terça-feira, 14 de abril de 2026

Publicação de Trump repercute negativamente

Donald Trump apaga imagem de Inteligência Artificial em que aparece como Jesus Cristo após críticas e acusações de blasfêmia

Trump apaga imagem de IA em que aparece como Jesus após críticas e acusações de blasfêmia

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, apagou de suas redes sociais nessa segunda-feira (13) uma imagem gerada por inteligência artificial em que aparecia caracterizado como Jesus Cristo.

A publicação provocou forte repercussão negativa e uma série de críticas, inclusive de aliados.

A montagem havia sido publicada no domingo (12), na plataforma Truth Social, logo após críticas de Trump ao papa Leão XIV, a quem chamou de “fraco”.

Na imagem, o presidente norte-americano aparece com túnica branca, em posição de bênção e com efeitos luminosos nas mãos, remetendo a representações tradicionais de Jesus. Ao fundo, surgem elementos como a bandeira dos Estados Unidos, a Estátua da Liberdade e símbolos religiosos.

Após a repercussão, Trump negou que a intenção fosse retratá-lo como figura religiosa. Segundo ele, a imagem estaria relacionada a um contexto humanitário, comparando-se a um trabalhador da Cruz Vermelha.

“Não era uma representação disso. Eu publiquei, e achei que era eu como médico. Tinha a ver com a Cruz Vermelha, como um trabalhador da Cruz Vermelha, que nós apoiamos — e só a imprensa falsa poderia inventar essa interpretação”, afirmou.

Polêmica recorrente

Esta não é a primeira vez que Trump se envolve em polêmicas com conteúdos semelhantes.

Em 2025, ele já havia sido criticado por compartilhar outra imagem gerada por IA em que aparecia como papa, durante o período entre a morte do papa Francisco e o conclave para escolha do novo pontífice.

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Papa diz que “não tem medo do presidente dos Estados Unidos

Trump criticou duramente o Papa Leão XIV por posições sobre conflitos internacionais, questionando sua atuação política

O presidente afirmou que o pontífice deveria focar no papel religioso, em meio a divergências sobre Irã, Venezuela e negociações globais.

Papa responde a Trump: “Não tenho medo do presidente dos EUA"
© Getty

Durante o voo de ida para Argel, primeira etapa da viagem à África, o papa Leão XIV disse que não tem medo do presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump. "Continuarei falando com voz forte sobre a mensagem do Evangelho, pela qual a Igreja trabalha. Não somos políticos, não olhamos para a política externa com a mesma perspectiva. Mas acreditamos na mensagem do Evangelho como construtores de paz”.  

Leão XIV respondeu às críticas de Trump, feitas na rede Truth Social, de que o papa é fraco em política externa e deve deixar de agradar a esquerda radical.

"Não quero um papa que ache que está bem o Irã ter arma nuclear. Não quero um papa que considere terrível que os Estados Unidos tenham atacado a Venezuela. E não quero um papa que critique o presidente dos Estados Unidos quando estou fazendo exatamente aquilo para que fui eleito", declarou."

Trump sugeriu que Leão XIV foi eleito porque era estadunidense, pensaram que seria a melhor forma de lidar com o republicano, e pediu que ele seja grato. Leão XIV diz que não vê seu papel como o de um político e que não quer entrar em debate com o presidente dos EUA. "A minha mensagem é o Evangelho e continuo a falar com força contra a guerra” 

Durante a viagem, o papa cumprimentou os cerca de 70 jornalistas que o acompanham: “É uma viagem especial, a primeira que eu queria fazer. Uma oportunidade muito importante para promover a reconciliação e o respeito pelos povos”. Ele visitará até a próxima quinta-feira (23) a Argélia, Camarões, Angola e Guiné Equatorial. 

Falar com força contra a guerra

Segundo Leão XIV, a mensagem do Evangelho não deve ser deturpada como alguns estão fazendo. "Eu continuo a falar com força contra a guerra, buscando promover a paz, promovendo o diálogo e o multilateralismo com os Estados para encontrar soluções aos problemas. Muitas pessoas estão sofrendo hoje, muitos inocentes foram mortos e acredito que alguém deve se levantar e dizer que há um caminho melhor”. 

Ele diz que sua mensagem é para todos os líderes do mundo, não apenas para Trump: "Tentemos acabar com as guerras e promover a paz e a reconciliação”.

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Justiça suspende pesquisa de Instituto que mostrou Lucas na frente de Efraim e Cícero

Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) suspende pesquisa Veritá que registrava empate técnico entre Raquel Lyra e João Campos

TRE-PE suspende pesquisa Veritá que registrava empate técnico entre Raquel Lyra e João Campos

O Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) determinou nesta segunda-feira(13), a suspensão da divulgação da pesquisa Veritá, para o Governo de Pernambuco, divulgada no último dia 5 de abril. Registrada sob o nº PE-02184/2026, o levantamento apontava empate técnico entre a governadora do Estado Raquel Lyra (PSD) e o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB).

