sábado, 20 de junho de 2026

Zema prevê união entre Novo e PL no segundo turno contra Lula

Ex-governador Romeu Zema prevê união entre Novo e PL no segundo turno e diz que direita estará junta contra Lula

O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo), afirmou que a direita estará unida em um eventual segundo turno das eleições presidenciais de 2026. A declaração foi dada na última quarta-feira (17), durante entrevista ao programa Correio Debate, da Rádio Correio FM.

“Eu tenho restrições muito maiores com relação ao Lula do que com o Flávio Bolsonaro. No segundo turno, a direita vai estar toda unida contra a esquerda. Isso aconteceu no Chile recentemente e eu encaro isso com naturalidade”, declarou Zema.

A fala ocorre em meio às discussões sobre uma possível aproximação entre o Novo e o PL, tanto no cenário nacional quanto em estados como a Paraíba, onde lideranças das duas legendas vêm demonstrando sintonia política.

No mesmo dia, o ex-ministro da Saúde e pré-candidato ao Senado, Marcelo Queiroga (PL), reafirmou que seu segundo voto para o Senado Federal será destinado ao pré-candidato do Novo, Major Fábio.

A declaração foi feita durante entrevista ao programa Ô Paraíba Boa, da Rádio 100.5 FM. Questionado sobre a ausência de uma aliança formal entre PL e Novo no estado, Queiroga destacou que sua posição independe de acordos partidários. “Independente de aliança com o Novo ou não, o segundo voto para o Senado é no Major Fábio”, afirmou.

Segundo o ex-ministro, a decisão é motivada pela relação política construída nos últimos anos. “Sempre foi. O Major Fábio esteve ao meu lado em diversos momentos, inclusive durante a campanha para a Prefeitura de João Pessoa. Ele fez campanha para mim abertamente. Por isso, independente da aliança nacional ou partidária, meu segundo voto para o Senado é Major Fábio”, reforçou.

As declarações de Zema e Queiroga são vistas nos bastidores como mais um indicativo de aproximação entre as principais forças da direita brasileira para as eleições de 2026. Embora ainda não exista uma composição oficial entre PL e Novo na Paraíba, os discursos das lideranças apontam para uma convergência política tanto no cenário nacional quanto na disputa estadual.

Para reforçar sua pré-campanha presidencial e ampliar o diálogo com lideranças locais, Romeu Zema cumprirá agenda na Paraíba no próximo dia 21. O ex-governador de Minas Gerais passará por Campina Grande e João Pessoa, onde participará de compromissos ligados à cultura, economia criativa, setor produtivo e imprensa. A visita faz parte da estratégia de Zema para ampliar sua presença no Nordeste e consolidar alianças políticas de olho na disputa presidencial.

Blog JURU EM DESTAQUE com Fonte 83

Caso Wagner/Master

Palácio do Planalto desaprova estratégia usada pelo senador Jaques Wagner de tentar usar o presidente Lula como escudo na crise

Foto: Cristiano Mariz/O Globo e Ana Paula Paiva/Valor

O Palácio do Planalto desaprovou a estratégia usada pelo senador Jaques Wagner (PT-BA) de usar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva como escudo para se defender das acusações que pesam contra ele. Ao dizer em entrevista à BandNews que Lula não vai tirá-lo da liderança do governo no Senado, na última quinta-feira, 18/06, Wagner procurou demonstrar a total confiança do amigo-presidente.

Auxiliares diretos de Lula afirmaram, porém, que a situação de Jaques Wagner caminha para ficar insustentável. O argumento é que não dá para o presidente colar no senador Flávio Bolsonaro (PL), seu principal rival, a pecha de “Bolsomaster”, por causa das ligações dele com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

Lula calcula desgaste

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) calcula o desgaste ao governo federal gerado pela operação da PF (Polícia Federal) contra o senador Jaques Wagner (PT-BA) e buscou ministros palacianos ao longo de quinta-feira (18) para tratar do tema. Os encontros aconteceram no Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência.

Uma ala do Palácio do Planalto avalia que a operação prejudica a imagem e a articulação política da gestão federal e defende que Jaques seja substituído na liderança do governo no Senado. Mas prevalece a avaliação de que Lula só deve tomar uma decisão após uma conversa pessoal com o parlamentar e outros aliados.

Lula teve uma primeira conversa por telefone com Jaques Wagner ainda na quinta-feira, mas prefere esperar uma reunião presidencial para deliberar o assunto, segundo auxiliares.

PB Agora com O Globo

Brasil vence Haiti por 3 a 0

Com dois gols do atacante paraibano Matheus Cunha, Seleção Brasileira vence Haiti por 3 a 0 na Copa do Mundo de 2026

Créditos: UOL
Créditos: UOL

A Seleção Brasileira venceu o Haiti por 3 a 0, nesta sexta-feira (19), pela fase de grupos da Copa do Mundo de 2026.

O grande destaque da partida foi o paraibano Matheus Cunha, que marcou os dois primeiros gols do Brasil e comandou a ofensiva da equipe. O atacante abriu o placar logo nos minutos iniciais e voltou a balançar as redes pouco depois.

O terceiro gol da Seleção foi anotado por Vinícius Júnior, que aproveitou uma boa jogada ofensiva para ampliar a vantagem.

Com o placar de 3 a 0, o Brasil conquistou uma importante vitória e assumiu o controle da partida diante dos haitianos.

