domingo, 1 de novembro de 2026

Prefeitura de Imaculada entra na mira da justiça

Denúncia de duas vereadoras coloca contratos da gestão de Imaculada, no Sertão da Paraíba, na mira do Ministério Público

A Prefeitura de Imaculada, no Sertão da Paraíba, passou a ser alvo de investigação do Ministério Público da Paraíba (MPPB), que instaurou, nessa sexta-feira (30), um inquérito civil para apurar possíveis irregularidades em contratos firmados pela gestão do prefeito Leandro Lima Ramos com uma fornecedora de alimentos e materiais de limpeza.

A investigação teve origem em uma denúncia apresentada pelas vereadoras Thais Maria e Elidiane Pereira. Segundo as parlamentares, a empresa recebe pagamentos da administração municipal desde 2022, mas o endereço informado no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) não apresenta identificação comercial que permita reconhecer o estabelecimento como fornecedor.

A suspeita levantada na denúncia é de que a empresa funcione como uma possível organização de fachada, popularmente conhecida como empresa fantasma.

O promotor Caio Rodolfo Ramos Imamura, da Promotoria de Justiça de Água Branca, considerou que os elementos apresentados justificam o aprofundamento das apurações. Segundo ele, a abertura do procedimento não representa antecipação de conclusão sobre eventual responsabilidade dos envolvidos.

Até o momento, não foram divulgados os valores dos contratos firmados entre a empresa e a Prefeitura de Imaculada. A investigação tramita sob sigilo.

A apuração deverá esclarecer as circunstâncias da contratação, a efetiva prestação dos serviços e o cumprimento das obrigações assumidas pela fornecedora junto à administração municipal.

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Benefícios da masturbação

Sinal de autocuidado: masturbação reduz estresse e alivia carga mental, aponta pesquisa realizada por aplicativo de relacionamento

Sinal de autocuidado: masturbação reduz estresse e alivia carga mental, aponta pesquisa

A masturbação deixou de ser vista apenas como uma alternativa para quem não tem uma parceria sexual e passou a ser reconhecida por parte dos brasileiros como uma prática de autocuidado. É o que aponta uma pesquisa realizada pelo aplicativo de relacionamento Happn, que ouviu 1.084 usuários no Brasil, em agosto.

De acordo com o levantamento, 34% dos entrevistados consideram o autotoque uma forma legítima de cuidar de si, principalmente por contribuir para aliviar o estresse e a sobrecarga mental. Entre as mulheres, o percentual é ainda maior: 43% afirmam que a masturbação faz parte da rotina e representa uma maneira de cuidar da saúde mental.

Já entre os homens, 33% apontam a prática como uma alternativa para aliviar as necessidades sexuais durante períodos em que estão solteiros.

Especialista explica os benefícios da masturbação

Além dos dados apresentados pela pesquisa, especialistas em sexualidade destacam que a masturbação pode proporcionar benefícios que vão além do prazer sexual, contribuindo para o bem-estar físico e emocional.

Segundo a terapeuta sexual Alessandra Araújo, o autoconhecimento corporal e a experiência do orgasmo estão associados a diferentes respostas fisiológicas que favorecem o relaxamento.

“A masturbação traz muitos benefícios para a saúde física, emocional e sexual. O simples ato de se tocar e se dar orgasmos libera diversos hormônios e promove relaxamento, diminuição do estresse, melhora do sono, libido mais acionada, combate à ansiedade, melhora da autoestima e até mesmo diminuição de dores físicas”, explica a especialista.

A prática também pode ajudar as pessoas a conhecerem melhor o próprio corpo, identificarem suas preferências e desenvolverem uma relação mais positiva com a própria sexualidade.

Prazer e saúde mental

Os resultados da pesquisa reforçam uma mudança na maneira como a masturbação é percebida socialmente, especialmente entre as mulheres, que demonstraram maior associação entre o prazer individual e o autocuidado.

Embora os benefícios possam variar de pessoa para pessoa, a sexualidade faz parte da saúde e do bem-estar em diferentes fases da vida. Nesse contexto, o autoconhecimento e a liberdade para compreender o próprio corpo são aspectos importantes de uma relação saudável com a sexualidade.

Mais do que uma questão de satisfação sexual, os dados mostram que o prazer individual também vem sendo associado ao cuidado com a saúde emocional e à qualidade de vida.

Blog JURU EM DESTAQUE com Polêmica Paraíba

Ex-prefeito de Patos tem nome cotado para ministério no governo Lula

Imprensa nacional aponta o ex-prefeito Nabor Wanderley como cotado para ministério no governo Lula após ficar fora do Senado Federal

Presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, ex-prefeito de Patos, Nabor Wanderley e o presidente reeleito Lula (PT) - Foto: Reprodução

O ex-prefeito de Patos, Nabor Wanderley (Republicanos), passou a ser citado como possível integrante do primeiro escalão do governo do presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A informação é do colunista Matheus Leitão, do portal Metrópoles, que aponta o paraibano entre os nomes cotados para ocupar um ministério na nova composição do Governo Federal. A especulação surge após Nabor terminar em terceiro lugar na disputa pelo Senado Federal na Paraíba.

Nas eleições de 4 de outubro, Nabor recebeu 895.398 votos, ficando atrás do ex-governador João Azevêdo (PSB), eleito com 1.391.994 votos, e do senador reeleito Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), que obteve 974.550. A diferença para o segundo colocado foi de pouco mais de 79 mil votos. Durante a campanha, um dos fatores que marcaram a disputa foi o apoio público de Lula a Veneziano.

Mesmo sem o apoio declarado do presidente na corrida pelo Senado, Nabor manteve o alinhamento com a reeleição de Lula. Uma eventual indicação para o governo federal, entretanto, ainda não foi confirmada pelo Palácio do Planalto. As discussões sobre a formação da nova Esplanada dos Ministérios devem ocorrer nas próximas semanas.

O nome de Nabor também aparece no contexto da relação política entre o governo federal e Hugo Motta (Republicanos-PB), presidente da Câmara dos Deputados e filho do ex-prefeito. Hugo teve participação na condução de pautas de interesse do Executivo, como a aprovação da isenção do Imposto de Renda para trabalhadores com renda mensal de até R$ 5 mil.

