quinta-feira, 16 de abril de 2026

Gilmar Mendes pede investigação contra senador Alessandro Vieira

Após pedido de indiciamento de ministros do STF feito por Alesssandro Vieira, Gilmar Mendes pede à Procuradoria-Geral da República que o senador responda pelo crime de abuso de autoridade

Mendes pede à PGR investigação contra senador Alessandro Vieira
© Pedro França / Agência Senado

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu nesta quarta-feira (15) à Procuradoria-Geral da República (PGR) a abertura de investigação contra o senador Alessandro Vieira (MDB-SE). 

A medida foi tomada um dia após o senador pedir o indiciamento de Mendes, dos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet, pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado do Senado. A acusação era de que os ministros teriam envolvimento com o caso do Banco Master. 

Mendes pede ao procurador-geral que o parlamentar responda pelo crime de abuso de autoridade. 

“Sendo certo o desvio de finalidade praticado pelo Senador Relator da CPI do Crime Organizado e a potencial incidência de sua conduta nos tipos penais descritos na Lei 13.869/2019 e em outros marcos repressivos criminais, requer-se a apuração destes acontecimentos e a adoção das medidas cabíveis”, solicitou Mendes.

Gilmar Mendes disse que a CPI foi criada para investigar ações do crime organizado, mas Alessandro Vieira, relator da comissão, realizou o "indevido indiciamento" dos ministros.

Segundo Gilnar Mendes, o indiciamento foi solicitado após a Corte conceder habeas corpus contra quebras de sigilo e facultar o comparecimento de investigados para prestar depoimento, adentrando nas atribuições do Poder Judiciário.

O ministro também ressaltou que o pedido de indiciamento dos ministros não foi aprovado pela CPI.

"O claro desvio de finalidade enveredado pelo relator da CPI do Crime Organizado não encontrou guarida sequer entre os seus pares, que deliberadamente optaram por não aprovar o texto de endereçamento final por ele sugerido", completou. 

A Agência Brasil entrou em contato com a assessoria de imprensa do senador e aguarda retorno. O espaço está aberto para manifestação.

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quarta-feira, 15 de abril de 2026

Câmara de Vereadores de Juru tem contas bloqueadas

SITUAÇÃO GRAVE: Câmara Municipal de Juru, no Sertão da Paraíba, tem contas bloqueadas após não prestar contas do exercício de 2025

A Câmara Municipal de Juru entrou no radar do Tribunal de Contas do Estado da Paraíba após ter as contas bancárias bloqueadas por falta de prestação de contas referente ao exercício de 2025. A medida foi comunicada pelo próprio presidente do TCE-PB durante sessão do Tribunal Pleno e revela uma situação grave: o Legislativo municipal deixou de encaminhar uma obrigação básica de transparência e controle. 

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De acordo com o registro oficial da sessão, o bloqueio não atingiu apenas prefeituras. No caso de Juru, a penalidade foi aplicada especificamente porque a Câmara de Vereadores não remeteu a Prestação de Contas do exercício de 2025. Não se trata, portanto, de mero atraso burocrático sem consequência. O gesto do TCE é duro e tem peso institucional, porque atinge diretamente a movimentação financeira do órgão. 

O BC1, o Blog do Clilson, apurou que a decisão expõe um problema que vai além do papel. Quando uma câmara municipal deixa de prestar contas, o que fica comprometido não é apenas uma formalidade junto ao Tribunal. Fica atingido o dever de transparência sobre como o dinheiro público foi usado, quais despesas foram realizadas e de que forma a estrutura do Legislativo operou ao longo do ano. É justamente por isso que o bloqueio de contas aparece como uma medida extrema: ele funciona como recado e pressão ao mesmo tempo.

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Ex-governadores da Paraíba, antes aliados, entram em conflito

ACORDO DO HOTEL MELIÁ: João Azevêdo vai acionar Ricardo Coutinho na Justiça por insinuações de suposto acordo envolvendo a Operação Calvário

Foto: Reprodução/Redes Sociais
Foto: Reprodução/Redes Sociais

O ex-governador João Azevêdo (PSB) deve acionar judicialmente o também ex-governador Ricardo Coutinho (PT) após declarações feitas durante entrevista ao Ninja Cast. Na ocasião, Ricardo insinuou a existência de um suposto acordo com o Ministério Público para se livrar de acusações no âmbito da Operação Calvário e, consequentemente, incriminar João Azevêdo.

Segundo Ricardo Coutinho, o alegado entendimento teria ocorrido em Brasília, durante um encontro reservado no Hotel Meliá.

A informação foi divulgada nesta quarta-feira (15) durante o programa Arapuan Verdade, da Rádio Arapuan FM, em João Pessoa.

Na última segunda-feira (13), em entrevista ao programa Frente a Frente, da TV Arapuan, João Azevêdo rechaçou de forma veemente as declarações de Ricardo Coutinho e classificou a fala como uma tentativa de transformar uma mentira em verdade. Durante a entrevista, João Azevêdo afirmou que as acusações são graves, especialmente por colocarem em dúvida a atuação do Ministério Público da Paraíba (MPPB).

