quarta-feira, 20 de novembro de 2019

Centenas de corpo sem vida

CENA ATERRADORA: Conheça a seita que levou 900 pessoas ao suicídio há 41 anos


Conheça a seita que levou 900 pessoas ao suicídio há 41 anos

Quando agentes policiais guianeses e agentes do FBI chegaram à comunidade de Jonestown, na Guiana, em 18 de novembro de 1978, a cena era aterradora. Centenas de corpos sem vida estavam espalhados pelo chão do agrupamento de casas e cabanas instalado próximo à cidade de Port Kaituma, no norte do país.
As cerca de 900 pessoas que morreram naquele dia — das quais 304 eram crianças e adolescentes menores de 17 anos — eram todas norte-americanas e estavam instaladas na Guiana para formar uma comunidade rural autossustentável afastada dos Estados Unidos, sob a chancela da igreja Peoples Temple (O Templo do Povo, em tradução livre) e lideradas pelo pastor Jim Jones.
Um verdadeiro fenômeno dos anos 70, o reverendo pastoreou fiéis, em sua maioria afrodescendentes, de uma congregação predominantemente negra norte-americana, convencendo-os a abandonar o país e construir uma nova sede para a sua fé, longe da sua terra natal e de toda a especulação midiática que cercava Jones.
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A misteriosa comunidade, no entanto, nunca saiu do radar de algumas das autoridades do país. No dia 14 de novembro 1978, o deputado Leo Ryan decidiu visitar o acampamento para averiguar se as pessoas que haviam se mudado para lá estavam, de fato, em segurança. Ele recebia relatos de trabalho forçado, prisões e condições insalubres de vida.
Depois da visita, no entanto, Ryan percebeu que as pessoas estavam descontentes e deixou Jonestown levando alguns dos membros da seita. Ele não chegou a decolar no voo de volta, quando sua comitiva foi pega de surpresa por homens armados que deixaram quatro pessoas mortas, entre elas o próprio Ryan.
A tragédia poderia ter parado por aí. Mas não foi o caso: em Jonestown, Jones reunia seus seguidores e convidava todos para comerem, juntos, uma fruta que na verdade continha cianeto, uma substância mortal. O próprio Jones foi encontrado morto, mas, ao invés do veneno, tinha um tiro na cabeça, que, acredita-se, foi dado por sua enfermeira, Annie Moore, que cometeu suicídio com a mesma arma logo em seguida.
Por que tantas centenas de pessoas se deixaram levar pelas palavras do reverendo, a ponto de cometerem suicídio? A verdade é que até hoje não se tem certeza de que os fiéis do Templo do Povo sabiam que as frutas estavam envenenadas. Há quem aponte que, na realidade, o massacre de Jonestown tenha sido um assassinato em massa, já que as pessoas teriam sido coagidas pelo pastor. Uma das hipóteses do FBI é a de que Jones teria dito a elas para ingerirem as frutas; caso contrário, os militares guianeses chegariam e retirariam as crianças da comunidade.
Ainda assim, o massacre de Jonestown é considerado o maior suicídio em massa da história dos Estados Unidos.
O apelo de Jim Jones
Depois fundar uma igreja na Indiana, Jones percebeu que precisava ir além e, sob a justificativa de “fugir de uma eventual bomba nuclear”, mudou-se para a Califórnia, para onde levou boa parte dos fiéis com ele até uma cidade chamada Esquire, considerada uma das mais seguras em caso de um ataque do tipo.
O grande atrativo do Templo do Povo, além do sedutor e manipulador discurso de Jones, era o apelo inter-racial. Ali, não importava de qual raça ou cor a pessoa fosse: ela era aceita como parte da família.
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Em um documentário sobre Jonestown feito nos anos 2000, alguns dos ex-participantes da comunidade e da igreja People’s Temple relatam uma verdadeira lavagem cerebral. As pessoas estavam felizes lá, a princípio.
Inusitado e atrativo para o público, com suas palavras, promessas e seu mascote, o macaquinho Mr. Muggs, ele convencia os seguidores a vender seus bens e entregar o dinheiro acumulado durante toda uma vida para a igreja, em troca de cuidado e um local para morar. Porém, na prática ele explorava sua mão de obra, convencendo os membros da igreja a trabalharem, muitas vezes cerca de 20 horas por dia, em prol do templo.
Utilizando técnicas para convencer os frequentadores da igreja, como a simulação de milagres e curas, chantageando alguns dos seguidores e seduzindo outros, ele chegou a se relacionar sexualmente com muitas das mulheres que integrava o templo. “Ele dizia que todo mundo era homossexual. Todas as mulheres eram lésbicas, todos os homens eram gays. Jim era o único heterossexual do planeta”, diz uma das participantes da comunidade que sobreviveu.
Os sobreviventes e suas histórias
Depois do ocorrido em Jonestown, os poucos sobreviventes conseguiram retornar para os Estados Unidos, muitos deles tendo perdido familiares e amigos durante o massacre. As histórias dessas pessoas já foram contadas em filmes e documentários, que apontam as razões e saídas encontradas por elas.
É o caso, por exemplo, de uma mãe e seu filho de 3 anos que haviam saído da comunidade algumas horas antes e caminhado quase 60 quilômetros para finalmente conseguir fugir, usando a desculpa de que estavam indo para um piquenique — não era permitido sair de Jonestown sem autorização, e as entradas e saídas eram guardadas por homens armados.
Outra história emblemática é a da idosa Hyacinth Thrash, que estava dormindo durante o momento do massacre. Isolada do centro da ação por estar no prédio dos idosos, ela acordou no final da manhã de 18 de novembro e saiu para caminhar pelo acampamento, quando viu as centenas de corpos cobertos por lençóis. “Lá estavam todos aqueles mortos sendo colocados em sacos, pessoas que eu havia conhecido e amado… Deus sabe que eu nunca quis ir para lá, para começo de conversa. Eu nunca quis ir para a Guiana para morrer e eu não pensei que Jim faria algo assim. Ele nos decepcionou muito.”
Você pode assistir ao documentário completo sobre Jonestown aqui:
Fonte: Mega Curioso - Publicado por: Alana Yaponirah

Após briga, irmãos se abraçam e fazem as pazes

Depois de quase se matarem, gatos são obrigados a ‘fazer as pazes’ e dona registra momento


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Brigas entre irmãos são até que comuns quando somos crianças. Isso também faz parte do reino animal, principalmente entre cães e gatos, já que essas “brigas” são uma forma de socialização do animal. Porém Ana Luiza Rocha resolveu fazer uma graça com seus filhotes de gato que estavam lutando.
“Quando sua mãe manda você abraçar seu irmão depois de vocês quase se matarem”, escreveu na legenda das fotos que compartilhou. Nas imagens os pets realmente parecem estar em uma luta de vida ou morte, mas tudo não passa de uma brincadeira.

