domingo, 19 de julho de 2026

Confronto histórico entre Messi e Lamine Yamal, fã declarado do astro argentino

Comunidade de Rocafonda, em um bairro periférico da cidade de Mataró, que viu o craque espanhol Lamine Yamal crescer, celebra orgulho e projeta final histórica contra Messi

O modesto campo de futebol onde o atacante espanhol Lamine Yamal deu seus primeiros chutes, localizado em um bairro periférico e multicultural nos arredores de Barcelona, transformou-se no coração de uma grande celebração. Os moradores da comunidade de Rocafonda, na cidade litorânea de Mataró, acompanham com enorme entusiasmo os dias que antecedem a grande final da Copa do Mundo entre Espanha e Argentina. O confronto ganha um tom ainda mais especial para os locais por colocar Yamal frente a frente com o astro Lionel Messi, de quem o jovem espanhol é fã declarado.

A expectativa em torno da partida de domingo, que será realizada em Nova Jersey, aumentou ainda mais após a repercussão de uma foto antiga que viralizou na internet. A imagem mostra Messi, no auge de sua trajetória pelo Barcelona, segurando Yamal quando este era apenas um bebê. Hoje, aos 19 anos, o jovem brilha nos mesmos gramados que consagraram o craque argentino de 39 anos. Para os jovens da região, ver essa transição de gerações e o sucesso de um atleta que saiu do mesmo chão que eles é considerado algo inacreditável e inspirador.

Enquanto a nova geração de filhos de imigrantes se diverte no campinho de terra, decorado com um grande mural em homenagem ao atleta, familiares de Yamal acompanham a movimentação de perto. Sua avó, Fátima Nasraoui, e seu primo de 15 anos, Rayan, não escondem a ansiedade e garantem que a torcida pela seleção espanhola será barulhenta, com direito a muitos gritos a cada bola na rede. Para o primo, Yamal representa um exemplo de sucesso, mas mantém o papel de um irmão com quem compartilhou toda a infância.

Filho de pai marroquino e mãe guineense, Lamine Yamal faz questão de carregar suas origens e a identidade de sua comunidade para os maiores palcos do futebol mundial. O jogador costuma comemorar seus gols formando o número “304” com as mãos, uma alusão direta aos dígitos finais do código postal de seu bairro. Ao longo do campeonato, ele reforçou esse vínculo ao utilizar uma faixa na cabeça com o nome de Rocafonda e estampar as bandeiras dos países de seus pais em suas chuteiras, defendendo publicamente que o futebol é uma das ferramentas mais poderosas para a inclusão social e a união entre diferentes culturas.*

Blog JURU EM DESTAQUE com Região Noroeste - https://regiaonoroeste.com › bairro-que-viu-lamine-yama...

Messi comenta vitória dramática que classificou a Argentina

"Chegar a cinco finais seguidas, duas delas da Copa do Mundo, é impressionante”, diz o craque argentino de 39 anos de idade Lionel Messi

Craque Lionel Messi deu duas assistências na vitória da Argentina sobre a Inglaterra - © Reuters/Brett Davis

Lionel Messi afirmou na última quarta-feira (15) que é impressionante que a seleção argentina esteja em “cinco finais consecutivas, duas delas da Copa do Mundo", após a vitória dramática que classificou a Albiceleste para mais uma decisão do principal torneio do futebol.

Messi, que lidera a Argentina com oito gols neste Mundial e é o maior artilheiro da história do torneio com 21 gols em seis participações desde sua estreia em 2006, não marcou contra a Inglaterra, mas deu as duas assistências para a vitória por 2 a 1.

“Sinceramente, antes do início da Copa do Mundo, eu confiava neste grupo e sabia que estaríamos pelo menos entre os quatro primeiros e acabamos chegando a mais uma final. Acho que são cinco seguidas, duas de Copa do Mundo seguidas, é impressionante”, disse Messi aos jornalistas em Atlanta.

“As pessoas tinham dúvidas porque estávamos levando os jogadores ao limite, mas esse grupo, quando se reúne, sempre dá um extra, os jogadores se inspiram uns nos outros e tiram o que não têm para dar o máximo”, acrescentou.

Além das duas finais consecutivas de Copa do Mundo no Catar e na América do Norte, o capitão argentino destacou os dois títulos da Copa América e a Finalíssima vencida contra a Itália, então campeã europeia.

A seleção argentina defenderá o título conquistado em 2022 no Catar e buscará sua quarta estrela neste domingo (19), contra a Espanha, no estádio de Nova Jersey.

“É uma seleção enorme, com jogadores fantásticos e com um uma filosofia de jogo que vem de muitos anos atrás”, disse o capitão argentino.

“Digo ao pessoal o mesmo que disse no Catar: aproveitem esse momento, chegamos a uma final de Mundial de novo, colocamos a Argentina de volta entre as duas melhores seleções, há quatro anos somos campeões e voltaremos a disputar uma final (...). Agora, que seja o que Deus quiser”, disse.

Messi destacou ainda que a vitória sobre a Inglaterra não foi apenas mais uma para a Argentina, após décadas de tensão política e rivalidade no futebol. “Embora fosse um jogo de futebol, quando entramos em campo e o hino soou, foram sensações especiais.”

“O grupo sentiu isso e sabíamos que não era apenas mais uma vitória, porque o povo argentino queria isso e nós também, e é uma loucura disputar duas finais de Copa do Mundo seguidas”, completou Messi.

Fonte: AG/BR

Final da Copa do Mundo 2026

Espanha leva juventude e Argentina aposta em Messi na decisão da Copa do Mundo de 2026; comentaristas veem equilíbrio na final e destacam pontos fortes

Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Round of 16 - Argentina v Egypt - Atlanta Stadium, Atlanta, Georgia, U.S. - July 7, 2026 Argentina's Lionel Messi celebrates scoring their second goal REUTERS/Carlos Barria
© Reuters/Carlos Barria/Proibida reprodução
Versão em áudio

O vencedor da Copa do Mundo 2026 será conhecido neste domingo (19), na partida entre Espanha e Argentina, às 16h, em Nova York. O jogo reunirá as duas seleções no topo do ranking da Federação Internacional de Futebol (Fifa), com estilos semelhantes, e eventuais erros no gramado podem definir o campeão.

Olhando os detalhes, porém, os comentaristas da TV Brasil (EBC) observam pontos fortes e fracos em cada equipe.

