sexta-feira, 13 de março de 2026

Vingança inusitada

BALA TROCADA: Homem descobre traição da esposa com amigo e decide se vingar de forma inusitada em João Pessoa, capital da Paraíba; VEJA VÍDEO

VÍDEO: Homem descobre traição da esposa com amigo e decide se vingar de forma inusitada em João Pessoa

Uma história envolvendo um suposto caso de traição entre amigos, em João Pessoa, capital da Paraíba, chamou atenção nas redes sociais.

De acordo com o vídeo que circula nas redes sociais, um homem teria descoberto que um amigo mantinha um relacionamento com sua esposa. Revoltado com a situação, ele decidiu se vingar do ex-amigo.

O homem então teria convencido a companheira do amigo a ir com ele para uma pousada. A atitude teria sido motivada como forma de retaliação após a descoberta da suposta traição.

A história rapidamente viralizou em páginas e perfis nas redes sociais, gerando uma série de comentários e reações. Enquanto alguns internautas trataram o episódio com humor, outros criticaram o comportamento dos envolvidos.

Até o momento, as pessoas envolvidas ainda não se pronunciaram publicamente sobre o caso, que segue sendo debatido e compartilhado nas redes sociais.

VEJA O VÍDEO

Blog JURU EM DESTAQUE com Polêmica Paraíba - Pedro Nery

Trajetória eleitoral de Nabor

O sonho de ser o senador do Sertão da Paraíba: a trajetória eleitoral de Nabor Wanderley

O sonho de ser o senador do Sertão: a trajetória eleitoral de Nabor Wanderley

Em um ano marcado por mais uma disputa nas urnas, quando o Brasil voltará a escolher presidente, governadores, senadores e deputados federais e estaduais, o Portal Polêmica Paraíba inicia uma série especial para relembrar a trajetória eleitoral dos principais pré-candidatos aos cargos em disputa. 

Entre os nomes que surgem como pré-candidatos para a disputa ao Senado pela Paraíba está o do prefeito de Patos, Nabor Wanderley (Republicanos). 

Com carreira construída principalmente no Sertão paraibano, o político acumula passagens pelo Executivo municipal e pelo Legislativo estadual, consolidando sua presença no cenário político regional. 

Primeira eleição para prefeito de Patos

A primeira participação de Nabor Wanderley em uma eleição ocorreu em 2000, quando disputou a prefeitura de Patos. Na ocasião, recebeu 15.121 votos, o equivalente a 34,5% dos votos válidos, ficando em segundo lugar na disputa municipal.

Vitória e primeiro mandato em 2004

Quatro anos depois, voltou a disputar o comando do município e conquistou sua primeira vitória eleitoral. 

Em 2004, Nabor foi eleito prefeito de Patos com 27.226 votos, o que representou 56,31% dos votos válidos, derrotando o candidato Dineudes Possidônio.

O mandato iniciado em 2005 marcou sua primeira experiência no Executivo municipal, período em que foram implantadas iniciativas em áreas como educação, saúde e infraestrutura urbana.

Reeleição e continuidade da gestão

Na eleição seguinte, Nabor Wanderley conseguiu a reeleição e permaneceu à frente da prefeitura de Patos por dois mandatos consecutivos, entre 2005 e 2012, consolidando seu nome como uma das principais lideranças políticas do Sertão paraibano.

Eleição para deputado estadual

Após a passagem pelo Executivo municipal, Nabor disputou uma vaga na Assembleia Legislativa da Paraíba em 2014. Naquele pleito, foi eleito deputado estadual com 40.138 votos.

Em 2018, voltou a concorrer ao cargo e conseguiu a reeleição, desta vez com 32.627 votos, garantindo a permanência no Legislativo estadual.

Nova disputa municipal e derrota em 2016

Entre as passagens pelo Legislativo, Nabor também voltou a disputar a prefeitura de Patos. 

Em 2016, obteve 21.740 votos, o equivalente a 42,07% dos votos válidos, ficando novamente em segundo lugar na disputa, que terminou com a vitória de Dinaldinho.

Retorno à prefeitura em 2020 e reeleição em 2024

Em 2020, Nabor Wanderley retornou à disputa municipal e voltou a conquistar a prefeitura de Patos, retomando o comando do Executivo da cidade. A nova vitória ampliou sua presença política no Sertão e fortaleceu seu grupo político na região.

Em 2024, foi reeleito novamente para o cargo com 73,76%.

Blog JURU EM DESTAQUE com Polêmica Paraíba

quinta-feira, 12 de março de 2026

Alexandre de Moraes pode voltar a ser punido com Lei Magnitsky

Governo Donald Trump avalia voltar a punir o ministro Alexandre de Moraes com base na chamada Lei Magnitsky, medida já adotada no ano passado

Foto: Luiz Silveira/STF

O governo do presidente Donald Trump avalia a possibilidade de voltar a aplicar sanções contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), com base na chamada Lei Magnitsky. A medida já havia sido adotada em julho de 2025, mas acabou sendo suspensa em dezembro do mesmo ano.

Segundo informações de bastidores do governo norte americano, a possibilidade de retomada das sanções voltou a ser discutida dentro da administração americana nas últimas semanas. A articulação estaria sendo acompanhada de perto por Darren Beattie, assessor sênior do Departamento de Estado dos Estados Unidos, responsável por monitorar temas relacionados ao Brasil.

A Lei Magnitsky permite ao governo dos Estados Unidos aplicar punições a autoridades estrangeiras acusadas de violar direitos humanos ou cometer atos de corrupção. Quando aplicada, a sanção pode bloquear ativos financeiros em território americano e impedir negociações com empresas sediadas nos EUA.