A decisão atende a uma representação apresentada pelo Diretório Estadual do Movimento Democrático Brasileiro (MDB). A tutela de urgência foi pedida pelo diretório estadual do MDB e o desembargador relator, Fernando Braga Damasceno, foi quem julgou o caso.

O relator do caso, desembargador Fernando Braga Damasceno, ordenou a retirada do conteúdo já publicado pelos meios de comunicação sob responsabilidade do instituto no prazo de 24 horas, sob pena de multa diária de R$ 10 mil. Segundo a ação, a pesquisa apresentaria inconsistências técnicas, como falhas no plano amostral, ausência de informações obrigatórias e problemas na descrição metodológica de coleta de dados, que comprometeriam a confiabilidade do levantamento e poderiam induzir o eleitorado ao erro.

Na decisão, o magistrado apontou indícios de comprometimento da confiabilidade da pesquisa e risco de influência indevida sobre o eleitorado. Diante disso, o desembargador concedeu parcialmente o pedido de tutela de urgência, determinando a suspensão da pesquisa. A decisão tem caráter liminar e o mérito do caso ainda será julgado.

A metodologia adotada parece não permitir a verificação da fidedignidade dos dados coletados, nem a formação de um juízo crítico, seja no momento da coleta da informação, seja em momento posterior, acerca da veracidade das informações prestadas pelo entrevistado, circunstância que dificulta a ação fiscalizadora pelas partes legitimadas. […] O perigo de dano também se encontra configurado, uma vez que a divulgação de pesquisa com tais vícios, em período eleitoral, possui aptidão para influenciar indevidamente a percepção do eleitorado, afetando a normalidade e a legitimidade do pleito, sendo certo que os efeitos dessa divulgação são de difícil reversão”, declarou Fernando Damasceno na decisão.

O MDB, que integra o campo político de apoio a João Campos, argumentou que a medida busca garantir o cumprimento das regras eleitorais. De acordo com o presidente estadual do partido, Raul Henry, “não se pode normalizar a divulgação de pesquisas com fragilidades técnicas que possam distorcer o cenário político”. Ele afirmou ainda que o partido atuará para assegurar a transparência do processo eleitoral.

Decisões dos Tribunais Regionais Eleitorais do Maranhão (TRE-MA) e de Mato Grosso do Sul (TRE-MS) já lançaram questionamentos sobre a atuação do Instituto Veritá conforme divulgado na imprensa dos Estados de Pernambuco e da Bahia, além do Portal Brasil 247.

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Trump ataca Papa Leão XIV após ser criticado: "Fraco" e "péssimo"

O presidente dos Estados Unidos critica duramente o Papa Leão XIV por posições sobre conflitos internacionais

Trump questiona a atuação política de Leão XIV e afirma que o pontífice deveria focar no papel religioso, em meio a divergências sobre Irã, Venezuela e negociações globais.

Trump ataca Papa Leão XIV após ser criticado: "Fraco" e "péssimo"
© Alessandra Benedetti - Corbis/Corbis via Getty Images

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez duras críticas ao Papa Leão XIV e afirmou que o pontífice é "terrível em política externa", em referência às posições do Vaticano sobre o Irã e a Venezuela. Em publicação nas redes sociais, ele também pediu que o papa "deixe de agradar à esquerda radical". 

"O Papa Leão é FRACO em relação ao crime e péssimo em política externa", escreveu Trump na plataforma Truth Social, em uma longa mensagem na qual afirmou que o líder religioso deveria "concentrar-se em ser um grande Papa, não um político", pois, segundo ele, "está a prejudicar a Igreja Católica".

"Não quero um Papa que ache que está bem o Irã ter uma arma nuclear. Não quero um Papa que considere terrível que os Estados Unidos tenham atacado a Venezuela (...). E não quero um Papa que critique o presidente dos Estados Unidos quando estou a fazer exatamente aquilo para que fui eleito", declarou.

Trump também sugeriu que Leão XIV foi escolhido para o cargo por ser norte-americano, dizendo que isso teria sido visto como uma forma de facilitar a relação com ele, e afirmou que o pontífice deveria "estar grato".

"Leão devia se dar ao trabalho de ser Papa, usar o bom senso, deixar de agradar à esquerda radical e concentrar-se em ser um grande Papa, não um político", acrescentou.

O presidente ainda fez uma comparação pessoal e afirmou: "Prefiro muito mais o seu irmão, Louis, do que ele, porque Louis é totalmente MAGA ('Make America Great Again'). Ele compreende isso, e o Leão não".

As declarações ocorrem em meio a divergências públicas entre o Vaticano e a Casa Branca. Desde o início de seu pontificado, Leão XIV tem adotado um tom cauteloso, mas crítico, em relação a conflitos internacionais, condenando a guerra no Irã e defendendo soluções diplomáticas.

