CNT/MDA: Nova pesquisa coloca Lula e Flávio em empate técnico no segundo turno das eleições; veja os números
Imagem Ilustrativa/IA
Pesquisa da Confederação Nacional do Transporte (CNT), em parceria com o Instituto MDA Pesquisa, divulgada nesta sexta-feira (16/10), aponta o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tecnicamente empatados no segundo turno. O parlamentar tem 50,5% das intenções de voto contra 49,5% do petista.
Lula e Flávio se enfrentam nas urnas em 25 de outubro. No levantamento anterior do instituto, divulgado em 3 de outubro, o atual presidente tinha 52,3% ante 47,7% do adversário.
Entre os entrevistados que votariam no candidato do PL, 56% são homens e 46% são mulheres. Dos eleitores que declararam voto em Lula, 54% são mulheres e 44% são homens.
No levantamento, 92, 9% disseram que a escolha é definitiva e 71% admitiram que podem mudar o voto até o dia da eleição.
As entrevistas foram feitas presencialmente entre 13 e 15 de outubro. Foram ouvidos 2.002 eleitores com 16 anos ou mais, nas 27 unidades da Federação, em cerca de 140 municípios.
A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi contratada pela própria CNT e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-00652/2026.
Governo Trump diz apoiar eleições livres no Brasil, mas defende sanções contra Alexandre de Moraes e medidas contra PCC e Comando Vermelho
O Departamento de Estado dos Estados Unidos afirmou, em carta enviada a uma congressista norte-americana nessa quinta-feira (15), que o governo de Donald Trump apoia o direito dos brasileiros de escolher seus representantes em eleições livres e justas. No mesmo documento, porém, a administração norte-americana defendeu medidas adotadas contra autoridades brasileiras e a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.
A manifestação foi uma resposta a uma carta enviada em setembro por 31 deputados dos Estados Unidos, que pediram à Casa Branca respeito ao processo eleitoral brasileiro. Na ocasião, os parlamentares acusaram o governo Trump de tentar interferir nas eleições do Brasil por meio de medidas econômicas, políticas e diplomáticas. Na resposta, o Departamento de Estado afirmou que manterá o diálogo com a sociedade brasileira, o setor privado e o próximo governo eleito para promover segurança, comércio, investimentos e prosperidade entre os dois países.
Ao justificar as sanções aplicadas ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), com base na Lei Magnitsky, em julho de 2025, o departamento alegou que a decisão foi fundamentada em documentos e evidências de supostas violações graves de direitos humanos. O órgão acusou o magistrado de autorizar prisões preventivas injustificadas e de comprometer a liberdade de expressão. Alexandre de Moraes também foi acusado pelo governo norte-americano de adotar medidas politicamente motivadas para silenciar críticos. O nome do ministro foi retirado da lista de sancionados em dezembro de 2025.
O Departamento de Estado também defendeu a classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas, alegando que as facções são violentas, promovem ataques contra autoridades e civis e representam ameaças à segurança regional e aos Estados Unidos. Segundo o órgão, as medidas fazem parte do compromisso do governo Trump de combater organizações criminosas na região. A carta, portanto, combina a declaração de apoio às eleições brasileiras com a defesa de ações norte-americanas que já provocaram divergências diplomáticas com o Brasil.
Nesta sexta-feira (16/10), o presidenciável Flávio Bolsonaro teve almoço reservado com a cúpula da TV Globo, antecedendo participação na sabatina do 'Jornal Naciona'. O encontro acabou chamando atenção nos bastidores, uma vez que a emissora proibiu até os funcionários de encontrar Lula antes da entrevista para o jornalístico.
O encontro aconteceu com os principais executivos da TV Globo na sede da emissora, localizada no bairro Jardim Botânico, zona sul do Rio de Janeiro.
Durante o encontro foi servido um almoço onde Flávio estava acompanhado de um assessor de imprensa e do senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador-geral da campanha presidencial do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Em nota, a TV Globo confirmou a visita de Flávio à sede da emissora, onde ele se encontrou com João Roberto Marinho, presidente do Grupo Globo, e Paulo Tonet, vice-presidente de Relações Institucionais.
Apesar da emissora afirmar que o encontro não contou com a presença de lideranças do jornalismo, uma certa desconfiança do público surgiu e a situação passou a repercutir nas redes sociais. Recentemente, foram divulgadas pela Polícia Federal (PL) uma troca de mensagens entre o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, e o diretor-geral de Mídia Impressa e Rádio da TV Globo, Frederic Kachar, onde é possível ver uma suposta interferência nos conteúdos da emissora.
