Candidatos pedem votos no rádio e na TV no primeiro dia do horário eleitoral gratuito
No primeiro dia dos presidenciáveis no horário eleitoral no rádio e na TV, os 13 candidatos se apresentaram e pediram votos.
Na
abertura de seu programa na TV, o PT criticou a decisão do Tribunal
Superior Eleitoral (TSE), que, na madrugada de hoje (1º), negou o
registro da candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O
partido disse que vai recorrer e citou recomendação de um comitê da
Organização das Nações Unidas (ONU), segundo o qual, Lula poderia
concorrer à Presidência e ser eleito, tese que não foi aceita pela
Justiça Eleitoral.
O TSE considerou Lula inelegível por ter sido
enquadrado na Lei da Ficha Limpa, após condenação por corrupção passiva e
lavagem de dinheiro, no caso do triplex do Guarujá.
No programa, o
vice da chapa do PT, Fernando Haddad, afirma que insistirá na
candidatura do ex-presidente, a quem prometeu lealdade. O próprio Lula
apareceu em filmagens realizadas antes de sua prisão, em abril. Ele se
disse inocente e não pediu votos para si, o que foi proibido pelo TSE.
Dono
de quase metade do tempo destinado aos presidenciáveis (5min33s),
Geraldo Alckmin (PSDB) se apresentou como o mais “equilibrado”. No
rádio, ele pediu que o eleitor vote “sem ódio”, citando diretamente o
adversário Jair Bolsonaro (PSL). Segundo Alckmin, o deputado orgulha-se
de ter votado contra o projeto de lei que garantiu mais direitos às
empregadas domésticas. Na TV, o programa do PSDB fez uma crítica mais
velada a Bolsonaro, mostrando que o desemprego, as filas na saúde, o
analfabetismo e a fome não se resolvem com bala. O programa mostrou
ainda a origem de Alckmin no interior de São Paulo e sua carreira como
médico, referindo-se a ele como “Geraldo”.
Com apenas 8 segundos
de tempo de TV e rádio, Bolsonaro limitou-se a defender “a família e a
pátria”. Com o mesmo tempo, João Amoêdo, do Novo, disse que, se for
eleito, acabará com o horário eleitoral obrigatório. Também com o tempo
de 8 segundos, Eymael (DC) e Cabo Daciolo (Patri) limitaram-se a pedir
votos.
Vera Lúcia (PSTU), também com 8 segundos, somente afirmou
que a eleição é “uma farsa” e conclamou a uma rebelião. Guilherme
Boulos, do PSOL, que teve direito a 13 segundos, foi apresentado pelo
ator Wagner Moura.
Em 21 segundos, a candidata Marina Silva
(Rede), que abriu o programa eleitoral dos presidenciáveis, mostrou a
origem dela, na zona rural do Acre. Em imagens em que está acompanhada
do candidato a vice-presidente Eduardo Jorge (PV), Marina prometeu
mobilizar os brasileiros para mudar o país.
O slogan “chama o
Meirelles” marcou a propaganda do candidato do MDB, Henrique Meirelles.
Ex-presidente do BankBoston e do Banco Central e ex-ministro da Fazenda,
Meirelles aparece como alguém que vem sendo chamado para resolver os
problemas. Ele se apresentou como um candidato que paga sua campanha
para não dever favores e disse que não tem processos, nem denúncias de
corrupção.
Reconstruir a confiança da população brasileira foi o
mote do programa de Ciro Gomes (PDT). O candidato prometeu trabalhar
para que o Brasil volte a ser “uma nação justa e generosa com a sua
gente”. Disse ainda que a sua missão é tirar o povo brasileiro do
sofrimento. Com 38 segundos, o pedetista pediu que os eleitores acessem
sua página na internet.
Alvaro Dias (Pode) apresentou-se como um
homem nascido na roça e seguidor dos ensinamentos dos pais: “trabalhar,
ser honesto e ter vergonha na cara”. Sobre a foto em que aparece ao lado
do juiz Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato na primeira
instância, Dias afirmou que está do lado certo. Dias encerrou o programa
citando os políticos que “ficam no blá-blá-blá” e com um gesto, pediu
que o eleitor “abra o olho”.
Agência Brasil


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