quarta-feira, 25 de março de 2026

Crise silenciosa

Vício em jogos expõe dívidas, conflitos familiares e desafia saúde pública na Paraíba

Vício em jogos expõe dívidas, conflitos familiares e desafia saúde pública na Paraíba

Perdas financeiras, destruição de relações familiares e amizades, mentiras, endividamento, depressão, dificuldades em inserir-se no mercado de trabalho e ansiedade estão entre algumas das situações relacionadas a ludopatia (vício em jogos de azar), uma doença mental reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Ou seja, não é mais um simples entretenimento, mas um problema de saúde pública que provoca prejuízos a saúde e vida social devido a dependência.

“São perdas de confiança, segurança, além de bens materiais perdidos nas apostas. A família e as pessoas queridas se afastam porque a pessoa adoecida vai ficando mais ausente do convívio social e isso vai piorando cada vez mais o transtorno. Portanto, além do isolamento pessoal, existe também o isolamento social, que dificulta o diálogo, a vida cotidiana e a saúde mental”, explica a gerente de Saúde mental, Álcool e outras drogas da Prefeitura Municipal de João Pessoa, Alessandra Cruz.

Na maioria das vezes, o vício em jogo não é reconhecido pela pessoa, mas sim pela sua rede de apoio: familiares, amigos ou colegas. E essa dificuldade em se enxergar dependente é um dos fatores que mais dificultam o tratamento. Outro fator está ligado aos algoritmos das plataformas de jogos de azar online, desenvolvidos para viciar e gerar mais ansiedade a cada perda financeira, sem o jogador perceber.

 “Muitas vezes a pessoa não enxerga que está doente, mas sim quem convive com ela. O vício no jogo é algo muito silencioso: geralmente, os jogos digitais estão presentes no computador, no celular e as pessoas nem se dão conta que já estão no processo de perdas financeiras”, completou a profissional.

O estigma e a vergonha também são barreiras para o tratamento, já que o prazer do jogo se tornou incontrolável e mesmo com as perdas econômicas, o jogador apenas procura ajuda médica para tratar outras questões, sem admitir que o problema real está na incapacidade de parar de jogar e na sua dependência tecnológica.  Segundo a gerente, o vício está intrínseco em diferentes sintomas que apenas são percebidos nas consultas profissionais.

Ela lembra que o paciente com essa dependência não tem apenas dificuldade em controlar os seus impulsos, mas muitas vezes cria uma barreira para compreender o adoecimento, o que é agravado pelo preconceito ligado não apenas ao vício em jogos, mas comum na rotina de qualquer pessoa que sofre algum transtorno mental, em suas várias categorias. Por essas razões, geralmente não é o paciente que vai buscar o tratamento, mas o primeiro contato acontece através de familiares e amigos que indicam e às vezes até levam o apostador para uma avaliação pelo psicólogo.

“Qualquer situação do adoecimento mental se torna uma questão de saúde pública, mas entender o adoecimento não é fácil. Geralmente, as pessoas buscam ajuda por quadros de ansiedade, medo ou a família leva porque acha que o parente está com depressão. Durante o acompanhamento terapêutico, descobrimos que a ansiedade não é o fator principal, mas um sintoma, pois o que está por trás da ansiedade é o fato de não conseguir ficar longe da tela e das apostas”, ressalta.

Regulamentação

O crescente número de casos de dependência em jogos virtuais e apostas online (bets) no Brasil se tornou pauta política, pois hoje diversas iniciativas legislativas estão voltadas a debater sobre o fenômeno, além dos seus custos sociais e mentais. São projetos de lei (PLs) federais, estaduais e municipais que junto aos especialistas tentam combater o vício, regularizar a atividade e proteger seus jogadores.

Uma regulamentação já sancionada é a Lei 14.790/2023 que regula as apostas de quota fixa e determina que o Ministério da Fazenda exija medidas de “jogo responsável”. Mas, alguns projetos seguem em tramitação no Congresso Nacional, como o PL 2365/2025, apresentado pelo senador Hiran (PP-RR), que propõe destinar 1% da arrecadação de jogos de azar para ações de prevenção, controle e mitigação de danos sociais causados pelo vício. Outra proposta é o PL 2598/2022, que institui o dia 10 de outubro como o “Dia Nacional de Combate à Ludopatia”, focando em conscientização. Foi criada ainda na Câmara dos Deputados a Frente Parlamentar de Combate à Ludopatia reunindo parlamentares para debater o combate do vício em apostas e a proteção de crianças e adolescentes.

Entre as iniciativas paraibanas, destaca-se o Projeto de Lei 4583/24, de autoria do deputado federal Ruy Carneiro (Podemos), que propõe a criação do Programa Nacional de Assistência Integral às Pessoas com Ludopatia. A proposta visa combater o vício em apostas esportivas (bets) e jogos de azar, utilizando as estruturas do Sistema Único de Saúde (SUS) e do Sistema Único de Assistência Social (Suas) para atendimento integral, acolhimento, prevenção, conscientização e apoio às famílias. 

Entre os principais pontos do PL estão ações médicas, psicológicas, psiquiátricas, sociais e familiares para ludopatas, a utilização da rede pública para diagnóstico precoce e tratamento contínuo, além de campanhas educativas e capacitação de profissionais para identificar e lidar com a dependência bem como o acompanhamento voltado aos familiares das vítimas do vício. A proposta avançou na Câmara dos Deputados e teve seu parecer aprovado na Comissão de Saúde (CSAUDE) no início de março. Atualmente, aguarda designação de relator(a) na Comissão de Finanças e Tributação (CFT).

A responsabilidade dos influenciadores digitais na divulgação dessas plataformas também é uma das respostas do poder legislativo federal a esse problema de saúde pública, já que visa proibir a publicidade enganosa sobre ganhos fáceis e a remuneração variável baseada nas perdas dos apostadores.