Na ocasião em que a medida foi aplicada, as restrições também atingiram a advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro, e o Lex Instituto de Estudos Jurídicos, ligado a ela.

Outro episódio recente envolvendo o caso ocorreu após Alexandre de Moraes autorizar que Darren Beattie visitasse o ex presidente Jair Bolsonaro em uma ala do complexo penitenciário da Presídio da Papuda, em Brasília. Durante a viagem ao país, o assessor americano também deverá se reunir com políticos da oposição.

Nos bastidores, a principal fonte de tensão entre Alexandre de Moraes e o governo Trump não está diretamente ligada ao processo contra Bolsonaro, mas sim ao histórico de conflitos do ministro com grandes empresas de tecnologia dos Estados Unidos, as chamadas Big Techs.

Um dos episódios que ampliou o atrito ocorreu quando Alexandre de Moraes determinou a suspensão da plataforma X no Brasil por 39 dias, após o descumprimento de decisões judiciais relacionadas à remoção de perfis investigados e à falta de representação legal da empresa no país. A rede social pertence ao bilionário Elon Musk.

A suspensão foi revertida somente após o pagamento de multas, o bloqueio de contas investigadas e a regularização da empresa perante a Justiça brasileira.

Além disso, setores do governo americano acompanham com atenção a posição defendida por Alexandre de Moraes sobre a regulamentação das plataformas digitais. O ministro é autor do livro Democracia e Redes Sociais: Desafio de Combater o Populismo Digital Extremista, no qual defende maior responsabilização das empresas de tecnologia sobre conteúdos publicados nas redes.

A visão, segundo integrantes da administração Trump, gera preocupação por ser considerada contrária a princípios defendidos nos Estados Unidos, como a liberdade de expressão, e pelo possível impacto dessa tese em outros países.

Fonte 83 com informações do Metrópoles

Alexandre de Moraes volta atrás e revoga visita de assessor de Trump a Bolsonaro

Ministro do Supremo Tribunal Federal (TSF), Alexandre de Moraes, revoga autorização para visita de assessor de Donald Trump ao ex-presidente Jair Bolsonaro preso

Moraes revoga autorização para visita de assessor de Trump a Bolsonaro preso

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), revogou a autorização para que Darren Beattie, assessor do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, visitasse o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está preso na unidade conhecida como Papudinha, em Brasília.

A decisão do ministro altera uma autorização concedida anteriormente, na terça-feira, que permitia a visita no dia 18 de março e também autorizava a presença de um intérprete durante o encontro. Beattie foi nomeado por Trump como assessor responsável por supervisionar assuntos relacionados ao Brasil.

A defesa de Bolsonaro havia solicitado que a visita ocorresse nos dias 16 ou 17 de março. Os advogados argumentaram que, devido à agenda oficial do assessor norte-americano, o encontro não poderia ocorrer nos dias normalmente reservados para visitas na unidade prisional, que são quartas-feiras e sábados.

Apesar da justificativa de que Beattie estaria em missão diplomática, ele não teria solicitado reuniões formais com o governo brasileiro. De acordo com informações da imprensa, o único compromisso inicialmente previsto seria a visita a Bolsonaro.

O Ministério das Relações Exteriores do Brasil informou ao STF que o assessor dos Estados Unidos teria solicitado agenda diplomática ao Itamaraty apenas depois que a defesa de Bolsonaro apresentou o pedido de visita. A pasta comunicou que a visita de Beattie foi registrada pelos canais oficiais, mas inicialmente não previa reuniões com o ministério.

Segundo o chanceler Mauro Vieira, nenhuma das agendas posteriormente solicitadas foi confirmada até o momento. O Itamaraty também apontou que uma eventual visita a um ex-presidente preso, especialmente em ano eleitoral, poderia ser interpretada como ingerência indevida, conforme normas do direito internacional.

Na decisão, Alexandre de Moraes afirmou que a visita de Beattie não estava inserida no contexto diplomático previamente informado às autoridades brasileiras. O ministro destacou ainda que o processamento e a concessão do visto ocorreram com base exclusivamente na justificativa apresentada pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos.

Blog JURU EM DESTAQUE com Polêmica Paraíba - Gerlane Neto

Justiça Eleitoral suspende cassação de prefeito na Paraíba

Tribunal Superior Eleitoral (TSE) suspende cassação e manda prefeito e vice do município de Tenório, na Paraíba, voltarem ao cargo

Prefeito Manoel Vasconcelos (Republicanos) e a vice-prefeita Janine Onofre (União Brasil)

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou o retorno do prefeito de Tenório, Manoel Vasconcelos, e da vice-prefeita Janine Onofre aos cargos após a concessão de efeito suspensivo pela ministra Estela Aranha.

A decisão suspende os efeitos da cassação que havia sido determinada no último dia 06 por conduta vedada durante o processo eleitoral. Com isso, o afastamento do prefeito e da vice fica temporariamente sem efeito até que o recurso apresentado pela defesa seja analisado pelo tribunal.

Com a medida, também fica suspensa a posse do prefeito interino, Adilson Conserva, presidente da Câmara Municipal, que havia assumido o comando da prefeitura após a decisão da Justiça Eleitoral.

Na decisão, a ministra destacou que a retirada imediata de um gestor eleito, mesmo que de forma temporária, pode causar prejuízos administrativos ao município. Segundo ela, o afastamento antes do julgamento definitivo do recurso pode provocar impactos na continuidade da gestão pública.

Apesar da decisão favorável ao prefeito, o efeito suspensivo não significa o cancelamento da cassação. A medida apenas interrompe temporariamente seus efeitos até que o tribunal analise o recurso especial apresentado pela defesa.

