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sexta-feira, 24 de julho de 2026

Hospital de Juru realiza atendimento especializado com médico vascular

Prefeitura de Juru, na Paraíba, amplia atendimento especializado com médico vascular e realiza consultas e exames de ultrassonografia com Dopper

A Prefeitura de Juru, no Sertão da Paraíba, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, ampliou o atendimento especializado no Hospital e Maternidade Isaura Pires do Carmo com a realização de consultas vasculares e exames de ultrassonografia com Doppler.

De acordo com informações, foram mais de 30 consultas realizadas, acompanhadas de exames de ultrassonografia com Doppler, pelo médico especialista vascular Dr. Jobson.

"Minha gente, seguimos avançando na saúde de Juru, ampliando o acesso da nossa população a atendimentos especializados. 

Nesta quarta-feira, recebemos o especialista vascular Dr. Jobson, que realizou mais de 30 consultas, exames de ultrassonografia com Doppler e procedimentos, garantindo um atendimento mais completo aos nossos pacientes. 

Esse é o nosso compromisso, cuidar das pessoas e buscar cada vez mais serviços que melhorem a qualidade de vida da nossa população", afirmou a prefeita Solange Félix.

Blog JURU EM DESTAQUE com Ascom/PMJ

quinta-feira, 16 de julho de 2026

Entenda quando falta de ar e cansaço pode ser insuficiência cardíaca

Cansaço extremo, falta de ar, inchaço e palpitações podem indicar dificuldade do coração para bombear sangue

A condição é crônica, exige acompanhamento médico e pode ter diferentes níveis de gravidade.

Falta de ar e cansaço? Entenda quando pode ser insuficiência cardíaca
© Shutterstock

A insuficiência cardíaca é uma condição crônica e grave que exige acompanhamento médico contínuo. Reconhecer os sintomas e conhecer os principais fatores de risco pode ajudar no diagnóstico precoce e no controle da doença. 

Segundo o SNS24, a insuficiência cardíaca ocorre quando o coração não consegue bombear sangue em quantidade suficiente para atender às necessidades do organismo ou quando apresenta dificuldade para relaxar e receber o sangue adequadamente.

Com isso, órgãos e tecidos podem deixar de receber o oxigênio e os nutrientes necessários para funcionar corretamente.

A doença pode ser classificada de acordo com a Fração de Ejeção do Ventrículo Esquerdo, medida obtida por exames de imagem que indica a capacidade do coração de impulsionar o sangue para o corpo.

Na insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida, esse índice fica abaixo de 40%, o que indica comprometimento importante da função de bombeamento. Quando o resultado varia entre 40% e 49%, a condição é considerada de fração de ejeção intermediária.

Já na insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada, o coração mantém a capacidade de bombeamento dentro dos níveis esperados, embora possa apresentar dificuldade para relaxar e se encher de sangue.

Entre os sinais que merecem atenção estão cansaço intenso, falta de ar, palpitações frequentes, inchaço nas pernas ou no abdômen, aumento da vontade de urinar durante a noite, tontura, desmaios e ganho de peso sem explicação.

A falta de ar também pode piorar ao deitar, levando a pessoa a precisar de mais travesseiros para dormir. A presença desses sintomas não confirma a doença, mas deve ser avaliada por um profissional de saúde.

Doenças das artérias coronárias, infarto e hipertensão estão entre os principais fatores de risco. Colesterol elevado, diabetes, obesidade, tabagismo, sedentarismo, histórico familiar de problemas cardíacos e alterações genéticas também podem aumentar a probabilidade de desenvolver a condição.

O tratamento varia conforme o tipo e a gravidade da insuficiência cardíaca. Mudanças na alimentação, prática de atividade física sob orientação, abandono do cigarro e uso correto dos medicamentos costumam fazer parte do cuidado.

Em alguns casos, podem ser necessários procedimentos como cateterismo ou implantação de dispositivos cardíacos. Quando a doença está em estágio avançado e não responde às demais opções, o transplante de coração pode ser considerado.

Blog JURU EM DESTAQUE com Notícias ao Minuto

sábado, 27 de junho de 2026

Proibição de tratamentos e avaliações de saúde personalizados para obesidade

Anvisa proíbe plataforma de consulta online e entrega de medicamento; a empresa Voy oferece tratamento para obesidade com canetas emagrecedoras

Fachada do edifício sede da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
© Marcelo Camargo/Agência Brasil
Versão em áudio

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu nessa sexta-feira (26) o funcionamento da plataforma Voy, que oferece tratamentos e avaliações de saúde personalizados para obesidade, mas que não está registrada como dispositivo médico.

“Plataformas que realizam a indicação de medicamentos e de suas dosagens se enquadram na categoria de software médico. Além disso, a empresa não está regularizada como farmácia ou drogaria e por isso não pode comercializar medicamentos de qualquer natureza”, informou a Anvisa.

De acordo com comunicado da agência, a empresa responsável pela plataforma, a Revia Gestão de Negócios Ltda., não tem autorização de funcionamento para esse tipo de atividade.

A proibição foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) e proíbe a plataforma de oferecer e divulgar os serviços.

