Após fala do presidente Lula sobre facções do PCC e Comando Vermelho, aliado de Donald Trump provoca: “Chora mais”
Lula e Trump
Jason
Miller, estrategista político e aliado do presidente dos Estados
Unidos, Donald Trump, respondeu no último sábado (30/05) às declarações do
presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre a decisão do governo
norte-americano de incluir o PCC e o Comando Vermelho na lista de
organizações terroristas. A manifestação foi feita por meio das redes
sociais, onde Miller criticou o posicionamento do chefe do Executivo
brasileiro.
Na publicação, Miller escreveu que Lula deveria “chorar mais”.
Além
da crítica, o ex-conselheiro de Trump utilizou a expressão “womp womp”
na publicação. Bastante popular nas redes sociais, o termo costuma ser
empregado de forma irônica para minimizar reclamações ou demonstrar
desinteresse diante da insatisfação de alguém. A expressão faz
referência ao som característico de um trombone usado para representar
decepção ou fracasso.
Durante
agenda em Sergipe, na sexta-feira (29/05), o presidente Luiz Inácio Lula
da Silva (PT) fez críticas ao senador e pré-candidato à Presidência
Flávio Bolsonaro (PL), a quem classificou como “traidor”. A declaração
foi dada após a viagem do parlamentar a Washington, onde participou de
reuniões com autoridades dos Estados Unidos.
Durante
o discurso, Lula também voltou a defender a PEC da Segurança Pública,
proposta apresentada pelo governo federal e atualmente em tramitação no
Senado. O presidente afirmou que a medida é um instrumento importante no
enfrentamento ao crime organizado e criticou quem busca soluções fora
do país. “Não brinquem com a soberania desse país, não brinquem com a
nossa democracia, não duvidem das coisas que nós fazemos nesse país. Se
quiser combater o crime organizado, aprove a PEC da Segurança Pública
que está no Senado”, declarou. Até o momento, a proposta segue sem
avanço na Casa Legislativa.
"Nós não aceitamos ser tratados como moleques. Não aceitamos ser tratados como uma republiqueta", disse Lula em uma agenda em Sergipe.
O discurso veio em consonância com uma nota também divulgada pelo governo nesta sexta.
O texto ressalta que "a soberania nacional é inegociável" e que "quem define como o crime é classificado e combatido dentro do Brasil são os brasileiros, com suas instituições, suas leis e suas forças de segurança".
No discurso, o presidente Lula disse também que se sentia "triste" com a decisão do governo americano e que havia entregado ao presidente americano, Donald Trump, na visita à Casa Branca no início do mês, um documento que tratava sobre medidas para combater o crime organizado.
O governo brasileiro sempre foi contra a classificação americana, argumentando que ela poderia colocar em risco a soberania nacional ao abrir espaço para ações militares dos EUA sob o pretexto de combate ao terrorismo.
Lula disse que o PCC e o CV "são terroristas para as comunidades brasileiras", mas que "não são os terroristas que o Trump quer".
"Eles incomodam as famílias, o bairro, a cidade, roubam tudo que tem direito do povo, o direito do povo viver livremente, então eles são terroristas. E nós vamos combatê-los aqui dentro", defendeu Lula.
A nota divulgada pelo governo também argumenta que a violência praticada pelas facções "não pode ser confundido com o tipo de ação por motivos ideológicos, políticos e religiosos do terrorismo internacional".
Na reunião, Flávio defendeu que o governo dos EUA classificasse as facções como terroristas, uma bandeira defendida há mais de um ano por bolsonaristas, inclusive Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro que vive atualmente em solo americano.
Dois dias após a visita de Flávio, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, anunciou a classificação dos grupos criminosos como terroristas.
"O senhor Rubio não estava lá [na reunião com Lula], possivelmente porque ele tivesse preparado para ajudar o filho de um bolsonarista que é candidato a eleição aqui nesse país, que não tem vergonha na cara de trair a nossa pátria, de ir nos EUA pedir intervenção americana no Brasil", declarou o presidente brasileiro.
A nota do governo também menciona "traidores".
"A segurança da nossa população é importante demais para ser manipulada politicamente por traidores que tentam confundir esses conceitos. Por falsos patriotas, envolvidos com o crime organizado, que pedem a autoridades estrangeiras a interferência em assuntos brasileiros", diz o texto.
