domingo, 30 de agosto de 2026

SENADO DOS “DESCONHECIDOS”

Pesquisa Quest aponta que enquanto 91% conhecem João Azevêdo, maioria ainda não sabe quem são Nabor Wanderley e Marcelo Queiroga

SENADO DOS “DESCONHECIDOS”: enquanto 91% conhecem João, maioria ainda não sabe quem são Nabor e Queiroga

A disputa pelas duas vagas da Paraíba no Senado Federal não é marcada apenas pela diferença nas intenções de voto. Um recorte da pesquisa Quaest divulgado nesse sábado (29) mostra que os candidatos também enfrentam desafios bastante diferentes quando o assunto é grau de conhecimento do eleitorado.

O ex-governador João Azevêdo (PSB) aparece como o nome mais conhecido entre os principais candidatos: apenas 9% dos entrevistados disseram não conhecê-lo, o que significa que 91% afirmam conhecer João. Entre os que conhecem o candidato, 63% dizem que votariam nele e 28% afirmam que não votariam. 

Na outra ponta, Nabor Wanderley (Republicanos) e Marcelo Queiroga (PL) ainda enfrentam um desafio básico de campanha: apresentar-se à maior parte do eleitorado.

No caso de Nabor, 56% dos entrevistados afirmaram não conhecê-lo. Outros 22% disseram conhecê-lo e votar nele, enquanto 22% afirmaram conhecer o candidato, mas não votar. 

Queiroga apresenta índice de desconhecimento ainda maior. 60% dos eleitores ouvidos pela Quaest disseram não conhecer o ex-ministro da Saúde. Entre os entrevistados, 15% afirmam conhecê-lo e votar nele, enquanto 25% dizem conhecê-lo, mas não escolheriam sua candidatura. 

Veneziano Vital do Rêgo e o desafio da resistência

O senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB) está em uma situação distinta. Ele já é conhecido por 79% do eleitorado, mas registra o maior percentual entre os entrevistados que afirmam conhecer o candidato e não votar nele: 34%.

Ao mesmo tempo, 45% afirmam conhecê-lo e considerar votar no senador, enquanto 21% dizem não conhecê-lo. 

O quadro mostra estratégias diferentes para as campanhas. Enquanto Nabor e Queiroga precisam ampliar o conhecimento de seus nomes, Veneziano enfrenta uma disputa mais ligada à redução da resistência entre os eleitores que já sabem quem ele é.

João, por outro lado, entra nesta fase da campanha com a vantagem de já ter sua imagem amplamente difundida no estado.

Desconhecimento de outros candidatos

O problema de reconhecimento é ainda maior entre outros nomes da disputa.

Major Fábio (Novo) é desconhecido por 69% dos entrevistados. Ele registra 12% entre os que afirmam conhecê-lo e votar nele e 19% entre os que o conhecem, mas não votariam.

André Gadelha (MDB) tem índice de desconhecimento de 67%, além de 9% de potencial de voto entre os que o conhecem e 24% entre os que afirmam que não votariam nele. 

Conhecimento eleitoral e cenário da disputa

Na pesquisa estimulada para o Senado divulgada anteriormente, João lidera a disputa, seguido por Veneziano, enquanto Nabor e Queiroga aparecem em patamares inferiores. O novo recorte ajuda a mostrar que parte dessa diferença pode estar relacionada ao próprio nível de exposição acumulado pelos candidatos.

Isso não significa, porém, que conhecimento automaticamente se converta em voto: o caso de Veneziano mostra justamente que um candidato pode ser bastante conhecido e, ao mesmo tempo, enfrentar maior resistência.

A Quaest ouviu 804 eleitores com 16 anos ou mais entre os dias 21 e 24 de agosto. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado na Justiça Eleitoral sob os números PB-07850/2026 e BR-00699/2026

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Candidato ao Senado na Paraíba usa expressões chulas para criticar adversários

Marcelo Queiroga sobe o tom, ironiza adversários e vê disputa pelo Senado Federal na Paraíba aberta: “O chifre tá comendo no centro”

Foto: Reprodução do Youtube / Portal Correio

O candidato do PL ao Senado pela Paraíba, Marcelo Queiroga, elevou o tom da disputa na última sexta-feira (28) ao comentar as articulações dos adversários em busca de apoio dentro das próprias chapas. Em tom irônico, afirmou que o cenário pode favorecer sua candidatura. “A gente sabe que do outro lado o chifre tá comendo no centro”, disse.

Marcelo Queiroga avaliou que as duas vagas ao Senado continuam em aberto e citou o empate técnico com Veneziano Vital do Rêgo (MDB) e Nabor Wanderley (Republicanos), segundo a primeira pesquisa Quaest sobre a disputa. O ex-ministro também disse que decidiu concorrer sem formar uma segunda candidatura em sua chapa.

