terça-feira, 8 de setembro de 2026

Pesquisa aponta empate entre Lula e Bolsonaro no segundo turno

Nova pesquisa do Instituto Quaest mostra empate numérico entre Lula e Flávio Bolsonaro no segundo turno da eleição presidencial de 2026

Pesquisa Quaest mostra empate entre Lula e Flávio Bolsonaro no segundo turno

A nova pesquisa Quaest, divulgada nessa segunda-feira (07), aponta empate numérico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) em um eventual segundo turno da eleição presidencial de 2026. Ambos aparecem com 41% das intenções de voto.

O levantamento, contratado pelo jornal O Globo e pela TV Globo, entrevistou presencialmente 2.004 eleitores entre os dias 3 e 6 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-01720/2026.

Primeiro turno

Na pesquisa estimulada — quando os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados — Lula aparece na liderança, com 36% das intenções de voto. Na pesquisa anterior, o petista tinha 37%.

Flávio Bolsonaro mantém 29%, enquanto o escritor Augusto Cury (Avante) registra 8%, ante 10% no levantamento anterior.

Os demais candidatos aparecem com os seguintes índices:

  • Lula (PT): 36% — era 37%;
  • Flávio Bolsonaro (PL): 29% — manteve;
  • Augusto Cury (Avante): 8% — era 10%;
  • Renan Santos (Missão): 3% — manteve;
  • Ronaldo Caiado (PSD): 3% — era 1%;
  • Romeu Zema (Novo): 2% — era 1%;
  • Samara Martins (UP): 1% — manteve;
  • Branco, nulo ou nenhum: 8% — era 7%;
  • Indecisos: 10% — eram 11%.

Clariana Barão (DC), Edmilson Costa (PCB), Hertz Dias (PSTU), Rui Costa Pimenta (PCO) e Wilson Grassi (Democrata) não pontuaram.

Em um segundo cenário, que inclui Pablo Marçal (PRTB) entre os concorrentes — apesar de o ex-candidato estar inelegível — Lula também aparece com 36%, enquanto Flávio Bolsonaro tem 29%.

Nesse cenário, Cury marca 8%, Renan Santos 3%, Caiado 3%, Zema 2% e Marçal 1%. Branco, nulo ou eleitores que afirmam não votar somam 8%, e 9% se declararam indecisos.

Segundo turno

No confronto direto entre Lula e Flávio Bolsonaro, os dois aparecem empatados com 41% das intenções de voto. Lula tinha 42% no levantamento anterior, enquanto Flávio passou de 40% para 41%.

  • Lula (PT): 41%;
  • Flávio Bolsonaro (PL): 41%;
  • Branco, nulo ou não vai votar: 13%;
  • Indecisos: 5%.

Nos demais cenários de segundo turno testados pela Quaest, Lula mantém vantagem sobre os adversários.

Lula x Ronaldo Caiado

Lula aparece com 41%, contra 38% de Caiado. Na pesquisa anterior, os percentuais eram de 42% e 37%, respectivamente.

  • Branco ou nulo: 17%;
  • Indecisos: 4%.

Lula x Augusto Cury

O presidente registra 39%, enquanto Cury tem 35%. No levantamento anterior, Lula tinha 40% e Cury, 34%.

  • Branco, nulo ou não vai votar: 21%;
  • Indecisos: 5%.

Lula x Renan Santos

Lula aparece com 42%, contra 37% de Renan Santos. Na pesquisa anterior, os números eram 43% e 36%.

  • Branco, nulo ou não vai votar: 17%;
  • Indecisos: 4%.

Lula x Romeu Zema

Lula mantém 44% das intenções de voto, enquanto Zema aparece com 33%, repetindo os mesmos percentuais do levantamento anterior.

  • Branco, nulo ou não vai votar: 19%;
  • Indecisos: 4%.

Assim, entre os cenários testados, o confronto entre Lula e Flávio Bolsonaro é o único em que os dois candidatos aparecem empatados numericamente no segundo turno.

Blog JURU EM DESTAQUE com Polêmica Paraíba - Gerlane Neto

Em busca de sustento

Ambulantes "desfilam" no 7 de Setembro em busca de sustento; os vendedores trabalham às margens da Esplanada dos Ministérios

Brasília (DF), 07/09/2026 - Graça Teodoro da Silva, vende água durante o Desfile da Independência - 7 de Setembro. Foto: Lula Marques/Agência Brasil
© Lula Marques/Agência Brasil
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Equilibrar 30 quilos de balões e algodões-doces coloridos sobre o ombro esquerdo, em uma caminhada apressada, foi o "desfile" do Palhaço Bolinha, o autônomo Renato Siqueira, de 53 anos, às margens da área do desfile de 7 de Setembro deste ano, em Brasília (DF).

Brasília (DF), 07/09/2026 - Renato Siqueira, vende balões durante o Desfile da Independência - 7 de Setembro. Foto: Lula Marques/Agência Brasil
Renato Siqueira vende balões durante o Desfile da Independência, em Brasília - Lula Marques/Agência Brasil

Além do colorido dos produtos, a maquiagem no rosto escorre com o suor da correria desta segunda. "A gente não pode parar. Mas vai fazendo graça".

Há oito meses ele trabalha em frente a escolas. Mas hoje precisou acordar às 4h30 e andar em busca dos clientes.

O Palhaço Bolinha mora em Água Quente (DF), uma região administrativa periférica a 45 quilômetros de Brasília, nasceu em Anápolis (GO) e há 20 anos mudou-se para a capital para trabalhar.

Estudou apenas até o 8° ano. A eventos como o 7 de Setembro, ele vem com a esperança de melhorar os rendimentos. Ele consegue carregar os algodões-doces (vendidos a R$ 10) por mais de uma hora no ônibus, mas não os balões (que custam R$ 20).

Os produtos que fazem brilhar os olhos das crianças são entregues pelo fabricante quando ele está na rua.