"É deplorável que mais uma vez integrantes da família Bolsonaro viajem aos Estados Unidos para defender intervenção estrangeira no Brasil, como já fizeram no tarifaço, que causou tantos danos ao nosso país."
Lula ainda argumentou que o combate ao crime organizado pelos EUA deveria acontecer entregando "os terroristas brasileiros" que estão no país.
"Sabe as armas importadas que são contrabandeadas pro Brasil? Vêm dos EUA", disse Lula, que ressaltou a aprovação do projeto de lei Antifacção.
Por fim, o presidente mencionou a situação de Alexandre Ramagem, ex-chefe da inteligência brasileira durante o governo Bolsonaro que fugiu para os EUA, e de Ricardo Magro, empresário controlador do Grupo Refit que é suspeito de elo com PCC e é o maior sonegador de impostos do Brasil.
Após a repercussão da fala de Lula em Sergipe, Flávio Bolsonaro publicou um vídeo assistindo ao discurso do presidente.
Flávio criticou o termo "nossos criminosos", usado por Lula para dizer que Trump não deveria se envolver na política de segurança do país.
"A soberania que a gente defende é a do povo brasileiro, das 50 milhões de pessoas que vivem sob o domínio desses narcoterroristas", disse.
O senador acusou o presidente de "defender esses marginais ao invés de defender as vítimas deles".
Derrota de Lula na batalha
Flávio Bolsonaro defendeu designação do PCC e do CV como organizações terroristas no encontro com Trump - Crédito, Reprodução/Instagram/@flaviobolsonaro
A batalha em torno da classificação de PCC e CV como terroristas demorou mais de um ano, com idas e vindas.
Do lado do governo brasileiro, além do argumento do risco à soberania nacional, também se alegava que a medida iria contra a legislação brasileira.
Do outro lado, o grupo liderado por Flávio Bolsonaro vinha defendendo publicamente a medida há mais de um ano apontando a posição contrária do governo Lula à designação como uma suposta demonstração de conivência da administração petista com o crime organizado.
O governo brasileiro nunca havia considerado o assunto totalmente superado dentro da administração Trump dado o que assessores de Lula classificam como imprevisibilidade do presidente norte-americano.
Apesar disso, a BBC News Brasil apurou que a decisão dos EUA pegou de surpresa até mesmo diplomatas que acompanhavam parte das conversas entre os dois países sobre o assunto.
Durante sua passagem pelos Estados Unidos, Flávio disse ter defendido, para toda a equipe de Trump, que o país tomasse a medida contra as organizações criminosas brasileiras.
Antes da viagem de Flávio, interlocutores do presidente Lula afirmavam, em caráter reservado, que o governo interpretaria um anúncio da administração Trump considerado negativo como uma possível ingerência no processo eleitoral do Brasil e que o governo responderia a exemplo do que aconteceu durante o tarifaço em 2025.
Cronologia da derrota
A ideia de adotar sanções contra organizações criminosas brasileiras como o PCC e o CV como entidades terroristas vinha sendo estudada pelo governo norte-americano há vários anos.
Em 2021, por exemplo, a Secretaria do Tesouro incluiu o PCC como uma entidade designada, uma classificação que permite impor sanções aos seus integrantes ou a empresas que mantivessem negócios com a facção.
Mas o plano de designar PCC e CV como entidades terroristas ganhou força, de fato, após o início do segundo mandato de Donald Trump, em 2025.
O plano vinha sendo discutido internamente pela área técnica do Departamento de Estado, com auxílio de oficiais da Embaixada dos Estados Unidos em Brasília.
Entre o final de 2025 e o início de 2026, o Departamento de Estado enviou assessores ao Brasil que se reuniram com promotores brasileiros especializados no combate ao crime organizado para obter mais informações sobre o assunto.
Pitta chegou a se reunir com a família Bolsonaro e, segundo o senador Flávio Bolsonaro, já naquele momento, a família defendeu a designação do PCC e do CV como organizações terroristas.
O movimento foi monitorado pelo governo brasileiro que, já naquela época, via essa possibilidade como uma possível interferência norte-americana na política brasileira de combate ao crime organizado.
Julho de 2025
Em julho de 2025, quando Trump impôs o tarifaço sobre produtos brasileiros, a expectativa na diplomacia brasileira era de que a medida sobre facções brasileiras poderia ser adotada naquela época, o que acabou não ocorrendo.