“Na verdade, o nazismo ensinava que uma mentira dita 100 vezes se tornava verdade. Na verdade, ela jamais se tornará verdade. Ela apenas cria a falsa impressão e de você tanto ouvir que começa a ficar normal e, a partir do fato de você normalizar, você começa, de certa forma, a achar que aquilo é verdade. Eu nunca, nunca fiz acordo nenhum. Aliás, eu fui alvo de investigação também, todo mundo sabe, a Paraíba sabe. Eu fui alvo de investigação, passaram três, quatro, cinco anos, sei lá quantos anos, me investigando, viraram a minha vida pelo avesso. O processo foi arquivado pelo STJ, pelo Tribunal de Justiça, pelo Ministério Público. Eu não tenho nada com isso e é uma ofensa muito grande ele dizer isso do Ministério Público”, destacou João Azevêdo.

Blog JURU EM DESTAQUE com Polêmica Paraíba - Carlos Germano

Operação revela infiltração do crime organizado em prefeitura paraibana

Investigação aponta, com riqueza de detalhes, esquema de R$ 273 milhões com infiltração criminosa na máquina pública de Cabedelo, na Paraíba

O organograma da Operação Cítrico revela, com riqueza de detalhes, o que investigadores classificam como uma engrenagem sofisticada de infiltração do crime organizado dentro da administração pública de Cabedelo.

De acordo com o que foi apurado pela redação do BC1, o esquema revelado pelo GAECO do Ministério Público da Paraíba, PF e CGU, teria girado em torno de um consórcio empresarial liderado pela empresa Lemon Terceirização, apontada como eixo central de movimentação de recursos públicos (mais de R$ 273,4 milhões em contratos).

A empresa Lemon Terceirização aparece como um nó de corrupção em Cabedelo/PB. O esquema converteu recursos públicos em financiamento para facção “Tropa do Amigão”.

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O coração do esquema

Os dados indicam que:

  • R$ 243,4 milhões foram movimentados pela Lemon Terceirização
  • Outros R$ 30 milhões passaram por empresas de mão de obra ligadas ao grupo

Segundo a investigação, essas empresas funcionariam como braço logístico e financeiro, sustentando uma estrutura que ia além da prestação de serviço: operava como canal de escoamento de dinheiro público. Como o esquema funcionava

O modelo, segundo o organograma, seguia uma lógica de dominação: 

Loteamento da máquina pública

Cargos e contratos eram distribuídos mediante influência territorial e apoio armado em comunidades.

Licitações direcionadas

Editais com cláusulas restritivas eliminavam concorrentes e garantiam contratos ao grupo investigado.

“Indicação FTK”

Documentos oficiais traziam anotações explícitas de indicações feitas por lideranças criminosas — um elo direto entre o crime e decisões administrativas

Dinheiro vivo e “folha paralela”

Outro ponto que chama atenção é a operacionalização financeira:

  • Existência de uma “folha paralela”, com pagamentos em espécie a lideranças criminosas
  • Saques superiores a R$ 2,1 milhões, feitos em caixas eletrônicos e lotéricas, para dificultar o rastreamento

O que está por trás

O organograma aponta que o esquema não se limitava a corrupção administrativa. A investigação sugere que recursos públicos podem ter sido usados para:

  • Financiar facção criminosa
  • Garantir controle territorial
  • Manter influência política e institucional

Na prática, o que se desenha é um modelo onde contratos públicos teriam sido utilizados como instrumento de poder — político, financeiro e, segundo a apuração, até criminal.

O caso segue sob investigação da Polícia Federal, Ministério Público e órgãos de controle.

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Mais um prefeito declara apoio à reeleição de Lucas Ribeiro

Prefeito do município de Juripiranga anuncia apoio à pre-candidatura à reeleição de Lucas Ribeiro ao Governo da Paraíba

DISPUTA AO GOVERNO: Prefeito de Juripiranga anuncia apoio à reeleição de Lucas Ribeiro

O Prefeito de Juripiranga, Tom Maroja (PSDB), anunciou apoio à pré-candidatura à reeleição do governador Lucas Ribeiro (Progressistas).

Ao declarar apoio, o gestor destacou o início da gestão de Lucas e a confiança na condução do governo.

“Estamos aqui com o governador Lucas, que assumiu há pouco e já está dando uma demonstração de trabalho. Não tenho dúvida que você vai ser um grande governador. Vim aqui justamente para fecharmos essa parceria de trabalho, de luta, por Juripiranga e pelo estado da Paraíba”, afirmou.