A agência alertou ainda que medicamentos adquiridos fora de farmácias e drogarias que funcionem de forma irregular não têm qualquer garantia de origem, composição e qualidade.

Outro lado

À Agência Brasil, a Voy informou que recebeu "com surpresa" a notificação da Anvisa e destacou que a discussão se refere "exclusivamente ao enquadramento regulatório de um questionário digital e à sua eventual necessidade de registro como software". 

"Trata-se de uma questão estritamente administrativa, sem relação direta com a segurança dos pacientes, com a qualidade da assistência prestada ou com os medicamentos."

A empresa esclarece que já adotou as medidas administrativas cabíveis e que a empresa permanece autorizada a operar normalmente. A Voy também informou que não comercializa e nem distribui medicamentos. 

Lei a íntegra da nota: 

A Voy recebeu com surpresa a publicação da notificação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), uma vez que a discussão em questão se refere exclusivamente ao enquadramento regulatório de um questionário digital e à sua eventual necessidade de registro como software. Trata-se de uma questão estritamente administrativa, sem relação direta com a segurança dos pacientes, com a qualidade da assistência prestada ou com os medicamentos.

É importante esclarecer que o processo está em andamento e ainda não há decisão definitiva da Agência sobre o tema. As medidas administrativas cabíveis já foram adotadas pela Voy e, nos termos da legislação, a empresa permanece autorizada a operar normalmente.

A Voy enfatiza que não comercializa medicamentos, não realiza atividades de distribuição ou dispensação e, por essa razão, não se enquadra nas hipóteses legais que exigem Autorização de Funcionamento de Empresa (AFE). A empresa permanece comprometida com a inovação responsável, a segurança dos pacientes, a ética, a transparência e o pleno respeito às normas regulatórias, aguardando com confiança o pronunciamento definitivo da Anvisa sobre essa discussão regulatória. 

*Matéria ampliada às 18h14 para incluir nota da empresa Voy

sexta-feira, 26 de junho de 2026

Frio e baixa imunidade aumentam risco de infecções respiratórias

Veja alguma indicações do infectologista Frederico Zago, do Mário Palmério Hospital Universitário (MPHU)

Frio e baixa imunidade aumentam risco de infecções respiratórias
© Shutterstock

Com a chegada do inverno, cresce a circulação de vírus e bactérias responsáveis por infecções respiratórias, o que resulta no aumento dos atendimentos por síndromes respiratórias, especialmente entre crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas. 

Entre os principais agentes infecciosos desta época estão o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), associado à bronquiolite em bebês, e o pneumococo (Streptococcus pneumoniae), bactéria responsável por doenças como pneumonia, meningite, sinusite e otite média, que podem evoluir para quadros graves.

Dados de vigilância em saúde no Brasil indicam aumento sazonal das síndromes respiratórias agudas graves (SRAG) durante os meses mais frios, reforçando a necessidade de atenção à prevenção, ao diagnóstico precoce e ao tratamento adequado.

A transmissão ocorre principalmente por gotículas respiratórias e contato com superfícies contaminadas, o que reforça a importância de medidas simples e eficazes, como higiene frequente das mãos, ambientes ventilados e uso de máscara em caso de sintomas gripais.

A vacinação é uma das principais formas de prevenção, especialmente contra influenza, COVID-19 e pneumococo, sobretudo em grupos de risco, contribuindo para a redução de complicações, internações e óbitos relacionados às doenças respiratórias.

Segundo o infectologista do Mário Palmério Hospital Universitário (MPHU), Frederico Zago, é fundamental que a população fique atenta aos sinais de agravamento.

“Febre persistente, dificuldade para respirar, prostração importante, dor no peito, chiado no peito e piora progressiva dos sintomas são sinais de alerta que exigem avaliação médica imediata, principalmente em crianças, idosos e pacientes com comorbidades”, destaca.

O especialista reforça que muitas complicações podem ser evitadas com diagnóstico precoce e acompanhamento adequado, especialmente quando os sintomas inicialmente se confundem com gripes comuns.

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terça-feira, 23 de junho de 2026

Frio sobrecarrega o coração e aumenta o risco de infarto e AVC

Especialistas alertam que as baixas temperaturas aumentam o esforço do coração e podem elevar o risco de infarto e AVC, principalmente entre idosos e pessoas com doenças cardiovasculares, hipertensão, diabetes ou outros fatores de risco

Frio sobrecarrega o coração e aumenta o risco de infarto e AVC; saiba como se proteger
© iStock

(FOLHAPRESS) - Controlar a temperatura do corpo no inverno exige mais do coração. A afirmação vale para todos, mas aqueles com comorbidades cardiovasculares são mais suscetíveis a infarto e AVC (Acidente Vascular Cerebral) nos dias frios. 

O Instituto Nacional de Cardiologia estima que as ocorrências de infarto podem aumentar em até 30%, principalmente em temperaturas abaixo de 14°C. Pessoas de 75 a 84 anos e aquelas que já apresentam doenças relacionadas ao coração são as mais vulneráveis. Os índices de AVC crescem até 20% no período. A temperatura não é a causa direta, mas pode potencializar esses problemas.