O governo Lula, por sua vez, tentou desmontar o discurso pró-designação adotando um discurso de que a classificação das facções como organização terrorista não seria efetiva no combate ao crime organizado.
Em setembro de 2025, por exemplo, Lula criticou a possível medida em seu discurso na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU).
"É preocupante a equiparação entre a criminalidade e o terrorismo. A forma mais eficaz de combater o tráfico de drogas é a cooperação para reprimir a lavagem de dinheiro e limitar o comércio de armas. Usar força letal em situações que não constituem conflitos armados equivale a executar pessoas sem julgamento", disse Lula em uma referência a ataques que vinham sendo feito pelos Estados Unidos a embarcações na costa de países latino-americanos como Venezuela e Colômbia.
O assunto continuou a ser discutido em Washington.
Março de 2026
A possibilidade de designação continuou a ser estudada pelo Departamento de Estado até que, no dia 8 de março deste ano, o portal UOL revelou que o governo norte-americano estava prestes a adotar a medida.
A notícia fez com que o governo brasileiro montasse uma espécie de "operação de emergência" para impedir a adoção da medida.
Naquele mesmo dia, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, conversou por telefone com Marco Rubio sobre o assunto.
Dois dias depois, no dia 10 de março, um porta-voz do Departamento de Estado divulgou uma nota reiterando que o governo norte-americano considerava as duas facções como ameaças ao país.
"Os Estados Unidos consideram as organizações criminosas do Brasil — incluindo o PCC e o CV — como ameaças significativas à segurança regional, devido ao seu envolvimento no tráfico de drogas, na violência e no crime transnacional", dizia o texto.
Lula passou então a defender, de forma ainda mais ostensiva, que os Estados Unidos cooperem com o Brasil no combate ao crime organizado como alternativa à designação.
Ao mesmo tempo, os governos dos dois países discutiam propostas de cooperação nessa área.
No dia 13 de março, o jornal Folha de S. Paulo revelou que os EUA haviam enviado um plano ao Brasil em que pediam que o país adotasse medidas para extinguir o PCC e o CV.
Nas semanas que se seguiram, o esforço da diplomacia brasileira parecia ter surtido efeito e a designação não veio.
Maio de 2026
O assunto, no entanto, voltou à tona nesta semana durante a visita de Flávio Bolsonaro a Washington.
Ele se encontrou com o presidente Trump, seu vice, J.D. Vance e com Marco Rubio.
Nos encontros, disse Flávio, ele defendeu a designação do PCC e do CV como organizações terroristas.
"Batemos de novo na mesma tecla de que os Estados Unidos deveriam classificar, sim, CV e PCC como organizações terroristas. Dissemos que, se Deus quiser, a partir de 2027, o Brasil vai ser um aliado no combate ao crime organizado, diferente do atual governo, que parece proteger esses marginais", disse Flávio após o encontro com Marco Rubio, na quarta-feira.
Segundo ele, Rubio teria parecido até mais favorável à proposta que Trump.
Antes da viagem de Flávio, interlocutores do presidente Lula diziam que, ainda que o governo tivesse conseguido se aproximar de Trump nos últimos meses, inclusive com uma visita ocorrida há menos de um mês, a administração petista tinha a convicção de que diversos setores do governo norte-americano têm uma preferência clara pela candidatura de Flávio Bolsonaro em relação à de Lula.
PESQUISA PB AGORA/ANOVA: números apontam virada e colocam Lucas na dianteira contra Cícero na disputa pelo Governo da Paraíba; VEJA
A mais recente pesquisa do Instituto ANova, em parceria com o portal
PB Agora, divulgada no último sábado (30) apontou, pela primeira vez, o
governador Lucas Ribeiro (PP) na dianteira da corrida eleitoral pelo
Governo da Paraíba para as eleições desse ano.
No cenário estimulado, quando os nomes dos pré-candidatos são
apresentados aos entrevistados, Lucas Ribeiro aparece na liderança com
31,9%% das intenções de voto, abrindo vantagem sobre o segundo colocado,
Cícero Lucena, que registra 28,5%. Em terceiro lugar surge o senador
Efraim Filho, com 14,3%.
Mais atrás, o pré-candidato Olímpio Rocha aparece com 0,5 % das
intenções de voto. O índice de eleitores que ainda não sabem em quem
votar é de 17,1%, enquanto 7,7% afirmaram que pretendem votar em branco
ou anular o voto.