Caso o tribunal mantenha a cassação ao final do julgamento, o município deverá passar por uma eleição suplementar para escolher novos gestores. Até que o novo pleito seja realizado, o presidente da Câmara Municipal voltará a assumir a prefeitura de forma interina.

Blog JURU EM DESTAQUE com Fonte 83

Michel Henrique revela por que decidiu apoiar Lucas Ribeiro

Deputado estadual Michel Henrique explica em entrevista concedida nesta quinta-feira (12) por que escolheu Lucas Ribeiro nas eleições

Em entrevista ao programa Meio-dia Paraíba, da Rádio Pop FM, nesta quinta-feira (12), o deputado estadual Michel Henrique (Republicanos) revelou o motivo para decidir apoiar Lucas Ribeiro (Progressistas) e a base governista nas eleições de 2026.

Michel Henrique disse que a definição do apoio ocorreu após escutar as suas bases políticas nos municípios paraibanos e escutar a preferência dos seus eleitores.

“Começamos a fazer uma oitiva em todo o estado. Iniciamos em novembro do ano passado, escutando líderes políticos, e fomos afunilando isso. Ao final, ficou claro que as pessoas que votam com Michel Henrique na eleição optavam para que marchassem com Lucas Ribeiro”, destacou o deputado.

Aliado do governo na Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), Henrique estava para decidir entre Cícero Lucena (MDB) e Lucas Ribeiro. A oficialização do apoio ocorreu na última quinta-feira (5).

Assista o vídeo:

Blog JURU EM DESTAQUE com Paraíba Já

Haja macacos!

Vídeo de macacos-prego-galego atravessando trecho desmatado na Paraíba viraliza e acende sinal de alerta em ambientalistas; ASSISTA

Um vídeo que circula nas redes sociais mostrando macacos atravessando uma área de mata cortada por uma obra de estrada na Paraíba viralizou nos últimos dias e levantou preocupação entre ambientalistas e moradores da região. Nas imagens, os animais aparecem correndo rapidamente entre fragmentos de vegetação separados pela intervenção humana.

Assista o vídeo:

Os primatas identificados nas imagens pertencem à espécie Macaco-prego-galego (Sapajus flavius), considerada rara e ameaçada de extinção. O animal é endêmico do Nordeste brasileiro e vive principalmente em remanescentes da Mata Atlântica, incluindo áreas da Paraíba.

Especialistas explicam que o comportamento registrado — com os macacos correndo de um lado para o outro da mata — é típico de situações em que a fauna sofre pressão ambiental causada pela fragmentação do habitat. Quando áreas de floresta são cortadas por estradas ou obras, os animais acabam sendo obrigados a atravessar trechos abertos, o que aumenta riscos como atropelamentos, estresse e perda de território.

Durante muitos anos, o macaco-prego-galego chegou a ser considerado desaparecido pela ciência. A espécie foi redescoberta apenas no início dos anos 2000, mas ainda possui populações pequenas e isoladas, o que reforça a preocupação com a preservação do seu habitat.

Entre os principais fatores que ameaçam a sobrevivência da espécie estão a perda de áreas florestais, a expansão urbana, a abertura de estradas e o isolamento das populações em pequenos fragmentos de mata.

A área onde os animais foram registrados atravessando a vegetação está sendo impactada por uma obra de infraestrutura viária realizada pelo governo estadual. Especialistas defendem que intervenções desse tipo precisam considerar planejamento ambiental adequado, com medidas como corredores ecológicos e passagens de fauna, para reduzir os impactos sobre espécies ameaçadas.

Ambientalistas alertam que proteger o macaco-prego-galego significa também preservar os últimos fragmentos da Mata Atlântica no Nordeste — um dos biomas mais ameaçados do país.

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Proibição de vaquejada em município da Paraíba

Ministério Público recomenda suspensão de vaquejada prevista para acontecer em Brejo do Cruz, no Sertão da Paraíba

Vaquejada - Foto: Ilustrativa 

O Ministério Público da Paraíba recomendou, nesta quinta-feira (12), a suspensão de uma vaquejada prevista para acontecer nos dias 27, 28 e 29 de março, no Parque Odilon Maia, em Brejo do Cruz, no Sertão paraibano. A organização, de acordo com o órgão, não possui as licenças necessárias para realização do evento.

O MP possui um acordo de cooperação técnica com a Associação Brasileira de Vaquejada, a Secretaria de Estado do Desenvolvimento da Agropecuária e da Defesa (SEDAP) e o Conselho Regional de Medicina Veterinária da Paraíba (CRMV-PB) para que os órgãos autorizem o funcionamento de vaquejadas no estado.

Neste caso, o Ministério Público aponta que a competição marcada para ocorrer no fim do mês não pediu autorização aos órgãos fiscalizadores. Por isso, acionou os organizadores do evento e recomendou a suspensão da vaquejada.

“A [Associação Brasileira de Vaquejada] precisa divulgar constantemente em seu sítio eletrônico a relação atualizada das vaquejadas autorizadas pela referida entidade e pela SEDAP e CRMV e de desenvolver ações permanentes de orientação junto a Parques de Vaquejada, para que sejam observadas as diretrizes vigentes no seu Regulamento e posteriores alterações, informar o descumprimento das disposições legais e de seu Regulamento que chegar ao seu conhecimento, inclusive ao Representante do Ministério Público do Meio Ambiente em exercício na cidade do evento”, informa a promotora Rebecca Braz Vieira de Melo, da 3ª Promotoria de Justiça de Catolé do Rocha.