No sábado, durante um pronunciamento no Vaticano, o papa fez um apelo direto aos líderes mundiais para que evitem a escalada de tensões e priorizem o diálogo. Sem citar países, ele pediu o fim de qualquer "demonstração de força" e defendeu que os governos "se sentem à mesa do diálogo e da mediação", em um contexto que coincide com as negociações recentes entre Estados Unidos e Irã.

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Homem morre afogado em açude no Sertão da Paraíba

TRAGÉDIA: Agricultor de 37 anos de idade morre afogado em açude na zona rural do município de Desterro, no Sertão paraibano

Agricultor morre afogado em açude na zona rural de Desterro, no Sertão da Paraíba

Um agricultor de 37 anos morreu após se afogar em um açude localizado no Sítio Bizarro, na zona rural do município de Desterro, no Sertão paraibano. O caso foi registrado na tarde do último domingo (12).

De acordo com o Corpo de Bombeiros Militar da Paraíba, a vítima, identificada como Joseilson Pereira Alves, teria tentado atravessar o açude a nado, quando acabou submergindo e desaparecendo da superfície, não sendo mais vista por pessoas que estavam no local.

Equipes do 4º Batalhão de Bombeiro Militar (4º BBM) foram acionadas por volta das 16h30 e iniciaram as buscas ainda no domingo, realizando varreduras na área indicada, mas sem sucesso na localização do agricultor.

As operações foram retomadas na manhã dessa segunda-feira (13), quando os militares encontraram o corpo já boiando na superfície do açude.

Blog JURU EM DESTAQUE com Polêmica Paraíba - Pedro Nery

China enfrentará “grandes problemas” se enviar armas ao Irã; diz Trump

Donald Trump reage a suspeitas de apoio militar de Pequim a Teerã e eleva tensão internacional

As negociações de paz fracassam após impasse sobre programa nuclear iraniano e exigências de Washington.

China enfrentará “grandes problemas” se enviar armas ao Irã; diz Trump
© Getty

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevou o tom contra a China ao comentar a possibilidade de envio de armamentos ao Irã. Segundo ele, uma eventual ajuda militar de Pequim ao regime iraniano pode trazer consequências sérias. 

“Se a China fizer isso, terá grandes problemas, ok?”, afirmou, sem detalhar quais seriam as medidas adotadas por Washington.

A declaração ocorreu após informações divulgadas pela CNN apontarem que a inteligência americana identificou indícios de que o governo chinês estaria se preparando para enviar sistemas de defesa aérea ao Irã. Entre os equipamentos citados estariam mísseis portáteis antiaéreos, conhecidos como MANPADS.

O governo chinês reagiu e negou qualquer envolvimento. Em comunicado, a embaixada chinesa em Washington afirmou que o país “nunca forneceu armas a nenhuma das partes envolvidas no conflito” e classificou as acusações como falsas. Também pediu que os Estados Unidos evitem “alegações infundadas” e contribuam para reduzir a escalada de tensão.

Trump não confirmou se já tratou do tema diretamente com o presidente chinês, Xi Jinping. Os dois líderes têm um encontro previsto para as próximas semanas, e há expectativa de uma possível visita de Xi aos Estados Unidos ainda neste ano.

Apesar do clima de tensão internacional, o presidente americano também comentou as negociações que vinham sendo realizadas com o Irã e adotou um tom de desinteresse em relação a um eventual acordo. “Independentemente do que aconteça, nós vencemos”, disse. “Para mim, tanto faz se fizermos um acordo ou não.”

As tratativas ocorreram no Paquistão, com participação de representantes de alto escalão dos dois países. Do lado americano, a delegação foi liderada pelo vice-presidente JD Vance, acompanhado por nomes como Steve Witkoff e Jared Kushner. Já o Irã foi representado por autoridades como o chanceler Abbas Araghchi e o presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf.

Mesmo com relatos de avanços iniciais, divergências centrais impediram um entendimento, especialmente em torno do controle do Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo para o transporte de petróleo e gás.

No desfecho das negociações, JD Vance confirmou que não houve acordo. Segundo ele, o principal entrave foi a recusa iraniana em aceitar as exigências americanas relacionadas ao programa nuclear.

"Mas a verdade é que precisamos de ver um compromisso afirmativo de que não irão procurar obter uma arma nuclear, nem irão procurar as ferramentas que lhes permitiriam alcançar rapidamente uma arma nuclear", afirmou Vance durante uma breve coletiva de imprensa em Islamabad.

"Esse é o objetivo central do Presidente dos Estados Unidos. E é isso que tentámos alcançar através destas negociações", completou.

As conversas duraram cerca de 21 horas e foram consideradas de alto nível, com comunicação constante entre Vance, Trump e outros membros do governo americano. O encerramento sem acordo reforça o clima de incerteza e mantém abertas as tensões entre Washington e Teerã.