Bruno Mendes destaca que a seleção espanhola, a La Roja, é mais jovem, e isso pode ser uma vantagem, diante do calor registrado nas partidas nos Estados Unidos, onde será o jogo. Para o comentarista, apesar de o estádio em Nova York ser climatizado, o fator climático exige mais do físico dos jogadores.

"São dois times muito técnicos, mas a média de idade, talvez, faça essa diferença", analisou Mendes.

"Pode favorecer a Espanha ter um time mais jovem que, em tese, tem condições melhores de enfrentar o calor", disse. "A Argentina vem de desgastes grandes nas últimas partidas, com duas prorrogações e um jogo anterior apertado. A Espanha não", pontuou.

Por outro lado, a seleção argentina, além de jogadores mais experientes, tem Lionel Messi, o maior artilheiro da história das copas e o melhor jogador de futebol da atualidade. Ao criar lances, ele é o trunfo para a atual campeã vencer o bicampeonato e se tornar tetracampeã. O time venceu a Copa em 2022, no Catar.

"Messi é o responsável pelas principais jogadas, conhece bem o time e lidera", acrescentou a comentarista da TV Brasil, a historiadora Rachel Motta, lembrando da participação do jogador nos dois gols da vitória contra a Inglaterra. Ela identifica ainda outra vantagem do time, a "raça", que significa comprometimento e entrega até o apito final.

"Se nos basearmos nos números, será um confronto equilibrado", avalia Motta, lembrando que os dois times já se enfrentaram 14 vezes, sendo uma em copa, com seis vitórias para cada lado e dois empates.

“Mas a Argentina joga com raça, que é difícil de traduzir, por isso, é uma final em aberto", ponderou.

Se o vencedor for a Espanha, a equipe masculina igualará o feito da seleção feminina de futebol, atual campeã mundial, e se tornará bicampeã. A seleção masculina só ganhou a Copa uma vez, em 2010, quando venceu a Holanda por 1 x 0, na África do Sul.

Em campo, a Espanha contará com o jovem prodígio Lamine Yamal, que faz sua estreia na competição. Há dezoito anos, ele teve um primeiro encontro inusitado com a estrela albiceleste, Messi. O argentino, então com 19 anos, apareceu em uma fotografia para uma campanha beneficente dando banho em um bebê negro, que hoje é o artilheiro da Espanha Yamal.

Ganhando um time ou outro, o resultado se aproximará do ranking da Fifa, liderado pela Argentina, com a Espanha em segundo lugar. A seleção francesa e a Inglaterra, que disputam a terceira colocação, sábado, estão na terceira e quarta posição, respectivamente. "A zebra não chegou na fase final", brincou Motta.

Além da taça, no domingo, serão anunciados os prêmios individuais, de melhor jogador, o Bola de Ouro, Luva de Ouro, para o melhor goleiro e a Chuteira de Ouro para o artilheiro. Messi lidera essa categoria, por ter marcado oito gols. Kylian Mbappé, da França, está logo atrás e pode superar o argentino durante a disputa de terceiro lugar. A França entra em campo contra a Inglaterra, sábado, às 18h, em Miami.

Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Round of 32 - Spain v Austria - Los Angeles Stadium, Inglewood, California, U.S. - July 2, 2026 Spain's Pedro Porro celebrates scoring their second goal with Lamine Yamal and Pau Cubarsi REUTERS/Lisi Niesner
Seleção espanhola, a La Roja, é mais jovem, e isso pode ser uma vantagem, diante do calor registrado nas partidas nos Estados Unidos - Reuters/Lisi Niesner/Proibida reprodução

Maior Copa do Mundo

Com a partida final, em Nova York, chega ao fim a primeira Copa do Mundo realizada em três países — Estados Unidos, México e Canadá. O torneio ampliou o número de participantes para 48 seleções, permitindo a estreia de equipes como Cabo Verde, do goleiro Vozinha, que fez história ao parar o ataque da Espanha e não tomar nenhum gol da agora finalista.

Os jogos no mundial foram marcados pela organização defensiva aliada à eficiência. Tiveram vantagem os times que conseguiram controlar o passe de bola sem deixar de marcar, o que não foi o caso do Brasil, eliminado nas oitavas de final. Nesta edição, contra-ataques rápidos e bolas aéreas foram decisivas.

A próxima Copa será entre 08 de junho e 21 de julho de 2030 e celebrará o centenário da competição. Os jogos serão na Espanha, Portugal e no Marrocos, mas a América do Sul também receberá partidas, celebrando os 100 anos do Mundial. Uruguai, Argentina e Paraguai devem sediar as partidas iniciais do Mundial.

Copa feminina

Antes disso, em 2027, o Brasil recebe a Copa do Mundo Feminina de Futebol. Será a primeira vez do torneio na América do Sul que reunirá 32 seleções entre 24 de junho e 25 de julho. Os jogos serão em oito cidades: Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Porto Alegre,  Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo. 

Interessados já podem se cadastrar no site da Fifa para receber informações sobre ingressos, categorias e etapas da competição.

Messi e o craque espanhol Lamine Yamal estarão frente a frente hoje

Dezenove anos após "banho", Messi reencontra Yamal em final histórica; ídolo do Barcelona, argentino desafia Espanha, onde surgiu no futebol

Lionel Messi, Bebê, Yamal, Banho
© Joan Monfort/Unicef
Versão em áudio

A classificação de Argentina e Espanha à final da Copa do Mundo fez com que fotos de 2007, que viralizaram há dois anos, voltassem a repercutir.

No ensaio fotográfico, realizado para um calendário beneficente produzido pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) com o jornal espanhol Sport, uma jovem estrela do futebol chamada Lionel Messi, então com 20 anos, dava banho – ou tentava – em um bebê de cinco meses.

A família daquela criança residia em Mataró, na Catalunha, uma das comunidades autônomas da Espanha. A mãe, Sheila, nasceu em Guiné Equatorial. O pai, Mounir, é marroquino. Eles foram sorteados para que o menino participasse da ação.

Quase duas décadas se passaram até que uma publicação de Mounir nas redes sociais, em meio à Eurocopa de 2024, revelasse a identidade do neném na banheira: o craque espanhol Lamine Yamal.

Dezenove anos depois, os personagens daquele ensaio, registrado pelo fotógrafo Joan Monfort, estarão novamente frente a frente neste domingo (19), porém como adversários no maior jogo de futebol possível: uma final de Copa do Mundo.

O jogo será em Nova Jersey, nos Estados Unidos, a partir das 16h (horário de Brasília). 