Blog JURU EM DESTAQUE com Polêmica Paraíba - Gerlane Neto

sexta-feira, 19 de junho de 2026

Regras de etiqueta corporativa na Copa do Mundo

Pode usar camisa da Seleção Brasileira no trabalho? Veja regras de etiqueta corporativa na Copa do Mundo 2026

Empresas podem ter dress code e aplicar advertências em caso de descumprimento de regras. Especialistas explicam limites legais e de etiqueta para funcionários durante o torneio mundial


Pode usar camisa da seleção no trabalho? Veja regras de etiqueta corporativa na Copa
© Divulgação

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Copa do Mundo costuma transformar o ambiente de trabalho. Camisas da seleção tomam conta do escritório e amigos combinam confraternizações para assistir aos jogos. Mas até onde vai a torcida durante o expediente? É permitido usar roupas temáticas ou gritar após um gol? 

As respostas dependem, em grande parte, das regras internas de cada empresa. Não existe uma lei que obrigue empregadores a liberar funcionários para assistir aos jogos ou flexibilizar a vestimenta, e as companhias têm autonomia para definir normas sobre roupas e comportamento, desde que as regras sejam razoáveis e comunicadas previamente aos trabalhadores.

De acordo com a advogada trabalhista Evelyn Ribeiro, é possível restringir o uso da camisa da seleção brasileira durante o expediente, sobretudo quando houver uniforme obrigatório ou política interna já divulgada aos empregados (o chamado dress code).

Além das roupas, atitudes tomadas no calor da partida também exigem bom senso. Especialistas afirmam que a emoção faz parte da experiência coletiva, desde que não prejudique colegas nem comprometa as atividades da empresa.

Em empresas mais flexíveis, porém, a Copa pode ser positiva. "Datas como a Copa do Mundo costumam ser oportunidades para flexibilizar a vestimenta e promover integração", diz Natalia Pires Berce, gerente de experiência do colaborador da Foundever. Ela ressalta, no entanto, que é importante respeitar as regras da empresa e considerar o contexto da atividade exercida.

PODE USAR A CAMISA DA SELEÇÃO NO TRABALHO?

Depende das regras da empresa. Se houver uniforme obrigatório ou um dress code previamente estabelecido, o empregador pode restringir o uso da camisa.

Segundo a advogada Evelyn Ribeiro, a empresa tem poder para definir regras de vestimenta e comportamento, desde que elas sejam razoáveis e aplicadas de forma uniforme. A advogada afirma que empresas com regulamentos internos e códigos de conduta claros têm mais segurança para exigir o cumprimento dessas normas.

Já a gerente Natalia Pires Berce afirma que organizações com cultura mais flexível costumam aproveitar eventos como a Copa para permitir roupas temáticas e incentivar a integração entre os funcionários.

CHEFE PODE DAR ADVERTÊNCIA POR DESRESPEITO AO DRESS CODE?

Sim. O descumprimento de normas internas pode resultar em advertência verbal ou escrita e, em casos mais graves ou de reincidência, suspensão disciplinar.

Evelyn Ribeiro afirma que o simples uso da camisa da seleção em desacordo com uma regra interna não leva à justa causa. Porém, a recusa reiterada em cumprir determinações da empresa, especialmente após advertências e suspensões, pode configurar ato de indisciplina e causar demissão por justa causa.

PODE COMEMORAR GOL OU GRITAR DURANTE O EXPEDIENTE?

Sim, desde que a comemoração não atrapalhe o trabalho ou desrespeite outras pessoas.

"Comemorações breves e respeitosas costumam ser bem recebidas. O que deve ser evitado são excessos que prejudiquem colegas que estejam em atendimento, em reuniões ou realizando atividades críticas", afirma a gerente Natalia.

Para a psicanalista e doutoranda em psicologia Elizandra Souza, a comemoração funciona como uma forma de compartilhar emoções e fortalecer o sentimento de pertencimento, mas precisa ser moderada. "É importante observar o ambiente e as pessoas ao redor, visto que nem todas as pessoas estão na mesma energia e vibração."

E XINGAR O JUIZ COM PALAVRÕES?

Segundo a advogada Evelyn Ribeiro, falar palavrão ao xingar o juiz dificilmente justificará uma justa causa, mas a situação muda se a conduta envolver ofensas a colegas, superiores ou clientes, ou provocar tumulto no ambiente.

A psicanalista Elizandra Souza afirma que a emoção do esporte pode levar a reações mais intensas, mas lembra que "o ambiente de trabalho não pode se transformar num estádio de futebol". Para ela, é preciso equilibrar espontaneidade e respeito aos colegas.

O QUE ACONTECE SE PARAR DE TRABALHAR PARA ASSISTIR AO JOGO?

Não existe obrigação legal para que as empresas liberem funcionários ou alterem a jornada durante os jogos da Copa.

Na prática, algumas empresas fazem acordos internos, e ajustam horários ou criam espaços para transmissão das partidas. Quando isso não acontece, o trabalhador deve manter suas atividades.

"A redução deliberada da produtividade ou o abandono das atividades pode caracterizar desídia no desempenho das funções", afirma a advogada Evelyn Ribeiro. Segundo ela, em situações repetidas e após medidas disciplinares, a justa causa pode ser discutida.

A gerente Natalia Pires Berce diz que o equilíbrio é a melhor saída. "Muitas empresas criam ações específicas, ajustam horários, organizam espaços de transmissão ou flexibilizam pausas para que as pessoas possam acompanhar os jogos. O segredo está no equilíbrio."