Durante entrevista à TV Norte Paraíba, Queiroga criticou o que chamou de “parasitismo de uma candidatura sobre outra” e afirmou que pretende concentrar sua campanha no contato direto com os eleitores. “Eu não sou desse ecossistema”, declarou, ao se colocar como alternativa à chamada “velha política”.

O candidato ainda revelou que dará seu segundo voto ao Major Fábio, do Novo, justificando a escolha pelo posicionamento nacional do partido.

As declarações ocorrem em meio às articulações entre os grupos que disputam as duas vagas ao Senado. O apoio do deputado Romero Rodrigues (Podemos) a Nabor Wanderley também movimentou o cenário político na sexta-feira.

O uso de expressões consideradas chulas ou provocativas não é novidade no discurso de Queiroga. Em outras ocasiões durante a disputa eleitoral, o ex-ministro já recorreu a esse tipo de linguagem para criticar adversários e comentar o cenário político paraibano, reforçando um estilo de campanha marcado por declarações mais ácidas.

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Previsão do tempo

João Pessoa e Campina Grande, na Paraíba, têm fim de semana com sol e possibilidade de chuva

João Pessoa e Campina Grande terão um fim de semana marcado pela presença de sol, variação de nebulosidade e possibilidade de chuva. A previsão indica temperaturas entre 19°C e 28°C nas duas cidades.

Na capital paraibana, o sábado (29) deve ter sol entre algumas nuvens, com possibilidade de chuva rápida durante o dia e também à noite. A temperatura mínima prevista é de 24°C, enquanto a máxima chega a 27°C. A sensação térmica deve variar entre 25°C e 27°C.

No domingo (30), o cenário permanece semelhante em João Pessoa. O dia terá sol com algumas nuvens e possibilidade de chuva rápida durante o dia e à noite. As temperaturas ficam entre 25°C e 27°C, com sensação térmica variando na mesma faixa.

O sol nasce às 5h22 e se põe às 17h18 no sábado. No domingo, o nascer do sol está previsto para 5h21, com o pôr do sol às 17h18.

Campina Grande

Em Campina Grande, a previsão aponta sol entre muitas nuvens durante o dia, com períodos de céu nublado. Durante a noite, a tendência é de muitas nuvens, sem previsão de chuva indicada nas informações meteorológicas.

Foto: Campina Grande

No sábado, os termômetros devem marcar 19°C de mínima e 28°C de máxima, com sensação térmica entre 20°C e 24°C.

O domingo terá condições semelhantes, com temperatura mínima de 19°C e máxima de 28°C. A sensação térmica deve variar entre 20°C e 24°C.

O sol nasce às 5h26 e se põe às 17h23 no sábado. No domingo, o nascer do sol ocorre às 5h25, com o pôr do sol previsto para 17h23.

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Paraíba cresce em número de habitantes acima da média nacional

RANKING: Paraíba foi o estado que mais cresceu no Nordeste entre 2025 e 2026 e lidera crescimento populacional da região, aponta IBGE

A Paraíba foi o estado que mais cresceu em população no Nordeste entre 2025 e 2026, segundo as novas estimativas divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O estado chegou a 4.182.828 habitantes, com uma taxa de crescimento populacional de 0,44% no período.

O índice coloca a Paraíba à frente dos outros oito estados nordestinos. Na sequência aparecem Ceará, com crescimento de 0,36%; Sergipe, com 0,34%; Rio Grande do Norte, com 0,25%; Piauí, com 0,24%; Pernambuco, com 0,22%; Bahia, com 0,12%; Maranhão, com 0,09%; e Alagoas, com 0,01%.

Paraíba cresce acima da média nacional

O crescimento registrado na Paraíba também ficou acima da média brasileira. Segundo o IBGE, a população do país chegou a 214,2 milhões de habitantes em 2026, com crescimento de 0,37% em relação ao ano anterior.

No ranking entre as 27 unidades da Federação, a Paraíba aparece na 11ª posição, empatada com o Distrito Federal, que também apresentou crescimento de 0,44%.

João Pessoa também acompanha crescimento

A capital paraibana também aparece em destaque nas estimativas. João Pessoa chegou a 906.093 habitantes em 2026 e registrou crescimento de 0,94% no período, segundo dados do IBGE. A cidade aparece entre as capitais nordestinas com maior avanço populacional.

Com a nova estimativa, João Pessoa se aproxima da marca de 1 milhão de habitantes e aparece como a 17ª capital mais populosa do país, atrás de Teresina, que tem 908.012 habitantes.