Quando os destinos se cruzam

A história deles se cruza definitivamente após coincidências de carreira. Aos sete anos, Yamal foi levado ao Barcelona por Jordi Roura, então diretor de La Masia, como é conhecida a famosa academia de formação do clube.

O jovem acompanhou de perto a trajetória de Messi na base do time espanhol, para onde migrou aos 13 anos, levado por Carles Rexach, à época dirigente dos Blaugranas (azul-grená, na tradução do catalão, apelido da equipe).

Lionel Messi, da Argentina, comemora após a partida
15 de julho de 2026 IMAGN IMAGES via Reuters/Brett Davis
Lionel Messi, da Argentina, comemora mais uma classificação à final da Copa, após a vitória sobre a Inglaterra - Reuters/Brett Davis/Proibida reprodução

Ambos também pularam etapas e chegaram cedo à equipe principal do Barcelona e às respectivas seleções.

O argentino, aos 17 anos e três meses, estreou de maneira oficial no time adulto do Barça aos 38 minutos do segundo tempo de uma vitória por 1 a 0 sobre o Espanyol, em outubro de 2004, pelo Campeonato Espanhol. Messi substituiu o luso-brasileiro Deco, que marcou o gol do triunfo dos catalães.

A primeira vez com a camisa da Albiceleste (alviceleste, na tradução do espanhol, apelido da seleção argentina) foi aos 18 anos e um mês, em amistoso contra a Hungria, em 17 de agosto de 2005. A então jovem promessa entrou em campo aos 18 da etapa final, mas ficou apenas 47 segundos em campo. Tempo suficiente para acertar uma cotovelada no zagueiro Vilmos Vanczak e ser expulso.

Menos de um ano depois, porém, lá estava Messi na primeira das seis Copas do Mundo de sua carreira. A uma semana de completar 19 anos, o atacante foi a campo aos 30 do segundo tempo da vitória por 6 a 0 sobre Sérvia e Montenegro, no lugar de Maxi Rodríguez.

Ao contrário das outras estreias, o atacante desta vez balançou as redes, fechando o placar com o "gol um" dos 21 anotados em Mundiais, que o tornaram o maior artilheiro da história do evento.

Quando Yamal tinha 12 anos, uma reportagem do diário espanhol Marca o descreveu justamente como "uma cópia fiel" de Messi "em todos os aspectos: dribles, tabelas e finalizações". Ele, porém, é ainda mais precoce.

Na primeira vez no time principal do Barcelona, o atacante tinha somente 15 anos e nove meses quando foi a campo, em 29 de abril de 2023, na vitória por 4 a 0 sobre o Real Betis, pelo Espanhol. Curiosamente, assim como o argentino, o jovem estreou aos 38 minutos da etapa final.

Outra marca de Yamal foi se tornar, aos 16 anos e pouco mais de um mês, o titular mais novo da história do Barça, ao iniciar o duelo contra o Cádiz pela liga nacional, em 20 de agosto de 2023.

Em questão de dias, veio a convocação à equipe principal da Espanha pelo técnico Luis de la Fuente - com quem já tinha trabalhado nas seleções de base - seguida pelo primeiro gol, na goleada por 7 a 1 sobre a Geórgia, em 08 de setembro.

FILE PHOTO: Soccer Football - Euro 2024 - Quarter Final - Spain v Germany - Stuttgart Arena, Stuttgart, Germany - July 5, 2024 Spain's Lamine Yamal celebrates after Dani Olmo scores their first goal REUTERS/Heiko Becker/File Photo
Lamine Yamal, em 2024, comemora gol da seleção espanhola nas quartas de final do campeonato europeu sobre a Aleanha - Reuters/Heiko Becker/proibida reprodução

A Copa de deste ano é a primeira da joia catalã. Ao contrário de Messi, Yamal estreou em Mundiais já como titular e campeão europeu pela Fúria (apelido da seleção espanhola) em 2024.

O primeiro gol, que inaugurou o placar da vitória por 4 a 0 sobre a Arábia Saudita, pela segunda rodada da fase de grupos, fez dele o oitavo jogador mais jovem a balançar as redes na história do torneio, aos 18 anos e 357 dias, superando em duas semanas a marca do próprio camisa 10 argentino.

Uma "quase" dupla de ataque

O curioso é que os dois poderiam estar lado a lado nesta Copa. Em 2004, ainda desconhecido em seu país, Messi tinha 17 anos e já era monitorado para representar a Espanha na base.

O empresário Horácio Gaggioli, natural de Rosário, assim como o craque argentino, entregou uma fita com lances dele a Claudio Vivas, auxiliar do então treinador da Albiceleste, Marcelo Bielsa.

Na ocasião, se um jogador atuasse por uma seleção de base em um jogo oficial, competitivo ou amistoso, ele ficava impossibilitado de representar outra nação. Por isso, a Associação de Futebol Argentino (AFA) organizou, às pressas, uma partida entre as equipes sub-20 do país e do Paraguai. Os hermanos venceram por 8 a 0 e foi justamente Messi, vestindo a camisa 17, quem fez o último gol.

No ano seguinte, Messi liderou a Argentina ao título do Campeonato Mundial sub-20, na Holanda. Decisivo, balançou as redes nos quatro jogos das fases eliminatórias.

Entre as "vítimas", estiveram o Brasil nas semifinais (vitória por 2 a 1) e, ironicamente, a própria Espanha, que sofreu dois gols do craque no triunfo da Albiceleste por 3 a 1.

Se era o destino que Messi, de fato, vestisse a camisa argentina ao invés da espanhola, quis ele também que a despedida do camisa 10 em Copas do Mundo ocorresse justamente diante da Fúria e com Yamal – o bebê por ele "banhado" – do outro lado. Uma simbólica passagem de bastão para decidir o campeão deste Mundial de protagonistas.

Encantou mas não levou

Selação da França de 2026 reivindica lugar na memória; os Les Blues lutaram pelo 3º lugar da Copa do Mundo às 18h desse sábado contra a Inglaterra e perderam por 10 a 4

Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Quarter Final - France v Morocco - Boston Stadium, Foxborough, Massachusetts, U.S. - July 9, 2026 France's Kylian Mbappe celebrates scoring their first goal with Desire Doue and Michael Olise IMAGN IMAGES via Reuters/David Butler Ii
© Reuters/David Butler Li/proibida reprodução
Versão em áudio

A disputa pelo terceiro lugar da Copa do Mundo foi a chance de um prêmio de consolação pela glória que ficou pelo caminho. Para a França, que mediu forças com a Inglaterra às 18h (horário e Brasília) desse sábado (18), em Miami (Estados Unidos), podia representar a última pincelada numa obra que fascinou, mas não alcançou o patamar esperado. Tida como a equipe favorita ao título pelo que fez antes e durante o Mundial de 2026 - antes da semifinal com a Espanha - , a seleção francesa, em caso de vitória, podia sacramentar uma vaga no seleto grupo de times que marcaram uma edição de Copa mesmo sem conquistá-la.