A trajetória política de Nabor também é considerada nas especulações. Ele administrou Patos por quatro mandatos, foi reeleito prefeito em 2024 com 73,7% dos votos válidos e conquistou o apoio de mais de 170 prefeitos durante a campanha ao Senado. Antes de chegar novamente à disputa majoritária, exerceu dois mandatos como deputado estadual.

Uma eventual nomeação colocaria Nabor no primeiro escalão do governo federal e ampliaria a participação da Paraíba na estrutura administrativa de Lula. A possibilidade também ocorre em meio às articulações políticas envolvendo Hugo Motta e o Republicanos na Câmara. Até o momento, contudo, não há anúncio oficial sobre uma possível indicação do paraibano para um ministério.

Blog JURU EM DESTAQUE com Fonte 83 | Por Lucas Duarte / Fonte83

Esposa de Bolsonaro fala pela 1ª vez sobre a derrota do enteado

Michelle diz que o ex-presidente Jair Bolsonaro pediu para direita se unir e não buscar culpados pelo resultado da eleição

A senadora eleita Michelle Bolsonaro (PL-DF) afirmou que o esposo, Jair Bolsonaro (PL), pediu para direita se unir e não buscar culpados pelo resultado da eleição no segundo turno.

Em uma publicação nas redes sociais, Michelle também agradeceu aos políticos que se engajaram na campanha de Flávio Bolsonaro.

“Ele se entristece quando vê notícias falsas, atribuindo a ele manifestações mentirosas, que pregam a divisão, apontam injustamente supostos “culpados” e afirmam exatamente o contrário do que ele verdadeiramente sente por pessoas como Damares, Tarcísio, Nikolas, Silas Malafaia e outros que estão sendo atacados: muito respeito, carinho e gratidão. O meu marido ressalta que é momento de união e não de procurar culpados”, escreveu a ex-primeira dama em post no Instagram.

Essa foi a primeira vez que a senadora eleita pelo Distrito Federal se pronunciou após a derrota do enteado na campanha à Presidência da República.

Blog JURU EM DESTAQUE com MaisPB 

Representação da Paraíba no Congresso Nacional a partir de 2027

Bancada da Paraíba em Brasília: veja quem permanece e quem chega à Câmara dos Deputados e ao Senado Federal

Foto: Repprodução/Polêmica Paraíba
Foto: Repprodução/Polêmica Paraíba

A representação da Paraíba no Congresso Nacional terá mudanças a partir de fevereiro de 2027. Com o resultado das Eleições 2026, o estado terá três novos nomes na Câmara dos Deputados em relação à composição eleita em 2022. Outros nove parlamentares conseguiram a reeleição e continuarão ocupando as 12 cadeiras destinadas à Paraíba.

No Senado Federal, das três vagas do estado, duas foram disputadas neste ano. João Azevêdo (PSB) foi eleito para o primeiro mandato na Casa, enquanto Veneziano Vital do Rêgo (MDB) conseguiu a reeleição. A terceira cadeira continuará ocupada por Efraim Filho (PL), eleito em 2022 e com mandato previsto até 31 de janeiro de 2031.

A mudança nas bancadas será oficializada com a posse dos novos parlamentares, marcada para 1º de fevereiro de 2027. Os deputados federais exercerão mandato até 31 de janeiro de 2031. Já os dois senadores eleitos em 2026 permanecerão no cargo até 31 de janeiro de 2035.

Câmara dos Deputados: nove são reeleitos e três chegam à bancada

A Paraíba elegeu 12 deputados federais em 2022. Naquele pleito, a bancada foi formada por Hugo Motta (Republicanos), Aguinaldo Ribeiro (PP), Cabo Gilberto Silva (PL), Mersinho Lucena (PP), Romero Rodrigues (PSC), Murilo Galdino (Republicanos), Wellington Roberto (PL), Ruy Carneiro (PSC), Wilson Santiago (Republicanos), Gervásio Maia (PSB), Dr. Damião (União Brasil) e Luiz Couto (PT).

Quatro anos depois, a composição eleita para a próxima legislatura apresenta nove nomes que já ocupavam cadeiras na Câmara: Cabo Gilberto Silva, Aguinaldo Ribeiro, Murilo Galdino, Hugo Motta, Wilson Santiago, Ruy Carneiro, Gervásio Maia, Wellington Roberto e Dr. Damião.

O presidente da Câmara, Hugo Motta, foi reeleito para o quinto mandato consecutivo. Ele chegou à Casa pela primeira vez em 2011, após ser eleito em 2010, e foi o candidato mais votado da Paraíba em 2022, quando recebeu 158.171 votos. Em 2026, obteve 124.339 votos.

Cabo Gilberto Silva foi o mais votado neste ano, com 267.142 votos, seguido por Aguinaldo Ribeiro, que recebeu 180.720. Murilo Galdino teve 149.302 votos, enquanto Wilson Santiago alcançou 112.050. Ruy Carneiro recebeu 102.885 votos, Gervásio Maia teve 96.918, Wellington Roberto obteve 84.419 e Dr. Damião somou 74.632 votos.

Os três nomes que passam a integrar a bancada federal são Ricardo Coutinho (PT), George Morais (PL) e Pollyanna Werton (PP). Ricardo Coutinho foi eleito com 163.277 votos, equivalentes a 6,79% dos votos válidos. George Morais recebeu 57.454 votos (2,39%), enquanto Pollyanna obteve 50.922 votos (2,12%).

A eleição de Pollyanna também modifica a representação feminina da Paraíba na Câmara. Ela será a única mulher da bancada paraibana a partir de 2027. Na composição eleita em 2022, os 12 representantes eram homens.

Quem deixa a Câmara dos Deputados?

Com a nova composição, três nomes que conquistaram vagas em 2022 não estarão entre os 12 deputados federais eleitos para a próxima legislatura: Mersinho Lucena (PP), Romero Rodrigues (atualmente Podemos) e Luiz Couto (PT). Os três não conseguiram uma vaga entre os eleitos em 2026. Mersinho Lucena recebeu 62.981 votos, Romero Rodrigues teve 96.445 e Luiz Couto somou 62.212 votos.

Assim, a bancada passa de uma composição eleita em 2022 com 12 homens para uma nova legislatura com 11 homens e uma mulher. Ao todo, três das 12 cadeiras serão ocupadas por novos representantes, o equivalente a 25% da bancada.

