Tribunal Superior Eleitoral (TSE) suspende novas filiações após registros indevidos no sistema; a decisão ocorreu após inclusão irregular de Flávio Bolsonaro no Missão
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE)
decidiu nessa quinta-feira (13) suspender temporariamente o
processamento de novos registros no Sistema de Filiação Partidária
(Filia), plataforma da Justiça Eleitoral responsável pelo registro de
filiações a partidos políticos.
A medida foi tomada após a repercussão da filiação falsa do
senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República,
ao partido Missão.
Segundo o TSE, a medida foi determinada pelo presidente do
tribunal, Kassio Nunes Marques, e tem o objetivo de impedir novas
filiações indevidas.
O tribunal também informou que foi identificada a tentativa de
filiação falsa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas não chegou a
ser efetivada.
Mais cedo, o presidente do TSE determinou o restabelecimento da filiação de Flávio ao PL após a repercussão do caso.
Pelas redes sociais, Flávio Bolsonaro afirmou que o registro de filiação ao Missão foi "fraudado".
Em nota divulgada na tarde de hoje, o TSE negou que a
inclusão do nome do senador tenha ocorrido por meio do hackeamento do
sistema da Corte e disse que houve "uso indevido" da ferramenta por um
usuário ligado ao Missão.
O Missão afirmou que chegou a detectar a filiação indevida, mas não
conseguiu cancelar o ato no sistema do TSE. "O Partido Missão vem a
público informar que foi vítima de uma tentativa de filiação fraudulenta
de Flávio Bolsonaro. Nosso sistema, ao notar a fraude, tentou realizar
no mesmo dia o cancelamento da filiação, ação que foi rejeitada pelo
TSE", declarou o partido.
Mudanças
de cela e nas visitas dos advogados a Daniel Vorcaro foram
implementadas a partir da segunda-feira (18/05), segundo apurou a coluna
VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Daniel Vorcaro,
segundo apurou a coluna, foi levado para uma cela comum destinada a
presos que estão de passagem pela Superintendência da Polícia Federal. Até então, o dono do Banco Master estava alojado na mesma sala especial onde o ex-presidente Jair Bolsonaro ficou preso por alguns meses.
De acordo com pessoas próximas, a nova cela de Vorcaro não teria sequer um banheiro decente.
O local, na avaliação dos aliados do banqueiro, seria pior do que
qualquer cela existente na Papuda, na Papudinha e até na Penitenciária
Federal de Brasília, onde ele já ficou preso.
Polícia Federal restringe visita de advogados
Além da mudança de cela, a Polícia Federal decidiu restringir a visita dos advogados a Vorcaro. A partir de agora, a defesa só poderá visitar o banqueiro duas vezes ao dia, por 30 minutos cada e sem instrumentos de trabalho. Até então, Vorcaro podia receber advogados das 9h às 17h, sem restrições.
As mudanças na rotina de Vorcaro foram decididas pela Polícia Federal, após o ministro André Mendonça, relator do caso Master no STF, autorizar que o banqueiro fosse submetido às “regras de funcionamento ordinárias” da Superintendência da PF em Brasília.
As novas regras foram implementadas pela Polícia Federal em meio ao imbróglio
envolvendo a delação premiada de Vorcaro. O banqueiro tem sido criticado
pelos investigadores por não contar tudo o que sabe e por poupar alguns
personagens envolvidos no esquema do caso Master.
A medida tem caráter temporário e foi concedida para permitir a recuperação de um quadro de broncopneumonia. Ao fim do período, o Supremo deverá reavaliar a necessidade de manutenção da domiciliar.
Mesmo fora do 19º Batalhão da Polícia Militar, conhecido como “Papudinha”, onde cumpria pena em regime fechado, Bolsonaro seguirá submetido a um conjunto de regras de monitoramento impostas pelo STF.
Confira as principais regras impostas pela Justiça:
Uso de tornozeleira eletrônica:
O ex-presidente será monitorado em tempo real pelo CIME (Centro
Integrado de Monitoramento). A instalação do equipamento é condição
imediata para o início do regime domiciliar.
Relatórios médicos semanais:
A defesa e a equipe de saúde de Bolsonaro deverão enviar ao STF, a cada
sete dias, um relatório detalhado sobre sua condição clínica e a
evolução do tratamento.
Restrição de deslocamento:
Bolsonaro deve permanecer em sua residência, saindo apenas para
atendimentos médicos de emergência ou consultas previamente autorizadas,
sob pena de revogação da domiciliar.
Segurança Pessoal:
O ministro autorizou a retomada das funções dos seguranças a que
Bolsonaro tem direito como ex-presidente. No entanto, a defesa tem 24
horas para enviar ao STF a lista com os nomes e dados de todos os
agentes para cadastramento oficial.
Incomunicabilidade:
Está proibido o uso de aparelhos celulares, telefones ou qualquer outro
meio de comunicação externa, seja de forma direta ou por meio de
terceiros. A regra também inclui o uso de redes sociais e gravações de
vídeos e áudios.
Manifestações:
Está proibido o acesso e a permanência de quaisquer acampamentos,
manifestações ou aglomerações em um raio de 1 km do endereço residencial
do ex-presidente.