Até o momento, a França tinha o segundo melhor ataque da competição, com 16 gols em sete partidas. A Argentina marcou 19, mas jogou duas prorrogações, ou seja, 60 minutos a mais. O craque francês Kylian Mbappé ainda dividia a artilharia dessa edição com Lionel Messi, com oito gols cada um. Além da artilharia desta e de todas as Copas (Messi tem 21 e Mbappé tinha 20 gols em Mundiais, respectivamente), o camisa 10 francês ainda lutava para ser o primeiro jogador desde o alemão Gerd Müller, em 1970, a marcar mais de oito vezes em um Mundial.

Nas estatísticas da Fifa, a França foi a equipe que mais finalizou (120 vezes, mesmo total da Espanha) e a que mais teve finalizações certeiras (50), ou seja, foi a que mais colocou os goleiros adversários para trabalharem. Até a semifinal, era o único time a vencer todos os seis jogos que disputou sem precisar de prorrogação em nenhum deles.

Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Quarter Final - France v Morocco - Boston Stadium, Foxborough, Massachusetts, U.S. - July 9, 2026 France's Kylian Mbappe celebrates scoring their first goal IMAGN IMAGES via Reuters/David Butler Ii
O craque francês Kylian Mbappé divide a artilharia                   desta edição com Lionel Messi, com oito gols cada um, e sonha luta para ser o primeiro jogador desde o alemão Gerd Müller, em 1970, a marcar mais de oito vezes em um Mundial - Reuters/David Butler Li/proibida reprodução

Cultuada como uma seleção com uma geração de talentos inigualáveis nos últimos três ciclos, a equipe comandada por Didier Deschamps tem no setor ofensivo uma combinação explosiva: Mbappé é considerado o melhor do time, Ousmane Dembélé amadureceu a ponto de ter sido escolhido o melhor jogador do mundo em 2025 - conquistou o prêmio Bola de Ouro e o The Best da Fifa - e Michael Olise surgiu, de forma arrebatadora, para ser um maestro, desde a sua estreia na França, há menos de dois anos.

Durante a Copa, o trio produziu diversos momentos memoráveis. Mbappé fez belos gols contra Senegal e Iraque, unindo quantidade e qualidade. Dembélé, ele próprio autor de cinco gols, fez um hat-trick (três gols em uma partida) contra a Noruega. Olise não marcou, mas anotou cinco assistências, um número superado apenas por Pelé em 1970. Ele esteve perto de marcar dois golaços, um de cobertura contra o Iraque e um de meia-bicicleta contra a Suécia, mas em ambos os lances acabou acertando uma das traves.

A curiosidade é que, nesta sequência de Copas com a França em evidência, a edição de 2026 teve o pior o resultado entre as três. Depois de duas finais, com um título e um vice, o atual time podia alcançar, no máximo, o terceiro lugar.

Hungria, Holanda e Brasil também já brilharam

O conceito de seleção que encantou durante uma Copa mas não venceu foi praticamente criado pela Hungria de 1954. Naquela Copa, liderada pelo lendário Ferenc Puskás, que hoje batiza o prêmio de gol mais bonito do ano da FIFA, a seleção húngara atropelou os adversários rumo à final. Um deles, inclusive, foi o Brasil, derrotado por 4 a 2 nas quartas de final da edição disputada na Suíça.

Na decisão, os húngaros acabaram derrotados pela mesma Alemanha Ocidental que humilharam na fase inicial. O primeiro duelo, disputado contra os reservas alemães, terminou com vitória por 8 a 3. Na final, a Hungria abriu 2 a 0 e sofreu a virada para terminar como vice com a derrota por 3 a 2. Até hoje, aquela seleção húngara, com incríveis 27 gols marcados em apenas cinco partidas, é o melhor ataque da história das Copas em uma mesma edição. A Argentina, melhor ataque da edição atual e que terá um inédito oitavo jogo à disposição na busca pelo troféu, terá que marcar oito gols na final contra a Espanha para igualar a performance da Hungria em 1954.

Copa do Mundo 1982, Zico , Júnior, seleção brasileira
Comandada pelo técnico Telê Santana, o escrete canarinho com Zico, Júnior (ambos na foto), Sócrates e Falcão, entre outros, faz parte do seleto grupo de seleções que encantaram o mundo, mas não levantaram a taça - imago sportfotodienst

Vinte anos depois daquela exibição, uma outra seleção europeia ganhou corações mas não o troféu. A Holanda teve sua geração de ouro, forjada principalmente pelo técnico Rinus Michels e o Ajax do início da década. O craque vestia a 14: Johan Cruijff comandou um time que, além de jogar bonito e marcar muitos gols (foram 15 naquela Copa), tinha um estilo diferente de jogar, que recebeu a alcunha de Laranja Mecânica, por funcionar perfeitamente em um esquema sem posições fixas em campo. Uma vitória por 2 a 0 contra o Brasil, que defendia o título, levou a Holanda à final contra os donos da casa da Alemanha Ocidental. Na decisão, após sair na frente, a equipe levou a virada e ficou com o segundo lugar. O país voltaria a ser vice-campeão na edição seguinte, novamente contra a seleção dona da casa, no caso a Argentina, mas já sem encantar tanto e sem Cruijff.

Em 1982, coube ao Brasil o papel de encher os olhos do público. O famoso time de Telê Santana proporcionava espetáculos e foi superando adversário por adversário, marcando gols em profusão, sendo algumas obras-primas. Depois de fazer 3 a 1 na Argentina de Maradona, que era a atual campeã, a seleção brasileira só precisava de um empate contra a Itália para avançar às semifinais. Mas uma dolorosa derrota por 3 a 2, com três gols do carrasco Paolo Rossi, representou o fim da linha para a equipe e uma frustração para uma legião de fãs que foram conquistados pelo time que tinha Falcão, Zico, Sócrates e Júnior, entre outros nomes. Mesmo fazendo dois jogos a menos que as equipes que avançaram, o Brasil ainda terminou aquela Copa com o melhor ataque, com 15 gols marcados em cinco partidas.

