domingo, 25 de agosto de 2019

Filha de gari formada em medicina ajuda o pai com primeiro salário

Jovem conta que primeiro salário após se formar em medicina usou para ajudar o pai: ‘Comprei uma rede e coloquei portão em casa’


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A médica Aline de Castro Pereira recebeu seu primeiro salário e já está ajudando o pai, o gari Tales Pereira, de 63 anos.
“Quando eu recebi meu primeiro salário liguei para ele, eu fiquei chorando e ele emocionado também. Já fui ajudando, já coloquei um portão eletrônico na casa, pedi para ele deixar eu pagar algumas coisas aqui. No começo ele não queria deixar, mas fui convencendo. Primeira coisa que eu fiz foi comprar uma rede para ele, o primeiro presente foi esse”, lembrou.
O pai comentou que hoje se sente realizado vendo a filha concretizando seu sonho.
“Eu sinto orgulho dela. Quando ela estiver precisando e eu estiver com vida, mesmo depois de casada, eu vou estar lá ainda para o que ela precisar. Pai não cria filho pra si. Ela diz que eu não vou ficar sozinho não. Quando ela conseguir comprar algum imóvel, vai me levar para morar do lado dela”, afirmou.
Aline vai comprar um apartamento para o pai morar perto dela. “Ele fala que não vai morar em apartamento, mas quando eu tiver o meu vou comprar um pra ele em baixo ou em cima do meu”, contou.
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A jovem está fazendo residência em clínica médica para depois se especializar em gastroenteorologia.
“Não me vejo fazendo outra coisa, se eu tivesse feito outro curso, não sei se estaria plenamente feliz como estou hoje. Eu estou começando a viver agora o dia a dia da profissão e é muito gratificante ver o paciente melhorar, ver que você pode fazer a diferença na vida de alguém”, pontuou.
Para quem não se lembra, Tales assumiu os cuidados da filha quando ela tinha 9 anos. Ele decidiu mantê-la na escola particular na qual a mãe, que veio a falecer por causa de um câncer no estômago, havia matriculado para que ela tivesse uma boa base estudos.
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“Quando ela começou a estudar, a minha esposa colocou ela no jardim em um colégio particular. A mãe dela adoeceu, faleceu e eu não tirei. Era uma escola boa, católica e ela ficou lá até o final do ensino médio, então ela teve uma base boa. Ela é guerreira”, disse Tales.
Fonte: Razões pra Acreditar - Publicado por: Amara Alcântara

Morcegos mordem evangélicos

Evangélicos vão orar em monte e mais de 50 são mordidos por morcegos


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A coordenadoria de Vigilância em Saúde (Covisa) divulgou que casos de mordidas de morcegos aumentou 700% em 2018 no bairro de Cidade Tiradentes, na Zona Leste de São Paulo.
O aumento é em comparação ao mesmo período de 2018. Segundo o órgão, ano passado sete pessoas foram atendidas por mordidas do animal na Unidade de Vigilância em Saúde (UVIS). Em 2019 o número saltou para 56 apenas no bairro.
Os ataques ocorreram em sua maior parte na área de Proteção Ambiental ( APA ) do Iguatemi. Lá, habitat natural dos morcegos, evangélicos sobem para orar.
Ainda segundo com informações da Covisa repassadas ao G1, na capital paulista o número de incidentes aumentou.  Enquanto que 2018 foram registrados 106  ataques dos animais, até agosto de 2019 já foram registradas 164 ocorrências desse tipo, incluindo as 56 de C idade Tiradentes .
Os animais podem transmitir doenças, principalmente o vírus da raiva . Os efeitos da mordidam perpassam náuseas, alterações de comportamento – confusão mental, desorientação, agressividade, alucinações. Mas também podem ter espasmos ao sentir água ou vento – hidrofobia, mal-estar geral, dor de garganta e aumento da temperatura.
Fonte: IG - Publicado por: Amara Alcântara

Evangélicos ficam chocados com relato de cantora gospel

De cantora evangélica para garota de programa, conheça a história da mulher que revelou sua versão da história e chocou mundo gospel  


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De cantora evangélica para garota de programa, ela revelou sua versão da história e chocou mundo gospel. A história voltou a circular nas redes sociais neste sábado. De cantora gospel para garota de programa ela surpreendeu evangélicos após contar sua versão da história. Franciele Taina Weirich já foi proeminente cantora gospel que abandonou a carreira, trocando o dom dado pelo voz, pelo corpo, adotando como ofício a prostituição. Vídeos da ex-cantora ainda circulam pela internet louvando, e quem a viu e quem a vê, choca com a imagens explicitas de sexo, embora sendo casada e também garota de programa.
Recentemente noticiamos com exclusividade, sobre as fotos e os vídeos que chocaram os usuários do WhatsApp. Muitos chegaram a comentar que as imagens e vídeos caseiros seriam feitas num momento de relação com seu esposo. No entanto, pessoas próximas a cantora e a família que ainda são evangélicos, afirmaram que Franciele estaria mesmo se prostituindo. 
Após tomar conhecimento da matéria publicada em 02/2019, a ex-cantora gospel entrou em contato com a redação contou parte da sua história. 
“Já fui cantora gospel a 3 a 4 anos atrás mas após muitas coisas que aconteceram em minha vida, inclusive uma tentativa de homicídio por parte do meu ex marido pai do meu filho, que inclusive estava em meu ventre quando ele tentou contra mim, aí  minha vida tomou outro”, contou ela. 
Segundo a cantora após ter sobrevivido a tentativa de assassinato ela acabou deixando a igreja a mais de 3 anos. Ela disse ainda que Deus nunca saiu da sua vida nem do coração. Franciele não citou o nome do seu novo companheiro, mas garantiu que esta feliz e o encheu de elogios. 
” Conheci uma pessoa boa que me ama de verdade eu e meus filhos e me fez refletir sobre muitas coisas em minha vida. Me faz bem e feliz de verdade. Estamos juntos a um ano.” 
O que parecia ser apenas fotos e vídeo íntimos vazados, que não passava de especulações nas redes sociais, foi confirmado pela própria ex-cantora gospel que se sustenta fazendo programas.
“Já e a pergunta que todos esperam resposta, sim faço programa sim, não pra sobreviver como foi dito faço porque é meu trabalho. Amo meu marido filhos e família e não deixo de respeitar eles, nem troco o amor deles pelo dinheiro que ganho”. 
Continuou: “Muitas pessoas me julgam mas não estiveram em meu lugar nas dificuldades. Mas Deus sim estava comigo ate quando quiseram tirar minha vida e de meu filho. Ele está no meu coração, em minha vida e de minha família. Amo tudo isso. É meu trabalho, também me sinto feliz sendo quem sou, não quem os outros querem que eu seja”, concluiu.
Veja vídeo:
Fonte: O buxixo gospel