Os dados fazem parte das Estimativas da População divulgadas pelo IBGE e têm como referência 1º de julho de 2026.

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sábado, 29 de agosto de 2026

Aniversariante do Dia

Os parabéns especiais do Blog JURU EM DESTAQUE deste sábado (29), são para o empresário e vereador juruense Paulo Domingos

Parabéns, vereador!
Que este novo ciclo traga muita saúde, paz, sabedoria e força para continuar lutandor por melhorias para a nossa cidade.
Feliz aniversário!

Veja agenda dos candidatos ao Governo da Paraíba neste sábado

Candidatos ao Governo da Paraíba intensificam agenda de campanha pelo interior do Estado neste sábado (29), com caravanas, carreatas, visitas e comícos

Foto: Reprodução

Os candidatos ao Governo da Paraíba intensificam neste sábado (29) as atividades de campanha com uma agenda marcada por caravanas, carreatas, visitas e comício em diferentes regiões do estado. Entre os principais nomes da disputa, Lucas Ribeiro, Cícero Lucena e Efraim Filho concentram as atividades no interior paraibano.

O candidato Lucas Ribeiro terá uma das agendas mais extensas do dia. A programação começa pela manhã, com caravanas a partir das 9h11, em Cacimba de Dentro. Às 10h30, o candidato segue para Araruna.

No período da tarde, a mobilização continua em Tacima, às 12h11; Dona Inês, às 13h30; Bananeiras, às 15h11; e Belém, às 16h30.

À noite, a caravana passa por Pirpirituba, às 18h11, antes do encerramento da agenda com um comício em Guarabira, marcado para as 19h30.

Cícero Lucena concentra a agenda na região do Cariri. O candidato inicia as atividades às 8h, com passagem por Queimadas. Na sequência, visita Caturité, às 9h; Boqueirão, às 10h; Cabaceiras, às 11h; e São Domingos do Cariri, às 11h30.

Durante a tarde, Cícero segue para Caraúbas, às 12h30; Congo, às 13h; Camalaú, às 14h; Sumé, às 14h30; e encerra a programação em Serra Branca, às 15h. O candidato não divulgou compromissos oficiais para o período da noite.

No Sertão, Efraim Filho concentra os compromissos entre o Vale do Piancó e Patos. A agenda começa às 8h, com uma carreata no município de Itaporanga.

Depois, o candidato retoma as atividades às 17h22, em Patos, onde participa da inauguração de seu comitê de campanha. Não há compromissos oficiais registrados para a noite.

Demais candidatos

Os candidatos Camilo Duarte (PCO), Yuri Ezequiel (UP) e Pedro Coutinho (DC) não divulgaram, até o momento, suas agendas oficiais de campanha para este sábado (29).

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De pais e mães para filhos

Mães, pais e filhos: os sobrenomes que atravessam gerações na política paraibana

Foto: Reprodução/Polêmica Paraíba
Foto: Reprodução/Polêmica Paraíba

Na política paraibana, alguns sobrenomes atravessam décadas e continuam presentes de uma geração para outra. Pais que abriram caminho na vida pública tiveram filhos que seguiram a mesma trajetória, enquanto irmãos, primos e outros parentes também passaram a ocupar espaços na política.

Esse movimento ajudou a construir a história política da Paraíba e fez com que determinados sobrenomes se tornassem conhecidos por diferentes gerações de eleitores. Em meio a mudanças de partidos, disputas eleitorais e novas lideranças, algumas famílias conseguiram manter influência e presença no cenário político estadual.

Entre os grupos familiares que fazem parte dessa trajetória estão os Cunha Lima, Ribeiro, Vital do Rêgo, Motta, Gadelha, Lucena e Bezerra.

A presença de famílias tradicionais na política não é um fenômeno recente. Para o historiador Vanderley de Brito, as raízes desse modelo estão ligadas à própria formação das estruturas de poder no início do século XX, quando lideranças locais exerciam forte influência sobre a população, principalmente em cidades do interior.

Naquele período, uma das práticas utilizadas para controlar o eleitorado era o chamado voto de cabresto. De acordo com Vanderley, pessoas que dependiam economicamente dos chamados “coronéis” poderiam ser pressionadas a votar nos candidatos apoiados por essas lideranças. “No começo, lá no início do século XX, as famílias poderosas tinham o chamado ‘voto de cabresto’”, explica o historiador.

Segundo ele, a influência política também era reproduzida dentro das próprias famílias, com lideranças locais mobilizando parentes e pessoas ligadas aos seus grupos para apoiar determinados candidatos. “Os patriarcas de cada família humilde fazia campanha no seu seio familiar, praticamente obrigando que seus filhos, genros e agregados a votarem no político para o qual ele tinha vínculo empregatício”, afirma.