Disputa pelo terceiro lugar da Copa do Mundo de 2026

França e Inglaterra disputam terceiro lugar da Copa do Mundo 2026; a rivalidade histórica teve poucos capítulos em Copas do Mundo

Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Round of 32 - France v Sweden - New York New Jersey Stadium, East Rutherford, New Jersey, U.S. - June 30, 2026
France's Kylian Mbappe celebrates scoring their third goal IMAGN IMAGES via Reuters/Vincent Carchietta
© Reuters/Vincent Carchietta/Paul Childs/Arquivo/Proibida reprodução
Versão em áudio

França e Inglaterra entraram em campo nesse sábado (18) para decidir a terceira colocação da Copa do Mundo de 2026. A rivalidade entre os dois países atravessa séculos, sendo marcante para a história europeia – ainda que com poucos capítulos em termos de Copas do Mundo.

A batalha de ontem foi às 18h, em Miami, nos Estados Unidos. A partida reuniu duas seleções que chegaram ao torneio apontadas como favoritas ao título, mas acabaram eliminadas nas semifinais.

A França foi derrotada pela Espanha nas semifinais, enquanto a Inglaterra perdeu para a Argentina. Duas derrotas que colocaram frente a frente duas das maiores potências do futebol europeu que raramente se enfrentaram em Copas do Mundo.

Histórico em Copas do Mundo

  • 1966: Inglaterra 2 x 0 França
  • 1982: Inglaterra 3 x 1 França
  • 2022: França 2 x 1 Inglaterra

Antes da disputa pelo terceiro lugar de 2026, os dois países haviam se encontrado apenas três vezes na história da competição, que tem o Brasil como o maior ganhador com cinco títulos. O retrospecto favorecia a Inglaterra, com duas vitórias, contra uma da França.

O primeiro duelo ocorreu na fase de grupos da Copa de 1966, disputada na Inglaterra. Em Wembley, os anfitriões venceram por 2 a 0 – resultado que ajudou na campanha que terminaria com a conquista do único título mundial inglês.

Os países voltaram a se enfrentar em 1982, também na fase de grupos. Novamente a Inglaterra levou a melhor, vencendo Les Bleus (como os franceses são conhecidos) por 3 a 1.

A primeira vitória francesa veio apenas quarenta anos depois, durante as quartas de final da Copa do Mundo do Catar, em 2022. A França derrotou a Inglaterra por 2 a 1, garantindo vaga nas semifinais da competição.

Guerra dos Cem Anos

Assim, além da medalha de bronze, a partida em Miami representava, na verdade, o confronto esportivo mais importante da história entre estes dois países que são rivais seculares, protagonistas da história do Continente Europeu.

Uma rivalidade que vai muito além de campos de futebol, envolvendo os dois adversários da chamada Guerra dos Cem Anos (1337-1453), disputa travada pelo controle do trono francês e de territórios estratégicos.

Nos primeiros anos da guerra, os ingleses saíram na frente, com vitórias militares que possibilitaram a conquista de extensas áreas do território francês.

Na sequência, os franceses conseguiram se reorganizar e, em contra ataques, recuperaram territórios que estavam sob domínio inglês.

A partida começou a mudar quando entrou em campo Joana d'Arc. Sob sua liderança, tropas francesas obtiveram vitórias importantes em momentos decisivos como o levantamento do Cerco de Orléans (1429), considerado o ponto de virada da guerra, quando os franceses conseguiram romper o bloqueio inglês. 

A França, então, conseguiu se fortalecer, ampliando a resistência aos ataques ingleses.

A Guerra dos Cem Anos terminou com a vitória francesa, após a retomada de quase todos os territórios ocupados pelos ingleses, o que contribuiu para a atual configuração dos Estados europeus.

Terceiro lugar com mais gols na história dos Campeonatos Mundiais

Inglaterra leva terceiro lugar e Mbappé vira maior artilheiro das Copas; com seis gols no segundo tempo, ingleses batem França por 6 a 4

MIAMI GARDENS, FLORIDA - JULY 18: Players of England pose for the photo after receiving their third place medals following the 2026 FIFA World Cup bronze-final match between France and England at Miami Stadium in Miami Gardens, Florida, United States, on July 18, 2026. Jose Hernandez / AnadoluNo Use USA No use UK No use Canada No use France No use Japan No use Italy No use Australia No use Spain No use Belgium No use Korea No use South Africa No use Hong Kong No use New Zealand No use Turkey
© Reuters/Jose Hernandez/Proibida reprodução
Versão em áudio

O penúltimo jogo da Copa do Mundo foi daqueles inacreditáveis. Dez gols - um deles histórico e inúmeras oportunidades. Uma goleada que virou pandemônio.

O duelo em Miami (Estados Unidos) proporcionou entretenimento, principalmente na etapa final. A Inglaterra levou a melhor, venceu a França por 6 a 4 e garantiu lugar no pódio, naquela que foi a disputa de terceiro lugar com mais gols na história dos Mundiais, superando o triunfo francês sobre a Alemanha na Copa de 1958, na Suécia. 

Talvez o maior ganhador do dia, ao menos no individual, esteja do lado francês. O atacante Kylian Mbappé se isolou na artilharia desta Copa, com dez gols, e ultrapassou Lionel Messi como maior goleador da história do evento.

Com as duas bolas na rede deste sábado (18), ele chegou a 22 - uma a mais que o argentino - em três participações no mundial. Messi terá a final de domingo (19), contra a Espanha, em Nova Jersey (Estados Unidos), a partir das 16h (horário de Brasília), para tentar reassumir o posto.

Os ingleses tomaram um susto enorme. Abriram 4 a 0 no primeiro tempo, criando a expectativa de pelo menos repetirem a maior goleada dos confrontos de terceiro lugar, que foi o triunfo da Suécia sobre a Bulgária em 1994, também nos Estados Unidos. A etapa final, porém, teve incríveis seis gols e um quase empate francês, que deixou o torcedor em Miami de pé.

No fim, o 6 a 4 superou os nove gols do 6 a 3 aplicado justamente pela França em cima da Alemanha na Copa de 1958.

Mudou tudo

A disputa do terceiro lugar costuma ser uma partida com mais cara de amistoso do que propriamente uma decisão. Não à toa, as duas seleções foram a campo bem modificadas em relação às semifinais, ambas com sete mudanças na equipe.