Descumprimento: A
decisão é clara ao determinar que qualquer violação das regras
resultará no cancelamento imediato da prisão domiciliar e no retorno ao
regime.
Alexandre de Moraes
atendeu a um pedido feito pela defesa do ex-presidente. A decisão
favorável ao pleito dos advogados acontece após outras ordens rejeitando
pedidos similares desde novembro do ano passado.
O
despacho de Moraes foi dado pouco mais de uma semana após o
ex-presidente ter sido internado em um hospital de Brasília com
broncopneumonia e em meio ao aumento do desgaste do STF com a crise
relacionada ao Banco Master.
Blog JURU EM DESTAQUE com CNN Brasil - Fernanda Fonseca, da CNN Brasil
Site Fonte83 e Instituto Data Ranking divulgam pesquisa para deputado federal na Grande João Pessoa: Cabo Gilberto, Mersinho e Ruy lideram; confira os números
O Portal Fonte83, em
parceria com o Instituto Data Ranking, divulgou nesta quarta feira (4) a
primeira pesquisa de intenção de voto espontânea para deputado federal
na região da Grande João Pessoa, projetando o cenário para as eleições
de 2026 e movimentando os bastidores da política paraibana.
O levantamento foi realizado entre os
dias 23, 24 e 25 de fevereiro e ouviu 2 mil eleitores nas cidades de
João Pessoa, Cabedelo, Santa Rita e Bayeux. A pesquisa está registrada
no Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba sob o número PB 05500 2026.
De acordo com os dados da resposta
espontânea, quando o entrevistado diz em quem votaria sem a apresentação
de lista de nomes, 57,3% afirmaram não saber ou não responderam. Outros
15,2% disseram que não votariam em nenhum candidato e 4,2% citaram
outros nomes.
Entre os mais lembrados, Cabo Gilberto Silva aparece com 2,6% das citações. Em seguida estão Mersinho Lucena com 2,2%, Ruy Carneiro com 1,9% por cento e Ricardo Coutinho com 1,8%.
Também foram mencionados Eliza Virgínia e Hugo Motta com 1,7 cada. Murilo Galdino aparece com 1,3%, enquanto Pedro Cunha Lima tem 1,2%.
Com 1,1 por cento das citações estão Cícero Lucena e Luiz Couto. Já Frei Anastácio registra 1,0%.
Na sequência aparecem Damião Feliciano e Polyana Dutra com 0,9% cada, Marmuthe Cavalcanti e Ricardo Barbosa com 0,8% , além de Felipe Leitão com 0,7%.
Pesquisa quantitativa
Trata se de uma pesquisa
quantitativa realizada por meio de questionário estruturado e
padronizado, aplicado em entrevistas pessoais e domiciliares.
Foram ouvidos 2.000 eleitores. A margem de erro é de 2,19% para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
Metodologia e controle de qualidade
A amostra foi estratificada por
sexo, faixa etária, nível de instrução e faixa de renda, com base em
dados do TSE de janeiro de 2026 e do IBGE Censo 2010 e 2022 e PNAD
Contínua 2023.
O público alvo foi composto por
eleitores domiciliados nos municípios pesquisados, aptos a votar
conforme a legislação eleitoral, residentes nas zonas urbana e rural.
A pesquisa utilizou amostragem
aleatória simples e por conglomerado em três etapas, com aplicação de
2.000 questionários. Do total de entrevistados, 47,06 por cento são do
sexo masculino e 52,94 por cento do sexo feminino. Houve fiscalização
por coordenadores de campo, com checagem de 20 por cento da amostra para
garantir a veracidade das informações.
Sobre o instituto
Com
sede em Brasília, o Instituto Data Ranking atua em análises eleitorais
em diversos estados. Nas eleições de 2024, segundo dados divulgados pelo
próprio instituto, houve 86,3 por cento de acerto em levantamentos
realizados em 25 cidades de cinco estados. A equipe reúne profissionais
com experiência em institutos nacionais de pesquisa.
Pesquisa espontânea para deputado federal na Grande João Pessoa
Confira a lista com os nomes citados e seus respectivos percentuais:
Cabo Gilberto Silva – 2,6%
Mersinho Lucena – 2,2%
Ruy Carneiro – 1,9%
Ricardo Coutinho – 1,8%
Eliza Virgínia – 1,7%
Hugo Motta – 1,7%
Murilo Galdino – 1,3%
Pedro Cunha Lima – 1,2%
Cícero Lucena – 1,1%
Luiz Couto – 1,1%
Frei Anastácio – 1,0%
Damião Feliciano – 0,9%
Polyana Dutra – 0,9%
Marmuthe Cavalcanti – 0,8%
Ricardo Barbosa – 0,8%
Felipe Leitão – 0,7%
Não sabe ou não respondeu – 57,3%
Nenhum – 15,2%
Outros – 4,2%
Blog JURU EM DESTAQUE com Fonte 83 - Por Ingreson Derze
MERCADO PREDITIVO: Política da Paraíba entra no mercado preditivo e transforma opinião em dinheiro real
Não
se trata de torcida. Trata-se de análise de alto nível, semelhante ao
que grandes investidores fazem em mercados tradicionais.