Cícero x Efraim
Quando o nome de Lucas Ribeiro é retirado do cenário, Cícero Lucena
lidera e alcança 38,2% das intenções de voto, enquanto Efraim Filho
aparece na sequência com 19,5%. Nesse recorte, os indecisos passam a
representar 28,2%, e os votos brancos ou nulos somam 14,1%.
Lucas x Cícero
Em uma simulação sem o senador Efraim Filho, Lucas Ribeiro assume
a liderança do cenário com 34,6% das intenções de voto, aparecendo à
frente de Cícero Lucena, que registra 32,0%. Nesse confronto mais
polarizado, o índice de indecisos fica em 21,8%, enquanto os eleitores
que pretendem votar em branco ou nulo somam 11,6%.
Lucas x Efraim
Quando o nome de Cícero Lucena é retirado do cenário, Lucas Ribeiro
dispara na liderança e alcança 41,0% das intenções de voto. O senador
Efraim Filho aparece na segunda posição, registrando 18,9%%. Neste
recorte sem o ex-prefeito Cícero, o total de eleitores indecisos soma
28,2%, enquanto os votos brancos ou nulos chegam a 14,1%.
Cícero x Olímpio
Já no embate com Olímpio Rocha, o cenário é favorável para Cícero,
que pontua com 41,2%, contra apenas 3,9% de Olímpio Rocha. Os indecisos
somam 34,9%, enquanto os que disseram que votariam branco ou nulo
totalizam 20,0%
Pesquisa espontânea
Na pesquisa espontânea, quando o eleitor responde sem a apresentação
prévia de nomes, Lucas Ribeiro também lidera as intenções de voto com
17,3% das citações dos entrevistados. Cícero Lucena aparece em segundo
lugar com 14,5%, seguido pelo senador Efraim Filho, que foi lembrado por
6,9%. Nessa aferição, João Azevêdo pontuou com 1,4% e Ricardo Coutinho
por 0,1%
O percentual de indecisos permanece alto, chegando a 53,3%, enquanto 6,5% declararam voto branco ou nulo.
Dados técnicos
A pesquisa Anova/PB Agora ouviu 2.000 eleitores, com idade a partir
de 16 anos, em 70 municípios da Paraíba, entre os dias 25, 26 e 27 de
maio de 2026. O levantamento possui nível de confiança de 95% e margem
de erro de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos.
A pesquisa foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba
(TRE-PB) sob o Protocolo PB 00057/2026 e no Tribunal Superior Eleitoral
(TSE), sob o protocolo 04846/2026.
Portal Fonte83: pesquisas eleitorais, embates e articulações agitam semana política na Paraíba
Portal Fonte83: pesquisas eleitorais elevam tensão entre aliados e adversários na Paraíba
O Portal Fonte83
traz o resumo dos principais fatos e bastidores que movimentaram a
política paraibana entre os dias 25 e 29 de maio. A semana foi marcada
pela divulgação de pesquisas eleitorais, intensificação das articulações
para as eleições de 4 de outubro, troca de críticas entre lideranças
políticas, investigações envolvendo agentes públicos e debates sobre
alianças para o Governo da Paraíba e o Senado Federal.
Os números da pesquisa Instituto Data Ranking/Fonte83
dominaram o cenário político e ampliaram a disputa antecipada pelo
Palácio dos Despachos do Governo. No levantamento estimulado, o
governador Lucas Ribeiro (PP) apareceu com 30,08% das intenções de voto, seguido de perto pelo ex-prefeito Cícero Lucena (MDB),
que registrou 29,7%, consolidando um ambiente de equilíbrio técnico
entre os dois principais grupos políticos. O cenário de segundo turno
também provocou reações de aliados e adversários, ampliando a pressão
nos bastidores das articulações eleitorais.
A corrida para definição das chapas ganhou
novos capítulos ao longo da semana. Lucas Ribeiro voltou a evitar pressa
na escolha do vice, mas manteve o presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), deputado Adriano Galdino (Republicanos)
entre os nomes mais fortes dentro da base governista. Do outro lado,
Cícero Lucena elevou o tom das críticas ao atual governo e passou a
defender a necessidade de um gestor “experiente” para comandar o Estado.
O debate também atingiu a disputa pelo Senado, envolvendo nomes como
André Gadelha (MDB), Veneziano Vital do Rêgo (MDB), Nabor Wanderley(Republicanos), Efraim Filho (PL) e Major Fábio (Novo).