Desfile da Independência, Dia das Crianças e Ano Novo estão entre as datas com mais vendas. Mesmo com o peso nas costas, ele prefere a atual atividade. No trabalho anterior, ganhava um salário mínimo para vender plano funerário. Resolveu, então, viver fazendo graça, ainda que a maquiagem escorra.

Brasília (DF), 07/09/2026 - Gustavo Ferreira, vende churros durante o Desfile da Independência - 7 de Setembro. Foto: Lula Marques/Agência Brasil
Gustavo Ferreira vende churros no Desfile de 7 de Setembro - Lula Marques/Agência Brasil 

Outro ambulante que também usou os braços e o ombro foi Gustavo Ferreira, de 30 anos, que equilibrava churros de doce de leite e chocolate (a R$ 10) com cuidado para que o recheio não escorresse. 

No dia a dia, ele trabalha como cobrador de ônibus. "Acordei às 4h e a gente está na luta". Mesmo que o dia a dia não seja assim tão doce.

A água de coco vendida por Samuel Santos estava, segundo ele, doce e gelada. Madrugar não chega a ser uma novidade para ele, que vive em Planaltina (a 40 quilômetros de distância) e trabalha na escala como porteiro de um prédio.

"Estou experimentando essas vendas de água de coco aqui na Esplanada dos Ministérios. Estou estreando, na verdade. Se der certo, eu vou continuar".

Brasília (DF), 07/09/2026 - Samuel dos Santos, vende água e coco durante o Desfile da Independência - 7 de Setembro. Foto: Lula Marques/Agência Brasil
O porteiro Samuel dos Santos resolveu vender água de coco neste 7 de Setembro - Lula Marques/Agência Brasil

Prioridades

Aliás a palavra "continuar" faz parte dessa rotina. Ele foi direto do trabalho na portaria para o comércio informal na Esplanada dos Ministérios. Não há muito tempo para se divertir. A prioridade é levar sustento para os dois filhos em casa.

Sob o sol de Brasília, o paraibano Reinivaldo Garcia, de Brejo da Cruz, de 54 anos, vendia bonés e chapéus ao público, a R$ 20.

"Só pude estudar até a 3ª série do primário. Não consegui estudar mais porque precisava trabalhar. Eu digo aos meus dois filhos que eles precisam estudar sempre para não ficar nesse sol como eu Tem que ser independente, né?" 

Brasília (DF), 07/09/2026 - Renivaldo Garcia, vende bonés durante o Desfile da Independência - 7 de Setembro. Foto: Lula Marques/Agência Brasil
O vendedor de bonés Reinivaldo Garcia o Desfile da Independência - Lula Marques/Agência Brasil

segunda-feira, 7 de setembro de 2026

Tradicional desfile cívico-militar do Dia da Independência

Com participação de 6,5 mil militares e agentes de segurança, Rio de Janeiro realiza o tradicional desfile cívico-militar do Dia da Independência

Rio de Janeiro (RJ), 07/09/2026 – Desfile cívico-militar no Dia da Independência, na Avenida Presidente Vargas.  Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
© Fernando Frazão/Agência Brasil
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No Rio de Janeiro, o tradicional desfile cívico-militar do Dia da Independência percorreu um trecho da Avenida Presidente Vargas, em frente ao Palácio Duque de Caxias, sede do Comando Militar do Leste. Apesar do tempo chuvoso, milhares de pessoas assistiram ao desfile, empunhando bandeirinhas do Brasil.

A cerimônia começou com a revista da tropa por comandantes das três forças militares, seguido pela chegada do fogo simbólico da pátria. A tocha foi levada pelo atleta do pentatlo Douglas Castro, acompanhado de outros esportistas militares e usada para acender uma pira em frente ao palácio.

Rio de Janeiro (RJ), 07/09/2026 – Desfile cívico-militar no Dia da Independência, na Avenida Presidente Vargas.  Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Desfile cívico-militar no Dia da Independência, no Rio de Janeiro - Fernando Frazão/Agência Brasil

Em seguida, a banda do primeiro batalhão de guarda do Exército executou o Hino da Independência e a Salva de Gala. 

O cortejo foi puxado por batedores dos Fuzileiros Navais, da Polícia do Exército e da Polícia da Aeronáutica, em motocicletas. Uma unidade de cavalaria exibiu todas as bandeiras que o Brasil já teve ao longo de sua história.

Mais de 6 mil militares e agentes de forças de segurança federais, estaduais e municipais participaram do desfile. Também estavam representadas organizações sociais, como a Cruz Vermelha e os Escoteiros, entidades beneficentes e escolas.  

Rio de Janeiro (RJ), 07/09/2026 – Desfile cívico-militar no Dia da Independência, na Avenida Presidente Vargas.  Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Mulheres do Exército no desfile cívico-militar no Dia da Independência, na Avenida Presidente Vargas, Rio de Janeiro - Fernando Frazão/Agência Brasil

Um dos destaques foram os conjuntos exclusivo de mulheres que atuam em diversos grupamentos da Marinha, do Exército e da Aeronáutica. Também desfilaram militares que integram as Forças de Paz das Nações Unidas. 

Mais de 180 viaturas também foram empregadas no desfile, incluindo tanques blindados só Exército, embarcações da Marinha do tipo anfíbio, que podem transitar na terra e na água e caminhões de resgate do Corpo de Bombeiros.  

Rio de Janeiro (RJ), 07/09/2026 – Desfile cívico-militar no Dia da Independência, na Avenida Presidente Vargas.  Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ), 07/09/2026 – Desfile cívico-militar no Dia da Independência, na Avenida Presidente Vargas. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil - Fernando Frazão/Agência Brasil

Veja como foi o desfile na reportagem do Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil

Blog JURU EM DESTAQUE com Agência Brasil - Edição: Valéria Aguiar - Tâmara Freire - Repórter da Agência Brasil

Evento histórico

Independência do Brasil foi inspirada na dos Estados Unidos, primeira colônia nas Américas a alcançar liberdade

Foi a primeira colônia nas Américas a alcançar a liberdade da Europa. Na época, e durante as décadas seguintes, esse evento histórico repercutiu nos próprios processos de emancipação do Brasil, que culmiraram no 7 de Setembro.