Na França, a única alteração por questões físicas foi na zaga, com Maxence Lacroix no lugar do contundido Willian Saliba. Dos titulares na derrota para a Espanha, o técnico Didier Deschamps mandou a campo apenas o goleiro Mike Maignan, o volante Adrien Rabiot, o meia Michael Olise e Mbappé, na briga pela artilharia.

Do lado inglês, o zagueiro Marc Guehi, o lateral-direito Djed Spence, o volante Declan Rice e o meia Morgan Rogers foram os únicos titulares mantidos por Thomas Tuchel na comparação com a formação que perdeu da Argentina. O zagueiro Jarell Quansah, que cumpriu a suspensão de dois jogos pela expulsão contra o México, nas oitavas de final, retornou ao time, no lugar de John Stones.

Passeio inglês

Se a ideia era dar oportunidade a quem não teve tantos minutos na Copa, a Inglaterra claramente aproveitou melhor a proposta e não teve dificuldade para construir a goleada ainda no primeiro tempo. Demonstrando muito mais interesse pelo jogo que a França, os ingleses fizeram o primeiro aos dois minutos. O atacante Desiré Doué errou passe fácil pelo meio, Rice conduziu a bola sem ser ameaçado e chutou da entra da área, no canto esquerdo de Maignan.

Os Bleus (apelido da seleção francesa) sinalizaram uma reação aos dez minutos, em finalização do meia Rayan Cherki, na sobra de um desarme de Guehi em Mbappé, mas Dean Henderson, substituto de Jordan Pickford, defendeu. A resposta veio no lance seguinte, em gol do atacante Bukayo Saka, anulado por impedimento.

A superioridade inglesa se confirmou aos 17 minutos. Depois de cobrança de escanteio de Rice pela esquerda, Ezri Konsa, de cabeça, acertou outra vez o canto esquerdo do goleiro francês. A bola ainda triscou na trave antes de balançar as redes.

Mbappé até tentava alguma coisa do lado da França, mas foi a Inglaterra que marcou de novo. Dois minutos depois, Marcus Rashford foi lançado em contra-ataque pela esquerda. O atacante invadiu a área com liberdade e chutou em cima de Maignan. O rebote ficou com Saka, mas a batida explodiu em Lacroix. Na sobra, Rashford conseguiu tirar do goleiro dos Bleus e rolar para Saka, enfim, mandar para o gol.

E o camisa 7 inglês balançaria as redes mais uma vez. Aos 45, Saka recebeu do meia Eberechi Eze às costas da zaga e chutou no canto esquerdo de Maignan, transformando o placar em goleada.

Para a história

O atropelo fez com que Deschamps voltasse do intervalo com quatro alterações. Uma delas foi a entrada de Dayot Upamecano no lugar de Ibrahima Konate. E foi a partir de um desarme do zagueiro, na intermediária ofensiva, logo aos dois minutos, que Olise aproveitou e lançou Mbappé nas costas de Konsa. O camisa 10 chutou cruzado para recolocar a França no jogo.

Coube a outra novidade francesa para o segundo tempo diminuir mais um pouco a diferença no placar. Seis minutos depois, Mbappé lançou o atacante Bradley Barcola, que surpreendeu a marcação de Quansah e finalizou para vencer Henderson.

Em choque, a Inglaterra se viu acuada em meio à pressão dos Bleus. Olise, Upamecano e o atacante Ousmané Dembélé, outro titular que entrou na volta do intervalo, tiveram chances. E foi Dembélé que iniciou a jogada do terceiro. Aos 20 minutos, ele avançou pela esquerda e tocou para Olise, que deixou a bola passar e chegar em Mbappé. O camisa 10 tabelou com o companheiro e mandou para as redes. Gol dez nesta Copa e 22 na história dos Mundiais.

Aos 29, Olise pecou na finalização dentro da área, após jogada do lateral Malo Gusto pela esquerda. Aos 36, ele voltou a desperdiçar grande chance, desta vez por exagerar no lance individual depois de boa trama com Dembélé e Mbappé. Isso porque, um minuto antes, foi o meia Jude Bellingham, que tinha acabado de entrar, que exagerou no preciosismo ao demorar a chutar e finalizar em cima de Maignan.

Como se fosse uma punição a Olise pelas oportunidades perdidas, aos 39 minutos, Spence foi derrubado por Gusto na área. Saka cobrou a penalidade e marcou o terceiro dele na partida.

Alívio inglês? Que nada. Aos 50, Dembélé recebeu de Upamecano pela esquerda, invadiu a área, levou para a perna esquerda e fez o quarto da França. O pandemônio estava reinstalado para os dois minutos finais dos acréscimos. Até que, no último lance, Bellingham resolveu a vida da Inglaterra com um golaço. O meia driblou Lacroix, enganou Upamecano e chutou entre as pernas do zagueiro para definir o jogo em Miami.

quinta-feira, 16 de julho de 2026

“Rei do Ovo” de Princesa rejeita disputar suplência de senador

Convidado para ingressar na vida pública, empresário conhecido como o “Rei do Ovo” prioriza empresas e rejeita suplência do ex-ministro da Saúde Marcelo Queiroga


O empresário Rinaldo Medeiros, conhecido como o “Rei do Ovo” na Paraíba e proprietário da Granja Cascavel, decidiu não disputar as eleições deste ano como primeiro suplente do ex-ministro da Saúde Marcelo Queiroga (PL), pré-candidato ao Senado Federal.

Em nota divulgada nessa quarta-feira (15), Rinaldo afirmou que recebeu com honra o convite para integrar a chapa, mas optou por permanecer dedicado aos negócios e aos projetos de expansão das empresas que administra.

“Recebi com muita honra o convite para integrar a chapa do ex-ministro Dr. Marcelo Queiroga na disputa pelo Senado Federal. Após conversar com minha família e refletir com serenidade, decidi que este ainda não é o momento de ingressar na vida pública”, declarou.

Segundo o empresário, o momento atual exige sua dedicação integral às atividades empresariais. “Minhas empresas vivem uma fase de forte expansão, com projetos estratégicos que exigem minha dedicação integral e responsabilidade com centenas de colaboradores”, explicou.

Filiado ao PL e próximo ao grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro, Rinaldo Medeiros era apontado como um nome estratégico para aproximar a chapa de Marcel0 Queiroga do setor produtivo e do agronegócio paraibano.

Com a desistência, Marcelo Queiroga deverá buscar um novo nome para ocupar a primeira suplência na disputa pelo Senado.