Onde buscar ajuda

O tratamento do vício em jogo depende do nível em que a doença se encontra e da aceitação do apostador. Já existem opções gratuitas disponíveis através do Sistema Único de Saúde (SUS) como o aplicativo Meu SUS Digital, que desde o dia 3 de março, conta com ferramentas de autoteste e teleatendimento específico para vício em jogos dentro da plataforma. Para utilizar o serviço, é preciso baixar o aplicativo, que está disponível de forma gratuita nas lojas Android, IOS ou na versão web, fazer login com a conta gov.br, clicar em “Miniapps” na página inicial e selecionar a opção “Problemas com jogos de apostas?”

Na Paraíba, tanto o Governo do Estado como as Prefeituras municipais possuem instrumentos para esse cuidado. A Secretaria de Estado da Saúde (SES-PB), por exemplo conta com o Ambulatório Gutemberg Botelho que faz parte do Complexo Psiquiátrico Juliano Moreira, no bairro da Torre. O serviço oferece atendimento de psiquiatria, psicologia e serviço social. Caso seja detectado o transtorno de jogo, o paciente será encaminhado para o tratamento medicamentoso associado a psicoterapia. 

Na Prefeitura de João Pessoa, por sua vez, a porta de entrada para as pessoas que apresentam vício em jogos são as Unidades da Saúde da Família (USFs) de referência, onde os psicólogos fazem o primeiro atendimento. A partir desse acolhimento inicial e conforme a avaliação da equipe, o paciente poder ser encaminhado para um dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) ou outro serviço da rede que disponha de atendimento especializado no cuidado em saúde mental, inclusive para casos relacionados a dependências e comportamentos compulsivos. Dependendo do caso, a pessoa pode ser direcionada para o tratamento nas policlínicas para consultas com psicólogo e se necessário, com o psiquiatra.

Segundo a gerente de Saúde Mental, Álcool e Outras Drogas, Alexandra Cruz, os CAPS são destinados as situações de urgência ligadas a essa dependência e são espaços que hoje lidam com uma grande quantidade de atendimentos por transtornos de ansiedade e depressão ligados a perdas de dinheiro em jogos. Estes centros oferecem atendimento gratuito e especializado em saúde mental, incluindo transtornos mentais graves e dependência de álcool e outras drogas. As unidades atendem por demanda espontânea ( do paciente ou da família) ou por encaminhamento de USF.

Outras opções são os grupos de apoio como os Jogadores Anônimos (JA) que realiza reuniões presenciais em João Pessoa, oferecendo suporte às pessoas que desejam parar com o jogo compulsivo. O espaço funciona na Rua Almeida Barreto, nº 222, Sala 23, no Centro da Capital. Outras informações podem ser adquiridas pelo contato (83) 98872-6572 ou através do site.

Existe ainda a possibilidade de acessar a plataforma de autoexclusão, sistema desenvolvido pelo Governo Federal que permite bloquear o acesso a todas as casas de apostas federais autorizadas por um período mínimo de um mês. A plataforma possui acesso a partir da conta Gov e pode ser acessada pelo site.

CAPS em João Pessoa

CAPS Gutemberg Botelho (Transtornos Mentais): Av. Minas Gerais, 409 – Bairro dos Estados. Atendimento 24h.

CAPS Caminhar (Transtornos Mentais e dependência): Rua Paulino dos Santos Coelho, Jardim Cidade Universitária. Funciona de segunda a sexta-feira das 8h às 17h.

CAPS AD III David Capistrano (Álcool e Drogas): Rua Prof. Álvaro de Carvalho, 262 – Tambauzinho. Atendimento 24 horas, incluindo leitos de acolhimento noturno.

CAPS Infantojuvenil Cirandar (crianças e adolescentes de 3 a 17 anos): Av. Gouvêia Nóbrega – Roger. Segunda a sexta-feira – 7h às 11h | 13h às 17h.

Blog JURU EM DESTAQU8E com Polêmica Paraíba - Por Juliana Cavalcanti

João e a galinha de Camila

Após repercussão da fala da deputada Camila Toscano, João Azevêdo recebe galinha de aliados e inaugura Vila Olímpica em Guarabira

Vice-governador Lucas Ribeiro (PP), governador João Azevêdo (PSB) e o vereador de Guarabira, Renato Meireles (PSB) - Foto: Instagram

O governador João Azevêdo (PSB) foi surpreendido por aliados durante a inauguração da Vila Olímpica de Guarabira, nesta terça-feira (24), quando recebeu simbolicamente uma galinha em travessa de vidro. A entrega, carregada de ironia feita pelo vereador Renato Meireles (PSB), fazia referência a declarações recentes da deputada estadual Camila Toscano (PSD), que criticou o estilo do governador e exaltou a proximidade do prefeito de João PessoaCícero Lucena (MDB), com o povo.

A fala de Camila foi feita no dia 13 de março, durante entrevista ao programa Ô Paraíba Boa, da Rádio 100.5 FM. Na ocasião, a parlamentar comparou o estilo político de Cícero e João Azevêdo, destacando a saudade da população por líderes que mantêm contato direto com os cidadãos. “Cícero resgata aquilo que as pessoas têm muita saudade, que é o político raiz, sabe? Que tá junto das pessoas, que gosta de conversar, que senta para comer uma galinha, que senta para conversar com as pessoas. As pessoas estão com saudade desse político. Do corpo a corpo”, afirmou Camila Toscano.

Segundo a deputada, enquanto Cícero mantém proximidade com a população, tanto João Azevêdo quanto o ex-governador Ricardo Coutinho (PT) apresentam um perfil mais reservado. “Nós temos, tanto o governador João como o Ricardo nos últimos anos, são pessoas duras. Você não percebe, você não vê. Isso não é uma crítica, cada um tem sua forma. Você não vê o governador João sentando para comer uma galinha com a pessoa e conversando. Não faz parte do perfil dele”, completou.

