Mostrando postagens com marcador Saúde. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Saúde. Mostrar todas as postagens

domingo, 30 de agosto de 2026

INSS: 18 doenças dão acesso a benefício da Previdência Social

A atualização está prevista na Portaria Interministerial MPS/MS nº 15, de 3 de julho de 2026, publicada em edição extra do Diário Oficial da União em 24 de julho

Entre as condições contempladas estão doença de Parkinson, espondilite anquilosante, nefropatia grave e estado avançado da doença de Paget.

INSS: 18 doenças dão acesso a benefício da Previdência Social
© Shutterstock

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) passou a considerar 18 condições que podem garantir benefícios por incapacidade sem a exigência das 12 contribuições mínimas, após uma atualização das regras publicada em julho de 2026. A relação passou a incluir a gestação de alto risco, mas a dispensa da carência não significa concessão automática: é necessário manter a qualidade de segurado e comprovar a incapacidade para o trabalho. 

A atualização está prevista na Portaria Interministerial MPS/MS nº 15, de 3 de julho de 2026, publicada em edição extra do Diário Oficial da União em 24 de julho. Entre as condições contempladas estão doença de Parkinson, espondilite anquilosante, nefropatia grave e estado avançado da doença de Paget.

A lista também inclui Aids, contaminação por radiação, hepatopatia grave e esclerose múltipla. Fazem parte ainda do rol o acidente vascular encefálico agudo, o abdome agudo cirúrgico e a gestação de alto risco. Nos dois primeiros casos, é necessário que exista evolução aguda e sejam atendidos os critérios de gravidade previstos.

Quem pode receber o benefício

O INSS destaca que a ausência da carência não garante, por si só, o pagamento. O segurado precisa ter a incapacidade laboral reconhecida pela Perícia Médica Federal. O benefício por incapacidade temporária, anteriormente chamado de auxílio-doença, exige essa avaliação. Já o benefício por incapacidade permanente corresponde à antiga aposentadoria por invalidez.

Reforma e Pensões

Pelas regras, a doença deve surgir depois da filiação ao Regime Geral de Previdência Social. Porém, quando uma condição anterior se agrava e provoca incapacidade para o trabalho, o benefício pode ser concedido.

A documentação médica também precisa estar adequada. Atestados e laudos devem identificar o paciente, informar o diagnóstico, indicar o período de afastamento e apresentar a identificação do profissional responsável.

Como solicitar o benefício

O requerimento pode ser feito pelo aplicativo ou site Meu INSS. Também é possível iniciar a solicitação pela Central 135. Durante o procedimento, o segurado deve anexar a documentação necessária.

A legislação já permitia a dispensa da carência em casos de acidentes de qualquer natureza, doenças profissionais e outras condições presentes na relação oficial. Como regra geral, entretanto, são necessárias 12 contribuições.

Com a atualização, a gestação de alto risco passa a integrar o grupo de situações que permitem a dispensa. Ainda assim, o benefício depende da manutenção da qualidade de segurado, da comprovação médica e do reconhecimento da incapacidade.

Blog JURU EM DESTAQUE com Notícias ao Minuto - por Guilherme Bernardo

quinta-feira, 20 de agosto de 2026

Dia D da Campanha de Multivacinação

CAMPANHA: Dia D de vacinação será realizado neste sábado em todo o país; o bjetivo é atualizar a caderneta vacinal

São Paulo (SP), 18/08/2026 - Posto de vacinação contra o Sarampo na Estação Metrô Tucuruvi em São Paulo. Fotos: Paulo Pinto/Agencia Brasil
© Paulo Pinto/Agencia Brasil
Versão em áudio

Crianças e adolescentes menores de 15 anos devem comparecer a uma unidade básica de saúde (UBS) ou a qualquer ponto de vacinação em todo o país neste sábado (22) para o Dia D da Campanha de Multivacinação. O objetivo é atualizar a caderneta vacinal.

A campanha começou no início do mês e segue até 1º de setembro, com a oferta de 20 doses do Calendário Nacional de Vacinação que protegem contra doenças como meningites, tuberculose e cânceres associados à infecção pelo HPV.

Pela primeira vez, a campanha conta com a vacina pneumocócica 20-valente (pneumo 20), incorporada em junho ao calendário. A dose amplia a proteção contra doenças causadas pelo pneumococo, incluindo pneumonias e meningites, e é indicado para crianças menores de 5 anos.

Até a última quarta-feira (18), o Ministério da Saúde havia distribuído mais de 180 milhões de doses para garantir a vacinação em todo o país ao longo do ano. Vacinas contra a influenza, o sarampo (tríplice viral) e a poliomielite foram as mais aplicadas.

Durante o Dia D, as seguintes vacinas poderão ser aplicadas (conforme faixa etária, histórico vacinal e indicação):

- BCG;

- hepatite B;

- penta (DTP/Hib/HB);

- poliomielite (VIP);

- rotavírus humano;

- pneumocócica conjugada 10-valente e 20-valente;

- meningocócica C;

- influenza;

- covid-19;

- febre amarela;

- meningocócica ACWY;

- tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola);

- varicela;

- DTP;

- hepatite A;

- dT;

- HPV4;

- dengue tetravalente.

Sarampo

Diante do aumento de casos de sarampo nas Américas e do registro de casos importados no Brasil, o ministério mantém a estratégia de vacinação indiscriminada contra a doença para pessoas de 6 meses a 59 anos em Guarulhos (SP), em São Bernardo do Campo (SP) e na capital paulista.

Dados da pasta mostram que, de 3 a 14 de agosto, mais de 529,8 mil doses da vacina tríplice viral foram aplicadas nos três municípios. Desse total, 87,2 mil doses foram destinadas a crianças de 5 a 11 anos – o equivalente a 16,5% das aplicações.