As articulações dentro do MDB também movimentaram os bastidores políticos. Após declarações do deputado federal Mersinho Lucena (PSD)
sobre uma possível aproximação entre diferentes grupos políticos, André
Gadelha reagiu afirmando que a chapa defendida pelo partido já estaria
definida. Veneziano, por sua vez, reforçou o discurso de unidade entre o
MDB, André Gadelha e Cícero Lucena. Paralelamente, os deputados lideranças como Hervázio Bezerra (MDB), Camila Toscano (MDB) e o deputado federal Hugo Motta admitiram diálogos políticos cruzados em torno da composição para o Senado.
Na Capital, as mudanças promovidas pelo prefeito Leo Bezerra (PSB) tiveram forte repercussão política. O gestor oficializou as nomeações de Késsia Liliana, Suetoni Souto Maior e Ronaldo Cunha Lima Filho
na estrutura da Prefeitura de João Pessoa. Ao assumir a Secretaria de
Direitos Humanos, Késsia reforçou alinhamento político ao grupo de Leo e
afirmou que seguirá a decisão do agrupamento sobre o apoio ao Senado.
Ainda em João Pessoa, Leo anunciou ajustes no São João da Capital e
informou que parte dos recursos será destinada às famílias afetadas
pelas chuvas.
As investigações e decisões judiciais também marcaram a semana política. O Tribunal de Contas do Estado (TCE-PB) apontou possíveis irregularidades em contratações ligadas à gestão do ex-prefeito Nabor Wanderley (Republicanos) em Patos, enquanto o Ministério Público
abriu investigação envolvendo a vereadora Fabiana Enfermeira após a
interdição de um abatedouro clandestino em Santa Helena. A Justiça ainda
transformou Padre Egídio, Tibério Limeira (PSB) e Pollyanna Werton (PP) em réus em ação que apura supostos desvios no programa Prato Cheio.
Outro tema que ampliou o embate político foi a Parceria Público-Privada da Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa). O deputado estadual André Gadelha voltou
a atacar o modelo adotado pelo Governo do Estado e levantou suspeitas
sobre a empresa vencedora do leilão. Em resposta, o deputado João Gonçalves(PP) classificou as críticas como “politicagem barata” e saiu em defesa da PPP. O vereador de João Pessoa, Ícaro Chaves (Podemos) também entrou no debate e afirmou que uma CPI deverá investigar contratos e critérios ligados ao processo.
A semana ainda foi marcada pela aprovação da PEC que acaba com a
escala 6×1 e reduz a jornada semanal para 40 horas, repercutindo entre
parlamentares e lideranças políticas da Paraíba. Ao mesmo tempo, Lucas Ribeiro anunciou novos investimentos para os festejos juninos em Campina Grande e João Pessoa, confirmou convite ao presidente Lula para o Maior São João do Mundo
e rebateu rumores sobre crise financeira no Estado, garantindo o
pagamento antecipado do décimo terceiro salário. O fechamento da semana
reforça um cenário de pré-campanha cada vez mais acelerado, com
pesquisas moldando estratégias e ampliando as disputas de bastidores na
política paraibana.
Blog JURU EM DESTAQUE com Fonte 83 | Por Lucas Duarte / Fonte83
REVIRAVOLTA NO CENÁRIO POLÍTICO: Lucas Ribeiro cresce, supera Cícero Lucena e lidera cenários estimulado e espontâneo; VEJA NÚMEROS
Foto: Divulgação
Divulgada no último sábado (30/05), a mais recente pesquisa do Instituto Anova,
realizada em parceria com o portal PB Agora, traz uma reviravolta no
cenário político do estado. Pela primeira vez, o governador Lucas Ribeiro (Progressistas) assumiu a dianteira na corrida eleitoral para o Governo da Paraíba nas eleições deste ano, consolidando sua liderança tanto nos cenários estimulados quanto no levantamento espontâneo.
No principal cenário estimulado — quando os nomes dos pré-candidatos são formalmente apresentados aos entrevistados —, Lucas Ribeiro aparece no topo com 31,9% das intenções de voto. O governador abre uma vantagem competitiva sobre o segundo colocado, o ex-prefeito de João Pessoa Cícero Lucena, que registra 28,5%.