Segundo Fernando Ribas, médico cardiologista da BP - A Beneficência Portuguesa de São Paulo, esses episódios se tornam mais frequentes no inverno porque o organismo responde à queda brusca de temperatura. Ocorre a vasoconstrição -quando o corpo contrai os vasos sanguíneos para reter calor- e sobrecarrega o coração.

"O frio libera um pouco mais de mediadores para controlar melhor a temperatura do corpo. Liberamos mais adrenalina no sangue, hormônios relacionados ao estresse, até para aumentarmos a taxa de metabolismo e compensar essa redução, explica Ribas.

"Se o paciente tem risco cardiovascular, o estresse que vem da adrenalina pode desencadear uma instabilização de uma placa de aterosclerose (acúmulo de gordura nas paredes das artérias), por exemplo, e provocar um infarto ou AVC".

A microempresária Rosângela Gusmão, 65, estava com entupimento em uma veia do coração causado por um coágulo e desconhecia o problema.

Sem sintomas, optava pela alimentação saudável, acompanhada por nutricionista, e fazia exercícios físicos cinco vezes na semana (pilates e musculação). Não era hipertensa e nem possuía outra comorbidade que pudesse provocar um infarto.

Na manhã de 10 de junho de 2025, Rosângela sentiu uma dor súbita do lado esquerdo do peito, seguida por falta de ar e enjoo. Neste dia, a temperatura mínima na cidade de São Paulo ficou em cerca de 14°C e a máxima não chegou a 20°C. O mês foi marcado por massas de ar polar fortes e recordes de frio.

"Em menos de 10 minutos, eu já sentia uma forte queimação na região do coração. A dor irradiou para o braço e a escápula do lado esquerdo", relata a microempresária.

A mulher foi levada ao hospital por um vizinho. Na emergência, soube que se tratava de um infarto. "Fiquei mais vulnerável e mais atenta aos sinais que o corpo dá", diz. Após a angioplastia com o implante de dois stents e dois meses de reabilitação cardiopulmonar, a vida voltou ao normal.

O frio também pode descompensar a hipertensão e o diabetes. A liberação de adrenalina interfere em níveis pressóricos e de glicose.

"A adrenalina é um hormônio contrarregulador no metabolismo do diabetes. A liberação de mais glicose acontece para oferecer mais energia para as células. Se o paciente tem um controle ruim pode descompensar", explica o cardiologista Fernando Ribas.

O Brasil registrou aproximadamente 398 mil mortes por doenças do aparelho circulatório, como hipertensão, arritmias e infarto, ao longo de 2024. A taxa foi de 187,5 óbitos por 100 mil habitantes, a segunda maior dos últimos 23 anos, atrás apenas de 2021, quando o índice chegou a 189,8 durante a pandemia de Covid.

Os dados são do Datasus e estão disponíveis no Observatório da Saúde Pública da Umane, organização que fomenta iniciativas no âmbito da saúde pública no Brasil.

O cardiologista reforça os pilares de um estilo de vida saudável para preservar a saúde do coração:

- Respeitar o tempo de sono ideal. O importante é dormir o suficiente para ficar descansado

- Tentar controlar o estresse

- Manter alimentação saudável e equilibrada. Fuja de alimentos condimentados e gordurosos. "O ideal é ter pelo menos 70%, 80% das refeições semanais baseadas em legumes, saladas, carnes magras e carboidratos integrais. Nos lanches, prefira frutas, alimentos naturais, não condimentados e industrializados", diz o médico

- Praticar atividade física de três a cinco vezes por semana

- Checar a pressão arterial, os níveis de colesterol, de açúcar no sangue, a função renal e o hemograma. "Em pacientes muito jovens, sem comorbidades, não vejo necessidade de fazer exame todo ano. Aqueles que passam dos 40 anos é interessante, sim, porque nosso organismo começa a ter uma maior facilidade de descompensação de colesterol, de glicose", orienta.

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Inverno e imunidade: guia para evitar armadilhas e nutrir o corpo

Com a queda das temperaturas, o organismo demanda ajustes metabólicos específicos

Especialista orienta sobre como fortalecer o sistema imunológico através do consumo inteligente de alimentos da estação e esclarece o uso de suplementos vitamínicos.

Inverno e imunidade: guia para evitar armadilhas e nutrir o corpo
© iStock

Com a chegada dos dias mais frios, o organismo passa por uma série de adaptações para manter seu funcionamento adequado. Além da mudança na rotina e nos hábitos diários, o inverno também exige uma atenção especial à alimentação, que desempenha papel fundamental na manutenção da imunidade, da disposição e da saúde como um todo. Já a escolha de alimentares inadequadas durante esse período podem favorecer deficiências nutricionais e aumentar a vulnerabilidade do organismo a infecções respiratórias e outras doenças típicas da estação. 

A chegada do inverno traz consigo não apenas o frio, mas também mudanças importantes no comportamento alimentar. É comum que as pessoas sintam mais fome e busquem refeições mais calóricas, reconfortantes e quentes. Paralelamente, a menor exposição ao sol reduz a produção de vitamina D pelo organismo, nutriente essencial para a saúde óssea, muscular e imunológica. Somados, esses fatores podem impactar diretamente o bem-estar e a capacidade do corpo de responder a agentes infecciosos.