Fonte: Parlamento PB - Créditos: Polêmica Paraíba - Vitor Azevêdo

Crise sem fim em Cabedelo, na Paraíba

Arquivo jurídico sugere intervenção estadual no município de Cabedelo, na Paraíba, para restaurar moralidade administrativa

Foto: portodecabedelo.pb.gov.br/

Um artigo assinado pelo advogado João Ágrima de Menezes Chaves (OAB/PB 13.541) reacendeu o debate sobre a possibilidade de intervenção estadual no município de Cabedelo, diante do atual cenário político-administrativo marcado por instabilidade e sucessivos afastamentos de gestores.

No texto, intitulado “Intervenção Estadual e a Tutela da Probidade: Uma Análise sobre a Crise Institucional no Município de Cabedelo/PB”, o autor discute os fundamentos constitucionais que permitem a medida, destacando que a autonomia municipal pode ser relativizada em situações excepcionais, especialmente quando há indícios de comprometimento da ordem institucional e da moralidade administrativa.

Segundo João Ágrima, a crise em Cabedelo não se resume a irregularidades administrativas, mas ao fenômeno da “captura institucional”, em que a máquina pública teria sido instrumentalizada para fins ilícitos. Nesse contexto, a intervenção seria um mecanismo para assegurar a moralidade administrativa e restaurar o funcionamento regular das instituições.

O advogado cita o artigo 35 da Constituição Federal e o artigo 15 da Constituição da Paraíba como base legal para a medida, ressaltando que a intervenção deve ser temporária e proporcional, limitada ao tempo necessário para afastar agentes contaminados e reestruturar os processos administrativos.

O procedimento, conforme descrito, dependeria de representação do Procurador-Geral de Justiça junto ao Tribunal de Justiça da Paraíba. Caso fosse julgada procedente, caberia ao governador expedir o decreto interventivo, nomeando um interventor para conduzir a administração municipal até a normalização da ordem institucional.

Na conclusão, João Ágrima afirma que o cenário de Cabedelo apresenta contornos que “autorizam e, sob certo ângulo, impõem a intervenção estadual”, defendendo que a medida seria um “remédio constitucional” para garantir que a autonomia municipal volte a servir ao cidadão.

Confira na íntegra:

INTERVENÇÃO ESTADUAL E A TUTELA DA PROBIDADE: UMA ANÁLISE SOBRE A CRISE INSTITUCIONAL NO MUNICÍPIO DE CABEDELO/PB

João Ágrima de Menezes Chaves

Advogado – OAB/PB 13.541

RESUMO

O presente estudo analisa a viabilidade e a necessidade da intervenção estadual no Município de Cabedelo/PB como instrumento de salvaguarda da ordem constitucional.

Diante de um cenário de instabilidade administrativa recorrente e indícios de captura da máquina pública por organizações criminosas, discute-se a mitigação excepcional da autonomia municipal à luz do art. 35 da Constituição Federal e do art. 15 da Constituição do Estado da Paraíba.

O objetivo é demonstrar que a intervenção, quando balizada pelo controle jurisdicional, atua como mecanismo de restauração da moralidade administrativa e do regime democrático.

INTRODUÇÃO

A autonomia municipal, princípio estruturante da Federação Brasileira (arts. 1º e 18, CF/88), não possui natureza absoluta.

Ela encontra limites intransponíveis no respeito aos preceitos fundamentais e na higidez das instituições.

Quando o ente local demonstra incapacidade crônica de autorregeneração diante de crises sistêmicas, a Constituição Federal prevê a intervenção como medida de sacrifício temporário da autonomia para a preservação do todo.

No Município de Cabedelo, a sucessão de eventos de instabilidade político-jurídica demanda uma análise técnica sobre o esgotamento dos mecanismos locais de controle e a necessidade de atuação do Estado-membro.

O ARCABOUÇO NORMATIVO: ART. 35 DA CF/88 E SIMETRIA ESTADUAL

A intervenção estadual em municípios é regida pelo princípio da taxatividade.

No contexto de Cabedelo, a fundamentação jurídica repousa no art. 35, inciso IV, da Constituição Federal, devidamente simetrizado no art. 15, inciso IV, da Constituição do Estado da Paraíba.

Diferente das hipóteses de intervenção por inadimplência financeira ou falta de prestação de contas, a intervenção motivada pela “observância de princípios indicados na Constituição Estadual” possui natureza predominantemente política e ética.

Trata-se da tutela dos princípios sensíveis que, uma vez violados, autorizam o Tribunal de Justiça a prover representação para restaurar a normalidade.

A CAPTURA INSTITUCIONAL PELA CRIMINALIDADE ESTRUTURAL

O ponto nodal da crise em Cabedelo não reside em meras irregularidades administrativas, mas no fenômeno da captura institucional.

Investigações judiciais e o histórico de afastamentos sugerem que a administração pública foi instrumentalizada para fins ilícitos, comprometendo a independência dos poderes locais.

Nesse diapasão, a intervenção justifica-se para assegurar a Moralidade Administrativa (art. 37, caput, CF/88).

Quando o comando do Executivo ou a fiscalização do Legislativo se tornam reféns de interesses de organizações criminosas, ocorre a ruptura do Estado de Direito em âmbito local, exigindo a “mão forte” do ente federativo superior para o saneamento das instituições.