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Fonte: IG - Publicado por: Larissa Freitas

Apresentadora sai em defesa do 'homem do baú'

Lívia Andrade sai em defesa do dono do SBT e revela estado de saúde do apresentador Silvio Santos


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Recentemente, o apresentador Silvio Santos teve que interromper a rotina de gravações por causa de um forte resfriado. Em uma entrevista para o TV Fama, da RedeTV, Lívia Andrade falou sobre como anda a saúde do patrão atualmente.
Segundo ela, Silvio voltou com tudo para a emissora. Os dois, inclusive, gravaram o “Jogo dos Pontinhos” para o dominical. “Ele voltou com a corda toda para o trabalho, chegou mais cedo, tá animado, todo todo e maravilhoso!”. disse Lívia.
A apresentadora do “Fofocalizando”, do SBT, também saiu em defesa de Silvio. Gente, ele tem quase 90 anos. Só pra lembrar vocês… Ele trabalha com a voz. Se você tem uma gripe, tá rouco, você não pode apresentar um programa com várias horas. Ele é de carne e osso!”.
Fonte: Meia Hora - Publicado por: Érika Soares

Jovem de 18 anos viaja 800 km pra perder virgindade com casal

BISSEXUAL E ADORA HOMENS MAIS VELHOS: Mulher viaja mais de 800 km para perder a virgindade em ménage com casal


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Gabrielle Reese tinha 18 anos quando viajou mais de 800 km para perder a virgindade em um ménage com Jacob Boswell, 42 anos, e Megan Muihead, 27, que são um casal há 11 anos.
Segundo informações do “Daily Star”, Gabrielle conheceu Jacob em um site de sugar daddy e após três meses de conversa, comprou uma passagem de avião para conhecê-los e, então, ter a sua primeira relação sexual.
“Perdi minha virgindade naquele final de semana. Não era um plano, mas estávamos todos interessados e abertos à ideia. Foi tudo emocionante e novo. Nos conectamos muito rápido, havia muita química e estávamos todos envolvidos naquela primeira noite”, revelou a jovem, que é bissexual e adora homens mais velhos.
Ela ainda comenta que como é bissexual, ter a primeira vez com os dois ao mesmo tempo foi bom para experimentar todos os aspectos da sua sexualidade. “As meninas são macias, delicadas e estimulantes. Enquanto os homens são mais dominadores”, diz.
“Eu sabia que queria fazer isso. Não acho que poderia ter tido uma experiência melhor para a primeira vez. Foi tão íntimo e perfeito”, continua.
Relacionamento a três
Gabrielle conta que quando voltou para casa após a viagem, se viu constantemente lembrando dos momentos e mandando mensagens o tempo todo para o casal. Ela ficou cada vez mais interessada em se juntar a eles romanticamente.
Após um tempo, a jovem resolveu encarar o poliamor e hoje os três estão juntos há três anos. Ela relata que embora esteja feliz, não é fácil lidar com o ciúme. “Não é um sentimento que quero ter, por isso é algo que trabalhamos”.
“Mas temos uma vida sexual saudável juntos. Em alguns meses, fazemos sexo cinco vezes por semana, outro mês uma vez por semana e por aí vai”, fala. Ela diz estar tão feliz sexualmente que pretende passar o resto da vida ao lado de Jacob e Megan. “Não me importo com mais ninguém”.
Jacob reconhece algumas dificuldades do relacionamento a três, mas exalta os lados positivos. “Ser poliamor é um desafio emocional incrível. É mais difícil, mas é incrivelmente gratificante quando dá certo”, comenta.
Fonte: Meia Hora - Publicado por: Érika Soares

Seminua, pastora evangélica posa com casal homossexual

Pastora evangélica posa seminua em ensaio fotográfico após celebrar primeiro casamento gay na sua Igreja


pastora seminua - Pastora evangélica posa seminua em ensaio fotográfico após celebrar primeiro casamento Gay na sua Igreja

Mãe da influenciadora Sarah Poncio e do cantor Saulo Poncio, Simone Poncio apareceu em uma sessão de fotos publicadas em seu Instagram abençoando a primeira união de casal homossexual em sua congregação.
Ela é pastora na Igreja Pentecostal Anabatista da Barra, que celebrará o seu primeiro casamento do tipo. A pastora, então, topou aparecer em um ensaio com os noivos e comemorou em sua conta na rede social.
“Que dia tão especial!!! Que casamento! Já está de tirar o fôlego… primeiro casamento homoafetivo da Igreja Pentecostal Anabatista da Barra. – O QUÊ??? Pode isso Arnaldo? – Sim, a regra é clara. – E qual é a regra? – Amarás ao Senhor, teu Deus, de todo teu coração, de toda as tuas forças e de todo o teu entendimento; e: amarás o teu próximo como a ti mesmo”, começou em seu texto.
Simone continuou explicando: “‘Mas, peraí… quem é o meu próximo?’” Já fizeram essa pergunta pra Jesus e Ele respondeu lindamente (Lucas 10:25 ao 37). Então, meus amores Geraldo e Hugo, eu amo vocês e nem a religião, nem as regras, serão maiores do que o amor que eu sinto por vocês. Abro mão de tudo isso. Quero aprender cada vez mais com Jesus esse lindo ensinamento”, finalizou, usando várias hashtags promovendo a união homoafetiva.
Não demorou muito para que os filhos de Simone aparecessem para elogiar a mãe. “Você me mata de orgulho”, afirmou Saulo. “Corações despidos de todo preconceito, apenas amor. Amo você”, disse Sarah.
Alguns seguidores da pastora, no entanto, se mostraram confusos com a postagem. “Tá lendo a Bíblia errado”, disse uma moça. “Foquei só nesse corpo, porque isso não é de Deus, não”, disse outro. “Lindas palavras, mas as fotos seminua ao lado dos dois representa o quê mesmo?”, perguntou uma outra internauta. “Não entendi foi nada! Fotos lindas porém aleatórias”, disse mais uma.
Pastora evangélica, mãe de Saulo Pôncio aparece seminua em ensaio abençoando casal gay - Foto: Reprodução/Instagram
Pastora evangélica, mãe de Saulo Pôncio aparece seminua em ensaio abençoando casal gay - Foto: Reprodução/Instagram
Pastora evangélica, mãe de Saulo Pôncio aparece seminua em ensaio abençoando casal gay - Foto: Reprodução/Instagram
Fonte: Cena Pop - Publicado por: Alana Yaponirah

Em traições conjugais no Nordeste, João pessoa perde apenas para Recife

Aplicativo mostra que João Pessoa é a ‘vice campeã’ em traições conjugais no Nordeste – VEJA RANKING


