Pesquisa Quest aponta que enquanto 91% conhecem João Azevêdo, maioria ainda não sabe quem são Nabor Wanderley e Marcelo Queiroga
A
disputa pelas duas vagas da Paraíba no Senado Federal não é marcada
apenas pela diferença nas intenções de voto. Um recorte da pesquisa
Quaest divulgado nesse sábado (29) mostra que os candidatos também
enfrentam desafios bastante diferentes quando o assunto é grau de conhecimento do eleitorado.
O ex-governador João Azevêdo
(PSB) aparece como o nome mais conhecido entre os principais
candidatos: apenas 9% dos entrevistados disseram não conhecê-lo, o que
significa que 91% afirmam conhecer João. Entre os que conhecem o candidato, 63% dizem que votariam nele e 28% afirmam que não votariam.
Na outra ponta, Nabor Wanderley (Republicanos) e Marcelo Queiroga (PL) ainda enfrentam um desafio básico de campanha: apresentar-se à maior parte do eleitorado.
No caso de Nabor, 56% dos entrevistados afirmaram não conhecê-lo. Outros 22% disseram conhecê-lo e votar nele, enquanto 22% afirmaram conhecer o candidato, mas não votar.
Queiroga apresenta índice de desconhecimento ainda maior. 60% dos eleitores ouvidos pela Quaest disseram não conhecer o ex-ministro da Saúde.
Entre os entrevistados, 15% afirmam conhecê-lo e votar nele, enquanto
25% dizem conhecê-lo, mas não escolheriam sua candidatura.
Veneziano Vital do Rêgo e o desafio da resistência
O senador Veneziano Vital do Rêgo
(MDB) está em uma situação distinta. Ele já é conhecido por 79% do
eleitorado, mas registra o maior percentual entre os entrevistados que
afirmam conhecer o candidato e não votar nele: 34%.
Ao mesmo tempo, 45% afirmam conhecê-lo e considerar votar no senador, enquanto 21% dizem não conhecê-lo.
O
quadro mostra estratégias diferentes para as campanhas. Enquanto Nabor e
Queiroga precisam ampliar o conhecimento de seus nomes, Veneziano enfrenta uma disputa mais ligada à redução da resistência entre os eleitores que já sabem quem ele é.
João, por outro lado, entra nesta fase da campanha com a vantagem de já ter sua imagem amplamente difundida no estado.
Desconhecimento de outros candidatos
O problema de reconhecimento é ainda maior entre outros nomes da disputa.
Major Fábio
(Novo) é desconhecido por 69% dos entrevistados. Ele registra 12% entre
os que afirmam conhecê-lo e votar nele e 19% entre os que o conhecem,
mas não votariam.
Já André Gadelha
(MDB) tem índice de desconhecimento de 67%, além de 9% de potencial de
voto entre os que o conhecem e 24% entre os que afirmam que não votariam
nele.
Conhecimento eleitoral e cenário da disputa
Na pesquisa estimulada para o Senado
divulgada anteriormente, João lidera a disputa, seguido por Veneziano,
enquanto Nabor e Queiroga aparecem em patamares inferiores. O novo
recorte ajuda a mostrar que parte dessa diferença pode estar relacionada
ao próprio nível de exposição acumulado pelos candidatos.
Isso
não significa, porém, que conhecimento automaticamente se converta em
voto: o caso de Veneziano mostra justamente que um candidato pode ser
bastante conhecido e, ao mesmo tempo, enfrentar maior resistência.
A Quaest ouviu 804 eleitores com 16 anos ou mais entre os dias 21 e 24 de agosto.
A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos,
com nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado na Justiça
Eleitoral sob os números PB-07850/2026 e BR-00699/2026.
Blog JURU EM DESTAQUE com Pol^rmica Paraíba - Suedna Lima
Marcelo Queiroga sobe o tom, ironiza adversários e vê disputa pelo Senado Federal na Paraíba aberta: “O chifre tá comendo no centro”
Foto: Reprodução do Youtube / Portal Correio
O candidato do PL ao Senado pela Paraíba,
Marcelo Queiroga, elevou o tom da disputa na última sexta-feira (28) ao
comentar as articulações dos adversários em busca de apoio dentro das
próprias chapas. Em tom irônico, afirmou que o cenário pode favorecer
sua candidatura. “A gente sabe que do outro lado o chifre tá comendo no
centro”, disse.