Impacto expressivo na prevenção da demência

Pesquisadores do Brasil e dos Estados Unidos estimam que dez minutos de exercícios por dia podem evitar casos de demência

Incorporar poucos minutos de atividade física por dia pode ter um impacto expressivo na prevenção da demência. Um estudo conduzido por pesquisadores do Brasil e do Estados Unidos estima que, se adultos que hoje não praticam nenhum exercício passarem a se movimentar ao menos dez minutos por dia, cerca de 420 mil casos de demência poderiam ser prevenidos até 2050, com uma economia estimada em até R$ 16 bilhões em custos relacionados à doença.

Num cenário em que a inatividade física fosse completamente eliminada, a economia poderia chegar a R$ 23 bilhões, segundo a análise, publicada em 2025 no Brazilian Journal of Psychiatry. Os autores combinaram dados de 2019 da Pesquisa Nacional de Saúde, realizada pelo Ministério da Saúde em parceria com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), com informações do Global Burden of Disease, conduzido nos EUA.

Os resultados indicam que 14,9% dos casos de demência no Brasil estão ligados à inatividade física —que não é sinônimo de sedentarismo. A primeira é a prática de menos de 150 minutos semanais de exercícios, período recomendado pela OMS (Organização Mundial da Saúde). Já o comportamento sedentário é o tempo que a pessoa passa sentada, deitada ou reclinada, com baixo gasto energético.

“Do ponto de vista populacional, sabemos que um em cada 15 casos de demência no mundo pode ser atribuído à inatividade física, o que equivale a um caso novo a cada 42 segundos que poderiam ser prevenidos com a atividade física”, afirma o profissional de educação física Natan Feter, um dos autores do estudo.

O artigo projeta que o número de brasileiros vivendo com demência pode saltar dos cerca de 1,9 milhão em 2019 para 5,7 milhões em 2050, impulsionado principalmente pelo envelhecimento populacional. Esse crescimento traz também impacto econômico: sete anos atrás, o custo estimado da doença no país já era de US$ 35,3 bilhões, sendo que a maior parte desse valor está relacionada a cuidados informais prestados por familiares.

Exercício em prol do cérebroA ciência acumulou evidências importantes nas últimas décadas sobre o papel do exercício na saúde cerebral. A prática regular de atividade física melhora a função cognitiva, reduz o risco de eventos cerebrovasculares, como o AVC, e estimula mecanismos ligados a criação e sobrevivência de neurônios.

“Tudo isso ajuda a entender o papel protetor da atividade física no risco de demência”, observa Feter, que atua como pesquisador associado no departamento de Ciências Biológicas da Universidade do Sul da Califórnia, nos EUA.

O comportamento sedentário também aparece como um fator de risco relevante, elevando a probabilidade de desenvolver o problema entre 17% e 30%. “Pessoas que passam mais de dez horas por dia nesse tipo de comportamento têm risco aumentado de demência”, alerta a geriatra Thaís Ioshimoto, do Einstein Hospital Israelita.

Por outro lado, atividades realizadas sentado, mas que estimulam o cérebro, como leitura ou jogos de memória, não parecem ter a mesma associação com a doença.

“Na prática clínica, observamos que idosos mais ativos têm menor incidência de demência. Isso reforça a ideia de que tudo o que faz bem ao coração também faz bem ao cérebro: alimentação saudável, atividade física regular e controle da pressão e do colesterol”, diz Ioshimoto.

No estudo, observou-se que os maiores benefícios ocorrem justamente quando a pessoa sai do zero e passa a fazer algum nível de atividade. “Cada minuto que a pessoa consegue adicionar na rotina diminui o risco de demência”, frisa Natan Feter.

A meta dos 10 minutosA ideia de trabalhar com pequenas doses de atividade física surgiu justamente da percepção de que metas mais ambiciosas, como atingir os 150 minutos semanais recomendados pelas diretrizes internacionais, podem ser difíceis para grande parte da população. Dez minutos por dia podem ser uma caminhada no bairro, ir à academia, realizar exercícios de fortalecimento muscular em casa ou mesmo optar por ficar de pé por 10 minutos ao dia.

Na avaliação de Thaís Ioshimoto, a meta é realista para a maioria das pessoas. E, entre idosos que começam a se exercitar, os ganhos vão além da aptidão física. “Qualquer atividade física é válida, o importante é se movimentar. O exercício melhora o humor, aumenta a socialização e muitas vezes acaba estimulando outras mudanças positivas, como melhorar a alimentação”, afirma.

Apesar de os resultados reforçarem o papel das escolhas individuais, os pesquisadores destacam que a prática de exercícios também depende de condições sociais, já que a maioria das pessoas trabalha o dia inteiro e passa horas em deslocamento. Quando sobra tempo, muitas vezes não encontram ambientes seguros ou infraestrutura adequada para se exercitar.

“Precisamos entender a atividade física como um direito humano. Por isso, além de incentivar pequenas mudanças de comportamento, é fundamental investir em políticas públicas que ampliem o acesso a oportunidade”, conclui Feter.

Fonte: Folha de S. Paulo

quarta-feira, 12 de agosto de 2026

Anvisa aprova novo medicamento para tratamento de câncer

Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprova novo medicamento para tratamento de adultos com câncer de pulmão

Anvisa aprova novo medicamento para tratamento de adultos com câncer de pulmão

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a inclusão de um novo medicamento, o Datroway® (datopotamabe deruxtecana), para tratamento de pacientes adultos com câncer de pulmão.

O registro do medicamento oncológico do laboratório Daiichi Sankyo Brasil Farmacêutica Ltda. foi publicado na segunda-feira (27/07) no Diário Oficial da União (DOU).

Indicação

O medicamento oncológico é indicado para o tratamento de pacientes adultos com câncer de pulmão de não pequenas células (CPNPC), que se origina nos tecidos do pulmão e cujo tumor está em fase avançada (seja no próprio local do pulmão) ou em metástase (já espalhado para outros órgãos).