VEJA HORÁRIOS DOS PRÓXIMOS JOGOS DO BRASIL

SEXTA-FEIRA (19)
21h30 - Brasil x Haiti

QUARTA-FEIRA (24)
19h - Escócia x Brasil

Após o empate na estreia diante da seleção marroquina, o segundo duelo pode ser a chance para alguns reservas saírem do banco para brigar pela artilharia, como Endrick ou Rayan.

Jogos passam nos canais Cazé TV, Globo, SBT, Nsports, Sportv, geTV e Globoplay.

Blog JURU EM DESTAQUE com Notícias ao Minuto

Bola rolando!

Brasil enfrenta Haiti na segunda rodada da Copa do Mundo; vitória pode colocar seleção na disputa pela liderança do Grupo C

Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Group C - Brazil v Morocco - New York/New Jersey Stadium, East Rutherford, New Jersey, U.S. - June 13, 2026 Brazil's Vinicius Junior celebrates scoring their first goal with Bruno Guimaraes IMAGN IMAGES via Reuters/Vincent Carchietta
© Reuters/Vincent Carchietta/proibida reprodução
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O Brasil enfrenta nesta sexta-feira (19) o Haiti, a partir das 21h30, na Filadélfia, em partida válida pelo Grupo C da Copa do Mundo Fifa 2026.

A liderança do Grupo C, após a primeira rodada, é da Escócia, que soma 3 pontos após a vitória sobre o Haiti, por 1 a 0. Brasil e Marrocos têm 1 ponto cada, depois do empate de 1 a 1.

Uma vitória brasileira sobre o Haiti pode colocar o Brasil na disputa pela liderança do grupo, já que enfrentará a Escócia, atual líder, na última rodada.

Com isso, a expectativa para a partida de hoje é de que o Brasil apresente uma postura ofensiva desde o início, posicionando sua linha de marcação mais alta, na busca por manter domínio territorial.

Com uma equipe menos experiente e de menor nível técnico do que a brasileira, o Haiti provavelmente adotará um estilo de jogo defensivo, que buscará, em algumas jogadas isoladas, fazer transições rápidas com bolas longas visando contra-ataques.

* Colaborou Pedro Peduzzi

quinta-feira, 18 de junho de 2026

Deputado estadual Dr. Aledson entrega tratores em Princesa Isabel

Com apoio do senador Efraim Filho e articulação do vereador Arley Moura, deputado Dr. Aledson entrega tratores e fortalece agricultura familiar em Princesa Isabel, no Sertão da Paraíba

Com apoio de Efraim Filho e articulação de Arley Moura, deputado Dr. Aledson entrega tratores e fortalece agricultura familiar em Princesa Isabel

O deputado estadual Dr.Aledson Moura fez a entrega de dois tratores para agricultura familiar de Princesa Isabel. O parlamentar esteve ao lado do vereador Arley Moura e do senador Efraim Filho, responsável por viabilizar os equipamentos por meio da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf).

Os tratores representam um investimento de aproximadamente R$ 700 mil e irão beneficiar diretamente mais de 120 famílias da zona rural, fortalecendo a produção agrícola e oferecendo melhores condições de trabalho aos agricultores do município.

A conquista nasceu a partir de uma demanda identificada pelo vereador Arley Moura, que apresentou a necessidade ao senador Efraim Filho. A partir da articulação, os equipamentos foram assegurados e destinados às associações Trincheira e Esperança, Areias e Pica-Pau, comunidades que há anos aguardavam investimentos capazes de impulsionar a mecanização do campo.

Os tratores são voltados para o fortalecimento da agricultura familiar e contam com tecnologia adequada para atender as necessidades dos produtores rurais. Equipados com motores a diesel de aproximadamente 75 cavalos de potência, tração 4×4 e sistema hidráulico de alta eficiência, os veículos garantem maior desempenho em terrenos irregulares e ampliam a capacidade produtiva das comunidades beneficiadas.

A representante da Associação Sítio Esperança, Hosana Lopes, destacou a importância da conquista para os agricultores da região. Emocionada, ela afirmou que a entrega representa a realização de um sonho aguardado há mais de 27 anos.

“Esse equipamento vai melhorar muito o trabalho dos agricultores, trazendo mais eficiência no preparo da terra antes do plantio e aumentando nossa capacidade de produção. É uma conquista histórica para todas as famílias que dependem da agricultura”, ressaltou.

Outra fala marcada pela emoção foi a de Natália Marques, representante da Associação Esperança. Ao lembrar das dificuldades enfrentadas diariamente pelas famílias que vivem da agricultura, ela destacou o impacto social da iniciativa.

“Quem vive da roça sabe o quanto cada conquista é importante. Esses tratores chegam para fortalecer o homem e a mulher do campo, garantindo melhores condições de trabalho e mais esperança para quem tira da terra o sustento da família”, afirmou.

O deputado Dr. Aledson Moura destacou que o fortalecimento da agricultura familiar é uma das prioridades de seu mandato e ressaltou a importância da parceria com o senador Efraim Filho e com o vereador Arley Moura para transformar demandas da população em ações concretas.

“A agricultura é uma das bases da economia de Princesa Isabel. Esses tratores vão proporcionar mais produtividade, reduzir custos para os agricultores e melhorar a qualidade de vida de dezenas de famílias. É uma conquista construída com diálogo, trabalho e compromisso com quem mais precisa”, declarou.