O PROCEDIMENTO DA REPRESENTAÇÃO INTERVENTIVA

A legitimidade para a restauração da ordem em Cabedelo exige um rito jurisdicional rigoroso, afastando o risco de perseguição política:

Iniciativa:

Representação do Procurador-Geral de Justiça (PGJ) perante o Tribunal de Justiça da Paraíba.

Julgamento:

Compete ao TJPB, em decisão colegiada, verificar se há violação qualificada aos princípios constitucionais ou descumprimento de decisões judiciais.

Execução:

Uma vez julgada procedente a representação, o Governador do Estado deve expedir o decreto interventivo. Neste caso, o ato é vinculado, e o decreto apenas formaliza a decisão judicial, nomeando o interventor.

TEMPORARIEDADE E PROPORCIONALIDADE

A intervenção é medida de ultima ratio. Sua aplicação deve observar o princípio da proporcionalidade, limitando-se ao tempo necessário para o afastamento dos agentes contaminados e a reestruturação dos processos administrativos.

Não se trata de substituir a soberania popular, mas de limpar o terreno para que o processo democrático volte a ocorrer de forma livre e proba.

CONCLUSÃO

O cenário de Cabedelo/PB apresenta contornos que autorizam e, sob certo ângulo, impõem a intervenção estadual fundamentada no art. 35, IV, da CF/88.

A omissão das instâncias de controle estadual diante de uma captura institucional sistêmica equivale à anuência com a degradação da federação.

A intervenção é o remédio constitucional para garantir que a autonomia municipal volte a servir ao seu único dono legítimo: o cidadão.

João Pessoa, 14 de abril de 2026.

João Ágrima de Menezes Chaves

OAB PB 13.541

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Votação da PEC do fim da escala 6x1 é adiada

Pedido de vista adia votação da PEC do fim da escala 6x1 na CCJ da Câmara dos Deputados; o relator votou pela constitucionalidade da redução da jornada

Brasília-DF – 15/04/2026 – Reunião da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara para leitura do relatório do deputado Paulo Azi da proposta de emenda à Constituição (PEC 221/2019) que reduz a jornada de trabalho a 36 horas. A oposição pediu vistas. Foto: Lula Marques/ Agência Brasil.
© Lula Marques/Agência Brasil
Versão em áudio

Um pedido de vista coletivo feito pelas lideranças do PSDB e do PL na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados adiou, nesta quarta-feira (15), a votação sobre a constitucionalidade da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221 de 2019, que acaba com a escala de seis dias de trabalho por um de descanso (6x1).

Temendo atrasos nessa votação, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou ao Congresso, na terça-feira (14), um projeto de lei (PL) com urgência constitucional para acabar com a escala 6x1 e reduzir a jornada de 44 para 40 horas semanais. O PL com urgência precisa ser votado em até 45 dias ou tranca a pauta do plenário da Câmara.

Na sessão de hoje da CCJ, o relator da PEC na CCJ, deputado Paulo Azi (União-BA), votou pela admissibilidade do texto, ou seja, deu parecer no sentido de que a redução da jornada é constitucional. Além do fim da escala 6x1, a PEC prevê reduzir a jornada das atuais 44  para 36 horas semanais em um prazo de dez anos.

O parecer do deputado Azi ainda precisa ser aprovado pela maioria da CCJ. Os deputados Lucas Redecker (PSDB-RS) e a Bia Kicis (PL-DF) pediram vista para ter mais tempo para analisar o tema.

“[O parecer do relator] foi protocolado pela manhã e o relator aqui, habilmente, leu todo o parecer na íntegra, porém, eu e outros deputados temos o interesse de ler minuciosamente em virtude desse parecer e desse texto serem um tema sensível. É prudente nós termos um prazo de debate nesse pedido de vista”, disse Redecker.

O parlamentar gaúcho ainda criticou o fato de o presidente Lula ter enviado um PL com urgência constitucional para a Casa, o que, segundo ele, “enterra a discussão da PEC”.

“Pelo nosso regimento interno, temos até um prazo de 40 sessões [do plenário da Câmara] para debater uma [PEC na] comissão especial. O prazo que o governo protocolou o regime de urgência será até 45 dias. No dia de hoje, 44 dias. Ou seja, não se vencerá o tempo hábil de debater, na comissão especial, o prazo dessas PECs”, completou.

O deputado Rubens Pereira Júnior (PT-MA) rebateu que o PL do governo apenas antecipa um projeto que depois poderá ser colocado na Constituição por meio da PEC em tramitação na Câmara.

“Um projeto não prejudica o outro. Pelo contrário, ajuda, fortalece. O projeto foi encaminhado pelo presidente Lula por um motivo especial: líderes da oposição afirmaram publicamente que iriam obstruir a tramitação da PEC. O objetivo, segundo eles, é não deixar isso votar”, disse.