O produto farmacêutico passa a ser usado como uma “próxima tentativa” (linha posterior) em pacientes que já fizeram dois tratamentos anteriores e o câncer voltou a crescer.

O tumor precisa ter uma alteração genética específica chamada mutação do EGFR (um receptor na superfície da célula que estimula o crescimento do câncer).

Além disso, este medicamento já tinha registro da Anvisa para o tratamento de pacientes adultos com câncer de mama triplo-negativo (CMTN), irressecável (que não pode ser removido completamente por cirurgia) ou metastático (que se espalhou do local original para outras partes do corpo).

Mais letal no mundo

O câncer de pulmão é a principal causa de morte por câncer no mundo e o câncer de pulmão de não pequenas células representa aproximadamente 85% dos casos.

A Anvisa explica que é importante a identificação das mutações ativadoras do EGFR, entre os pacientes com câncer pulmonar, pois permite que os médicos usem tratamentos “inteligentes” (terapias-alvo), desenhados sob medida para atacar a falha genética da célula tumoral. 

Polêmica Paraíba com Agência Brasil

Doenças que permitem o acesso a benefícios por incapacidade

INSS amplia lista de doenças que permitem acesso a benefícios por incapacidade sem carência mínima de doze contribuições

Foto: Reprodução/Agência Brasil
Foto: Reprodução/Agência Brasil

O Ministério da Previdência Social ampliou a lista de doenças que permitem o acesso a benefícios por incapacidade sem a necessidade de cumprir a carência mínima de 12 contribuições ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

A mudança foi estabelecida pela Portaria Interministerial MPS/MS nº 15, de 3 de julho de 2026, publicada em edição extra do Diário Oficial da União em 24 de julho. Ao todo, 18 doenças e condições de saúde passaram a fazer parte da relação que permite a dispensa da carência. São elas:

  • Tuberculose ativa;
  • Hanseníase;
  • Transtorno mental grave com alienação mental;
  • Neoplasia maligna;
  • Cegueira;
  • Paralisia irreversível e incapacitante;
  • Cardiopatia grave;
  • Doença de Parkinson;
  • Espondilite anquilosante;
  • Nefropatia grave;
  • Doença de Paget em estágio avançado;
  • Aids;
  • Contaminação por radiação;
  • Hepatopatia grave;
  • Esclerose múltipla;
  • Acidente vascular encefálico (AVE) agudo;
  • Abdome agudo cirúrgico;
  • Gestação de alto risco.

A dispensa vale para o benefício por incapacidade temporária, antigo auxílio-doença, e para o benefício por incapacidade permanente, anteriormente chamado de aposentadoria por invalidez. Para solicitar o benefício sem cumprir as 12 contribuições, o segurado precisa manter a qualidade de segurado e estar incapacitado para o trabalho por pelo menos 15 dias.

Como solicitar

O pedido continua sendo feito pelos canais habituais do INSS: pelo aplicativo ou site Meu INSS ou pela Central 135. Durante a solicitação, é necessário apresentar documentos que comprovem a condição de saúde, como atestados e laudos médicos. A documentação deve estar legível e sem rasuras.

O atestado precisa informar dados como identificação do segurado, data de emissão, período estimado de afastamento, diagnóstico ou código da Classificação Internacional de Doenças (CID), além da assinatura e identificação do profissional responsável.

A análise da incapacidade é feita pela Perícia Médica Federal. Em alguns casos previstos em lei, o segurado poderá ser convocado para uma avaliação presencial.

Blog JURU EM DESTAQUE com Polêmica Paraíba - Beatriz Paulino

sexta-feira, 24 de julho de 2026

Hospital de Juru realiza atendimento especializado com médico vascular

Prefeitura de Juru, na Paraíba, amplia atendimento especializado com médico vascular e realiza consultas e exames de ultrassonografia com Dopper

A Prefeitura de Juru, no Sertão da Paraíba, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, ampliou o atendimento especializado no Hospital e Maternidade Isaura Pires do Carmo com a realização de consultas vasculares e exames de ultrassonografia com Doppler.

De acordo com informações, foram mais de 30 consultas realizadas, acompanhadas de exames de ultrassonografia com Doppler, pelo médico especialista vascular Dr. Jobson.

"Minha gente, seguimos avançando na saúde de Juru, ampliando o acesso da nossa população a atendimentos especializados. 

Nesta quarta-feira, recebemos o especialista vascular Dr. Jobson, que realizou mais de 30 consultas, exames de ultrassonografia com Doppler e procedimentos, garantindo um atendimento mais completo aos nossos pacientes. 

Esse é o nosso compromisso, cuidar das pessoas e buscar cada vez mais serviços que melhorem a qualidade de vida da nossa população", afirmou a prefeita Solange Félix.

Blog JURU EM DESTAQUE com Ascom/PMJ

quinta-feira, 16 de julho de 2026

Entenda quando falta de ar e cansaço pode ser insuficiência cardíaca

Cansaço extremo, falta de ar, inchaço e palpitações podem indicar dificuldade do coração para bombear sangue

A condição é crônica, exige acompanhamento médico e pode ter diferentes níveis de gravidade.

Falta de ar e cansaço? Entenda quando pode ser insuficiência cardíaca
© Shutterstock

A insuficiência cardíaca é uma condição crônica e grave que exige acompanhamento médico contínuo. Reconhecer os sintomas e conhecer os principais fatores de risco pode ajudar no diagnóstico precoce e no controle da doença. 

Segundo o SNS24, a insuficiência cardíaca ocorre quando o coração não consegue bombear sangue em quantidade suficiente para atender às necessidades do organismo ou quando apresenta dificuldade para relaxar e receber o sangue adequadamente.

Com isso, órgãos e tecidos podem deixar de receber o oxigênio e os nutrientes necessários para funcionar corretamente.