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João Pessoa é a segunda cidade onde há mais traição no Nordeste, perdendo apenas para Recife, em Pernambuco. É o que aponta o ranking do site de relacionamentos extraconjugais Ashley Madison.
No ranking Brasil, João Pessoa é a 15ª colocada. Recife é a 12ª com mais traição entre parceiros.
A pesquisa é baseada no número de inscritos no site entre dezembro de 2018 e fevereiro de 2019. Três cidades do estado de São Paulo lideram o ranking: Santo André, São Bernardo do Campo, e Guarulhos.
Veja a lista das cidades com mais traição
1 – Santo André (SP)
2 – São Bernardo do Campo (SP)
3 – Guarulhos (SP)
4 – Nova Iguaçu (RJ)
5 – São Gonçalo (RJ)
6 – Campinas (SP)
7 – Porto Alegre (RS)
8 – Curitiba (PR)
9 – São Paulo (SP)
10 – Goiânia (GO)
11- Belo Horizonte (MG)
12 – Recife (PE)
13 – Brasília (DF)
14 – Rio de Janeiro (RJ)
15 – João Pessoa (PB)
Fonte: ClickPB - Publicado por: Amara Alcântara

Cena chocante

Mãe é torturada com arame farpado e tem feto arrancado da barriga na BR-230, na grande João Pessoa



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Nesta quarta-feira(20) o corpo de uma mulher morta enforcada com arame farpado e com fortes sinais de violência foi encontrado às margens da BR-230 entre João Pessoa e Santa Rita. Além dos fortes sinais da violência infligida contra a mulher, ela ainda teve sua barriga aberta e um feto arrancado de dentro do seu corpo.
Segundo o delegado inicialmente a Polícia trabalhava com a tese de atropelamento, mas ao chegar ao local foi possível constatar que o feto havia sido arrancado de dentro do corpo da mãe com uma faca. Ao lado do corpo foram encontrados uma faca, anéis, um cachimbo do tipo utilizado para o uso de crack e camisinhas.
A política ainda não pode atestar a causa da morte devido ao avançado estado de decomposição em que o corpo se encontrava, mas os policiais encontraram um arame farpado enrolado sobre o pescoço da vítima e perfurações em sua cabeça. Acredita-se que a mulher que aparentava ter entre entre 30 e 40 anos de idade.
Fonte: Polêmica Paraíba - Publicado por: Anderson Costa

Com mandados de prisão, engenheiro e empresário paraibanos seguem foragidos

DOIS FORAGIDOS: Engenheiro com ‘histórico’ em operações federais e empresário ainda são procurados pela Operação Recidiva


pf patos - DOIS FORAGIDOS: Engenheiro com 'histórico' em operações federais e empresário ainda são procurados pela Operação Recidiva

A quarta fase da Operação Recidiva foi deflagrada na manhã desta quarta-feira (20) em nove cidades da Paraíba e uma do Rio Grande do Norte com objetivo de cumprir cinco mandados de prisão e 15 de busca e apreensão, além de um mandado de afastamento de função pública.
Até o momento, de acordo com informações da Polícia Federal, foram cumpridos três dos cinco mandados de prisão. O engenheiro Sérgio Pessoa Araújo e o empresário Francisco Amilton de Sousa Júnior não foram localizados e seguem foragidos.
Já os ex-prefeitos das cidades de Triunfo, Damísio Mangueira da Silva, e de Catingueira, José Edivan Félix e secretário municipal da cidade de Santo André, Samuel Zariff Marinho de Araújo, foram localizados e presos. Eles serão apresentados para o juiz da 14ª Vara da Justiça Federal em Patos, no Sertão do Estado, que foi quem expediu os mandados e deverá presidir a audiência de custódia deles.
Um dos foragidos, Sérgio Pessoa, já foi condenado no âmbito da Recidiva a pena privativa de liberdade de 14 anos e 10 meses de reclusão, além de nove anos de detenção, por organização criminosa em torno da empresa “fantasma” EMN, voltada a praticar fraudes a licitações públicas em diversos municípios da Paraíba, para subtrair recursos públicos federais em proveito próprio e de terceiros. Segundo o Ministério Público Federal (MPF), Sérgio é figura recorrente em praticamente todas as grandes operações de combate a desvio de recursos no estado, desde a Operação Transparência (2009), passando pela Operação Premier (2012) e Operação Desumanidade (2015). Tal fato, inclusive, subsidiou a decretação de anterior prisão preventiva na segunda fase da Recidiva. Ele foi solto em março deste ano após decisão do Tribunal Regional Federal (TRF) da 5ª Região, sob alegação de que não prejudicava a investigação.
Sérgio, Edvan e Damísio tiveram prisões preventivas pedidas pelo MPF em virtude da reiteração de atividade criminosa e para garantia da ordem pública. Já as prisões de Francisco Amilton de Sousa Júnior (empresário) e Samuel Zariff Marinho de Araújo (secretário de Santo André – PB) foram solicitadas no sentido de resguardar a instrução processual. Em duas passagens da investigação, Sérgio, Amílton Júnior e Samuel Zariff combinam manobras para esconder rastros bancários de transações ilícitas, atentando contra a instrução processual, por meio de destruição de provas. A prisão de Sérgio foi decretada também para resguardar a instrução do processo.
As fraudes descobertas nesta quarta fase envolvem aplicação de verbas federais descentralizadas em convênios celebrados com a Fundação Nacional da Saúde (Funasa) nos municípios sertanejos de Ibiara, Santo André, Catingueira e Triunfo. Os crimes envolvidos são: dispensa ilegal de licitação, fraude licitatória, associação criminosa, peculato, corrupção passiva e ativa, além de lavagem de dinheiro. A investigação realizada pelo Ministério Público Federal (MPF), Polícia Federal e Controladoria-Geral da União (CGU), que resultou na deflagração da quarta fase da Operação Recidiva, foi iniciada a partir de desdobramentos decorrentes das fases anteriores.
Fonte: ClickPB e Polêmica Paraíba - Publicado por: Amara Alcântara

Polícia Federal prende filho de prefeita paraibana

OPERAÇÃO RECIDIVA: Filho da prefeita de Santo André é preso pela Polícia Federal


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A Polícia Federal prendeu na manhã desta quarta-feira 20), o filho da prefeita de Santo André, Samuel Zariff Marinho de Araújo, secretário de Administração, durante a Operação Recidiva.
Samuel está sendo acusado de participação em um sistema criminoso de dispensa ilegal de licitação, fraude licitatória, associação criminosa, peculato, corrupção passiva e ativa, além de lavagem de dinheiro.
Além do filho da prefeita Silvana Marinho, são alvos das prisões o engenheiro Sérgio Pessoa Araújo, os ex-prefeitos José Edvan Félix e Damísio Mangueira da Silva, além do empresário Francisco Amilton de Sousa Júnior.
Fonte: Bruno Lira - Publicado por: Amara Alcântara