Com o passar das décadas, as regras eleitorais e as relações sociais se modificaram. O modelo de controle do voto existente naquele período deixou de fazer parte da dinâmica eleitoral da mesma maneira. Para Vanderley, porém, a tradição política construída por essas antigas estruturas não desapareceu completamente.

“Hoje não existe mais o voto de cabresto como antigamente, a política mudou com os novos regimentos eleitorais, mas ficou a cultura impregnada no povo, que inconscientemente continua votando e apoiando as tradicionais famílias políticas”, avalia.

Essa permanência, na visão do historiador, ajuda a explicar por que determinados sobrenomes continuam sendo reconhecidos e associados ao poder político mesmo depois de várias gerações.

O peso de um sobrenome

Se no passado a influência das famílias estava relacionada a estruturas de poder locais, atualmente o sobrenome pode funcionar de outra maneira: como um patrimônio político construído ao longo de décadas.

Para o cientista político Ítalo Fittipaldi, essa característica não é exclusiva da Paraíba. Segundo ele, famílias que permanecem por gerações na política podem ser encontradas em diferentes estados brasileiros e também em outros países.

“Isso não é só uma característica da Paraíba. Na verdade, existem em outros lugares do mundo também; em outros estados aqui no Brasil também acontece isso: você ter verdadeiras dinastias políticas”, afirma.

Na avaliação do cientista político, a existência dessas famílias não representa, por si só, um problema. A principal questão está nos resultados que esses grupos conseguem entregar para as regiões onde concentram seus votos. “O fato de você ter dinastias políticas, por si só, não me parece ser um problema. O problema é qual é o retorno que essas dinastias políticas dão para os seus redutos eleitorais”, explica.

É nesse ponto que entra uma das principais vantagens apontadas por Ítalo para quem nasce em uma família com tradição política: o acesso a um capital eleitoral que já foi construído por gerações anteriores.

Um candidato que está entrando na política pela primeira vez precisa construir sua própria rede de apoiadores, tornar-se conhecido e conquistar a confiança dos eleitores. Já um herdeiro político pode começar esse processo tendo ao seu lado um sobrenome conhecido e uma base que já possui vínculos com a família.

“Os seus antepassados já chegaram ao poder, já se beneficiaram do fato de terem chegado ao poder, já têm um certo capital eleitoral, e agora estão transferindo esse capital eleitoral para os seus descendentes”, afirma Ítalo.

Essa transferência, segundo ele, coloca os chamados herdeiros políticos em uma posição de vantagem diante de quem começa uma trajetória eleitoral sem o respaldo de uma família tradicional.

Isso, porém, não significa que a eleição esteja garantida. Ítalo ressalta que o sobrenome pode favorecer um candidato, mas não substitui a necessidade de conquistar votos. “Isso não quer dizer que todos eles vão estar eleitos simplesmente por causa do sobrenome. (…) Mas que é uma vantagem, é uma vantagem”, pontua.

Herança não é garantia de voto

A força acumulada por essas famílias também interfere na discussão sobre renovação política. Para Ítalo Fittipaldi, a presença de várias gerações de um mesmo grupo em cargos públicos não pode ser confundida com estabilidade.

Segundo ele, a estabilidade política depende do funcionamento das instituições e do respeito às regras eleitorais, e não simplesmente da permanência de determinados sobrenomes no poder. “O que gera estabilidade na política não é a a descendência de um determinado político estar sendo eleito. Afinal de contas, não é monarquia. Então a estabilidade não é por aí”, afirma.

Na avaliação do cientista político, o eleitor é parte fundamental desse processo. A continuidade de uma família depende da capacidade de seus integrantes de manter a confiança conquistada ao longo do tempo.

Por isso, mesmo famílias com forte tradição podem perder espaço quando deixam de apresentar resultados considerados satisfatórios pelos eleitores. “Algumas dinastias começam a desaparecer ao longo do tempo, porque, de repente, não conseguem agregar um conjunto de políticas públicas que poderiam beneficiar o seu eleitorado”, explica.

Vanderley de Brito também considera que a permanência dessas famílias está relacionada à capacidade de manter redes de influência. Na avaliação dele, a ocupação de diferentes cargos públicos amplia o alcance dos grupos políticos e permite que suas bases eleitorais sejam preservadas.

A diferença é que, se antes essa influência estava diretamente associada às antigas relações de dependência entre chefes políticos e eleitores, hoje ela se manifesta por meio de estruturas partidárias, alianças, cargos, redes de apoio e pelo próprio reconhecimento que o sobrenome acumulou ao longo das décadas.