Para a Dra. Fabiana Roloff, médica nutróloga e docente do curso de Medicina da Afya Centro Universitário de Pato Branco, o sistema imunológico depende de uma combinação de fatores para funcionar adequadamente, sendo a alimentação um dos pilares mais importantes.

“Existe uma busca desenfreada por suplementos de vitamina C e D, por exemplo, como se fossem capazes de resolver tudo sozinhos. No entanto, a imunidade é um sistema complexo que depende de um ambiente metabólico equilibrado. Não adianta suplementar se a base da alimentação é pobre em nutrientes essenciais”, explica a Dra. Fabiana.

O poder dos alimentos de estação

Durante o inverno, frutas, verduras e legumes típicos da estação oferecem uma combinação valiosa de vitaminas, minerais e compostos bioativos capazes de fortalecer as defesas naturais do organismo. A recomendação da Dra. Fabiana é priorizar alimentos frescos e variados, garantindo o consumo de diferentes nutrientes ao longo do dia.

“O destaque vai para alimentos ricos em vitamina C, como laranja, mexerica, kiwi, acerola e goiaba, que auxiliam na proteção das células contra os danos causados pelos radicais livres e contribuem para o funcionamento adequado do sistema imunológico. Também merecem atenção os alimentos fontes de vitamina A, presentes em vegetais de coloração alaranjada e verde-escura, como cenoura, abóbora, espinafre e couve”, comenta a médica nutróloga.

Outro grupo indispensável é o das proteínas de qualidade, encontradas em carnes magras, ovos, leite e derivados, além das leguminosas, como feijão, lentilha e grão-de-bico. “Esses alimentos participam da formação e renovação de células de defesa, sendo fundamentais para a resposta imunológica”, acrescenta a Dra.

A importância da saúde intestinal

Cada vez mais estudos apontam a estreita relação entre o intestino e o sistema imunológico. Estima-se que uma parcela significativa das células de defesa esteja associada ao trato gastrointestinal, tornando a saúde intestinal um fator decisivo para a imunidade.

Nesse contexto, os alimentos ricos em fibras ganham destaque. Frutas, verduras, legumes, cereais integrais e sementes ajudam a alimentar as bactérias benéficas que compõem a microbiota intestinal. Quando equilibrada, essa microbiota contribui para reduzir processos inflamatórios, melhorar a absorção de nutrientes e fortalecer os mecanismos naturais de proteção do organismo.

“Quando consumimos alimentos in natura, fornecemos ao corpo muito mais do que nutrientes isolados. Oferecemos uma combinação de compostos que atuam em conjunto para manter o equilíbrio do organismo. É essa interação que favorece a saúde e a imunidade”, ressalta a médica nutróloga e docente de Medicina da Afya de Pato Branco.

Estratégias simples que fazem diferença

Além da escolha dos alimentos, a forma de preparo também influencia diretamente a qualidade nutricional das refeições. Sopas, caldos e ensopados preparados com legumes, verduras e fontes de proteína são excelentes opções para os dias frios, pois ajudam a manter a hidratação e fornecem nutrientes importantes de maneira prática e saborosa.

Outro cuidado importante é evitar o excesso de alimentos ultraprocessados, ricos em açúcar, sódio e gorduras de baixa qualidade. Embora possam parecer opções convenientes e reconfortantes durante o inverno, seu consumo frequente está associado ao aumento de processos inflamatórios e à piora da qualidade da alimentação.

“A hidratação também não deve ser negligenciada. Com a redução da sensação de sede nos dias frios, muitas pessoas passam a ingerir menos líquidos. No entanto, a água continua sendo essencial para o transporte de nutrientes, eliminação de toxinas e funcionamento adequado de todos os sistemas do organismo”, pontua a Dra. Fabiana.

Manter uma alimentação equilibrada, associada à prática regular de atividade física, sono de qualidade e acompanhamento médico quando necessário, é a melhor estratégia para atravessar o inverno com mais saúde, energia e resistência às doenças típicas da estação.

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quinta-feira, 18 de junho de 2026

Dois antibióticos têm a venda, distribuíção e utilização proibidas

Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determina recolhimento de lotes de antibióticos; a medida atinge os injetáveis Polycid e fosfato de clindamicina

Brasília (DF), 09/01//2026 - Fachada do prédio da Anvisa em Brasília.  Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
© Valter Campanato/Agência Brasil
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou nesta quinta-feira (18) o recolhimento de dois medicamentos antibióticos por desvio de qualidade. Os produtos não podem ser vendidos, distribuídos ou utilizados.

A resolução da agência, publicada no Diário Oficial da União, atinge o lote 2519879 do antibiótico Polycid, fabricado pela União Química Farmacêutica Nacional. O medicamento, de uso injetável, é usado para tratar infecções graves.

De acordo com o texto, a Anvisa recebeu comunicado de recolhimento voluntário iniciado pelo próprio fabricante por conta da presença de um pedaço de vidro no interior do frasco do medicamento.

A resolução atinge ainda o lote 24101854 do antibiótico fosfato de clindamicina 150 mg/ml solução injetável (caixa com 50 ampolas), fabricado pela Hypofarma - Instituto de Hypodermia e Farmácia Ltda.