Dois ex-prefeitos paraibanos têm prisão decretada

OPERAÇÃO RECIDIVA: Ex-prefeitos de Triunfo e de Catingueira tem mandados de prisão decretados por envolvimento com fraudes em licitações


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Os ex-prefeitos das cidades de Triunfo (PB), Damísio Mangueira da Silva, e de Catingueira (PB), José Edivan Félix, foram alvos de mandados de prisão durante a deflagração da quarta fase da Operação Recidiva na manhã desta quarta-feira (20). Além deles, também há mandados de prisão contra o engenheiro Sérgio Pessoa Araújo, o empresário Francisco Amilton de Sousa Júnior e o secretário municipal Samuel Zariff Marinho de Araújo.
A quarta fase da Operação Recidiva está cumprindo cinco mandados de prisão preventiva e 15 de busca e apreensão, deferidos pela 14ª Vara da Justiça Federal em Patos, no Sertão do Estado.
Os mandados de prisão e busca estão sendo cumpridos em João Pessoa, Cabedelo, Santa Rita, Campina Grande, Patos, Ibiara, Triunfo, Catingueira e Santo André, na Paraíba, além de Parnamirim, no Rio Grande do Norte.
Sérgio Pessoa já foi condenado no âmbito da Operação Recidiva a pena privativa de liberdade de 14 anos e 10 meses de reclusão, além de nove anos de detenção, por organização criminosa em torno da empresa “fantasma” EMN, voltada a praticar fraudes a licitações públicas em diversos municípios da Paraíba, para subtrair recursos públicos federais em proveito próprio e de terceiros. Segundo o Ministério Público Federal (MPF), Sérgio é figura recorrente em praticamente todas as grandes operações de combate a desvio de recursos no estado, desde a Operação Transparência (2009), passando pela Operação Premier (2012) e Operação Desumanidade (2015). Tal fato, inclusive, subsidiou a decretação de anterior prisão preventiva na segunda fase da Recidiva. Ele foi solto em março deste ano após decisão do Tribunal Regional Federal (TRF) da 5ª Região, sob alegação de que não prejudicava a investigação.
Já José Edvan Félix, ex-prefeito de Catingueira (PB), foi demandado em diversas ações da Operação Dublê (2012) e condenado a mais de 41 anos de prisão. Ainda de acordo com o MPF, com dezenas de processos em curso, ele continuou a realizar desvios de recursos públicos mesmo quando deixou de ser prefeito e passou a gestão para seu sobrinho, Albino Félix (mandato: 2013 a 2016).
No caso de Damísio Mangueira, ex-prefeito de Triunfo (PB), a Polícia Federal anota em sua representação que, em decorrência de irregularidades praticadas à frente da prefeitura, ele foi alvo de diversas denúncias, inclusive de fraude em licitação e superfaturamento, no âmbito Operação Sanguessuga.
Os três (Sérgio, Edvan e Damísio) tiveram prisões preventivas pedidas pelo MPF em virtude da reiteração de atividade criminosa e para garantia da ordem pública. Já as prisões de Francisco Amilton de Sousa Júnior (empresário) e Samuel Zariff Marinho de Araújo (secretário de Santo André – PB) foram solicitadas no sentido de resguardar a instrução processual. Em duas passagens da investigação, Sérgio, Amílton Júnior e Samuel Zariff combinam manobras para esconder rastros bancários de transações ilícitas, atentando contra a instrução processual, por meio de destruição de provas. A prisão de Sérgio foi decretada também para resguardar a instrução do processo.
As fraudes descobertas nesta quarta fase envolvem aplicação de verbas federais descentralizadas em convênios celebrados com a Fundação Nacional da Saúde (Funasa) nos municípios sertanejos de Ibiara, Santo André, Catingueira e Triunfo. Os crimes envolvidos são: dispensa ilegal de licitação, fraude licitatória, associação criminosa, peculato, corrupção passiva e ativa, além de lavagem de dinheiro. A investigação realizada pelo Ministério Público Federal (MPF), Polícia Federal e Controladoria-Geral da União (CGU), que resultou na deflagração da quarta fase da Operação Recidiva, foi iniciada a partir de desdobramentos decorrentes das fases anteriores.
Fonte: Click PB - Créditos: Polêmica Paraíba - Publicado por: Adriany Santos

Câmara dos Deputados homenageiam Flamengo em sessão

Flamengo recebe homenagem na Câmara dos Deputados, e Frota inaugura gabinete rubro-negro

Sessão solene na tarde desta terça-feira, em Brasília, marcou homenagens aos 124 anos do clube carioca


Sessão solene contou até com hino do clube
Sessão solene contou até com hino do clube - 
Brasília - Enquanto a equipe do Flamengo iniciava as primeiras atividades da semana no Ninho do Urubu, o clube era homenageado pelos 124 anos, completados no dia 15 de novembro, em uma sessão solene na Câmara dos Deputados, em Brasília, com direito a hino do Rubro-Negro tocado no plenário e presença do presidente Rodolfo Landim. 
Diversos deputados propuseram a homenagem, sobretudo Alexandre Frota (PSDB-SP), que foi atleta de polo aquático no clube na década de 1980 e diretor uma das torcidas organizadas do clube. Ele passou boas vibrações para o time de Jorge Jesus, também elogiado, às vésperas da final da Libertadores - contra o River Plate, neste sábado, em Lima. 
"Quero, em nome do Brasil e de toda a nação rubro-negra, falar para toda a diretoria e jogadores do Flamengo que estaremos jogando juntos no sábado para que possa trazer definitivamente essa conquista tão merecida. Quero dar os parabéns para essa diretoria que soube reconstruir o Flamengo, que soube tirar o clube de baixo e colocar em cima", disse Frota, que estava vestindo uma gravata rubro-negra e com o escudo do clube, completando: 
"Não podemos esquecer do trabalho do Mister (Jesus), nosso treinador que está fazendo um grande trabalho. Quero desejar de coração que vocês sejam fortes, tenham fé e tragam esse campeonato (Libertadores) para a torcida." 
Em suas redes sociais, Alexandre Frota compartilhou imagens de um gabinete inaugurado simbolicamente por Rodolfo Landim, envelopado com imagens do Flamengo (veja imagens abaixo).
Representando o Flamengo, estiveram presentes, além de Landim: Rodrigo Dunshee de Abranches, vice-presidente geral do clube, e Luiz Eduardo Baptista, vice de relações externas do clube.
O DIA - Por Lance