Independência do Brasil foi inspirada na dos EUA, 1ª colônia nas Américas a alcançar liberdade
© Getty Images

THIAGO CAMPOLINA - SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A independência dos Estados Unidos foi uma importante mudança de paradigma não apenas para o país, mas para todo o mundo. Foi a primeira colônia nas Américas a alcançar a liberdade da Europa. Na época, e durante as décadas seguintes, esse evento histórico repercutiu nos próprios processos de emancipação do Brasil, que culmiraram no 7 de Setembro. 

A Inconfidência Mineira -que buscava a separação de Portugal e tinha em Tiradentes um de seus líderes- é o exemplo mais importante. Ocorrido 13 anos após a independência americana, em 1789, esse movimento bebeu da fonte vinda dos recém-criados EUA. É isso o que aponta a americana Kirsten Schultz, doutora em história da América Latina pela Universidade de Nova York e professora na Universidade Seton Hall.

Em entrevista à Folha de S.Paulo Schultz explica que, ao longo do século 18, o Brasil vinha aumentando sua integração com o mundo atlântico por meio do desenvolvimento comercial. Isso permitiu que as notícias do que vinha acontecendo nos EUA chegassem por meio de cartas, livros e no boca a boca.

A pesquisadora lembra a figura de José Joaquim Maia e Barbalho (1757-1788), um jovem médico que se correspondia com Thomas Jefferson (1743-1826), tendo até se encontrado com ele na França para discutir a situação brasileira. E também a de José Álvares Maciel (1760-1804), um dos principais representantes da Inconfidência, que acompanhava da Inglaterra o desenrolar das movimentações nos EUA, segundo Schultz.

Mas essa influência americana deve ser vista com cuidado. É o que defende Mary Anne Junqueira, professora nos departamentos de história e relações internacionais da USP, onde atua com especialidade na história dos EUA.

Ela reconhece a importância das ideias vindas da parte norte do continente, mas classifica esse intercâmbio como "difuso". A Europa também borbulhava com novos tipos de pensamentos, vide as reflexões de Montesquieu sobre a República -algo almejado pelos inconfidentes.

Ou seja, Junqueira enxerga um problema nessa visão de que os EUA foram um guia central para os movimentos emancipatórios de outros locais. Ela atribui isso a uma "narrativa da nação", a qual "não corresponde à história".

"Nessa narrativa, os conflitos são suprimidos, eles desaparecem. O que fica são os EUA em uma posição ascendente da independência até hoje. Se olharmos as coisas assim, vamos repetir um nacionalismo americano", diz Junqueira.
"É claro que a independência dos EUA foi uma referência importante, mas não quer dizer que era um modelo para nós", resume a professora.

Schultz concorda com esse entendimento. Para ela, a independência americana é uma das diversas influências que se acumulavam no período, em especial as revoluções Francesa e Haitiana. Todos esses processos significavam que "as coisas estavam mudando" -isto é, o chamado antigo regime começava a ruir para as grandes potências europeias.

Além da Inconfidência, a Conjuração Baiana (1798) -abolicionista e republicana- também via o processo dos EUA como uma inspiração, ainda que a revolução no Haiti tenha tido um impacto mais palpável. Afinal, o movimento baiano teve ampla participação de escravizados e outras camadas populares, algo que não se viu na mesma medida na terra de Jefferson.

Alguns anos depois, em 1817, a Revolução Pernambucana foi outra a se inspirar no que ocorreu nos EUA. Descontentes com a coroa portuguesa e seus gastos faraônicos, os revoltosos buscavam instaurar uma república federalista inspirada no modelo americano. Um emissário brasileiro foi enviado para os EUA e se encontrou com o secretário de Estado.

O cônsul do país instalado no Recife chegou a apoiar a revolta, que acabou por ser, junto com a Inconfidência e a Revolução Baiana, uma das precursoras da nossa independência.

Já sob dom Pedro 1º após a separação de Portugal, o Brasil teve a sua primeira Constituição, em 1824. Schultz afirma que à época já era possível ter acesso a diversas configurações constitucionais para estudo, e a americana seria mais uma delas. Principalmente por meio de "ideias e aspirações subjacentes de representação, direitos e cidadania", conta a pesquisadora.

A própria independência brasileira, inclusive, em 7 de setembro de 1822, está inserida nessa onda revolucionária que varreu as Américas e o Caribe. Os EUA foram o primeiro país a reconhecê-la. Junqueira diz que "reconhecer outras independências nas Américas significava confirmar a sua própria, pois o temor de uma reação europeia era muito grande".

Schultz também mostra que essa ação era inteligente para os EUA, pois eles enxergavam o potencial econômico do Brasil. "Também fazia sentido da perspectiva dos interesses econômicos brasileiros, os quais buscavam ter o próprio comércio, sem restrições pelas políticas portuguesas."

"Há interessantes histórias entrelaçadas entre EUA e Brasil, especialmente no que concerne à escravidão, à Guerra Civil Americana e à abolição", conclui Schultz.

Blog JURU EM DESTAQUE com Notícias ao Minuto

Independência do Brasil

Proclamada pelo Príncipe Regente, Dom Pedro de Alcântara, em 07 de setembro de 1822, a Independência do Brasil ocorreu a partir do desencadeamento de uma série de fatores

A Independência do Brasil foi proclamada em 7 de setembro de 1822, pelo então Príncipe Regente, Dom Pedro de Alcântara.