Marcelo Queiroga avaliou que as duas vagas ao
Senado continuam em aberto e citou o empate técnico com Veneziano Vital
do Rêgo (MDB) e Nabor Wanderley (Republicanos), segundo a primeira
pesquisa Quaest sobre a disputa. O ex-ministro também disse que decidiu
concorrer sem formar uma segunda candidatura em sua chapa.
Durante entrevista à TV Norte Paraíba,
Queiroga criticou o que chamou de “parasitismo de uma candidatura sobre
outra” e afirmou que pretende concentrar sua campanha no contato direto
com os eleitores. “Eu não sou desse ecossistema”, declarou, ao se
colocar como alternativa à chamada “velha política”.
O candidato ainda revelou que dará seu
segundo voto ao Major Fábio, do Novo, justificando a escolha pelo
posicionamento nacional do partido.
As declarações ocorrem em meio às
articulações entre os grupos que disputam as duas vagas ao Senado. O
apoio do deputado Romero Rodrigues (Podemos) a Nabor Wanderley também
movimentou o cenário político na sexta-feira.
O uso de expressões consideradas chulas ou
provocativas não é novidade no discurso de Queiroga. Em outras ocasiões
durante a disputa eleitoral, o ex-ministro já recorreu a esse tipo de
linguagem para criticar adversários e comentar o cenário político
paraibano, reforçando um estilo de campanha marcado por declarações mais
ácidas.
João Pessoa e Campina Grande, na Paraíba, têm fim de semana com sol e possibilidade de chuva
João Pessoa e Campina Grande
terão um fim de semana marcado pela presença de sol, variação de
nebulosidade e possibilidade de chuva. A previsão indica temperaturas
entre 19°C e 28°C nas duas cidades.
Na capital paraibana, o sábado (29) deve ter sol entre algumas nuvens, com possibilidade de chuva rápida durante o dia e também à noite. A temperatura mínima prevista é de 24°C, enquanto a máxima chega a 27°C. A sensação térmica deve variar entre 25°C e 27°C.
No
domingo (30), o cenário permanece semelhante em João Pessoa. O dia terá
sol com algumas nuvens e possibilidade de chuva rápida durante o dia e à
noite. As temperaturas ficam entre 25°C e 27°C, com sensação térmica variando na mesma faixa.
O sol nasce às 5h22 e se põe às 17h18 no sábado. No domingo, o nascer do sol está previsto para 5h21, com o pôr do sol às 17h18.
Campina Grande
Em Campina Grande, a previsão aponta sol entre muitas nuvens durante o dia,
com períodos de céu nublado. Durante a noite, a tendência é de muitas
nuvens, sem previsão de chuva indicada nas informações meteorológicas.
Foto: Campina Grande
No sábado, os termômetros devem marcar 19°C de mínima e 28°C de máxima, com sensação térmica entre 20°C e 24°C.
O domingo terá condições semelhantes, com temperatura mínima de 19°C e máxima de 28°C. A sensação térmica deve variar entre 20°C e 24°C.
O sol nasce às 5h26 e se põe às 17h23 no sábado. No domingo, o nascer do sol ocorre às 5h25, com o pôr do sol previsto para 17h23.
RANKING: Paraíba foi o estado que mais cresceu no Nordeste entre 2025 e 2026 e lidera crescimento populacional da região, aponta IBGE
A
Paraíba foi o estado que mais cresceu em população no Nordeste entre
2025 e 2026, segundo as novas estimativas divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O estado chegou a 4.182.828 habitantes, com uma taxa de crescimento populacional de 0,44% no período.
O
índice coloca a Paraíba à frente dos outros oito estados nordestinos.
Na sequência aparecem Ceará, com crescimento de 0,36%; Sergipe, com
0,34%; Rio Grande do Norte, com 0,25%; Piauí, com 0,24%; Pernambuco, com
0,22%; Bahia, com 0,12%; Maranhão, com 0,09%; e Alagoas, com 0,01%.
