Master. Envolveu também o procurador-geral da República, Paulo Gonet, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e, posteriormente, o ministro Flávio Dino.

Antes da divulgação do relatório que desencadeou a sequência de decisões, já havia divergências entre o gabinete de André Mendonça e a direção da PF sobre o andamento das investigações do caso Master.

André Mendonça é relator de apurações relacionadas ao banco e de um inquérito sobre repasses para a produção de um filme sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Em agosto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) havia orientado Andrei Rodrigues a procurar o ministro para discutir a relação entre a Polícia Federal e o gabinete do relator.

Polêmica Paraíba com G1

Estados brasileiros com melhores índices de segurança pública

Ranking nacional aponta a Paraíba como o 2º estado do Nordeste e o 9° do Brasil com os melhores indicadores de segurança pública em 2026

FOTO GRÁFICO

O Ranking dos Estados trouxe ontem (08), via dados do Centro de Liderança Pública (CLP), referente a esse ano de 2026, o comparativo entre os estados brasileiros que estão mais bem ranqueados com os melhores indicadores de segurança pública em 2026. Neste âmbito, a Paraíba aparece com a segunda posição no Nordeste e a nona no Brasil entre os estados com melhores índices de segurança pública.

Segundo os dados, a Paraíba só fica atrás no Nordeste para o estado do Rio Grande do Norte. Entre os dez pilares do Ranking, este é o que mais depende diretamente da esfera estadual: a Constituição coloca a segurança dos cidadãos como responsabilidade central dos estados. O peso é de 11,3% na nota final do Ranking.

São 11 indicadores: Atuação do Sistema de Justiça Criminal, Presos sem Condenação, Déficit de Vagas, Mortes a Esclarecer, Mortalidade no Trânsito, Morbidade Hospitalar por Acidente de Trânsito, Segurança Pessoal, Segurança Patrimonial, Qualidade da Informação de Criminalidade, Violência Sexual e Feminicídio.

Veja a posição de destaque da Paraíba:

Blog JURU EM DESTAQUE com PB Agora

Justiça Eleitoral mantém candidatura de Cícero por 5 a 1

Tribunal Regional da Paraíba (TRE-PB) encerra julgamento e defere candidatura de Cícero Lucena ao Governo do Estado por 5 a 1

TRE-PB encerra julgamento e defere candidatura de Cícero Lucena por 5 a 1

O Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) encerrou, nesta quarta-feira (09), o julgamento da impugnação contra Cícero Lucena (MDB) e decidiu pelo deferimento do registro de sua candidatura ao Governo da Paraíba. O placar final foi de 5 votos a 1 pela manutenção da candidatura.

A conclusão ocorreu uma semana depois do início da análise do caso. O julgamento começou no dia 02 de setembro e precisou ser interrompido duas vezes por pedidos de vista. Antes da sessão desta quarta-feira, o placar já estava em 4 a 1 favorável a Cícero.

A impugnação foi apresentada pelo Ministério Público Eleitoral (MPE), que apontou elementos de uma suposta relação da candidatura com integrantes de organizações criminosas. O processo tramitou sob segredo de Justiça em razão do conteúdo das investigações utilizadas no caso.

Segundo o MPE, a discussão eleitoral não dependia da existência de denúncia ou condenação criminal contra o candidato, mas da análise dos elementos reunidos sobre a suposta interferência de organizações criminosas no processo eleitoral. A defesa de Cícero contestou a tese e defendeu a regularidade do registro.

Julgamento começou em 02 de setembro

O relator do processo, desembargador eleitoral Rodrigo Marques Silva Lima, abriu a votação posicionando-se contra a impugnação e pelo deferimento da candidatura de Cícero. Ele foi acompanhado por Kéops de Vasconcelos Amaral.

Na sequência, Giovanna Mayer abriu divergência e votou pelo acolhimento da impugnação apresentada pelo MPE e, consequentemente, pelo indeferimento do registro. Com o placar em 2 a 1, Rodrigo Clemente pediu vista, provocando a primeira suspensão do julgamento.

A análise foi retomada na sexta-feira (04). Rodrigo Clemente acompanhou o relator e votou pelo deferimento. Helena Delgado Fialho adotou o mesmo entendimento, fazendo o placar chegar a 4 votos a 1 e formando maioria favorável à candidatura.