Esta ocasião também é chamada de "Grito de Independência", pois, segundo a tradição, Dom Pedro teria dito em alto e bom som a frase "independência ou morte" à guarda que o acompanhava às margens do riacho Ipiranga, em São Paulo.

Contudo, não há um consenso entre historiadores quanto a veracidade desse grito.

No dia 1º de dezembro do mesmo ano, D. Pedro foi coroado imperador do Brasil, com o título de D. Pedro I, posto que ocupou até o ano de 1831.

Dom Pedro, a cavalo e de uniforme militar, é festejado pela multidão de homens, mulheres e crianças
Proclamação da Independência, de François-René Moreaux (1844)
Causas da Independência do Brasil

A Independência do Brasil ocorreu a partir do desencadeamento de uma série de fatores. Por isso, o termo correto a ser empregado é processo.

Dentre os principais fatores que geraram o processo de independência. A começar pelo desentendimento entre os deputados portugueses e brasileiros nas Cortes de Lisboa. Com a elevação do Brasil de Colônia a Reino Unido a Portugal e Algarves, deputados brasileiros passaram a atuar também nas Cortes portuguesas.

Isso gerou diversos atritos com os lusitanos, que não viram com bons olhos a autonomia política que o território brasileiro vinha ganhando.

A vontade da elite econômica brasileira em acabar com o monopólio comercial português, instaurado desde o início da colonização, foi outro fator. Monopólio comercial ocorre quando uma única empresa ou grupo de empresas é autorizado a comercializar determinado tipo de produto.

O Exclusivo Metropolitano (ou Pacto Colonial) obrigava o Brasil a comprar produtos industrializados apenas de algumas empresas portuguesas, o que elevava o preço final dos itens comercializados na Colônia.

Essa prática era comum entre países colonizadores, pois beneficiava uma pouca quantidade de comerciantes portugueses, que teriam autorização para comprar e vender produtos no Brasil.

Tanto na Europa quanto no continente americano, as ideias iluministas a respeito da liberdade dos povos ecoaram no Brasil e influenciaram movimentos separatistas contrários ao absolutismo português, como Inconfidência Mineira, Conjuração Baiana e Revolução Pernambucana de 1817.

No continente americano, as diversas independências dos países da América Espanhola (regiões do continente americano colonizadas por espanhóis) também tiveram muita importância na difusão de ideais antiabsolutistas e revolucionários (apesar de, após a independência, o Brasil continuar monarquista e com características centralizadoras de poder em sua constituição).

Processo de Independência do Brasil

O processo de independência do Brasil também é distinto das demais colônias da América, porque aqui, a Família Real Portuguesa ficou instalada de 1808 a 1820, tornando a luta diferente dos demais territórios.

Vejamos como isso aconteceu.

A vinda da Família Real para o Brasil

No início do século XIX, parte da Europa estava dominada pelas tropas do imperador dos franceses, Napoleão Bonaparte. Seu principal inimigo era a Inglaterra.

Em 1806, o imperador decretou o Bloqueio Continental, que obrigava a todas as nações europeias a fecharem seus portos ao comércio inglês. O país que desobedecesse o bloqueio teria seu território invadido pelo exército francês. Com isso, Napoleão pretendia derrotar a Inglaterra pela via econômica.

Nessa época, Portugal era governado pelo Príncipe Regente D. João, que era pressionado por Napoleão para fechar os portos portugueses ao comércio inglês, para não comercializar mais com eles.

Ao mesmo tempo que não queria desobedecer Napoleão, Portugal precisava manter as relações comerciais com a Inglaterra, que era sua principal fornecedora dos produtos manufaturados, além de grandes compradora de mercadorias portuguesas e brasileiras.

Para resolver a situação, o embaixador inglês em Lisboa convenceu D. João a transferir-se com a Corte para o Brasil. Desse modo, os ingleses garantiam o acesso ao mercado brasileiro e a Família Real Portuguesa evitava a deposição da dinastia de Bragança pelas forças napoleônicas.

Assim, no dia 29 de novembro de 1807, a Família Real, fidalgos e funcionários partiram para o Brasil escoltados por quatro navios britânicos. No dia seguinte, as tropas francesas invadiram Lisboa.

Chegada ao Brasil

No dia 22 de janeiro de 1808, D. João chega a Salvador, onde decretou a Abertura dos Portos do Brasil às Nações Amigas de Portugal, encerrando o Exclusivo Metropolitano.

Isso pôs fim ao monopólio comercial português no Brasil. Rapidamente, os produtos ingleses começaram a chegar e um grande número de firmas inglesas se instalaram no Brasil.

Em sua estadia na capital baiana, D. João também fundou a Escola de Cirurgia da Bahia, o equivalente às atuais faculdades de medicina. Após três meses em Salvador, rumou para o Rio de Janeiro, onde desembarcou em março do mesmo ano.

Em 1810, D. João assinou o Tratado de Comércio e Navegação. Entre outros atos, este estabeleceu a taxa de 15% sobre a importação de produtos ingleses, enquanto Portugal pagaria 16% e as outras nações 24%.

Em 1815, após a derrota definitiva de Napoleão Bonaparte, as potências europeias reuniram-se no Congresso de Viena. O objetivo era restaurar na Europa o regime absolutista anterior à Revolução Francesa.

Para obter o reconhecimento da dinastia de Bragança e o direito de participar do Congresso, em 16 de dezembro de 1815, D. João elevou o Brasil ao Reino Unido de Portugal e Algarves.

A mudança de patamar foi necessária porque o Congresso de Viena aceitaria a participação apenas dos monarcas que estavam em seu território durante as invasões napoleônica e que foram derrubados pelo francês. Como a Família Real estava fora de seu reino (isto é, na Colônia), os Bragança precisaram elevar a posição do Brasil para justificar sua participação.