Paraíba cresce acima da média nacional
O crescimento registrado na Paraíba também ficou acima da média brasileira. Segundo o IBGE, a população do país chegou a 214,2 milhões de habitantes em 2026, com crescimento de 0,37% em relação ao ano anterior.
No ranking entre as 27 unidades da Federação, a Paraíba aparece na 11ª posição, empatada com o Distrito Federal, que também apresentou crescimento de 0,44%.
João Pessoa também acompanha crescimento
A capital paraibana também aparece em destaque nas estimativas. João Pessoa chegou a 906.093 habitantes em 2026
e registrou crescimento de 0,94% no período, segundo dados do IBGE. A
cidade aparece entre as capitais nordestinas com maior avanço
populacional.
Com a nova estimativa, João Pessoa se aproxima da marca de 1 milhão de habitantes e aparece como a 17ª capital mais populosa do país, atrás de Teresina, que tem 908.012 habitantes.
Os dados fazem parte das Estimativas da População divulgadas pelo IBGE e têm como referência 1º de julho de 2026.
Os parabéns especiais do Blog JURU EM DESTAQUE deste sábado (29), são para o empresário e vereador juruense Paulo Domingos
Parabéns, vereador! Que este novo ciclo traga muita saúde, paz, sabedoria e força para continuar lutandor por melhorias para a nossa cidade. Feliz aniversário!
Candidatos ao Governo da Paraíba intensificam agenda de campanha pelo interior do Estado neste sábado (29), com caravanas, carreatas, visitas e comícos
Foto: Reprodução
Os candidatos ao Governo da Paraíba
intensificam neste sábado (29) as atividades de campanha com uma agenda
marcada por caravanas, carreatas, visitas e comício em diferentes
regiões do estado. Entre os principais nomes da disputa, Lucas Ribeiro,
Cícero Lucena e Efraim Filho concentram as atividades no interior
paraibano.
O candidato Lucas Ribeiro terá uma das
agendas mais extensas do dia. A programação começa pela manhã, com
caravanas a partir das 9h11, em Cacimba de Dentro. Às 10h30, o candidato
segue para Araruna.
No período da tarde, a mobilização continua em Tacima, às 12h11; Dona Inês, às 13h30; Bananeiras, às 15h11; e Belém, às 16h30.
À noite, a caravana passa por Pirpirituba,
às 18h11, antes do encerramento da agenda com um comício em Guarabira,
marcado para as 19h30.
Cícero Lucena concentra a agenda na região
do Cariri. O candidato inicia as atividades às 8h, com passagem por
Queimadas. Na sequência, visita Caturité, às 9h; Boqueirão, às 10h;
Cabaceiras, às 11h; e São Domingos do Cariri, às 11h30.
Durante a tarde, Cícero segue para
Caraúbas, às 12h30; Congo, às 13h; Camalaú, às 14h; Sumé, às 14h30; e
encerra a programação em Serra Branca, às 15h. O candidato não divulgou
compromissos oficiais para o período da noite.
No Sertão, Efraim Filho concentra os
compromissos entre o Vale do Piancó e Patos. A agenda começa às 8h, com
uma carreata no município de Itaporanga.
Depois, o candidato retoma as atividades
às 17h22, em Patos, onde participa da inauguração de seu comitê de
campanha. Não há compromissos oficiais registrados para a noite.
Demais candidatos
Os candidatos Camilo Duarte (PCO), Yuri
Ezequiel (UP) e Pedro Coutinho (DC) não divulgaram, até o momento, suas
agendas oficiais de campanha para este sábado (29).
Mães, pais e filhos: os sobrenomes que atravessam gerações na política paraibana
Foto: Reprodução/Polêmica Paraíba
Na política paraibana, alguns sobrenomes atravessam décadas e continuam
presentes de uma geração para outra. Pais que abriram caminho na vida
pública tiveram filhos que seguiram a mesma trajetória, enquanto irmãos,
primos e outros parentes também passaram a ocupar espaços na política.
Esse
movimento ajudou a construir a história política da Paraíba e fez com
que determinados sobrenomes se tornassem conhecidos por diferentes
gerações de eleitores. Em meio a mudanças de partidos, disputas
eleitorais e novas lideranças, algumas famílias conseguiram manter
influência e presença no cenário político estadual.