Os 12 deputados federais eleitos em 2026 tomarão posse em 1º de fevereiro de 2027 e exercerão mandato até 31 de janeiro de 2031. A mesma data de início vale para os nove reeleitos e os três novos integrantes.

Vagas no Senado

No Senado Federal, a mudança envolve duas das três cadeiras da Paraíba. Os mandatos dos senadores têm duração de oito anos e a renovação da Casa acontece alternadamente: em uma eleição, são disputadas duas vagas por estado; na seguinte, apenas uma. Entre 2023 e 2027, a representação paraibana foi formada por Daniella Ribeiro (PP), Veneziano Vital do Rêgo (MDB) e Efraim Filho (PL).

Na eleição de 2026, João Azevêdo foi eleito com 1.391.994 votos, correspondentes a 32,50% dos votos válidos. Veneziano, que já ocupava uma cadeira no Senado desde 2019, conquistou a reeleição com 974.550 votos (22,76%).

Com isso, João Azevêdo assume a vaga que será deixada por Daniella Ribeiro, cujo mandato termina em 31 de janeiro de 2027. Veneziano permanece na Casa por mais oito anos, com o novo mandato começando em 1º de fevereiro de 2027 e terminando em 31 de janeiro de 2035.

A terceira cadeira continuará com Efraim Filho. Ele foi eleito senador em 2022, com 617.477 votos, e tem mandato previsto até 31 de janeiro de 2031. Seu período atual começou em 1º de fevereiro de 2023. Antes de chegar ao Senado, Efraim exerceu quatro mandatos consecutivos como deputado federal, entre 2007 e 2023.

Em 2026, Efraim disputou o Governo da Paraíba pelo PL, mas não foi eleito. Ele terminou a disputa em segundo lugar, com 552.836 votos, enquanto Lucas Ribeiro (PP) foi eleito governador com 1.470.252 votos. A candidatura ao Executivo estadual, portanto, não altera seu mandato no Senado. João Azevêdo e Veneziano tomarão posse no Senado em 1º de fevereiro de 2027. Os mandatos dos dois terão duração de oito anos, com encerramento em 31 de janeiro de 2035.

Como fica a representação da Paraíba em Brasília?

Com a nova composição, o estado continuará com 12 deputados federais e três senadores. A mudança na Câmara será de três nomes em relação à bancada eleita em 2022, enquanto no Senado uma cadeira muda de ocupante a partir de 2027.

A comparação entre os dois pleitos mostra que nove deputados federais conseguiram permanecer na Câmara por meio da reeleição. No Senado, Veneziano também renovou seu mandato nas urnas, enquanto Efraim continua com o período conquistado em 2022. A nova representação paraibana no Congresso Nacional começa a exercer os mandatos em fevereiro de 2027.

 Blog JURU EM DESTAQUE com Polêmica Paraíba - Beatriz Paulino

sábado, 31 de outubro de 2026

Pevisão do tempo para este sábado (31), domingo (1º) e segunda (02)

Calor predomina no feriadão de Finados e Paraíba pode registrar 40°C no Sertão do estado

Foto: Pixabay: https://www.pexels.com/pt-br/foto/sol-301599/

O feriadão de Finados será marcado por temperaturas elevadas em grande parte da Paraíba. A previsão para este sábado (31/10), domingo (1º/11) e segunda-feira (02/11) indica calor intenso, céu parcialmente nublado em diversos municípios e pouca ocorrência de chuva. Em algumas cidades do Sertão, os termômetros podem chegar aos 40°C.

De acordo com dados do Climatempo, as temperaturas devem variar entre 20°C e 40°C no estado. A previsão indica condições de tempo quente tanto no Litoral quanto no Agreste, Brejo, Cariri e Sertão, com possibilidade de chuva pontual em algumas localidades.

João Pessoa

Na capital paraibana, as temperaturas devem variar entre 26°C e 32°C neste sábado (31). No domingo (1º), a mínima prevista é de 27°C, com máxima de 32°C. Já na segunda-feira (02), os termômetros devem marcar entre 26°C e 29°C. Há previsão de chuva pela manhã, com muitas nuvens durante a tarde e redução da nebulosidade à noite.

Campina Grande

Em Campina Grande, o feriadão será de tempo parcialmente nublado e sem previsão de chuva. Neste sábado (31), as temperaturas ficam entre 22°C e 34°C. No domingo (1º), a mínima permanece em 22°C, enquanto a máxima chega a 33°C. Na segunda-feira (02), os termômetros devem variar entre 22°C e 31°C.

Patos

No Sertão, Patos deve registrar algumas das temperaturas mais elevadas do estado. Neste sábado (31), a previsão é de mínima de 25°C e máxima de 38°C. No domingo (1º), o calor aumenta, com máxima de 40°C. Na segunda-feira (02), as temperaturas devem ficar entre 25°C e 38°C. O céu pode apresentar nebulosidade em alguns períodos, mas não há previsão de chuva.

Pombal

Em Pombal, também no Sertão, os termômetros devem variar entre 25°C e 38°C neste sábado e domingo. Na segunda-feira (02), a previsão aponta mínima de 26°C e máxima de 37°C. O céu deve permanecer nublado em alguns momentos, com aberturas de sol e sem expectativa de chuva.

Cabaceiras

No Cariri paraibano, Cabaceiras terá temperaturas entre 22°C e 36°C neste sábado (31). No domingo (1º), a máxima também pode alcançar 36°C, com mínima de 23°C. Para a segunda-feira (02), a previsão é de temperaturas entre 22°C e 34°C. O tempo deve permanecer nublado durante boa parte do feriadão, sem previsão de precipitações.

Bananeiras

No Brejo paraibano, Bananeiras terá temperaturas mais amenas em comparação com o Sertão, mas também deve registrar calor. Neste sábado (31), os termômetros ficam entre 23°C e 34°C. No domingo (1º) e na segunda-feira (02), a previsão é de mínima de 23°C e máxima de 33°C. O céu deve permanecer nublado, sem previsão de chuva.

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Dívida pública.

Economistas propõem taxar ricos em vez de cortar gastos sociais; o manifesto denuncia pressão da Faria Lima por cortes em despesas

Trânsito da avenida Brigadeiro Faria Lima, em Pinheiros.
© Rovena Rosa/Agência Brasil
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Economistas e outros especialistas divulgaram um manifesto, nessa sexta-feira (30), denunciando a pressão do mercado financeiro para que o governo eleito adote um programa de corte de gastos com a finalidade de estabilizar a dívida pública.