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Tensões no Oriente Médio impactam custo das passagens aéreas no Brasil

Passagens aéreas para João Pessoa, capital da Paraíba, sobem até 16% com alta do petróleo após guerra no Irã

Foto: Reprodução/Prefeitura de João Pessoa
Foto: Reprodução/Prefeitura de João Pessoa

O aumento no preço do petróleo, impulsionado pela escalada de tensões no Oriente Médio, já impacta o custo das passagens aéreas no Brasil. Entre os destinos mais afetados está João Pessoa, que registrou alta de até 16% no valor dos bilhetes em março, segundo levantamento da empresa Decolar.

A pesquisa comparou preços de voos de ida e volta saindo do Rio de Janeiro para cerca de 20 destinos, nacionais e internacionais, entre fevereiro e março. Apesar das variações, a capital paraibana aparece entre as maiores altas, ao lado de destinos internacionais como Paris.

Embora a maioria dos voos registrem alta na comparação entre os dois meses, há casos de queda no preço. Isso ocorrer porque o preço das passagens aéreas é definido pelas companhias de acordo com o combustível, variação cambial, oferta e demanda de voos e assentos, sazonalidade e antecedência de compra.

Voos nacionais

  • Salvador: -8%
  • São Paulo: 4%
  • Porto Alegre: 6%
  • Fortaleza: 7%
  • Brasília: 8%
  • Belo Horizonte: 9%
  • Curitiba: 10%
  • São Luís: 15%
  • João Pessoa: 16%

Voos internacionais

  • Assunção: -12%
  • Santiago: 0%
  • Orlando: 0%
  • Lisboa: 1%
  • Buenos Aires: 3%
  • Bariloche: 4%
  • Roma: 6%
  • Montevidéu: 10%
  • Nova York: 12%
  • Paris: 16%

O encarecimento está ligado ao aumento do querosene de aviação (QAV), que acompanha a valorização do petróleo no mercado internacional. Nesta segunda-feira (13), os preços voltaram a subir após o fracasso das negociações entre Estados Unidos e Irã para conter o conflito, após o presidente dos EUA, Donald Trump, bloquear a passagem de navios que tenham portos iranianos como origem ou destino ao Estreiro de Ormuz.

“O combustível é um dos componentes relevantes na estrutura de custos das companhias aéreas. Cenários como esse (de guerra) costumam trazer um elemento importante: a incerteza, que pode levar parte dos viajantes a postergar decisões enquanto acompanham a evolução do contexto”, informou a diretora de produtos aéreos da Decolar, Juliane Castiglione.

Especialistas afirmam que o reajuste no preço das passagens aéreas é inevitável por causa da incerteza em relação a quanto tempo irá durar a guerra no Irã e como isso vai impactar a oferta de petróleo. As empresas aéreas vendem bilhetes com até um ano de antecedência e, por isso, adequam a tarifa ao risco trazido por este conflito.

O movimento de aumento nos preços já é observado globalmente. Companhias aéreas têm reajustado passagens e outras taxas, como para despacho de bagagens, como fizeram as americanas Delta Air Lines e United Airlines. Na última sexta-feira (10), os aeroportos da União Europeia informaram que, caso o Estreiro de Ormuz não esteja 100% aberto em três semanas, podem enfrentar escassez de combustível de aviação.

“Em momento assim, os mercados regionais sofrem mais. Fica apenas o fluxo menos sensível a preço. E as companhias acabam se concentrando nos mercados mais densos”, disse o especialista do Instituto Tecnológico da Aeronaútica (ITA), Alessandro Oliveira.

Mesmo com o cenário de alta, Juliane Castiglione destaca que ainda é possível encontrar oportunidades em diferentes rotas e períodos, especialmente para quem planeja com antecedência ou tem flexibilidade. “Nosso papel é ampliar acesso a essas oportunidades, com soluções como pacotes, que podem gerar economia de até 35%”, afirmou.

Blog JURU EM DESTAQUE com Polêmica Paraíba

segunda-feira, 13 de abril de 2026

Todas as 223 cidades da Paraíba estão sob alerta de chuvas

Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) prevê que todas as cidades paraibanas estão sob alerta de chuvas entre 30 e 60mm por hora e 100mm por dia

Previsão de chuva nas próximas horas em João Pessoa

O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) renovou, nesta segunda-feira (13), o alerta de chuvas para João Pessoa, Campina Grande, e mais 221 cidades paraibanas. O órgão prevê um acumulado de chuva entre 30 e 60mm por hora e 100mm por dia.

Os ventos, de acordo com o comunicado, podem variar entre 60 e 100km por hora. Também há risco de corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e descargas elétricas. O alerta é válido até às 23h59 desta segunda.

Durante a tempestade, o INMET orienta a população a evitar se abrigar debaixo de árvores, estacionar veículos próximos de torres de transmissão e placas de propaganda. Além disso, recomenda o desligamento de aparelhos elétricos e do quadro geral de energia.

Em caso de ocorrências, o instituto recomendar entrar em contato com a Defesa Civil (no telefone 199) e com o Corpo de Bombeiros (telefone 193).

