Bolsonaro a respeito do pronunciamento na ONU: ‘Foi um discurso bastante objetivo e contundente, não foi agressivo’
O
presidente Jair Bolsonaro disse, nesta terça-feira, que o discurso
feito na abertura da Assembleia Geral das Nações Unidas “não foi
agressivo”. “Foi um discurso bastante objetivo e contundente, não foi
agressivo, eu estava buscando restabelecer a verdade das questões que
estamos sendo acusados no Brasil”, disse o mandatário.
A
jornalistas, o presidente brasileiro disse que não citou diretamente o
presidente da França, Emmanuel Macron. “Eu não citei o nome do Macron
nem da Angela Merkel, chanceler da Alemanha. Citei a França e a Alemanha
como países que mais de 50% do seu território é usado na agricultura.
No Brasil é apenas 8%, tá ok?”, disse.
Em
sua estreia na ONU, Bolsonaro fez um discurso desafiador e reiterou
conceitos do “bolsonarismo” ao atacar o socialismo e o que ele
classificou como “ambientalismo radical” e “indigenismo ultrapassado”.
Nas críticas, o presidente brasileiro fez menção direta à França, país
que esteve na linha de frente das críticas ao Brasil na questão da
Amazônia.
Bolsonaro disse a jornalistas que deve encontrar o presidente
americano, Donald Trump, na noite desta terça-feira. “Hoje à noite
devemos estar juntos no coquetel”, disse.
Depois
de discursar, o presidente foi para a plateia do plenário da ONU para
assistir ao discurso do presidente dos Estados Unidos. De lá, voltou ao
hotel onde está hospedado e saiu no início da tarde para almoçar.
Questionado sobre onde iria fazer a refeição, Bolsonaro disse que iria
“comer num podrão aí fora, aí” e depois que não tem “a menor ideia” de
onde iria comer.
O presidente não
teve encontros bilaterais agendados com líderes de outros países durante
sua passagem que deve durar cerca de 30 horas em Nova York. A
justificativa do Planalto e do Itamaraty para a ausência de outros
compromissos oficiais é a condição de saúde do presidente, que se
recupera de uma cirurgia. Ele chegou no fim da tarde da segunda-feira ao
hotel onde está hospedado em Nova York e saiu para jantar em um
restaurante italiano próximo, por cerca de duas horas. Ele ainda segue
limitações de alimentação, segundo médicos.
Bolsonaro
terá, durante a tarde, um encontro com o ex-prefeito de Nova York
Rudolph Giuliani. Ele já elogiou a política de “tolerância zero” de
Giuliani durante gestão da cidade, para reduzir índices de
criminalidade. A agenda do presidente prevê a volta a Brasília ainda na
noite desta terça-feira.
Fonte: Meia hora - Publicado por: Suedna Lima

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