O texto pede novo regime fiscal no país, menos rígido do que o atual arcabouço, além da mudança na meta de inflação e da tributação dos ricos no lugar de corte em despesas sociais.

Assinado por 50 profissionais, o documento afirma que a Faria Lima - avenida no centro de São Paulo, sede dos principais bancos de investimentos, corretoras, escritórios, que representa o mercado financeiro do país - quer impor um “terceiro turno” presidencial com objetivo de fazer o presidente Luiz Inácio Lula da Silva adotar o programa de corte de despesas que seria defendido pelo candidato derrotado Flávio Bolsonaro.

“Em 25 de outubro, a maioria do eleitorado reelegeu Lula e recusou o programa de Flávio Bolsonaro, que prometia cortar R$ 190 bilhões do gasto público. Um governo eleito por um levante popular contra a ameaça bolsonarista não pode escolher a via defendida pelos mais ricos”, diz o documento.

Os especialistas argumentam que o problema da dívida pública é o custo com os juros fixados pelo Banco Central (BC), e não com os gastos da União. A dívida bruta do Brasil alcançou 82,9% do Produto Interno Bruto (PIB) em agosto deste ano. Em 2022, a dívida estava em 71,7% do PIB.

O texto aponta como o principal responsável pelo aumento da dívida os juros reais praticados no Brasil, que são os maiores do mundo segundo ranking da Moneyou. Nos últimos doze meses, os juros consumiram mais de R$ 1,1 trilhão do orçamento público, o que representa 8,9% do PIB brasileiro, segundo o BC. 

“O gasto com juros é mais de catorze vezes o déficit primário de R$ 82 bilhões. A inflação de doze meses, de 4,58% em setembro, passou do teto por causa da energia e dos alimentos, choques que a Selic [taxa de juros definida pelo BC] não corrige”, diz o manifesto.

O Banco Central justifica os juros elevados, entre outros motivos, devido as pressões inflacionárias e aos déficits fiscais primários nas contas públicas. Segundo a autoridade monetária, os gastos primários acima da arrecadação pressionam a inflação.

Tributação de Altas Rendas

No lugar de um corte de gastos públicos, o que poderia afetar áreas sociais, os economistas defendem antecipar para o próximo ano a tributação mínima de 10% para pessoas de altas rendas, que recebem acima de R$ 600 mil por ano, conforme aprovada pela Lei 15.270 de 2025. 

Isso, porque a nova regra só vale para declaração de 2027 com lucros acumulados até 2025 podendo ser distribuídos sem imposto até 2028.  

“Se aprovada por lei até 31 de dezembro, uma nova tributação do topo vale já em janeiro. Ela deve alcançar dividendos, juros sobre capital próprio e aplicações isentas. É preciso também rever isenções, regimes especiais e incentivos, que somam R$ 612,8 bilhões em gastos tributários”, diz o comunicado.

No Brasil, os recursos pagos aos acionistas por meio de dividendos são isentos de pagamento de Imposto de Renda (IR).

Selic e meta de inflação

O manifesto pede ainda que o Banco Central não promova nenhuma nova alta da taxa Selic, atualmente em 13,75% ao ano, e pede medidas para que a queda dos juros chegue às famílias e pequenas e médias empresas endividadas.

Outra proposta é a revisão da meta da inflação, usada pelo BC para fixar os juros. Atualmente, o centro da meta de inflação está em 3% ao ano e é definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), onde o governo federal tem maioria de votos.

“Um novo decreto deve suprimir a carência de 36 meses criada em 2024 para mudar a meta. Propomos retomar o centro de 4,5%, vigente de 2005 a 2018, alongar o horizonte de convergência e dar peso efetivo ao pleno emprego, que a lei já inclui entre os objetivos do Banco Central”, diz o manifesto.

Nova regra fiscal

Outra proposta é a aprovar no Congresso Nacional, ainda neste ano, nova regra fiscal para o Brasil que substitua o arcabouço fiscal, que limita o crescimento real das despesas a até 2,5% ao ano e até 70% do crescimento da receita.  

“O limite atrelado a 70% da receita é incompatível com pisos de saúde e educação que crescem com a receita. As regras fiscais atuais também inibem os desafios do próximo mandato, como a reindustrialização com transição ecológica, que depende de investimento público, de aportes nas estatais e do crédito do BNDES”, diz o texto.

O manifesto sugere que uma nova lei complementar deve excluir dos limites fiscais tanto o investimento público, o Bolsa Família e os pisos da saúde e educação, quanto os aportes nas estatais e no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Críticas ao ajuste fiscal

Os especialistas ainda criticam membros do governo que tem defendido, nos últimos dias, medidas de ajuste fiscal, como o ministro da Fazenda, Dario Durigan.

“O programa derrotado volta pela porta da Fazenda. Já vimos esse filme. Em 2024 e 2025, a Fazenda apertou o orçamento enquanto o Banco Central elevava a Selic de 10,5% para 15%. A avaliação positiva do governo caiu de 36% para 24%”, diz a nota.

Os especialistas ainda argumentam que o ajuste fiscal de 2015 realizado pela presidente Dilma Rousseff contribuiu para recessão econômica daquele período, o que teria aberto caminho para o impeachment da petista.

“Diante de um Congresso mais hostil, com 121 deputados do PL e 49 senadores de direita a partir de fevereiro, repetir a receita pode enfraquecer o apoio obtido nas ruas para a reeleição de Lula e tornar seu governo vulnerável a um novo golpe parlamentar”, diz o manifesto.

Entre os economistas que assinam o texto, estão os professores da Unicamp, Pedro Paulo Zahluth Bastos e Simone Deos, da Universidade de Brasília (UnB), Maria de Lourdes Rollemberg Mollo, da Queen’s University Belfast, Alfredo Saad Filho, e da Universidade Federal Fluminense, Juliane Furno.

sexta-feira, 30 de outubro de 2026

Trump e Milei ajudaram na viagem de Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos

Jornais dos Estados Unidos apontam ajuda de assessores de Donald Trump e Javier Milei na viagem de Flávio Bolsonaro e da família do senador

Foto: Reprodução/AFP
Foto: Reprodução/AFP

O assessor de comunicação da Casa Branca, Jason Miller, e um integrante do governo argentino teriam participado da organização da viagem de Flávio Bolsonaro e da família para os Estados Unidos. As informações foram divulgadas pelos jornais americanos The Wall Street Journal, na quarta-feira (28), e The New York Times, nessa quinta-feira (29).