Blog JURU EM DESTAQUE com MaisPB

Tal filho, tal pai

Líder do Irã promete vingança e manter fechado Estreito de Ormuz; Mojtaba Khamenei fez primeira fala após ser eleito para cargo máximo

FILE PHOTO: Mojtaba Khamenei, the second son of Iran's Supreme Leader Ayatollah Ali Khamenei, visits Hezbollah's office in Tehran, Iran, October 1, 2024. Office of the Iranian Supreme Leader/WANA (West Asia News Agency)/Handout via REUTERS/File Photo   ATTENTION EDITORS - THIS PICTURE WAS PROVIDED BY A THIRD PARTY. THIS PICTURE WAS PROCESSED BY REUTERS TO ENHANCE QUALITY. AN UNPROCESSED VERSION HAS BEEN PROVIDED SEPARATELY.     TPX IMAGES OF THE DAY
© Office of the Iranian Supreme Le/Reuters/ Proibido reprodução
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No primeiro pronunciamento público desde que foi eleito Líder Supremo do Irã, o aiatolá Mojtaba Khamenei prometeu, nesta quinta-feira (12), vingança “pelo sangue de seus mártires” assassinados por Israel e Estados Unidos (EUA), além de manter os ataques às bases militares do inimigo nos países do Oriente Médio. 

“Não abandonaremos a busca por vingança. A vingança que temos em mente não se relaciona apenas ao martírio do grande Líder da Revolução. Pelo contrário, cada membro da nação que é martirizado pelo inimigo é um sujeito independente no dossiê de retribuição”, afirmou o aiatolá em mensagem lida pela mídia iraniana.

O novo chefe de Estado em Teerã, que substituiu o pai Ali Khamenei, assassinado em bombardeio no primeiro dia da guerra, ainda prometeu manter o Estreito de Ormuz fechado.

"Caros irmãos de armas! A vontade das massas populares é continuar a defesa eficaz e que cause pesar. Além disso, a alavanca do bloqueio do Estreito de Ormuz deve certamente continuar a ser utilizada”, afirmou.

O fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã, por onde transitam cerca de 25% do petróleo mundial, tem abalado os mercados, obrigando países a decidirem liberar estoques de emergência.

Eixo da Resistência

Mojtaba Khamenei ainda prometeu cobrar os adversários pelos prejuízos econômicos causados pela guerra e manter o apoio do Irã ao Eixo da Resistência, formado por grupos paramilitares como Hamas e Hezbollah.

"Exigiremos indenização do inimigo e, se eles se recusarem, confiscaremos o máximo de seus bens que considerarmos apropriado e, se isso não for possível, destruiremos a mesma quantidade de seus bens", completou o novo Líder Supremo iraniano.

Em relação ao Eixo da Resistência, que o Irã apoia e foi apontado como um dos motivos para Israel e EUA atacarem a República Islâmica, o aiatolá Mojtaba explicou que esse apoio “é parte inseparável dos valores da Revolução Islâmica”.

Vizinhos do Irã

O novo Líder Supremo acrescentou que está disposto a manter relações “cordiais e construtivas” com todos os 15 países que o Irã tem fronteira, terrestre ou marítima.

Mojtaba ponderou, contudo, que algumas bases militares desses países foram usadas pelo agressor para atacar o Irã. “Sem atacar esses países, alvejamos exclusivamente essas mesmas bases. De agora em diante, inevitavelmente continuaremos com isso", prometeu.

Nessa quarta-feira (11), com abstenções da China e da Rússia, o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou resolução apresentada pelo Bahrein para que Teerã pare as retaliações contra países árabes da região.

Em seu primeiro comunicado, o Líder Supremo cobrou que os países que hospedam bases dos EUA para que esclareçam sua posição em relação aos agressores do Irã.

“Aconselho-os a fechar essas bases o mais rápido possível, pois já devem ter percebido que a alegação dos Estados Unidos de estabelecer segurança e paz não passava de uma mentira”, sugeriu o aiatolá.

Unidade iraniana

FILE PHOTO: Iran's Supreme Leader Ayatollah Ali Khamenei speaks during a meeting in Tehran, Iran November 2, 2022. Office of the Iranian Supreme Leader/WANA (West Asia News Agency)/Handout via REUTERS/File Photo
FILE PHOTO:Novo chefe de Estado em Teerã, que substituiu o pai Ali Khamenei (foto), assassinado em bombardeio no primeiro dia da guerra. Office of the Iranian Supreme Leader/WANA (West Asia News Agency)/Handout via REUTERS/File Photo - Reuters/Leader/WANA /Proibida reprodução

O filho de Ali Khamenei, o novo Líder Supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, ainda apelou para a necessidade de unidade entre “todos os estratos” da sociedade iraniana frente ao inimigo, deixando de lado as “divergências” internas e agradeceu aos combatentes iranianos.

“Meus sinceros agradecimentos aos nossos bravos combatentes que, com seus golpes esmagadores, bloquearam o caminho do inimigo e o fizeram abandonar a ilusão de poder dominar nossa querida pátria e possivelmente dividi-la", completou.

Mojtaba Khamenei disse ainda que soube da sua nomeação pela imprensa iraniana e lembrou dos familiares mortos nos ataques israelenses e estadunidenses. Além do pai, Mojtaba perdeu a esposa, uma irmã e seu sobrinho pequeno, além de um cunhado casado com outra irmã.

Eleição da Assembleia dos Especialistas

No Irã, o Líder Supremo é eleito pela Assembleia dos Especialistas (ou dos Peritos), formada por 88 clérigos religiosos escolhidos por voto popular. Apesar do cargo ser vitalício, a Constituição do Irã permite que a Assembleia destitua o Líder Supremo.