Assim, o Brasil deixava de ser colônia e passou a ter o mesmo status político de Portugal. Isto significava participar da política do Reino, enviando deputados às cortes de Lisboa. Era um passo importante para a emancipação política do território.

Revolução Pernambucana (1817)

No entanto, nem todos estavam satisfeitos com o governo de Dom João VI no Brasil. Várias províncias brasileiras sentiam-se abandonadas e viam que as melhoras só beneficiavam a capital.

Desta maneira, em Recife, no atual estado de Pernambuco, instala-se uma revolta, que pretendia fundar outro país chamado Confederação do Equador. A resposta de Dom João VI foi imediata e o movimento reprimido.

A Revolução do Porto (1820)

Desde a vinda da Família Real para o Brasil, Portugal estava à beira do caos. Além da grave crise econômica e do descontentamento popular, o sistema político era marcado pela tirania do comandante inglês, William Carr Beresford, que governava o país.

Tudo isso levou os portugueses a aderirem ao movimento revolucionário, que teve início na cidade do Porto em 24 de agosto de 1820.

A Revolução Liberal do Porto teve como objetivos:

  • Derrubar a administração inglesa;
  • Recolonizar o Brasil;
  • Promover a volta de D. João VI para Portugal
  • Elaborar uma Constituição.

Diante desses acontecimentos, no dia 7 de março de 1821, D. João VI anunciou sua partida. No entanto, deixou no Brasil seu filho mais velho e herdeiro do trono, Dom Pedro, fazendo-o regente do Brasil.

No dia 26 de abril de 1821, D. João VI parte para Portugal, com a rainha Dona Carlota Joaquina, o príncipe Dom Miguel e as filhas do casal.

Do Dia do Fico à Independência

Dom Pedro I, ao lado de dona Leopoldina, aclamado pela multidão no Campo de Santana
Aclamação de Dom Pedro I, Imperador do Brasil, no Campo de Santana, Rio de Janeiro - Jean Baptiste-Debret, 1822

O novo regente do Brasil, D. Pedro, tinha 23 anos. Várias medidas das cortes de Lisboa buscaram diminuir o poder do Príncipe Regente e, desse modo, pôr fim à autonomia do Brasil.

A insistência das Cortes para que D. Pedro voltasse a Portugal despertou atitudes de resistência no Brasil. No dia 9 de janeiro de 1822 foi entregue ao Príncipe Regente uma petição com 8.000 assinaturas solicitando que não abandonasse o território brasileiro.

Cedendo às pressões D. Pedro respondeu:

"Se é para o bem de todos e felicidade geral da Nação, estou pronto. Diga ao povo que fico".

O Dia do Fico era mais um passo para a independência do Brasil.

No entanto, em algumas províncias brasileiras, os partidários dos portugueses não eram favoráveis ao governo de D. Pedro.

O general Avilés, comandante do Rio de Janeiro e fiel às Cortes de Lisboa, tentou obrigar o embarque do regente, mas foi frustrado pela mobilização dos brasileiros, que ocupavam o Campo de Santana.

Os acontecimentos desencadearam uma crise no governo, e os ministros portugueses demitiram-se. O príncipe formou um novo ministério, sob a liderança de José Bonifácio, até então vice-presidente da Junta Governativa de São Paulo.

No mês de maio, o governo brasileiro estabelecia que as determinações vindas de Portugal só poderiam ser acatadas após a aprovação de D. Pedro.

Enquanto isso, na Bahia, desencadeava-se a luta entre tropas portuguesas e brasileiras. Por sua vez, as Cortes em Portugal tomaram medidas como:

  • Declararam ilegítima a Assembleia Constituinte reunida no Brasil;
  • O governo do Príncipe Regente foi declarado ilegal;
  • D. Pedro deveria regressar imediatamente a Portugal.

Diante da atitude da metrópole, o movimento pela separação ganhava mais adeptos.

Proclamação da Independência

Dom Pedro resolveu partir para a província de São Paulo a fim de garantir o apoio dos líderes locais. A princesa Dona Leopoldina seria a regente durante a ausência do marido.

No dia 7 de setembro de 1822, voltando para o Rio de Janeiro, D. Pedro se encontrava às margens do riacho Ipiranga em São Paulo, quando recebeu os últimos decretos de Lisboa, um dos quais o transformava num simples governador, sujeito às autoridades das Cortes.

Essa atitude o levou a decidir que estavam cortados os laços que uniam o Brasil a Portugal. Assim, ordenou que todos os presentes tirassem dos uniformes as insígnias portuguesas que levavam e teria gritado "Independência ou Morte".

No dia 12 de outubro do mesmo ano D. Pedro foi aclamado como o primeiro imperador do Brasil, com o título de D. Pedro I, sendo coroado em 1º de dezembro de 1822.

Consequências da Independência

A Independência do Brasil foi um evento de grande importância nacional, porém é preciso ressaltar que poucas foram as rupturas sociais causadas por ela.

Grupos marginalizados durante o período colonial, como escravizados e indígenas, continuaram sem maiores direitos e participação política. A própria escravidão se manteve, tendo seu fim legal apenas em 1888.

Na política, diferentemente de outros países do continente americano, que se tornaram repúblicas, o Brasil se manteve monarquista. Uma monarquia considerada por muitos contraditória, pois a independência brasileira foi proclamada por um português e o Brasil continuou sendo comandado por portugueses, ainda que não mais controlados por Portugal.

Algumas guerras ocorreram no território, lideradas por grupos que não aceitaram o fim do domínio português. Ocorreram conflitos nas províncias da Bahia, Grão-Pará, Maranhão, Piauí, Alagoas, Sergipe e Ceará.

D. Pedro I precisou contratar um exército de mercenários (soldados que lutam não por uma causa, mas por um pagamento), além de solicitar empréstimos com a Inglaterra, para conter revoltosos.