Entre
os grupos familiares que fazem parte dessa trajetória estão os Cunha
Lima, Ribeiro, Vital do Rêgo, Motta, Gadelha, Lucena e Bezerra.
A
presença de famílias tradicionais na política não é um fenômeno
recente. Para o historiador Vanderley de Brito, as raízes desse modelo
estão ligadas à própria formação das estruturas de poder no início do
século XX, quando lideranças locais exerciam forte influência sobre a
população, principalmente em cidades do interior.
Naquele
período, uma das práticas utilizadas para controlar o eleitorado era o
chamado voto de cabresto. De acordo com Vanderley, pessoas que dependiam
economicamente dos chamados “coronéis” poderiam ser pressionadas a
votar nos candidatos apoiados por essas lideranças. “No começo, lá no
início do século XX, as famílias poderosas tinham o chamado ‘voto de
cabresto’”, explica o historiador.
Segundo
ele, a influência política também era reproduzida dentro das próprias
famílias, com lideranças locais mobilizando parentes e pessoas ligadas
aos seus grupos para apoiar determinados candidatos. “Os patriarcas de
cada família humilde fazia campanha no seu seio familiar, praticamente
obrigando que seus filhos, genros e agregados a votarem no político para
o qual ele tinha vínculo empregatício”, afirma.
Com
o passar das décadas, as regras eleitorais e as relações sociais se
modificaram. O modelo de controle do voto existente naquele período
deixou de fazer parte da dinâmica eleitoral da mesma maneira. Para
Vanderley, porém, a tradição política construída por essas antigas
estruturas não desapareceu completamente.
“Hoje
não existe mais o voto de cabresto como antigamente, a política mudou
com os novos regimentos eleitorais, mas ficou a cultura impregnada no
povo, que inconscientemente continua votando e apoiando as tradicionais
famílias políticas”, avalia.
Essa
permanência, na visão do historiador, ajuda a explicar por que
determinados sobrenomes continuam sendo reconhecidos e associados ao
poder político mesmo depois de várias gerações.
O peso de um sobrenome
Se
no passado a influência das famílias estava relacionada a estruturas de
poder locais, atualmente o sobrenome pode funcionar de outra maneira:
como um patrimônio político construído ao longo de décadas.
Para
o cientista político Ítalo Fittipaldi, essa característica não é
exclusiva da Paraíba. Segundo ele, famílias que permanecem por gerações
na política podem ser encontradas em diferentes estados brasileiros e
também em outros países.
“Isso
não é só uma característica da Paraíba. Na verdade, existem em outros
lugares do mundo também; em outros estados aqui no Brasil também
acontece isso: você ter verdadeiras dinastias políticas”, afirma.
Na
avaliação do cientista político, a existência dessas famílias não
representa, por si só, um problema. A principal questão está nos
resultados que esses grupos conseguem entregar para as regiões onde
concentram seus votos. “O fato de você ter dinastias políticas, por si
só, não me parece ser um problema. O problema é qual é o retorno que
essas dinastias políticas dão para os seus redutos eleitorais”, explica.
É
nesse ponto que entra uma das principais vantagens apontadas por Ítalo
para quem nasce em uma família com tradição política: o acesso a um
capital eleitoral que já foi construído por gerações anteriores.
Um
candidato que está entrando na política pela primeira vez precisa
construir sua própria rede de apoiadores, tornar-se conhecido e
conquistar a confiança dos eleitores. Já um herdeiro político pode
começar esse processo tendo ao seu lado um sobrenome conhecido e uma
base que já possui vínculos com a família.
“Os
seus antepassados já chegaram ao poder, já se beneficiaram do fato de
terem chegado ao poder, já têm um certo capital eleitoral, e agora estão
transferindo esse capital eleitoral para os seus descendentes”, afirma
Ítalo.
Essa
transferência, segundo ele, coloca os chamados herdeiros políticos em
uma posição de vantagem diante de quem começa uma trajetória eleitoral
sem o respaldo de uma família tradicional.