Após a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 pelo Congresso Nacional, na quarta-feira (14), representantes do setor apontaram riscos de aumento dos custos de produção, dificuldades para contratar trabalhadores e redução da capacidade produtiva.
A Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep) informou que estuda apresentar uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) contra a proposta. A entidade questiona a previsão de tratamento diferente entre categorias de trabalhadores, alegando que a exclusão de profissionais com diploma de nível superior e remuneração acima de 2,5 vezes o teto do INSS violaria o princípio constitucional da isonomia.
“Criar duas categorias de trabalhadores, uma com direito constitucional à jornada limitada e outra sem, é vedado pela própria Constituição, porque fere o tratamento isonômico”, afirmou o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette.
Segundo a federação, a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas poderá gerar um custo adicional de R$ 4,1 bilhões para o agronegócio paranaense, além de exigir a contratação de 107 mil trabalhadores.
Em nota, a entidade afirmou que a alteração da jornada, sem considerar as particularidades da atividade agropecuária e sem medidas complementares, pode elevar os custos de produção, agravar a falta de mão de obra e reduzir a competitividade das propriedades rurais.
“Não somos contrários à valorização do trabalhador. Pelo contrário, não existe agropecuária forte sem profissionais qualificados e bem remunerados. Mas é preciso equilíbrio”, afirmou.
Setor de proteína animal prevê mudanças na oferta
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), que representa empresas dos segmentos de aves, suínos e ovos, informou que cumprirá a legislação que estabelecer as novas regras para a jornada de trabalho.
A entidade, porém, avalia que a mudança poderá afetar a capacidade produtiva e exigir adaptações na organização do trabalho. Em comunicado, a associação alertou para possíveis reduções na oferta de determinados produtos.
A ABPA também apontou a possibilidade de aumento do custo médio de produção, com eventual repasse de parte dessas despesas aos consumidores.
Blog JURU EM DESTAQUE com Polêmica Paraíba - Pedro Nery
O Congresso Nacional promulgou, nesta sexta-feira (16), a Emenda Constitucional nº 141 de 2026, que põe fim à escala de seis dias de trabalho e apenas um de descanso (6x1) e prevê a escala 5x2, com duas folgas por semana, para todos os trabalhadores do Brasil dentro de dois meses.
A nova Emenda foi promulgada em sessão solene com participação dos presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP); da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB); e do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.
Ministros de estado, senadores e deputados da base aliada lotaram o plenário do Senado. Lideranças da oposição não compareceram à sessão.
O presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, destacou que os impactos da medida “são incalculáveis”.
“Quanto vale mais tempo para cuidar de si e de quem se ama? Para milhões de pessoas que precisam trabalhar seis, às vezes sete dias por semana, a resposta é simples, essas coisas não tem preço, tem valor.”
Alcolumbre acrescentou que foi preciso “muita coragem” para enfrentar um assunto que “tanta gente preferia deixar para depois”.
“Um assunto que divide opiniões, que afeta as relações de trabalho e mexe com a vida de milhões de famílias. Quando o tema é complexo, o mais cômodo é deixar para lá e não enfrentar. Mas o Legislativo brasileiro escolheu o caminho certo, não o caminho fácil”, completou o presidente do Senado.
O presidente da Câmara, Hugo Motta, afirmou que o fim da 6x1 alcança milhões de brasileiros que “acordam antes do amanhecer, atravessam cidades inteiras e dedicam grande parte de seus dias ao trabalho”.
Motta acrescentou que os impactos da mudança para os micro e pequenos negócios serão mitigados pela aprovação do aumento do limite anual de faturamento dos MEIs dos atuais R$ 80 mil para R$ 110 mil em 2027 e R$ 140 mil em 2028.
“O texto também permite a contratação de até dois funcionários por microempreendedor, garantindo assim que o MEI possa ter um funcionário a mais do que aquele que é permitido atualmente. Afinal, fortalecer o MEI é fortalecer milhões de famílias brasileiras”, completou Motta.
Após a promulgação, o presidente Lula comemorou a medida e criticou os grupos que atacaram a PEC alegando que ela iria quebrar o Brasil.
“Eu lembro da campanha do 13º salário, no começo dos anos 1960, foi a mesma coisa: vai quebrar as empresas! Vai afundar as empresas! No mundo inteiro não tem isso. Não quebrou as empresas. O dado concreto é que toda vez que os trabalhadores conseguem um benefício, ele vive um pouco mais, ele tem um pouco mais de prazer na vida”, destacou.