Por DiamanteOnline
A
política paraibana acaba de dar um passo inédito e ousado: entrou
oficialmente no mercado preditivo, um modelo que já movimenta bilhões no
mundo ao transformar informação, análise e leitura de cenários em
ativos financeiros reais.
E é importante deixar claro: isso não é
jogo, não é loteria e nem sorte. No mercado preditivo, você não “chuta”
resultados. Você investe com base em estudo político, dados,
articulações, bastidores e probabilidade real de eventos acontecerem.
Entre
os principais nomes já presentes nesse novo ambiente de previsões para
as eleições de 2026 na Paraíba estão o prefeito de João Pessoa, Cícero
Lucena (MDB), o vice-governador Lucas Ribeiro (Progressistas) e o
senador Efraim Filho (União Brasil).
Quando a política vira ativo financeiro
O
funcionamento é simples, mas poderoso: cada cenário político gera um
contrato. Quem acerta o desfecho do evento — por exemplo, quem vai
vencer a eleição ou chegar ao segundo turno — ganha dinheiro real.
É
como uma bolsa de valores da política, onde a informação vale ouro e a
sua capacidade de leitura do cenário define lucro ou prejuízo.
Assim
como qualquer mercado financeiro, há riscos. Quem opera sem analisar
corretamente pode ganhar, mas também pode perder. Afinal, mercados
preditivos existem exatamente porque informação tem valor — e nem todos a
interpretam da mesma forma.
Bastidores já movimentam as probabilidades
No
início deste mês, o senador Efraim Filho admitiu publicamente a
possibilidade de apoiar Cícero Lucena em um eventual segundo turno das
eleições estaduais de 2026, desde que haja reciprocidade. A condição
seria clara: Cícero também precisaria sinalizar apoio antecipado caso o
senador Morais avance ao segundo turno representando o bolsonarismo na
Paraíba.
A resposta veio rápido. Cícero Lucena retribuiu o aceno,
afirmando que está aberto ao diálogo e que a construção dessa
possibilidade é viável, desde que, naturalmente, ele próprio esteja na
segunda etapa do pleito.
Esse movimento político, que pode parecer
apenas retórico para alguns, impacta diretamente as probabilidades
dentro do mercado preditivo.
Um cenário que assombra adversários
A
eventual união de forças entre Cícero Lucena e Efraim Filho é vista,
nos bastidores, como um verdadeiro “pesadelo político” para o
vice-governador Lucas Ribeiro, nome escolhido pelos principais caciques
da base do governador João Azevêdo.
E é exatamente esse tipo de
leitura estratégica — alianças, rupturas, sinais públicos e movimentos
antecipados — que faz as cotações subirem ou despencarem dentro do
mercado.
Sua opinião agora vale dinheiro
No mercado preditivo, sua convicção política deixa de ser apenas opinião. Ela se transforma em um ativo financeiro.
Se
você acredita que determinado nome tem mais força, mais articulação e
maior chance real de vitória, é possível lucrar com isso.
Não se
trata de torcida. Trata-se de análise de alto nível, semelhante ao que
grandes investidores fazem em mercados tradicionais.
Para participar, registrar sua opinião e transformar análise política em dinheiro real, clique no link abaixo:
SÃO
PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal
Federal) está (aliás, estava, porque Carmén Lúcia acabou de votar) a um voto de formar maioria pela condenação do
ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no julgamento do núcleo crucial da
trama golpista.
Com cinco
ministros, bastam três votos para que se atinja a maioria. Ao final da
manifestação de todos os magistrados sobre a condenação ou absolvição,
ainda ocorrerá o debate sobre a dosimetria das penas.
Passado o
julgamento, a corte ainda terá que publicar o acórdão com o resultado e
os termos finais dos votos de cada ministro. A partir disso é que
começará a contar o prazo para a apresentação dos recursos possíveis.
Saiba quais são os tipos de recurso possíveis após uma eventual condenação:
EMBARGOS INFRINGENTES
Este tipo de
recurso é cabível apenas quando há voto divergente a favor do réu. Caso
seja apresentado e seja admitido pela corte, ele reabriria o debate
sobre o mérito da condenação e levaria o julgamento para o plenário. O
prazo para a apresentação dos embargos infringentes é de 15 dias a
partir da publicação do acórdão.
Não se trata,
porém, de um trâmite garantido, porque precedentes do Supremo dos
últimos anos têm imposto limites adicionais ao uso desse tipo de
questionamento.
Conforme
explicam especialistas consultados pela reportagem, caso a corte siga o
mesmo entendimento de um precedente anterior, Bolsonaro precisaria de
dois votos o absolvendo de pelo menos um dos crimes para que a
tramitação dos embargos infringentes viesse a ser admitida.
Seguindo essa
lógica, portanto, mesmo a discordância por mais de um ministro, mas
apenas quanto a questões processuais ou tamanho da pena, não seria
suficiente para permitir a tramitação deste tipo de recurso. Parte dos
especialistas não descarta, contudo, que o processo da trama golpista
possa levar a uma nova discussão sobre tais parâmetros.