Apesar da maioria já estabelecida, o julgamento não foi encerrado naquele momento porque João Benedito pediu vista do processo.

Placar termina em 5 a 1

Nesta quarta-feira, João Benedito apresentou seu voto e também acompanhou o relator, levando o resultado final a 5 votos a 1 pelo deferimento do registro de Cícero Lucena.

Com a conclusão do julgamento no TRE-PB, a impugnação apresentada pelo Ministério Público Eleitoral foi rejeitada pela maioria da Corte e o registro de Cícero foi deferido na instância regional.

A decisão ainda pode ser objeto dos recursos cabíveis às instâncias superiores da Justiça Eleitoral.

Blog JURU EM DESTAQUE com Polêmica Paraíba - Suedna Lima

Veja a agenda dos presidenciáveis nesta quarta-feira (09)

Confira a agenda dos candidatos à Presidência da República nesta quarta-feira (09); os presidenciáveis participam de atos, entrevistas e encontros em São Paulo

Brasília (DF), 18/08/2026 - Arte  Agenda dos Presidenciáveis.
Arte EBC
© Arte EBC
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A agenda dos presidenciáveis nesta quarta-feira (09) inclui atos e comícios, motocarreata, panfletagem e mobilização com apoiadores. Também estão previstas entrevistas e sabatinas, encontros com representantes dos setores produtivo e imobiliário, visitas a instituições e participação em ato contra a violência de gênero.

Romeu Zema (Novo)
Participa do lançamento da Carta de Princípios aos Cristãos brasileiros, em Brasília. 

Wilson Grassi (Democrata) 
Concede entrevista ao jornal A Voz de Campos, de Campos dos Goytacazes (RJ). 

Augusto Cury (Avante)
Pela manhã, visita a 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo (SP). À tarde, participa de reunião com Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado da Bahia (Oceb) e Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Ocepar). 

Clariana Barão (DC) 
À noite participa de evento no Jockey Club de São Paulo. 

Flávio Bolsonaro (PL) 
Em Juiz de Fora (MG), participa de motocarreata do aeroporto até o centro da cidade (cerca de 10 km). Também faz comício em trio elétrico no centro da cidade. 

Hertz Dias (PSTU)
Participa de panfletagem no CD Leopoldina dos Correios na Vila Leopoldina, em São Paulo (SP). À tarde, participa de reunião com apoiadores do PCBR na capital paulista e concede entrevista para o podcast Meteoro Brasil. 

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) 
Participa do ato na Arena Carhoo, em Teresina (PI). 

Samara Martins (UP)
Participa do Ato Por Uma Pátria Sem Feminicídios e Sem Estupros, com concentração na Praça da Sé, em São Paulo (SP).

Renan Santos (Missão)
Participa de ato com apoiadores na FGV Direito SP, em São Paulo (SP). 

Ronaldo Caiado (PSD)
Participa de sabatina para o Jornal Itatiaia, da Rádio Itatiaia (MG), por videoconferência. Em São Paulo (SP), participa de encontro com a Associação Brasileira de Incorporadoras (Abrainc) e visita o Instituto Resgatando Vidas. Também concede entrevista para a Rádio Massa FM. 

Os candidatos Rui Costa Pimenta (PCO) e Edmilson Costa (PCB) não têm agenda pública de campanha nesta quarta-feira.

A ordem de apresentação da cobertura da agenda dos candidatos a presidente segue rodízio diário em ordem alfabética.

Edson Fachin cancela sessão plenária do STF desta quarta-feira, 09

Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) não vão se reunir em plenário para julgar processos que estavam pautados para a tarde desta quarta-feira (09)

Fachin cancela sessão plenária do STF desta quarta-feira, 9
© Ueslei Marcelino/Reuters

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, cancelou a sessão plenária desta quarta-feira, 9, diante da escalada da crise na Corte. Até a publicação desta nota, o motivo para o cancelamento ainda não havia sido informado pela assessoria do Tribunal. 

Mais cedo, o ministro Flávio Dino determinou a reintegração de Andrei Rodrigues ao cargo de diretor-geral da Polícia Federal (PF), revertendo a ordem de afastamento proferida na véspera pelo ministro André Mendonça.