Dominguinhos escreve trajetória do Coronel José Pereira

BLOG DO DOMINGUINHOS REGISTRA OS 70 ANOS DA MORTE DO CORONEL JOSÉ PEREIRA, MAIOR LÍDER POLÍTICO DE PRINCESA ISABEL   


Com mais de um milhão de acessos recentemente alcançados antes mesmo de completar sete meses de criação, o Blog do Dominguinhos, veículo de informação escrito pelo ex-prefeito de Princesa Isabel Domingos Sávio Maximiano Roberto, noticiou na última quarta-feira (13) os 70 anos da morte do Coronel José Pereira Lima.
Mas, afinal, o maior líder político da história de Princesa Isabel morreu há 70 anos ou há 69, conforme publicou no mesmo dia o ex-prefeito Thiago Pereira, sobrinho-neto do coronel princesense?
Exímio escritor de perfis biográficos de ilustres princesenses, como também do resgate que faz da história e da cultura de Princesa, assim discorreu Dominguinhos a respeito do Coronel José Pereira Lima:
PERFIS DE PRINCESENSES ILUSTRES
JOSÉ PEREIRA LIMA, mais conhecido como Coronel Zé Pereira, filho do também coronel Marcolino Pereira Lima e de dona Águida Maria de Andrade Lima, nasceu na então Vila de Princêza, em 04 de dezembro de 1884. Casou-se com uma sobrinha, dona Alexandrina Pereira Diniz (filha de sua irmã Maria Augusta de Andrade Pereira e do coronel Marçal Florentino Diniz) com quem teve dez filhos, porém, por motivos óbvios de consanguinidade, somente dois vingaram: Luiza e Aloysio. Exatamente hoje se completam setenta anos de seu falecimento (13/11/1949) e, no próximo mês de dezembro, 135 anos de seu nascimento. É sem dúvida, o Coronel Zé Pereira, o filho mais ilustre desta Terra, não somente pela revolução que causou quando de seu rompimento com o governo do Estado, mas, mais ainda pelas gestões que promoveu junto aos governantes com o intuito de organizar o desenvolvimento e fazer progredir o burgo princesense. Sobre sua infância e juventude, sabe-se muito pouco. Registros sobre esses períodos de sua vida são apenas pontuais. Quanto à sua personalidade é por todos sabido, que Zé Pereira era um homem pacato, educado, bem humorado e muito generoso. Malgrado ser considerado o coronel mais importante dos sertões nordestinos, segundo muitos dos que lhe conheceram, afirmam que não portava armas tampouco participou diretamente das lutas e escaramuças por ocasião da rebeldia de 30. Colhi somente uma voz dissonante quanto a isso que foi o grande amigo e admirador do Coronel José Pereira, o “sileiro” Joaquim Gomes que, além de realçar seu famoso sestro de que, quando preocupado não se furtava de coçar o nariz de forma constante e também que Zé Pereira nunca se apartava do uso de uma pistola mauzer, que levava à cinta. Com 08 anos de idade, o futuro Coronel foi matriculado na escola particular do professor José Luiz Figueiredo Lima, um dos pioneiros do ensino primário em Princesa. Em 1897, juntamente com seus irmãos, Manoel e Antônio, foi estudar no seminário e Colégio Diocesano da Parahyba, na capital do Estado, onde fez os cursos secundário e preparatório, o que concluiu em 1902. Dando continuidade aos estudos, em 1903 prestou vestibular na vetusta Faculdade de Direito do Recife no que foi aprovado, ingressando em seguida no curso de Ciências Jurídicas. Estudante aplicado investiu em sua carreira educacional até ter que interrompê-la para retornar a Princesa com a missão de substituir o pai, coronel Marcolino - no comando da política de Princesa -, que falecera em 1905. Mesmo não sendo o filho mais velho de Marcolino Pereira Lima, Zé Pereira tomou a frente e apresentou-se como o único dos herdeiros a interessar-se em dar continuidade à liderança paterna. Nesse intento, enfrentou resistências de alguns conterrâneos seus parentes, a exemplo do coronel Marçal Florentino Diniz (que viria a ser seu sogro); do major Florentino Rodrigues Diniz e do coronel Vicente Carneiro (pai do tribuno Alcides Vieira Carneiro). Diante disso, não esmoreceu. Partiu para a capital do Estado e lá se apresentou frente ao presidente, monsenhor Walfredo Leal, para comunicar seu intuito de substituir o pai na condução da política e da administração princesenses. Encontrou obstáculo por parte do governante, principalmente pelo fato de contar apenas 21 anos de idade. Persistiu em seu afã, conseguindo convencer às autoridades superiores de que tinha talhe, coragem e determinação para enfrentar aquela empreitada política e administrativa. Voltou a Princesa e começou a por em prática o seu jeito de governar. Apaziguou os ânimos de seus adversários e impôs-se como líder inconteste de todos os princesenses, o que perdurou por longos 25 anos.
O Líder
Instalado no poder, José Pereira Lima começou a articular-se junto aos seus pretensos adversários e, com a habilidade que lhe era peculiar quando no trato com as pessoas, conseguiu contornar as insatisfações e, aos poucos, foi-se consolidando como líder de todos. Para isso, usou das ferramentas do trabalho compartilhado e de sua capacidade de conciliar, pois, homem de visão que era, enxergava longe. Logo no começo de sua administração, entendeu que Princesa deveria ser diferenciada e começou a fazer gestões junto às autoridades estaduais - sem esquecer o setor privado -, para carrear recursos, obras e benefícios outros para sua comuna sertaneja. Em 1916, após a grande vitória eleitoral de Epitácio Pessoa na Paraíba, José Pereira Lima foi eleito deputado estadual, cargo que ocuparia por quatro legislaturas consecutivas, sendo interrompido, o último mandato, por motivos que veremos adiante. Viajava constantemente, tanto para a capital de seu Estado como para a capital pernambucana, onde encetou relacionamentos com pessoas importantes (a exemplo dos irmãos “Pessoa de Queiroz”) e que poderiam trazer algum benefício ao seu intento de desenvolver sua terra. Letrado que era, passou a frequentar as redações dos jornais, tanto na Parahyba como no Recife, tornando-se correspondente noticioso e, mais tarde, membro do corpo editorial de alguns jornais de seu Estado. Não perdia oportunidades de conseguir - através de sua capacidade buscativa -, benefícios para Princesa. Através de gestões do Coronel junto aos governantes paraibanos, Princesa foi emancipada do termo de Piancó transformando-se em cidade em 18 de novembro de 1921. Mesmo sem nunca haver sido prefeito da cidade foi Zé Pereira, o maior incentivador do seu crescimento e de sua urbanização quando orientava aos prefeitos por ele indicados para providenciarem melhoramentos como os que foram realizados ainda no início do século passado: calçamento da rua principal com pedras-rachão, construção de calçadas, arborização, etc. Incentivou a construção de prédios com estilos arquitetônicos inspirados nos que existiam nas capitais paraibana e pernambucana - com frontispícios esculpidos com ornamentos e encimados de pinhas e estátuas de porcelana, vindos de Portugal -, para abrigarem casas comerciais e residências das famílias mais importantes. Adquiriu, às suas expensas, em 1925 um motor (locomóvel) para gerar energia elétrica; nesse mesmo período granjeou para Princesa a instalação de agências de correspondentes bancários e agências revendedoras de automóveis. Em 1921, Zé Pereira trouxe para Princesa o sistema CW – FONIA, o que criou meios para a telegrafia na nova cidade. Amigo íntimo do então presidente da República, Epitácio Pessoa (1919/1922), que dizia ser o Coronel José Pereira: “O protótipo do devotamento e da lealdade”, conseguiu recursos para a abertura de estradas com o fito de interligar o município aos seus distritos e ao estado de Pernambuco, e para a construção de dois açudes no município de Princesa: Macapá (“Açude Novo”) e Cedro.