No cargo de líder supremo há 36 anos, Ali Khamenei estava no topo da estrutura de Poder da República Islâmica do Irã que, além do Executivo, do Parlamento e do Judiciário, conta com o Conselho dos Guardiões, formado por seis indicados pelo Líder Supremo e seis indicados pelo Parlamento.

O Líder Supremo funciona como uma espécie de Poder Moderador no Irã. As Forças Armadas são diretamente ligadas a ele, e não ao Executivo.

Redução do ICMS sobre o diesel

“O imposto não vai aumentar”, garante secretário da Fazenda sobre o ICMS cobrado sobre o litro do diesel na Paraíba

Foto: Reprodução/Redes Sociais

O secretário da Fazenda da Paraíba, Marialvo Laureano, afirmou nesta quinta-feira (12) que o valor do ICMS cobrado sobre o litro do diesel no estado não sofrerá aumento, mesmo após as medidas anunciadas pelo governo federal para reduzir tributos sobre o combustível.

A declaração foi feita depois que a equipe econômica do presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou a redução temporária de impostos federais, como PIS e Cofins, sobre o diesel. A medida pode representar uma queda aproximada de R$ 0,64 no preço do litro.

Segundo Laureano, a decisão do governo federal surpreendeu os estados, já que o assunto não vinha sendo debatido no âmbito do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), responsável por discutir políticas tributárias estaduais.

“O que eu posso dizer com muita tranquilidade é que o imposto não vai aumentar. Independentemente de o preço do combustível disparar, o valor do ICMS continuará o mesmo”, afirmou o secretário.

Atualmente, o ICMS sobre o diesel é de R$ 1,17 por litro, valor fixado nacionalmente e válido até 31 de dezembro de 2026. Laureano explicou que o modelo atual não utiliza mais uma alíquota percentual sobre o preço do combustível, mas sim um valor fixo em reais definido em acordo entre os estados.

O secretário ressaltou que qualquer discussão sobre eventual redução do imposto precisa ocorrer de forma conjunta entre os entes federativos.

“Isso tem que ser discutido no Confaz, porque o valor do ICMS por litro de combustível é definido ali. Para qualquer mudança, é necessária a aprovação dos 27 estados e do Distrito Federal”, explicou.

Mesmo assim, Laureano afirmou que levará ao governador João Azevêdo o debate sobre o apelo feito pelo governo federal para que os estados avaliem medidas que possam ajudar a reduzir o impacto do preço dos combustíveis para os consumidores.

“Tudo será discutido de forma técnica, buscando sempre um bom resultado para a sociedade paraibana”, declarou.

Ele acrescentou que, caso haja uma decisão conjunta no Confaz para uma eventual redução temporária do ICMS sobre o diesel, a Paraíba poderá aderir à medida. No entanto, ressaltou que o estado também precisa considerar o impacto da arrecadação no orçamento público.

Atualmente, o preço final dos combustíveis nos postos é definido pelos empresários, dentro das regras de livre mercado, enquanto o valor do ICMS permanece fixo em todo o país.

Blog JURU EM DESTAQUE com Polêmica Paraíba - Carlos Germano

Ameaça mundial

Irã diz ao mundo para se preparar para petróleo a US$ 200 por barril; Forças iranianas atingiram navios mercantes nessa quarta-feira (11)

© Agência de Notícias Tasnim / via Reuters / Direitos reservados

O Irã disse que o mundo deveria estar pronto para o petróleo a US$ 200 por barril, enquanto suas forças atingiam navios mercantes nesta quarta-feira, 11, e a Agência Internacional de Energia recomendava uma liberação maciça de reservas estratégicas para amortecer um dos piores choques do petróleo desde a década de 1970.

A guerra desencadeada por ataques aéreos conjuntos dos EUA e de Israel há quase duas semanas já matou cerca de 2 mil pessoas, em sua maioria iranianos e libaneses, à medida que se espalhou pelo Líbano e lançou o caos nos mercados globais de energia e transporte.

Apesar do que o Pentágono descreveu como ataques aéreos mais intensos desde o início da guerra, o Irã também disparou contra Israel e alvos em todo o Oriente Médio nesta quarta-feira, demonstrando que ainda pode revidar.

Embora o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, tenha dito que a operação “continuará sem limite de tempo, pelo período que for necessário, ⁠até atingirmos todos os objetivos e vencermos a campanha”, Trump sugeriu que a campanha não duraria muito mais tempo.

Ele disse ao site de notícias Axios, por telefone, que não havia “praticamente mais nada” para atingir no Irã. “Quando ⁠eu quiser que ela termine, ela terminará”, afirmou ele.

A ABC News disse que o FBI havia alertado sobre a possibilidade de drones iranianos atacarem a costa oeste dos EUA, embora Trump tenha dito que não estava preocupado com a possibilidade de o Irã lançar ataques em solo norte-americano.

Mais tarde, Trump disse aos repórteres que as forças dos EUA haviam destruído 28 navios iranianos que lançam minas e que os preços do petróleo cairiam.

O Departamento de Estado dos EUA também alertou que o Irã e as milícias alinhadas ‌podem estar planejando atacar a infraestrutura de petróleo e energia de propriedade dos EUA no ‌Iraque e alertou que as milícias já haviam atacado hotéis frequentados por norte-americanos em todo o Iraque, inclusive na região do Curdistão iraquiano.

Autoridades norte-americanas e israelenses afirmaram que seu objetivo é acabar com a capacidade do Irã de projetar força além de suas fronteiras e destruir seu programa nuclear.

Os preços do petróleo, que subiram no início da semana para quase US$ 120 por barril antes de voltarem para cerca de US$ 90, subiram quase 5% nesta quarta-feira em meio a novos temores sobre a interrupção do fornecimento, enquanto os principais índices de ‌ações de Wall Street caíam.