Os presidentes do PL, Valdemar Costa Neto, e do União Brasil, Antônio Rueda, prometeram trabalhar para não deixar votar o fim da escala 6x1. A fala ocorreu em um encontro com empresários em São Paulo, em fevereiro. Juntos, os dois partidos somam 139 dos 513 deputados da Casa.

A PEC em tramitação na CCJ é de autoria do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), mas a proposta foi apensada à PEC de autoria da deputada Erika Hilton (PSOL-SP), que defendeu a admissibilidade do texto na comissão.

“Que os patrões possam entender que não há produtividade, não há economia, com o trabalhador adoecido, com o trabalhador esgotado, com o trabalhador exausto. Esta matéria é por mais tempo de descanso, mas ela também é por qualidade de vida”, disse Erika.

Não houve falas contra o mérito do projeto na sessão da CCJ desta quarta-feira até o fechamento desta reportagem.

A admissibilidade

O relator Paulo Azi defendeu a admissibilidade da PEC 221, ou seja, rejeitou os argumentos que defendiam que a proposta seria inconstitucional devido, entre outros motivos, ao impacto econômico que a medida poderia causar, o que violaria a autonomia financeira dos estados e municípios.

“Não há necessidade de previsão de estimativa do impacto orçamentário ou financeiro, pois a determinação constante do Artigo 113 do ADCT [Ato das Disposições Constitucionais Transitórias] não atinge as PECs”, afirmou.

Azi acrescentou que ainda há a possibilidade de “serem discutidas e avaliadas medidas de contenção do impacto sobre estados e municípios quando da discussão do mérito, oportunidade em que poderão ser articuladas formas de compensação econômica”.

Sobre o argumento de que a medida constituiria restrição excessiva da negociação coletiva entre patrões e empregados, defendendo que a escala seja definida por meio dessas negociações, o deputado destacou a assimetria de poder entre as partes.

“Verifica-se uma assimetria de poder na relação entre capital e trabalho, o que se agrava com a fragilidade financeira de muitos sindicatos. Esse estado de coisas evidencia que a simples autonomia negocial coletiva dos agentes do mercado de trabalho é insuficiente para promover avanços na temática da redução da jornada e da escala de trabalho”, escreveu Azi no relatório.

Saiba mais informações no Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil

Blog JURU EM DESTAQUE com Agência Brasil - Edição: Juliana Andrade - Lucas Pordeus León (Repórter da Agência Brasil)

Prefeito de Tavares viabiliza calçamento de ruas e asfalto que liga a cidade ao povoado Silvestre

Coco de Odálio cumpre agenda no DER e discute pavimentação asfáltica que ligará Tavares ao povoado Silvestre, além de calçamento de mais de 40 ruas na zona urbana

O prefeito de Tavares, no Sertão da Paraíba, Genildo José da Silva (Coco de Odálio) esteve em João Pessoa, nessa terça-feira (14), onde participou de uma reunião no Departamento de Estradas de Rodagem (DER), para discutir importantes projetos para o município.

A reunião contou com a participação do deputado estadual Wilson Santiago Filho e também com a presença d0 secretário de Infraestrutura do Estado.

Entre as demandas discutidas para Tavares, destaca-se o andamento da obra de pavimentação asfáltica que vai ligar a cidade ao povoado Silvestre, na zona rural do município. A iniciativa é considerada estratégica para melhorar a mobilidade, facilitar o acesso da população e impulsionar o desenvolvimento da região.

Além disso, também entrou na pauta o calçamento de mais de 40 ruas na zona urbana, uma reivindicação antiga da população e que deve trazer mais qualidade de vida, infraestrutura e valorização para os moradores da cidade.

De acordo com o prefeito Coco de Odálio, o compromisso da gestão é continuar buscando parcerias e investimentos que garantam avanços concretos para Tavares.

“Esse é o nosso trabalho, buscar e fazer acontecer. Porque o progresso de Tavares não pode parare”, destacou.

Blog JURU EM DESTAQUE com Blog do Djacir Pereira

Vereador volta a anunciar rompimento com a prefeita de Juru

Em anúncio de um rompimento político 'requentado', o vereador Wanderley Rodrigues tenta viabilizar uma candidatura a prefeito natimorta

Para quem conhece o histórico político do vereador Wanderley Rodrigues, não foi nenhuma surpresa o rompimento com a prefeita de Juru-PB, Solange Félix, anunciado pelo próprio parlamentar no final do ano passado - e agora veiculado mais uma vez por ele nas redes sociais.

Numa retrospectiva da carreira política de Wanderley, voltemos a 2004, em sua primeira tentativa de se eleger para a Câmara Municipal. Naquele ano, ele saiu candidato pelo PP, partido que tinha o empresário Milton Miguel candidato a prefeito e Joel vice. Foi também o seu primeiro insucesso político, numa eleição onde ele pedia votos para o adversário do candidato a prefeito do seu próprio partido.