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO
Outro tipo de
recurso possível, os embargos de declaração são reservados para
situações em que a defesa entenda que houve alguma obscuridade,
imprecisão, contradição ou omissão na sentença. Nesse caso, a discussão
não vai para o plenário, mas para a Turma que está julgando o caso.
O prazo para a
apresentação dos embargos de declaração é de cinco dias, contados a
partir da publicação do acórdão. Em tese, a defesa pode apresentar
sucessivos embargos de declaração caso entenda que a resposta ao
questionamento anterior segue com pontos obscuros.
CARÁTER PROTELATÓRIO E OUTROS RECURSOS
Apesar de não
haver um limite definido de embargos de declaração que possam ser
interpostos, caso a corte considere que haja apenas intenção de atrasar o
encerramento do processo (pela repetição de argumentos já apresentados
em embargos anteriores, por exemplo), ela pode declarar que ele é
meramente protelatório.
Também em
embargos infringentes é possível que a corte declare caráter
protelatório, como se deu este ano em ação contra o ex-presidente
Fernando Collor de Mello.
Caso isso
ocorra e não caibam outros recursos, é possível que a corte declare
então a certificação antecipada de trânsito em julgado, o que encerra o
processo.
Embora os
embargos de declaração e infringentes sejam os principais recursos à
disposição, as defesas ainda podem apresentar ferramentas processuais
mais genéricas, como habeas corpus e mandado de segurança, buscando
questionar pontos do julgamento. Porém, entendimentos restritivos do
tribunal quanto ao uso desses meios processuais ou decisões monocráticas
do próprio relator negando os pedidos, por exemplo, podem fazer com que
elas sejam caminhos com menor potencial de levantar discussões.
BOLSONARO PODE SER PRESO?
Bolsonaro já
se encontra em prisão domiciliar atualmente, após entendimento do
ministro relator Alexandre de Moraes de que o ex-presidente descumpriu
medida cautelar em outra investigação.
A prisão de
cumprimento de pena, por outro lado, em caso de condenação a regime
fechado, só deve ocorrer após o trânsito em julgado -quando estão
esgotados os recursos-, conforme jurisprudência do próprio Supremo.
Após Bolsonaro descumprir restrição ao uso de redes sociais por meio de aliados, Alexandre de Moraes decreta prisão domiciliar e impõe tornozeleira eletrônica e proibição de visitas
Na
tarde desta segunda-feira (04), o ministro Alexandre de Moraes, do
Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a prisão domiciliar do
ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), justificando o descumprimento das
medidas cautelares impostas a ele.
Na decisão, o
ministro cita que Bolsonaro utilizou redes sociais de aliados –
incluindo seus três filhos parlamentares – para divulgar mensagens com
“claro conteúdo de incentivo e instigação a ataques ao Supremo Tribunal
Federal e apoio ostensivo à intervenção estrangeira no Poder Judiciário
brasileiro”.
Durante atos
pró-Bolsonaro neste domingo (03), Flávio subiu em um trio-elétrico fez
uma chamada com o pai, que fez um discurso para apoiadores. Instantes
depois, o filho do ex-presidente publicou a mensagem com vídeo nas redes
sociais.
Para o
ministro, a atuação do ex-presidente, mesmo sem o uso direto de seus
perfis, burlou de forma deliberada a restrição imposta anteriormente.
“Não há dúvidas de que houve o descumprimento da medida cautelar imposta
a Jair Messias Bolsonaro”, destacou Moraes.
Com isso,
Moraes determinou que Bolsonaro cumpra prisão domiciliar em seu endereço
residencial. A decisão inclui: uso de tornozeleira eletrônica,
proibição de visitas (salvo por familiares próximos e advogados) e
recolhimento de todos os celulares disponíveis no local.
Trump diz que irá impor sanções à Rússia se guerra não acabar em 10 dias; Inicialmente, ele havia dado um prazo de 50 dias para o governo de Vladimir Putin selar o acordo de paz
SÃO
PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - O presidente dos Estados Unidos, Donald
Trump, afirmou que a Rússia tem dez dias para encerrar a guerra na
Ucrânia. Caso não haja progresso, o republicano declarou que vai aplicar
tarifas contra Moscou.
Inicialmente,
Trump havia dado um prazo de 50 dias para o governo de Vladimir Putin
selar o acordo de paz. na última terça-feira (29), no entanto, o presidente
americano reduziu esse prazo para dez dias. "Estou dando dez dias para o
Putin a partir desta terça-feira (29)", disse Trump, durante visita à
Escócia.
O prazo
termina em 08 de agosto. O presidente dos EUA afirmou que não estava
preocupado com o potencial impacto das sanções russas no mercado ou nos
preços do petróleo, prometendo aumentar a produção nacional de petróleo
para compensar qualquer impacto.
Novo prazo
sugere que Trump está preparado para prosseguir com sua ameaça de
sanções. "Não sei se isso afetará a Rússia, porque [o presidente russo
Vladimir Putin] quer, obviamente, provavelmente continuar a guerra",
declarou. "Mas vamos impor tarifas e todas as outras coisas que vocês
impõem".