Entenda a nova emenda
A emenda aprovada na quarta-feira prevê também uma redução gradual da jornada de trabalho das atuais 44 horas para 40 horas semanais, sem redução salarial, dentro de um período de transição de 14 meses.
Nascida a partir de pressão das ruas e atendendo a uma demanda histórica dos trabalhadores e sindicatos, a proposta teve a tramitação concluída na última quarta-feira (14) no Senado, com 75 votos favoráveis contra 1, do ex-vice-presidente e senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS).
Apoiada pelo governo, a votação contou com apoio também da oposição, que era contra a PEC e tentava impedir a votação nesta semana. Após a sessão ter sido marcada, no entanto, a oposição liberou a bancada, que votou majoritariamente pelo fim da 6x1.
A nova regra institui a obrigatoriedade de dois dias de descanso por semana, além de reduzir a jornada de trabalho das atuais 44 horas para 40 horas semanais. Tudo isso sem redução salarial.
O texto permite, por outro lado, compensar o sábado ou domingo trabalhados no caso de categorias com jornadas especiais. O número de folgas remuneradas, no entanto, deve ser mantido em duas por semana, em média, gozadas obrigatoriamente no mesmo mês.
A PEC ainda permite jornadas diferenciadas para trabalhadores com diploma de ensino superior que recebem, atualmente, igual ou acima de R$ 21.188,87, desde que mantida a escala 5x2. Nesses casos, a negociação direta entre patrão e trabalhador deve definir a duração do trabalho.
A proposta prevê que lei complementar posterior poderá estabelecer medidas transitórias de mitigação dos impactos da redução da jornada para os microempreendedores individuais (MEIs), microempresas e empresas de pequeno porte.
Transição
A implementação da redução da jornada de 44 para 40 horas terá uma transição de até 14 meses. A exceção são os trabalhadores terceirizados da administração pública, que terão uma regra de transição diferenciada.
Para todos os demais trabalhadores, as empresas terão que garantir a escala 5x2 em até 60 dias, contados a partir de hoje, assim como a redução da jornada para 42 horas semanais.
Doze meses após essa primeira redução, a jornada cai para 40 horas.
No intervalo entre o segundo e o 14º mês após a promulgação, o empregador deverá distribuir, ao longo da semana, as duas horas acima das oito normais de serviço.
Se repartidas igualmente, o empregado terá que trabalhar 8 horas e 24 minutos nos cinco dias na semana.
Finalizada a fase de transição, todos os empregados devem trabalhar, no máximo, oito horas diárias e 40 horas semanais em cinco dias na semana. Para trabalhar mais horas, é necessário pagamento de hora-extra.
Veja as regras de transição da PEC que acaba com a escala 6x1:
escala de 5 dias de trabalho com 2 dias de descanso (após 60 dias);
redução da jornada de 44 horas para 42 horas semanais (após 60 dias)
jornada de 42 horas para 40 horas semanais, mantida a escala 5x2 (em 14 meses).
Acordos coletivos
A Emenda Constitucional permite ainda, excepcionalmente, e mediante convenção ou acordo coletivo de trabalho, que seja estabelecido regime compensatório que permita escala diferente da 5x2.
Nesses casos, os trabalhadores precisam ser compensados no mesmo “mês-calendário”, garantindo “o gozo de pelo menos um dos dias dentro do período máximo de uma semana de trabalho”.
Ou seja, um trabalhador pode fazer ainda a escala 6x1, desde que prevista em acordo coletivo. Nesse caso, o dia trabalhado a mais terá que ser compensado com uma folga dentro do mesmo mês. Ao final desse mês, ele terá que ter gozado, na média, o equivalente a duas folgas remuneradas por semana.
Em outro parágrafo, a Emenda permite que uma lei posterior pode prever regimes diferentes para duração do trabalho e dias de repouso, desde que respeitados os limites de 40 horas semanais e dois dias de repouso remunerado por semana.
Terceirizados do Estado
As empresas que prestam serviços para o Estado terão prazo de 12 meses após promulgação da emenda, e não 60 dias como as demais, para acabar com a escala 6x1 dos empregados.
A nova jornada passará a valer no momento da formalização do aditamento do contrato das empresas com o Poder Público. Porém, os contratos aditados após 60 dias da promulgação da emenda já terão que observar a nova jornada de trabalho instituída pela PEC.