Foto de uma caveira misteriosa

Caveira de ‘ET’ é encontrada em uma praia na Inglaterra e assusta internautas


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A foto de uma caveira misteriosa encontrada na reserva natural Gibraltar Point, na Inglaterra, dividiu opiniões após ser publicada nas redes sociais. Os restos mortais de um animal ainda não identificado foram encontrados por uma mulher que passeava com o cachorro no local. Muitos internautas já classificam a espécie com um ET.
Veterinários contactados pelo jornal britânico The Independent acreditam que o crânio pode ser de algum cachorro braquicéfalo, que apresenta o rosto achatado, como um pug ou um bulldog francês. Especialistas da área de mamíferos, porém, pensam o contrário.
“É complicado identificar um espécie apenas por uma foto na internet, mas o formato dos dentes parecem similares ao de uma foca comum”, afirmou um porta-voz do Museu de História Natural da Inglaterra. A suspeita é de que parte do crânio do animal tenha quebrado, dando uma aparência pouco comum.
Fonte: Meia Hora - Publicado por: Suedna Lima

Lula diz que quer sair da cadeia e ver Moro preso

Preso em Curitiba, Lula diz que ‘maior prazer’ seria ver Sérgio Moro ir para a cadeia; VEJA VÍDEO


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O ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, que se encontra preso em Curitiba após ser condenado em três instâncias no âmbito da Operação Lava-Jato, disse em entrevista ao site de esquerda ‘Brasil 247’, que teria prazer em sair da cadeia e ver o ministro Sérgio Moro ser preso.
Lula voltou a dizer que é inocente e que não aceita sair da cadeia sem ser considerado como tal. “Eu só quero um julgamento justo. Meu maior prazer seria sair daqui e o Moro entrar. Porque eu prefiro estar aqui de cabeça erguida, do que estar lá fora como um verme”, concluiu.
Lula está preso há um ano e cinco meses na superintendência da Polícia Federal. Ele foi condenado por corrupção e lavagem de dinheiro no processo do triplex no Guarujá.
Veja vídeo

Fonte: Polêmica Paraíba ´Publicado por: Felipe Nunes

Doação para o combate aos incêndios

Banco de Desenvolvimento da América Latina doa R$ 500 mil para combater incêndio na Amazônia 


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O Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF) informou neste sábado (24) que doará R$ 500 mil a BRasil, Bolívia e Paraguai para o combate aos incêndios que estão destruindo milhares de quilômetros quadrados da AmazÇonia.
A organização multilateral manifestou em comunicado a “vontade e disposição de considerar uma linha de emergência para contar com um financiamento de rápido acesso em favor de Bolívia, Brasil e Paraguai para contribuir para a proteção da população e da biodiversidade, assim como para a recuperação das áreas afetadas”.
“Desejo expressar nossa solidariedade aos povos de Bolívia, Brasil e Paraguai diante daqueles que foram afetados e dos sérios danos à biodiversidade, a animais, florestas, cultivos e pastos”, disse na nota o presidente-executivo do banco, Luis Carranza.
O CAF, que foi constituído no ano de 1970 e cuja sede regional fica na Venezuela, é integrado atualmente por 19 países (17 da América Latina e do Caribe, além de Espanha e Portugal) e 13 bancos privados.
A principal missão da instituição é promover o desenvolvimento sustentável e a integração regional, mediante o financiamento de projetos dos setores público e privado, a cooperação técnica e oferta de outros serviços especializados, segundo a organização.
Fonte: UOL - Publicado por: Amara Alcântara

Combate ao fogo na Amazônia

Aviões da Força Aérea  Brasileira começam a ser usados no combate a queimadas na Amazônia – VEJA VÍDEO



Aviões da FAB (Força Aérea Brasileira) começaram a ser utilizados hoje no combate às queimadas na Amazônia, informou o governo federal.
Segundo comunicado oficial, dois aviões C-130 Hércules já estão sendo usados para conter as chamas, partindo de Porto Velho, capital de Rondônia.
As aeronaves têm capacidade para carregar até 12.000 litros d’água, segundo a Aeronáutica. O lançamento dura sete segundos, e a água se espalha por uma linha de 500 metros.
Ontem, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) assinou decreto para autorizar a atuação de militares das Forças Armadas no combate às queimadas na Amazônia por pelo menos um mês. De início, o governo mobilizará tropas em quatro estados: Rondônia, Roraima, Tocantins e Pará.
Hoje de manhã, o ministro da Defesa, general Fernando Azevedo e Silva, afirmou que negocia com o Ministério da Fazenda a liberação de R$ 28 milhões para o combate ao fogo.
Fonte: G1 - Publicado por: Amara Alcântara

'Anjo Negro', o gurdião de Getúlio Vargas

Em 1942, nascia em Volta Redonda o ‘Anjo Negro’, personagem que mudaria a História do Brasil


Morte de Getúlio Vargas faz 65 anos, neste sábado, dia 24 de agosto, em uma trama que envolveu o chefe da sua segurança, Gregório Fortunato, cujo apelido ‘Anjo Negro’ e o poder que deteve nasceram de um episódio em Volta Redonda