Já o senador Efraim Filho ressaltou que investir no campo é investir no desenvolvimento dos municípios e na geração de oportunidades para as famílias rurais.

Polêmica Paraíba com Assessoria - Adriany Santos

Cunhado do ex-prefeito de Juru e mãe do deputado Michel Henrique são nomeados em secretarias estaduais

Lucas promove mudanças nas secretarias do Turismo e Desenvolvimento Econômico e nomeia o ex-prefeito de Araruna, Vital Costa, e a ex-deputada federal Edna Henrique

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O governador em exercício da Paraíba, Lucas Ribeiro (PP), promoveu mudanças na equipe da Secretaria de Estado do Turismo e do Desenvolvimento Econômico. As nomeações foram publicadas no Diário Oficial do Estado desta quinta-feira (18) e alteram a composição da gestão estadual em áreas estratégicas.

A principal mudança foi a nomeação do ex-prefeito de Araruna, Vital Costa, para o cargo de secretário de Estado do Turismo. Ele assume a função no lugar de Marianne Góes, que estava à frente da pasta desde abril, após a saída de Rosália Lucas.

Até então, Vital Costa ocupava o cargo de secretário executivo do Desenvolvimento Econômico e agora passa a comandar integralmente a área do Turismo no governo estadual.

Com a saída da função, Marianne Góes foi remanejada e nomeada para o cargo de gerente executiva de Desenvolvimento do Comércio e Serviços, dentro da própria estrutura da secretaria.

Outra mudança anunciada pelo governo foi a nomeação da ex-deputada federal Edna Henrique como secretária executiva do Desenvolvimento Econômico. Ela é mãe do deputado estadual Michel Henrique (Republicanos).

As alterações fazem parte de uma reorganização administrativa do governo estadual nas áreas de turismo e desenvolvimento econômico.

Blog JURU EM DESTAQUE com Polêmica Paraíba - Adriany Santos

Caso Master: senador petista teria recebido apartamento avaliado em R$ 2,45 milhões

Apuração da Polícia Federal acusa o senador Jaques Wagner de receber vantagens; a operação investiga irregularidades envolvendo o Banco Master

Brasília (DF) 20/06/2024 Senador Jaques Wagner durante coletiva após reunião de líderes no Senado.  Foto Lula Marques/ Agência Brasil
© Lula Marques/ Agência Brasil
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A decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, que autorizou a nona fase da Operação Compliance Zero deflagrada nesta quinta-feira (18) foi baseada em uma investigação da Polícia Federal. De acordo com a apuração policial, o senador Jaques Wagner (PT-BA) teria recebido um apartamento avaliado em R$ 2,45 milhões do banqueiro Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Banco Master.

Em entrevista à Band News, Wagner negou irregularidades e afirmou estar "absolutamente tranquilo" em relação à investigação.

“Até agora, não sou réu; não sou culpado; não sou nada. É uma investigação em cima do que eu imagino que a Polícia Federal encontrou em celulares [apreendidos] ou em alguma delação de alguém que eu desconheço”.

Em sua decisão, Mendonça afirma que a PF, ao pedir que o STF imponha restrições legais aos alvos da 9ª fase da operação, sustentou ter “elementos indicativos de recebimento de vantagens econômicas indevidas pelo parlamentar, direta ou indiretamente, por intermédio de familiares, pessoas de confiança e estruturas societárias vinculadas ao grupo econômico investigado”.

Os investigadores também dizem que “a possível relação ilícita” entre Wagner e Lima “seria antiga, próxima e marcada por elevado grau de confiança pessoal”. Fato que “teria criado ambiente propício à realização de tratativas reservadas em prol da defesa de interesses privados do Banco Master”.
 
Ainda de acordo com a Polícia Federal, o próprio senador teria escolhido um apartamento do residencial Poème Horto, construído em um bairro nobre de Salvador, o Horto Florestal. O documento afirma que Wagner encaminhou a Lima dados do empreendimento e do corretor responsável pela venda da unidade.

De posse dos dados, Lima teria acionado Valério Marega Júnior, apontado como “operador financeiro” do Banco Master, a fim de tratar da compra do imóvel. A negociação foi efetivada com a participação de Daniel e David Lopes Monteiro, dupla que a PF afirma estar vinculada ao núcleo empresarial e jurídico-financeiro do Banco Master.
 
Wagner admitiu conhecer o banqueiro Augusto Lima há algum tempo, mas negou ter qualquer vínculo com o Banco Master ou com Daniel Vorcaro, com quem garante ter se encontrado apenas duas vezes.
 
O parlamentar também admitiu ter pedido a Lima que comprasse um apartamento do residencial Poème Horto, com a intenção de adquiri-lo em um segundo momento.
 
“Eu tinha interesse de dar, de ajudar a minha filha a comprar um apartamento destes. Como o Guga [Augusto Lima] é um investidor, disse a ele: “Você pode comprar? Depois eu vou recomprar. Porque o apartamento está em construção, não está pronto, e eu teria que vender o apartamento da minha filha para poder complementar e pagar o apartamento. Ou ela financiar”, contou Wagner, destacando não haver registros de transferência patrimonial para o seu nome.

Repasses

A PF aponta que o senador teria recebido outras vantagens econômicas do banqueiro, incluindo o repasse de mais de R$ 5,5 milhões à BN Financeira, empresa administrada por parentes do político e que, para os investigadores, ocupa papel central no “eixo dos pagamentos supostamente destinados ao núcleo familiar de Jaques Wagner”. 