Saiba mais no Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil:
Bebê é morto com golpes de faca na manhã da última quarta-feira (14), em Patos, na Paraíba; os pais da criança foram detidos
Um bebê morreu após ser ferido com golpes de faca na manhã da última quarta-feira (14), em Patos, no Sertão da Paraíba. Os pais da criança foram detidos e são suspeitos do crime, mas a Polícia Civil ainda investiga quem foi o autor das agressões.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado pela Polícia Militar e, ao chegar ao local, encontrou o bebê em cima de uma cama, já sem sinais de vida. Segundo o médico do Samu, a criança apresentava diversas perfurações provocadas por faca, principalmente na região abdominal, além de ferimentos em outras partes do corpo.
De acordo com a Polícia Civil, o bebê era do sexo masculino e tinha poucos dias de vida. A idade exata ainda não havia sido confirmada porque os policiais não localizaram a documentação da criança.
Segundo a Polícia Militar, os pais foram encontrados no local e levados à delegacia. Em relatos iniciais aos policiais, um atribuiu ao outro a responsabilidade pelos golpes que atingiram o bebê.
A Polícia Civil informou que os dois permaneciam sob custódia enquanto eram realizadas as primeiras diligências. O delegado responsável pelo caso afirmou que os investigadores aguardavam os resultados dos exames periciais e que os pais seriam ouvidos separadamente para esclarecer o que aconteceu.
Até a última atualização desta reportagem, as circunstâncias do caso ainda eram investigadas, e a autoria dos golpes não havia sido definida.
Casa onde bebê foi morto a facadas é invadida e tem objetos queimados em Patos, na Paraíba
Colchão e cama foram retirados da residência e queimados durante a madrugada desta quinta-feira (15); o bebê foi morto na quarta-feira (14) com pelo menos 15 facadas, segundo a Polícia Civil.
Casa onde bebê foi morto a facadas é invadida e tem objetos queimados em Patos, PB — Foto: Reprodução/TV Sol
De acordo com a Polícia Militar, equipes haviam realizado rondas na região para evitar atos de vandalismo contra a casa. A invasão aconteceu durante a madrugada, em um intervalo entre as passagens das viaturas.
A Polícia Civil busca informações que possam ajudar a identificar os responsáveis pela invasão, pelo saque e pelo incêndio dos pertences. Caso sejam identificados, os envolvidos poderão responder pelos danos causados à residência.
A corporação também informou que a invasão não prejudicou as investigações sobre a morte do bebê, já que a perícia na casa foi realizada ainda na quarta-feira (14), dia em que a criança foi encontrada morta.
Entenda o caso
Bebê é morto com golpes de faca em Patos, no Sertão da PB — Foto: Reprodução/TV Sol
Um bebê morreu após ser ferido com golpes de faca na manhã da quarta-feira (14), em Patos. Os pais da criança foram detidos.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado pela Polícia Militar e, ao chegar ao local, encontrou o bebê em cima de uma cama, já sem sinais de vida.
Segundo o médico do Samu, a criança apresentava diversas perfurações provocadas por faca, principalmente na região abdominal, além de ferimentos em outras partes do corpo. De acordo com a Polícia Civil, o bebê era do sexo masculino e tinha 23 dias de vida.
Conforme a corporação, após serem detidos e ouvidos em depoimento, os dois apresentaram versões conflitantes sobre o que teria ocorrido e atribuíram um ao outro a responsabilidade pelo crime.
Apesar da tipificação dos crimes, as investigações seguem para delimitar a participação de cada um no caso. De acordo com o delegado Gilson Duarte ao g1, duas hipóteses são investigadas: se a mulher cometeu o crime sozinha ou se o homem participou da ação. Também é apurada uma possível omissão do pai na morte do bebê.
O delegado informou que, após as prisões, as versões apresentadas nos depoimentos foram comparadas com relatos de testemunhas. A polícia ouviu vizinhos e pessoas que passavam pela rua onde o crime aconteceu.
Entre as inconsistências dos depoimentos, segundo o delegado, está a versão apresentada pela mulher de que teria filmado o ocorrido. No entanto, durante a verificação inicial do aparelho, a polícia não encontrou vídeos relacionados ao crime. O celular foi apreendido e vai passar por perícia.
Ainda conforme o delegado, a perícia inicial feita no local apontou que o bebê sofreu pelo menos 15 golpes de faca. O corpo foi encaminhado ao Instituto de Polícia Científica da Paraíba (IPC-PB), onde passa por exames. Um laudo deve confirmar a quantidade de ferimentos.
Gilson Duarte também informou que o pai e a mãe do bebê estavam separados havia algum tempo, mas estiveram juntos na mesma residência no dia do crime. Segundo a Polícia Civil, a mulher teria ido a Patos para retirar alguns móveis da casa. Essa versão foi apresentada por ela em depoimento. A mulher também teria outro relacionamento com uma pessoa de São Bento, no Sertão da Paraíba.