Quando uma família passa a fazer parte da política

A permanência de um sobrenome, portanto, não acontece apenas pela sucessão direta de pai para filho. Em alguns casos, diferentes parentes entram na disputa eleitoral; em outros, integrantes da mesma família ocupam cargos em municípios distintos ou estabelecem alianças com outros grupos políticos.

Para Vanderley, essa rede também pode ser fortalecida por relações entre famílias tradicionais. “Os casamentos de políticos com famílias de outros políticos legitimam ainda mais esse tradicionalismo familiar na política”, afirma.

O resultado é uma estrutura que pode atravessar diferentes períodos históricos, adaptar-se às mudanças eleitorais e continuar presente mesmo quando seus integrantes deixam determinados cargos ou enfrentam derrotas nas urnas.

Para Ítalo, no entanto, o sobrenome sozinho não explica a permanência de uma família. É preciso considerar a relação construída com o eleitorado e a capacidade de transformar o capital político herdado em resultados. “A grande questão é: o que é que essas dinastias políticas têm gerado de desenvolvimento para os seus redutos eleitorais?”, questiona.

Na Paraíba, essa história pode ser observada em diferentes sobrenomes e gerações. São trajetórias que começaram em momentos distintos, passaram por diferentes cargos e partidos e chegaram aos dias atuais com novos integrantes disputando espaço na política.

Veja abaixo os sobrenomes das famílias que fazem parte da política paraibana:

Família Cunha Lima

A trajetória da família Cunha Lima na política de Campina Grande se estende por diferentes gerações e inclui passagens pela prefeitura, pelo Governo da Paraíba, pelo Congresso Nacional e por outros cargos públicos.

O primeiro integrante da família a comandar a Prefeitura de Campina Grande foi Ronaldo Cunha Lima. Ele assumiu o cargo pela primeira vez em 1969 e voltou à gestão municipal em 1989, permanecendo por quatro anos. Ao longo da carreira, também foi governador da Paraíba, deputado federal e senador.

Anos depois, seu filho, Cássio Cunha Lima, deu continuidade à trajetória política da família. Ele foi prefeito de Campina Grande entre 1997 e 2002, quando deixou o cargo para disputar o Governo da Paraíba. Eleito naquele ano, Cássio passou a comandar o estado. Antes e depois disso, também exerceu mandatos como deputado federal e senador.

A presença do grupo político ligado aos Cunha Lima no Executivo de Campina Grande voltou a ocorrer em 2013, quando Romero Rodrigues assumiu a prefeitura. Ele foi reeleito em 2016 e permaneceu no cargo até 2020.

Naquele mesmo ano, Bruno Cunha Lima chegou à Prefeitura de Campina Grande. O resultado manteve o sobrenome Cunha Lima no comando do município e marcou a chegada de uma nova geração ao Executivo campinense. Bruno foi reeleito em 2024.

A influência política do grupo, no entanto, não se limita aos prefeitos. Pedro Cunha Lima, filho de Cássio, exerceu mandato de deputado federal pela Paraíba entre 2015 e 2023. Ronaldo Cunha Lima Filho, irmão de Cássio, também teve participação na vida pública e foi vice-prefeito de Campina Grande.

O sobrenome ainda aparece em uma geração mais recente com Diogo Cunha Lima, filho de Cássio, que disputa, em 2026, o cargo de vice-governador da Paraíba na chapa encabeçada por Cícero Lucena. Ronaldo Cunha Lima Neto também teve atuação na administração municipal de Campina Grande.

Blog JURU EM DESTAQUE com Polêmica Paraíba - Beatriz Paulino

Flávio cresce, vai a 45,1%, e passa Lula, que tem 44,5%, no 2º turno

Pesquisa Vox Populi mostra que Flávio Bolsonaro avançou 4 pontos desde julho, enquanto Lula recuou 3 pontos; no 1º turno, 0 petista ainda lidera com 37,1% contra 34,8% do senador

Giovanna Estrela
Imagem colorida mostra Flávio e Lula - Metrópoles
Arte Metrópoles

Pesquisa Vox Brasil divulgada neste sábado (29/08) mostra Flávio Bolsonaro (PL) numericamente à frente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um cenário de segundo turno.

O senador tem 45,1% das intenções de voto, contra 44,5% do presidente, configurando empate técnico dentro da margem de erro de 2,15 pontos percentuais, para mais ou para menos.