O governador João Azevêdo já havia respondido com humor à crítica da deputada Camila Toscano, que o chamou de “duro” e disse que a Paraíba sentia falta de um governador mais próximo do povo. Durante evento do programa Incluir Paraíba em Campina Grande, Azevêdo brincou: “Não como galinha em pé, só sentado”, arrancando risos dos presentes.

O episódio da galinha repercutiu entre aliados do governo, que brincaram com a situação, lembrando que o foco da gestão é resolver problemas concretos da população, e não apenas gestos simbólicos de proximidade.

Além do episódio político, a Vila Olímpica de Guarabira representa um investimento de mais de R$ 34,5 milhões e oferecerá ginásio poliesportivo, pista de caminhada, campo de futebol, áreas para atletismo e lazer, consolidando-se como referência para a prática esportiva no Brejo paraibano.

Blog JURU EM DESTAQUE - Por Lucas Duarte / Fonte83

Trajetória histórica

ARQUIDIOCESE DA PARAÍBA: conheça a trajetória histórica e todos os arcebispos da Paraíba

Arte: Carlos Lyra
Arte: Carlos Lyra

A Arquidiocese da Paraíba, sediada em João Pessoa, é uma das mais importantes circunscrições eclesiásticas do Nordeste brasileiro. Sua história remonta ao fim do século XIX, quando foi criada a Diocese da Paraíba, desmembrada da Diocese de Olinda e Recife, consolidando a organização da Igreja Católica na região.

A Diocese da Paraíba foi erigida em 27 de abril de 1892, por meio da bula Ad Universas Orbis Ecclesias, do papa Leão XIII. A instalação canônica ocorreu em 4 de março de 1894, com a chegada do primeiro bispo, Dom Adauto Aurélio de Miranda Henriques.

Natural de Areia (PB), Dom Adauto Aurélio de Miranda Henriques governou a Igreja local por mais de quatro décadas — primeiro como bispo (1894-1914) e depois como arcebispo (1914-1935). Foi responsável por uma ampla organização estrutural da diocese, fundando o Seminário Arquidiocesano, o Colégio Pio X, 13 colégios, 19 paróquias e o jornal A Imprensa. Ordenou 140 padres e realizou cerca de 200 visitas pastorais. Em 6 de fevereiro de 1914, a Diocese foi elevada à Arquidiocese pelo papa São Pio X, por meio da bula Maius Catholicae Religionis Incrementum, tornando-se Sede Metropolitana.

Mesmo após a mudança do nome da cidade de Parahyba do Norte para João Pessoa, em 1930, a circunscrição manteve o título de Arquidiocese da Paraíba.

Sucessão episcopal

Após a morte de Dom Adauto, assumiu o governo arquidiocesano Dom Moisés Sizenando Coelho. Nascido em Cajazeiras (PB), foi arcebispo de 1935 a 1959, após atuar como coadjutor. Seu lema episcopal era Dominus iluminatio Mea. Durante sua gestão, fortaleceu associações leigas como a Congregação Mariana e o Círculo Operário São José.

Em 1959, tomou posse Dom Mário de Miranda Vilas-Boas. Natural do Rio Grande do Sul, ele governou a Arquidiocese até 1965. Antes, atuou em Garanhuns (PE) e Belém (PA) e participou da fundação da CNBB, em 1952. Renunciou em 1965, recebendo a sé titular de Gibba.

Ainda em 1965, iniciou seu pastoreio Dom José Maria Pires, que permaneceu até 1995. Mineiro de Córregos (MG), destacou-se pela atuação pastoral voltada às questões sociais e pela defesa da alegria cristã, que chamava de “oitavo sacramento”. Após a renúncia, tornou-se pregador itinerante.

Na sequência, assumiu Dom Marcelo Pinto Carvalheira, que já havia sido bispo auxiliar da Paraíba e bispo de Guarabira. Durante seu governo, concedeu à Catedral Basílica de Nossa Senhora das Neves o título de Basílica Menor, em 1997.

Liderança e legado recente

De 2004 a 2016, esteve à frente da Arquidiocese Dom Aldo Pagotto, membro da Congregação do Santíssimo Sacramento. Em sua gestão, enfatizou a valorização da família, o fortalecimento da Renovação Carismática Católica e parcerias entre Igreja e poder público para políticas sociais.

Desde 2017, o governo arquidiocesano está sob a responsabilidade de Dom Manoel Delson Pedreira da Cruz, religioso capuchinho nascido na Bahia. Transferido da Diocese de Campina Grande, tomou posse em João Pessoa em 20 de maio de 2017. Também já atuou como vice-presidente do Regional Nordeste brasileiro 2 da CNBB.

Estrutura atual

Hoje, a Arquidiocese da Paraíba compõe a Província Eclesiástica da Paraíba, que inclui ainda as dioceses de Natal, Cajazeiras, Campina Grande, Patos e Guarabira. Ao longo de mais de um século, a instituição consolidou sua presença religiosa, social e educacional, sendo marcada pela atuação de seus arcebispos, que ajudaram a moldar a história da Igreja Católica no estado.

Blog JURU EM DESTAQUE com Polêmica Paraíba - Adriany Santos

Formação da chapa da oposição na Paraíba

Reunião em Brasília entre Cícero Lucena, Cássio Cunha Lima, Veneziano e Pedro pode definir chapa para as eleições

Durante o programa Ô Paraíba Boa, dessa terça-feira (24), na FM 100,5, o apresentador Fabiano Gomes revelou que uma reunião em Brasília pode ser decisiva para a formação da chapa da oposição na Paraíba.

Segundo a informação, o encontro reúne nomes de peso da política estadual, como o prefeito de João Pessoa e pré-candidato ao governo, Cícero Lucena, o ex-senador Cássio Cunha Lima, o senador Veneziano Vital do Rêgo, que deve disputar a reeleição, e o ex-deputado federal Pedro Cunha Lima.

A reunião ocorre na capital federal e tem como objetivo discutir a composição da chapa majoritária para as eleições deste ano, incluindo possíveis alianças e definições estratégicas do grupo.