Perícia confirma 24 facadas e perfuração no coração de bebê de 23 dias morto em Patos, na Paraíba; “Ele sofreu, agonizou”, diz chefe do Numol
O recém-nascido sofreu ferimentos no rosto, tórax, abdômen e costas; os pais, ambos de 19 anos, estão presos e atribuem um ao outro a responsabilidade pelo crime.
Dr. Dionísio Filho, chefe do Numol de Patos - (Foto: Felipe Vilar/Patos Online)
A perícia realizada no corpo do recém-nascido Bryan Gabriel, de 23 dias, morto em Patos, no Sertão da Paraíba, confirmou que a criança sofreu 24 golpes de arma branca, sendo que uma das perfurações atingiu o coração. O crime aconteceu na última quarta-feira (14), e os principais acusados são os pais do bebê, Marcos Gabriel e Mirelly Laila, ambos de 19 anos, que estão presos aguardando audiência de custódia.
Em entrevista ao programa Correio Verdade, da TV Correio, o chefe do Núcleo de Medicina e Odontologia Legal (Numol) de Patos, Dionísio Filho, afirmou que as lesões identificadas no corpo da criança indicam que não há possibilidade de o caso ser tratado como um acidente. Segundo o perito, a quantidade e a localização dos ferimentos apontam para uma ação intencional.
De acordo com Dr. Dionísio, o bebê apresentava perfurações no rosto, no tórax, no abdômen e nas costas. Uma delas atingiu o coração, provocando uma grave hemorragia.
“Um caso chocante. A equipe pericial identificou no corpo da criança 24 perfurações por arma branca. A gente pode afirmar que ele sofreu, agonizou antes da morte”, relatou o perito durante a entrevista.
Ainda conforme Dr. Dionísio Filho, a criança sofreu um choque hemorrágico em decorrência da perda de sangue. O médico-legista também informou que o corpo permanece no Núcleo de Medicina e Odontologia Legal (Numol), em Patos, aguardando que um familiar faça a liberação para o velório e o sepultamento.
Confira a entrevista abaixo:
Pais apresentam versões conflitantes
Marcos Gabriel e Mirelly Laila foram presos suspeitos de envolvimento no homicídio do próprio filho. Os dois passaram por interrogatórios conduzidos pela Polícia Civil e, segundo o delegado Emerson Barbosa, da Delegacia de Homicídios e Entorpecentes (DHE) de Patos, atribuem um ao outro a responsabilidade pelas agressões contra o bebê.
Em entrevista à imprensa, o delegado também apresentou detalhes sobre o relacionamento do casal e as circunstâncias que antecederam o crime.
Segundo o delegado, o pai afirmou em depoimento que a mãe teria atacado o bebê por ciúmes da atenção que ele dedicava à criança. Ele relatou ter presenciado o primeiro golpe e, em seguida, deixado a residência em desespero.
Ainda conforme o relato apresentado pelo suspeito, ele não teria retornado para verificar o estado de saúde do filho após sair do imóvel. Essa circunstância também é analisada pela investigação, especialmente quanto à possível omissão de socorro.
Já a mãe apresentou uma versão diferente. De acordo com o delegado, ela afirmou que o pai teria iniciado uma discussão porque não queria que ela deixasse a residência levando a criança. Segundo a versão dela, o homem teria oferecido uma faca repetidas vezes e, posteriormente, segurado seus braços e forçado sua mão a desferir os golpes, inicialmente contra ele.
Conforme o delegado, as declarações ainda precisam ser confrontadas com os demais elementos da investigação. Até o momento, a Polícia Civil não concluiu quem teria desferido os golpes nem definiu a responsabilidade individual de cada um dos investigados.
Emerson Barbosa relatou que o casal teve um relacionamento marcado por separações e reconciliações. Conforme as informações apuradas nos interrogatórios, os dois se conheceram por meio do jogo on-line Free Fire e chegaram a morar juntos em Minas Gerais por cerca de quatro a cinco meses.
Posteriormente, retornaram à Paraíba e alugaram uma residência em Patos. À época do crime, porém, não estavam mais vivendo juntos. Segundo o delegado, a mãe havia retornado para um antigo companheiro, residente em São Bento, e foi a Patos para buscar seus pertences.
A discussão teria ocorrido enquanto ela organizava as roupas e os objetos pessoais para deixar a cidade. A possível motivação e a dinâmica exata do homicídio ainda estão sendo investigadas.