Na eleição seguinte, em 2008, já tendo aderido para Dr. Toinho, Wanderley se candidatou a vereador novamente e sofreu sua segunda derrota. Já em 2012, após aderir para Luis Galvão, que era o candidato adversario do então prefeito Dr. Toinho, ele conseguiu se eleger vereador pela primeira vez. Naquela eleição, Luis Galvão havia vencido Silvino, candidato apoiado por Dr. Toinho. 

Em 2016, Wanderley já havia rompido com Luis Galvão, de quem foi líder na Câmara, quando decidiu apoiar Leôncio de Guabiraba para prefeito e não conseguiu se reeleger, sendo essa a sua terceira derrota. Mas, como primeiro suplente, assumiu a vaga do vereador Diassis Lucas, que havia morrido em um acidente de moto.

No pleito municipal de 2020, que tinha o empresário Leôncio novamente candidato a prefeito da oposição, Wanderley emplacou o nome da esposa como vice do filho de Guabiraba e se elegeu na última vaga aberta pela coligação do Avante, que perdeu para Solange Félix por uma diferença de 1.283 votos. Antes da diplomação dos eleitos, porém, o irrequieto vereador não pensou duas vezes para aderir à prefeita eleita. 

Em 2024, quando muitos consideravam que Wanderley teria uma reeleição difícil por conta do histórico de infidelidade, o providencial 'empurrão' da prefeita Solange foi fundamental para que ele fosse o terceiro vereador  mais votado naquele pleito. Além do mais, contrariando a vontade de outros vereadores aliados, a prefeita contribuiu sobremaneira para o eleger presidente da Câmara para o primeiro biênio da atual legislatura que finda em dezembro.

Com essa 'ficha corrida' política, o presidente da Câmara volta a anunciar o rompimento com a prefeita e se autointitula líder da oposição em Juru, além de convidar todos  para ouvirem uma "entrevista importante" que concederá no dia 18 de março.

- Não seria no dia 18 de abril não, vereador? - é a pergunta que se faz.

Concluindo: na análise do Blog JURU EM DESTAQUE, não será fácil para o vereador Wanderley encontrar explicações que justifiquem o rompimento que ele insiste em anunciar e, por motivos óbvios, não logrará êxito em levar adiante uma candidatura a prefeito que já nasce morta.

terça-feira, 14 de abril de 2026

Facção criminosa ligada ao “Comando Vermelho” operava dentro da prefeitura de Cabedelo

Operação da Polícia Federal que apura suposto esquema entre facção e gestão em Cabedelo foi autorizada pelo Tribunal de Justiça da Paraíba

Foto: Ednaldo Araújo

Uma decisão do Tribunal de Justiça da Paraíba autorizou uma série de medidas cautelares contra agentes públicos, empresários e outros envolvidos em um suposto esquema que teria operado dentro da estrutura da prefeitura de Cabedelo, na Região Metropolitana de João Pessoa.

A determinação, assinada pelo desembargador Ricardo Vital de Almeida, atendeu a pedido do Ministério Público da Paraíba e da Polícia Federal. Entre as determinações estão mandados de busca e apreensão, afastamento de servidores de suas funções, proibição de acesso a prédios públicos e restrição de contato entre os citados no processo.

O objetivo das diligências de inteligência iniciais foi poder mapear a atuação, a estrutura e o funcionamento de um grupo que, supostamente, uniu agentes políticos, servidores públicos, empresários e integrantes de uma facção criminosa autodenominada “Tropa do Amigão”, a qual constitui uma ramificação da organização nacionalmente conhecida por “Comando Vermelho”.

A partir da documentação apresentada na petição inicial e dos elementos colacionados aos autos, sugere-se que a estrutura administrativa da prefeitura e da Câmara Municipal de Cabedelo teria sido convertida em um instrumento logístico e financeiro do crime organizado. Os elementos colhidos nesta fase inicial indicam que o controle territorial armado em comunidades carentes do município, com seu uso financeiro e político, era garantido mediante um sistema de troca por contratações direcionadas no poder público, utilizando, para tanto, empresas terceirizadas.

O foco da apuração recai sobre possíveis fraudes sucessivas em procedimentos licitatórios, especialmente os Pregões Eletrônicos nº 112/2024 e nº 97/2025, bem como na execução do Contrato nº 02/2020 e seus inúmeros aditivos. Segundo os requerentes, a burla à legislação de licitações objetivava eternizar a contratação do grupo econômico liderado pela empresa Lemon Terceirização e Serviços Ltda e outras pessoas jurídicas associadas (como a Avlis Mão de Obra Especializada Ltda).

Por meio dessas empresas, os suspeitos contratariam pessoas indicadas por líderes da facção criminosa. Os recursos públicos destinados ao pagamento desses postos de trabalho terceirizados retornariam, então e em tese, aos líderes da organização e aos agentes políticos na forma de propina, configurando graves crimes de desvio de rendas públicas, fraude à licitação, lavagem de dinheiro e integração em organização criminosa.