Assista o vídeo:

Blog JURU EM DESTAQUE com Fonte 83

Paraibano de Princesa Isabel e o bolero de Ravel

26 ANOS DE BOLERO NO JACARÉ: como Jurandy do Sax transformou obra desprezada de Ravel em patrimônio imaterial da Paraíba

Foto: Eduardo Vessoni / Viagem em Pauta/Jurandy do Sax
Foto: Eduardo Vessoni / Viagem em Pauta/Jurandy do Sax

O clássico orquestral Bolero, do compositor e pianista francês Maurice Ravel, teve sua estreia na Ópera de Paris em 20 de novembro de 1928. Apesar de ser uma das obras mais famosas do artista, Ravel considerava a composição algo trivial, chegando a descrevê-la como “uma peça para orquestra sem música”.

Para José Jurandy Félix, ou Jurandy do Sax, como ficou conhecido, intérprete da obra há quase vinte e seis anos, a composição é o que de melhor lhe aconteceu e o que deu sentido à sua existência. Em 2025, a obra foi reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial do Estado da Paraíba. E quem ouve o músico tocar o clássico Bolero em um barquinho na praia do Jacaré, em Cabedelo, concorda que o espetáculo é uma experiência visual e sonora única e imperdível.

Jurandy, natural de Princesa Isabel, no sertão da Paraíba, relembrou, em entrevista à Folha de S.Paulo, em 2011, como começou sua história tocando a obra orquestral de Ravel.

Em 1993, o músico gravou um disco como saxofonista. O local escolhido para o lançamento foi um restaurante chamado Jacaré Bar, na praia de Cabedelo. Seis anos depois, em 1999, ao entardecer, o artista passou a retornar frequentemente ao restaurante para tocar a música no local. Até que, no ano seguinte, teve um vislumbre de si mesmo no píer, tocando em um barquinho, dentro do rio, e disse a si: “Vou tocar o ‘Bolero’ de Ravel dentro do rio”.

A partir desse dia, Jurandy passou a contar, de forma ritualística, todas as apresentações desde a primeira vez em que tocou naquele entardecer. Em 2026, em sua apresentação de número 9.491, até o momento desta matéria, o músico comentou, em um vídeo publicado nas redes sociais, a convicção de ter feito a escolha certa ao decidir entrar em um barquinho, com apenas um grande desejo e seu saxofone.

“Hoje é um daqueles dias em que você se pergunta: será que estou no lugar certo, fazendo o que devo fazer há tantos anos? Não tenho dúvidas. São mais de 26 anos. Hoje estarei fazendo a apresentação do Bolero de Ravel de número 9.491 e, até hoje, só sinto alegria, emoção, felicidade e a certeza de que estou fazendo o que vim fazer neste mundo”, declarou.

O pôr do sol e o bolero de Ravel na Paraíba

O tradicional pôr do sol na praia do Jacaré tornou-se um dos cartões-postais da Paraíba, estado onde o sol nasce primeiro nas Américas, e atrai multidões de todo o Brasil e do mundo para ouvir Jurandy interpretar o Bolero de Ravel às margens do Rio Paraíba.

A história do homem que toca todas as tardes na praia do Jacaré ajudou a impulsionar a economia local e a atrair a atenção da imprensa nacional. Hoje, quem visita a cidade encontra lojas, restaurantes, atrações musicais e artesanato que antecedem o grande espetáculo da tarde, considerado um dos produtos turísticos mais famosos da região.

Reconhecimento internacional e a emoção de Jurandy

Em 2005, a repercussão chegou ao governo francês, e Jurandy do Sax foi convidado a conhecer a terra de Maurice Ravel e as origens da composição que mudaria sua vida. Na ocasião, o músico teve a oportunidade de tocar o tradicional Bolero nas águas do rio Sena, na Torre Eiffel e no túmulo de Ravel. Ele destaca que foi “uma das maiores emoções” que já sentiu.

José Jurandy Félix começou a tocar aos oito anos de idade, na cidade de Livramento, no sertão do Cariri paraibano, para onde se mudou aos cinco anos. Iniciou sua trajetória no clarinete, em uma banda local; na adolescência, passou a integrar bandas de baile. Após deixar o município e se mudar para João Pessoa, conheceu o saxofone e a música instrumental.

O talento e a dedicação de Jurandy do Sax colocaram a Paraíba em destaque nacional como símbolo cultural e econômico das riquezas que o estado é capaz de oferecer a todos que o visitam.

Blog JURU EM DESTAQUE com Polêmica Paraíba - Vitoria Siqueira

Feminicídio seguido de suicídio

Estudante de medicina paraibana é morta pelo ex dentro de condomínio de luxo no Recife; o suspeito era empresário e cantor e tirou a própria vida

Uma paraibana de 22 anos foi morta pelo ex, de 48 anos, dentro de um condomínio de luxo no Recife, em Pernambuco. O suspeito tirou a própria vida após o crime, registrado na noite do último domingo (22).

A vítima, Isabel Cristina Oliveira dos Santos, era estudante de medicina e, segundo familiares, ela teve um relacionamento durante seis anos com o suspeito, Silvio Souza Silva, que era empresário e cantor.

O casal, ainda segundo a família, tinha uma filha de três anos. À Polícia, os parentes informaram que Isabel e Silvio discutiam com frequência e tinha uma medida protetiva contra o ex-companheiro. Mas ele continuava indo para o apartamento que ela morava.

Conforme registro policial, no dia do crime, testemunhas disseram que houve uma discussão entre o ex-casal. Após a discussão, Silvio deixou o condomínio e retornou depois, quando ficou sozinho com a vítima no apartamento.

De acordo com o boletim de ocorrência do crime, o caso foi registrado como feminicídio seguido de suicídio.

Denuncie

Se você sofre ou presenciou algum tipo de violência contra as mulheres, denuncie!