A doença pode ser classificada de acordo com a Fração de Ejeção do Ventrículo Esquerdo, medida obtida por exames de imagem que indica a capacidade do coração de impulsionar o sangue para o corpo.

Na insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida, esse índice fica abaixo de 40%, o que indica comprometimento importante da função de bombeamento. Quando o resultado varia entre 40% e 49%, a condição é considerada de fração de ejeção intermediária.

Já na insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada, o coração mantém a capacidade de bombeamento dentro dos níveis esperados, embora possa apresentar dificuldade para relaxar e se encher de sangue.

Entre os sinais que merecem atenção estão cansaço intenso, falta de ar, palpitações frequentes, inchaço nas pernas ou no abdômen, aumento da vontade de urinar durante a noite, tontura, desmaios e ganho de peso sem explicação.

A falta de ar também pode piorar ao deitar, levando a pessoa a precisar de mais travesseiros para dormir. A presença desses sintomas não confirma a doença, mas deve ser avaliada por um profissional de saúde.

Doenças das artérias coronárias, infarto e hipertensão estão entre os principais fatores de risco. Colesterol elevado, diabetes, obesidade, tabagismo, sedentarismo, histórico familiar de problemas cardíacos e alterações genéticas também podem aumentar a probabilidade de desenvolver a condição.

O tratamento varia conforme o tipo e a gravidade da insuficiência cardíaca. Mudanças na alimentação, prática de atividade física sob orientação, abandono do cigarro e uso correto dos medicamentos costumam fazer parte do cuidado.

Em alguns casos, podem ser necessários procedimentos como cateterismo ou implantação de dispositivos cardíacos. Quando a doença está em estágio avançado e não responde às demais opções, o transplante de coração pode ser considerado.

Blog JURU EM DESTAQUE com Notícias ao Minuto

sábado, 27 de junho de 2026

Proibição de tratamentos e avaliações de saúde personalizados para obesidade

Anvisa proíbe plataforma de consulta online e entrega de medicamento; a empresa Voy oferece tratamento para obesidade com canetas emagrecedoras

Fachada do edifício sede da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
© Marcelo Camargo/Agência Brasil
Versão em áudio

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu nessa sexta-feira (26) o funcionamento da plataforma Voy, que oferece tratamentos e avaliações de saúde personalizados para obesidade, mas que não está registrada como dispositivo médico.

“Plataformas que realizam a indicação de medicamentos e de suas dosagens se enquadram na categoria de software médico. Além disso, a empresa não está regularizada como farmácia ou drogaria e por isso não pode comercializar medicamentos de qualquer natureza”, informou a Anvisa.

De acordo com comunicado da agência, a empresa responsável pela plataforma, a Revia Gestão de Negócios Ltda., não tem autorização de funcionamento para esse tipo de atividade.

A proibição foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) e proíbe a plataforma de oferecer e divulgar os serviços.

A agência alertou ainda que medicamentos adquiridos fora de farmácias e drogarias que funcionem de forma irregular não têm qualquer garantia de origem, composição e qualidade.

Outro lado

À Agência Brasil, a Voy informou que recebeu "com surpresa" a notificação da Anvisa e destacou que a discussão se refere "exclusivamente ao enquadramento regulatório de um questionário digital e à sua eventual necessidade de registro como software". 

"Trata-se de uma questão estritamente administrativa, sem relação direta com a segurança dos pacientes, com a qualidade da assistência prestada ou com os medicamentos."

A empresa esclarece que já adotou as medidas administrativas cabíveis e que a empresa permanece autorizada a operar normalmente. A Voy também informou que não comercializa e nem distribui medicamentos. 

Lei a íntegra da nota: 

A Voy recebeu com surpresa a publicação da notificação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), uma vez que a discussão em questão se refere exclusivamente ao enquadramento regulatório de um questionário digital e à sua eventual necessidade de registro como software. Trata-se de uma questão estritamente administrativa, sem relação direta com a segurança dos pacientes, com a qualidade da assistência prestada ou com os medicamentos.

É importante esclarecer que o processo está em andamento e ainda não há decisão definitiva da Agência sobre o tema. As medidas administrativas cabíveis já foram adotadas pela Voy e, nos termos da legislação, a empresa permanece autorizada a operar normalmente.

A Voy enfatiza que não comercializa medicamentos, não realiza atividades de distribuição ou dispensação e, por essa razão, não se enquadra nas hipóteses legais que exigem Autorização de Funcionamento de Empresa (AFE). A empresa permanece comprometida com a inovação responsável, a segurança dos pacientes, a ética, a transparência e o pleno respeito às normas regulatórias, aguardando com confiança o pronunciamento definitivo da Anvisa sobre essa discussão regulatória. 

*Matéria ampliada às 18h14 para incluir nota da empresa Voy

sexta-feira, 26 de junho de 2026

Frio e baixa imunidade aumentam risco de infecções respiratórias

Veja alguma indicações do infectologista Frederico Zago, do Mário Palmério Hospital Universitário (MPHU)

Frio e baixa imunidade aumentam risco de infecções respiratórias
© Shutterstock

Com a chegada do inverno, cresce a circulação de vírus e bactérias responsáveis por infecções respiratórias, o que resulta no aumento dos atendimentos por síndromes respiratórias, especialmente entre crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas. 

Entre os principais agentes infecciosos desta época estão o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), associado à bronquiolite em bebês, e o pneumococo (Streptococcus pneumoniae), bactéria responsável por doenças como pneumonia, meningite, sinusite e otite média, que podem evoluir para quadros graves.

Dados de vigilância em saúde no Brasil indicam aumento sazonal das síndromes respiratórias agudas graves (SRAG) durante os meses mais frios, reforçando a necessidade de atenção à prevenção, ao diagnóstico precoce e ao tratamento adequado.