Portugal reconheceu a independência brasileira apenas em 1825, com a assinatura do Tratado de Paz e Aliança. Para isso, o Brasil pagou uma indenização de dois milhões de libras esterlinas aos portugueses.

Novamente, para conseguir o dinheiro, foi necessário recorrer a um empréstimo dos ingleses. Porém, como Portugal possuía dívidas com os britânicos, esse valor apenas foi descontado nos débitos.

Dia da Independência: 7 de setembro

O Dia da Independência do Brasil é comemorado no dia 7 de setembro por ser considerado o momento simbólico que D. Pedro rompe as relações de subordinação com Portugal.

Este dia é feriado nacional e várias cidades brasileiras organizam desfiles escolares e militares para celebrar a data.

Vídeo sobre a Independência do Brasil

Assistir: Como foi a Independência do Brasil?
Blog JURU EM DESTAQUE com Toda Matéria Thiago Souza (Professor de Sociologia, Filosofia e História)

Veja agenda dos presidenciáveis nesta segunda-feira (07)

Confira a agenda dos candidatos à Presidência da República nesta segunda-feira (07); estão previstos atos em alusão ao 07 de Setembro e entrevistas

Brasília (DF), 18/08/2026 - Arte  Agenda dos Presidenciáveis.
Arte EBC
© Arte EBC
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A agenda dos presidenciáveis nesta segunda-feira (07) inclui atos em alusão ao 7 de Setembro, feriado da Independência do Brasil.

Também estão previstas entrevistas, visitas e manifestações políticas.

Hertz Dias (PSTU)
Às 9h, participa do ato Grito dos Excluídos, em Cajamar (SP), e almoça com apoiadores na Ocupação Esperança.

Renan Santos (Missão)
Participa de ato no Obelisco do Parque do Ibirapuera, em São Paulo, às 11h.

Romeu Zema (Novo)
Realiza ato na Avenida Paulista, em São Paulo, às 9h20.

Ronaldo Caiado (PSD)
Em Goiânia, acompanha desfile cívico, às 8h.

Rui Costa Pimenta (PCO)
Participa do ato Grito dos Excluídos, em São Paulo (SP).

Samara Martins (UP)
Cumpre agenda em Belém (PA). Pela manhã, visita a Ocupação Welfesom Alves e, às 17h, faz ato no Portal da Amazônia.

Wilsson Grassi (Democrata)
O candidato participa de gravação de mensagem em vídeo em alusão à comemoração de 204 anos da Independência do Brasil. 

Augusto Cury (Avante)
Participa de sabatina no programa Jornal da Manhã, da Jovem Pan, às 8h. Às 21h, concede entrevista para CNN Brasil.

Clariana Barão (DC)
Concede entrevista ao canal Bacci Notícias TV, às 12h10.

Edmilson Costa (PCB)
Cumpre agenda da secretaria-geral do PCB em Lisboa.

Flávio Bolsonaro (PL)
Realiza ato na Avenida Paulista, em São Paulo, às 15h.

O candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não tem agenda pública de campanha.

A ordem de apresentação da agenda dos candidatos a presidente segue rodízio diário em ordem alfabética.

domingo, 6 de setembro de 2026

Cícero Lucena cumpre agenda em 9 municípios da Serra de Teixeira

ONDA AZUL: Caravana de Cícero começou em Teixeira, passou por Maturéia, Imaculada, Água Branca, Juru, Tavares, Princesa Isabel, São José de Princesa e encerrou com comício em Manaíra

A Serra de Teixeira recebeu, nesse sábado (05), o candidato a governador Cícero Lucena (MDB) e o candidato a vice-governador Diogo Cunha Lima, com uma Onda Azul que percorreu nove municípios, reunindo lideranças políticas e apoiadores em torno do projeto “Juntos para a Paraíba Dar o Próximo Passo”.

A caravana começou em Teixeira, com o apoio do ex-prefeito Nego de Guri e de Valdecir Junior, segundo colocado nas eleições de 2024. Em Maturéia, Cícero e Diogo foram recebidos pelo ex-prefeito e atual vereador Ariano Dantas e pelo ex-candidato a prefeito Alexandre Santos.

Em Imaculada, participaram da recepção o ex-vice-prefeito Dr. Renildo, o ex-candidato a prefeito Alan do Povo, Nenen do Arroz, Josa Alves e as vereadoras Elidiane e Thais.

A passagem por Água Branca reuniu uma grande comitiva liderada pelo candidato da oposição Beroaldo Gomes e pelo candidato a vice Cigano, além do ex-vice-prefeito Júlio Cesar, dos vereadores Alex, Mira de Peba, Maria de Damião e Pedro Jorge, e de Netinho, procurador da Câmara Municipal.

Em Juru, a Onda Azul contou com o ex-prefeito Geraldo Luiz e as lideranças Dorinha e Marquinhos de Juru. Em Tavares, Cícero e Diogo foram recebidos pelo ex-prefeito Dr. Ailton, pela Dra. Maévia e pelos vereadores Wilson do Silvestre, Professor Gilson, Branco da Viúva e Michel Suassuna.

Em Princesa Isabel e São José de Princesa, participaram da mobilização os ex-prefeitos Dr. Sidney Thiago Pereira, Sidney Filho e Flora Diniz, além de Rúbia Matuto, ex-prefeita de São José de Princesa e candidata a prefeita de Princesa Isabel em 2024.

*Manaíra encerra caravana com multidão* – O roteiro terminou em Manaíra, com uma grande recepção liderada pelo prefeito Dr. Messias, pela vice-prefeita Ramayara Pereira, pelos ex-prefeitos Zé Simão e Zé Sousa e pelos vereadores Jonathan de Lula, Alfa Rutão, Sillas Simão, Matheus, Paulinho e Aninha.

Em seu discurso, Dr. Messias criticou o que classificou como abandono da região e cobrou investimentos. Citou a demora no envio de ônibus escolares, a ausência de um campus da UEPB na Serra de Teixeira e a falta de água.