Ainda entre as vantagens supostamente recebidas, a PF cita o uso gratuito de aeronaves custeadas por Lima e pelo Banco Master e o recebimento de ingressos para shows no exterior.
 
Parte dessas informações foram obtidas a partir dos dados extraídos de telefones celulares de Lima, apreendidos durante a primeira fase da Operação Compliance Zero, em 18 de novembro de 2025.

Na representação entregue a Mendonça, a PF reproduziu áudios e mensagens em que Wagner e Lima combinam de se encontrar em uma ilha pertencente ao banqueiro, que colocou uma aeronave à disposição do político para levá-lo. 
 
A PF também extraiu mensagens em que o senador questiona um funcionário de Lima sobre os ingressos para o camarote em um show em Los Angeles (EUA) que o banqueiro ofereceu a parentes de Wagner e que, segundo os investigadores, foram adquiridos com recursos da Reag Investimentos, por R$ 63,33 mil.

Emenda

A investigação da PF aponta a atuação do senador em temas regulatórios de interesse do grupo Master. Cita, como exemplo, o fato de Wagner ter apresentado uma emenda parlamentar (nº 30), durante o trâmite da Medida Provisória nº 1.106/2022, com limites para cobrança de juros.
 
A MP resultou na Lei nº 14.431, de 2022, que ampliou a margem de crédito consignado aos segurados do Regime Geral de Previdência Social (RGPS) e autorizou a realização de empréstimos e financiamentos mediante crédito consignado para beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC) e de programas federais de transferência de renda.
 
“De acordo com a representação [da PF], o Senador teria mantido interlocução direta com Augusto Lima sobre temas relacionados à elevação da margem consignável da remuneração disponível”, destaca Mendonça, acrescentando que, ainda de acordo com a PF, Wagner também apresentou a Emenda nº 26 à Proposta de Emenda Constitucional (PEC) nº 65/2023, que confere autonomia orçamentária, financeira e operacional ao Banco Central.
 
O senador refutou ter atuado para favorecer interesses privados do grupo econômico, destacando ter votado contra uma proposta defendida pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI), a chamada Emenda Master, que defendia que o limite do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) fosse ampliado dos atuais R$ 250 mil para R$ 1 milhão por CPF ou CNPJ.
 
“O governo foi contra o aumento da garantia do FGC. Eu, como líder do governo, encaminhei contra essa emenda”, lembrou Wagner, sem mencionar outras propostas parlamentares que, segundo a PF, beneficiariam o Master. O parlamentar também minimizou o fato de ter recebido, de Lima, um link para a emenda.
 
“É normal. Qualquer senador é procurado pelos interessados na votação de uma matéria, que tentam convencê-lo votar naquela matéria”.
 
Por fim, o senador garantiu que sua candidatura ao Senado está mantida e que não acredita que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva o retire da liderança do governo federal no Senado. “Continuo na liderança até que o presidente Lula peça para eu me retirar. Não acho que ele vai fazer isso, mas se fizer, é um direito dele. O cargo de líder do governo é do presidente da República”.

Em nota, a defesa de Augusto Lima classificou as diligências desta manhã como "desnecessárias". "Augusto Lima está há seis meses à disposição das autoridades para esclarecer os fatos em apuração. De todo modo, as medidas contribuirão para demonstrar que os fatos apurados nesta fase da investigação são rigorosamente lícitos".

Dinheiro apreendido

O parlamentar confirmou que, ao cumprirem mandado de busca e apreensão em sua residência, em Brasília, os policiais federais apreenderam US$ 49 mil dólares em dinheiro (o equivalente a cerca de R$ 250 mil). Segundo nota divulgada pela assessoria do senador, parte do dinheiro provém de diárias oficiais pagas em espécie pelo próprio Senado Federal, para missões parlamentares oficiais ao exterior, além de recursos próprios, devidamente declarados no Imposto de Renda.
 
“Comprei, via Banco do Brasil, dólares ou euros para fazer a viagem. Não tenho nada a esconder sobre este dinheiro. Ele está guardado em um cofre porque [quando] eu vou viajar, nem sempre eu levo a diária. Às vezes eu gasto com cartão e o dinheiro está lá”, afirmou Wagner, assegurando que o dinheiro apreendido estava dentro de envelopes com o timbre do Senado.

Confira a íntegra da nota da assessoria do senador Jaques Wagner:

"O senador Jaques Wagner (PT-BA) esclarece que não é réu, não foi denunciado e não foi acusado em nenhum processo relacionado aos fatos investigados. O parlamentar acompanha com tranquilidade o andamento das investigações e mantém a confiança na condução delas.

Cabe esclarecer que o apartamento mencionado jamais integrou o patrimônio do parlamentar. O senador também nega atuação em favor do Banco Master ou qualquer outra instituição financeira.

Sobre os valores em espécie apreendidos, a assessoria informa que o montante é fruto de diárias legais, declaradas e não utilizadas em missões internacionais oficiais. Por fim, o senador Jaques Wagner reitera que permanece à inteira disposição das autoridades para prestar quaisquer esclarecimentos, com a certeza de que a verdade prevalecerá."