A transmissão ocorre principalmente por gotículas respiratórias e contato com superfícies contaminadas, o que reforça a importância de medidas simples e eficazes, como higiene frequente das mãos, ambientes ventilados e uso de máscara em caso de sintomas gripais.

A vacinação é uma das principais formas de prevenção, especialmente contra influenza, COVID-19 e pneumococo, sobretudo em grupos de risco, contribuindo para a redução de complicações, internações e óbitos relacionados às doenças respiratórias.

Segundo o infectologista do Mário Palmério Hospital Universitário (MPHU), Frederico Zago, é fundamental que a população fique atenta aos sinais de agravamento.

“Febre persistente, dificuldade para respirar, prostração importante, dor no peito, chiado no peito e piora progressiva dos sintomas são sinais de alerta que exigem avaliação médica imediata, principalmente em crianças, idosos e pacientes com comorbidades”, destaca.

O especialista reforça que muitas complicações podem ser evitadas com diagnóstico precoce e acompanhamento adequado, especialmente quando os sintomas inicialmente se confundem com gripes comuns.

Blog JURU EM DESTAQUE com Notícias ao Minuto

terça-feira, 23 de junho de 2026

Frio sobrecarrega o coração e aumenta o risco de infarto e AVC

Especialistas alertam que as baixas temperaturas aumentam o esforço do coração e podem elevar o risco de infarto e AVC, principalmente entre idosos e pessoas com doenças cardiovasculares, hipertensão, diabetes ou outros fatores de risco

Frio sobrecarrega o coração e aumenta o risco de infarto e AVC; saiba como se proteger
© iStock

(FOLHAPRESS) - Controlar a temperatura do corpo no inverno exige mais do coração. A afirmação vale para todos, mas aqueles com comorbidades cardiovasculares são mais suscetíveis a infarto e AVC (Acidente Vascular Cerebral) nos dias frios. 

O Instituto Nacional de Cardiologia estima que as ocorrências de infarto podem aumentar em até 30%, principalmente em temperaturas abaixo de 14°C. Pessoas de 75 a 84 anos e aquelas que já apresentam doenças relacionadas ao coração são as mais vulneráveis. Os índices de AVC crescem até 20% no período. A temperatura não é a causa direta, mas pode potencializar esses problemas.

Segundo Fernando Ribas, médico cardiologista da BP - A Beneficência Portuguesa de São Paulo, esses episódios se tornam mais frequentes no inverno porque o organismo responde à queda brusca de temperatura. Ocorre a vasoconstrição -quando o corpo contrai os vasos sanguíneos para reter calor- e sobrecarrega o coração.

"O frio libera um pouco mais de mediadores para controlar melhor a temperatura do corpo. Liberamos mais adrenalina no sangue, hormônios relacionados ao estresse, até para aumentarmos a taxa de metabolismo e compensar essa redução, explica Ribas.

"Se o paciente tem risco cardiovascular, o estresse que vem da adrenalina pode desencadear uma instabilização de uma placa de aterosclerose (acúmulo de gordura nas paredes das artérias), por exemplo, e provocar um infarto ou AVC".

A microempresária Rosângela Gusmão, 65, estava com entupimento em uma veia do coração causado por um coágulo e desconhecia o problema.

Sem sintomas, optava pela alimentação saudável, acompanhada por nutricionista, e fazia exercícios físicos cinco vezes na semana (pilates e musculação). Não era hipertensa e nem possuía outra comorbidade que pudesse provocar um infarto.

Na manhã de 10 de junho de 2025, Rosângela sentiu uma dor súbita do lado esquerdo do peito, seguida por falta de ar e enjoo. Neste dia, a temperatura mínima na cidade de São Paulo ficou em cerca de 14°C e a máxima não chegou a 20°C. O mês foi marcado por massas de ar polar fortes e recordes de frio.

"Em menos de 10 minutos, eu já sentia uma forte queimação na região do coração. A dor irradiou para o braço e a escápula do lado esquerdo", relata a microempresária.

A mulher foi levada ao hospital por um vizinho. Na emergência, soube que se tratava de um infarto. "Fiquei mais vulnerável e mais atenta aos sinais que o corpo dá", diz. Após a angioplastia com o implante de dois stents e dois meses de reabilitação cardiopulmonar, a vida voltou ao normal.

O frio também pode descompensar a hipertensão e o diabetes. A liberação de adrenalina interfere em níveis pressóricos e de glicose.

"A adrenalina é um hormônio contrarregulador no metabolismo do diabetes. A liberação de mais glicose acontece para oferecer mais energia para as células. Se o paciente tem um controle ruim pode descompensar", explica o cardiologista Fernando Ribas.

O Brasil registrou aproximadamente 398 mil mortes por doenças do aparelho circulatório, como hipertensão, arritmias e infarto, ao longo de 2024. A taxa foi de 187,5 óbitos por 100 mil habitantes, a segunda maior dos últimos 23 anos, atrás apenas de 2021, quando o índice chegou a 189,8 durante a pandemia de Covid.

Os dados são do Datasus e estão disponíveis no Observatório da Saúde Pública da Umane, organização que fomenta iniciativas no âmbito da saúde pública no Brasil.

O cardiologista reforça os pilares de um estilo de vida saudável para preservar a saúde do coração:

- Respeitar o tempo de sono ideal. O importante é dormir o suficiente para ficar descansado

- Tentar controlar o estresse

- Manter alimentação saudável e equilibrada. Fuja de alimentos condimentados e gordurosos. "O ideal é ter pelo menos 70%, 80% das refeições semanais baseadas em legumes, saladas, carnes magras e carboidratos integrais. Nos lanches, prefira frutas, alimentos naturais, não condimentados e industrializados", diz o médico

- Praticar atividade física de três a cinco vezes por semana

- Checar a pressão arterial, os níveis de colesterol, de açúcar no sangue, a função renal e o hemograma. "Em pacientes muito jovens, sem comorbidades, não vejo necessidade de fazer exame todo ano. Aqueles que passam dos 40 anos é interessante, sim, porque nosso organismo começa a ter uma maior facilidade de descompensação de colesterol, de glicose", orienta.