Segundo as publicações, Miller ajudou a conseguir o avião particular utilizado pela família, enquanto Santiago Caputo, assessor do presidente argentino Javier Milei, articulou a saída do grupo pela Argentina em contato com Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio. O plano teria começado na segunda-feira (26).

De acordo com o Wall Street Journal, após cruzar a fronteira, a família foi escoltada por agentes argentinos até o setor de imigração do aeroporto de Puerto Iguazú, onde embarcou em um jato particular da empresa Baires Fly.

“Santiago Caputo manteve contato direto com Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio, que mora nos Estados Unidos desde o ano passado, para coordenar a operação. No aeroporto, um jato particular da Baires Fly, empresa de voos fretados, aguardava a família”.

O grupo chegou a Miami na quarta-feira (28), após uma escala no Equador. Donald Trump confirmou que autorizou a entrada temporária de Flávio e dos familiares nos Estados Unidos. O Departamento de Estado ainda não informou qual visto será concedido ao senador.

Na mesma noite, Eduardo Bolsonaro e o ex-deputado Alexandre Ramagem, ambos alvos de mandados de prisão no Brasil, publicaram fotos ao lado de Flávio. Já nesta quinta-feira, Trump voltou a criticar as eleições brasileiras e disse que pretende conversar com Lula. A Casa Branca, Miller e o governo argentino não responderam aos questionamentos do Jornal Nacional.

Fonte: Jornal Nacional

Pessimismo nos mercados doméstico e internacional

Dólar sobe a R$ 5,39 com cenário político e dados dos Estados Unidos no radar; Bolsa cai pelo quarto dia

Em meio ao pessimismo nos mercados doméstico e internacional, a Bolsa recuou 1,06%, aos 169.186 pontos, pressionada por ações de bancos e empresas cíclicas


Dólar sobe a R$ 5,39 com cenário político e dados dos EUA no radar; Bolsa cai pelo quarto dia
© Getty

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O dólar fechou em alta de 0,76%, cotada a R$ 5,387, nessa quinta-feira (29), com investidores cautelosos diante da indefinição sobre os rumos da política econômica do governo Lula e atentos à divulgação de dados econômicos dos Estados Unidos. 

Durante o pregão, analistas voltaram a demonstrar preocupação com a trajetória da dívida pública brasileira. No exterior, a inflação americana de setembro mostrou resiliência e reforçou as expectativas de que o banco central dos Estados Unidos mantenha os juros elevados, o que torna os ativos americanos mais atrativos em relação aos brasileiros.

Em meio ao pessimismo nos mercados doméstico e internacional, a Bolsa recuou 1,06%, aos 169.186 pontos, pressionada por ações de bancos e empresas cíclicas. Foi o quarto pregão consecutivo de queda. Na mínima do dia, o Ibovespa, índice de referência do mercado acionário brasileiro, caiu 1,31%.

Para Alexandre Pletes, head de renda variável da Faz Capital, o pregão foi marcado pela cautela. "Essa aversão ao risco é natural quando não há uma política econômica brasileira fundamentada. O mercado prefere trabalhar com aquilo que conhece, mesmo que a notícia seja ruim. A incerteza, por si só, gera aversão ao risco, e é isso que continuamos vendo".

No mercado doméstico, as atenções permaneceram voltadas ao cenário político, a possíveis sinalizações sobre a política econômica do governo Lula e aos nomes que ocuparão os cargos da equipe econômica.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse na terça-feira (27) que reafirmou ao presidente Lula a necessidade de dar sinais ao mercado. Segundo ele, o governo já tem medidas prontas para apresentar, incluindo iniciativas para buscar o centro da meta fiscal.

Entre os nomes cotados para a pasta econômica de Lula, o mais comentado é o do governador do Piauí, Rafael Fonteles. Fonteles teria indicado que aceitaria renunciar ao mandato para assumir o Ministério. Na véspera (28), em conversa com a Folha de S. Paulo, o governador eleito disse que Lula fará governo ousado para melhorar a vida do povo, mas terá responsabilidade fiscal.

As afirmações, contudo, contradizem falas de outras autoridades do governo. Na terça, o ministro da SRI (Secretaria de Relações Institucionais), José Guimarães (PT), afirmou à imprensa que um pacote de ajuste fiscal não é prioridade até o fim do ano e não está sendo discutido pelo governo.

Em postagem em rede social nesta quinta, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, disse que o "tesouraço foi derrotado nas urnas e pela mobilização popular" e que o "candidato da Faria Lima perdeu e fugiu para os EUA".

A reeleição de Lula aumentou o receio de investidores de que o governo não adote medidas suficientes para equilibrar as contas públicas. Segundo dados divulgados pelo Banco Central, a dívida bruta do Brasil se manteve em 82,9% do PIB (Produto Interno Bruto) em setembro, mesmo nível de agosto e maior índice desde 2021.

A expectativa de continuidade de uma política fiscal expansionista tende a elevar o prêmio de risco exigido pelo mercado para financiar o governo, pressionando os juros futuros. Taxas mais altas, por sua vez, encarecem o crédito para empresas e consumidores e podem reduzir as perspectivas de lucro das companhias, afetando o desempenho da Bolsa.

Em meio às indefinições, os juros futuros registraram alta. A taxa do contrato de DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2031 avançou 3 pontos-base, a 15,10%, enquanto a do DI de janeiro de 2035 subiu a 15,17%, em avanço de 4 pontos-base.

Também permaneceu no radar o temor de cobrança de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) sobre os chamados títulos incentivados, isentos de IR (Imposto de Renda). A medida poderia incluir LCIs (Letras de Crédito Imobiliário), LCAs (Letras de Crédito do Agronegócio), CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários), CRAs (Certificados de Recebíveis do Agronegócio) e debêntures incentivadas. A informação foi publicada pelo jornal O Globo na quarta-feira (28).