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Governo determina a oferta gratuita de vacinas contra o câncer

Oferta de vacina gratuita contra o câncer passa a ter prioridade no Sistema Único de Saúde (SUS)

Foto: Reprodução/Agência Brasília
Foto: Reprodução/Agência Brasília

A lei sancionada na última sexta-feira (10) pelo presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva determina a oferta gratuita e prioritário de vacinas contra o câncer e outros tratamentos inovadores pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

A Lei 15.385, de 2026, sancionada sem vetos, tem objetivo de facilitar o acesso a remédios, testes diagnósticos e outros produtos de terapia avançada para os pacientes da rede pública.

As vacinas terapêuticas contra o câncer funcionam de forma individualizada, com base na análise genética do tumor de cada paciente. Após a aplicação, estimulam o organismo a produzir células de defesa direcionadas ao combate do tumor.

A nova legislação coloca as vacinas no centro da Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer. Pela nova legislação, a regulação sanitária de tecnologias contra o câncer obedecerá a princípios para tornar mais rápida a liberação de vacinas e medicamentos, respeitando as competências dos órgãos reguladores.

A lei valoriza o desenvolvimento de tecnologias no Brasil, com financiamento do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico. A norma lista princípios relacionados à pesquisa, desenvolvimento e à inovação tecnológicas contra o câncer:

  • valorização da produção nacional, para redução da dependência de importações;
  • estímulo à criação de startups de biotecnologia;
  • fomento a formas de financiamento alternativo, com auxílios financeiros e redução de impostos;
  • apoio à aplicação de inteligência artificial;
  • inventivo a parcerias público-privadas;
  • atuação integrada entre órgãos públicos.

São princípios e diretrizes para garantia do acesso universal e igualitário a vacinas contra o câncer, medicamentos oncológicos e produtos de terapia avançada, no âmbito da Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer:

  • gratuidade;
  • promoção de estratégias de educação em saúde voltadas à conscientização sobre os benefícios e o acesso a vacinas contra o câncer e medicamentos oncológicos;
  • formulação de critérios de utilização baseados em perfil clínico e imunológico, inclusive o potencial de resposta terapêutica;
  • ampliação do acesso a tratamentos inovadores.

O texto tem origem no Projeto de Lei (PL) 126/2025, da senadora Dra. Eudócia (PSDB-AL), que foi relatado pelo senador Flávio Arns (PSB-PR) na Comissão de Assuntos Sociais (CAS). O projeto foi à sanção na forma de substitutivo apresentado por Flávio Arns, que integrou as diretrizes à política nacional já existente e à legislação sanitária. 

Para Dra. Eudócia, o texto representa um avanço significativo no cuidado com os pacientes oncológicos. “Estamos falando de mais dignidade, mais acesso e mais qualidade no atendimento aos pacientes que enfrentam uma das doenças que mais impactam famílias em todo o país”, afirmou em entrevista à Agência Senado..

A senadora também afirmou que o diagnóstico do câncer afeta não só o paciente, mas também toda rede de apoio, o que exige um sistema de saúde preparado, acolhedor e eficiente. “A aprovação desse projeto é fruto de diálogo, compromisso e responsabilidade com a vida. É mais um passo importante na construção de uma política de saúde que coloca o ser humano no centro das decisões”, completou.

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Ricardo Coutinho critica apoio do PT a Lucas Ribeiro

Ex-governador Ricardo Coutinho eleva críticas ao apoio do PT-PB a Lucas Ribeiro e cobra fidelidade ao legado de Lula: “Equívoco estratégico”

Ex-governador Ricardo Coutinho (PT), durante entrevista à imprensa - Foto: Reprodução

A decisão do Partido dos Trabalhadores (PT) na Paraíba de apoiar a pré-candidatura à reeleição do governador Lucas Ribeiro (PP) já provoca ruídos internos. Nesta segunda-feira (13), o ex-governador e pré-candidato a deputado federal Ricardo Coutinho (PT) classificou a estratégia como “equivocada” e sinalizou que a adesão não será automática, apesar de respeitar a posição partidária.

Ricardo Coutinho foi direto ao comentar o movimento da legenda. “Pelo que eu vi da reunião do diretório e da fala do presidente nacional, me parece que sim. Eu particularmente acho, como eu disse inúmeras e inúmeras vezes anteriormente, achei um equívoco, uma falta de estratégia política”, disse durante entrevista ao programa Correio Debate, da rádio Correio 98 FM.

Em outro trecho da entrevista, o ex-governador destacou a importância de candidaturas alinhadas ao projeto nacional do partido. “Eu preciso ter numa disputa majoritária, e numa eleição tão, tão disputada como a eleição de Presidente da República, eu tenho que ter em cada plano estadual, em cada plano majoritário onde acontecem os debates, as entrevistas, os grandes comícios, os grandes atos, eu preciso ter uma candidatura que defenda o legado do presidente Lula, que é indiscutivelmente o melhor presidente que esse país já teve, e preciso ter uma candidatura que faça o combate à extrema-direita”, destacou.