O senador Efraim Filho surge na terceira posição, bem mais atrás, com 14,3%. O pré-candidato Olímpio Rocha pontua com 0,5%. Entre os entrevistados, 17,1% afirmaram que ainda não sabem em quem votar, enquanto 7,7% pretendem votar em branco ou nulo.
Predomínio nos confrontos diretos e simulações
O
levantamento do Instituto Anova testou a força dos candidatos em
simulações de confrontos diretos e exclusões de nomes, mostrando a
resiliência e o crescimento da pré-candidatura de Lucas Ribeiro:
Sem Efraim Filho (Lucas x Cícero): Em um cenário polarizado sem o senador na disputa, Lucas Ribeiro mantém a liderança com 34,6% das intenções de voto, superando Cícero Lucena, que pontua 32,0%. Os indecisos somam 21,8% e brancos/nulos, 11,6%.
Sem Cícero Lucena (Lucas x Efraim): Quando o ex-prefeito Cícero é retirado do cenário, Lucas Ribeiro dispara na liderança isolada e alcança 41,0% das intenções de voto, contra 18,9% de Efraim Filho. Neste recorte, os indecisos vão a 28,2% e brancos/nulos a 14%.
Outros cenários testados
A pesquisa também avaliou cenários sem a presença do governador:
Cícero x Efraim: Sem Lucas Ribeiro na disputa, Cícero Lucena lidera com 38,2%, seguido por Efraim Filho com 19,5% (indecisos: 28,2%; brancos/nulos: 14,1%).
Cícero x Olímpio: No embate direto, Cícero obtém 41,2% contra 3,9% de Olímpio Rocha (indecisos: 34,9%; brancos/nulos: 20,0%).
Liderança consolidada na pesquisa espontânea
A
força da liderança de Lucas Ribeiro é ratificada no cenário espontâneo,
momento em que o eleitor cita o candidato de sua preferência sem
nenhuma lista de apoio. O governador também lidera neste quesito, sendo
lembrado por 17,3% dos entrevistados.
Cícero Lucena é o segundo mais citado com 14,5%, e Efraim Filho aparece com 6,9%. O atual cenário ainda traz menções a João Azevêdo (1,4%) e Ricardo Coutinho (0,1%). Na espontânea, o índice de indecisos é considerável, chegando a 53,3%, enquanto brancos e nulos somam 6,5%.
Dados técnicos da pesquisa
A pesquisa Anova/PB Agora ouviu 2.000 eleitores com idade a partir de 16 anos, abrangendo 95 municípios da Paraíba. As entrevistas foram realizadas entre os dias 25, 26 e 27 de maio de 2026.
O levantamento possui um nível de confiança de 95% e margem de erro de 2,0 pontos percentuais
para mais ou para menos. A pesquisa está devidamente registrada no
Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) sob o protocolo PB 00057/2026 e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número 04846/2026.
Patrimônio declarado pelos pré-candidatos à Presidência da República varia de R$
0 a R$ 129,8 milhões, apontam dados do TSE - VEJA QUEM LIDERA A LISTA
Levantamento baseado em informações compiladas pelo Dados Interativos e Ranking dos Políticos mostra Romeu Zema como o nome com maior patrimônio declarado entre os cotados para a eleição presidencial de 2026.
Levantamento com base em
dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), compilados pelas plataformas
Dados Interativos e Ranking dos Políticos, revela grande diferença
patrimonial entre os nomes cotados para a disputa da Presidência da
República em 2026. Os valores consideram as últimas declarações de bens
apresentadas pelos pré-candidatos à Justiça Eleitoral em eleições
anteriores.
O maior patrimônio declarado entre os nomes listados é o do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), com R$ 129,8 milhões em bens. O valor é atribuído à trajetória empresarial construída antes de sua entrada na política.
Na segunda posição aparece o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), com patrimônio declarado de R$ 24,8 milhões. Em seguida está o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com R$ 7,4 milhões em bens, sendo parte significativa ligada a investimentos em previdência privada.
Entre os demais nomes mencionados no levantamento, o senador Flávio Bolsonaro (PL) declarou patrimônio de R$ 1,74 milhão. Já o ex-deputado federal Cabo Daciolo (Mobiliza) informou patrimônio de R$ 0 em sua última candidatura registrada no TSE.