Para Gustavo Danilo, especialista em renda fixa da Manchester Investimentos, a discussão sobre uma eventual cobrança de IOF sobre esses instrumentos acrescenta incertezas. Segundo ele, a possível mudança aumenta as preocupações com a previsibilidade das regras, especialmente por envolver investimentos que financiam setores importantes da economia. "Até existir um desenho mais claro, acaba sendo mais um elemento de incerteza", afirma.

Nesta quinta-feira, o secretário do Tesouro Nacional, Daniel Leal, negou que a tributação de títulos de investimento isentos esteja no radar. Em entrevista coletiva, Leal disse que o governo já avalia há algum tempo formas de tributar esses títulos para reduzir distorções no mercado e promover isonomia entre os instrumentos. Ressaltou, porém, que ainda é necessário estudar a melhor forma de fazê-lo e que não há nenhuma medida em discussão neste momento.

O exterior também pesou. Nesta manhã, o Departamento de Comércio dos Estados Unidos informou que o PCE avançou 3,6% nos 12 meses até setembro, em linha com a expectativa dos analistas. O órgão também divulgou que o PIB (Produto Interno Bruto) do país cresceu 3,4% no terceiro trimestre, acima da projeção de 3,2% dos economistas consultados pela Bloomberg.

O Fed utiliza o PCE (índice de preços das despesas de consumo pessoal, na sigla em inglês) como referência para sua meta de inflação de 2%. Na véspera, a instituição manteve a taxa de juros entre 3,75% e 4%, mas reiterou o compromisso com a estabilidade de preços.

"O acúmulo de mais informações ajudará o Comitê a determinar a orientação de política monetária adequada para assegurar o retorno da inflação, em tempo hábil, à meta de 2% do Comitê", afirmou o Comitê Federal de Mercado Aberto, responsável pela definição dos juros. "O Comitê garantirá a estabilidade de preços."

Para Leonel Oliveira Matos, analista de inteligência de mercados da StoneX, os números mostram um quadro inflacionário mais desafiador, persistente e disseminado nos Estados Unidos, o que pode levar o Fed a elevar os juros nos próximos meses. "A principal surpresa veio do PIB norte-americano, que cresceu acima do esperado [...] O crescimento mais forte da atividade econômica nos Estados Unidos representa um fator de risco inflacionário."

Segundo ele, embora os dados reforcem a perspectiva de novas altas de juros pelo Fed, movimento que tende a fortalecer o dólar, essa reação não se concretizou. No exterior, o índice DXY, que mede o desempenho da moeda americana antes seis outras divisas fortes, recuou 0,19%.

No mercado acionário, os índices S&P 500, Nasdaq e Dow Jones recuaram 0,27%, 1,40% e 0,25%, respectivamente.

Blog JURU EM DESTAQUE com Notícias ao Minuto

quinta-feira, 29 de outubro de 2026

Municípios terão R$ 2 bilhões adicionais para pegarem emprestados até o fim do ano

Conselho Monetário Nacional (CMN) amplia em R$ 2 bilhões limite de crédito a estados e municípios; a medida eleva teto anual para R$ 30,6 bi em 2026 e redistribui recursos

10/07/2026 - Brasília - dinheiro, moeda, real, reais, cédula, cédulas, nota, notas, moeda brasileira, dinheiro brasileiro, inflação, inflação alta, deflação, economia, economia brasileira, mercado, mercado financeiro, finanças, finanças pessoais, orçamento, orçamento doméstico, renda, renda familiar, salário, salário mínimo, remuneração, vencimento, pagamento, poder de compra, custo de vida, custo dos alimentos, aumento de preços, alta dos preços, carestia, desvalorização, valorização, perda do poder de compra, crise econômica, recessão, crescimento econômico, consumo, consumidor, compras, supermercado, cesta básica, despesas, gastos, contas, contas a pagar, boletos, dívida, dívidas, endividamento, inadimplência, poupança, economia doméstica, investimento, investimentos, aplicações financeiras, juros, taxa de juros, taxa Selic, Banco Central, crédito, empréstimo, financiamento, cartão de crédito, débito, PIX, transferência bancária, banco, instituição financeira, orçamento familiar, planejamento financeiro, reserva de emergência, patrimônio, riqueza, patrimônio líquido, capital, capital financeiro, lucro, prejuízo, receita, despesa, balanço financeiro, impostos, tributos, tributação, imposto de renda, arrecadação, arrecadação fiscal, carga tributária, imposto, taxa, tarifas, câmbio, dólar, euro, cotação, câmbio flutuante, desvalorização cambial, valorização cambial, moeda estrangeira, inflação acumulada, índice de preços, IPCA, INPC, IGP-M, poder aquisitivo, renda per capita, desenvolvimento econômico, estabilidade econômica, política monetária, política fiscal, oferta, demanda, produtividade, consumo consciente, educação financeira, planejamento financeiro, equilíbrio financeiro, independência financeira, riqueza, prosperidade, orçamento público, gastos públicos, contas públicas, déficit, superávit, tesouro nacional, moeda forte, moeda fraca, liquidez, circulação de dinheiro, s
© Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
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Os estados, os municípios e o Distrito Federal terão R$ 2 bilhões adicionais para pegarem emprestados no sistema financeiro até o fim do ano. Em reunião extraordinária, o Conselho Monetário Nacional (CMN) elevou, de R$ 28,625 bilhões para R$ 30,625 bilhões, o limite global de operações de crédito para os governos locais.

Em nota, o Ministério da Fazenda informou que a medida busca ampliar a capacidade de estados e municípios de obter empréstimos para financiar projetos e outras despesas autorizadas, tanto com garantia da União quanto sem essa garantia.

Segundo o governo, a ampliação foi possível após um levantamento da Secretaria do Tesouro Nacional identificar recursos fiscais nos estados previstos para 2026 que não devem ser usados até o fim do ano.

Como funciona a medida

Os limites definidos pelo CMN estabelecem quanto os governos estaduais e municipais podem contratar em operações de crédito dentro das regras fiscais aplicáveis.

Na prática, a ampliação permite que esses entes tenham mais espaço para buscar financiamentos, desde que cumpram as exigências legais e fiscais para contratar os empréstimos.

Existem duas modalidades principais:

  • Crédito com garantia da União: o governo federal oferece uma garantia ao credor caso o estado ou município não cumpra as obrigações do empréstimo. Essa garantia pode facilitar o acesso ao financiamento, mas depende do atendimento aos critérios exigidos;
  • Crédito sem garantia da União: o próprio estado ou município assume a obrigação perante o credor, sem garantia federal para a operação.