Veja os resultados:

  • Flávio Bolsonaro (PL): 45,1%
  • Lula (PT): 44,5%
  • Nenhum/Branco/Nulo: 7,9%
  • Não sabe/não opinou: 2,5%

Na comparação com a pesquisa anterior, divulgada em julho, Flávio Bolsonaro cresceu quatro pontos percentuais, passando de 41,1% para 45,1%. No mesmo período, Lula caiu 3 pontos, de 47,5% para 44,5%.

Na pesquisa de maio, Lula chegou a abrir 8,7 pontos percentuais sobre Flávio. Confira a evolução das pesquisas:

Em outros cenários testados de segundo turno, Lula aparece à frente de Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD). Veja os resultados:

Lula x Zema

  • Lula (PT): 45,5%
  • Romeu Zema (Novo): 39,3%
  • Nenhum/Branco/Nulo: 8,1%
  • Não sabe/não opinou: 7,1%

Lula x Caiado

  • Lula (PT): 45,5%
  • Ronaldo Caiado (PSD): 41,1%
  • Nenhum/Branco/Nulo: 5,3%
  • Não sabe/não opinou: 8,1%

Primeiro turno

No primeiro turno, Lula aparece na liderança, com 37,1% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro, com 34,8%.

Veja os resultados:

  • Lula (PT): 37,1%
  • Flávio Bolsonaro (PL): 34,8%
  • Ronaldo Caiado (PSD): 5%
  • Renan Santos (Missão): 3,3%
  • Romeu Zema (Novo): 2,8%
  • Augusto Cury (Avante): 2,6%
  • Pablo Marçal (PRTB): 2%
  • Clariana Barão (DC): 0,8%
  • Edmilson Costa (PCB): 0,5%
  • Wilson Grassi (Democrata): 0,4%
  • Rui Costa Pimenta (PCO): 0,2%
  • Hertz Dias (PSTU): 0,1%
  • Samara Martins (UP): 0,1%
  • Nenhum/Branco/Nulo: 3,5%
  • Não sabe/não opinou: 6,8%

Na pesquisa anterior, realizada em julho, Lula tinha 40,5% e Flávio Bolsonaro, 31,5%. Ronaldo Caiado tinha 5,5%, Renan Santos, 3%, e Romeu Zema, 3,2%.

Sobre a pesquisa

O levantamento foi realizado pela Vox Brasil e ouviu 2.100 pessoas entre os dias 25 e 27 de agosto.

A margem de erro é de 2,15 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.

A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-05519/2026.

Blog JURU EM DESTAQUE com Metrópoles

Veja agenda dos presidenciáveis neste fim de semana (29 e 30)

Confira a agenda dos candidatos à Pesidência da República neste fim de semana (29 e 30); os presidenciáveis participam de atos, caminhadas e encontros

Brasília (DF), 18/08/2026 - Arte  Agenda dos Presidenciáveis.
Arte EBC
© Arte EBC
Versão em áudio

A agenda dos presidenciáveis neste fim de semana inclui sabatina, atos políticos, caminhadas, carreatas e encontros com apoiadores. Também estão previstas visitas a eventos e locais afetados por problemas de infraestrutura.

Os candidatos participam ainda de atividades voltadas às mulheres, rodas de conversa sobre cultura e arte e lançamento de candidatura. 

Romeu Zema (Novo) 
Vai a Feliz (RS) observar o local onde a ponte caiu duas vezes e apresentar propostas sobre o El Nino e infraestruturas. Em Canoas (RS), participa de encontro com as mulheres do partido Novo. 

Ronaldo Caiado (PSD)
Visita a Festa do Peão em Barretos (SP), no sábado.  

Rui Costa Pimenta (PCO)
Participa de evento de lançamento da candidatura no Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Porto Alegre (RS), no sábado. 

Samara Martins (UP)
No sábado, participa de caminhada em Mauá (SP) e de caminhada e reunião com Associação dos Moradores da Comunidade Spama, na região Noroeste da capital paulista. 

Augusto Cury (Avante)
Participa de Sabatina na TV Globo. 

Flávio Bolsonaro (PL)
Cumpre agenda em Angra dos Reis (RJ) neste sábado. Às 13h, concentração de carreata no KM 41 da Rodovia Gov. Mário Covas. Às 15h, barqueata no Marinas do Atlântico.

Hertz Dias (PSTU)
No sábado, participa de visita à Ocupação da Residência Feminina e de roda de conversa sobre cultura e arte na sede do PSTU. 

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) 
No sábado, participa do ato Mulheres com Lula no centro de Belo Horizonte (MG).

Renan Santos (Missão)
No sábado, participa de carreata e adesivaço na praça Charles Miller, em São Paulo (SP). 

A candidata Clariana Barão (DC) não tem agenda pública de campanha neste fim de semana. 