Para o armazenamento da produção de grãos, em prevenção aos efeitos das constantes estiagens (secas), o Coronel conquistou do Governo do Estado, em 1924, a construção de um grande Silo em alvenaria, que ainda hoje existe em Princesa. Sem esquecer-se da educação, obteve junto ao então presidente do Estado da Paraíba, Solon Barbosa de Lucena - quando de sua visita a Princesa em setembro de 1923, ocasião em que foi aqui instalado, por cinco dias, o governo do Estado -, a autorização para a construção do Grupo Escolar “Gama e Melo” que foi inaugurado em 1926, já no governo do presidente e seu amigo João Suassuna. Além de tudo isso, deu prioridade à cultura do algodão que se transformou na mola mestra para o desenvolvimento da cidade e de toda a região do entorno. Para tanto, mandou construir o prédio da antiga SANBRA para funcionar como usina de descaroçamento e beneficiamento do algodão (produto chamado “Ouro Branco”), pois, na Paraíba – que era o estado maior produtor de algodão do Brasil -, era Princesa o segundo município maior produtor e Zé Pereira, dono desse monopólio. Fez-se rico e, a partir de meados da década de 1920, já era considerado o coronel mais importante da Paraíba e um dos maiores do Nordeste brasileiro. Além das atividades algodoeiras, José Pereira possuía muitas propriedades rurais onde cultivava cana de açúcar, milho, feijão, mandioca e demais culturas de subsistência, sendo também grande criador de gados e ovelhas. Foi comerciante quando em sociedade com seu sogro, o major Marçal Florentino, abriu uma grande loja onde negociava vários produtos, desde tecidos a utensílios domésticos, sapatos, chapéus, etc. No campo da educação, o líder princesense dotou as escolas de Princesa de todas as condições necessárias para seu funcionamento, tendo como carro-chefe, a escola do professor Adriano Feitosa. Criou na cidade uma Biblioteca (que em 1930 foi totalmente queimada a mando dos adversários políticos do Coronel). No início da década de 1920 mandou construir um prédio (na atual Praça “Epitácio Pessoa”) para abrigar o Teatro e uma sala de Cinema. Ainda em 1915, Zé Pereira mandou comprar instrumentos musicais franceses, nas praças do Recife e do Rio de Janeiro e criou a Banda de Música “Filarmônica José Pereira Lima”.
O Rompimento
Enquanto cuidava do desenvolvimento de sua comuna, Zé Pereira não se esquecia da política, que era a sua paixão. Amigo de Epitácio Pessoa gozava de extremo prestígio político com o presidente da República. Esse prestígio chegou ao ponto alto quando o presidente Epitácio convidou o coronel José Pereira, na qualidade de representante oficial da Paraiba, para recepcionar o rei Alberto I da Bélgica em visita à então capital Federal, Rio de Janeiro, por ocasião das comemorações do 1º Centenário da Independência do Brasil. A amizade com Epitácio consolidou-se pelo grande apoio dispensado pelo Coronel durante a campanha eleitoral de 1915, quando o amigo foi eleito senador da República. Nessa empreitada, Zé Pereira liderou e organizou a campanha do futuro presidente da República em todo o sertão paraibano promovendo grande vitória nas urnas. Porém, essa amizade se esfacelaria por motivos políticos independentes de suas vontades. No início do ano de 1928 começaram as confabulações políticas para a escolha do sucessor do então presidente da Paraíba, João Suassuna. Este tinha a preferência pelo nome do deputado Júlio Lira para sucedê-lo e indicaria José Pereira como primeiro vice-presidente. No entanto, consultado sobre essa composição, o chefe Epitácio declinou da indicação alegando que já tinha decidido por outro nome: o do seu sobrinho João Pessoa Cavalcanti de Albuquerque. Essa decisão causou mal-estar nos próceres do Partido na Paraíba, porém, a decisão de Epitácio era inquestionável. De goela-abaixo, foi acatado o nome de João Pessoa e todos marcharam juntos em prol de sua eleição. Eleito, o sobrinho de Epitácio tomou posse em outubro de 1928 e logo no início de seu governo demonstrou que vinha determinado a modificar tudo, principalmente, desmontar a máquina de poder que dava sustentação aos Coronéis. De chofre, determinou o desarmamento dessas lideranças regionais e majorou as taxas de cobranças de impostos sobre o que eles produziam, tornando assim proibitivo o comércio dos produtos paraibanos com o vizinho estado de Pernambuco; demitiu amigos e familiares dos coronéis, dentre outras medidas que desgostaram grandemente os aliados de primeira hora do ex-presidente Epitácio Pessoa. Com Zé Pereira o problema se apresentava mais grave, pois, um dos primeiros que o novo presidente demitiu foi o irmão do Coronel, Manoel Carlos de Andrade Lima, da Mesa de Rendas de Princesa. Essa animosidade de João Pessoa com relação a Zé Pereira era antiga, fruto de um entrevero havido entre um cunhado  do Coronel e o pai do presidente na cidade de Monteiro. Mesmo antes de tomar posse, o novo presidente havia dito ainda no Rio de Janeiro que, assumindo o governo da Paraíba faria uma limpeza: “De uma vassourada”, acrescentando que as primeiras famílias a serem enquadradas nessa nova ordem, seriam os “Pereira” de Princesa; os “Dantas” de Teixeira e os “Santa Cruz” de Monteiro. O clima não era bom e foi piorando. Escolhido como candidato para compor a chapa majoritária, encabeçada por Getúlio Vargas, na qual concorreria como candidato a vice-presidente da República nas eleições presidenciais de 1º de março daquele ano de 1930, João Pessoa mudou de Partido, rompendo com o presidente da República, Washington Luiz, no que foi acompanhado por todos os correligionários e amigos de Epitácio Pessoa. Porém, quando da escolha dos candidatos a deputados federais e senadores, para as eleições daquele mesmo ano, o presidente Pessoa, sob o pretexto de promover uma renovação da bancada, extirpou da chapa os nomes de todos os candidatos à reeleição para deputados federais, inclusive