Trump
declarou também que Moscou ainda não respondeu à sua ameaça tarifária.
Ele foi questionado pela imprensa sobre uma possível conversa com Putin,
mas ressaltou que não há interesse de sua parte. "Não estou mais tão
interessado em conversar com Putin".
AMEAÇA DE 'TARIFAS SEVERAS' À RÚSSIA
Objetivo é
sufocar economicamente o país, já sujeito a duras sanções ocidentais. As
tarifas secundárias são impostas a outros países ou entidades que
mantêm comércio com uma nação sancionada, neste caso a Rússia. Trump não
mencionou o Brasil em sua ameaça, mas o país é grande comprador de
itens como fertilizantes e óleo diesel russos.
Republicano
iniciou o segundo mandato com a promessa de acabar rapidamente com o
conflito na Ucrânia. Mas nas últimas semanas expressou sua crescente
frustração com o presidente russo, Vladimir Putin, e no domingo já havia
insinuado que estaria disposto a endurecer as sanções contra a Rússia.
Presidente
declarou estar "muito, muito infeliz" com a Rússia e "decepcionado" com
Vladimir Putin. "Putin realmente surpreendeu muita gente. Ele fala
bonito e depois bombardeia todo mundo à noite", disse o americano.
Presidente da
Ucrânia apoia projeto de lei para aplicar sanções contra Rússia.
Volodimir Zelensky declarou que o projeto legislativo "é exatamente o
tipo de apoio que pode aproximar a paz e fazer com que a diplomacia não
seja vazia". A ofensiva russa contra a Ucrânia se tornou mais intensa
nas últimas semanas, coincidindo com o impasse das negociações
promovidas pelos Estados Unidos para conter os combates.
Forças russas
ocupam atualmente quase 20% da Ucrânia. Moscou reivindica a anexação de
quatro regiões ucranianas, além da península da Crimeia, conquistada em
2014.
Em redes sociais, Gleisi Hoffman alertou que a derrubada do IOF levará a mais contingenciamentos e cortes no Orçamento, afetando, inclusive, as emendas parlamentares
"A derrubada dessa medida exigiria novos bloqueios e contingenciamentos no Orçamento, prejudicando programas sociais e investimentos importantes para o país", declarou Gleisi - (crédito: Gil Ferreira/SRI) - X
A ministra da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), Gleisi Hoffmann, voltou a criticar nesta quarta-feira (25/06) a derrubada do decreto presidencial que aumentou o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), pautada para hoje pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).
Segundo Gleisi, derrubar o decreto levará a mais bloqueios e contingenciamentos no orçamento federal, afetando, inclusive, o pagamento de emendas parlamentares. A inclusão da medida na ordem do dia da Câmara pegou o governo federal de surpresa.
“A derrubada dessa medida exigiria novos bloqueios e contingenciamentos no Orçamento, prejudicando programas sociais e investimentos importantes para o país, afetando inclusive a execução das emendas parlamentares”, escreveu Gleisi em suas redes sociais.
A ministra defendeu que o ajuste no IOF foi necessário para cumprir o arcabouço fiscal, aprovado pelo Congresso Nacional. Também ressaltou que o governo federal se dispôs a negociar com os parlamentares e que já retirou parte dos ajustes que estavam no texto original do decreto.
“É hora de pensar primeiro no país, que precisa continuar crescendo e buscando justiça social e tributária”, concluiu Gleisi.
Anúncio pegou governo de surpresa
Hugo Motta anunciou ontem (24), nas redes sociais, que pautaria a derrubada do decreto. A publicação ocorreu perto da meia-noite. O Planalto esperava ter mais tempo para negociar e tentar manter as novas alíquotas do IOF, mas foi pego de surpresa pela decisão do presidente da Câmara dos Deputados.
Na semana passada, a Câmara aprovou o requerimento de urgência para a matéria, e Motta se comprometeu a não pautar a proposta no mesmo dia — demanda feita pela oposição. Desde então, o governo federal acelerou a liberação de emendas parlamentares e o esforço de articulação para tentar evitar a derrubada.
Integrantes do governo estimam que, sem o aumento do IOF, o Executivo terá que cortar ao menos mais R$ 7 bilhões do orçamento somente em 2025.
Deputado federal Hugo Motta diz que vai pautar urgência em projetos sobre fraudes no INSS já na próxima semana
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O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB),
afirmou que, na próxima semana, vai pautar a urgência de projetos de
lei destinados a impedir fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social
(INSS). A afirmação foi compartilhada nas redes sociais do parlamentar
na noite da últims sexta-feira (16/05).
“Seguindo e sempre respeitando o regimento da
Casa, vamos analisar, reunir e votar tudo o que pode compor um Pacote
Antifraude. Esse tema, que é urgência para milhões de brasileiros, é
urgência para a Câmara dos Deputados”, afirmou Motta, em post nas redes
sociais.
As reportagens do Metrópoles levaram à abertura de inquérito pela Polícia Federal (PF)
e abasteceram as apurações da Controladoria-Geral da União (CGU). Ao
todo, 38 matérias do portal foram listadas pela PF na representação que
deu origem à Operação Sem Desconto, que foi deflagrada em 23 de abril e
culminou na demissão do presidente do INSS e do então ministro da Previdência, Carlos Lupi.