“Manaíra foi discriminada por esse governo. Há muitos anos pedimos ônibus escolares e só chegou agora, nas vésperas da eleição. A Serra de Teixeira não tem até hoje um campus da UEPB. Sem água, nós queremos um governo diferente, um governo que olhe para o pobre, que olhe para a mulher, que olhe para o jovem”, afirmou.

O prefeito também defendeu uma mudança na relação do Governo do Estado com os municípios e cobrou investimentos estruturantes para a região.

“A partir de 2027, vamos ter um novo tempo na Paraíba, com um governador que não pergunte de quem é o prefeito, mas qual é a necessidade do povo. A Serra do Teixeira precisa de UTI, hospital regionalizado, hemodiálise e maternidade”, afirmou Dr. Messias.

*Cícero cobra saúde e defende mudança* – Diante das reivindicações apresentadas pelas lideranças, Cícero incorporou as demandas ao discurso e criticou a falta de estrutura de saúde na Serra de Teixeira, especialmente para gestantes e pacientes que precisam de tratamentos especializados.

“Muitas vezes, uma gestante precisa andar 200 quilômetros para dar à luz em Patos. Isso é desumano”, afirmou. O candidato também chamou atenção para o sofrimento de pacientes que precisam viajar até 200 quilômetros para realizar hemodiálise e retornar no mesmo dia, além da ausência de UTI e de uma maternidade na região.

Cícero defendeu uma nova relação do Governo do Estado com os municípios, baseada nas necessidades da população e não no alinhamento político.

“Não tem como a gente apoiar um governo que não olha para o agricultor, que não cuida do futuro dos nossos jovens e que não dá o direito básico de ter água na hora que quisermos ao abrir as nossas torneiras”, afirmou.

Segundo Cícero, a partir de 2027 a Paraíba poderá viver um novo momento, com um governo voltado para as necessidades reais dos municípios.

“Eu tenho certeza que, a partir de 2027, vamos ter um novo tempo na Paraíba. Um tempo de um governador que olhe para o município sem perguntar de quem é o prefeito, mas qual é a necessidade do povo”, afirmou.

De Teixeira a Manaíra, passando por Maturéia, Imaculada, Água Branca, Juru, Tavares, Princesa Isabel e São José de Princesa, a Onda Azul reforçou a estratégia de Cícero de ampliar sua presença no interior e consolidar uma frente política em torno do projeto “Juntos para a Paraíba Dar o Próximo Passo”.

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Lucas Ribeiro encerra caravana com comício em Itabaiana

Caravana do governador percorre 100 km e encerra caravana com comício em Itabaiana; multidão percorreu principais avenidas da cidade

O governador e candidato à reeleição Lucas Ribeiro (Progressistas) encerrou, na noite desse sábado (05), a Caravana “Daqui pra Melhor” com um grande comício em Itabaiana. Desde a largada no Cajá, distrito de Caldas Brandão, foram cerca de 100 quilômetros e seis municípios, que juntos somam R$ 475,3 milhões em investimentos estaduais.

Antes do comício, uma multidão percorreu a principal avenida de Itabaiana até a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição. “A gente vinha de Salgado e, quando chega aqui e é recebido desse jeito, por uma multidão, as energias se renovam. Isso mostra que Itabaiana já decidiu e que a Paraíba vai continuar avançando”, afirmou Lucas.

Somente em Itabaiana, os investimentos do Governo da Paraíba chegam a R$ 284,3 milhões, contemplando o Hospital Regional, tomógrafo, Centro Especializado em Reabilitação, Centro de Parto Normal e obras nas áreas de infraestrutura, educação e abastecimento de água.

A caravana passou ainda por Riachão do Bacamarte e Ingá, municípios que somam R$ 87,9 milhões em investimentos. “Esse é o compromisso que tenho com a Paraíba: governar de perto, estar ao lado das pessoas, sentir os problemas e apresentar as soluções”, declarou Lucas.

A caravana comandada pelo governador também passou por Mogeiro, onde foram investidos pela gestão estadual R$ 29,7 milhões, com destaque para a Ponte de Mogeiro e intervenções na PB-064. A comitiva esteve ainda em Salgado de São Félix, onde reuniu o prefeito Dr. Joni (Republicanos) e o ex-prefeito Dr. Adáurio (PSB). No município, investimentos estaduais chegam a R$ 55,5 milhões.

“Tenho orgulho dessa caminhada e das políticas públicas que transformaram a vida das pessoas. Nossa parceria é com o povo e com todo o Vale do Paraíba”, disse Lucas.

Participaram do encerramento da caravana deste sábado, o prefeito de Itabaiana, Cláudio Neto (Republicanos); o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano; os candidatos ao Senado João Azevêdo (PSB) e Nabor Wanderley (Republicanos); o presidente da Assembleia Legislativa e candidato à reeleição, Adriano Galdino (Republicanos); e o deputado estadual João Gonçalves (Progressistas).

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Efraim usa adesivo de Nabor e Veneziano e provoca crise entre bolsonaristas

Candidato da ala bolsonarista, Efraim Filho ignora Marcelo Queiroga e coloca na camisa adesivo de Nabor e Veneziano, apoiados por prefeito

O senador Efraim Filho (PL), candidato ao Governo da Paraíba, provocou insatisfação entre bolsonaristas no último sábado (05) durante agenda de campanha em Brejo do Cruz, onde conta com o apoio do prefeito Tales Torricelli (PSDB).

Durante o ato, Efraim colocou na camisa um adesivo com os candidatos apoiados pelo prefeito. O material trazia Nabor Wanderley (Republicanos) e Veneziano Vital do Rêgo (MDB), candidatos ao Senado, além do próprio Efraim para o Governo.