o do ex-presidente João Suassuna (amigo íntimo do Coronel), deixando somente o nome de seu primo Carlos Pessoa. Isso causou grande revolta no seio das lideranças preteridas, sendo o motivo principal e provocador do rompimento político de José Pereira com João Pessoa. Em fevereiro de 1930, o presidente paraibano, no afã de angariar o definitivo apoio do maior líder político do sertão - mesmo desconfiado de que seria vã essa tentativa -, visitou Princesa. Foi recepcionado com grande festa popular, quando a cidade engalanou-se toda de vermelho (a cor da Aliança Liberal) para recepcionar João Pessoa e sua comitiva; ocasião em que foram realizados jantares, danças, discursos de saudação, etc. Após as festividades de recepção os dois líderes se reuniram reservadamente. Instado por Zé Pereira para que recompusesse a chapa no sentido de permitir que, pelo menos Suassuna - na qualidade de ex-presidente -, pudesse dela participar, o presidente João Pessoa deu calado por resposta. No dia seguinte ao retorno do presidente à capital paraibana, após consultar amigos e participar de uma reunião na cidade vizinha de Triunfo/PE - ocasião em que estiveram presentes também os irmãos, José e Francisco Pessoa de Queiroz -, todos decidiram pelo rompimento político com o presidente João Pessoa. Diante disso, o Coronel determinou ao chefe dos Correios, Richomer Barros, que redigisse um telegrama comunicando o seu afastamento e o de seus amigos, das hostes políticas comandadas pelo presidente paraibano. Liberal que era Zé Pereira passou a ser perrepista e a emprestar apoio à chapa concorrente à presidência da República, composta por Júlio Prestes para presidente e Vital Soares para vice, em oposição à composição Liberal formada por Getúlio Vargas e João Pessoa.
A Guerra
José Pereira Lima era amigo dos empresários pernambucanos do ramo de tecelagem e imprensa, os irmãos “Pessoa de Queiroz” (Francisco, José e João). De um deles era compadre e gozava de grande prestígio com todos. Os “Pessoa de Queiroz” que eram primos em primeiro grau do presidente da Paraíba estavam também rompidos com o presidente por motivos de ciúmes políticos (resquícios ainda da indicação de João Pessoa, por Epitácio Pessoa, para o cargo de presidente da Paraíba em detrimento das pretensões de um dos sobrinhos do Recife) e, principalmente, pela questão tributária quando João Pessoa tornou quase impossível os negócios entre os paraibanos e as empresas dos primos de Pernambuco. Ávidos em vingarem-se do primo presidente, os irmãos “Pessoa de Queiroz” viviam na espreita de uma oportunidade. Essa quadra chegou quando, às vésperas das eleições de 1º de março de 1930, João Pessoa mandou - sob o falso pretexto de garantir as eleições na região polarizada por Princesa -, um pelotão da polícia militar, comandado pelo tenente Ascendino Feitosa, que invadiu a cidade de Teixeira fazendo prisioneiras umas tias do advogado João Duarte Dantas e que dali sairia em demanda do burgo comandado por Zé Pereira com a missão de ocupá-lo. Em socorro a esse ataque, o coronel mandou alguns homens de sua confiança àquela cidade para libertar seus amigos da sanha da polícia paraibana. Foi aí que começou a “Guerra de Princesa”. Esse conflito durou quase cinco meses quando a polícia da Paraíba tentou ocupar Princesa e nunca conseguiu, graças às providências tomadas pelo Coronel que, com a ajuda financeira de seus amigos do Recife e as vistas grossas do Governo Central, manteve a cidade guarnecida por mais de mil homens enquanto outros tantos se dispersavam em batalhas combatendo a polícia nos arredores do município princesense. No dia 09 de junho de 1930, José Pereira Lima expediu o Decreto Nº 01, que determinou o desligamento de Princesa do estado da Paraíba, transformando o município em “Território Livre de Princesa”, passando a obedecer a ordens apenas do Governo Federal. Após ameaças de bombardeio por parte do governo estadual, sob o comando de José Américo de Almeida, Princesa resistiu e a Guerra só acabou quando do assassinato do presidente João Pessoa, em 26 de julho de 1930, na Confeitaria “Glória” na capital pernambucana. Com isso, Princesa foi ocupada pelo Exército com o fito de dar garantias a José Pereira e aos seus comandados que, mesmo depondo as armas continuavam em Princesa a observar as movimentações que, com a morte de João Pessoa, se tornaram crescentes no sentido de viabilizar a eclosão da chamada “Revolução de 30”, o que veio a acontecer em 03 de outubro daquele ano. Vitorioso o movimento revolucionário, o Coronel teve sua prisão decretada pelos chefes da Revolução tendo que fugir de Princesa. Perambulou por longos seis anos pelos sertões nordestinos se escondendo da polícia, só retornando a Princesa após o Decreto de anistia, expedido pelo então presidente Getúlio Vargas em 1936.
O Fim
Anistiado, José Pereira Lima voltou à sua terra em grande estilo. Foi recepcionado com grande festa quando adentrou à cidade desfilando em carro aberto, acompanhado de grande multidão que o saudava. Novamente livre, o Coronel passou a dividir sua residência entre a fazenda Abóboras; a cidade de Serra Talhada e Princesa. Não ficou alheio à política, porém, passou a cuidar mais de seus interesses particulares. No início do mês de outubro de 1949, resolveu viajar ao Rio de Janeiro para cuidar de problemas atinentes à causa judicial que movera contra a empresa norte-americana Standard Oil. De volta desse périplo na então Capital Federal, onde se encontrou com várias personalidades de relevo da política e da cultura nacionais, a exemplo do escritor José Lins do Rego; do jornalista e empresário da Comunicação, Assis Chateaubriand, dentre outros, resolveu vir direto para Princesa. Em sua viagem de retorno, após desembarcar no aeroporto do Recife, tomou um carro e seguiu sertão adentro em busca de sua terra natal. Chegando à cidade pernambucana de Arcoverde, fez uma parada para descansar, ocasião em que visitou alguns amigos. Após almoçar na casa de um desses, sentiu-se mal e foi medicado por um deles, que era farmacêutico. Persistindo o mal-estar, com fortes dores abdominais, seu filho, o jovem médico Aloysio Pereira Lima, que o acompanhava nessa viagem, resolveu levá-lo de volta ao Recife. O estado de saúde do Coronel se apresentava tão grave, que essa viagem de retorno à capital pernambucana, teve de ser feita através de um avião emprestado por um amigo. Chegando ao Recife, Zé Pereira foi conduzido direto para um hospital. Ali, teve diagnosticada uma gravíssima crise de apendicite aguda. Pela importância do paciente, os médicos hesitaram em operá-lo imediatamente e, enquanto divagavam sobre a situação, ministravam os remédios que achavam necessários e discutiam sobre os riscos oferecidos por uma cirurgia de urgência. Essa indecisão foi fatal. O apêndice do coronel estrangulou, a cavidade abdominal foi infectada e o senhor de apenas 65 anos de idade teve morte por infecção generalizada. Isso ocorreu no dia 13 de novembro de 1949. Morto o antológico Coronel, seu corpo foi sepultado na cidade do Recife, sendo mais tarde, trasladados seus restos mortais para Princesa. É essa a sucinta história do coronel José Pereira Lima de Princesa, o homem que pode ser considerado o “pai” da municipalidade princesense, uma vez que, não fora ele, seria Princesa mais uma cidade no contexto da composição geográfica paraibana. Porém, por conta do empreendedorismo, da visão de mundo e da coragem do Coronel José Pereira Lima, é a nossa terra, hoje, nas palavras do juiz aposentado doutor Valdério de Siqueira Vasconcelos: “O Chão mais histórico da Paraíba!”