Ricardo Coutinho também reforçou sua preocupação com o cenário político nacional e o papel das alianças estaduais. “O combate à extrema-direita que não pode voltar a governar porque todos nós percebemos como foi terrível para o povo brasileiro. Nem Lucas, nem Cícero farão isso. É claro que não farão isso! E porque eles têm uma estratégia e eu não estou cobrando nada diferente deles não, mas irei cobrar a partir do momento que o meu partido dá apoio a uma candidatura, eu irei cobrar a defesa do legado do presidente Lula e irei cobrar o ataque, o combate à extrema-direita”, argumentou.

Por fim, o ex-governador avaliou que uma candidatura própria seria o cenário ideal para o partido, mas afirmou que o debate já está superado. “Eu acho que os que estão aí não vão dar o que nós precisaríamos ter, mais do que nunca, uma candidatura própria. Mas isso passou, eu não vou ficar batendo nessa tecla, até mesmo porque eu não tenho nem quem defender”, finalizou.

A declaração ocorre dois dias após o diretório estadual do PT formalizar, em reunião realizada no auditório de um hotel na Orla de João Pessoa no último sábado (11), o apoio ao atual chefe do Executivo estadual. A decisão foi aprovada por maioria e integra a estratégia eleitoral da sigla no estado, alinhada ao projeto nacional liderado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Segundo a resolução aprovada, o apoio a Lucas Ribeiro não é irrestrito. O partido condiciona a aliança ao alinhamento com a candidatura à reeleição de Lula, além de exigir participação na elaboração do plano de governo e espaço na chapa majoritária, incluindo a indicação para o cargo de vice-governador.

Nos bastidores, a fala de Ricardo Coutinho reforça a existência de divergências dentro do partido, especialmente entre setores que defendem candidatura própria ou uma postura mais independente no cenário estadual. Ao mesmo tempo, o ex-governador deixa claro que, caso a aliança se consolide, pretende atuar como voz ativa na cobrança de compromissos políticos, sobretudo na defesa do governo federal e no enfrentamento a adversários ideológicos.

O episódio evidencia um cenário ainda em acomodação no PT paraibano, onde decisões estratégicas para as eleições seguem sendo ajustadas sob tensão entre unidade partidária e posicionamentos individuais.

Blog JURU EM DESTAQUE com Fonte 83 -  | Por Lucas Duarte / Fonte83

Ramagem é preso nos Estados Unidos

Alexandre Ramagem é preso pelo ICE, serviço de imigração dos Estados Unidos, diz Polícia Federal

O ex-deputado foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a uma pena de 16 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado; Ramagem estava foragido, vivendo nos Estados Unidos


Ramagem é preso pelo ICE, serviço de imigração dos Estados Unidos, diz PF
© Reuters

Nesta segunda-feira (13), a Polícia Federal informou que recebeu contato com autoridades norte-americanas indicando a prisão de Alexandre Ramagem, ex-deputado que foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a uma pena de 16 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado. 

As autoridades do Brasil foram contactadas para dar prosseguimento aos trâmites de extradição do brasileiro. 

Segundo informações da Polícia Federal, Ramagem foi preso em Orlando (Flórida) e levado a um centro de detenção do ICE na cidade. O motivo da detenção foram questões migratórias.

"A prisão é fruto da cooperação internacional Brasil -Estados Unidos no combate ao crime organizado. Ramagem é um cidadão foragido da Justiça brasileira e, segundo autoridades norte-americanas, está em situação migratória irregular", afirmou o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues.

Ramagem nos Estados Unidos 

Alexandre Ramagem deixou o Brasil após ser condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a pena de 16 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado. Antes do fim do processo na Corte, o ex-deputado deixou o Brasil de forma clandestina, atravessando a fronteira de Roraima com a Guiana para evitar a prisão, seguindo depois para os Estados Unidos.

Blog JURU EM DESTAQUE com Notícias ao Minuto

Descoberta histórica

Maior pegada de dinossauro do Brasil é encontrada em Sousa, no Sertão da Paraíba

Foto: Reprodução/Redes Sociais
Foto: Reprodução/Redes Sociais

Uma nova pegada de dinossauro foi identificada por pesquisadores do projeto de preservação do patrimônio geopaleontológico e arqueológico da Bacia do Rio do Peixe, no Sertão paraibano.

O achado ocorreu na manhã da última sexta-feira (10), na zona rural de Sousa, e já é considerado o maior registro do tipo na região — uma das mais importantes do Brasil para estudos paleontológicos.

Localizada na comunidade Floresta dos Borbas, a pegada mede 60 centímetros de comprimento por 55 de largura. De acordo com análises preliminares, o vestígio pertence a um dinossauro carnívoro do grupo dos Abelisaurus, espécie de grande porte que viveu na América do Sul durante o período Cretáceo, há cerca de 140 milhões de anos. Bípede, o animal poderia atingir aproximadamente seis metros de comprimento.