Esse cenário aponta para o suposto cometimento dos crimes de frustração do caráter competitivo de licitação (artigo 337-F do Código Penal), desvio de rendas públicas (artigo 1°, inciso I, do Decreto-Lei n° 201/1967), lavagem de dinheiro (artigo 1º da Lei n° 9.613/1998) e constituição ou financiamento de organização criminosa (artigo 2° da Lei nº 12.850/2013).

O desembargador Ricardo Vital determinou o afastamento das funções públicas do prefeito interino de Cabedelo, Edvaldo Manoel de Lima Neto; da secretária de Administração de Cabedelo, Josenilda Batista dos Santos e de servidores estratégicos.

“O afastamento dessas pessoas é medida rigorosa, porém estritamente proporcional para, cautelarmente, proteger o patrimônio de Cabedelo e garantir a coleta transparente das provas. Não há prazo predeterminado engessado para a medida, devendo perdurar enquanto subsistirem os motivos que a ensejaram”, destaca a decisão.

Também foi proibido o acesso às dependências da prefeitura das seguintes pessoas: Edvaldo Manoel de Lima Neto, Vitor Hugo Peixoto Castelliano, Rougger Xavier Guerra Junior, Diego Carvalho Martins, Cynthia Denize Silva Cordeiro, Tanison da Silva Santos e Cláudio Fernandes de Lima Monteiro.

“O pedido de proibição de acesso e frequência às dependências da prefeitura de Cabedelo e de suas Secretarias é absolutamente necessário não apenas para os quatro suspeitos suspensos, mas também para os demais que exercem forte influência política e jurídica no município”, diz o desembargador em sua decisão.

PB Agora com TJPB

Candidato a prefeito derrotado compara Cabedelo ao Rio de Janeiro

“É o Rio de Janeiro em miniatura”, diz deputado estadual Walber Virgolino após operação da Polícia Federal em Cabedelo, na Paraíba, nesta terça-feira (14); ASSISTA VÍDEO

Walber Virgolino, candidato a prefeito derrotado no último domingo (12)

Blog JURU EM DESTAQUE com MaisPB

Quem é o prefeito de Cabedelo, na Paraíba, afastado do cargo?

Saiba quem é Edvaldo Neto, o prefeito do município de Cabedelo, na Paraíba, que foi afastado do cargo, e o que pesa nas suspeitas de ligação com facção criminosa

Prefeito de Cabedelo afastado: quem é Edvaldo Neto e o que pesa nas suspeitas de ligação com facção criminosa?

Cabedelo - O prefeito de Cabedelo, Edvaldo Neto, foi afastado nesta terça-feira (14) durante a Operação Crítico, da Polícia Federal. A investigação apura suposto esquema de fraude em licitações, desvio de recursos, lavagem de dinheiro e possível financiamento de facção criminosa.

Segundo as apurações, empresas ligadas à facção “Tropa do Amigão”, associada ao Comando Vermelho, teriam sido contratadas pela Prefeitura, com infiltração de integrantes na gestão municipal e movimentação de recursos públicos em favor do crime organizado. O esquema envolveria agentes políticos, empresários e membros da organização criminosa, com contratos que podem chegar a R$ 270 milhões. Ao todo, foram cumpridos 21 mandados de busca e apreensão, além do afastamento do prefeito e de outros servidores.

Quem é Edvaldo Neto

O afastamento de Edvaldo Neto foi determinado de forma cautelar pela Justiça. Ele foi eleito no domingo, mas já ocupava o cargo de prefeito de forma interina desde 2025. Ele era presidente da Câmara Municipal e assumiu quando o então prefeito André Coutinho (Avante) foi cassado, também por suspeita de relação com facção criminosa.

O pleito realizado no domingo foi determinado pelo Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB), após a cassação dos gestores eleitos em 2024.

Edvaldo Neto é nascido na própria cidade de Cabedelo, em 1988. Ele é advogado.

Antes de assumir a prefeitura, ele estava no segundo mandato como vereador. Ele foi eleito pela primeira vez em 2020, sendo reeleito quatro anos depois.

A votação

O resultado foi definido com 90,18% das urnas apuradas, às 18h. Edvaldo obteve 16.180 votos, que correspondem a 61,21% dos votos válidos, contra 10.255 votos alcançados por Wallber Virgolino, que equivalem a 38,79%. A votação chegou a 100% das urnas apuradas às 18h07.

De acordo com a apuração do TRE-PB, foram 26.435 votos válidos no total na eleição suplementar, 2.140 nulos, que correspondem a 6,96% dos votos, e 2.171 votos em branco, o que corresponde a 7,06%.

A eleição suplementar teve uma abstenção de 22.574 votantes aptos, dos 53.320 eleitores que estavam regularizados para votar.

De acordo com o TRE-PB, a diplomação do vencedor da eleição suplementar estava prevista para 25 de maio. Ainda não há uma definição sobre o que deve acontecer após o afastamento de Edvaldo.