+ Polícia Militar – 190
+ Polícia Civil – 197
+ Disque denúncia contra violência doméstica – 180
+ Delegacias da Mulher (Deam), com plantão 24 horas
+ Delegacia on-line – www.delegaciaonline.pb.gov.br
+ Central de Atendimento às Mulheres (WhatsApp) – (61) 9610-0180

Blog JURU EM DESTAQUE com MaisPB

Por decisão de André Mendonça, CPMI do INSS é prorrogada

CPMI do INSS é prorrogada por decisão do ministro André Mendonça do Supremo Tribunal Federal (STF)

Foto: Marcos Oliveira / Agência Senado

A CPMI do INSS foi prorrogada por decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça. Segundo o presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), os trabalhos irão prosseguir por mais 60 dias, podendo chegar a 120 dias caso surjam fatos novos. Diante das decisões do STF que concedem habeas corpus a investigados, dispensando o comparecimento à comissão, o foco agora será ouvir testemunhas.

“Com o relator, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), nós decidiremos uma nova lista de convocados, especialmente de testemunhas, porque já temos decisões do Supremo que nos impedem de trazer investigados. Então, não adianta nós ficarmos insistindo até ter uma definição sobre essa mudança de posicionamento do STF.”

Carlos Viana afirmou que já foram encaminhados questionamentos ao Supremo para tentar reverter os habeas corpus concedidos e realizar o depoimento desses investigados. Entre os nomes que a comissão ainda pretende ouvir estão Martha Graeff, ex-noiva do dono do banco Master Daniel Vorcaro, o ministro da Previdência, Wolney Queiroz e o presidente da Dataprev, Rodrigo Assumpção.

Sobre os documentos de Daniel Vorcaro retirados da sala cofre da comissão por decisão de André Mendonça, Carlos Viana informou que já enviou ofício ao ministro solicitando a devolução do material.

Relatório

O relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar, afirmou que o relatório já reúne cerca de 5 mil páginas e 228 indiciamentos. Segundo ele, a prorrogação será relevante para elaborar propostas voltadas ao aperfeiçoamento do sistema previdenciário.

“Vai muito além do relatório. A prorrogação vai ser muito importante porque nós estamos trabalhando na legislação, através de projetos de lei para buscar uma blindagem do sistema de previdência.”

Alfredo Gaspar destacou ainda que as investigações apontam uma grande vulnerabilidade do Brasil a esquemas de lavagem de dinheiro, um problema que, segundo ele, também precisa ser enfrentado com mudanças na legislação.

PB Agora com Agência Câmara 

TSE forma maioria para tornar ex-governador do Rio inelegível

Tribunal Superior Eleitoral (TSE) forma maioria para tornar Cláudio Castro inelegível por abuso de poder nas eleições de 2022

TSE forma maioria para tornar Cláudio Castro inelegível por abuso de poder nas eleições de 2022

O Tribunal Superior Eleitoral formou maioria, nessa terça-feira (24), no julgamento que pode tornar o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro inelegível.

Com os votos dos ministros Floriano de Azevedo Marques e Estela Aranha, que acompanharam a relatora Isabel Gallotti, o placar chegou a 4 votos favoráveis à condenação e um contrário, apresentado por Nunes Marques. Também votou pela condenação o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, Antonio Carlos Ferreira.

O caso apura suposto abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022, envolvendo contratações na Fundação Ceperj e na Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

Ao abrir divergência, Nunes Marques argumentou que não há provas consistentes de distribuição de bens e serviços com finalidade eleitoral, nem evidências de impacto das supostas irregularidades no resultado do pleito. “Para a configuração do abuso, é necessária a comprovação de impacto no processo eleitoral, o que não se verifica no caso”, afirmou.

Apesar de Cláudio Castro já ter deixado o cargo, o processo segue em julgamento e pode resultar na aplicação da pena de inelegibilidade, que independe da permanência na função pública.

Blog JURU EM DESTAQUE com Polêmica Paraíba - Gerlane Neto

terça-feira, 24 de março de 2026

Moro se filia ao PL e mira governo do Paraná em outubro

Senador Sérgio Moro troca União Brasil por partido de Bolsonaro após impasse local e retoma aliança política mirando favoritismo nas pesquisas


Levantamento recente da Paraná Pesquisas indica Moro na liderança das intenções de voto, à frente de nomes como Requião Filho (PDT) e Rafael Greca (MDB) -  (crédito:  Saulo Cruz/Agência Senado)
Levantamento recente da Paraná Pesquisas indica Moro na liderança das intenções de voto, à frente de nomes como Requião Filho (PDT) e Rafael Greca (MDB) - (crédito: Saulo Cruz/Agência Senado) - X

O senador Sergio Moro deixa o União Brasil e oficializa nesta terça-feira (24/3) sua filiação ao Partido Liberal (PL), em um movimento que consolida sua pré-candidatura ao governo do Paraná e reaproxima o ex-juiz do entorno do ex-presidente Jair Bolsonaro. A cerimônia acontece na sede do partido em Brasília e ocorre após entraves regionais com o PP, que dificultaram a construção de uma aliança em torno de seu nome no estado.

A mudança partidária também simboliza um novo capítulo na relação entre Moro e Bolsonaro, marcada por alianças e rupturas nos últimos anos. Em 2018, o então magistrado ganhou projeção nacional ao conduzir a Operação Lava-Jato. Logo, foi convidado para comandar o Ministério da Justiça no início do governo. À época, assumiu com a promessa de autonomia para enfrentar o crime organizado e a corrupção.

O desgaste, no entanto, surgiu ainda no primeiro ano de gestão. Divergências sobre o pacote anticrime e a transferência do Coaf para o Ministério da Economia evidenciaram a falta de sintonia entre o ministro e o Palácio do Planalto. O ponto de ruptura veio em 2020, com a exoneração do diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo, aliado de Moro. O então ministro acusou o presidente de tentar interferir politicamente na corporação, especialmente no Rio de Janeiro, onde tramitavam investigações sensíveis.