Anteriormente, os mercados acionários haviam se recuperado com os investidores apostando que Trump encontraria uma saída rápida.

Mas outros sinais apontaram para a continuação dos combates, que viram portos e cidades nos Estados do Golfo, bem como alvos em Israel, serem atingidos por drones e mísseis do Irã, aumentando a urgência dos apelos da Turquia e da Europa para pôr fim aos combates.

Um oficial militar israelense disse que os militares ainda tinham uma extensa lista de alvos a serem atingidos no Irã, incluindo mísseis balísticos e locais relacionados à energia nuclear.

“Alvos legítimos”

Até o momento, não há sinais de que os navios possam navegar com segurança pelo Estreito de Ormuz, o canal agora bloqueado ao longo da costa iraniana que serve de passagem para cerca de um quinto do petróleo do mundo.

Trump disse nesta quarta-feira que os navios “deveriam” transitar pelo Estreito, mas fontes disseram que o Irã havia implantado cerca de uma dúzia de minas no canal, complicando ainda mais o bloqueio.

Os militares dos EUA disseram aos iranianos para ficarem longe dos portos com instalações da marinha iraniana, o que gerou um alerta dos militares do Irã de que, se os portos fossem ameaçados, os centros econômicos e comerciais da região seriam “alvos legítimos”.

Com os preços nas bombas de combustíveis ‌já subindo em alguns países e com o Partido Republicano de Trump em péssima posição nas pesquisas antes das eleições de meio de mandato em novembro, os preços do petróleo se tornaram um elemento cada vez mais urgente nos cálculos por trás da guerra.

A Agência Internacional de Energia (IEA), formada pelas principais nações consumidoras de petróleo, recomendou a liberação de 400 milhões de barris das reservas estratégicas globais para estabilizar os preços, a maior intervenção desse tipo na história, que foi rapidamente endossada por Washington.

O secretário do Interior dos EUA, Doug Burgum, disse à CNBC nesta quarta-feira que as empresas petrolíferas norte-americanas anunciarão em breve o aumento da produção em resposta aos “sinais de preço”.

Mas a taxa na qual os países podem liberar as reservas estratégicas varia e a ‌quantidade liberada representaria apenas uma fração do fornecimento pelo Estreito de Ormuz.

As autoridades iranianas deixaram claro nessa quarta-feira que pretendiam impor um choque econômico prolongado.

“Preparem-se para que o petróleo chegue a US$ 200 o barril, porque o preço do petróleo depende da segurança regional, que foi desestabilizada por vocês”, disse o porta-voz do comando militar do Irã, Ebrahim Zolfaqari, em comentários dirigidos a Washington.

Depois que os escritórios de um banco em Teerã foram atingidos durante a ‌noite, Zolfaqari disse que o Irã responderia com ataques a bancos que fazem negócios ‌com os EUA ou Israel. As pessoas em todo o Oriente Médio devem ficar a mil metros dos bancos, acrescentou.

No mar, um navio graneleiro de bandeira tailandesa foi incendiado, forçando a retirada da tripulação, com três pessoas dadas como desaparecidas e supostamente presas na sala de máquinas.

Dois outros navios, um porta-contêineres de bandeira japonesa e um graneleiro ⁠de bandeira das Ilhas Marshall, também sofreram danos causados por projéteis, elevando para 14 o número de navios mercantes que foram atingidos desde o início da guerra.

Mojtaba Khamenei foi levemente ferido

No Irã, grandes multidões foram às ruas para os funerais dos principais comandantes mortos em ataques aéreos. Eles carregaram caixões e brandiram bandeiras e retratos do líder supremo morto, o aiatolá Ali Khamenei, e de seu filho e sucessor, Mojtaba.

Uma autoridade iraniana disse à Reuters que Mojtaba Khamenei havia sido ferido levemente no início da guerra, quando os ataques aéreos mataram seu pai, sua mãe, sua esposa e um filho. Ele não apareceu em público ou emitiu qualquer mensagem direta desde o início da guerra.

Em Teerã, os moradores estavam se acostumando aos ataques aéreos noturnos que levaram centenas de milhares de pessoas a fugir para o campo e contaminaram a cidade com a chuva negra da fumaça do petróleo.

“Houve bombardeios ontem à noite, mas não fiquei assustado como antes. A vida continua”, disse Farshid, 52 anos, à Reuters por telefone.

“Sem limite de tempo”, diz Israel

Apesar dos apelos de Trump para que os iranianos se levantem, as esperanças dos EUA e de Israel de que o sistema de governo clerical do Irã seja derrubado por protestos populares não se confirmaram.

O chefe de polícia do Irã, Ahmadreza Radan, disse nesta quarta-feira que qualquer pessoa que saísse às ruas seria tratada “como um inimigo, não como um manifestante. Todas as nossas forças de segurança estão com os dedos no gatilho”.

Uma autoridade israelense de alto escalão disse à Reuters que os líderes israelenses agora aceitam, em particular, que o sistema governamental do Irã pode sobreviver à guerra. Duas outras autoridades israelenses disseram que não havia sinal de que Washington estivesse perto de encerrar a campanha.

Mesmo assim, Abdullah Mohtadi, chefe do Partido Komala do Curdistão Iraniano, parte de uma coalizão de seis partidos curdos iranianos, disse à Reuters nesta quarta-feira que os partidos são altamente organizados dentro do Irã ⁠e que “dezenas de milhares de jovens estão prontos para pegar em armas” contra o governo iraniano se receberem apoio dos EUA.

O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, disse nesta quarta-feira que a operação “continuará sem limite de tempo, pelo período que for necessário, até atingirmos todos os objetivos e vencermos a campanha”.