Blog JURU EM DESTAQUE com PB Agora

Entenda quando falta de ar e cansaço pode ser insuficiência cardíaca

Cansaço extremo, falta de ar, inchaço e palpitações podem indicar dificuldade do coração para bombear sangue

A condição é crônica, exige acompanhamento médico e pode ter diferentes níveis de gravidade.

Falta de ar e cansaço? Entenda quando pode ser insuficiência cardíaca
© Shutterstock

A insuficiência cardíaca é uma condição crônica e grave que exige acompanhamento médico contínuo. Reconhecer os sintomas e conhecer os principais fatores de risco pode ajudar no diagnóstico precoce e no controle da doença. 

Segundo o SNS24, a insuficiência cardíaca ocorre quando o coração não consegue bombear sangue em quantidade suficiente para atender às necessidades do organismo ou quando apresenta dificuldade para relaxar e receber o sangue adequadamente.

Com isso, órgãos e tecidos podem deixar de receber o oxigênio e os nutrientes necessários para funcionar corretamente.

A doença pode ser classificada de acordo com a Fração de Ejeção do Ventrículo Esquerdo, medida obtida por exames de imagem que indica a capacidade do coração de impulsionar o sangue para o corpo.

Na insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida, esse índice fica abaixo de 40%, o que indica comprometimento importante da função de bombeamento. Quando o resultado varia entre 40% e 49%, a condição é considerada de fração de ejeção intermediária.

Já na insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada, o coração mantém a capacidade de bombeamento dentro dos níveis esperados, embora possa apresentar dificuldade para relaxar e se encher de sangue.

Entre os sinais que merecem atenção estão cansaço intenso, falta de ar, palpitações frequentes, inchaço nas pernas ou no abdômen, aumento da vontade de urinar durante a noite, tontura, desmaios e ganho de peso sem explicação.

A falta de ar também pode piorar ao deitar, levando a pessoa a precisar de mais travesseiros para dormir. A presença desses sintomas não confirma a doença, mas deve ser avaliada por um profissional de saúde.

Doenças das artérias coronárias, infarto e hipertensão estão entre os principais fatores de risco. Colesterol elevado, diabetes, obesidade, tabagismo, sedentarismo, histórico familiar de problemas cardíacos e alterações genéticas também podem aumentar a probabilidade de desenvolver a condição.

O tratamento varia conforme o tipo e a gravidade da insuficiência cardíaca. Mudanças na alimentação, prática de atividade física sob orientação, abandono do cigarro e uso correto dos medicamentos costumam fazer parte do cuidado.

Em alguns casos, podem ser necessários procedimentos como cateterismo ou implantação de dispositivos cardíacos. Quando a doença está em estágio avançado e não responde às demais opções, o transplante de coração pode ser considerado.

Blog JURU EM DESTAQUE com Notícias ao Minuto

Pix

Sistema de pagamento instantâneo desperta interesse de 47 países e Banco Central busca ampliar cooperação internacional

Foto: Reprodução/Agência Brasil
Foto: Reprodução/Agência Brasil

O Pix, sistema de pagamentos instantâneos criado pelo Banco Central (BC), já despertou o interesse de 47 países, segundo o presidente da instituição, Gabriel Galípolo. O objetivo é ampliar a troca de tecnologia com outros bancos centrais para incentivar a criação de sistemas semelhantes em diferentes partes do mundo.

A declaração foi dada nesta quinta-feira (16), durante uma coletiva de imprensa em que Galípolo defendeu o Pix como uma ferramenta de inclusão financeira e destacou características como gratuidade, segurança e rapidez nas transações.

“A gente vai seguir sempre fornecendo o Pix como algo gratuito, seguro e instantâneo e seguir na evolução técnica do Pix em cooperação com outros Bancos Centrais para que, cada vez mais, a população brasileira possa ter acesso a serviços financeiros de maneira mais segura, mais rápida e com maior inclusão financeira”, afirmou.

Segundo Galípolo, o Banco Central já firmou acordos de cooperação técnica com mais de 47 bancos centrais interessados em conhecer a tecnologia utilizada no sistema brasileiro de pagamentos.

“O Banco Central já assinou com mais de 47 outros bancos centrais termos de cooperação técnica para que o Banco Central possa transferir tecnologia e esses outros bancos centrais possam desenvolver o seu sistema de pagamento instantâneo também”, disse.

O presidente do BC citou que países como Estados Unidos, nações da Europa, China, Índia e Singapura já possuem ou estudam implementar sistemas de pagamento instantâneo.

Durante a coletiva, Galípolo também comentou críticas feitas pelo governo dos Estados Unidos ao Pix. O sistema brasileiro foi citado em uma investigação comercial norte-americana que apontou supostas barreiras a empresas estrangeiras do setor de pagamentos.

O presidente do Banco Central afirmou que o Pix trouxe benefícios ao mercado ao reduzir a dependência de meios tradicionais, como dinheiro em espécie e cheques.

“Quando a gente olha para as alternativas e o que aconteceu no mercado, quem perde espaço são os cheques e o dinheiro físico, o que é absolutamente desejável para todos”, declarou.

Criado em 2020, o Pix se consolidou como uma das principais formas de pagamento no Brasil, permitindo transferências e pagamentos instantâneos sem cobrança de tarifas para pessoas físicas. Para o Banco Central, a expansão da tecnologia para outros países pode contribuir para ampliar o acesso da população a serviços financeiros digitais.

Blog JURU EM DESTAQUE com Polêmica Paraíba - Beatriz Paulino

Luto no telejornalismo Brasileiro

Morre, aos 83 anos de idade, o jornalista Renato Machado; a causa da morte não foi informada

Renato Machado, referência do telejornalismo brasileiro, morre aos 83 anos no Rio. Foto: Renato_Machadooficial/ Instagram
© Renato_Machadooficial/ Instagram
Versão em áudio

Morreu nesta quinta-feira (16) o jornalista Renato Machado, aos 83 anos de idade, na Clínica São Vicente, na Gávea, zona sul do Rio de Janeiro. A causa da morte não foi informada. 

“A Clínica São Vicente lamenta o falecimento do jornalista Renato Machado na manhã desta quinta-feira e expressa suas condolências à família”, informou o hospital em comunicado.

O ex-apresentador do telejornal Bom Dia Brasil, na TV Globo, nasceu em 21 de março de 1943, no Rio de Janeiro, filho do médico e oficial do Exército Álvaro Dodsworth Machado e da secretária bilíngue português e francês, Fernanda Mattos Machado. Ele se formou em Direito na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro.