Isso,
porém, não significa que a eleição esteja garantida. Ítalo ressalta que
o sobrenome pode favorecer um candidato, mas não substitui a
necessidade de conquistar votos. “Isso não quer dizer que todos eles vão
estar eleitos simplesmente por causa do sobrenome. (…) Mas que é uma
vantagem, é uma vantagem”, pontua.
Herança não é garantia de voto
A
força acumulada por essas famílias também interfere na discussão sobre
renovação política. Para Ítalo Fittipaldi, a presença de várias gerações
de um mesmo grupo em cargos públicos não pode ser confundida com
estabilidade.
Segundo
ele, a estabilidade política depende do funcionamento das instituições e
do respeito às regras eleitorais, e não simplesmente da permanência de
determinados sobrenomes no poder. “O que gera estabilidade na política
não é a a descendência de um determinado político estar sendo eleito.
Afinal de contas, não é monarquia. Então a estabilidade não é por aí”,
afirma.
Na
avaliação do cientista político, o eleitor é parte fundamental desse
processo. A continuidade de uma família depende da capacidade de seus
integrantes de manter a confiança conquistada ao longo do tempo.
Por
isso, mesmo famílias com forte tradição podem perder espaço quando
deixam de apresentar resultados considerados satisfatórios pelos
eleitores. “Algumas dinastias começam a desaparecer ao longo do tempo,
porque, de repente, não conseguem agregar um conjunto de políticas
públicas que poderiam beneficiar o seu eleitorado”, explica.
Vanderley
de Brito também considera que a permanência dessas famílias está
relacionada à capacidade de manter redes de influência. Na avaliação
dele, a ocupação de diferentes cargos públicos amplia o alcance dos
grupos políticos e permite que suas bases eleitorais sejam preservadas.
A
diferença é que, se antes essa influência estava diretamente associada
às antigas relações de dependência entre chefes políticos e eleitores,
hoje ela se manifesta por meio de estruturas partidárias, alianças,
cargos, redes de apoio e pelo próprio reconhecimento que o sobrenome
acumulou ao longo das décadas.
Quando uma família passa a fazer parte da política
A
permanência de um sobrenome, portanto, não acontece apenas pela
sucessão direta de pai para filho. Em alguns casos, diferentes parentes
entram na disputa eleitoral; em outros, integrantes da mesma família
ocupam cargos em municípios distintos ou estabelecem alianças com outros
grupos políticos.
Para
Vanderley, essa rede também pode ser fortalecida por relações entre
famílias tradicionais. “Os casamentos de políticos com famílias de
outros políticos legitimam ainda mais esse tradicionalismo familiar na
política”, afirma.
O
resultado é uma estrutura que pode atravessar diferentes períodos
históricos, adaptar-se às mudanças eleitorais e continuar presente mesmo
quando seus integrantes deixam determinados cargos ou enfrentam
derrotas nas urnas.
Para
Ítalo, no entanto, o sobrenome sozinho não explica a permanência de uma
família. É preciso considerar a relação construída com o eleitorado e a
capacidade de transformar o capital político herdado em resultados. “A
grande questão é: o que é que essas dinastias políticas têm gerado de
desenvolvimento para os seus redutos eleitorais?”, questiona.
Na
Paraíba, essa história pode ser observada em diferentes sobrenomes e
gerações. São trajetórias que começaram em momentos distintos, passaram
por diferentes cargos e partidos e chegaram aos dias atuais com novos
integrantes disputando espaço na política.
Veja abaixo os sobrenomes das famílias que fazem parte da política paraibana:
Família Cunha Lima
A
trajetória da família Cunha Lima na política de Campina Grande se
estende por diferentes gerações e inclui passagens pela prefeitura, pelo
Governo da Paraíba, pelo Congresso Nacional e por outros cargos
públicos.
O
primeiro integrante da família a comandar a Prefeitura de Campina
Grande foi Ronaldo Cunha Lima. Ele assumiu o cargo pela primeira vez em
1969 e voltou à gestão municipal em 1989, permanecendo por quatro anos.
Ao longo da carreira, também foi governador da Paraíba, deputado federal
e senador.
Anos
depois, seu filho, Cássio Cunha Lima, deu continuidade à trajetória
política da família. Ele foi prefeito de Campina Grande entre 1997 e
2002, quando deixou o cargo para disputar o Governo da Paraíba. Eleito
naquele ano, Cássio passou a comandar o estado. Antes e depois disso,
também exerceu mandatos como deputado federal e senador.