Gregorio Fortunato, o Anjo Negro, salvou a vida de Getulio Vargas em Volta Redonda
Um raio de luz incidiu sobre o metal polido de um revólver naquele dia desconhecido de agosto de 1942, em algum ponto de Volta Redonda. O ângulo de incidência do raio, coincidentemente, o refletiu diretamente para os olhos ativos de um negro corpulento que estava em um palanque. Rapidamente ele concluiu que um homem com chapéu de feltro de onde vinha o reflexo estava sacando um revólver e que o alvo era a principal figura que se encontrava no palanque: Getúlio Vargas, presidente da República.
O tiro ecoou depois da bala ter saído do cano do revólver, em direção a Vargas. Mas, antes mesmo que o som chegasse ao palanque, aquele homem atento saltou como um corisco à frente do presidente e, usando o ombro como escudo, levou o tiro que poderia ter matado Getúlio e mudado toda a história que hoje conhecemos.
O nome do salvador de Vargas era Gregório Fortunato, seu guarda-costas. O tiro o feriu, mas não o matou. Nascido em São Borja, no Rio Grande do Sul, Fortunato até então era tratado apenas pelo apelido de Nego. Mas, por seu ato heroico em Volta Redonda, ganhou do próprio Getúlio um novo apelido: Anjo Negro.
Mais do que um apelido, Anjo Negro foi uma espécie de título conquistado em Volta Redonda. Rendeu a Gregório Fortunato uma posição inédita e privilegiada na República: ele passaria a ser o guardião de Getúlio Vargas. Quase ninguém tinha aceso ao presidente sem antes passar pelo Anjo Negro.
Esta história, tão pouco conhecida no Brasil, seria determinante para o futuro. Em agosto de 1954 uma ação atribuída ao comando do Anjo Negro – que foi o atentado contra Carlos Lacerda – abriria uma crise na República e levaria Getúlio Vargas ao ato final de suicidar-se com um tiro no peito.
Por uma ação do Anjo Negro, Getúlio sobreviveu a um tiro; por outra ação do mesmo personagem, Getúlio atirou em si mesmo.
Doze anos separaram os dois eventos que mudariam para sempre a História do Brasil.
O ‘Anjo da Fidelidade’
O episódio de Volta Redonda é tão pouco conhecido quanto a própria vida e mesmo as causas da morte de Gregório Fortunato. Tanto que não se sabe o dia exato do atentado. Era um momento em que outros assuntos dominavam a pauta: a CSN começava a ser construída do nada e o Brasil preparava sua entrada na II Guerra Mundial.
Na verdade um dos raros livros que se aprofundou na história de Gregório Fortunato foi “O Anjo da Fidelidade – A História Sincera de Gregório Fortunato”, lançado em 2000 pelo já falecido jornalista e escritor José Loureiro. No livro, Loureiro disseca a história do Anjo Negro.
Fortunato era filho de um escravo alforriado, tinha cerca de 2 metros de altura e foi criado em São Borja, no Rio Grande do Sul, à sombra dos irmãos Vargas, em especial Benjamim Vargas – irmão mais novo de Getúlio – também conhecido por Beijo.
Em 1937, Beijo montou uma Guarda Presidencial de homens de sua confiança depois que opositores integralistas tentaram invadir o Palácio da Guanabara para atacar Getúlio Vargas. Os guarda-costas não eram funcionários do governo: eram pagos por “doações” de empresas que eram depositadas na conta de “Beijo”.
O principal nome da Guarda Presidencial era, claro, Gregório Fortunato, cujo poder crescia a cada dia. Empresários de todo o país rendiam favores e reverências ao Anjo Negro, sabendo que ele era via de acesso fácil não só a favores do governo quanto ao próprio presidente.
No segundo governo de Vargas – quando a ditadura já havia sido abolida – o presidente encontrou pela frente um inimigo antigo, porém agora mais mortal: o político e jornalista Carlos Lacerda, dono do jornal Tribuna da Imprensa.
A oposição de Lacerda a Getúlio começou no Estado Novo, quando este acabou renunciando em 1945, após uma ditadura de 15 anos. Assim que Vargas voltou ao poder, eleito em 1951, encontrou Carlos Lacerda ainda mais forte e mais combativo.
Em 1954, a cúpula no entorno de Vargas teria decidido dar um fim literal a Carlos Lacerda, segundo os historiadores. Era a hora de alguém se encarregar do trabalho sujo. Este alguém era o Anjo Negro.
O ‘Corvo’ que veio de Vassouras
Carlos Lacerda tinha um apelido pouco carinhoso dado pelos seus adversários getulistas: o “Corvo”. Apelido lançado pelo jornalista Samuel Wainer, dono do jornal “Última Hora” e aliado de Getúlio Vargas. Lacerda não se incomodou com o apelido. Na verdade o encampou e usou a figura do corvo em uma de suas campanhas.
Neste ponto, mais um personagem se liga à região Sul Fluminense: Lacerda é natural de Vassouras. Seu pai, Maurício de Lacerda, foi quatro vezes prefeito de Vassouras e era membro do Partido Comunista Brasileiro( PCB). Seu avô, Sebastião de Lacerda, foi ministro do Supremo Tribunal Federal e também era de Vassouras – cidade que tem inclusive um distrito que leva o seu nome.
A exemplo do pai, Carlos Lacerda começou no Partido Comunista Brasileiro. Era um revolucionário. Devemos a ele a existência da memória do líder negro Manoel Congo, que comandou uma rebelião de escravos em Vassouras no passado e hoje possui um memorial na cidade. Manoel Congo, por sua rebelião, acabou sendo sentenciado à morte pela forca em Vassouras.