Os candidatos Edmilson Costa (PCB) e Wilson Grassi (Democrata) não divulgaram a agenda de campanha até o momento desta publicação. 

A ordem de apresentação da cobertura da agenda dos candidatos a presidente segue rodízio diário em ordem alfabética.

Como limpar o teclado do computador sem danificar as teclas e circuitos

Migalhas, poeira e gordura podem se acumular entre as teclas com o passar do tempo e até comprometer o funcionamento do equipamento

Uma limpeza periódica ajuda a manter a higiene e a prolongar a vida útil do teclado.

Como limpar o teclado do computador sem danificar as teclas e circuitos
© Shutterstock

Quem costuma trabalhar muitas horas no computador ou passar parte do tempo livre jogando provavelmente já fez alguma refeição ou comeu um lanche diante da tela. O hábito parece inofensivo, mas pode deixar migalhas, poeira e resíduos presos entre as teclas. 

Com o tempo, a sujeira acumulada pode deixar o teclado engordurado e pouco higiênico. Em situações mais graves, resíduos podem alcançar componentes internos e provocar problemas nos circuitos eletrônicos.

Por isso, fazer uma limpeza mais profunda de tempos em tempos ajuda tanto na conservação do equipamento quanto na manutenção de um espaço de trabalho ou lazer mais limpo.

O site TechTudo reuniu algumas orientações para limpar o teclado de forma segura e eficiente.

O que usar para limpar o teclado?

Antes de começar, separe alguns materiais que podem facilitar o processo:

pano de microfibra;
pincel de cerdas macias;
pequeno soprador de ar ou aspirador de pó;
álcool isopropílico, sempre usado em quantidade moderada.

Como limpar o teclado passo a passo

O primeiro cuidado é desligar o equipamento. Se o teclado for separado do computador, desconecte-o e afaste-o antes de iniciar a limpeza.

Depois, vire o teclado de cabeça para baixo para que migalhas e outros resíduos soltos possam cair.

Use um pincel macio para remover a poeira acumulada entre as teclas. Em seguida, um pequeno soprador de ar pode ajudar a desprender resíduos que permaneceram presos em áreas de difícil acesso.

Na parte externa, passe um pano de microfibra sobre as teclas e demais superfícies.

Como tirar gordura das teclas?

Se houver marcas de gordura, o pano de microfibra pode ser levemente umedecido com álcool isopropílico.

O produto deve ser usado com moderação, evitando excesso de líquido sobre o teclado. Depois, basta passar o pano delicadamente pelas teclas até remover os resíduos.

Manter esse tipo de limpeza na rotina ajuda a evitar o acúmulo de sujeira e pode reduzir o risco de problemas causados por restos de alimentos e outros detritos no equipamento.

Blog JURU EM DESTAQUE com Notícias ao Minuto

É hoje!

Prefeita Solange Félix convoca juruenses para adesivaço em prol da campanha do governador Lucas Ribeiro e seus demais candidatos 

A prefeita de Juru, no Sertão da Paraíba, Solange Félix, vai comandar, neste sábado (29/08), um ‘Adesivaço’ de veículos na cidade em prol da campanha do governador da Paraíba, Lucas Ribeiro (PP), e dos demais candidatos apoiados por ele e seu grupo político para as eleições deste ano, que ocorrem em 04 de outubro.

O movimento será realizado na parte da tarde, a partir das 09h11, na Praça do Povo.

Traga sua energia, sua família e sua esperança. Vamos colorir as ruas e mostrar que o trabalho e o compromisso vão continuar”, reforça a prefeita de Juru.

Além de apoiar o governador Lucas Ribeiro, Solange Félix apoia ainda as candidaturas de Michel Henrique (deputado estadual), Hugo Motta (deputado federal), João Azevêdo e Veneziano para o senado e Lula (presidente).

Já somos 214,2 milhões de brasileiros

LEVANTAMENTO: População brasileira chega a 214,2 milhões de habitantes em 2026, estima Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísitica (IBGE)

Foto: Nascimento Jr./Pexels
Foto: Nascimento Jr./Pexels

A população brasileira chegou a 214.211.951 habitantes em julho de 2026, segundo estimativa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (28). O levantamento considera como referência a data de 1º de julho de 2026.

O número representa um aumento de 11.149.439 habitantes em relação à população registrada no Censo Demográfico de 2022, realizado há quatro anos. O crescimento acumulado no período foi de 5,49%. Na comparação com 2025, a alta foi de 0,37%.

São Paulo continua sendo o município mais populoso

Entre os municípios brasileiros, São Paulo (SP) permanece na liderança, com uma população estimada em 11.911.337 habitantes. Em seguida aparecem Rio de Janeiro (RJ), com 6.731.133 moradores; Brasília (DF), com 3.009.996; Fortaleza (CE), com 2.582.360; e Salvador (BA), com 2.559.945 habitantes.