Blog JURU EM DESTAQUE com RPAnews - Reuters| Parisa Hafezi e Alexander Cornwell

Decreto zera lmposto e subsidia diesel para conter alta do petróleo

Governo federal zera alíquotas dos PIS e do Cofins sobre importação e comercialização do diesel para conter alta do petróleo; a guerra no Irã vem elevando os preços do barril no mercado global

Bomba de extração de petróleo no Texas
© Reuters/Eli Hartman/proibida reprodução
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou um decreto presidencial nesta quinta-feira (12) zerando as alíquotas do PIS e do Confins sobre a importação e comercialização do diesel. Além disso, assinou medida provisória (MP) com subvenção ao diesel para produtores e importadores.

“[As medidas são] para que a gente garanta que essa guerra não chegue ao bolso do motorista, ao bolso do caminhoneiro e, sobretudo, não chegando ao bolso do caminhoneiro não vai chegar ao prato de feijão, à salada do alface, da cebola e a comida que o povo mais come”, afirmou Lula em coletiva de imprensa no Palácio do Planalto, em Brasília.

As medidas foram anunciadas em caráter temporário – até dia 31 de dezembro deste ano – e justificadas por causa da alta do petróleo causada pela guerra no Irã, que vem obrigando países a liberarem estoques de emergência. 

O corte dos impostos deve reduzir o valor do litro em R$ 0,32 na refinaria. Já a subvenção aos produtores e importadores deve ter impacto de mais R$ 0,32 por litro. Ao todo, as duas medidas devem reduzir o preço em R$ 0,64 por litro do diesel, segundo cálculos do Ministério da Fazenda.

A subvenção aos produtores e importadores será condicionada a uma comprovação de que o valor foi transferido para os consumidores finais.

Para compensar a perda na arrecadação e incentivar o refino de petróleo no Brasil, o governo passará a cobrar uma alíquota de 12% sobre a exportação de petróleo.

Foi publicado ainda um segundo decreto, esse em cateter permanente, com medidas de fiscalização e transparência para combater o aumento abusivo dos preços dos combustíveis para fins de especulação.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, explicou que a abusividade deve ser definida por critérios objetivos a serem desenhados pela Agência Nacional de Petróleo (ANP):

“Nós criamos dois novos tipos para caracterizar a abusividade do distribuidor, tanto no caso de um armazenamento de combustível injustificado, quanto do aumento abusivo do preço que passa a ser fiscalizado pela ANP a partir de critérios objetivos que serão produto de uma resolução da agência.”  

Impacto econômico

Com o imposto do PIS e Cofins zerado para o diesel, o governo espera perder R$ 20 bilhões em arrecadação. Já a subvenção ao diesel deve ter um impacto de R$ 10 bilhões no caixa da União.

O governo espera que esse valor seja compensado pelo imposto de exportação sob o petróleo, com previsão de arrecadar R$ 30 bilhões até o final do ano.  

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, comentou na coletiva que as mudanças não alteram a política de preço da Petrobras, mantendo a previsibilidade e o retorno aos acionistas privados minoritários da estatal.

“Não estamos falando de nada que altera estruturalmente o país, nem do ponto de vista fiscal, nem do ponto de vista tarifário”, disse Haddad, acrescentando que a preocupação do governo é com o preço do diesel.

“A maior pressão que o mercado de combustível sofre hoje vem exatamente do diesel, não vem da gasolina. É com o diesel que nós estamos mais preocupados pelo fato do diesel afetar as cadeias produtivas de maneira muito enfática. Toda a colheita que está sendo feita agora da safra brasileira depende do diesel”, completou Haddad.

Fiscalização e Transparência

O governo ainda definiu referências objetivas para que a ANP e agências de defesa do consumidor possam atuar de forma mais eficiente no combate aos preços abusivos dos combustíveis.

O ministro da Casa Civil, Rui Costa, enfatizou que faltam hoje referências técnicas para impedir a manipulação dos preços para fins especulativos, “visto que esses abusos se tornaram recorrentes”.

“Quando a Petrobras, que tem a produção majoritária do Brasil – mais de 70% do mercado – reduz o preço, essa redução demora muito para chegar na bomba. Quando chega, ou chega só parcialmente, ou mesmo quando chega integralmente, chega semanas ou meses depois”, explicou o ministro.

Alíquota de exportação

A alíquota de exportação de 12% sobre o barril de petróleo, além de compensar a perda na arrecadação causada pelo subsídio ao Diesel, deve servir para incentivar os exportadores a deixarem parte da produção no mercado interno, em vez de buscarem exportar mais motivados pelo aumento do preço no mercado mundial.

“Como o preço do óleo bruto está disparando, se você não der uma medida compensatória que estimule quem produz óleo bruto a deixar nas refinarias brasileiras, ele vai colocar uma parcela ainda maior no mercado internacional, desabastecendo nossas refinarias”, comentou o ministro da Casa Civil, Rui Costa.

BR Distribuidora

Os ministros criticaram ainda a privatização da BR Distribuidora, empresa que controla milhares de postos de combustíveis no país e que poderia se somar aos esforços para reduzir os impactos da alta do petróleo. 

“infelizmente, o modelo criminoso de venda dos nossos ativos nacionais do governo anterior fez com que nós diminuíssemos a nossa produção de produtos refinados no Brasil – gasolina, diesel e gás natural. E, portanto, foi um crime de lesa pátria ao Brasil, aos brasileiros, desfazer da nossa BR Distribuidora”, comentou o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira.