Provavelmente a história de Manoel Congo e seu quilombo teriam se perdido se o jovem Carlos Lacerda não tivesse escrito, sob o pseudônimo de “Marcos”, um livreto retratando o líder da rebelião dos escravos.
Em 1939 renunciou ao comunismo e deu uma virada radical, tornando-se um dos principais líderes da direita no Brasil. A partir de então dedicou-se especialmente a infernizar a vida do seu maior adversário político: Getúlio Vargas.
Era uma guerra entre dois grandes gênios da política e dois grandes oradores. Em 1954 se tornara quase impossível a sobrevivência política de ambos no mesmo espaço e por tanto tempo. Um deles teria que morrer. Como nenhum dos dois morria politicamente, a solução era o extermínio físico. O Anjo Negro determinou que morte de Carlos Lacerda estava agendada: dia 1º de agosto de 1954.
Local: Barra Mansa.
Plano: matar o ‘Corvo’ em Barra Mansa
Atentado no Rio de Janeiro contra Carlos Lacerda
Os documentos históricos mostram que Gregório Fortunato, o Anjo Negro, planejou a morte de Carlos Lacerda. Segundo o próprio Gregório, a mando de civis e militares que cercavam Getúlio.
O atentado a Carlos Lacerda ocorreria em Barra Mansa, no dia 1º de agosto de 1954.
Fortunato chamou para operacionalizar o atentado um homem da sua confiança, que ele próprio colocou na guarda pessoal do presidente: Climério Euribes de Almeida.
Climério buscava um pistoleiro. Um amigo, José Antônio Soares, indicou aquele que seria o assassino: Alcino João do Nascimento.
A coisa já começava errado.
Alcino, como pistoleiro, era uma fraude. Na verdade era um marceneiro que fazia biscates e havia sido meses antes contratado por José Antônio Soares, que era seu conhecido, para matar um sujeito que dava em cima da mulher dele. Alcino pegou o serviço por 5 mil cruzeiros. No Carnaval matou o cara. Mas, trapalhão, matou o sujeito errado.
Apesar disso, Climério o contratou.
Em 11 de julho de 1954, Climério e Soares levaram Alcino a Nova Iguaçu (até para que ele não matasse de novo a pessoa errada). Carlos Lacerda fazia um comício naquela cidade. Alcino conheceu o “Corvo”. Recebeu de Soares um revólver Smith & Wesson calibre 45 (que era de uso exclusivo da Forças Armadas). A próxima parada seria em Barra Mansa, 1º de agosto.
Faltava o motorista. Climério contratou um taxista amigo seu que trabalhava próximo ao Palácio do Catete, Nelson Raimundo de Souza. Um taxista sem experiência em crimes do gênero. Ele daria fuga a Alcino.
Estava óbvio que alguma coisa ia dar errado.
Climério, Alcino e Nelson saíram do Rio de Janeiro às 17 horas com destino a Barra Mansa. Faltando apenas cinco quilômetros para chegar na cidade – pimba! – o carro de Nelson enguiçou.
Chamaram um reboque e um táxi. Chegaram já no final do comício de Lacerda, mas não havia carro para a fuga.
Pernoitaram em Barra Mansa e, no dia seguinte, com o carro consertado, voltaram para o Rio de Janeiro.
Mas não desistiram da empreitada: decidiram que matariam Carlos Lacerda logo em seguida, no dia 4 de agosto, em um comício no Rio de Janeiro.
Claro que também tinha tudo para dar errado.
O fim do ‘Nego” e do ‘Anjo Negro’
Suicídio de Vargas causou comoção nacional e mudou a História do Brasil
O dia 4 de agosto era a data em que Carlos Lacerda faria comício no Colégio São José, na Tijuca. Climério e Alcino chegaram no local planejado para o crime. Não achavam o taxista Nelson. Por alguma razão se desencontraram. Quando Nelson chegou já eram 23 horas e não tinha mais ninguém no local.
Para não perder a viagem decidiram ir à casa de Carlos Lacerda, em Copacabana. Pararam na esquina da Rua Tonelero.
Lacerda chegava com o filho e o major Rubem Vaz, da Aeronáutica. Já era a madrugada de 5 de agosto. Alcino, que já havia matado um cara errado, fez de novo: atingiu Lacerda na perna, mas atingiu mortalmente o major Rubem Vaz.
A Aeronáutica não ia deixar barato. Abriu sua própria investigação.
Não foi difícil achar todo mundo: o taxista Nelson foi logo capturado, já que na fuga usou o seu taxi com a placa exposta e devidamente anotada por testemunhas.
Logo chegaram aos demais envolvidos. Todos foram presos.
E chegaram ao Anjo Negro Gregório Fortunato. Também foi preso.
O cerco se fechava em torno do presidente Getúlio Vargas. O alto escalão do seu governo – e talvez até seu irmão Benjamim – estariam envolvidos no atentado.
Getúlio cairia, mas cairia atirando. Contra o próprio peito.
Em 24 de agosto de 1954 – há exatos 65 anos – Getúlio cometia o suicídio que mudaria o rumo da História do Brasil.
A comoção da sua morte certamente evitou que as investigações prosseguissem e pegassem a raia graúda.
Gregório Fortunato foi condenado a 25 anos de prisão. Em 26 de outubro de 1962 foi assassinado na prisão. Por um suposto desafeto, na versão oficial. Por coincidência desapareceram todas as anotações que ele fez enquanto esteve preso.
Na verdade, até hoje há várias teorias sobre os episódios envolvendo o caso da Rua Tonelero.
Como personagem da História, o Anjo Negro, nascido em Volta Redonda, encerrou aí sua participação.
Como filho de escravo alforriado, nascido em São Borja, o homem Gregório Fortunato talvez não soubesse que, apesar de todo o poder que conquistou, quando a coisa pegasse iam por tudo na conta do Nego.
Aurélio Paiva | aurelio@diariodovale.com.br