Dino reintegra Andrei Rodrigues na direção da PF após ordem de Mendonça

Na manhã desta quarta-feira (09), o ministro Flávio Dino atendeu a um recurso de Andrei Passos Rodrigues e o reintegrou ao cargo na direção da Polícia Federal. O pedido foi feito em petição que trata da investigação de recursos de emendas parlamentares ao filme Dark Horse.

A medida suspende os efeitos de decisão anterior proferida pelo ministro André Mendonça, que havia decretado o afastamento preventivo de Andrei Rodrigues do cargo de diretor-Geral da Polícia Federal e de Leandro Almada da Costa à chefia da Diretoria de Inteligência Policial da corporação. Os dois delegados foram afastados e investigações foram paralisadas a pedido do Partido Novo.

Agora, Flávio Dino garante o restabelecimento integral das funções dos delegados. Magistrado determinou ainda que os dois oficiais fiquem protegidos contra novas medidas cautelares motivadas pelo regular cumprimento de ordens judiciais.

Blog JURU EM DESTAQUE com Notícias ao Minuto

Um só ministro derruba decisão de três colegas do STF

Flávio Dino determina reintegração de Andrei Rodrigues ao comando da Polícia Federal; a decisão também reintegra o diretor de Inteligência Leandro Almada

Brasília (DF), 09/07/2025  - Diretor-geral da PF,  Andrei Rodrigues,  durante audiência na Comissão de Segurança da Câmara. Foto: Lula Marques/Agência Brasil
© Lula Marques/Agência Brasil
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O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quarta-feira (09) a reintegração de Andrei Rodrigues como diretor-geral da Polícia Federal (PF).

O delegado foi afastado do cargo na terça-feira (8) por decisão do também ministro André Mendonça. A maioria dos ministros da Segunda Turma do STF acompanhou a decisão de Mendonça, mas o julgamento foi interrompido após pedido de vista do ministro Gilmar Mendes.

Dino atendeu a pedido formulado pelo próprio Andrei Rodrigues. Em sua determinação, Dino mencionou “atropelos processuais”, entre os quais ilegitimidade do partido Novo para pedir o afastamento de autoridade pública em um processo de natureza criminal. 

“O partido político mencionado, no caso, não possui legitimidade para requerer medidas cautelares em investigações criminais ou processos penais, como revela o próprio desenho normativo do Código de Processo Penal, em cujos preceitos inexiste qualquer referência a partidos políticos entre os sujeitos legitimados a atuar nessa seara do Direito”, escreveu o ministro. 

Dino frisou ainda que o Novo possui interesse direto e político-partidário no afastamento de Andrei Rodrigues, uma vez que possui candidato próprio à Presidência da República, o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, adversário do atual mandatário e candidato à reeleição, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que foi quem nomeou o diretor-geral da PF. 

“Não há dúvida de que tal projeto eleitoral é absolutamente legítimo, em sua seara própria, mas não em um processo penal que, por sua gravidade, não pode ter as suas regras vilipendiadas.”

Investigações paralisadas

O ministro mandou reintegrar também o diretor de Inteligência da PF, Leandro Almada. Ele citou o prejuízo de investigações em curso, sob sua relatoria, caso a produção de relatórios de inteligência seja interrompida. 

“Em área de tamanha sensibilidade institucional, a abrupta substituição da direção possui aptidão para comprometer a continuidade dos trabalhos, os fluxos de informação e o tempestivo cumprimento de determinações judiciais, de modo que, seja pelas ilegalidades já assinaladas, seja pela necessidade de preservar a regular atuação da Polícia Federal, impõe-se, neste juízo sumário, o restabelecimento de sua situação funcional”, escreveu Dino sobre Almada. 

A decisão de Dino foi tomada no processo em que a PF analisa o material apreendido pela Polícia Civil de São Paulo em investigações sobre o desvio de emendas parlamentares para financiar a produção do filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. 

No pedido para ser reintegrado, Andrei Rodrigues alegou que seu afastamento “interfere na organização da equipe responsável pelas investigações, retarda o acesso ao material disponibilizado e compromete a atuação célere da instituição”.

Competência 

Outro argumento do ministro Dino para derrubar a decisão de Mendonça é o de que o colega não teria a competência para determinar o afastamento do diretor-geral da PF. 

Ao afastar o diretor-geral da PF, Mendonça alegou ser alvo de “monitoramento sistemático”, de forma ilegal, por parte do setor de inteligência da PF, com a produção de ao menos seis relatórios ocultos e apócrifos durante o mês de agosto. 