A área foi isolada para garantir a preservação do material, enquanto os pesquisadores seguem com o processo de catalogação e aprofundamento dos estudos.

O projeto é financiado pelo Governo da Paraíba, por meio da Secties, com foco no fortalecimento da pesquisa científica no estado.

Blog JURU EM DESTAQUE com Polêmica Paraíba - Carlos Germano

Faltam poucas horas para ameaça de Trump se cumprir

Bloqueio do Estreito de Ormuz pelos Estados Unidos está marcado para as 11h desta segunda-feira (13)

Foto: reprodução CNN

Os Estados Unidos vão bloquear o Estreito de Ormuz às 11h (no horário de Brasília) desta segunda-feira (13), segundo anúncio do país feito no domingo (12).

Apesar de já ter sido restringido pelo Irã, o Estreito não está tecnicamente fechado, já que Teerã tem permitido gradualmente a passagem de alguns petroleiros em troca de um pedágio de até 2 milhões de dólares por navio.

E, principalmente, o Irã tem permitido que o seu próprio petróleo entre e saia da região durante a guerra.

Segundo os especialistas, ao fechar o estreito, Washington pode cortar uma fonte fundamental de financiamento para o governo e para as operações militares do Irã.

“O bloqueio será aplicado imparcialmente contra embarcações de todas as nações que entrarem ou saírem de portos e áreas costeiras iranianas, incluindo todos os portos iranianos no Golfo Pérsico e no Golfo de Omã”, disse o Comando Central dos Estados Unidos, em uma publicação no X.

Segundo o governo americano, os navios que não estejam viajando para ou de portos iranianos poderão passar livremente pelo Estreito de Ormuz, pois o bloqueio “não impedirá a liberdade de navegação” dessas embarcações.

O anúncio do Comando Central dos Estados Unidos se dá após Trump ter declarado hoje cedo um bloqueio na passagem, medida que poderá aumentar o preço do petróleo, enquanto Washington procura intensificar a sua influência sobre Teerã..

PB Agora com CNN Brasil

Trump diz que vai bloquear estreito de Hormuz e acusa Irã de 'extorsão global'

Irã é acusado de promover "extorsão global" ao ameaçar a segurança da passagem, uma das mais importantes para o transporte de petróleo no mundo

Segundo Trump, a justificativa iraniana de possível presença de minas no estreito gera insegurança deliberada e impede a livre circulação

Trump diz que vai bloquear estreito de Hormuz e acusa Irã de 'extorsão global'
© Getty

SÃO PAULO, SP (FOLHARPESS) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo (12) que ordenou o início de um bloqueio naval ao estreito de Hormuz, após o fracasso de negociações com o Irã no Paquistão.

Em publicação na rede Truth Social, ele disse que a Marinha americana passará a interceptar qualquer embarcação que tente entrar ou sair da rota marítima e também aquelas que tenham pago pedágios a Teerã, classificando a prática de ilegal. 

Trump acusou o Irã de promover "extorsão global" ao ameaçar a segurança da passagem, uma das mais importantes para o transporte de petróleo no mundo. Segundo ele, a justificativa iraniana de possível presença de minas no estreito gera insegurança deliberada e impede a livre circulação.

"Com efeito imediato, a Marinha dos Estados Unidos, a melhor do mundo, iniciará o processo de bloqueio de todos os navios que tentarem entrar ou sair do estreito de Hormuz", disse Trump, que se opõe à ideia de o Irã cobrar pedágio dos navios para atravessarem a via marítima.

"Instruí nossa Marinha a buscar e interceptar todas as embarcações em águas internacionais que tenham pago pedágio ao Irã. Ninguém que pagar um pedágio ilegal terá passagem segura em alto-mar", afirmou.

O presidente também afirmou que forças americanas começarão a destruir eventuais minas na região e ameaçou responder militarmente a qualquer ataque contra navios dos EUA ou embarcações civis.

O republicano disse ainda que as negociações recentes duraram cerca de 20 horas, mas fracassaram no ponto central: o programa nuclear iraniano. Segundo Trump, Teerã se recusou a abandonar suas ambições atômicas, o que, em sua avaliação, inviabiliza qualquer acordo mais amplo.

Ele voltou a afirmar que o Irã "nunca terá uma arma nuclear" e responsabilizou o regime por provocar "ansiedade, deslocamento e sofrimento" em escala global.

As negociações de paz entre os Estados Unidos e o Irã na capital do Paquistão, Islamabad, terminaram sem que os países em guerra chegassem a um acordo, jogando na incerteza o futuro do frágil cessar-fogo entre os dois países adversários na guerra no Oriente Médio.

O vice-presidente americano J. D. Vance, que liderou a delegação dos EUA, afirmou que o Irã optou por não aceitar os termos americanos, incluindo a proibição de construir armas nucleares. "Precisamos de um compromisso firme de que eles não buscarão armas nucleares e que não buscarão os meios que lhes permitiriam obtê-las rapidamente". Vance afirmou que esse era o objetivo central do presidente dos Estados Unidos.