Imagem: Divulgação / Polícia Federal

Trump classifica situação política do Brasil como “complicada” e “perigosa”

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, critica eleição no Brasil e confunde irmãos Bolsonaro ao comentar condenação

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Durante a cúpula do G7, realizada em Evian, na França, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comentou o cenário político brasileiro e acabou confundindo informações ao citar um dos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Ao ser questionado sobre sua conversa com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sobre as tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros, Trump afirmou ter passado “bastante tempo” com o petista e classificou a situação política do Brasil como “complicada” e “perigosa”.

“Sim, falamos. Passei bastante tempo com ele, na verdade. E o país ficou um pouco complicado, certo? Politicamente. Está um pouco perigoso politicamente”, declarou.

Na sequência, Trump afirmou ter recebido a informação de que “Bolsonaro Jr.” teria sido preso após fazer uma declaração no Texas. No entanto, o presidente americano confundiu os filhos do ex-presidente brasileiro e misturou fatos distintos.

A fala faz referência ao caso de Eduardo Bolsonaro, que foi condenado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) pelo crime de coação no curso do processo, em razão de sua atuação para estimular medidas econômicas contra o Brasil junto ao governo americano. Apesar da condenação, Eduardo não foi preso e a definição da pena ainda está em fase de dosimetria.

Desde o ano passado, Eduardo Bolsonaro reside nos Estados Unidos. Ele também perdeu o mandato de deputado federal após acumular faltas às sessões da Câmara dos Deputados.

Ao comentar o caso, Trump declarou:

“Ouvi dizer que prenderam alguém que está concorrendo a um cargo hoje. Eu soube disso depois que saímos. Acabei de me despedir dele, e ouvi que prenderam o Bolsonaro Jr. Ele estava indo bem nas pesquisas, e o prenderam porque fez uma declaração no Texas.”

A declaração atribui equivocadamente a Flávio Bolsonaro um episódio relacionado a Eduardo Bolsonaro e inclui informações que não correspondem aos fatos conhecidos do caso.

Trump ainda acrescentou que adversários políticos “jogam duro” e comparou a situação brasileira ao cenário político dos Estados Unidos, voltando a fazer críticas ao sistema eleitoral americano.

“Mas ninguém joga mais duro do que os Estados Unidos. Veja, nossas eleições são totalmente manipuladas. Temos eleições fraudadas”, afirmou.

Blog JURU EM DESTAQUE com Polêmica Paraíba - Gerlane Neto

Pesquisa aponta vitória de Lula contra Flávio Bolsonaro no 2º turno

Lula tem 45% e Flávio Bolsonaro 40% em eventual 2º turno, aponta pesquisa Times Brasil/CNBC

A American Analytics também simulou o cenário de segundo turno entre Lula e Caiado. Nesta hipótese, o petista possui 45% e o ex-governador de Goiás aparece com 39% das intenções de voto. Brancos e nulos somam 11% e 5% estão indecisos.


Lula tem 45% e Flávio Bolsonaro 40% em eventual 2º turno, aponta pesquisa Times Brasil/CNBC
© Getty

Pesquisa divulgada pela Times Brasil/CNBC e produzida pela American Analytics mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) possui 45% das intenções de voto em eventual segundo turno, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) registra 40%. O levantamento, divulgado nesta quinta-feira, 18, também mostra que 10% votariam em branco ou nulo e que 5% estão indecisos. 

A American Analytics também simulou o cenário de segundo turno entre Lula e Caiado. Nesta hipótese, o petista possui 45% e o ex-governador de Goiás aparece com 39% das intenções de voto. Brancos e nulos somam 11% e 5% estão indecisos.

No primeiro turno, Lula tem 38% das intenções de voto, enquanto Flávio possui 30%. O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) possui 4% e o empresário Renan Santos (Missão) possui 3%. O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) e o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa (DC) possuem 2%, cada. Brancos e nulos somam 8% e outros 11% estão indecisos.

A pesquisa ouviu 2.000 eleitores presencialmente entre os dias 11 e 15 de junho. A margem de erro é de 2,2 pontos porcentuais e o índice de confiabilidade é de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número BR-09521/2026.

Blog JURU EM DESTAQUE com Notícias ao Minuto

Dois antibióticos têm a venda, distribuíção e utilização proibidas

Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determina recolhimento de lotes de antibióticos; a medida atinge os injetáveis Polycid e fosfato de clindamicina

Brasília (DF), 09/01//2026 - Fachada do prédio da Anvisa em Brasília.  Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
© Valter Campanato/Agência Brasil
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou nesta quinta-feira (18) o recolhimento de dois medicamentos antibióticos por desvio de qualidade. Os produtos não podem ser vendidos, distribuídos ou utilizados.

A resolução da agência, publicada no Diário Oficial da União, atinge o lote 2519879 do antibiótico Polycid, fabricado pela União Química Farmacêutica Nacional. O medicamento, de uso injetável, é usado para tratar infecções graves.

De acordo com o texto, a Anvisa recebeu comunicado de recolhimento voluntário iniciado pelo próprio fabricante por conta da presença de um pedaço de vidro no interior do frasco do medicamento.

A resolução atinge ainda o lote 24101854 do antibiótico fosfato de clindamicina 150 mg/ml solução injetável (caixa com 50 ampolas), fabricado pela Hypofarma - Instituto de Hypodermia e Farmácia Ltda.

Segundo a publicação, foi confirmado desvio referente à solução de cor amarelada, incluindo a presença de corpos estranhos e precipitados no interior do frasco lacrado do medicamento.