A saída do governo foi seguida por uma troca pública de acusações. Moro passou a criticar o ex-presidente, enquanto aliados de Bolsonaro o classificaram como traidor. O embate se estendeu até o período pré-eleitoral de 2022, quando o ex-juiz ensaiou uma candidatura ao Planalto, mas acabou recuando.

A reaproximação ocorreu no segundo turno daquele ano, quando Moro declarou apoio à reeleição de Bolsonaro, gesto que ajudou a reduzir as tensões. Desde então, o senador tem mantido alinhamento com pautas da oposição ao governo federal e adotado um discurso mais próximo ao campo bolsonarista.

No cenário estadual, a aposta é de competitividade. Levantamento recente da Paraná Pesquisas indica Moro na liderança das intenções de voto, com índices que variam entre 40% e 47%, à frente de nomes como Requião Filho (PDT) e Rafael Greca (MDB). A expectativa é que ele divida palanque no Paraná com o senador Flávio Bolsonaro, que já declarou apoio à candidatura e deve reforçar a campanha no estado.

Blog JURU EM DESTAQUE COM Correio Braziliense

Bolsonaro terá que cumprir regras durante a prisão domiciliar

Ex-presidente Jair Bolsonaro terá que cumprir regras impostas pelo STF durante a prisão domiciliar humanitária obtida por razões de saúde

Ex-presidente Jair Bolsonaro (PL)  14/09/2025 REUTERS/Mateus Bonomi

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), autorizou a concessão de prisão temporária e humanitária ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pelo prazo inicial de 90 dias, após alta médica.

A medida tem caráter temporário e foi concedida para permitir a recuperação de um quadro de broncopneumonia. Ao fim do período, o Supremo deverá reavaliar a necessidade de manutenção da domiciliar.

Mesmo fora do 19º Batalhão da Polícia Militar, conhecido como “Papudinha”, onde cumpria pena em regime fechado, Bolsonaro seguirá submetido a um conjunto de regras de monitoramento impostas pelo STF.

Confira as principais regras impostas pela Justiça:

  • Uso de tornozeleira eletrônica: O ex-presidente será monitorado em tempo real pelo CIME (Centro Integrado de Monitoramento). A instalação do equipamento é condição imediata para o início do regime domiciliar.

  • Relatórios médicos semanais: A defesa e a equipe de saúde de Bolsonaro deverão enviar ao STF, a cada sete dias, um relatório detalhado sobre sua condição clínica e a evolução do tratamento.

  • Restrição de deslocamento: Bolsonaro deve permanecer em sua residência, saindo apenas para atendimentos médicos de emergência ou consultas previamente autorizadas, sob pena de revogação da domiciliar.

  • Segurança Pessoal: O ministro autorizou a retomada das funções dos seguranças a que Bolsonaro tem direito como ex-presidente. No entanto, a defesa tem 24 horas para enviar ao STF a lista com os nomes e dados de todos os agentes para cadastramento oficial.

  • Incomunicabilidade: Está proibido o uso de aparelhos celulares, telefones ou qualquer outro meio de comunicação externa, seja de forma direta ou por meio de terceiros. A regra também inclui o uso de redes sociais e gravações de vídeos e áudios.
  • Manifestações: Está proibido o acesso e a permanência de quaisquer acampamentos, manifestações ou aglomerações em um raio de 1 km do endereço residencial do ex-presidente.
  • Descumprimento: A decisão é clara ao determinar que qualquer violação das regras resultará no cancelamento imediato da prisão domiciliar e no retorno ao regime.

Alexandre de Moraes atendeu a um pedido feito pela defesa do ex-presidente. A decisão favorável ao pleito dos advogados acontece após outras ordens rejeitando pedidos similares desde novembro do ano passado.

Na segunda-feira (23), a PGR se manifestou favorável a transferência do ex-presidente para o regime domiciliar. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou que ficou demonstrado por laudos médicos que a saúde de Bolsonaro precisa de vigilância constante, o que pode ser melhor oferecido no "ambiente familiar".

O despacho de Moraes foi dado pouco mais de uma semana após o ex-presidente ter sido internado em um hospital de Brasília com broncopneumonia e em meio ao aumento do desgaste do STF com a crise relacionada ao Banco Master.

Blog JURU EM DESTAQUE com CNN Brasil - Fernanda Fonseca, da CNN Brasil

Bolsonaro tem prisão domiciliar humanitária concedida

Ministro Alexandre de Moraes concede prisão domiciliar humanitária ao ex-presidente Jair Bolsonaro

A decisão atende a pedido da defesa e conta com parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR)


Ex-presidente de 71 anos, condenado por tentativa de golpe, segue em tratamento hospitalar em Brasília sem previsão de alta

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Ex-presidente de 71 anos, condenado por tentativa de golpe, segue em tratamento hospitalar em Brasília sem previsão de alta - (crédito: Reprodução) - X

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu prisão domiciliar humanitária ao ex-presidente Jair Bolsonaro nesta terça-feira (24/03). A decisão ocorre após o agravamento do estado de saúde de Bolsonaro, que está internado no hospital DF Star, em Brasília, desde o dia 13 de março, devido a uma broncopneumonia bacteriana decorrente de um episódio de broncoaspiração.

A decisão de Alexandre de Moraes foi fundamentada em um parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR), emitido pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, na segunda-feira (23). Paulo Gonet afirmou que a saúde do ex-presidente “demanda atenção constante e atenta que o ambiente familiar, mas não o sistema prisional em vigor, está apto para propiciar”.

Bolsonaro apresentou queda na saturação de oxigênio após uma crise de refluxo que levou o líquido aos pulmões. Ele chegou a ser internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), mas foi transferido para o quarto ontem após melhora clínica. Embora estável e em tratamento com antibióticos, não há previsão de alta.