Ampliada às 12h52 e às 14h14

Caso “Vaqueirinho”: atacado e morto por leoa dentro de zoológico

Conheça a conclusão do inquérito que apurou morte de jovem conhecido como “Vaqueirinho, que foi atacado por leoa dentro do zoológico de João Pessoa

“Vaqueirinho” e a leoa que o atacou e matou em zoológico+

A juíza Michelini de Oliveira Dantas Jatobá, da 1ª Vara Regional das Garantias, determinou, no fim do mês passado, o arquivamento do inquérito instaurado pela 2ª Delegacia Distrital da Capital para investigar as causas da morte do jovem Gerson de Melo Machado, atacado pela leoa Leona dentro do recinto do animal do Parque Arruda Câmara, na Capital, em 30 de novembro do ano passado.

Na decisão, que o Portal MaisPB teve acesso nessa quarta-feira (11), a magistrada entendeu que os elementos colhidos pelos investigadores no decorrer da investigação concluiu que não há responsabilidade de terceiros.

“No tocante à autoria e à tipicidade penal, a análise dos elementos informativos colhidos durante o inquisitório aponta, de forma inequívoca, para a ausência de responsabilidade criminal de terceiros. A dinâmica dos fatos demonstra que a conduta da vítima foi o fator determinante e exclusivo para a ocorrência do resultado morte”, entendeu a juíza.

A conclusão se deu por após ser constado que “Vaqueirinho agiu de forma voluntária e deliberada ao escalar as barreiras de proteção do recinto” e “mesmo advertido pelos agentes de segurança e por populares que se encontravam no local, Gerson transpôs os obstáculos físicos e adentrou o espaço confinado”.

“A investigação apurou que a vítima utilizou-se de uma árvore da espécie Cecropia sp. (embaúba) para descer ao interior da jaula, momento em que o instinto territorial do animal foi acionado, resultando no ataque fatal. A rapidez da ação da vítima impossibilitou qualquer intervenção eficaz por parte da equipe de segurança do parque para evitar o ingresso no recinto”, despachou Jatobá.

Além disso, a Justiça concluiu que, seguindo o que apontou o IBAMA em um relatório, a Bica “atendeu rigorosamente aos padrões de segurança e metragens exigidos pela legislação vigente”.

“O referido laudo técnico atesta que a estrutura possui muros de alvenaria com altura elevada, estimada em 8,0 metros, além de telas de proteção inclinadas em 45 graus (negativa), projetadas especificamente para impedir fugas dos animais e dificultar invasões externas. Tais barreiras físicas demonstram que o Estado, na administração do parque, observou o dever de cuidado objetivo necessário para a manutenção de animais de tal porte”, prosseguiu a magistrada.

“Não se vislumbra, portanto, qualquer negligência, imprudência ou imperícia por parte dos tratadores, biólogos ou da administração do Parque Zoobotânico. A bióloga Marília Gabriela Maia e o tratador Everton Bruno de Brito Lima confirmaram a regularidade do manejo e a higidez das instalações, corroborando a conclusão de que o evento escapou à esfera de previsibilidade e controle dos responsáveis, dada a ação inusitada da vítima”. 

Saúde mental 

Na decisão do arquivamento, a juíza também elencou o histórico de saúde mental de Gerson de Melo, conforme foi acostado pela conselheira tutelar Verônica Silva de Oliveira,

“Sob a ótica estritamente penal, tal circunstância reforça a ausência de dolo ou culpa de terceiros. Para que houvesse a configuração de crime, seria necessário estabelecer um nexo causal entre uma ação ou omissão de terceiros e o resultado morte. No caso em tela, o nexo de causalidade foi rompido pela conduta exclusiva da vítima, que se colocou voluntariamente em situação de perigo extremo, transpondo barreiras de segurança eficazes e ignorando alertas verbais”, disse a juíza.

Blog JURU EDM DDSTAQUE com PB Agora

Lula cai, Flávio Bolsonaro sobe e empata com o petista no 2º turno

A sete meses da eleição presidencial, pesquisa Genial/Quaest mediu as intenções de voto para o Palácio do Planalto

Daniela SantosPedro Grigori
Arte Metrópoles
Montagem com fotos de Lula e Flavio Bolsonaro - Metr[opoles

Nova rodada da pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira (11/03), mostra pela primeira vez o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) numericamente empatados no 2º turno das eleições presidenciais.

O presidente caiu dois pontos percentuais em relação ao último levantamento, divulgado em fevereiro, e marcou 41% das intenções de voto. Já Flávio cresceu três pontos percentuais e alcançou o oponente, com 41%. Confira os números:

Pesquisa Genial/Quaest
Pesquisa Genial/Quaest: Lula e Flávio Bolsonaro
Pesquisa Genial/Quaest: Lula e Flávio Bolsonaro

O levantamento testou mais cenários

Além de analisar as intenções de voto com Flávio Bolsonaro na disputa presidencial, a Genial/Quaest testou mais seis cenários de Lula contra outros oponentes: Ratinho Júnior (PSD), Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD), Eduardo Leite (PSD), Renan Santos (Missão) e Aldo Rebelo (DC).

Lula venceria os seis oponentes no segundo turno. O melhor resultado é do governador do Paraná, Ratinho Jr, que aparece com 33% das intenções de voto contra 42% do petista — diferença de nove pontos percentuais.

Contra o governador mineiro, Romeu Zema, a diferença é de 10 pontos percentuais: 44% de Lula e 34% do político do Novo. Confira todos os cenários:

Pesquisa Genial/Quaest
Pesquisa Genial/Quaest: cenários de 2º turno
Pesquisa Genial/Quaest: cenários de 2º turno

A pesquisa entrevistou, pessoalmente, 2.004 eleitores com mais de 16 anos, entre os dias 6 e 9 de março. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O levantamento está protocolado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sob o registro BR-05809/2026.

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