Blog JURU EM DESTAQUE com Notícias ao Minuto

Inverno e imunidade: guia para evitar armadilhas e nutrir o corpo

Com a queda das temperaturas, o organismo demanda ajustes metabólicos específicos

Especialista orienta sobre como fortalecer o sistema imunológico através do consumo inteligente de alimentos da estação e esclarece o uso de suplementos vitamínicos.

Inverno e imunidade: guia para evitar armadilhas e nutrir o corpo
© iStock

Com a chegada dos dias mais frios, o organismo passa por uma série de adaptações para manter seu funcionamento adequado. Além da mudança na rotina e nos hábitos diários, o inverno também exige uma atenção especial à alimentação, que desempenha papel fundamental na manutenção da imunidade, da disposição e da saúde como um todo. Já a escolha de alimentares inadequadas durante esse período podem favorecer deficiências nutricionais e aumentar a vulnerabilidade do organismo a infecções respiratórias e outras doenças típicas da estação. 

A chegada do inverno traz consigo não apenas o frio, mas também mudanças importantes no comportamento alimentar. É comum que as pessoas sintam mais fome e busquem refeições mais calóricas, reconfortantes e quentes. Paralelamente, a menor exposição ao sol reduz a produção de vitamina D pelo organismo, nutriente essencial para a saúde óssea, muscular e imunológica. Somados, esses fatores podem impactar diretamente o bem-estar e a capacidade do corpo de responder a agentes infecciosos.

Para a Dra. Fabiana Roloff, médica nutróloga e docente do curso de Medicina da Afya Centro Universitário de Pato Branco, o sistema imunológico depende de uma combinação de fatores para funcionar adequadamente, sendo a alimentação um dos pilares mais importantes.

“Existe uma busca desenfreada por suplementos de vitamina C e D, por exemplo, como se fossem capazes de resolver tudo sozinhos. No entanto, a imunidade é um sistema complexo que depende de um ambiente metabólico equilibrado. Não adianta suplementar se a base da alimentação é pobre em nutrientes essenciais”, explica a Dra. Fabiana.

O poder dos alimentos de estação

Durante o inverno, frutas, verduras e legumes típicos da estação oferecem uma combinação valiosa de vitaminas, minerais e compostos bioativos capazes de fortalecer as defesas naturais do organismo. A recomendação da Dra. Fabiana é priorizar alimentos frescos e variados, garantindo o consumo de diferentes nutrientes ao longo do dia.

“O destaque vai para alimentos ricos em vitamina C, como laranja, mexerica, kiwi, acerola e goiaba, que auxiliam na proteção das células contra os danos causados pelos radicais livres e contribuem para o funcionamento adequado do sistema imunológico. Também merecem atenção os alimentos fontes de vitamina A, presentes em vegetais de coloração alaranjada e verde-escura, como cenoura, abóbora, espinafre e couve”, comenta a médica nutróloga.

Outro grupo indispensável é o das proteínas de qualidade, encontradas em carnes magras, ovos, leite e derivados, além das leguminosas, como feijão, lentilha e grão-de-bico. “Esses alimentos participam da formação e renovação de células de defesa, sendo fundamentais para a resposta imunológica”, acrescenta a Dra.

A importância da saúde intestinal

Cada vez mais estudos apontam a estreita relação entre o intestino e o sistema imunológico. Estima-se que uma parcela significativa das células de defesa esteja associada ao trato gastrointestinal, tornando a saúde intestinal um fator decisivo para a imunidade.

Nesse contexto, os alimentos ricos em fibras ganham destaque. Frutas, verduras, legumes, cereais integrais e sementes ajudam a alimentar as bactérias benéficas que compõem a microbiota intestinal. Quando equilibrada, essa microbiota contribui para reduzir processos inflamatórios, melhorar a absorção de nutrientes e fortalecer os mecanismos naturais de proteção do organismo.

“Quando consumimos alimentos in natura, fornecemos ao corpo muito mais do que nutrientes isolados. Oferecemos uma combinação de compostos que atuam em conjunto para manter o equilíbrio do organismo. É essa interação que favorece a saúde e a imunidade”, ressalta a médica nutróloga e docente de Medicina da Afya de Pato Branco.

Estratégias simples que fazem diferença

Além da escolha dos alimentos, a forma de preparo também influencia diretamente a qualidade nutricional das refeições. Sopas, caldos e ensopados preparados com legumes, verduras e fontes de proteína são excelentes opções para os dias frios, pois ajudam a manter a hidratação e fornecem nutrientes importantes de maneira prática e saborosa.

Outro cuidado importante é evitar o excesso de alimentos ultraprocessados, ricos em açúcar, sódio e gorduras de baixa qualidade. Embora possam parecer opções convenientes e reconfortantes durante o inverno, seu consumo frequente está associado ao aumento de processos inflamatórios e à piora da qualidade da alimentação.

“A hidratação também não deve ser negligenciada. Com a redução da sensação de sede nos dias frios, muitas pessoas passam a ingerir menos líquidos. No entanto, a água continua sendo essencial para o transporte de nutrientes, eliminação de toxinas e funcionamento adequado de todos os sistemas do organismo”, pontua a Dra. Fabiana.

Manter uma alimentação equilibrada, associada à prática regular de atividade física, sono de qualidade e acompanhamento médico quando necessário, é a melhor estratégia para atravessar o inverno com mais saúde, energia e resistência às doenças típicas da estação.