Dino destacou, contudo, que o presidente do Supremo, Edson Fachin, já abriu, no último dia 3 de setembro, um processo para apurar os relatórios dos quais Mendonça é alvo, motivo pelo qual o ministro não poderia ter proferido uma decisão tendo como base os mesmos documentos. 

Uma vez que a controvérsia encontra-se sob relatoria do Fachin, apenas o presidente do Supremo ou o plenário da Corte teria competência para tomar decisões com base na regularidade ou não de tais relatórios. 

“Ou seja, caso o Exmo. Ministro André Mendonça, parte no procedimento instaurado pelo Presidente, considere que há um direito subjetivo em risco, é ao Presidente ou ao Plenário que deve se dirigir, sob pena de grave usurpação das atribuições dos demais Ministros”, afirmou Dino. 

O ministro determinou que somente o plenário possa julgar sua decisão de reintegrar Andrei Rodrigues. Dino acrescentou ainda que, ao afastar o diretor-geral da PF, Mendonça teria agido em causa própria. 

“Compreende-se que o digno Ministro André Mendonça tenha suas divergências funcionais ou pessoais com a Polícia Federal e possa defender os seus direitos perante a instância própria. Mas tais direitos — inerentes a qualquer parte que se sinta prejudicada — não podem converter-se em fundamento para a prolação de decisão em causa própria, com o efeito de paralisar investigações e os trabalhos policiais”. 

Recursos

Ao determinar o afastamento de Andrei Rodrigues, o ministro André Mendonça submeteu sua decisão para referendo da Segunda Turma do STF, horas depois depois de assinar o despacho, em sessão virtual extraordinária de 24 horas. 

A Segunda Turma alcançou maioria de três votos entre os cinco ministros que compõem o colegiado para manter o afastamento, com os votos dos ministros Luiz Fux e Nunes Marques favoráveis à decisão de Mendonça. O julgamento não foi concluído, contudo, devido a um pedido de vista (mais tempo de análise) do ministro Gilmar Mendes. 

Ainda ontem, a Advocacia-Geral da União (AGU) pediu a Fachin, presidente do Supremo, a suspensão da liminar de Mendonça, alegando usurpação de prerrogativa exclusiva do presidente da República para nomear e exonerar a chefia da PF. 

Ainda na noite de terça, Fachin abriu prazo de três dias para Mendonça responder o recurso da AGU. Tal prazo, contudo, acabou atropelado pela decisão de Dino. 

Em paralelo, Fachin é relator de um processo em que a regularidade ou não dos relatórios citados por Mendonça é analisada. O presidente do Supremo pediu manifestação dos envolvidos e ainda não decidiu se abre ou não uma investigação sobre os documentos. 

Críticas

No início da tarde, onze diretores da Polícia Federal divulgaram uma carta manifestando “total apoio” a Andrei Rodrigues e colocando os cargos à disposição

Também em nota, a Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF), entidade que representa 2,3 mil delegados da corporação, criticou que o afastamento do diretor-geral tenha ocorrido por atuação monocrática de um dos seus membros, e não por decisão colegiada.

O Sindicato Nacional dos Servidores do Plano Especial de Cargos da Polícia Federal (SinpecPF) também manifestou apoio aos diretores afastados

Master

A crise entre ministros do Supremo ganhou proporções sem precedentes depois de Mendonça ter divulgado, na semana passada, relatórios parciais da Operação Compliance Zero, da qual é relator e que tem como alvo a corrupção de agentes públicos e fraudes financeiras bilionárias supostamente praticadas pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, antigo dono do Banco Master. 

No material divulgado constam 52 mensagens que os investigadores do caso dizem terem sido enviadas por Vorcaro ao ministro Alexandre Moraes. Nelas, o ex-banqueiro demonstra proximidade com o ministro e aparenta ter encaminhado a ele um contrato de R$ 131 milhões entre o Master e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro. 

Em outra mensagem, Vorcaro parece buscar junto a Moraes informações sobre uma possível operação da Polícia Federal para prendê-lo. As respostas do interlocutor ao ex-banqueiro não puderam ser resgatadas, informaram os investigadores.  Moraes, por sua vez, negou qualquer contato com o ex-banqueiro.

Logo após a divulgação do material, Moraes decidiu tornar público o que disse ser um "relatório de inteligência" da PF segundo o qual Mendonça estaria direcionando as investigações do caso Master contra desafetos políticos.