Por sua vez, o presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Baqer Ghalibaf, afirmou neste domingo que Washington foi incapaz de conquistar a confiança de Teerã

No que foi o encontro de mais alto nível entre Washington e Teerã desde a Revolução Islâmica de 1979, as delegações realizaram três rodadas de conversas -a terceira só terminou na madrugada de domingo (12), noite de sábado no Paquistão.

O vice-presidente americano, J. D. Vance, disse em entrevista coletiva neste sábado (11), já manhã de domingo (12) no Paquistão, ter feito uma oferta final ao Irã nas conversas -e afirmou que voltará ao seu país.

"Conversamos por 21 horas", disse o vice de Donald Trump em breve declaração à imprensa em um hotel de Islamabad, capital paquistanesa, país que serve de mediador no conflito. "Voltaremos aos EUA sem um acordo. Deixamos muito claro quais são nossos limites, no que poderíamos ceder e no que não poderíamos, e eles escolheram não aceitar nossos termos."

A fala contradiz declarações anteriores da delegação iraniana, que dizia esperar mais discussões no domingo. Após a entrevista de Vance, entretanto, a TV estatal do país persa confirmou o fim das negociações, colocando a culpa do fracasso em "exigências excessivas" dos EUA.

"A boa notícia é que tivemos discussões significativas com os iranianos. A má notícia é que não chegamos a um acordo, e acho que é uma notícia muito pior para o Irã do que para os EUA", disse o vice-presidente americano. Não está claro se haverá nova rodada de discussões em outro momento ou se os países retomarão os bombardeios na guerra, que já matou milhares de pessoas em toda a região.

"Precisamos ver um compromisso [do Irã] de que não buscarão uma arma nuclear e de que não buscarão ferramentas que tornem possível o desenvolvimento de uma arma nuclear", afirmou Vance -o Irã sempre negou desejar a bomba, embora tenha enriquecido urânio a níveis muito superiores do necessário para usos civis.

"Fomos muito flexíveis, mas, infelizmente, não tivemos progresso", disse o vice de Trump. "Vamos embora daqui com uma proposta muito simples, um método de entendimento que é a nossa melhor e última oferta. Veremos se os iranianos aceitam", concluiu Vance, que falou à imprensa ao lado do enviado de Trump para o Oriente Médio, Steve Witkoff, e do genro do presidente, Jared Kushner.

No sábado, naquele que foi o encontro de mais alto nível entre Washington e Teerã desde a Revolução Islâmica de 1979, as delegações realizaram três rodadas de conversas -a terceira só terminou na madrugada de domingo (12), noite de sábado no Brasil.

A delegação iraniana era composta por mais de 70 membros e encabeçada pelo presidente do Parlamento, Mohammad Baqer Ghalibaf, e pelo ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi. Os iranianos chegaram no Paquistão ainda na sexta-feira (10) com vestes pretas em sinal de luto pela morte do aiatolá Ali Khamenei. Eles levaram sapatos e bolsas de estudantes mortas durante o bombardeio dos EUA a uma escola para meninas próxima a um complexo militar.

As conversas aconteceram no hotel cinco estrelas Serena, com jardins e arquitetura mourisca, que é um dos edifícios mais fortificados de Islamabad e tem o próprio esquema de segurança. O endereço fica nas proximidades do hotel Marriott, palco de um dos piores ataques terrorista do Paquistão, em 2008, quando um caminhão que carregava 600 kg de explosivos abriu um buraco de sete metros de profundidade e deixou, entre os mortos, o embaixador da República Tcheca.

Islamabad reforçou o esquema de segurança com milhares de agentes na cidade, incluindo tropas paramilitares e do Exército, que montaram postos de controle e bloqueios por toda a capital. Lojas e escritórios foram fechados.

Também no sábado, a emissora estatal iraniana afirmou que a delegação de Teerã apresentou demandas relacionadas ao estreito de Hormuz, à liberação de ativos iranianos bloqueados, ao pagamento de reparações para cobrir danos causados pela guerra e um cessar-fogo que alcance toda a região.

A última vez em que EUA e Irã negociaram olho no olho foi na costura do acordo nuclear de 2015, que trocou o fim de sanções à teocracia por um intrincado esquema de verificações segundo o qual seria restringida a capacidade de enriquecimento de urânio do país por 15 anos, visando coibir a busca pela bomba atômica.

Trump cancelou o acordo nuclear em 2018, durante seu primeiro mandato. Naquele ano, Khamenei proibiu novas conversas diretas entre autoridades dos EUA e do Irã.

Na sexta, o americano publicou nas redes sociais que a única razão pela qual os iranianos ainda estavam vivos era para negociar um acordo. "Os iranianos parecem não perceber que não têm cartas na manga, a não ser a extorquir o mundo por meio de vias navegáveis internacionais. A única razão pela qual eles ainda estão vivos hoje é para negociar!"

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