. Ademais, é notório que Zé Pereira se confunde com Princesa. Até a inspiração da música cantada e decantada pelo “Rei do Baião”, Luiz Gonzaga foi composta inspirada pela “Guerra de Princesa”: “Êita, pau Pereira quem em Princesa já roncou; Êita Paraíba, Mulher Macho, sim sinhô””. Abrindo qualquer enciclopédia, vai estar lá o verbete que se refere a Princesa, contando sua história e o que ela representa no cenário paraibano e muitas vezes reconhecida também nacionalmente. Por tudo o que aqui expusemos e muito mais - o que não caberia neste pequeno Perfil Biográfico -, está o Coronel José Pereira Lima a merecer lugar de destaque no panteão dos filhos ilustres de Princesa.
Curiosidades e Incógnitas da vida do Coronel
1.  Faz-se estranho que, sobre um homem da importância do Coronel José Pereira Lima exista pouquíssimos registros sobre sua infância, adolescência e juventude. Costumo dizer (sem querer mitificar ou mistificar o homem) que a primeira fase da vida do Coronel se compara com o mistério da vida de Jesus Cristo até os 30 anos, quando não existem referências sobre Aquela importante personalidade da história. Com Zé Pereira não é diferente, pois, só se sabe dele quando ingressou na escola, aos 08 anos de idade; quando foi para o Seminário na então Parahyba (João Pessoa); quando iniciou o curso de Ciências Jurídicas na Faculdade de Direito do Recife; e quando voltou a Princesa, aos 21 anos de idade, em 1905. Nenhuma fotografia o retrata quando criança, adolescente ou jovem, tampouco registros sobre suas atividades nesse período de sua vida.
2.  Sobre o retorno do Coronel, do Recife, quando abandonou o curso de Direito sob o até hoje pressuposto de que seria para substituir o pai morto, no comando da política princesense; há divergências sobre esse fato. O escritor e historiador princesense, Paulo Mariano, relata em seu livro de memórias: “Meu tempo, meu lugar – Quase memórias”, que o verdadeiro motivo do abandono da Faculdade e prematura vinda para Princesa, foi o fato de o então estudante José Pereira haver participado de uma briga entre jovens, ocorrida na casa da prostituta Laura Passos, na capital pernambucana, e devido à repercussão na época – caso de polícia -, teve que abandonar os estudos e refugiar-se em Princesa, o que coincidiu com o falecimento do pai.
3.  Sobre o afastamento de Nominando Diniz com relação ao Coronel Zé Pereira, não foi um fato puramente político ou movido por oportunismo do primeiro. “Seu” Mano (como Nominando era conhecido), desde 1926 já não nutria muito apreço pelo Coronel. Essa indisposição se deu motivada pelo fato de um acontecimento violento envolvendo seu pai, Zeca Diniz e seu amigo Rozendo Cordeiro quando estes participaram de um tiroteio de fim de feira na rua de Princesa, e Zé Pereira mandou a polícia intimá-los para prestarem depoimentos sob a suspeita de que, o autor dos disparos teria sido Zeca Diniz. Esse episódio constituiu-se num divisor d´’aguas em relação aos dois políticos princesenses. Lembro-me de relatos de dona Inês Diniz (filha de Nominando, portanto, neta de Zeca Diniz) quando se lembrava de uma visita do Coronel Zé Pereira à casa de seu pai e, na ocasião, censurou Nominando pela prosperidade que se denunciava pelos móveis que compunham sua residência. Daí constatar-se que o convite de José Américo de Almeida para que “seu” Mano assumisse a prefeitura de Princesa em outubro de 1930 foi algo que se poderia prever.
4. Com relação a Lampião, o “Rei do Cangaço”, a situação é mais delicada. Até hoje, os familiares de José Pereira juram de pés juntos que o Coronel sempre foi inimigo de Lampião, que nunca teve contato algum com o famigerado cangaceiro e que, pelo contrário, sempre o perseguiu. Porém, alguns historiadores dizem o contrário e, o próprio Lampião, em entrevista concedida ao médico cearense, doutor Octacílio Macêdo, em Juazeiro do Norte, em 1926, afirmou o seguinte: “(...) De todos meus protetores, só um traiu-me miseravelmente. Foi o coronel José Pereira Lima, chefe político de Princesa. É um homem perverso, falso e desonesto, a quem durante anos servi, prestando os mais vantajosos favores de nossa profissão.”. Em que pese a família de Zé Pereira negar peremptoriamente que seu ascendente famoso possa ter sido coiteiro de Lampião merece, essa parte da biografia do Coronel, ser mais acuradamente estudada e analisada.
5. Em 1947, o princesense Alcides Vieira Carneiro, que já havia sido deputado federal, candidatou-se a governador do estado da Paraíba, concorrendo com o intelectual Oswaldo Trigueiro de Albuquerque Mello. Alcides, grande tribuno e intelectual refinado, além de filho de Princesa, era também afilhado, amigo e correligionário do Coronel José Pereira. Estranhamente, sua candidatura ao governo do Estado, pelo PSB, não recebeu o apoio completo do Coronel, que se ausentou da campanha eleitoral, mantendo-se durante quase todo o período eleitoral, em sua fazenda Abóboras ou em sua residência em Serra Talhada. Em que pese o comando da administração municipal estar nas mãos de um correligionário do Coronel (Manuel Florentino de Medeiros), desamparado, Alcides foi derrotado em Princesa.
6.  Por último, realçamos aqui algo folclórico. Quando jovem eu escutava nas conversas sobre política, que o Coronel José Pereira Lima havia sido morto, envenenado pela Maçonaria, por motivos que ninguém explicava. Outras conversas davam conta de que o ilustre princesense havia sido assassinado por uma trama urdida pela empresa norte americana Standard Oil pela derrota sofrida por esta na Justiça em ação movida por Zé Pereira. Com o tempo, constatei que tudo isso não passava de conversa fiada. O Coronel morreu mesmo foi vítima de apendicite aguda.
     Escrito por Domingos Sávio Maximiano Roberto, em 13 de novembro de 2019 – 70º (septuagésimo) aniversário da morte do coronel José Pereira Lima) 
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