A
presença do grupo político ligado aos Cunha Lima no Executivo de
Campina Grande voltou a ocorrer em 2013, quando Romero Rodrigues assumiu
a prefeitura. Ele foi reeleito em 2016 e permaneceu no cargo até 2020.
Naquele
mesmo ano, Bruno Cunha Lima chegou à Prefeitura de Campina Grande. O
resultado manteve o sobrenome Cunha Lima no comando do município e
marcou a chegada de uma nova geração ao Executivo campinense. Bruno foi
reeleito em 2024.
A
influência política do grupo, no entanto, não se limita aos prefeitos.
Pedro Cunha Lima, filho de Cássio, exerceu mandato de deputado federal
pela Paraíba entre 2015 e 2023. Ronaldo Cunha Lima Filho, irmão de
Cássio, também teve participação na vida pública e foi vice-prefeito de
Campina Grande.
O
sobrenome ainda aparece em uma geração mais recente com Diogo Cunha
Lima, filho de Cássio, que disputa, em 2026, o cargo de vice-governador
da Paraíba na chapa encabeçada por Cícero Lucena. Ronaldo Cunha Lima
Neto também teve atuação na administração municipal de Campina Grande.
Blog JURU EM DESTAQUE com Polêmica Paraíba - Beatriz Paulino
Pesquisa Vox Populi mostra que Flávio Bolsonaro avançou 4 pontos desde julho, enquanto Lula recuou 3 pontos; no 1º
turno, 0 petista ainda lidera com 37,1% contra 34,8% do senador
O senador tem 45,1% das
intenções de voto, contra 44,5% do presidente, configurando empate
técnico dentro da margem de erro de 2,15 pontos percentuais, para mais
ou para menos.
A agenda dos presidenciáveis neste fim de semana
inclui sabatina, atos políticos, caminhadas, carreatas e encontros com
apoiadores. Também estão previstas visitas a eventos e locais afetados
por problemas de infraestrutura.
Os candidatos participam ainda de atividades voltadas às mulheres,
rodas de conversa sobre cultura e arte e lançamento de candidatura.
Romeu Zema (Novo)
Vai a Feliz (RS) observar o local onde a ponte caiu duas vezes e
apresentar propostas sobre o El Nino e infraestruturas. Em Canoas (RS),
participa de encontro com as mulheres do partido Novo.
Ronaldo Caiado (PSD)
Visita a Festa do Peão em Barretos (SP), no sábado.
Rui Costa Pimenta (PCO)
Participa de evento de lançamento da candidatura no Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Porto Alegre (RS), no sábado.
Samara Martins (UP)
No sábado, participa de caminhada em Mauá (SP) e de caminhada e reunião
com Associação dos Moradores da Comunidade Spama, na região Noroeste da
capital paulista.
Augusto Cury (Avante)
Participa de Sabatina na TV Globo.
Flávio Bolsonaro (PL)
Cumpre agenda em Angra dos Reis (RJ) neste sábado. Às 13h, concentração
de carreata no KM 41 da Rodovia Gov. Mário Covas. Às 15h, barqueata
no Marinas do Atlântico.
Hertz Dias (PSTU)
No sábado, participa de visita à Ocupação da Residência Feminina e de roda de conversa sobre cultura e arte na sede do PSTU.
Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
No sábado, participa do ato Mulheres com Lula no centro de Belo Horizonte (MG).
Renan Santos (Missão)
No sábado, participa de carreata e adesivaço na praça Charles Miller, em São Paulo (SP).
A candidata Clariana Barão (DC) não tem agenda pública de campanha neste fim de semana.
Os candidatos Edmilson Costa (PCB) e Wilson Grassi (Democrata) não divulgaram a agenda de campanha até o momento desta publicação.
A ordem de apresentação da cobertura da agenda dos candidatos a presidente segue rodízio diário em ordem alfabética.
Quem
costuma trabalhar muitas horas no computador ou passar parte do tempo
livre jogando provavelmente já fez alguma refeição ou comeu um lanche
diante da tela. O hábito parece inofensivo, mas pode deixar migalhas,
poeira e resíduos presos entre as teclas.