O documento, porém, não é assinado nem traz o cabeçalho da corporação, além de trazer o alerta de que seu conteúdo foi produzido "sem caráter probatório". 

Confira mais detalhes no Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil 

*Matéria ampliada às 10h38 e às 12h36 

Afastamento do diretor-geral da Polícia Federal

Cúpula da Polícia Federal reage a afastamento de Andrei Rodrigues e coloca cargos à disposição


Onze diretores da Polícia Federal divulgaram, nesta terça-feira (08), uma nota em que expressam “total apoio” a Andrei Rodrigues, afastado do cargo de diretor-geral por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). No documento, os integrantes da cúpula da corporação também colocaram seus cargos à disposição do diretor-geral substituto, delegado William Marcel Murad.

A manifestação ocorreu poucas horas após o ministro André Mendonça determinar o afastamento preventivo de Andrei Rodrigues e de Leandro Almada, que comandava a Diretoria de Inteligência da Polícia Federal.

Assinam a nota
  • Dennis Cali, diretor de Investigação e Combate ao Crime Organizado e à Corrupção (Dicor/PF);
  • Fabrício Schommer Kerber, diretor de Polícia Administrativa (DPA/PF);
  • Otavio Margonari Russo, diretor de Combate a Crimes Cibernéticos (DCiber/PF);
  • Felipe Tavares Seixas, diretor de Cooperação Internacional (DCI/PF);
  • Helena de Rezende, diretora de Gestão de Pessoas (DGP/PF);
  • Roberto Reis Monteiro Neto, diretor Técnico-Científico (Ditec/PF);
  • André Luis Lima Carmo, diretor de Administração e Logística (Dlog/PF);
  • Christiane Correa Machado, diretora de Ensino da Academia Nacional de Polícia (Diren-ANP/PF);
  • Alexsander Castro de Oliveira, diretor de Proteção à Pessoa (DPP/PF);
  • Ademir Dias Cardoso Júnior, diretor de Tecnologia da Informação e Inovação (DTI/PF);
  • Humberto Freire de Barros, diretor da Amazônia e Meio Ambiente (Damaz/PF).

Leia a íntegra do comunicado

Os Diretores da Polícia Federal vêm a público expressar seu total apoio ao Diretor-Geral, Delegado de Polícia Federal Dr. Andrei Rodrigues, e ao seu Diretor de Inteligência, Delegado de Polícia Federal Dr. Leandro Almada, diante dos injustificados ataques sofridos pela Polícia Federal na data de hoje.

Da mesma forma como a Instituição Polícia Federal tem, em sua história e feitos, a razão de sólida admiração dos brasileiros, o Dr. Andrei também conta com um percurso profissional dedicado à defesa da PF, com atuação técnica, isenta e responsável.

Narrativas marcadamente influenciadas por interesses político-eleitorais não têm o poder de apagar a história, a reputação e a trajetória profissional de quem quer que seja.

Assim, cumprindo nosso dever de defender a Instituição de ataques e tentativas de usurpação de funções, e assegurando o interesse público na manutenção de uma Polícia Federal capaz de promover justiça e assegurar o Estado Democrático de Direito, tornamos público nosso apoio aos diretores.

Para que fique absolutamente claro, repudiamos toda e qualquer tentativa de imputar a eles ou à Polícia Federal uma atuação não republicana. Tais acusações, desprovidas de fundamento, afrontam a história, a credibilidade e o compromisso institucional que sempre pautaram suas condutas. Neste ato, colocamos nossos cargos à disposição do Diretor-Geral substituto.

Blog JURU EM DESTAQUE com MaisPB

Ministros anteciparam voto a favor de Mendonça nove minutos após abertura

Segunda Turma do Supremo Tribunal Federa (STF) formou maioria para manter o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues; Gilmar Mendes pede vista e suspende julgamento

Luana Patriolino
Montagem de fotos de Breno Esaki/Metropoles - Gustavo Moreno/STF
Andrei Rodrigues diretor da PF e André Mendonça ministro do STF


Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Kassio Nunes Marques e Luiz Fux postaram seus votos pelo afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, nove minutos após a abertura do plenário virtual, na manhã desta terça-feira (08/09). O gesto simbolizou um indicativo de que André Mendonça tem apoio o suficiente no colegiado.

