POR TRÁS DE TODA DEPRESSÃO, EXISTE UMA VONTADE ENORME DE SER FELIZ!
De repente você não tem ânimo para nada.
Não quer sair do quarto, que, a propósito está uma bagunça sem fim; não
tem vontade de ver o mundo; não possui força sequer para fazer
atividades que faziam/fazem parte do seu cotidiano. Você se enxerga no
fundo do poço, sem qualquer recurso ou sinal que faça recuperar a
esperança. A vida nesse limiar de tristeza torna-se ainda mais frágil e
por que não dizer insignificante, já que afundada em uma depressão, ela
perde a sua razão de ser.
A depressão não é do jeito que descrevi, ela é muito pior e o mais importante: não é coisa de gente “fresca”.
Depressão é coisa de gente, porque todos nós estamos sujeitos a queda, a
dor e ao sofrimento. A única diferença direciona-se ao modo como cada
um se comporta diante da pedra no meio do caminho. Entretanto, julgar
algo precipitadamente ou achar que uma doença tão terrível é
simplesmente “frescura” é ser despido totalmente do mínimo de
sensibilidade.
Bauman assevera que não há como medir a dor que alguém sente, pois: “Cada angústia fere e atormenta no seu próprio tempo”.

Dessa maneira, há de se considerar que
todos nós possuímos nossos monstros e que eles nos assustam de maneira
distinta. Ou seja, aquilo que aflige e esmaga o meu peito não
necessariamente será a mesma dor que o outro sente, de modo que cada um
sofre de acordo com as suas idiossincrasias e dores únicas.
Isso implica o entendimento de que a
pluralidade só existe em função da singularidade que cada um possui e,
assim, por mais que o problema do outro pareça aos meus olhos algo bobo,
devemos buscar compreender que cada dor tem seu tempo e lugar, pois,
como diz a letra da música: “Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que
é”. Sendo assim, deve-se ter empatia para que possamos imaginar o
sofrimento que existe em relação às particularidades de cada um.
FONTE: O SEGREDO
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