Com
o tempo, a sujeira acumulada pode deixar o teclado engordurado e pouco
higiênico. Em situações mais graves, resíduos podem alcançar componentes
internos e provocar problemas nos circuitos eletrônicos.
Por
isso, fazer uma limpeza mais profunda de tempos em tempos ajuda tanto
na conservação do equipamento quanto na manutenção de um espaço de
trabalho ou lazer mais limpo.
O site TechTudo reuniu algumas orientações para limpar o teclado de forma segura e eficiente.
O que usar para limpar o teclado?
Antes de começar, separe alguns materiais que podem facilitar o processo:
pano de microfibra;
pincel de cerdas macias;
pequeno soprador de ar ou aspirador de pó;
álcool isopropílico, sempre usado em quantidade moderada.
Como limpar o teclado passo a passo
O
primeiro cuidado é desligar o equipamento. Se o teclado for separado do
computador, desconecte-o e afaste-o antes de iniciar a limpeza.
Depois, vire o teclado de cabeça para baixo para que migalhas e outros resíduos soltos possam cair.
Use
um pincel macio para remover a poeira acumulada entre as teclas. Em
seguida, um pequeno soprador de ar pode ajudar a desprender resíduos que
permaneceram presos em áreas de difícil acesso.
Na parte externa, passe um pano de microfibra sobre as teclas e demais superfícies.
Como tirar gordura das teclas?
Se houver marcas de gordura, o pano de microfibra pode ser levemente umedecido com álcool isopropílico.
O
produto deve ser usado com moderação, evitando excesso de líquido sobre
o teclado. Depois, basta passar o pano delicadamente pelas teclas até
remover os resíduos.
Manter
esse tipo de limpeza na rotina ajuda a evitar o acúmulo de sujeira e
pode reduzir o risco de problemas causados por restos de alimentos e
outros detritos no equipamento.
Prefeita Solange Félix convoca juruenses para ‘adesivaço’ em prol da campanha do governador Lucas Ribeiro e seus demais candidatos
A prefeita de Juru, no Sertão da Paraíba, Solange Félix, vai comandar, neste sábado (29/08), um ‘Adesivaço’ de
veículos na cidade em prol da campanha do governador da Paraíba, Lucas Ribeiro (PP), e dos demais candidatos apoiados por ele e
seu grupo político para as eleições deste ano, que ocorrem em 04 de
outubro.
O movimento será realizado na parte da tarde, a partir das 09h11, na Praça do Povo.
“Traga sua energia, sua família e sua esperança. Vamos colorir as ruas e mostrar que o trabalho e o compromisso vão continuar”, reforça a prefeita de Juru.
Além
de apoiar o governador Lucas Ribeiro, Solange Félix apoia ainda as
candidaturas de Michel Henrique (deputado estadual), Hugo Motta (deputado federal), João Azevêdo e Veneziano para o
senado e Lula (presidente).
LEVANTAMENTO: População brasileira chega a 214,2 milhões de habitantes em 2026, estima Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísitica (IBGE)
Foto: Nascimento Jr./Pexels
A população brasileira chegou a 214.211.951 habitantes em julho de 2026,
segundo estimativa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (28). O levantamento considera como
referência a data de 1º de julho de 2026.
O número representa um aumento de 11.149.439 habitantes em
relação à população registrada no Censo Demográfico de 2022, realizado
há quatro anos. O crescimento acumulado no período foi de 5,49%. Na comparação com 2025, a alta foi de 0,37%.
São Paulo continua sendo o município mais populoso
Entre os municípios brasileiros, São Paulo (SP) permanece na liderança, com uma população estimada em 11.911.337 habitantes. Em seguida aparecem Rio de Janeiro (RJ), com 6.731.133 moradores; Brasília (DF), com 3.009.996; Fortaleza (CE), com 2.582.360; e Salvador (BA), com 2.559.945 habitantes.
Somados, os cinco municípios mais populosos do país reúnem 26.794.771 pessoas, o equivalente a aproximadamente 12,5% da população brasileira.
As 27 capitais concentram, juntas, cerca de 49,4 milhões de habitantes, correspondendo a 23,1% da população total do país.