Blog JURU EM DESTAQUE com Notícias ao Minuto

quinta-feira, 18 de junho de 2026

Dois antibióticos têm a venda, distribuíção e utilização proibidas

Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determina recolhimento de lotes de antibióticos; a medida atinge os injetáveis Polycid e fosfato de clindamicina

Brasília (DF), 09/01//2026 - Fachada do prédio da Anvisa em Brasília.  Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
© Valter Campanato/Agência Brasil
Versão em áudio

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou nesta quinta-feira (18) o recolhimento de dois medicamentos antibióticos por desvio de qualidade. Os produtos não podem ser vendidos, distribuídos ou utilizados.

A resolução da agência, publicada no Diário Oficial da União, atinge o lote 2519879 do antibiótico Polycid, fabricado pela União Química Farmacêutica Nacional. O medicamento, de uso injetável, é usado para tratar infecções graves.

De acordo com o texto, a Anvisa recebeu comunicado de recolhimento voluntário iniciado pelo próprio fabricante por conta da presença de um pedaço de vidro no interior do frasco do medicamento.

A resolução atinge ainda o lote 24101854 do antibiótico fosfato de clindamicina 150 mg/ml solução injetável (caixa com 50 ampolas), fabricado pela Hypofarma - Instituto de Hypodermia e Farmácia Ltda.

Segundo a publicação, foi confirmado desvio referente à solução de cor amarelada, incluindo a presença de corpos estranhos e precipitados no interior do frasco lacrado do medicamento.

Em nota, a Hypofarma informou que a resolução está sendo tratada em conformidade com os protocolos regulatórios aplicáveis e em alinhamento com a autoridade sanitária.

“A companhia mantém colaboração integral com os órgãos competentes e segue adotando todas as medidas adequadas e cabíveis no âmbito de seus processos internos e regulatórios.”

Soro fisiológico

Outro produto alvo da resolução é a solução fisiológica de cloreto de sódio Equiplex – 9mg/ml, produzida pela Equiplex Indústria Farmacêutica Ltda. Segundo a Anvisa, o lote 2513588 (validade 30/6/2027) apresentou desvio de qualidade e deve ser recolhido.

“O produto também não pode ser vendido, distribuído ou utilizado”, destacou a agência em nota.

Farmácia de manipulação

A resolução determina ainda o recolhimento de todas as preparações magistrais produzidas pela Farmácia S J do Jabour Ltda.

“Foi comprovada a exposição e a comercialização de produtos manipulados padronizados e não individualizados, sem a devida prescrição por profissional competente”, informou a Anvisa.

“Os medicamentos eram divulgados e comercializados por meio do site da empresa e de redes sociais, inclusive com nome comercial dos produtos nos rótulos”, completou a agência.

A Agência Brasil aguarda retorno da União Química Farmacêutica Nacional. A reportagem não conseguiu contato com a Equiplex Indústria Farmacêutica Ltda e com a Farmácia S J do Jabour Ltda.

*Matéria alterada hoje (18), às 13h, para atualização

segunda-feira, 15 de junho de 2026

Risco de contaminação

Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) mantém suspensão de lotes de produtos Ypê


Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) manteve suspensa a comercialização, distribuição e uso de lotes específicos de produtos Ypê. A medida publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (15) se aplica a desinfetantes, detergentes e lava-roupas líquidos.

Segundo a Anvisa, a ação foi motivada pelo descumprimento de requisitos previstos na RDC nº 47/2013, identificado durante inspeção sanitária realizada entre os dias 27 e 30 de abril de 2026.

Lotes afetados

– Desinfetantes Bak Ypê e Pinho Ypê: suspensos todos os lotes com final 1 fabricados antes de 1º de março de 2026;

– Detergentes lava-louças (incluindo versões com enzimas ativas, toque suave, concentrado e linhas clear e green): suspensos todos os lotes com final 1 fabricados antes de 1º de março de 2026;

– Lava-roupas (Tixan Ypê e Ypê líquido – antibac, coco e baunilha, premium): suspensos todos os lotes com final 1 fabricados antes de 1º de abril de 2026.

Análises e restrição

De acordo com a agência, os laudos apresentados pela empresa indicaram resultados satisfatórios para os produtos fabricados após essas datas, o que levou à restrição da medida apenas aos lotes mais antigos.

Para desinfetantes e detergentes, foram considerados adequados os produtos fabricados entre 1º e 31 de março de 2026. Já no caso dos lava-roupas, os testes demonstraram conformidade para os itens produzidos entre 1º de abril e 7 de maio de 2026.

Monitoramento no mercado

A agência informou ainda que os produtos atingidos que já tenham sido distribuídos e estejam disponíveis no mercado devem seguir as tratativas acordadas com a empresa quanto à manutenção de ações de monitoramento sanitário.

Entenda o caso

A crise começou no dia 7 de maio, quando a Anvisa determinou a suspensão de mais de 100 lotes de produtos da Ypê após identificar falhas consideradas graves nos processos de fabricação da unidade de Amparo.

A fiscalização encontrou 76 irregularidades sanitárias e apontou risco de contaminação microbiológica nos produtos fabricados na planta industrial.

O caso ganhou ainda mais atenção porque a empresa já havia registrado, em novembro de 2025, um episódio de contaminação microbiológica envolvendo a bactéria Pseudomonas aeruginosa em produtos da linha lava-roupas.

Bactéria

A Pseudomonas aeruginosa é uma bactéria comum no ambiente e pode ser encontrada na água, no solo e em locais úmidos. Em pessoas saudáveis, normalmente não causa problemas graves.

No entanto, ela pode provocar infecções em pessoas com imunidade baixa, como pacientes em tratamento contra câncer, transplantados, idosos e pessoas com doenças que afetam o sistema imunológico.

Por isso, a Anvisa classificou as medidas adotadas como preventivas para evitar riscos à saúde da população.