Segundo a emissora, foi ator, dublador de cinema e atuou no Teatro Oficina, em São Paulo. Em 1967, aprovado em um concurso da BBC, foi para Londres trabalhar com rádio. Voltou ao Rio de Janeiro dois anos depois e foi contratado como tradutor pelo Jornal do Brasil. Tornou-se repórter do periódico, onde permaneceu durante 14 anos, tendo assumido as funções de editor de Internacional.

Entrou como repórter no jornalismo da TV Globo em 1982. Experiente em assuntos internacionais, fluente em inglês e francês, o jornalista participou da cobertura da Guerra das Malvinas, em 1982, trabalhando do Rio de Janeiro e da Argentina.

Em 1983, Machado foi convidado para assumir uma vaga de correspondente no escritório de Londres, onde permaneceu por seis anos. Retornou ao Brasil como repórter especial em 1988.

Em 1990, Renato Machado deixou a TV Globo para ser o editor-chefe e apresentador do telejornal Noite e Dia, na TV Manchete.

Em 1991, o jornalista retornou à TV Globo como repórter especial. Nos cinco anos seguintes, cobriu a América Latina como enviado do Globo Repórter e do Jornal Nacional e participou, também, das coberturas do impeachment do presidente Fernando Collor (1992) e da morte do piloto Ayrton Senna (1994).

Em 1996, assumiu o posto de âncora e editor-chefe do Bom Dia Brasil. Foi um dos responsáveis pela reformulação do formato e da apresentação visual do telejornal. 

Inicialmente, Renato dividiu a bancada com Leilane Neurbath e, em seguida, com Renata Vasconcellos. Foram 15 anos à frente do Bom Dia Brasil.

Em setembro de 2011, afastou-se da bancada e retomou seu posto de correspondente da Globo em Londres. Nesse período, manteve uma coluna semanal no Jornal da Globo, intitulada Crônicas de Renato Machado, na qual abordava questões políticas.

Em janeiro de 2016, o jornalista retornou ao Rio de Janeiro como repórter especial do Globo Repórter. Também escreveu para jornais e revistas sobre vinhos, um de suas paixões, e colaborou com a rádio CBN. Em novembro de 2021, deixou a TV Globo.

Nabor revela novas alianças na Rainha da Borborema

Ex-prefeito Nabor Wanderley revela encontro com Romero Rodrigues e diz que novas alianças em Campina Grande serão construídas com diálogo

Foto: Reprodução das Redes Sociais / @pbtododia

O ex-prefeito de Patos e pré-candidato ao Senado, Nabor Wanderley (Republicanos), revelou nesta quarta-feira (15) que terá um encontro com o deputado federal Romero Rodrigues, em Campina Grande. A declaração foi dada durante agenda política no município, onde recebeu o apoio de dez vereadores de situação e oposição à sua pré-candidatura.

“Conversei com o Romero, vou fazer uma visita a ele hoje, que sofreu um acidente. O Romero, independentemente de qualquer coisa, é amigo da gente, foi prefeito de Campina Grande. Quando eu era prefeito de Patos, a gente sempre teve uma boa relação”, afirmou o ex-prefeito durante entrevista à rádio Correio 98 FM.

Ao comentar a construção de novas alianças na Rainha da Borborema, Nabor afirmou que o grupo já vem ampliando sua base de apoio e citou os deputados estaduais Tovar Correia Lima e Fábio Ramalho, ambos do MDB e integrantes da oposição estadual.

“Tovar já vo                    ta com a gente, eu agradeço muito. A gente construiu essa relação dentro da Assembleia Legislativa. Fábio Ramalho também já anunciou esse apoio em diversas regiões em que ele é votado aqui no compartimento da Borborema”, acrescentou.    

Questionado sobre uma eventual conversa com o prefeito Bruno Cunha Lima (União Brasil), o pré-candidato afirmou que esse diálogo ainda não ocorreu.

“Com o prefeito Bruno ainda não tive (conversa). Mas em Campina Grande, independente do apoio ou não, nós estamos prontos para ser um senador de Campina, um senador da Paraíba. Eu fui prefeito até pouco tempo e eu sei as dificuldades que os municípios passam. Se não tiver suporte de apoio, não consegue fazer as ações que precisa, principalmente em áreas prioritárias como saúde”, concluiu

Durante a agenda na Rainha da Borborema, Nabor recebeu o apoio de dez vereadores do município, entre parlamentares da base do prefeito Bruno Cunha Lima e do Governo do Estado.

Blog JURU EM DESTAQUE com PB Agora

Dono da Granja Cascavel é convidado para compor chapa ao Senado

Convidado por Marcelo Queiroga, empresário Rinaldo Medeiros anuncia que não entrará em disputa pelo Senado Federal: "Ainda não é o momento"

Convidado por Queiroga, Rinaldo Medeiros anuncia que não entrará em disputa pelo Senado: "Ainda não é o momento"

O empresário Rinaldo Medeiros, proprietário da Granja Cascavel, emitiu durante a tarde dessa quarta-feira (15), uma nota à imprensa sobre a disputa ao Senado Federal. No texto, ele afirma que recebeu com muita honra o convite para integrar a chapa do ex-ministro e pré-candidato ao Senado, Marcelo Queiroga (PL) para disputar o mesmo cargo, mas decidiu que este ainda não é o seu momento de ingressar na vida pública.

“Minhas empresas vivem uma fase de forte expansão, com projetos estratégicos que exigem minha dedicação integral e responsabilidade com centenas de colaboradores”, declarou Rinaldo em nota.

No texto, ele agradece pela confiança e lembrança do seu nome, destacando que continuará contribuindo com a Paraíba e o Brasil como empresário e cidadão, defendendo os valores que acredita: a família, a liberdade, a livre iniciativa, o respeito à Constituição e a responsabilidade com os recursos públicos.

“Este não é o momento da minha entrada na política, mas não descarto esse desafio no futuro, quando as circunstâncias permitirem”, concluiu.

Rinaldo Medeiros ampliou sua participação nas discussões políticas do Estado e chegou a ser apontado como um dos nomes para integrar uma chapa majoritária como suplente ao Senado junto com Marcelo Queiroga. Inclusive, no último sábado (11) foi realizada em Princesa Isabel uma reunião entre o empresário o senador e pré-candidato a governador, Efraim Filho (PL) e o deputado estadual Dr. Aledson Moura (PL). O encontro teve como pauta as articulações para as eleições de 2026.

Confira a nota

NOTA A IMPRENSA:

Blog JURU EM DESTAQUE com Polêmica Paraíba