O gesto chamou atenção porque Efraim deixou de fora Marcelo Queiroga (PL), ex-ministro da Saúde e candidato ao Senado apoiado por ele e pelo bolsonarismo

Nos bastidores, bolsonaristas demonstraram insatisfação e incredulidade com a atitude de Efraim, principalmente por ele disputar o Governo pelo PL e ter Queiroga como candidato ao Senado do partido.

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Restos mortais de três figuras históricas brasileiras da realeza

Cripta Imperial reabre nesta segunda-feira, 07 de setembro, com restos mortais de Dom Pedro I e da imperatriz Leopoldina e de Dona Amélia

Cripta Imperial reabre com restos mortais de Dom Pedro I e das imperatrizes Leopoldina e Amélia

A Cripta Imperial com os restos mortais de D. Pedro I, da Imperatriz Leopoldina e de Dona Amélia será reaberta nesta segunda-feira (07) após processo de revitalização e melhoria da infraestrutura com investimento total de R$ 5,3 milhões.

O local, que estava fechado desde 2022, fica no subsolo do Monumento à Independência, localizado no Parque da Independência.

De acordo com a Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa (SMC) e o Museu da Cidade de São Paulo, a cerimônia de reabertura será às 14h30, seguido de apresentação do Ensemble FTM, grupo musical da Fundação Theatro Municipal de São Paulo, às 15h, e visitação guiada até as 17h.

A Cripta Imperial, assim como a Casa do Grito, são parte do Museu da Cidade de São Paulo, conjunto de locais históricos construídos entre os séculos 17 e 20.

Com o evento no dia 07 de setembro, o Museu inaugura a exposição “Representações da Nação: O Monumento à Independência e a Cripta Imperial”, com curadoria de Marly Rodrigues, na Cripta.

A mostra apresenta o momento da criação do Monumento e da Cripta e explica o motivo de serem construídos para reforçar e valorizar acontecimentos históricos.

Na Casa do Grito há outra exposição, a “Da Independência ao Grito: história de uma casa de pau a pique”, que mostra a relação da casa com o quadro “Independência ou Morte” e a técnica de construção pau a pique. Ambas podem ser visitadas de terça a domingo, das 9h às 17h.

Ensemble FTM é um quarteto formado por Marcos Kiehl na flauta, Alex Ximenes no Violino, Teco Nicolai também no Violino, e Sandro Francischetti no Cello. O repertório da banda passa da música do período Barroco até ritmos populares e contemporâneos, como o samba, o rock e o baião.

“A reabertura da Cripta Imperial tem um significado cultural muito importante para São Paulo e para o Brasil. Estamos falando de um espaço que guarda os restos mortais de D. Pedro I, da Imperatriz Leopoldina e de Dona Amélia e que está diretamente ligado a um dos lugares mais simbólicos da história brasileira”, destaca o Secretário Municipal de Cultura e Economia Criativa, Totó Parente.

“Mais do que reabrir uma porta, estamos ampliando o acesso da população à própria história. A preservação do patrimônio só faz sentido quando ele pode ser conhecido, compreendido e apropriado pelas pessoas

A cripta recebeu uma série de intervenções, como a implantação de novos banheiros, inclusão de acessibilidade arquitetônica, novo sistema de climatização com ar-condicionado e melhorias no espaço expositivo, além da conservação do bronze junto aos sarcófagos, fechamento do teto com mármore amarelo e outros reparos. Assim, os espaços internos estão adequados para recepção de visitantes.

As obras também contemplaram a limpeza e conservação do Monumento à Independência e a reforma da Casa do Grito, incluindo a recuperação de trincas, a pintura e a implantação de novos acessos externos.

Durante todo o período de execução, os restos mortais de D. Pedro I, D. Leopoldina e D. Amélia permaneceram em seus locais originais. Ao todo, a cripta ficou cerca de três anos e nove meses fechada.

História do Monumento da Independência e a Cripta Imperial

O Monumento à Independência foi inaugurado em 1922, em comemoração ao centenário da Independência do Brasil. Já a Cripta Imperial foi inaugurada em 07 de setembro de 1952 – antecedendo as comemorações do quarto centenário de São Paulo – e fica no subsolo do Monumento à Independência.

Lá estão os restos mortais de três figuras históricas brasileiras da realeza: a Imperatriz Maria Leopoldina, primeira esposa de Dom Pedro I, o próprio Dom Pedro I e a Imperatriz Dona Amélia, a segunda esposa de Dom Pedro I. Cada um foi parar na Cripta Imperial em um momento diferente.

A Imperatriz Maria Leopoldina, após sua morte, foi sepultada no Rio de Janeiro. Com as celebrações do IV Centenário da cidade de São Paulo e construção da cripta, foi decidido que seria a primeira a ocupar o local.

Já o Dom Pedro I tinha seu coração na cidade do Porto e o corpo no Panteão dos Braganças, em Lisboa, antes de sua vinda à cripta. Em 1972, durante o Sesquicentenário da Independência, houve a negociação com o governo de Portugal para a vinda dos restos mortais. Eles cruzaram o Atlântico a bordo de um navio e percorreram várias capitais brasileiras antes de chegar à Cripta Imperial.

Por fim, chegou a Imperatriz Dona Amélia, que havia ficado no Panteão dos Braganças, só que desde 1972, sem o marido ao seu lado. Assim, em 1982, o seu corpo foi trazido para deitar ao lado de sua família. Anos após sua chegada, em 2012, os corpos passaram por uma exumação e o corpo de Dona Amélia estava tão bem preservado que se encontrava perfeitamente mumificado.

O Monumento da Independência foi erguido antes da cripta e já era idealizado muito antes, desde o famoso “Grito da Independência”.

Porém, a primeira construção erguida ao ato histórico foi o Museu do Ipiranga. Com a aproximação do centenário da Independência, começou a sua construção. A obra foi inaugurada em 07 de setembro de 1922, incompleta devido à complexidade, e terminaram-na apenas em 1926.

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