Segundo a publicação, foi confirmado desvio referente à solução de cor amarelada, incluindo a presença de corpos estranhos e precipitados no interior do frasco lacrado do medicamento.

Em nota, a Hypofarma informou que a resolução está sendo tratada em conformidade com os protocolos regulatórios aplicáveis e em alinhamento com a autoridade sanitária.

“A companhia mantém colaboração integral com os órgãos competentes e segue adotando todas as medidas adequadas e cabíveis no âmbito de seus processos internos e regulatórios.”

Soro fisiológico

Outro produto alvo da resolução é a solução fisiológica de cloreto de sódio Equiplex – 9mg/ml, produzida pela Equiplex Indústria Farmacêutica Ltda. Segundo a Anvisa, o lote 2513588 (validade 30/6/2027) apresentou desvio de qualidade e deve ser recolhido.

“O produto também não pode ser vendido, distribuído ou utilizado”, destacou a agência em nota.

Farmácia de manipulação

A resolução determina ainda o recolhimento de todas as preparações magistrais produzidas pela Farmácia S J do Jabour Ltda.

“Foi comprovada a exposição e a comercialização de produtos manipulados padronizados e não individualizados, sem a devida prescrição por profissional competente”, informou a Anvisa.

“Os medicamentos eram divulgados e comercializados por meio do site da empresa e de redes sociais, inclusive com nome comercial dos produtos nos rótulos”, completou a agência.

A Agência Brasil aguarda retorno da União Química Farmacêutica Nacional. A reportagem não conseguiu contato com a Equiplex Indústria Farmacêutica Ltda e com a Farmácia S J do Jabour Ltda.

*Matéria alterada hoje (18), às 13h, para atualização

segunda-feira, 15 de junho de 2026

Risco de contaminação

Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) mantém suspensão de lotes de produtos Ypê


Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) manteve suspensa a comercialização, distribuição e uso de lotes específicos de produtos Ypê. A medida publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (15) se aplica a desinfetantes, detergentes e lava-roupas líquidos.

Segundo a Anvisa, a ação foi motivada pelo descumprimento de requisitos previstos na RDC nº 47/2013, identificado durante inspeção sanitária realizada entre os dias 27 e 30 de abril de 2026.

Lotes afetados

– Desinfetantes Bak Ypê e Pinho Ypê: suspensos todos os lotes com final 1 fabricados antes de 1º de março de 2026;

– Detergentes lava-louças (incluindo versões com enzimas ativas, toque suave, concentrado e linhas clear e green): suspensos todos os lotes com final 1 fabricados antes de 1º de março de 2026;

– Lava-roupas (Tixan Ypê e Ypê líquido – antibac, coco e baunilha, premium): suspensos todos os lotes com final 1 fabricados antes de 1º de abril de 2026.

Análises e restrição

De acordo com a agência, os laudos apresentados pela empresa indicaram resultados satisfatórios para os produtos fabricados após essas datas, o que levou à restrição da medida apenas aos lotes mais antigos.

Para desinfetantes e detergentes, foram considerados adequados os produtos fabricados entre 1º e 31 de março de 2026. Já no caso dos lava-roupas, os testes demonstraram conformidade para os itens produzidos entre 1º de abril e 7 de maio de 2026.

Monitoramento no mercado

A agência informou ainda que os produtos atingidos que já tenham sido distribuídos e estejam disponíveis no mercado devem seguir as tratativas acordadas com a empresa quanto à manutenção de ações de monitoramento sanitário.

Entenda o caso

A crise começou no dia 7 de maio, quando a Anvisa determinou a suspensão de mais de 100 lotes de produtos da Ypê após identificar falhas consideradas graves nos processos de fabricação da unidade de Amparo.

A fiscalização encontrou 76 irregularidades sanitárias e apontou risco de contaminação microbiológica nos produtos fabricados na planta industrial.

O caso ganhou ainda mais atenção porque a empresa já havia registrado, em novembro de 2025, um episódio de contaminação microbiológica envolvendo a bactéria Pseudomonas aeruginosa em produtos da linha lava-roupas.

Bactéria

A Pseudomonas aeruginosa é uma bactéria comum no ambiente e pode ser encontrada na água, no solo e em locais úmidos. Em pessoas saudáveis, normalmente não causa problemas graves.

No entanto, ela pode provocar infecções em pessoas com imunidade baixa, como pacientes em tratamento contra câncer, transplantados, idosos e pessoas com doenças que afetam o sistema imunológico.

Por isso, a Anvisa classificou as medidas adotadas como preventivas para evitar riscos à saúde da população.

Blog JURU EM DESTAQUE com Agência Brasil

sexta-feira, 12 de junho de 2026

Vacina pneumocócica conjugada 20-valente (VPC20) para crianças

Estado da Paraíba incorpora vacina contra pneumonia, meningite e outras infecções ao calendário de rotina de crianças

Paraíba incorpora vacina contra pneumonia, meningite e outras infecções ao calendário de rotina de crianças

A vacina pneumocócica conjugada 20-valente (VPC20) passa a integrar o calendário de vacinação de rotina das crianças menores de 5 anos na Paraíba. Para garantir o início da imunização, a Secretaria de Estado da Saúde da Paraíba (SES) recebeu do Ministério da Saúde 10.740 doses do imunizante, que serão distribuídas para os 223 municípios paraibanos entre segunda (15) e quarta-feira (17) da próxima semana. A incorporação da VPC20 representa um avanço na proteção das crianças contra doenças causadas pela bactéria Streptococcus pneumoniae (pneumococo), responsável por infecções que variam de quadros mais comuns, como otite e sinusite, até doenças graves e potencialmente fatais, como pneumonia, meningite e sepse.