Blog JURU EM DESTAQUE com Correio Braziliense

Viagem de luxo de Lulinha pela Escandinávia custou cerca de R$ 300 mil

EXCLUSIVO: Filho do presidente Lula, o Lulinha, foi à Finlândia bancado por lobista em hotel com diária de R$ 37 mil

Lulinha foi ao país nórdico com sua família e a lobista Roberta Luchsinger, que pagou a viagem, em janeiro de 2025

Filho do presidente Lula, o Lulinha, acusado de envolvimento no esquema de fraudes no INSS - Foto: The Rio Times/Ricardo Stuckert/PR/ND Mais

O empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, viajou à Noruega e à Finlândia em janeiro de 2025 para ver a aurora boreal com sua família, com todas as despesas pagas pela lobista Roberta Luchsinger.

A viagem de luxo pela Escandinávia custou cerca de R$ 300 mil para cada família, segundo apurou a coluna. Fábio Luís Lula da Silva é filho do presidente Lula (PT).

Roberta Luchsinger pagava despesas pessoais de Lulinha e de sua família. Ela era financiada por Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS. 

A viagem para a Escandinávia foi organizada pela influenciadora de turismo de luxo Marina Mantega, filha do ex-ministro da Fazenda de Lula, Guido Mantega.

Nas redes sociais, Marina Mantega se apresenta como “luxury travel specialist”. Fontes do setor narraram à coluna que Marina só atende a clientes de altíssimo poder aquisitivo. Seu trabalho é providenciar experiências exclusivas — que incluem hotéis, reservas de passeios, veículos de luxo e voos.

Lulinha e sua família chegaram à Europa em um voo da Swiss Airlines. Em cotação realizada neste sábado (21/3), um voo de primeira classe da companhia, de São Paulo para Estocolmo, em janeiro de 2027, custa cerca de R$ 60 mil, ida e volta. Os voos internos do grupo foram feitos pela companhia aérea local Scanwings.

O ponto alto da viagem à Finlândia foi uma estadia em um hotel de luxo exclusivo na Lapônia, com diárias de até R$ 37 mil por pessoa.

O Octola é um hotel de ultraluxo em Rovaniemi, na Finlândia. A propriedade está isolada em uma área de 740 acres (3 km quadrados), em meio à floresta de taiga, também conhecida como floresta boreal.

O hotel é de uso exclusivo — o que significa que cada grupo de visitantes ocupa o local de uma vez, sem dividir com outros hóspedes. É considerado o ápice do luxo em uma experiência off-grid na Finlândia.

O preço é condizente com a exclusividade: os valores começam em 11.500 euros por semana, por pessoa, e chegam a 42 mil euros na alta temporada, entre dezembro e janeiro. No câmbio de janeiro de 2025, isso significa diárias entre R$ 10,1 mil e R$ 37 mil, por pessoa.

Para se hospedar no Octola, é preciso se inscrever em uma fila de espera e, mesmo assim, não há garantia de que o hotel aceitará o pedido: a casa se orgulha de fazer uma cuidadosa “curadoria de clientes”. “O destino off-grid definitivo, reservado para poucos seletos”, diz o slogan do Octola.

“Na fronteira do infinito, no coração da Lapônia finlandesa. Um refúgio onde a simplicidade encontra a exclusividade. Experimente a serenidade em isolamento profundo, cercado apenas por natureza intocada e pelo ar mais puro que se pode imaginar”, diz o site.

O local oferece amenidades, como chef privativo para preparar as refeições, sauna e spa privativos e mais de 35 atividades de lazer, incluindo passeios pela taiga, cavalgadas e observação da aurora boreal.

A turnê escandinava foi documentada por Roberta Luchsinger e por sua filha em postagens no Instagram.

Ao longo da viagem, Marina Mantega é mencionada várias vezes nas postagens de Roberta Luchsinger e de sua filha. “Viagem MARAVILHOSA ❤️😘🥰. Aproveitem muitoooooo”, comentou Marina em uma postagem de Roberta, em 10 de janeiro de 2025.

A coluna procurou Marina Mantega, mas ela disse que não pode informar os nomes de seus clientes. Nos últimos dias, a defesa de Lulinha tem dito que ele não chegou a trabalhar para o Careca do INSS.

Os defensores do filho do presidente admitem que ele viajou com Antônio Carlos Camilo Antunes para Portugal, a fim de conhecer uma empresa de canabidiol medicinal dele, mas o negócio não teria ido adiante. A viagem para Portugal foi revelada pela coluna.

Pelas postagens em redes sociais, a viagem do grupo começou por volta do dia 10 de janeiro de 2025, em Estocolmo. A hospedagem foi no Hotel Diplomat, um dos principais da capital sueca.

A última postagem em Rovaniemi, onde fica o Octola, foi em 15 de janeiro. De lá, Roberta Luchsinger e sua família foram para Zurique, na Suíça, e depois seguiram para uma estação de esqui na comuna de Crans-Montana, no cantão de Valais, na Suíça.

Como mostrou o Metrópoles na coluna de Tácio Lorran, Roberta Luchsinger trabalhou com o empresário e lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS. Segundo a própria defesa de Lulinha, foi ela quem o apresentou ao Careca do INSS, descrevendo-o como um empresário do setor farmacêutico.

Lulinha é suspeito de receber uma mesada de R$ 300 mil do Careca, paga por intermédio de Roberta. Os pagamentos foram mencionados por um ex-funcionário do Careca, que colabora com a Polícia Federal na condição de testemunha.

A proximidade entre Lulinha e Roberta Luchsinger é tamanha que, quando vem a Brasília, o filho do presidente costuma ficar numa casa alugada por Roberta no Lago Sul.

Além disso, a mulher de Lulinha, Renata Abreu Moreira, tem uma tatuagem de “melhores amigas” com Roberta Luchsinger.

Viagens de Lulinha estão no radar da Polícia Federal

As viagens do filho do presidente Lula estão no radar dos agentes da Polícia Federal que atuam na Operação Sem Desconto, que investiga a farra do INSS.

