Nova camisinha promete ser mais prazerosa que usar nada
Não é nenhum segredo que muitas pessoas não gostam de usar
preservativos. Os cientistas da Universidade de Wollongong, na
Austrália, estão trabalhando para solucionar esse problema. Eles estão
desenvolvendo uma nova camisinha que poderia proporcionar mais prazer
que usar nada.
Liderada pelo cientista Robert Gorkin, a equipe aceitou o desafio da
Fundação Bill & Melinda Gates, comandada por Bill Gates e sua
mulher, Melinda, de desenvolver a “camisinha do futuro”, como parte do
programa Grand Challenges in Global Health, que busca solucionar os
grandes desafios da saúde mundial.
O grupo afirma que está conseguindo bons resultados com o hidrogel,
material ultra resistente que recentemente foi modificado para ampliar
sua gama de usos. O material pode se comportar e parecer muito com o
tecido humano. Por isso, tem sido amplamente utilizado em próteses, para
criar vasos sanguíneos e até implantes oculares.
Na região Sul, 40% da população dispensou uso de preservativo com parceiros casuais
Uso da camisinha também previne a clamídia, infecção que causa infertilidade
De acordo com Gorkin, o hidrogel é ideal para os preservativos porque
pode ser moldado para propriedades diferentes. A camisinha feita com o
material poderia se autolubrificar, conter uma pequena dose de Viagra,
ser biodegradável e até mesmo conduzir eletricidade e responder a
estímulos.
— Nossa ideia original era somente provar que um material original
poderia substituir o látex. Tínhamos o palpite de que esses novos
materiais teriam as mesmas propriedades da borracha, só que com uma
sensação mais agradável, mas não tínhamos certeza se eles tinham as
propriedades certas para um preservativo — disse Gorkin ao site
ScienceAlert.
O próximo passo dos pesquisadores será fazer testes biométricos para
comprovar como o material se comporta na composição da camisinha.
— Poderemos observar a atividade do cérebro para ver se o produto
realmente passa uma sensação melhor do que a do látex. Se você fizer com
que a camisinha seja tão prazerosa que a pessoa mal possa esperar para
colocá-la, então mais gente vai usá-la, e nós poderemos parar a
transmissão de doenças — relatou Gorkin.
A equipe da Universidade de Wollongong recebeu uma das 52 bolsas da
Fundação Bill e Melinda Gates, que pediu aos cientistas para ajudar a
encontrar uma solução para as pessoas que não gostam de usar
preservativos. Para a instituição, apesar de os preservativos serem
baratos, fáceis de fabricar, fáceis de distribuir e disponíveis
globalmente, a noção de que eles diminuem o prazer faz com que muitas
pessoas não usem a proteção. A organização ofereceu uma verba inicial de
US$ 100 mil para o projeto de uma nova camisinha mais confortável.
Zero Hora
Nenhum comentário:
Postar um comentário