A resolução amplia os limites disponíveis para as duas modalidades.

Novos limites de crédito

A distribuição dos R$ 2 bilhões adicionais ficou definida da seguinte forma:

  • Operações com garantia da União: aumento de R$ 1,5 bilhão, de R$ 8,5 bilhões para R$ 10 bilhões.
  • Operações sem garantia da União: aumento de R$ 500 milhões, de R$ 6,5 bilhões para R$ 7 bilhões.

Com isso, os sublimites destinados a essas operações passam a somar R$ 17 bilhões.

Os demais limites definidos pelo CMN permanecem inalterados.

De onde vêm os recursos

A ampliação foi baseada em um levantamento da Secretaria do Tesouro Nacional junto aos entes que participam de programas de acompanhamento e ajuste fiscal.

O estudo identificou cerca de R$ 7,87 bilhões em espaço fiscal sem perspectiva de utilização até o fim de 2026. Esse espaço corresponde à margem disponível dentro dos limites fiscais e de crédito já estabelecidos.

Desse total, R$ 5 bilhões haviam sido destinados anteriormente por meio de duas resoluções do CMN, uma de agosto, que liberou R$ 3 bilhões, e uma de setembro, que liberou R$ 2 bilhões.

Restava um saldo estimado de R$ 2,87 bilhões em espaço fiscal. A nova resolução destina mais R$ 2 bilhões desse montante à ampliação dos limites de crédito para estados, Distrito Federal e municípios.

Segundo o governo, a mudança ocorre porque os limites disponíveis para as operações de crédito de governos locais estavam praticamente esgotados.

Outros limites mantidos

A resolução não altera os valores reservados a outras modalidades de crédito e órgãos públicos. Permanecem os seguintes limites:

  • Novo PAC com garantia da União: R$ 2,8 bilhões;
  • Novo PAC sem garantia da União: R$ 2,2 bilhões.
  • Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos: R$ 8 bilhões;
  • Órgãos e entidades da União: R$ 625 milhões.

O Novo PAC é o Programa de Aceleração do Crescimento, iniciativa federal que reúne investimentos em infraestrutura e outras áreas.

O que muda na prática

Com o aumento do limite, estados e municípios passam a contar com maior margem para contratar financiamentos ainda em 2026. Isso pode facilitar a obtenção de recursos para investimentos e projetos públicos, conforme as regras aplicáveis a cada operação.

A medida, porém, não significa que os R$ 2 bilhões serão transferidos diretamente aos governos regionais. O valor corresponde ao aumento do limite autorizado para operações de crédito. Cada ente ainda precisa contratar o financiamento e atender às exigências legais, fiscais e financeiras.

A resolução entra em vigor na data da sua publicação.

Quem compõe o CMN

O Conselho Monetário Nacional é o órgão responsável por estabelecer diretrizes para as políticas monetária, creditícia e cambial do país.

Presidido pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, o colegiado também é composto pelo presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e pelo ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti.

Aniversariante do Dia

Os parabéns especiais do Blog JURU EM DESTAQUE desta quinta-feira, 29 de outubro, são para a professora Júlia Clara, fã nº 01 do cantor Amado Batista

Parabéns, minha comadre!
Que a trilha sonora deste novo ano de vida seja repleta de momentos felizes, assim como as músicas de Amado Batista que você tanto ama.
Feliz aniversário!

Prefeita paraibana tem cassação suspensa e volta ao cargo

Tribunal Superior Eleitoral (TSE) concede liminar, suspende cassação e autoriza retorno da prefeita de Areia, na Paraíba

TSE concede liminar e suspende cassação e autoriza retorno da prefeita de Areia

A ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), concedeu liminar nessa quarta-feira (28) suspendendo os efeitos da decisão do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) que havia cassado os mandatos da prefeita de Areia, Silvia Cesar Farias da Cunha Lima, e do vice-prefeito, Luiz Francisco dos Santos Neto.

Com a decisão, a prefeita está autorizada a reassumir o comando do Executivo municipal enquanto o TSE analisa o mérito do recurso especial eleitoral apresentado contra a condenação.

Ao conceder o efeito suspensivo, a relatora considerou a plausibilidade jurídica dos argumentos apresentados pela defesa e o risco de dano irreparável caso fossem convocadas eleições suplementares antes de uma decisão definitiva da Corte Superior.

A cassação determinada pelo TRE-PB também previa a inelegibilidade da prefeita por oito anos e a aplicação de multa. A condenação teve como fundamento acusações de compra de votos e abuso de poder político, relacionadas à suposta distribuição de cestas básicas às vésperas das eleições municipais de 2024.

O caso havia sido julgado improcedente em primeira instância e, posteriormente, foi alvo de divergências entre os integrantes do próprio TRE-PB. Esses elementos foram considerados no contexto da análise cautelar realizada pela ministra.

A decisão do TSE tem caráter provisório e não representa o julgamento definitivo do caso. O mérito do recurso ainda será analisado pelo plenário da Corte, que deverá decidir sobre a manutenção ou não da condenação imposta pela Justiça Eleitoral paraibana.

Blog JURU EM DESTAQUE com Polêmica Paraíba - Gerlane Neto

Palmeiras fica no zero com o Santos e Flamengo agradece

CLÁSSICO DA SAUDADE: Santos e Palmeiras empatam em zero a zero; Verdão perde a chance de assumir a ponta do Brasileirão e Flamengo pode disparar na liderança

Soccer Football - Brasileiro Championship - Santos v Palmeiras - Estadio Urbano Caldeira, Santos, Brazil - October 28, 2026 Palmeiras' Andreas Pereira in action with Santos' Rodinei REUTERS/Thiago Bernardes
© Thiago Bernardes
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A 33ª rodada do Campeonato Brasileiro teve início nessa quarta-feira (28), com o Clássico da Saudade, entre Santos e Palmeiras, na Vila Belmiro. O empate sem gols foi comemorado pelo Flamengo, que pode aproveitar o tropeço do Verdão para aumentar a vantagem na liderança da competição.