Entre as capitais, as menores populações estimadas são as de Palmas (TO), com 333.154 habitantes; Vitória (ES), com 343.935; e Rio Branco (AC), com 390.038 moradores.
Capitais que não são os municípios mais populosos dos estados
Em dois estados, as capitais não aparecem como os municípios mais populosos.
No Espírito Santo, Vitória tem população estimada em 343.935 habitantes e é superada por Serra, com 586.901 moradores; Vila Velha, com 510.512; e Cariacica, com 376.914.
Em Santa Catarina, Florianópolis, com 598.370 habitantes, também não ocupa a primeira posição. O município mais populoso do estado é Joinville, com população estimada em 673.980 pessoas.
Brasil tem 15 municípios com mais de 1 milhão de habitantes
O levantamento do IBGE mostra que o Brasil possui 15 municípios com mais de 1 milhão de habitantes. Juntos, eles concentram 49.886.420 pessoas, cerca de 20% da população nacional.
Entre esses municípios, apenas Guarulhos e Campinas, ambos em São Paulo, não são capitais estaduais. Guarulhos tem população estimada em 1.351.284 habitantes, enquanto Campinas possui 1.189.761 moradores.
Considerando
os 26 municípios brasileiros com mais de 500 mil habitantes que não são
capitais, Guarulhos e Campinas também ocupam as primeiras posições. Na
sequência aparecem São Gonçalo (RJ), com 959.977 habitantes; Duque de Caxias (RJ), com 866.167; e Nova Iguaçu (RJ), com 843.367.
Municípios menos populosos
Na outra ponta, os cinco municípios brasileiros com as menores populações estimadas são:
Serra da Saudade (MG): 857 habitantes;
Anhanguera (GO): 906 habitantes;
Borá (SP): 935 habitantes;
Araguainha (MT): 989 habitantes;
Nova Castilho (SP): 1.070 habitantes.
O estudo aponta ainda que 2.467 municípios brasileiros têm menos de 10 mil habitantes. Eles representam 44,3% dos 5.571 municípios do país, mas, juntos, concentram 12.789.089 pessoas, ou cerca de 6% da população nacional.
São Paulo concentra mais de 21% da população brasileira
Entre os estados, São Paulo continua sendo o mais populoso, com aproximadamente 46,1 milhões de habitantes, o equivalente a 21,6% da população do país.
Na sequência aparecem Minas Gerais, com cerca de 21,5 milhões de moradores, correspondendo a 10% da população nacional, e Rio de Janeiro, com 17,2 milhões, ou 8%.
Os três estados menos populosos estão na Região Norte e possuem menos de 1 milhão de habitantes cada. São eles:
Acre: 887,8 mil habitantes, ou 0,41% da população brasileira;
Amapá: 809,9 mil, ou 0,38%;
Roraima: 761 mil, ou 0,36%.
Sudeste concentra 41,6% da população
O Sudeste permanece como a região mais populosa do Brasil, com aproximadamente 89 milhões de habitantes, o equivalente a 41,6% da população nacional.
O Nordeste aparece em seguida, com 57,4 milhões de moradores, ou 26,8% do total.
As demais regiões apresentam as seguintes estimativas:
Sul: 31,5 milhões de habitantes (14,7%);
Norte: 18,9 milhões (8,8%);
Centro-Oeste: 17,4 milhões (8,1%).
Crescimento populacional desacelera
Apesar do aumento da população, o ritmo de crescimento demográfico brasileiro continua em desaceleração. Entre 2025 e 2026, a população cresceu 0,37%, abaixo dos 0,39% registrados no período de 2024 a 2025.
Os estados do Rio de Janeiro, Alagoas e Rio Grande do Sul apresentaram as menores taxas de crescimento populacional. Já Roraima, Santa Catarina e Mato Grosso registraram as maiores taxas, sendo os únicos estados com crescimento superior a 1%.
As estimativas populacionais divulgadas pelo IBGE são utilizadas como um dos parâmetros pelo Tribunal de Contas da União (TCU) no
cálculo do Fundo de Participação dos Estados e dos Municípios. Os dados
também servem de referência para a elaboração de indicadores sociais,
econômicos e demográficos do país.
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