Em nota, a Hypofarma informou que a resolução está sendo tratada em conformidade com os protocolos regulatórios aplicáveis e em alinhamento com a autoridade sanitária.

“A companhia mantém colaboração integral com os órgãos competentes e segue adotando todas as medidas adequadas e cabíveis no âmbito de seus processos internos e regulatórios.”

Soro fisiológico

Outro produto alvo da resolução é a solução fisiológica de cloreto de sódio Equiplex – 9mg/ml, produzida pela Equiplex Indústria Farmacêutica Ltda. Segundo a Anvisa, o lote 2513588 (validade 30/6/2027) apresentou desvio de qualidade e deve ser recolhido.

“O produto também não pode ser vendido, distribuído ou utilizado”, destacou a agência em nota.

Farmácia de manipulação

A resolução determina ainda o recolhimento de todas as preparações magistrais produzidas pela Farmácia S J do Jabour Ltda.

“Foi comprovada a exposição e a comercialização de produtos manipulados padronizados e não individualizados, sem a devida prescrição por profissional competente”, informou a Anvisa.

“Os medicamentos eram divulgados e comercializados por meio do site da empresa e de redes sociais, inclusive com nome comercial dos produtos nos rótulos”, completou a agência.

A Agência Brasil aguarda retorno da União Química Farmacêutica Nacional. A reportagem não conseguiu contato com a Equiplex Indústria Farmacêutica Ltda e com a Farmácia S J do Jabour Ltda.

*Matéria alterada hoje (18), às 13h, para atualização

quarta-feira, 17 de junho de 2026

Troca de farpas entre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF)

Ministro André Mendonça enfrenta o decano Gilmar Mendes após comparação do caso Master com à Operação Lava Jato

Mendonça enfrenta Gilmar após comparação do caso Master à Lava Jato
André Mendonça e Gilmar Mendes trocaram farpas durante o julgamento da Segunda Turma do STF - (Foto: Luiz Silveira/STF)

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça enfrentou as críticas do decano da Corte, Gilmar Mendes, durante o julgamento da Segunda Turma nesta terça-feira (16). O colegiado manteve as prisões preventivas do pai e do primo de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Gilmar foi o único a defender a soltura dos dois.

Ele abriu a divergência, comparando os métodos do caso Master, relatado por Mendonça, às práticas da Operação Lava Jato, as quais classificou como "autoritárias" e "espetaculosas". Gilmar criticou o que chamou de "punitivismo inebriado" e a utilização de prisões para induzir delações premiadas.

“Juiz algum pode comportar-se como delegado de polícia. Nós sabemos muito bem onde esse caminho termina”, alfinetou. Nesta tarde, Mendonça retirou o sigilo de parte da investigação da Polícia Federal.

O decano queixou-se de que os relatórios foram juntados aos autos poucas horas antes da sessão, impedindo a análise da defesa e dos próprios pares. "A jurisdição penal não opera sobre o que se sonega, mas sobre o que se revela", disparou.

"Não estamos aqui a julgar a Lava Jato. Estamos a julgar a maior fraude finaceira do nosso país", retrucou Mendonça no ínicio de seu voto. Ele rebateu as críticas, afirmando que o processo não trata de "simples atores num gabinete na Faria Lima" praticando crimes de colarinho branco.

Segundo o relator, a investigação revelou "contornos de máfia" e de "crime organizado mafioso", com uso de fuzis, metralhadoras e infiltração no sistema policial. Confira no vídeo abaixo:

O relator lembrou de uma conversa pessoal pouco antes de assumir o cargo, na qual Gilmar teria dito que para ser ministro do STF era preciso coragem.

"Não tenho medo da morte, quanto mais de ser ministro de um tribunal", afirmou Mendonça, ressaltando que não busca ser "estrela" nem atua por pressão da mídia.

Mendonça justificou a prisão de Henrique Vorcaro não pelo parentesco, mas por evidências de que ele estaria comprando o silêncio de testemunhas e articulando a obstrução das investigações após a morte de um dos investigados sob custódia.

Ele destacou ainda que a transferência de Vorcaro para um presídio federal, criticada por Gilmar como excessiva, visou preservar a vida do empresário diante do risco de "queima de arquivo" por parte do crime organizado infiltrado.

Mendonça também revelou, em tom de desabafo, que advogados já haviam lhe proposto uma "delação seletiva" em seu gabinete, o que ele teria recusado por ser um trabalho "abjeto".

"Não admito tentativas de me deslegitimar", diz André Mendonça

Em um troca de farpas, Gilmar apontou que é preciso estar aos fatos que estão sendo julgados para evitar "fundamentações genéricas".

"Que não é o caso. Até, ministro Gilmar, faço questão de publicar minhas decisões, porque é uma forma da sociedade criticar minhas decisões", rebateu Mendonça.

Gilmar retrucou imediatamente: "Vossa Excelência não tem alternativa. É a lei que manda. A Constituição que manda".

"Nem todas", disse o relator.

"Quero pontuar, com todo respeito, que vamos continuar divergindo sobre isso. Acho que é preciso ter cuidado na condução deses procedimentos. Todos estamos no mesmo lado no combate a criminalidade, mas é preciso que haja métodos constitucionais", afirmou Gilmar.

"Estão havendo, ministro. O que eu não vou admitir são tentativas que eu tenho visto de desacreditar, de forma indevida, seja a minha atuação como relator, seja dos investigadores", disparou Mendonça.