O Alviverde atingiu os mesmos 70 pontos do Rubro-Negro, mas segue na segunda colocação por ter uma vitória a menos. O time da Gávea pode terminar a rodada três pontos a frente se bater o Vasco nesta quinta-feira (29), às 20h (horário de Brasília), no Estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro, pelo Clássico dos Milhões.

Com 47 pontos, o Peixe - que atuou sem o atacante Neymar, suspenso - perdeu a oportunidade de encostar na zona de classificação à Libertadores, que reúne os cinco primeiros colocados. O Alvinegro Praiano está em oitavo, a sete pontos do chamado G-5.

A primeira grande chance do clássico foi do Palmeiras. Aos nove minutos, o atacante Jhon Arias foi acionado na área pelo volante Marlon Freitas e tocou na saída do goleiro Diógenes. A bola cruzou o gol e sobrou na direita com o lateral Agustín Giay, que completou de carrinho, mandando por cima da meta.

Do lado santista, a melhor oportunidade nos 45 minutos iniciais veio aos 41. Lançado por Everton Cebolinha, o também atacante Gabriel recebeu às costas do zagueiro Gustavo Gómez, ganhou de Giay na velocidade e ficou na frente de Carlos Miguel, sozinho. O chute, no entanto, não saiu preciso e o goleiro salvou o Verdão.

Na etapa final, o Peixe quase saiu na frente aos 31 minutos, com Gabriel Bontempo. Ele pegou a sobra de um cruzamento do também meia Benjamin Rollheiser pela esquerda e não balançou as redes porque o lateral Arthur, praticamente em cima da linha, evitou o gol de cabeça.

Aos 43, foi a vez do Palmeiras ficar no quase. O meia Felipe Anderson entrou na área pela direita e encontrou Vitor Roque pelo meio. O atacante se antecipou ao zagueiro João Alencar e chutou, parando em grande defesa de Diógenes, muito comemorada pela torcida do Santos - e a do Flamengo.

Fluminense vira no fim e complica Inter

Além do Clássico da Saudade, mais dois jogos abriram a 33ª rodada nesta quarta. No Rio de Janeiro, o Fluminense buscou a virada nos acréscimos e venceu o Internacional por 2 a 1 no Maracanã.

O Tricolor carioca, com 54 pontos, manteve o quinto lugar na classificação - independentemente dos jogos de Atlético-MG e Bahia, que ainda jogam pela 33ª rodada. A equipe das Laranjeiras vinha de três derrotas seguidas na competição.

O Colorado segue em 16º lugar, com 35 pontos, apenas um de vantagem para o Grêmio, que abre a zona de rebaixamento (Z-4) - que envolve as quatro piores campanhas da competição. O Tricolor gaúcho vai a campo na quinta, às 21h30, na Arena, em Porto Alegre, diante do Athletico-PR. Em caso de triunfo, o Imortal ultrapassa o arquirrival.

Os jogadores do Internacional foram ao gramado com uma faixa preta no braço, em homenagem ao jornalista Adroaldo Guerra Filho, o Guerrinha, que faleceu na madrugada desta quarta. Referência da imprensa gaúcha, o comentarista de 70 anos foi vítima de uma infecção pulmonar que acabou se agravando. Antes de a bola rolar, houve um minuto de silêncio em respeito ao comunicador.

A rede balançou somente no segundo tempo. Antes mesmo do primeiro minuto, o lateral Matheus Bahia saiu em contra-ataque pela esquerda, entrou na área e rolou para o meia Alan Patrick, que dominou e chutou rasteiro e cruzado, no canto do goleiro Fábio, abrindo o marcador para o Colorado.

Apesar das vaias da torcida, o Fluminense chegou ao empate aos 33. O lateral Renê cobrou falta na área e Rodrigo Villagra afastou na marca do pênalti, mas o também volante Hércules, quase da meia lua, chutou forte e de primeira, acertando o canto esquerdo do goleiro Kauan Jesus.

Nos acréscimos, veio o gol da vitória tricolor. Aos 51 minutos, o lateral Guga cruzou pela direita e o atacante Rodrigo Castillo concluiu, mas parou em defesa de Kauan Jesus. Na sobra, o meia Lucho Acosta mandou para as redes e decretou a virada no Maracanã.

Bragantino encaminha queda da Chape

Em outra partida dessa quarta-feira, o Red Bull Bragantino venceu a praticamente rebaixada Chapecoense por 3 a 0 no Estádio Cícero de Souza Marques, em Bragança Paulista (SP). O Massa Bruta, agora com 44 pontos, abriu dez para o Grêmio, primeiro time do Z-4. O Verdão do Oeste, lanterna com 21 pontos, está a 14 pontos do Inter, primeiro time fora do Z-4, com apenas 18 a disputar.

O atacante Wallace Yan marcou duas vezes para a equipe paulista. Aos 42 minutos do primeiro tempo, ele aproveitou a sobra na pequena área e finalizou na saída do goleiro Anderson. Na etapa final, aos cinco, o camisa 47 anotou um golaço de primeira.

Aos 44 minutos da segunda etapa, o Bragantino liquidou o duelo, com Henry Mosquera. Após cruzamento pela direita do também atacante José Herrera, o colombiano, livre na área, apareceu para concluir.

quarta-feira, 28 de outubro de 2026

Dia do Servidor Público

Celebrado no dia 28 de outubro, para homenagear os funcionários da adninistração pública, o Dia do Servidor Público é de grande importância para a população brasileira

O Dia do Servidor Público, celebrado oficialmente no dia 28 de outubro, é uma data comemorativa criada em homenagem aos funcionários públicos, figuras fundamentais no funcionamento da administração pública, prestando serviços de grande importância para a população brasileira. Essa data foi estabelecida durante o governo de Getúlio Vargas, em 1943.

Atualmente, o serviço público é regido pela Constituição Federal e pela Lei nº 8.112/1990, e o critério fundamental para o ingresso nele é o concurso. Esse mecanismo de seleção é utilizado para evitar que os cargos públicos sejam usados como moeda para troca de favor. Além disso, existe o Dia do Servidor Público Municipal, celebrado em 20 de setembro.

o ponto facultativo em diversas cidades do país foi alterado para a próxima esta sexta-feira (30), emendando com o feriado do Dia de Finados.

Assim, os serviços públicos da capital paranaense podem sofrer alterações de horários de sexQ2ta-feira (30) até segunda-feira (02/11.