A Segunda Turma formou maioria para referendar a decisão do relator, que decidiu afastar preventivamente o então chefe da corporação.

Mendonça afirmou ter sido alvo de “monitoramento sistemático e ilegal” da Polícia Federal por mais de 30 dias. A medida ocorre em meio aos desdobramentos das investigações relacionadas ao caso do Banco Master.

O nome de Andrei Rodrigues surgiu em mensagens do banqueiro Daniel Vorcaro.

Na mesma decisão, o magistrado também ordenou o afastamento do delegado federal Leandro Almada da Costa, diretor de Inteligência Policial da PF.


Entenda a crise

  • Polícia Federal mapeou troca de mensagens e supostos encontros entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
  • Andrei Rodrigues e Paulo Gonet também apareceram em mensagens do banqueiro.
  • O ministro André Mendonça derrubou sigilo de relatório da Polícia Federal.
  • Com a crise instalada no Supremo, a PGR defendeu a nulidade dos atos de André Mendonça.
  • Alexandre de Moraes pediu a abertura de investigação contra André Mendonça no Inquérito das Fake News.
  • André Mendonça apontou que era alvo de monitoramento ilícito da Polícia Federal.
  • Relator, André Mendonça, determinou o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal.

O julgamento, no entanto, foi suspenso por um pedido de vista (mais tempo de análise) do decano Gilmar Mendes. O ministro Dias Toffoli se declarou impedido de votar.

Com a interrupção do magistrado, a análise do caso foi suspensa, mas o afastamento imediato continua em vigor. O outro integrante da Turma, ministro Dias Toffoli, declarou-se impedido de votar nas ações referentes ao caso Master.

Diretor afastado

O ministro André Mendonça apontou condutas suspeitas do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, no relatório enviado ao ministro Alexandre de Moraes no âmbito do Inquérito das Fake News.

Na decisão desta terça-feira (8/9), ele justificou que o afastamento preventivo do diretor da corporação é necessário para evitar que as atividades policiais “continuem sendo vilipendiadas”.

O relator citou que ao menos seis “relatórios de inteligência” foram produzidos de forma sigilosa entre 03 e 31 de agosto de 2026. A peça aponta que o próprio André Mendonça estava sendo monitorado ilicitamente por parte da Polícia Federal havia mais de 30 dias.

Blog JURU EM DESTAQUE com Metrópoles

terça-feira, 8 de setembro de 2026

Veja quais são os próximos feriados do ano

Além dos feriados nacionais, há ainda pontos facultativos que podem ser aproveitados para descanso; veja as datas e planeje suas atividades

Já pensando na próxima folga? Veja quais são os próximos feriados do 2º semestre
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Para quem vive a correria da rotina, a folga no meio da semana ou o descanso prolongado junto ao sábado e domingo dá um fôlego extra. Depois do Dia da Independência nesta segunda-feira, 07, o segundo semestre de 2026 ainda tem mais cinco feriados para recarregar as energias. 

O primeiro deles é o feriado de 12 de outubro, o dia de Nossa Senhora Aparecida, data que também é celebrado o Dia das Crianças. Em seguida, 2 de novembro, Dia de Finados, que também cai numa segunda-feira e abre espaço para outro descanso prolongado.

Já em 15 de novembro, domingo, é celebrada a Proclamação da República - feriado que, por cair em dia já de folga, não altera a rotina de trabalho da maioria.

A sequência de feriadões continua em 20 de novembro, quando se comemora o Dia Nacional de Zumbi e Consciência Negra. E o ano se encerra com o Natal, em 25 de dezembro, sexta-feira.

Veja abaixo todos os feriados do ano.

Próximos feriados de 2026

Nossa Senhora Aparecida 12 de outubro (segunda-feira)

Finados 02 de novembro (segunda-feira)

Proclamação da República 15 de novembro (domingo)

Dia Nacional de Zumbi e Consciência Negra 20 de novembro (sexta-feira)

Natal 25 de dezembro (sexta-feira)

Pontos facultativos

Dia do Servidor Público 28 de outubro (quarta-feira)

Véspera de Natal 24 de dezembro (quinta-feira) após às 13h

Véspera de Ano Novo 31 de dezembro (quinta-feira) após às 13h

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“Lá ele”, diz Flávio Bolsonaro em crítica a Lula

Flávio Bolsonaro associa Lula a crise no Supremo Tribunal Federal (STF) e diz que grupo do presidente na Polícia Federal foi desmascarado

"[O] Grupo especial de Lula na Polícia Federal desmascarado oficialmente. Que a honrosa e gloriosa Polícia Federal volte a ter autonomia para ir atrás de bandidos, e não de adversários políticos de Lula", publicou Flávio em uma rede social.