Getúlio Vargas: para além da vida

A CARTA-TESTAMENTO E O LEGADO DE GETÚLIO VARGAS PARA ALÉM DA VIDA

O corpo de Getúlio Vargas e a perfuraçõa da bala que o matou 
Segundo o relato de familiares e colaboradores, ao lado do corpo de Getúlio Vargas foi encontrada a cópia de uma carta com sua assinatura, dirigida ao povo brasileiro. Nessa carta ficavam explícitas as razões que o tinham levado ao gesto extremo do suicídio e eram indicados os responsáveis pelo desfecho trágico: grupos internacionais cujos interesses o governo contrariara, aliados a grupos nacionais que se opunham ao que Vargas definia como "o regime de garantia do trabalho". Unidos, eles haviam deflagrado um bombardeio sem tréguas ao qual o presidente não mais podia resistir, um bombardeio que pretendia atingir sua pessoa, mas que, segundo suas palavras, visava a derrotar as conquistas que o governo assegurara ao povo brasileiro. No texto, Vargas colocava-se, enquanto governante, no papel de defensor, representante e libertador do povo. Com sua morte, buscava sagrar-se seu mártir e consolidar seu nome no panteão político brasileiro, associando-o definitivamente à bandeira dos interesses nacionais e do trabalhismo. Revelador dessa intenção é o trecho em que se lê: "Se as aves de rapina querem o sangue de alguém, querem continuar sugando o povo brasileiro, eu ofereço em holocausto a minha vida. Escolho este meio de estar sempre convosco... Meu sacrifício vos manterá unidos e meu nome será a vossa bandeira de luta."
Muitas controvérsias cercaram a Carta-testamento. Sua autoria chegou a ser atribuída ao jornalista José Soares Maciel Filho, redator de grande parte dos discursos de Vargas. Segundo depoimento de Lutero Vargas, filho do presidente, o jornalista teria confirmado que datilografara o texto manuscrito que lhe fora entregue pelo presidente. No arquivo de Getúlio, depositado no CPDOC, encontram-se, de fato, duas cartas. Uma cópia datilografada, que corresponde ao texto transmitido do Catete, por telefone, à Rádio Nacional horas após o suicídio, e uma cópia manuscrita, de um texto mais conciso, que igualmente menciona os poderosos interesses que se opunham aos interesses nacionais e exploravam o povo. Essa segunda versão, que não veio a público imediatamente após a morte de Getúlio, registra, como a primeira, ainda que de maneira menos eloqüente, suas projeções: "A resposta do povo virá mais tarde..."
Ainda que a autoria da carta tenha sido questionada e que o documento original nunca tenha vindo a público, sua leitura provocou reações emocionadas da população, o que só pôde acontecer porque seu conteúdo fazia sentido, era crível. Mais importante do que as controvérsias, portanto, é o fato de que o suicídio e a irradiação da carta para todo o território nacional foram capazes de produzir sensíveis alterações nos rumos políticos do país. A atmosfera acusatória que pairava contra o presidente e a queda de sua popularidade, especialmente após o atentado contra Carlos Lacerda, deram lugar a manifestações violentas, principalmente nos centros urbanos, nas quais a União Democrática Nacional (UDN) e toda a oposição, bem como o governo norte-americano, eram responsabilizados pelo destino de Vargas. O cortejo que acompanhou o corpo do presidente ao aeroporto Santos Dumont, no dia 25 de agosto, de onde embarcou para São Borja, reuniu uma multidão nunca vista na história do Rio de Janeiro. A oposição, diante da reação popular, viu-se obrigada a recuar, perdendo a vantagem política que acumulara no período que antecedeu o suicídio.
A morte tem um papel importante na construção da idéia de um legado, na medida em que ela é, ao mesmo tempo, fim de um percurso e condição de consolidação de uma finalidade, um sentido, para esse percurso. Com a morte, especialmente a morte heróica, os homens públicos fazem a passagem de uma forma de existência dominada pelas vicissitudes conjunturais, pelas disputas que caracterizam o tempo da política, a uma outra, marcada pela noção de continuidade, de superação da própria morte, que caracteriza o tempo histórico. O suicídio de Getúlio é emblemático do ponto de vista de uma morte heróica: para escapar aos embates políticos que lançavam pesadas acusações sobre seu governo e pôr fim à crise que assolava o país, Getúlio dá um tiro no peito e produz o texto que consagra sua própria epopéia, inscrita definitivamente, a partir de então, no imaginário político brasileiro.
A produção de um legado político associado a um personagem depende, sem dúvida, da relevância da trajetória desse personagem, mas também das estratégias e recursos mobilizados na construção de uma imagem pública que, investida de forte carga simbólica, é tornada exemplar ou fundadora de um projeto político, social ou ideológico. O projeto, ao longo desse processo de investimento social, acaba dotado de uma permanência que torna possível abstraí-lo de sua conjuntura e produzir apropriações posteriores, efetuadas por outros atores sociais, que buscam legitimar-se como os herdeiros do legado.
O herdeiro mais imediato de Vargas foi, sem dúvida, João Goulart, seu combatido ex-ministro do Trabalho, líder em torno de quem se articulariam as principais forças do trabalhismo e cuja penetração junto aos meios sindicais e às massas trabalhadoras continuaria a alimentar a desconfiança dos círculos antigetulistas. Além de Goulart, o próprio Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), que imediatamente incorporou a Carta-testamento ao seu programa político, herdaria as principais bandeiras de Vargas. Mas também Juscelino, Brizola e o Partido Democrático Trabalhista (PDT) – fundado após a extinção do bipartidarismo em 1979 –, entre outros atores sociais, buscaram legitimar-se apoiados no legado varguista, que durante muitas décadas constituiu uma das bases da vida política brasileira. Ainda hoje, 50 anos depois, esse legado é fonte de discussão, e o fim da Era Vargas continua sendo anunciado, seja como um sinal positivo, que o associa à superação dos entraves representados por uma forte presença do Estado na economia, seja, inversamente, no sentido da perda de conquistas da classe trabalhadora. De uma maneira ou de outra, o que está em jogo é a projeção do passado no presente. Essa projeção constitui a própria idéia de legado e diz respeito à atualização de um conjunto de idéias, mas também de símbolos, de imagens, que mudam no tempo, re-significados de acordo com os ditames do presente. A vitalidade do legado varguista reside, exatamente, nas múltiplas apropriações de que foi objeto, na existência de porta-vozes que o reivindicam, de instituições que o preservam e de comemorações que o reinventam.
Luciana Quillet Heymann