Os dois suspeitos têm audiência de custódia prevista para a tarde desta quinta-feira (15), procedimento em que a Justiça avaliará as circunstâncias das prisões.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil.
Blog JURU EM DESTAQUE com Patos Online - Por: Felipe Vilar
Pais de bebê morto a facadas em Patos têm prisão preventiva decretada pela Justiça
Em audiência de custódia, realizada nessa quinta-feira (15), a juíza converteu as prisões em flagrante em preventivas; decisão cita a gravidade do crime, versões contraditórias e necessidade de preservar testemunhas
Foto: Patos Online
A Justiça da Paraíba converteu em prisão preventiva as prisões em flagrante de Marcos Gabriel Santos Pacheco de Alacoque e Mirelly Laila Lucena Braz, ambos de 19 anos, acusados pelo envolvimento na morte do filho, um bebê de apenas 23 dias, assassinado a facadas na quarta-feira (14), em Patos, no Sertão paraibano.
A decisão foi proferida pela juíza Vanessa Moura Pereira de Cavalcante durante audiência de custódia realizada às 15h desta quinta-feira (15). Com a medida, os dois deverão permanecer presos, à disposição da Justiça.
No termo da audiência, obtido pelo Patos Online, a magistrada homologou as prisões em flagrante e acolheu o pedido do Ministério Público da Paraíba (MPPB) pela conversão em preventiva. A defesa, por sua vez, havia solicitado a concessão de liberdade provisória.
Juíza aponta gravidade do crime e risco à investigação
Na decisão, a juíza destacou a gravidade concreta do caso, considerando a idade da vítima e a violência dos ferimentos. Conforme o documento, a criança foi atingida por golpes de faca dentro da residência da família, localizada na Rua Francisco Germano, no bairro Dona Milindra, e morreu no local.
A magistrada também ressaltou que, no momento das agressões, apenas os dois investigados estariam no imóvel com o bebê. Embora apresentem versões contraditórias sobre quem iniciou as agressões, ambos confirmaram, segundo a decisão, que a faca utilizada esteve sob o domínio e foi manuseada pelo casal durante a ocorrência.
Outro ponto considerado foi a necessidade de preservar a instrução criminal. O documento menciona o relato de uma testemunha segundo o qual Mirelly teria tentado alterar elementos da cena ao limpar as mãos ensanguentadas no corpo de Marcos Gabriel. A decisão também aponta a necessidade de resguardar os depoimentos de vizinhos que moram no mesmo beco.
"Há relato expresso da testemunha dando conta de que a autuada tentou forjar elementos probatórios, limpando propositadamente as mãos ensanguentadas no corpo de Marcos Gabriel após ele chamar a atenção para a ausência de manchas. Diante das declarações conflitantes dos investigados e da necessidade de resguardar testemunhas vizinhas residentes no mesmo beco, o encarceramento é indispensável para preservar a integridade da prova testemunhal",cita um trecho da decisão.
A juíza citou ainda o risco de fuga, considerando informações constantes nos autos sobre a ausência de vínculos duradouros dos investigados com a comarca e as mudanças de residência relatadas durante a investigação.
Pais apresentam versões conflitantes
Quando a Polícia Militar chegou ao local, segundo o termo judicial, Mirelly estava com as mãos, o rosto e as roupas ensanguentados e gritava na rua que o companheiro havia matado o filho. Marcos Gabriel, por sua vez, estava em um beco próximo e também pedia socorro, atribuindo à mãe a autoria dos golpes.
Durante os interrogatórios, os dois apresentaram versões conflitantes sobre a dinâmica das agressões e atribuíram um ao outro a responsabilidade pelo crime. A autoria dos golpes ainda deverá ser esclarecida no decorrer da investigação.
O caso foi registrado inicialmente como suspeita de homicídio qualificado e omissão de socorro. A decisão judicial menciona o enquadramento provisório nos artigos 121, § 2º, incisos I, III e IX, e § 4º, e 135, parágrafo único, do Código Penal.
Os ferimentos atingiram regiões como rosto, tórax, abdômen e costas. Segundo o perito, as lesões indicam que a criança sofreu antes de morrer.
Investigação terá novos exames
Além de manter os dois suspeitos presos, a juíza autorizou a coleta de material biológico dos investigados e determinou a juntada dos laudos periciais pendentes, incluindo exames de necropsia, do local do crime, pesquisa de sangue e perfil genético.
A decisão também autorizou a extração pericial de dados dos telefones celulares, medida considerada necessária para o avanço das investigações.