A nova vacina amplia a proteção contra um maior número de sorotipos da bactéria, fortalecendo a prevenção e contribuindo para a redução de internações e complicações associadas à doença. De acordo com a chefe do Núcleo Estadual de Imunizações da SES, Márcia Mayara, o principal destaque é a inclusão da vacina na rotina de vacinação infantil. “Recebemos 10.740 doses da vacina pneumocócica 20-valente, que passa a fazer parte do calendário de rotina das crianças menores de cinco anos. Os municípios receberão essas vacinas e já devem iniciar imediatamente a aplicação nas salas de vacinação. É importante destacar que se trata de uma incorporação à rotina infantil, ampliando a proteção das nossas crianças contra doenças pneumocócicas”, explicou.

O novo esquema vacinal proposto pelo Ministério da Saúde se dará da seguinte forma: primeira dose com a vacina VPC20 aos dois meses de idade, a segunda dose permanece com a vacina pneumocócica 10-valente (VPC10) aos quatro meses e a dose de reforço será com a VPC20 aos 12 meses. As crianças que não forem vacinadas nas idades recomendadas poderão receber o imunizante até os 4 anos, 11 meses e 29 dias, conforme orientação do Programa Nacional de Imunizações (PNI).

A expectativa é que todas as salas de vacinação da rede pública estejam abastecidas para iniciar imediatamente a aplicação da nova vacina nas crianças que fazem parte do público-alvo. Segundo o Ministério da Saúde, a introdução da VPC20 no Sistema Único de Saúde (SUS) fortalece as estratégias de imunização contra as doenças pneumocócicas e amplia a cobertura contra os sorotipos atualmente mais associados aos casos graves da doença no país.

Além das crianças menores de 5 anos, a vacina pneumocócica 20-valente também passará a ser utilizada futuramente nos idosos acamados e/ou institucionalizados (como em casas geriátricas, hospitais, unidades de acolhimento/instituições de longa permanência/casas de repouso) e população indígena acima de 5 anos de idade. No entanto, para esses públicos, a vacinação continuará sendo realizada com a vacina pneumocócica 23-valente (VPP23), atualmente disponível na rede pública, até o esgotamento dos estoques existentes. Somente após essa etapa a VPC20 passará a ser utilizada também nesses grupos.

A SES reforça a importância de pais e responsáveis manterem a caderneta de vacinação das crianças atualizada e procurarem a unidade de saúde mais próxima para garantir a proteção contra doenças que podem causar complicações graves, especialmente nos primeiros anos de vida.

Fonte: Polêmica Paraíba com Assessoriqa

segunda-feira, 8 de junho de 2026

Suspensão temporária da vacina contra a dengue

Ministério da Saúde suspende vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan contra dengue após investigação de mortes suspeitas

Ministério da Saúde suspende vacina contra dengue após investigação de mortes suspeitas

O Ministério da Saúde anunciou, nesta segunda-feira (08), a suspensão temporária da vacina contra a dengue com o imunizante desenvolvido pelo Instituto Butantan.

A decisão foi tomada após o registro de duas mortes suspeitas e outros casos graves que estão sendo investigados por autoridades sanitárias.

O anúncio foi feito durante coletiva de imprensa com representantes do Ministério da Saúde, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e do Instituto Butantan. Segundo o governo federal, a medida é preventiva e tem como objetivo aprofundar a análise dos eventos adversos registrados após a aplicação da vacina.

Investigações

De acordo com os dados apresentados, cerca de 500 mil doses já foram aplicadas desde o início da campanha de imunização. Foram registradas 3.703 notificações de eventos inesperados com sintomas semelhantes aos da dengue, o equivalente a 0,7% dos vacinados.

Entre as notificações, 42 pessoas apresentaram sinais de alarme, como dor abdominal intensa, vômitos persistentes e sangramentos. Três deles evoluíram para quadros considerados graves, incluindo duas mortes que seguem sob investigação.

Segundo o Ministério da Saúde, ainda não há comprovação de relação direta entre a vacina e os óbitos. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que as investigações realizadas até o momento não reuniram evidências suficientes para estabelecer causalidade entre a imunização e as mortes registradas.

A vacina do Butantan é a primeira do mundo contra a dengue aplicada em dose única e também a primeira desenvolvida integralmente no Brasil. A imunização começou neste ano, inicialmente voltada para profissionais de saúde.