A verdadeira Carta-Testamento de Getúlio Vargas

VERDADEIRO TEXTO DA CARTA-TESTAMENTO DE VARGAS TEM PROFUNDAS DIFERENÇAS EM RELAÇÃO À CARTA DIVULGADA ANTES

Atestado do óbito de Getúlio Vargas, de 24 de agosto de 1954. (GC rem. sup.2 1934.02.02)
Certidão de Óbito de Getúlio Vargas
A carta-testamento de Getúlio Vargas, que há décadas é analisada pelos historiadores e ensinada nas aulas de história em todo o País, não seria verdadeira. A real carta escrita por Vargas a lápis está em poder da família e seu teor só veio a público em agosto de 2004, há quinze anos atrás. A transcrição foi exposta na inauguração do memorial Getúlio Vargas e no Museu da República, ambos no Rio de Janeiro. 
O verdadeiro texto tem profundas diferenças em relação à carta divulgada antes, que teria sido criada por assessores. Não consta do documento, por exemplo, a famosa frase “saio da vida para entrar na história”. A família de  Vargas alega “motivos particulares” para nunca ter divulgado a carta original. 
Carta-testamento (cópia datilografada) divulgada imediatamente após o suicídio de Vargas, em 24 de agosto de 1954. (GV c 1954.08.24/2)
Carta-testamento (cópia datilografada) divulgada imediatamente após o suicídio de Getúlio Vargas, em 24 de agosto de 1954 - (GV c 1954.08.24/2) - Imagem 1 de 2
O texto, que no cinquentenário da morte de Getúlio Vargas mudou o perfil desse personagem histórico, foi publicado com exclusividade por ISTOÉ, conforme se vê abaixo.
Deixo à sanha dos meus inimigos o legado da minha morte.
Levo o pesar de não haver podido fazer, por este bom e generoso povo brasileiro e principalmente pelos mais necessitados, todo o bem que pretendia.
A mentira, a calúnia, as mais torpes invencionices foram geradas pela malignidade de rancorosos e gratuitos inimigos numa publicidade dirigida, sistemática e escandalosa.
Acrescente-se a fraqueza de amigos que não me defenderam nas posições que ocupavam, a felonia de hipócritas e traidores a quem beneficiei com honras e mercês e a insensibilidade moral de sicários que entreguei à Justiça, contribuindo todos para criar um falso ambiente na opinião pública do país, contra a minha pessoa.
Se a simples renúncia ao posto a que fui elevado pelo sufrágio do povo me permitisse viver esquecido e tranquilo no chão da Pátria, de bom grado renunciaria. Mas tal renúncia daria apenas ensejo para com mais fúria, perseguirem-me e humilharem. Querem destruir-me a qualquer preço. Tornei-me perigoso aos poderosos do dia e às castas privilegiadas. Velho e cansado, preferi ir prestar contas ao Senhor, não de crimes que não cometi, mas de poderosos interesses que contrariei, ora porque se opunham aos próprios interesses nacionais, ora porque exploravam, impiedosamente, aos pobres e aos humildes.
Só Deus sabe das minhas amarguras e sofrimentos. Que o sangue de um inocente sirva para aplacar a ira dos fariseus.
Agradeço aos que de perto ou de longe trouxeram-me o conforto de sua amizade.
A resposta do povo virá mais tarde….
Getulio Vargas
Carta-testamento (cópia manuscrita e assinada) divulgada muitos anos após o suicídio de Vargas.(GV c 1954.08.24/2)
Carta-testamento (cópia manuscrita e assinada) divulgada muitos anos após o suicídio de Getúlio Vargas - GV c 1954.08.24/2) - Imagem 1 de 5
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sábado, 24 de agosto de 2019

