Bolsonaro visita Pernambuco na próxima sexta e se reunirá com João Azevêdo e governadores do Nordeste
Estarão presentes na reunião os governadores de Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe, Minas Gerais e Espírito Santo.
| O roteiro será todo no estado de Pernambuco e ocupará toda a sexta-feira - (Foto: Reprodução) |
Jair Bolsonaro confirmou sua primeira viagem oficial
ao Nordeste como Presidente da República para a próxima sexta-feira
(24). Na oportunidade, ele irá se encontrar com o governador da Paraíba,
João Azevêdo, os governadores dos outros oito estados do Nordeste e
ainda os governadores de Minas Gerais e Espírito Santo.
O roteiro será todo no estado de Pernambuco e ocupará toda a
sexta-feira. Em Petrolina, no Sertão do Estado, Bolsonaro deverá
entregar um conjunto habitacional do programa Minha Casa Minha Vida. Já
em Recife, ele deverá anunciar um acréscimo de R$ 2,1 bilhões ao Fundo
Constitucional de Financiamento do Nordeste, que será usado em obras de
infraestrutura. O fundo passará a ter R$ 25,8 bilhões no ano de 2019.
No Instituto Ricardo Brennand, também em Recife, o presidente se
reunirá com 11 governadores. Segundo informou o jornal O Estado de São
Paulo, todos os governadores do Nordeste confirmaram presença. Estarão
presentes na reunião os governadores de Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão,
Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe, Minas Gerais e
Espírito Santo.
Oficialmente, a viagem deverá marcar o lançamento do Plano Regional
de Desenvolvimento do Nordeste (PRDNE), elaborado pela primeira vez, no
âmbito da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene).
Na primeira entrevista após assumir o cargo, Bolsonaro disse que os
governadores nordestinos não deveriam pedir dinheiro a ele. "Não venham
pedir nada para mim, porque não sou presidente. O presidente está lá em
Curitiba", disse ele, em referência ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da
Silva, condenado e preso na Lava Jato. Bolsonaro, porém, argumentou que
não abriria uma guerra política para não prejudicar os eleitores. "Não
posso fazer uma guerra com governador do Nordeste atrapalhando a
população. O homem mais sofrido do Brasil está na região Nordeste. Vamos
mergulhar para resolver muitos problemas do Nordeste."
A viagem de Bolsonaro foi precedida de encontros com esses
governadores. Em uma reunião recente em Brasília, ministros palacianos
apelaram por mais apoio à reforma da Previdência. Argumentaram que,
apesar das diferenças políticas, não era mais tempo de "palanque".
Os governadores disseram entender a necessidade da reforma, mas
cobraram proteção aos pobres do Nordeste. A região registra a maior taxa
de desemprego no País: 15,3%, acima da média nacional, de 12,7%. E vem
sofrendo com o arrocho no orçamento. Nos três primeiros meses do ano,
Bolsonaro enviou R$ 242 milhões aos Estados nordestinos. Sem descontar a
inflação no período, foram 3,2% a menos frente ao mesmo período do ano
passado, ainda na gestão de Michel Temer. Os números referem-se aos
recursos para despesas discricionárias, que o governo pode ou não fazer.
Não entram nessa conta as transferências obrigatórias.
Em carta aberta após encontro com Bolsonaro em Brasília, os
governadores do Nordeste reclamaram dos cortes orçamentários nas
universidades e institutos federais, que motivaram as marchas de rua da
semana passada, e solicitaram a retomada de obras rodoviárias, de
segurança hídrica e habitacionais, como forma de combater o desemprego.
"A pauta dele não tem nada a ver com a necessidade do Brasil. Dar arma a
vereador, tem coisa mais velha que isso?", comentou um governador,
reservadamente, ao deixar o encontro.
ClickPB
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