Flávio Bolsonaro associa Lula a crise no STF e diz que grupo do petista na PF foi desmascarado
© Getty Images

CAROLINA LINHARES / SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, apoiou, nesta terça-feira (8), a decisão do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça de afastar o diretor-geral da Polícia Federal Andrei Rodrigues. 

"[O] Grupo especial de Lula na Polícia Federal desmascarado oficialmente. Que a honrosa e gloriosa Polícia Federal volte a ter autonomia para ir atrás de bandidos, e não de adversários políticos de Lula", publicou Flávio em uma rede social.

Ao comentar a decisão de André Mendonça, Flávio Bolsonaro menciona notícias de que o ministro teria sido monitorado de forma ilegal pela Polícia Federal e ressalta a proximidade entre Andrei e Lula.

"Chefe da PF (companheiro, camarada, amigo, irmão, brother, cupincha, parça, aliado, preposto, indicado, pau-mandado de Lula) acusado de liderar investigações clandestinas contra um ministro do STF", escreveu ainda.

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AGU pede suspensão imediata do afastamento de Andrei Rodrigues

Advocacia-Geral da União pede suspensão imediata do afastamento de diretor-geral da Polícia Federal; segundo  a AGU, a decisão de André Mendonça fere prerrogativa presidencial

Brasília (DF), 03/11/2023, Prédio da AGU. Fachada da Advocacia Geral da União.  Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
© Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
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A Advocacia-Geral da União (AGU) pediu ao presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, a suspensão imediata da decisão de afastar Andrei Rodrigues da direção-geral da Polícia Federal (PF). O afastamento foi determinado em caráter liminar pelo ministro André Mendonça na manhã desta terça-feira (08).

A AGU pediu ainda o retorno do diretor de Inteligência da Polícia Federal, Leandro Almada, ao cargo, que também foi afastado por André Mendonça. O ministro havia atendido um pedido do partido Novo.

No pedido feito a Edson Fachin, a AGU destaca que a decisão de Mendonça é uma violação à prerrogativa constitucional privativa do Presidente da República para prover e desprover cargos de direção da Polícia Federal. Além disso, o órgão destaca que a saída abrupta do diretor-geral da PF “compromete o funcionamento das atividades de polícia judiciária e gera risco de desorganização institucional”.

A AGU argumentou que a decisão de André Mendonça ocorreu após o próprio Edson Fachin puxar para si a decisão sobre o “conjunto fático atrelado à produção e à divulgação de relatórios de inteligência da Polícia Federal”.

No dia 03 de setembro, o ministro Alexandre de Moraes usou um relatório da PF como base para incluir André Mendonça no inquérito das Fake News, relatado por ele. O relatório diz que Mendonça teria praticado condutas tipificadas como improbidade administrativa, abuso de autoridade e favorecimento a determinados grupos políticos.

Logo em seguida, Edson Fachin determinou que tudo que fizesse menção a André Mendonça no inquérito relatado por Alexandre de Moraes fosse remetido a ele. Além disso, o presidente da Corte deu um prazo de cinco dias para manifestação de Mendonça.

“Esse procedimento delimitou pontos de investigação e concedeu prazo de cinco dias úteis para manifestação de autoridades, inclusive dos diretores da PF afastados. Para a União, a decisão monocrática concorrente antecipou juízos cautelares e submeteu ao referendo da Segunda Turma do STF matéria indicada pelo próprio ministro-relator como de competência do Plenário”, disse a AGU, em nota.

Na semana passada, Mendonça derrubou o sigilo de relatórios de investigação da Operação Compliance Zero, sobre as fraudes no Banco Master. O documento trazia mensagens que teriam sido enviadas a Moraes no ano passado pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, antigo dono do Banco Master e suspeito de praticar fraudes financeiras bilionárias e corromper agentes públicos. 

As menções a Alexandre de Moraes haviam sido reunidas em um relatório a pedido de André Mendonça.