Carta-testamento de Getúlio Vargas

EM CARTA-TESTAMENTO, GETÚLIO VARGAS TERIA ESCRITO QUE SAÍA DA VIDA PARA ENTRAR NA HISTÓRIA

FLB-AP/Bruno Ribeiro
A volta de Vargas
Getúlio Vargas havia voltado ao poder em 1951, após vencer as eleições no ano anterior – ele havia governado o país de 1930 a 1945. Dessa vez, o presidente deveria governar o país pelas vias democráticas, não mais por meio de uma ditadura como a que caracterizou seu Estado Novo. No entanto, logo percebeu que seria um mandato mais duro, já que enfrentava a oposição por parte do Congresso Nacional e do setor empresarial, que criticava sua postura nacionalista.
Por isso, sua estratégia foi tentar agradar a todos os setores, de liberais a nacionalistas. No entanto, era quase impossível ter uma aprovação geral. Isso fez com que Vargas sofresse muitas críticas e fosse pressionado a mudar sua maneira de governar.
Diante da enorme pressão de todos os setores, Getúlio se via cada vez mais acuado, e qualquer decisão parecia arriscada. A renúncia mancharia sua carreira política e dificilmente ele conseguiria voltar ao poder se tentasse. Por isso, é quase unânime a ideia de que Vargas planejou sua própria morte, tanto que ele já havia escrito uma carta-testamento, que foi encontrada em seu quarto no dia da morte.
Pijama e arma de Vargas
O pijama e o revólver usados por Vargas no dia de sua morte expostos no Museu da República - Foto: Wikimedia Commons
Versão oficial
No início da manhã de 24 de agosto de 1954, Getúlio Vargas estava em seu quarto no Palácio do Catete, localizado na cidade do Rio de Janeiro, então sede do Governo Federal. Assim que um estampido foi ouvido, vários assessores correram em direção ao aposento, onde encontraram o presidente ainda vivo. No entanto, o ferimento foi fatal, levando Vargas à morte momentos depois.
A Carta-testamento de Getúlio Vargas foi escrita horas antes do suicídio, em 24 de agosto de 1954, e é dirigida ao povo brasileiro. Foi lida, durante seu enterro, pelo político petebista João Goulart.
Há controvérsias quanto a autoria, mas nunca conseguiu-se provar quem realmente teria escrito se não o próprio Vargas.
Nela, Vargas deixa as marcas de seu legado na história política brasileira, fala que sempre trabalhou em prol da população e que tudo fez para o bem do povo: “"Tenho lutado mês a mês, dia a dia, hora a hora, resistindo a uma pressão constante, incessante, tudo suportando em silêncio, tudo esquecendo, renunciando a mim mesmo, para defender o povo, que agora se queda desamparado. Nada mais vos posso dar, a não ser meu sangue. Se as aves de rapina querem o sangue de alguém, querem continuar sugando o povo brasileiro, eu ofereço em holocausto a minha vida.”
Dentro do contexto que levou ao suicídio, Vargas, através desta carta consegue reverter a situação que havia se abatido contra ele e seu governo. Bastou a leitura da carta-testamento deixada por Vargas para que a população tomasse as ruas para protestar contra os inimigos do “pai dos pobres”. Houve quebra-quebras e incêndios em sedes de jornais contrários a Vargas.
Diante da crise política, da falta de apoio o Congresso, das acusações feitas pelos adversários, que culminaram com a sua morte, esta carta fez com que a velha imagem do político populista fosse reacendida e, mais uma vez, a situação se torna favorável a ele, mesmo depois de morto.
A seguir, versão datilografada da carta-testamento de Getúlio Vargas:
]Mais uma vez, as forças e os interesses contra o povo coordenaram-se e novamente se desencadeiam sobre mim. Não me acusam, insultam; não me combatem, caluniam, e não me dão o direito de defesa. Precisam sufocar a minha voz e impedir a minha ação, para que eu não continue a defender, como sempre defendi, o povo e principalmente os humildes.
Sigo o destino que me é imposto. Depois de decênios de domínio e espoliação dos grupos econômicos e financeiros internacionais, fiz-me chefe de uma revolução e venci. Iniciei o trabalho de libertação e instaurei o regime de liberdade social. Tive de renunciar. Voltei ao governo nos braços do povo. A campanha subterrânea dos grupos internacionais aliou-se à dos grupos nacionais revoltados contra o regime de garantia do trabalho. A lei de lucros extraordinários foi detida no Congresso. Contra a justiça da revisão do salário mínimo se desencadearam os ódios. Quis criar liberdade nacional na potencialização das nossas riquezas através da Petrobrás e, mal começa esta a funcionar, a onda de agitação se avoluma. A Eletrobrás foi obstaculada até o desespero. Não querem que o trabalhador seja livre.
Não querem que o povo seja independente. Assumi o Governo dentro da espiral inflacionária que destruía os valores do trabalho. Os lucros das empresas estrangeiras alcançavam até 500% ao ano. Nas declarações de valores do que importávamos existiam fraudes constatadas de mais de 100 milhões de dólares por ano. Veio a crise do café, valorizou-se o nosso principal produto. Tentamos defender seu preço e a resposta foi uma violenta pressão sobre a nossa economia, a ponto de sermos obrigados a ceder.
"Tenho lutado mês a mês, dia a dia, hora a hora, resistindo a uma pressão constante, incessante, tudo suportando em silêncio, tudo esquecendo, renunciando a mim mesmo, para defender o povo, que agora se queda desamparado. Nada mais vos posso dar, a não ser meu sangue. Se as aves de rapina querem o sangue de alguém, querem continuar sugando o povo brasileiro, eu ofereço em holocausto a minha vida.
"Escolho este meio de estar sempre convosco. Quando vos humilharem, sentireis minha alma sofrendo ao vosso lado. Quando a fome bater à vossa porta, sentireis em vosso peito a energia para a luta por vós e vossos filhos. Quando vos vilipendiarem, sentireis no pensamento a força para a reação. Meu sacrifício vos manterá unidos e meu nome será a vossa bandeira de luta. Cada gota de meu sangue será uma chama imortal na vossa consciência e manterá a vibração sagrada para a resistência. Ao ódio respondo com o perdão.
"E aos que pensam que me derrotaram respondo com a minha vitória. Era escravo do povo e hoje me liberto para a vida eterna. Mas esse povo de quem fui escravo não mais será escravo de ninguém. Meu sacrifício ficará para sempre em sua alma e meu sangue será o preço do seu resgate. Lutei contra a espoliação do Brasil. Lutei contra a espoliação do povo. Tenho lutado de peito aberto. O ódio, as infâmias, a calúnia não abateram meu ânimo. Eu vos dei a minha vida. Agora vos ofereço a minha morte.
Nada receio. Serenamente dou o primeiro passo no caminho da eternidade e saio da vida para entrar na História.
 Getulio Vargas em 1930
Foto: Wikimedia Commons