Com base nas quebras de sigilo de Lulinha, do Careca do INSS e de Roberta Luchsinger, a PF apura a possibilidade de o “Careca” ter pago viagens do filho do presidente Lula.

No mesmo período em que recebeu R$ 1,1 milhão do Careca, Roberta pagou R$ 640 mil a uma agência de viagens que emitiu passagens para Lulinha. As informações foram reveladas pelo Metrópoles.

Atualmente, Roberta Luchsinger utiliza tornozeleira eletrônica. As investigações sobre ela são consideradas “avançadas” na Polícia Federal e a situação dela é descrita como “complicadíssima”.

Defesa: Lulinha não tem relação com as fraudes do INSS

Em nota à coluna, a defesa de Lulinha disse que não existe “nenhuma conexão entre Fábio Luís e as fraudes do INSS, o que está sendo demonstrado por meio de nossa ativa colaboração com as autoridades”.

A defesa também disse que não confirmará ou comentará “viagens pessoais e familiares”, nem “qualquer outra divulgação de dados sigilosos de origem criminosa ou que infrinjam a Lei Geral de Proteção de Dados”.

Leia abaixo a íntegra da nota da defesa:

“Não há nenhuma conexão entre Fábio Luís e as fraudes do INSS, o que está sendo demonstrado por meio de nossa ativa colaboração com as autoridades competentes para o esclarecimento de questionamentos relevantes.

Não confirmaremos nem comentaremos viagens pessoais e familiares, nem qualquer outra divulgação de dados sigilosos de origem criminosa ou que infrinjam a Lei Geral de Proteção de Dados. A exposição de informações pessoais e da vida particular de pessoas sem função pública e de seus familiares, inclusive menores de idade, não atende aos objetivos do devido processo legal, que veda devassas pessoais voltadas à exposição midiática ou procedimentos ilegais de pesca probatória.”

Blog JURU EM DESTAQUE com Metrópoles - Andre ShaldersAndreza Matais

Hotel ligado a Hulk entra na mira do Ministério Público

Empreendimento hoteleiro ligado ao jogador Hulk Paraíba entra na mira do Ministério Público por suspeita de irregularidade na orla de João Pessoa

Jogador de futebol Hulk Paraíba - (Foto: Joisel Amaral)

Um empreendimento hoteleiro ligado ao jogador Hulk, em João Pessoa, entrou na mira do Ministério Público por suspeita de descumprimento da chamada Lei do Gabarito, que estabelece limites de altura para construções na orla da capital paraibana.

A investigação gira em torno de possíveis irregularidades no projeto do hotel, localizado na região de Cabo Branco, uma das áreas mais valorizadas da cidade.

A Lei do Gabarito tem sido alvo frequente de disputas judiciais e administrativas na Paraíba, especialmente em empreendimentos de grande porte na orla. Em outros casos recentes, o Ministério Público chegou a firmar acordos ou questionar construções por extrapolarem limites estabelecidos, embora algumas decisões tenham flexibilizado pequenas diferenças técnicas.

A nova apuração indica que o caso do hotel pode seguir caminho semelhante, dependendo das análises técnicas e jurídicas que serão realizadas.

O Ministério Público deverá avaliar se houve violação das normas urbanísticas e, caso sejam confirmadas irregularidades, o empreendimento pode sofrer sanções, que vão desde ajustes no projeto até medidas mais severas.

A movimentação acende alerta no setor imobiliário e turístico da Paraíba, já que envolve um investimento de grande visibilidade e um nome de destaque nacional.

O caso segue em investigação e pode ter desdobramentos nos próximos dias.

Blog JURU EM DESTAQUE com Fonte 83

Morre o ator Gerson Brenner, aos 66 anos

Gerson Brenner convivia com sequelas após ser baleado durante um assalto ocorrido há quase 30 anos; a causa da morte do ator não foi informada

Reprodução
Foto colorida de Gerson Brenner - Metrópoles

O ator Gerson Brenner morreu aos 66 anos, nessa segunda-feira (23/o3). A notícia foi confirmada por familiares.

Embora a causa da morte não tenha sido divulgada, Gerson convivia com sequelas de um atentado que sofreu há quase 30 anos. Ele foi beleado durante um assalto e perdeu parte da mobilidade, da fala e da capacidade cognitiva.

Antes disso, o artista atuou em novelas de sucesso, como Rainha da Sucata, Corpo Dourado, Deus nos Acuda, entre outras.

Carreira de Gerson Brenner

Em 17 de agosto de 1998, aos 38 anos, ele foi baleado na cabeça durante um assalto na Rodovia Ayrton Senna, quando viajava de São Paulo ao Rio de Janeiro para gravar o final da novela Corpo Dourado. O ator chegou ao hospital em coma profundo, passou por cirurgias e permaneceu 23 dias na UTI.

Os criminosos haviam espalhado pedras na estrada para forçar a parada de veículos. Ao tentar trocar o pneu furado, Brenner foi abordado e baleado. A bala atravessou o lado esquerdo do cérebro. Ele foi encontrado por caminhoneiros e levado ao hospital.

Os três assaltantes, com idades entre 19 e 25 anos, foram presos dias depois e confessaram o crime. Na época, o ator aguardava o nascimento da segunda filha com a ex-esposa, Denize Tacto.

A estreia do ator na TV foi em Kananga do Japão (1989), da extinta TV Manchete. Depois, participou de produções como Top Model (1989), Perigosas Peruas (1992) e Tocaia Grande (1995). O último trabalho na televisão, Corpo Dourado (1998), foi interrompido em razão do assalto.

Gerson vivia em São Paulo sob os cuidados da esposa, que conheceu durante o tratamento e com quem se casou em 2014. Ele enfrentava sequelas graves, com limitações motoras, de fala e cognitivas.

Blog JURU EM DESTAQUE com Metrópoles - Juliana Barbosa