Blog JURU EM DESTAQUE com Agência Brasil

sexta-feira, 12 de junho de 2026

Vacina pneumocócica conjugada 20-valente (VPC20) para crianças

Estado da Paraíba incorpora vacina contra pneumonia, meningite e outras infecções ao calendário de rotina de crianças

Paraíba incorpora vacina contra pneumonia, meningite e outras infecções ao calendário de rotina de crianças

A vacina pneumocócica conjugada 20-valente (VPC20) passa a integrar o calendário de vacinação de rotina das crianças menores de 5 anos na Paraíba. Para garantir o início da imunização, a Secretaria de Estado da Saúde da Paraíba (SES) recebeu do Ministério da Saúde 10.740 doses do imunizante, que serão distribuídas para os 223 municípios paraibanos entre segunda (15) e quarta-feira (17) da próxima semana. A incorporação da VPC20 representa um avanço na proteção das crianças contra doenças causadas pela bactéria Streptococcus pneumoniae (pneumococo), responsável por infecções que variam de quadros mais comuns, como otite e sinusite, até doenças graves e potencialmente fatais, como pneumonia, meningite e sepse.

A nova vacina amplia a proteção contra um maior número de sorotipos da bactéria, fortalecendo a prevenção e contribuindo para a redução de internações e complicações associadas à doença. De acordo com a chefe do Núcleo Estadual de Imunizações da SES, Márcia Mayara, o principal destaque é a inclusão da vacina na rotina de vacinação infantil. “Recebemos 10.740 doses da vacina pneumocócica 20-valente, que passa a fazer parte do calendário de rotina das crianças menores de cinco anos. Os municípios receberão essas vacinas e já devem iniciar imediatamente a aplicação nas salas de vacinação. É importante destacar que se trata de uma incorporação à rotina infantil, ampliando a proteção das nossas crianças contra doenças pneumocócicas”, explicou.

O novo esquema vacinal proposto pelo Ministério da Saúde se dará da seguinte forma: primeira dose com a vacina VPC20 aos dois meses de idade, a segunda dose permanece com a vacina pneumocócica 10-valente (VPC10) aos quatro meses e a dose de reforço será com a VPC20 aos 12 meses. As crianças que não forem vacinadas nas idades recomendadas poderão receber o imunizante até os 4 anos, 11 meses e 29 dias, conforme orientação do Programa Nacional de Imunizações (PNI).

A expectativa é que todas as salas de vacinação da rede pública estejam abastecidas para iniciar imediatamente a aplicação da nova vacina nas crianças que fazem parte do público-alvo. Segundo o Ministério da Saúde, a introdução da VPC20 no Sistema Único de Saúde (SUS) fortalece as estratégias de imunização contra as doenças pneumocócicas e amplia a cobertura contra os sorotipos atualmente mais associados aos casos graves da doença no país.

Além das crianças menores de 5 anos, a vacina pneumocócica 20-valente também passará a ser utilizada futuramente nos idosos acamados e/ou institucionalizados (como em casas geriátricas, hospitais, unidades de acolhimento/instituições de longa permanência/casas de repouso) e população indígena acima de 5 anos de idade. No entanto, para esses públicos, a vacinação continuará sendo realizada com a vacina pneumocócica 23-valente (VPP23), atualmente disponível na rede pública, até o esgotamento dos estoques existentes. Somente após essa etapa a VPC20 passará a ser utilizada também nesses grupos.

A SES reforça a importância de pais e responsáveis manterem a caderneta de vacinação das crianças atualizada e procurarem a unidade de saúde mais próxima para garantir a proteção contra doenças que podem causar complicações graves, especialmente nos primeiros anos de vida.

Fonte: Polêmica Paraíba com Assessoriqa

segunda-feira, 8 de junho de 2026

Suspensão temporária da vacina contra a dengue

Ministério da Saúde suspende vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan contra dengue após investigação de mortes suspeitas

Ministério da Saúde suspende vacina contra dengue após investigação de mortes suspeitas

O Ministério da Saúde anunciou, nesta segunda-feira (08), a suspensão temporária da vacina contra a dengue com o imunizante desenvolvido pelo Instituto Butantan.

A decisão foi tomada após o registro de duas mortes suspeitas e outros casos graves que estão sendo investigados por autoridades sanitárias.

O anúncio foi feito durante coletiva de imprensa com representantes do Ministério da Saúde, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e do Instituto Butantan. Segundo o governo federal, a medida é preventiva e tem como objetivo aprofundar a análise dos eventos adversos registrados após a aplicação da vacina.

Investigações

De acordo com os dados apresentados, cerca de 500 mil doses já foram aplicadas desde o início da campanha de imunização. Foram registradas 3.703 notificações de eventos inesperados com sintomas semelhantes aos da dengue, o equivalente a 0,7% dos vacinados.

Entre as notificações, 42 pessoas apresentaram sinais de alarme, como dor abdominal intensa, vômitos persistentes e sangramentos. Três deles evoluíram para quadros considerados graves, incluindo duas mortes que seguem sob investigação.

Segundo o Ministério da Saúde, ainda não há comprovação de relação direta entre a vacina e os óbitos. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que as investigações realizadas até o momento não reuniram evidências suficientes para estabelecer causalidade entre a imunização e as mortes registradas.

A vacina do Butantan é a primeira do mundo contra a dengue aplicada em dose única e também a primeira desenvolvida integralmente no Brasil. A imunização começou neste ano, inicialmente voltada para profissionais de saúde.

Sintomas que devem ser observados

A recomendação é que pessoas vacinadas nos últimos 21 dias procurem acompanhamento médico caso apresentem sintomas como:

  • Dor abdominal intensa e contínua
  • Febre
  • Irritabilidade
  • Piora do estado geral
  • Sangramentos
  • Sinais de desidratação
  • Sonolência excessiva
  • Tontura
  • Vômitos persistentes
Blog JURU EM DESTAQUE com Polêmica Paraíba - Pedro Nery