Família do Estado da Paraíba morta em chacina é cremada na Espanha nesta sexta-feira
Foram
cremados na manhã desta sexta-feira (23) os quatro brasileiros vítimas
da chacina de Pioz, na Espanha, mais de três meses depois dos corpos
terem sido encontrados. Walfran Campos, irmão de Marcos Campos Nogueira,
confirmou que além do irmão, Janaína Américo e as crianças Davi e Maria
Carolina tiveram seus corpos cremados em uma funerária em Guadalajara,
na Espanha. Os corpos ficaram no crematório esse tempo aguardando o fim
de todo o trabalho de perícia e liberação da justiça.
Janaína
Santos, Marcos Nogueira e os dois filhos, de 1 e 3 anos, foram
encontrados mortos e esquartejados no dia 19 de setembro, na casa onde
eles moravam, a cerca de 60 km de Madri. O sobrinho de Marcos, Patrick Gouveia, confessou o crime da família e declarou que matou os quatro porque “achou” cruel matar apenas o tio.
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Urnas ficaram separadas na funerária na Espanha -
(Foto: Walfran Campos/Arquivo Pessoal)
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Os
corpos da família paraibana assassinada tinham sido liberados pela
justiça espanhola na terça-feira (20). A expectativa da família Campos é
de que as urnas com as cinzas dos familiares sejam liberadas para
repatriação na ainda tarde desta sexta-feira.
“Estamos dependendo
da expedição das certidões de óbito por parte do consulado brasileiro na
Espanha para que as urnas com as cinzas sejam levadas para uma empresa
de aviação e trazidas finalmente para nós. Caso o nosso advogado na
Espanha não consiga a documentação com o consulado, as urnas só devem
ser enviadas na segunda-feira [26]”, comentou Walfran Campos. Ainda
segundo o irmão do pai da família vítima da chacina, a cerimônia fúnebre
em João Pessoa deve acontecer no Parque das Acácias, no bairro do José
Américo.
Ainda de acordo com o parente das vítimas, a repatriação
das cinzas ajuda a diminuir o sofrimento da família, que esperou por
mais de três meses para ter condições de prestar homenagens aos parentes
mortos na chacina. “Estávamos esperando muito pela liberação e o mínimo
que poderíamos fazer era uma cerimônia para encerrarmos o nosso luto.
Ficamos aliviados pela liberação, mas muito tristes por saber que não
veremos mais eles”, lamentou Walfran Campos.
G1


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