Mais de 1,3 milhão solicitaram reembolso
O
Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) divulgou, na tarde desta
sexta-feira (16/5), o balanço das consultas feitas por aposentados e
pensionistas aos descontos feitos no benefício. Desde quarta (14/5), é
possível checar se houve desconto e, caso não o reconheça, solicitar o
ressarcimento.
Por unanimidade, a Primeira Turma do
Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quarta-feira (26) tornar o
ex-presidente Jair Bolsonaro réu pelos crimes de golpe de Estado e
tentativa de abolir o Estado Democrático de Direito.
É a primeira vez que um ex-presidente eleito é colocado no
banco dos réus por crimes contra a ordem democrática estabelecida com a
Constituição de 1988. Esses tipos de crime estão previstos nos
artigos 359-L (golpe de Estado) e 359-M (abolição do Estado Democrático
de Direito) do Código Penal brasileiro.
“Não há então dúvidas de que a procuradoria apontou elementos mais do
que suficientes, razoáveis, de materialidade e autoria para o
recebimento da denúncia contra Jair Messias Bolsonaro”, disse o ministro
Alexandre de Moraes, relator do caso no Supremo, referindo-se à
acusação apresentada no mês passado pelo procurador-geral da República,
Paulo Gonet.
O relator votou para que Bolsonaro também responda, na
condição de réu no Supremo, aos crimes de organização criminosa armada,
dano qualificado pelo emprego de violência e grave ameaça e deterioração
de patrimônio tombado. Se somadas, todas as penas superam os 30 anos de
cadeia.
Seguiram o relator os ministros Flávio Dino, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin, presidente da Primeira Turma, colegiado composto por cinco dos 11 ministros do Supremo onde tramita o caso sobre o golpe.
Os ministros também decidiram, por unanimidade, tornar mais sete aliados de Bolsonaro réus na mesma ação penal. Eles responderão pelos mesmos crimes imputados ao ex-presidente.
A Primeira Turma considerou haver indícios suficientes de que os
crimes imputados existiram (materialidade) e foram praticados pelos
denunciados (autoria), merecendo assim serem mais bem apurados.
Os oito réus compõem o chamado “núcleo crucial” do golpe, entre as 34 pessoas que foram denunciadas. São eles:
Jair Bolsonaro, ex-presidente da República;
Walter Braga Netto, general de Exército, ex-ministro e vice de Bolsonaro na chapa das eleições de 2022;
General Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional;
Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência - Abin;
Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de segurança do Distrito Federal;
Almir Garnier, ex-comandante da Marinha;
Paulo Sérgio Nogueira, general do Exército e ex-ministro da Defesa;
Mauro Cid, delator e ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.
Pensando em mostrar casos de mulheres que continuaram na vida
pública, após a morte dos esposos, o portal Polêmica Paraíba apresenta oito
desses casos
Um
casamento tem na sua essência, a finalidade da união eterna. E isso
muitas vezes é ainda mais forte nas uniões entre agentes públicos, que tornam esses casamentos em verdadeiras alianças políticas.
Essas uniões que
por muitas vezes, duram décadas, infelizmente por motivos diversos, tem
seu fim, após a morte de um dos parceiros.
A partida de um ente
querido é um duro golpe para qualquer um, independente da sua classe
social, mas o lema de seguir em frente é algo que muitos seguem e
acreditam, como forma de homenagear aqueles que amamos.
Pensando em mostrar casos
de mulheres que continuaram na vida pública, após a morte dos esposos, o
Polêmica Paraíba apresenta oito desses casos, trazendo um pouco das
suas histórias e particularidades.
Léa Toscano
Primeira-Dama
entre 1983 e 1988, Léa Toscano tentou ser Prefeita de Guarabira pela
primeira vez em 1992, sendo eleita em 96 e se reelegendo quatro anos
depois.
Após uma tentativa de
retorno à Prefeitura em 2008, Léa se torna Deputada Estadual em 2010,
ficando no cargo até 2014, quando abriu mão da reeleição, para a entrada
da sua filha Camila, na política.
Durante esse mandato na Assembleia, Toscano voltou à ser Primeira-Dama de Guarabira, com o retorno do esposo, Zenóbio, ao cargo.
Zenóbio se reelegeu em
2016, mas não conseguiu concluir o mandato, pois infelizmente faleceu em
14 de junho de 2020, aos 74 anos, após sofrer um AVC, enquanto se
recuperava da COVID-19.
Após a morte de Toscano
quem assumiu o cargo foi o seu Vice, Marcos Diogo, que se elegeu
Prefeito no pleito de 2020. Como Diogo não poderia se reeleger nas
últimas eleições, o nome de Léa, que não disputava um pleito havia mais
de uma década, foi levantado e a ex-Prefeita decidiu retornar às
disputas.
Em um
embate contra Raniery Paulino, Toscano vence a eleição com pouco mais de
52% dos votos, assumindo a cadeira de Prefeita com 74 anos.