Somados, os cinco municípios mais populosos do país reúnem 26.794.771 pessoas, o equivalente a aproximadamente 12,5% da população brasileira.

As 27 capitais concentram, juntas, cerca de 49,4 milhões de habitantes, correspondendo a 23,1% da população total do país.

Entre as capitais, as menores populações estimadas são as de Palmas (TO), com 333.154 habitantes; Vitória (ES), com 343.935; e Rio Branco (AC), com 390.038 moradores.

Capitais que não são os municípios mais populosos dos estados

Em dois estados, as capitais não aparecem como os municípios mais populosos.

No Espírito Santo, Vitória tem população estimada em 343.935 habitantes e é superada por Serra, com 586.901 moradores; Vila Velha, com 510.512; e Cariacica, com 376.914.

Em Santa Catarina, Florianópolis, com 598.370 habitantes, também não ocupa a primeira posição. O município mais populoso do estado é Joinville, com população estimada em 673.980 pessoas.

Brasil tem 15 municípios com mais de 1 milhão de habitantes

O levantamento do IBGE mostra que o Brasil possui 15 municípios com mais de 1 milhão de habitantes. Juntos, eles concentram 49.886.420 pessoas, cerca de 20% da população nacional.

Entre esses municípios, apenas Guarulhos e Campinas, ambos em São Paulo, não são capitais estaduais. Guarulhos tem população estimada em 1.351.284 habitantes, enquanto Campinas possui 1.189.761 moradores.

Considerando os 26 municípios brasileiros com mais de 500 mil habitantes que não são capitais, Guarulhos e Campinas também ocupam as primeiras posições. Na sequência aparecem São Gonçalo (RJ), com 959.977 habitantes; Duque de Caxias (RJ), com 866.167; e Nova Iguaçu (RJ), com 843.367.

Municípios menos populosos

Na outra ponta, os cinco municípios brasileiros com as menores populações estimadas são:

  • Serra da Saudade (MG): 857 habitantes;
  • Anhanguera (GO): 906 habitantes;
  • Borá (SP): 935 habitantes;
  • Araguainha (MT): 989 habitantes;
  • Nova Castilho (SP): 1.070 habitantes.

O estudo aponta ainda que 2.467 municípios brasileiros têm menos de 10 mil habitantes. Eles representam 44,3% dos 5.571 municípios do país, mas, juntos, concentram 12.789.089 pessoas, ou cerca de 6% da população nacional.

São Paulo concentra mais de 21% da população brasileira

Entre os estados, São Paulo continua sendo o mais populoso, com aproximadamente 46,1 milhões de habitantes, o equivalente a 21,6% da população do país.

Na sequência aparecem Minas Gerais, com cerca de 21,5 milhões de moradores, correspondendo a 10% da população nacional, e Rio de Janeiro, com 17,2 milhões, ou 8%.

Os três estados menos populosos estão na Região Norte e possuem menos de 1 milhão de habitantes cada. São eles:

  • Acre: 887,8 mil habitantes, ou 0,41% da população brasileira;
  • Amapá: 809,9 mil, ou 0,38%;
  • Roraima: 761 mil, ou 0,36%.

Sudeste concentra 41,6% da população

O Sudeste permanece como a região mais populosa do Brasil, com aproximadamente 89 milhões de habitantes, o equivalente a 41,6% da população nacional.

O Nordeste aparece em seguida, com 57,4 milhões de moradores, ou 26,8% do total.

As demais regiões apresentam as seguintes estimativas:

  • Sul: 31,5 milhões de habitantes (14,7%);
  • Norte: 18,9 milhões (8,8%);
  • Centro-Oeste: 17,4 milhões (8,1%).

Crescimento populacional desacelera

Apesar do aumento da população, o ritmo de crescimento demográfico brasileiro continua em desaceleração. Entre 2025 e 2026, a população cresceu 0,37%, abaixo dos 0,39% registrados no período de 2024 a 2025.

Os estados do Rio de Janeiro, Alagoas e Rio Grande do Sul apresentaram as menores taxas de crescimento populacional. Já Roraima, Santa Catarina e Mato Grosso registraram as maiores taxas, sendo os únicos estados com crescimento superior a 1%.

As estimativas populacionais divulgadas pelo IBGE são utilizadas como um dos parâmetros pelo Tribunal de Contas da União (TCU) no cálculo do Fundo de Participação dos Estados e dos Municípios. Os dados também servem de referência para a elaboração de indicadores sociais, econômicos e demográficos do país.

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