Os pré-candidatos Aldo Rebelo (Democracia Cristã), Augusto Cury (Avante) e Renan Santos (Missão)
não possuem declarações recentes disponíveis para consulta pública no
sistema eleitoral, já que alguns deles ainda não disputaram eleições
nacionais ou não registraram candidaturas nos últimos pleitos.
Especialistas
ressaltam que os números não permitem comparação direta entre todos os
possíveis concorrentes, uma vez que as declarações foram feitas em anos
diferentes e refletem momentos distintos da vida patrimonial de cada
pré-candidato. A comparação oficial só poderá ser feita após o registro
das candidaturas para as eleições de 2026, quando todos os postulantes
deverão apresentar novamente suas declarações de bens ao TSE.
Patrimônio declarado pelos pré-candidatos
Romeu Zema (Novo) — R$ 129,8 milhões
Ronaldo Caiado (PSD) — R$ 24,8 milhões
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) — R$ 7,4 milhões
Flávio Bolsonaro (PL) — R$ 1,74 milhão
Cabo Daciolo (Mobiliza) — R$ 0
Aldo Rebelo (Democracia Cristã) — não declarado
Augusto Cury (Avante) — não declarado
Renan Santos (Missão) — não declarado
Blog JURU EM DESTAQUE com Polêmica Paraíba - Gerlane Neto
Pesquisa para deputado
federal na Paraíba aponta Aguinaldo Ribeiro na liderança; Hugo Motta, Cabo Gilberto
e Romero Rodrigues estão entre os mais lembrados; CONFIRA NÚMEROS
O Instituto Data Ranking, em parceria com o portal Fonte83, divulgou no último sábado (30/05) uma pesquisa de intenção de voto para deputado federal na Paraíba. No levantamento, Aguinaldo Ribeiro aparece na liderança, seguido por Hugo Motta, Cabo Gilberto e Romero Rodrigues entre os nomes mais lembrados pelos eleitores.
A pesquisa ouviu 2.000 eleitores entre os dias
22 e 25 de maio de 2026 e está registrada no Tribunal Regional Eleitoral
da Paraíba (TRE-PB) sob o número PB-03862/2026. A margem de erro é de
2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança
de 95%.
Na pesquisa espontânea, Aguinaldo Ribeiro (PP) lidera com 2,03% das citações. Em seguida aparecem Hugo Motta (Republicanos), com 1,94%; Cabo Gilberto (PL), com 1,88%; Romero Rodrigues (Podemos), com 1,76%; Mersinho Lucena (PSD), com 1,55%; Dr. Jhony Bezerra (PSB), com 1,32%; Murilo Galdino (Republicanos), com 1,29%; Ricardo Coutinho (PT), com 1,16%; Fábio Tyrone, com 1,16%; Dr. Damião (União Brasil), com 0,98%; Ruy Carneiro (Podemos), com 0,95%; Gervásio Maia (PCdoB), com 0,93%; e Luiz Couto (PT), com 0,88%.
O levantamento também revela um elevado índice
de indefinição do eleitorado. Ao todo, 57,38% dos entrevistados
afirmaram não saber ou preferiram não responder em quem votariam para
deputado federal. Outros 18,16% disseram que não votariam em nenhum dos
nomes citados.
Confira a pesquisa completa:
O estudo é do tipo quantitativo e foi realizado
por meio de entrevistas pessoais e domiciliares, utilizando
questionário estruturado e padronizado. A amostra foi estratificada por
sexo, faixa etária, escolaridade e renda, com base em dados do Tribunal
Superior Eleitoral (TSE), do Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE) e da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios
(PNAD Contínua).
Os entrevistados são eleitores domiciliados em
82 municípios paraibanos distribuídos pelas regiões da Grande João
Pessoa e Zona da Mata, Brejo e Agreste, Sertão e Alto Sertão, além do
Cariri e Curimataú.
Do total de participantes, 47,06% são homens e
52,94% são mulheres. Segundo o instituto, 20% das entrevistas passaram
por processo de checagem e fiscalização por coordenadores de campo para
garantir a qualidade e a veracidade das informações coletadas.
Sobre o instituto
Com sede em Brasília, o Instituto Data Ranking atua na realização de
pesquisas eleitorais e de opinião pública. De acordo com a empresa, nas
eleições de 2024, o instituto alcançou índice de acerto de 86,3% em
levantamentos realizados em 25 municípios de cinco estados brasileiros. A
equipe é formada por profissionais com experiência em institutos de
pesquisa de abrangência nacional.