Fátima Bezerra Cavalcanti
Filha do então Deputado
Estadual Waldir Bezerra, a então jovem estudante de direito Fátima se
apaixonou pelo Deputado Federal José Maranhão.
Enquanto Maranhão
continuou na política, se tornando Vice-Governador, Governador e
Senador, a sua esposa focou sua vida e estudos para o direito.
Após trabalhar como
advogada, Fátima se tornou Juíza da comarca de Pilões em 1984. Após
passagens pelas comarcas de Rio Tinto, Bayeux e Campina Grande, Bezerra
passou pela Vara de Conflitos Agrários e a Corregedoria-Geral, até se
tornar Desembargadora do TJPB em 2002.
O ex-Governador que tinha
disputado sua última eleição em 2018, se manteve ativo na campanha de
2020, apoiando os candidatos do MDB por toda a Paraíba. Maranhão acabou
contraindo a COVID-19, sendo internado no dia do segundo turno daquelas
eleições.
Após ser
transferido para São Paulo em 3 de dezembro de 2020, a saúde de Maranhão
passou por altos e baixos, mas infelizmente o ex-Governador não
resistiu, falecendo aos 87 anos, em 8 de fevereiro de 2021.
A morte do esposo, serviu
como força pra que Fátima escrevesse um livro chamado “O Voo do Amor”,
lançado em 2023, que contava histórias do amor entre os dois, com o
título fazendo referência a aviação, um outro grande amor da vida de
Maranhão.
Fátima continua ativa na
Justiça, tendo sido mais recentemente Presidente do Tribunal Regional
Eleitoral da Paraíba (TRE-PB), cargo o qual ocupou até março de 2024.
Eva Gouveia
O
currículo de Rômulo Gouveia, fala por si mesmo. Vereador de Campina
Grande por dois mandatos, Deputado Estadual e Federal por outros dois e
Vice-Governador entre 2011 e 2014, Gouveia sempre foi muito respeitado
no meio político.
No mesmo ano em que se
elegeu Vice-Governador, sua esposa Eva, disputou sua primeira eleição,
se tornando Deputada Estadual com pouco mais de 27 mil votos.
Eva não conseguiu se reeleger em 2014, mas Rômulo retornou a Câmara Federal, naquele que foi seu último mandato.
Gouveia faleceu em 13 de maio de 2018, aos 53 anos, vitimado por um infarto enquanto dormia.
Meses após a morte de
Rômulo, Eva disputou a eleição de 2018, como primeira suplente da chapa
de Cássio Cunha Lima ao Senado, que acabou ficando na quarta colocação.
Após essa derrota, Gouveia se elegeu Vereadora de Campina Grande em 2020, se reelegendo nas últimas eleições.
Edna Henrique
As
carreiras políticas do casal João e Edna Henrique começaram
praticamente juntas. Após João não conseguir ser Prefeito de Monteiro em
2004, mas se eleger Deputado Estadual dois anos depois, Edna estreou em
eleições no ano de 2008, se tornando Prefeita de Monteiro ao derrotar a
então Prefeita, Doutora Lourdinha.
Os dois continuaram num
bom rito de vitórias, com Edna se reelegendo Prefeita e sendo eleita
Deputada Federal em 2018, enquanto João conseguiu mais três mandatos na
Assembleia.
Como forma de sucessão da
família, a filha do casal, Micheila, foi alçada a candidata de oposição
na disputa de Monteiro em 2020. Micheila acabou sendo derrotada pela
então Prefeita e logo após o fim da campanha, João, Edna e Micheila
anunciaram que tinham contraído a COVID-19.
Edna e Micheila se
recuperaram, mas o quadro de João que tinha diabetes, se agravou e o
Deputado teve que ser transferido para São Paulo em dezembro de 2020.
Mesmo com toda luta e aparato médico, João não resistiu e faleceu aos 78 anos, em 12 de janeiro de 2021.
Após a sua morte, a
Deputada Edna Henrique decidiu não buscar a reeleição em 2022, mas seu
filho Michel, foi eleito Deputado Estadual com quase 47 mil votos.
Edna retornou a política nas últimas eleições, sendo derrotada na disputa pela Prefeitura de Monteiro.
Austryanee Jerônimo
O começo
da dominância dos Azevedos na cidade de Baraúna foi nas eleições de
1996, quando Adilson Azevedo foi eleito Vice-Prefeito na chapa
encabeçada por Severino Gomes. Após a cassação de Severino em 1998,
Adilson assumiu os dois últimos anos de mandato e foi eleito Prefeito em
2000, com quase 80% dos votos.
A família volta ao poder
na cidade quando Alyson Azevedo, filho de Adilson, vence a Prefeita
Fátima no pleito de 2008. Reeleito quatro anos depois com quase 75% dos
votos, Alyson decide colocar Manassés Dantas como seu sucessor. Dantas
derrota Josenildo da Farmácia em 2016, solidificando a força do grupo.
Mas uma tragédia abalou a
cidade e os rumos da política de Baraúna em 2018. No dia 13 de
novembro, Alyson na época com 37 anos, foi chamado por populares que
avistaram muita fumaça saindo da residência do ex-Prefeito Adilson.