Sintomas que devem ser observados

A recomendação é que pessoas vacinadas nos últimos 21 dias procurem acompanhamento médico caso apresentem sintomas como:

  • Dor abdominal intensa e contínua
  • Febre
  • Irritabilidade
  • Piora do estado geral
  • Sangramentos
  • Sinais de desidratação
  • Sonolência excessiva
  • Tontura
  • Vômitos persistentes
Blog JURU EM DESTAQUE com Polêmica Paraíba - Pedro Nery

Suspensão temporária da imunização contra a dengue no Brasil

Ministério da Saúde suspende vacina contra a dengue do Butantan; foram registrados dois óbitos de pessoas que receberam o imunizante

Rio de Janeiro (RJ), 21/02/2026 - Municípios fluminenses começam a receber vacina contra a dengue, produzida pelo Instituto Butantan. Foto: Instituto Butantan/Divulgação
© Instituto Butantan/Divulgação
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O Ministério da Saúde anunciou, nesta segunda-feira (08), a suspensão temporária da imunização contra a dengue no país com a vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan.

A pasta informou que 42 pessoas apresentaram sintomas mais severos após a vacinação, sendo que três precisaram de internação e dois desses morreram.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que não é possível concluir que os eventos adversos foram causados pela vacina, mas representam um sinal de alerta e serão investigados por um comitê de especialistas.

“Essa descontinuidade tem um objetivo que é a ação de precaução, para que o Ministério da Saúde, a Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária] e o Butantan aprofundem a investigação nos 42 casos, que são episódios de reações adversas da vacina, para buscar fatores de risco nessas pessoas, fazer uma espécie de estudo de caso-controle”, disse em coletiva de imprensa.

“O Ministério da Saúde tem total confiança na capacidade institucional do Butantan”, destacou Padilha ao enfatizar a importância da vacinação para a redução e eliminação de doenças no país.

A suspensão vale apenas para a vacina produzinda pelo Butantan, e não inclui o imunizante Qdenga, produzido pelo laboratório Takeda e aplicado no Sistema Único de Saúde. 

Até o dia 30 de maio, pouco mais de 500 mil doses da vacina do Butantan foram aplicadas em todo o país. O imunizante foi incorporado ao Sistema Único de Saúde (SUS) em janeiro deste ano. Na ocasião, o Ministério da Saúde adotou a estratégia de vacinação para avaliar o impacto do imunizante na dinâmica populacional da dengue.

Para isso, passou a vacinar a população em três municípios-piloto: Botucatu (SP), Maranguape (CE) e Nova Lima (MG). Nessas localidades, o público-alvo é composto por adolescentes e adultos de 15 a 59 anos, que é a indicação aprovada para o Programa Nacional de Imunizações (PNI). Em março, também foi promovida uma ação de vacinação na região de Araguaína (TO).

Em fevereiro, o SUS passou a vacinar contra a dengue os profissionais de saúde da atenção primária, com a previsão de imunizar 1,2 milhão de trabalhadores da linha de frente, de unidades básicas de saúde, por exemplo. Os casos graves registrados foram identificados nesse público-alvo.  

O Ministério da Saúde destaca que a decisão de descontinuar a estratégia de vacinação não invalida a eficácia do imunizante. E as pessoas que foram vacinadas ainda usufruem do benefício que a vacina oferece, que é a proteção contra a dengue.

A recomendação do sistema de farmacovigilância dá mais tempo para que sejam realizados estudos adicionais para encontrar eventuais fatores de risco.

Serão investigados o histórico clínico das pessoas, as doenças preexistentes, os fatores de risco individuais, as causas alternativas, possíveis desvios de qualidade e erros de imunização. 

Brasília (DF), 08/06/2026 - O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou a suspensão temporária da estratégia de aplicação da vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan após a identificação de 42 episódios de reações adversas graves registrados pelo sistema nacional de vigilância pós-vacinação. Frame: MS/Youtube
Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou a suspensão temporária da estratégia de aplicação da vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan - Frame: MS/Youtube - MS/Youtube

Casos graves

A vigilância é permanente e parte da rotina do PNI, com fluxo de investigação posterior. Os casos graves foram analisados pelo Comitê Interinstitucional de Farmacovigilância de Vacinas e outros Imunobiológicos (Cifavi) e pela Câmara Técnica de Assessoramento em Imunizações (Ctai), que recomendou a suspensão da vacinação com o imunizante do Butantã.

Das pouco mais de 500 mil doses aplicadas em todo o país, 3.703 pessoas tiveram sintomas parecidos com os da dengue - 0,7% do total de vacinados.

Desses, 42 apresentaram sintomas de alarme, que são: dor abdominal, vômito persistente ou sangramento – 0,008% dos vacinados – eventos raros, porém inesperados, já que não foram relatados durante a fase de estudos da vacina.

Três pessoas apresentaram sintomas graves e foram hospitalizadas:

  • Uma mulher, 39 anos, apresentou febre, mialgia e náuseas seis dias após receber a vacina, evoluindo para sintomas de dengue grave, com choque e necessidade de UTI; recebeu alta.
  • Uma mulher, 48 anos, desenvolveu sintomas de dengue grave, com comprometimento neurológico (meningoencefalite) 19 dias após a vacinação; evoluiu para óbito.
  • Um homem, 58 anos, iniciou quadro febril cinco dias após a vacinação, evoluindo rapidamente para sintomas de dengue graves, com choque refratário; evoluiu para óbito.

Observação

Segundo o ministro Alexandre Padilha, a população que recebeu a vacina do Instituto Butantan nos últimos 21 dias terá um acompanhamento especial para identificar algum sinal ou qualquer outra reação adversa.