Blog JURU EM DESTAQUE com Gazeta do Povo - Por Camila Abrão

Eduardo Bolsonaro é condenado a 4 anos de prisão e fica inelegível

STF condena Eduardo Bolsonaro a inelegibilidade e a 4 anos de prisão; o ex-deputado ainda perdeu o cargo de escrivão da Polícia Federal

Brasília (DF) 19/11/2024 Deputado Eduardo Bolsonaro durante entrevista a imprensa.  Foto Lula Marques/ Agência Brasil
© Lula Marques/ Agência Brasil
Versão em áudio

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou nesta terça-feira (16) o ex-deputado Eduardo Bolsonaro a 4 anos e dois meses anos de prisão em regime semiaberto pelo crime de coação no curso do processo. Cabe recurso contra a decisão.

Além do tempo de prisão, o ex-deputado foi condenado a oito anos de inelegibilidade e à perda do cargo de escrivão da Polícia Federal. 

Por unanimidade, o colegiado concordou com a acusação apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e entendeu que há provas para concluir que o ex-deputado articulou o tarifaço dos Estados Unidos contra as exportações brasileiras para tentar evitar a condenação do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, no processo da trama golpista.

Além disso, outras medidas adotadas pelo governo norte-americano, como a revogação dos vistos de ministros da Corte e do governo federal e a aplicação das sanções econômicas da Lei Magnitsky, também tiveram o mesmo objetivo, conforme o entendimento da Corte.

Ex-deputado

Desde o ano passado, Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos, desta forma, perdeu o mandato de parlamentar por faltar às sessões da Câmara dos Deputados.

Na prática, Eduardo não deve cumprir a pena enquanto estiver no exterior. O ex-deputado é aliado do presidente Donald Trump, e a notificação para cumprimento da pena dificilmente seria cumprida pelo governo norte-americano. 

Acusação 

Durante o julgamento, a acusação foi lida pelo subprocurador-geral da República Antônio Edilio Magalhães Teixeira, que defendeu a condenação de Eduardo. 

Segundo o subprocurador, as ameaças de Eduardo ocorreram durante a tramitação do processo da trama golpista e foram concretizadas por meio do tarifaço, a suspensão dos vistos de oito dos 11 ministros da Corte e por meio das sanções econômicas da Lei Magnitsky. 

Defesa

A defesa do ex-deputado foi feita pela Defensoria Pública da União (DPU). 

Durante a sustentação, o defensor público federal Esdras dos Santos Carvalho disse que Eduardo não teve ingerência na decretação das medidas do presidente Donald Trump contra o Brasil. Segundo Esdras, Eduardo realizou "interlocução política". 

"Eduardo não teve poder decisão sobre a política externa dos Estados Unidos, não integra o governo norte-americano e não exerce função pública naquele país", afirmou. 

Votos

O placar unânime de 4 votos a 0 foi obtido a partir do voto do relator, ministro Alexandre de Moraes. 

O ministro disse que o ex-deputado levou desinformação ao governo norte-americano e prejudicou o Brasil. Contudo, segundo Moraes, as ações não impediram a condenação de Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão. 

A manifestação do relator foi seguida pelos ministros Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino.

Ida de Nominando para o grupo de Cícero surpreende João

Ex-governador João Azevêdo diz ter se surpreendido com ida do ex-conselheiro do TCE-PB, Nominando Diniz, para o grupo de Cícero Lucena e nega tratativas para tê-lo como suplente

O ex-governador e pré-candidato ao Senado, João Azevêdo (PSB), afirmou ter sido surpreendido pelo anúncio do ex-conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PB), Nominando Diniz, como integrante do conselho político da pré-campanha do prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (MDB), ao Governo da Paraíba.

A declaração foi feita durante entrevista ao podcast A Tal da Política, nessa terça-feira (16). Segundo João, a expectativa era de que Nominando estivesse mais alinhado ao projeto político liderado pelo governador Lucas Ribeiro (PP), que deve disputar a reeleição em 2026. “Achei que ele estaria mais alinhado com o projeto de Lucas”, afirmou o ex-governador.

Apesar da surpresa, João ressaltou que a decisão de Nominando é de natureza política e deve ser respeitada. “Essa é uma decisão política dele”, acrescentou.

A aproximação entre Nominando Diniz e Cícero Lucena chamou atenção nos bastidores da política paraibana. Quando o ex-conselheiro antecipou sua aposentadoria do TCE-PB, o gesto foi interpretado como uma forma de permitir que João Azevêdo indicasse o então secretário de Infraestrutura, Deusdete Queiroga, para ocupar a vaga na Corte de Contas.

Na época, surgiram especulações de que Nominando poderia integrar a chapa do socialista na disputa ao Senado, ocupando uma das vagas de suplente. No entanto, João Azevêdo tratou de afastar essa possibilidade e garantiu que nunca houve qualquer negociação nesse sentido.

De acordo com o ex-governador, não existiram conversas entre as partes sobre a composição de uma eventual chapa para a eleição de 2026. “Não houve tratativas, nem de um lado nem do outro, para que ele ocupasse uma suplência”, esclareceu.

A declaração ocorre em meio à intensificação das articulações políticas para as eleições estaduais do próximo ano, quando diferentes grupos buscam consolidar alianças e ampliar suas bases de apoio para a disputa pelo Governo da Paraíba e pelas duas vagas ao Senado Federal.

Blog JURU EM DESTAQUE com Fonte 83