Marcos Gabriel e Mirelly Laila deverão permanecer presos preventivamente enquanto o caso segue sob apuração. A investigação busca esclarecer a participação de cada um na morte do recém-nascido.
Blog JURU EM DESTAQUE com Patos Online - Por: Felipe Vilar
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O ex-banqueiro Daniel Vorcaro custeou e promoveu em seu tríplex no Itaim Bibi, na zona oeste de São Paulo, uma festa com garotas de programa para o ministro Kassio Nunes Marques, do STF (Supremo Tribunal Federal), no dia 28 de fevereiro de 2025, segundo reportagem da revista Piauí publicada nessa quinta-feira (15).
As mensagens não deixam claro se o dono do Banco Master participou do evento. Segundo mensagens obtidas pela PF (Polícia Federal) no celular do ex-banqueiro, ele cuidou de todos os detalhes e envolveu sete pessoas -dois motoristas, um chef de cozinha, um mordomo, uma faxineira, um arquiteto e uma agenciadora de garotas de programa- na organização do encontro entre o magistrado e as mulheres.
As despesas com a festa para 15 convidados somaram R$ 27 mil, sendo cerca de R$ 21,1 mil em carnes e caviar. No mesmo dia da festa, Vorcaro conversava com um interlocutor que seria Paulo Sergio Souza, ex-diretor do Banco Central, sobre o uso do depósito compulsório, verba que as instituições financeiras devem destinar a uma conta no BC, para garantir o funcionamento do Master, descumprindo as regras para operar no país.
Conforme diálogo entre Vorcaro e o mordomo contratado, cujo nome estava salvo como "Michael" nos contatos do ex-banqueiro, um quarto do tríplex foi emprestado ao presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e a cinco mulheres por volta das 20h50. Mais tarde, às 22h08, Michael escreveu: "Pessoal tudo pelado na piscina. Uma passou mal vomitou mais tá bem já".
"Ministro tá sem pressa nenhuma de ir embora acabou de falar que está renovando para começar tudo novamente", acrescentou o mordomo. Segundo ele, Nunes Marques teria ido embora por volta das 23h15. Depois, Michael enviou a Vorcaro fotos que mostravam três preservativos usados sobre um tapete e uma calcinha de renda preta encontrada embaixo de um travesseiro.
Questionado sobre a festa e o impacto do evento sobre sua atuação como relator do caso Master, o magistrado enviou nota à Folha afirmando que nunca autorizou ninguém a falar em seu nome e não pode se responsabilizar por conversas ou ações de terceiros.
"O ministro Kassio Nunes Marques nunca votou a favor de Daniel Vorcaro (inclusive deu voto pela manutenção da prisão), nunca trocou mensagens com ele e nem pediu nada ao banqueiro", diz a nota.
Na terça-feira (13), reportagem do UOL revelou que Vorcaro financiava uma rede de prostituição de alcance internacional desde 2023, na qual aplicou ao menos R$ 4,3 milhões e envolveu intermediários, uma casa noturna em São Paulo e mulheres russas, ucranianas, venezuelanas, argentinas e polonesas -que eram chamadas pelo ex-banqueiro e por um promotor de eventos de "escravas" e "kengas".
O dono do Master negou em nota o envolvimento com a exploração sexual de mulheres. "Nego veementemente que tenha, em algum momento, explorado ou desrespeitado mulheres. Isso não é da minha índole. Na verdade, a falsa narrativa criada é exatamente o oposto do que sou, o que pode ser confirmado por qualquer mulher que me conheceu ou com quem me relacionei", disse.
Nessa quinta-feira (15), o Grupo Globo demitiu Frederic Kachar, diretor-geral de Mídia Impressa e Rádio, após a divulgação de mensagens trocadas entre o profissional e Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.
Nas mensagens obtidas pela Polícia Federal, há diálogos com negociação de publicidade e patrocínio de eventos, além de publicar matérias que interessariam a negócios de Vorcaro.
Em uma das mensagens, o banqueiro reclamou de uma reportagem sobre o Banco Master feita por Malu Gaspar, colunista do jornal O Globo. Kachar indicou que iria conversar com a jornalista para mudança de postura e direção dos artigos. Vorcaro também se queixou de um texto do Valor Econômico e disse que o veículo queria "lacrar".
As conversas aconteceram entre outubro de 2023 e julho de 2025 e em muitas mensagens há uma suposta interferência no jornalismo da emissora. Há ainda mensagens misóginas com exposição de atrizes e apresentadoras da própria Globo.