Após tentar chamar o pai
por repetidas vezes, Alyson decidiu arrombar a porta, mas infelizmente
foi surpreendido pelo pai que se acordou com o barulho e atirou no
filho, ao acreditar que um ladrão estava entrando na casa. O ex-Prefeito
ainda foi socorrido, mas infelizmente faleceu no Hospital de Picuí.
Após o
luto que abalou a cidade, o Prefeito se reelegeu em 2020, mais uma vez
derrotando Josenildo da Farmácia. Para a sua sucessão, a escolhida foi a
viúva do ex-Prefeito Alyson.
A ex-primeira-dama Austryanee Jerônimo nunca havia disputado uma eleição
mas se elegeu com quase 74% dos votos, se tornando apenas a segunda
Prefeita de Baraúna.
Nena Diniz
Maria Nilda Virgulino da Costa Diniz, mais conhecida pelo apelido de Nena. foi Primeira-Dama de Conceição entre 1993 e 1996.
Após o término do mandato
do marido, Nena se colocou como candidata à Vice na chapa encabeçada
por Alexandre Braga que venceu o pleito de 2004.
Após romper com o
Prefeito e não vencer o pleito de 2008 ao lado de Nilson Lacerda, a
dupla retorna em 2012 e Diniz mais uma vez é eleita Vice-Prefeita.
Reeleitos em 2016, o grupo rompe e a filha de Nena, Jourdanna disputa o
pleito de 2020 como candidata à Prefeita, sendo derrotada por Samuel
Diniz, sobrinho do Prefeito Nilson.
Mas uma
tragédia acabou abalando a família Diniz, quando o ex-Prefeito João Deon
faleceu aos 61 anos, em 19 de julho de 2024, ao sofrer um infarto na
Praça dos Três Poderes, no Centro da Capital.
Antes da morte de Deon já
se ventilava a possibilidade de Nena ser colocada como companheira de
chapa do Prefeito Samuel, mas após a morte do ex-Prefeito se pensava que
Diniz poderia desistir da eleição.
Mas a ex-Primeira-Dama decidiu continuar no pleito, sendo eleita Vice-Prefeita pela terceira vez.
Tatiana Matias
Filho do
ex-Juiz e ex-Vice Prefeito Dr. Genvial e irmão do ex-Prefeito
Bevilacqua Matias, Genival Matias disputou sua primeira eleição em 2010,
quando ficou na suplência por uma das vagas para a Assembleia.
Quatro anos depois consegue se eleger ao atingir pouco mais de 15 mil votos, se reelegendo em 2018.
Mas o Deputado Estadual
não conseguiu concluir o segundo mandato, ao falecer em 19 de julho de
2020, aos 53 anos, após sofrer um mal súbito enquanto andava em uma moto
aquática em Pernambuco.
Pouco após a sua morte, a sua filha, Anna Virgínia, foi eleita Prefeita de Juazeirinho, sendo reeleita nas últimas eleições.
Já a sua viúva Tatiana,
tentou ser Vereadora de João Pessoa nas últimas eleições, filiada ao
PDT, mas não se elegeu ao obter apenas 107 votos.
Dalva Lucena
Edvardo
Herculano de Lima foi um dos principais políticos da história de Lagoa
Seca. Prefeito pela primeira vez entre 1989 e 1992, Edvardo foi
Vice-Prefeito no final dos anos 90 e Prefeito por mais duas legislaturas
entre 2005 e 2012.
Para a sua sucessão em
2012, o Prefeito decidiu apoiar o Vereador Fábio Ramalho, que perdeu uma
disputa apertada contra o empresário José Tadeu Sales.
Quatro anos depois o mesmo Fábio voltou, desta vez tendo a esposa de Edvardo, Dalva Lucena, como sua companheira de chapa.
A união surtiu o efeito
desejado e Ramalho foi eleito com quase 70% dos votos. Reeleito em 2020,
com mais de 83% dos votos, o Prefeito decidiu renunciar ao cargo em
abril de 2022, com o intuito de disputar uma das 36 vagas para à
Assembleia.
A eleição de Fábio com
mais de 48 mil votos, dava a Dalva o favoritismo para a sua primeira
disputa como cabeça de uma chapa majoritária.
Mas em março de 2024, a
Prefeita decidiu desistir da reeleição, alegando a saúde debilitada do
ex-Prefeito Edvardo como principal motivo.
O grupo
de Dalva e Fábio indicou a Secretária de Assistência Social, Michelle
Ribeiro, como candidata da situação, sendo eleita com pouco mais de 60%
dos votos.
A Prefeita Michelle não
deixou à ex-Prefeita de fora do seu Governo, denominando Lucena,
Presidente do Instituto de Previdência de Lagoa Seca (IPSER).
Mas infelizmente a saúde
de Edvardo piorou e o ex-Prefeito faleceu aos 72 anos, em 3 de fevereiro
de 2025, por complicações decorrentes da diabetes e de um quadro
pós-COVID-19.
A ex-Prefeita não deixou o cargo após a morte do marido e se mantém ativa na cidade de Lagoa Seca.