Blog JURU EM DESTAQUE com Polêmica Paraíba - Adriany Santos

Prefeito paraibano é afastado do cargo após ser eleito há dois dias

Eleito prefeito de Cabedelo há dois dias, Edvaldo Neto é afastado do cargo durante operação da Polícia Federal

O prefeito de Cabedelo, Edvaldo Neto, foi afastado do cargo na manhã desta terça-feira (14), durante a Operação Cítrico, deflagrada pela Polícia Federal. A investigação apura a suposta atuação de organização criminosa voltada à fraude em licitações, desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e possível financiamento de facção criminosa.

Conforme apurado, o esquema investigado teria se valido da contratação fraudulenta de empresas fornecedoras de mão de obra vinculadas à facção criminosa “Tropa do Amigão”, braço do “Comando Vermelho”, com infiltração de faccionados em estruturas da Prefeitura de Cabedelo/PB, circulação de valores de origem pública em favor do crime organizado e utilização de contratos administrativos como instrumento de manutenção de poder, influência territorial e blindagem institucional.

A investigação revelou um consórcio entre agentes políticos da alta cúpula do município, empresários e integrantes de organização criminosa, voltado à perpetuação de contratos milionários e à distribuição de vantagens ilícitas, cujo valor pode chegar até R$ 270 milhões de reais.

Estão sendo cumpridos 21 mandados de busca e apreensão, além de outras cautelares pessoais determinadas pelo Poder Judiciário, tais como o afastamento do atual Prefeito de Cabedelo/PB e de outros servidores públicos, com a finalidade de aprofundar a colheita probatória, preservar a investigação e impedir a continuidade das condutas investigadas. As diligências são executadas em regime de força-tarefa entre a Polícia Federal, o Ministério Público da Paraíba, por intermédio do GAECO, e a Controladoria-Geral da União.

“A investigação segue em andamento e os fatos apurados poderão ensejar responsabilização pelos crimes de frustração do caráter competitivo de licitação, desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e financiamento de organização criminosa, sem prejuízo de outros ilícitos eventualmente identificados no curso da apuração”, informou a PF.

Blog JURU EM DESTAQUE com MaisPB

Justiça afasta prefeito do cargo na Paraíba

Operação da Polícia Federal investiga esquema de R$ 270 milhões e afasta prefeito da cidade de Cabedelo, na Paraíba

Foto: Divulgação PF

A Polícia Federal deflagrou na manhã de hoje (14) a Operação Cítrico, em ação conjunta com o  Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público da Paraíba (MPPB) e a Controladoria-Geral da União. A operação apura um esquema de fraude em licitações, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro, com possível envolvimento de organização criminosa em Cabedelo. Entre as medidas, está o afastamento do prefeito e de servidores públicos.

Segundo com as investigações, o grupo teria utilizado contratos públicos para beneficiar empresas ligadas à facção criminosa “Tropa do Amigão”, associada ao Comando Vermelho. O objetivo seria infiltrar integrantes na estrutura da prefeitura e facilitar a circulação de recursos públicos para o crime organizado.

Ainda de acordo com a apuração, o esquema envolveria um consórcio entre agentes políticos, empresários e membros da organização criminosa, com foco na manutenção de contratos milionários e distribuição de vantagens ilícitas. O valor total sob investigação pode chegar a R$ 270 milhões.

Estão sendo cumpridos 21 mandados de busca e apreensão, além de outras cautelares pessoais determinadas pelo Poder Judiciário, tais como o afastamento do atual Prefeito de Cabedelo/PB, Edvaldo Neto, e de outros servidores públicos, com a finalidade de aprofundar a colheita probatória, preservar a investigação e impedir a continuidade das condutas investigadas. No total são treze pessoas envolvidas entre agentes públicos, advogados e empresários. 

As diligências ocorrem em regime de força-tarefa entre os órgãos de investigação e controle, reforçando o combate à corrupção e à atuação de facções criminosas dentro da administração pública.

A investigação segue em andamento e pode resultar na responsabilização dos envolvidos por crimes como fraude em licitação, desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e financiamento de organização criminosa, entre outros ilícitos que venham a ser identificados.

Mais afastados – O secretário da Prefeitura de João Pessoa, Rougger Guerra, foi alvo da operação que afastou o prefeito de Cabedelo, Edvaldo Neto (Avante), nesta terça-feira (14).

A ação faz parte da Operação Cítrico, conduzida pela Polícia Federal em conjunto com o Ministério Público da Paraíba (Gaeco) e a Controladoria-Geral da União (CGU). Além de Rougger, também foi alvo da operação o ex-prefeito de Cabedelo e ex-secretário de Turismo da capital, Vitor Hugo (MDB).

A Polícia Federal destacou que a operação reafirma o compromisso institucional com a defesa do patrimônio público e o enfrentamento à corrupção, especialmente em casos de infiltração do crime organizado em estruturas estatais.

FOTO: DIVULGAÇÃO/POLÍCIA FEDERAL

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