Vorcaro também fala sobre a contratação de Luciano Huck para promover empresas ligadas ao banqueiro, onde o apresentador e a emissora teriam faturado milhões com a 'parceria'.
Em nota, a emissora definiu as conversas do diretor com o banqueiro como inadequada: "O Grupo Globo comunicou hoje o desligamento do diretor-geral de Mídia Impressa e Rádio, Frederic Kachar. O conteúdo das conversas privadas mantidas com Daniel Vorcaro entre outubro de 2023 e julho de 2025, às quais a empresa teve acesso ontem, revela uma relação inadequada do executivo com um anunciante.
A Editora Globo reforça seu compromisso com a ética e a transparência e reafirma a absoluta independência editorial do jornalismo de seus veículos, premissa essencial de sua atuação. O protagonismo da cobertura crítica, isenta e independente que tem feito do caso Master é a demonstração concreta do compromisso inegociável de seus veículos com os Princípios Editoriais do Grupo Globo.
A empresa reconhece os 29 anos de dedicação de Kachar ao desenvolvimento de seus negócios de mídia e informa que o nome de seu substituto à frente da Editora Globo e do Sistema Globo de Rádio será divulgado em breve", destacou em nota.
Globo demite diretor-geral após vazamento de conversas com Vorcaro
Polícia Federal e Polícia Militar prendem homem e apreendem aproximadamente 520 quilos de maconha nas proximidades de Água Branca, no Sertão da Paraíba
A Polícia Federal e a Polícia Militar da Paraíba prenderam um homem em flagrante, na última quarta-feira (14), durante uma abordagem nas proximidades de Água Branca, no Sertão paraibano. As equipes apreenderam aproximadamente 520 quilos de maconha transportados em um veículo.
A operação contou com apoio da ROTAM de Patos e do 20º Batalhão da Polícia Militar, sediado em Princesa Isabel. A ação foi realizada a partir de informações compartilhadas pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO), em Mossoró, no Rio Grande do Norte.
Durante a fiscalização, os policiais encontraram a carga da droga e conduziram o suspeito e o material apreendido à Delegacia da Polícia Federal em Patos, onde foram realizados os procedimentos legais.
A investigação continuará para identificar a origem e o destino dos entorpecentes, além de apurar a possível participação de outras pessoas no transporte da carga.
Blog JURU EM DESTAQUE com Fonte 83 | Por Ingreson Derze
INTENÇÃO DE VOTOS: Pesquisa Datafolha aponta Flávio Bolsonaro com 51% dos votos válidos contra 49% de Lula no segundo turno das eleições
Foto: Reprodução/Polêmica Paraíba
A Pesquisa Datafolha divulgada nessa quinta-feira (15) aponta o senador e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL) com 51% dos votos válidos contra 49% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais.
No último levantamento , divulgado no dia 8 de outubro, o candidato do PL tinha 52% ante 48% do petista. Considerando os votos totais, Flávio Bolsonaro acumula 47%, contra 45% do atual presidente, de acordo com a sondagem. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou menos. Com isso, o novo estudo revela que Lula avançou e Flávio Bolsonaro recuou em relação às pesquisas anteriores.
Conforme a pesquisa, os indecisos somam 2%, enquanto 6% dizem votar em branco ou nulo.
O Datafolha ouviu 2.520 pessoas com 16 anos ou mais entre de 13 a 15 de outubro. A margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-00466/2026.
No primeiro turno das eleições presidenciais, no dia 04 de outubro deste ano, Flávio Bolsonaro encerrou na frente com 47,03% dos votos, enquanto Lula obteve 45,16%. O segundo turno acontece no dia 25 de outubro.
Blog JURU EM DESTAQUE com Polêmica Paraíba - Juliana Cavalcanti
ACIDENTE FATAL: Adolescente de 16 anos de idade morre após receber descarga elétrica, em Tabira, no Sertão de Pernambuco
Um adolescente de 16 anos de idade, identificado como Carlos Aysllan Santos de Lima, morreu na última terça-feira (13), em Tabira (PE), no Sertão do Pajeú, após um possível acidente envolvendo eletricidade.
Informações preliminares apontam que Carlos estaria realizando a limpeza de uma caixa-d’água localizada em um banheiro. Como o ambiente estava escuro, ele teria utilizado uma extensão elétrica com uma lâmpada para iluminar o local.
Durante o serviço, ainda segundo relatos, a extensão teria entrado em contato com a água que permanecia no reservatório, provocando uma descarga elétrica.
O jovem não resistiu. As circunstâncias exatas do acidente ainda deverão ser esclarecidas pelas autoridades.