Arquivado em: Era Vargas

Suicídio de Getúlio Vargas

COM TIRO NO PEITO NA MADRUGADA DE 24 DE AGOSTO DE 1954, MORRIA O PRESIDENTE GETÚLIO VARGAS

Comoção. Velório de Vargas atraiu milhares: morte seguida de quebra-quebras nas ruas do país Foto: Arquivo O Globo / Agência O Globo
Velório de Getúlio Vargas atraiu milhares: morte seguida de quebra-quebras nas ruas do país - Foto: Arquivo O Globo / Agência O Globo
No dia 24 de agosto de 1954 o Brasil ficou chocado com o suícidio do então presidente Getúlio Vargas. Ele morreu em seu quarto, após disparar um tiro no próprio coração, no Palácio do Catete, no Rio de Janeiro. Ele foi presidente do Brasil em duas ocasiões, líder da Revolução de 1930, que pôs fim à República Velha. 
Getúlio ficou conhecido pelos seus simpatizantes como "o pai dos pobres" por ter criado muitas leis sociais e trabalhistas. Considerado um dos políticos mais controversos da história do Brasil, Getúlio foi presidente do país em dois períodos. No primeiro, ficou 15 anos no poder, de 1930 a 1945. Este governo foi dividido em três fases: de 1930 a 1934, como chefe do "Governo Provisório"; entre 1934 e 1937 foi presidente da república do Governo Constitucional, eleito presidente pela Assembleia Nacional Constituinte de 1934; e de 1937 a 1945, enquanto durou o Estado Novo, após um golpe de estado. Em seu segundo mandato, Getúlio foi eleito por voto direto e governou o Brasil por três anos e meio até o dia de sua morte.
naom 5d5fc3afc3498 300x169 - 24 de agosto: 65 anos da morte de Getúlio Vargas
Getúlio Dornelles Vargas nasceu em São Borja – RS, em 1882. Estudou na Escola Militar, mas foi afastado por ter participado de um motim. Logo depois pediu baixa do Exército e ingressou na Faculdade de Direito de Porto Alegre, formando-se em 1907 e ocupando a segunda promotoria na mesma cidade.
A vida política de Getúlio Vargas começou com a eleição para deputado estadual pelo Partido Republicano Rio-Grandense em 1909, sendo reeleito em 1917 e 1921.
Em 1923, foi eleito deputado federal. Em 1926, Getúlio Vargas abandonou a Câmara dos Deputados para assumir o cargo de ministro da Fazenda do governo Washington Luís, ficando até o ano seguinte, quando concorreu e venceu a eleição para a presidência do Rio Grande do Sul.
Em 1930, como integrante da Aliança Liberal, concorreu à presidência da República e foi derrotado pela chapa situacionista apoiada por Washington Luís. Em outubro do mesmo ano deu um golpe de Estado impedindo a posse dos eleitos, Júlio Prestes e Vital Soares, que ficou conhecido como Revolução de 30.
Assumiu a chefia do governo provisório. Enfrentou, em 1932, a Revolução Constitucionalista de São Paulo. Em 1934, foi eleito indiretamente pelo Congresso Nacional.
Antes de terminar o seu mandato, deu um novo golpe, inaugurando o Estado Novo. Durante esse governo atuou aumentando a centralização do poder, instituiu uma política de intervenção estatal na economia e adotou medidas trabalhistas com a intenção de controlar as organizações operárias.
Em 1945, mesmo tentando permanecer no poder, foi deposto por um golpe militar. Com a redemocratização do país e a elaboração de uma nova constituição, Getúlio ajudou na criação do Partido Social Democrático (PSD) e Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), sendo eleito senador e deputado por vários estados.
A partir daí, iniciou uma campanha de ataques ao seu antigo aliado e presidente da República, Eurico Dutra.
Usando de um discurso nacionalista e populista concorreu à presidência em 1950 e foi eleito, assumindo a presidência no ano seguinte. Implantando sua política nacionalista, Getúlio criou o monopólio do petróleo e da eletricidade e chegou a dar 100% de aumento para o salário dos trabalhadores.
Sofrendo oposição das camadas conservadores da sociedade, Getúlio se viu pressionado a abandonar o cargo. Com o atentado ao jornalista Carlos Lacerda promovido pelo chefe de sua guarda pessoal, Getúlio ficou numa situação insustentável e suicidou-se com um tiro no peito na madrugada de 24 de agosto de 1954.
Uicídio de Getúlio Vargas causou comoção nacuinal e mudou a história do Brasil
Fonte: Net História

Denuncia de fraudes e desvio de recursos na prefeitura de Imaculada

Ministério Público Federal ajuíza ação de improbidade contra prefeito de Imaculada, oito pessoas, dentre elas vereador de Teixeira e uma empresa

O Ministério Público Federal (MPF) em Patos (PB) ajuizou ação de improbidade contra Aldo Lustosa, prefeito de Imaculada, município localizado no Sertão paraibano; mais oito pessoas (Dineudes Possidônio, Madson Lustosa, Francisco de Assis Ferreira Tavares, Charles Willames, Émerson Levingston Gadelha Medeiros, José Serafim Sobrinho, Mílton Barbosa de Freitas e Dinart Moreira e Santos); além de uma empresa - Construtora Millenium.
Segundo o MPF, a Construtora Millenium, de fachada, venceu licitação para executar obras de duas quadras poliesportivas no padrão do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), sendo uma na zona urbana e outra na zona rural de Imaculada, orçadas em mais de R$ 1 milhão. As obras nunca foram concluídas, apesar de pagamentos terem sido feitos. 
No curso da investigação, as obras foram vistoriadas pela Controladoria-Geral da União (CGU), de 30 de julho a 3 de agosto de 2018, com o objetivo de analisar a regularidade do processo de contratação da empresa, assim como verificar se os serviços foram realizados de acordo com o projeto e pagos em conformidade com o efetivamente executado. A fiscalização desvendou mecanismos de desvio de recursos públicos (mais de R$ 300 mil) empregados por todos os demandados na ação. As fraudes foram comprovadas também por meio de interceptações telefônicas e análises bancárias autorizadas pela Justiça.
De acordo com o MPF, todos cometeram atos de improbidade descritos no artigo 10, inciso I, da lei n. 8.429/92, “ao auferirem ou concorrerem para que outrem aufira vantagem patrimonial indevida decorrente dos pagamentos do convênio federal”.
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A operação 
Deflagrada em novembro do ano passado, a Operação Recidiva indica a existência de uma organização criminosa que tinha objetivo de fraudar licitações públicas (em obras de construção civil) em diversos municípios paraibanos, bem como do Ceará, Pernambuco, Alagoas e Rio Grande do Norte, além de desviar recursos públicos, lavar dinheiro público desviado e fraudar os fiscos federal e estadual. Já são sete ações penais e três ações civis ajuizadas, além de cautelares de sequestros e de afastamento de agente público. 
Fonte: Assessoria de Comunicação - Procuradoria da República na Paraíba