A orientação do Ministério da Saúde é procurar uma unidade de saúde em caso de intensificação dos seguintes sintomas: febre, dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, tontura, sangramentos, sonolência intensa, irritabilidade, sinais de desidratação ou piora do estado geral.

Reavaliação da estratégia

Em nota, o Instituto Butantan informou que a vacinação contra a dengue será temporariamente interrompida para reavaliação da estratégia vacinal. A medida visa garantir a segurança da população nas próximas etapas da vacinação.

“O Instituto Butantan, como já demonstrado em casos recentes, seguirá trabalhando com o mais absoluto rigor para aprofundar as informações sobre o uso da vacina para que, em se confirmando sua segurança, a vacinação possa ser retomada em breve, com toda a tranquilidade para a população atendida pelo SUS”, disse a instituição. 

Segundo o Instituto, a vacina teve eficácia global de 79,6% e 89% contra a dengue grave em estudo publicado em revista científica internacional. Nos três municípios onde houve vacinação em massa da população, o acompanhamento de farmacovigilância se mostrou positivo, sem casos importantes de reação adversa na população. 

*Texto ampliado às 18h08 para acréscimo de informações

domingo, 7 de junho de 2026

Carne brasileira é vetada pela União Europeia

SEGURANÇA ALIMENTAR: União Europeia oficializa veto à carne brasileira a partir de setembro; também estão na lista mel, tripas e peixe

Pecuária leiteira, Gado de leite, Ordenha, Armazenamento de leite
© CNA/Wenderson Araujo/Trilux
Versão em áudio

A União Europeia (EU) oficializou sua decisão de proibir a importação de carnes, tripas, peixe e mel produzidos no Brasil. O veto deve entrar em vigor a partir do próximo dia 03 de setembro.

Anunciada há quase um mês, poucos dias após a entrada em vigor provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, a decisão de excluir o Brasil da lista de países autorizados a exportar esses produtos para os países do bloco europeu foi confirmada em um documento oficial  publicado no Diário Oficial da UE na última sexta-feira (05).

Segundo a Comissão Europeia, o Brasil não conseguiu comprovar que seus produtores atendem às algumas das exigências sanitárias europeias, especialmente que não utilizam, ao longo de toda a cadeia produtiva, medicamentos antimicrobianos para tratar e prevenir infecções em animais.

Em abril deste ano, o governo brasileiro proibiu parte dos antimicrobianos comprovadamente usados para estimular o crescimento e aumentar a produtividade animal, mas a União Europeia avaliou que ainda faltam garantias adicionais.

As regras sobre o uso de antimicrobianos fazem parte da política europeia de segurança alimentar e saúde pública conhecida como One Health, criada para combater o uso excessivo de antibióticos no mundo. Entre os produtos restritos pelos europeus estão substâncias como virginiamicina, avoparcina, tilosina, espiramicina, avilamicina e bacitracina.

A União Europeia é um dos principais mercados para as proteínas animais brasileiras. No caso da carne bovina, o bloco europeu aparece entre os maiores destinos das exportações brasileiras em valor. 

A cautela europeia não significa necessariamente que a carne brasileira esteja contaminada por medicamentos. O principal ponto da decisão europeia é regulatório e envolve rastreabilidade sanitária, certificação e comprovação documental sobre o uso dos medicamentos.

Para voltar à lista dos países autorizados a vender os produtos vetados, o Brasil precisará comprovar que cumpre integralmente as regras europeias durante todo o ciclo de vida dos animais exportados. Para isso, o país pode ampliar ainda mais as restrições legais aos medicamentos ou criar mecanismos mais rígidos de rastreabilidade para provar que os produtos exportados não utilizam as substâncias proibidas na Europa.

A segunda alternativa é considerada mais complexa porque exige monitoramento detalhado da cadeia produtiva, certificações sanitárias adicionais e custos maiores para produtores e frigoríficos.

Abiec

Consultada pela reportagem, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) manteve o posicionamento divulgado no mês passado, quando a Comissão Europeia anunciou a decisão de proibir a compra dos produtos brasileiros.

Segundo a entidade, o Brasil conta com um “dos sistemas de inspeção e defesa agropecuária mais robustos do mundo” e a carne bovina brasileira atende aos requisitos sanitários e regulatórios de mais de 170 países, incluindo os principais mercados internacionais, cumprindo “rígidos controles oficiais, sistemas de rastreabilidade e protocolos reconhecidos globalmente”.

Ainda de acordo com a associação, o setor privado vem trabalhando em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) na elaboração de protocolos voltados ao atendimento das novas exigências europeias, além de manter diálogo técnico e colaboração com as autoridades competentes sobre o tema.

Qualidade 

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informou que está acompanhando a formalização da decisão da União Europeia e confiante de que as autoridades brasileiras vão demonstrar, tecnicamente, que o país possui um dos mais robustos sistemas de controle sanitário mundial, capaz de garantir “elevados padrões de qualidade, rastreabilidade, biosseguridade e segurança dos alimentos".

Em nota, a ABPA enfatizou que o veto à importação dos produtos brasileiros “não decorre de qualquer questionamento sanitário, não conformidade ou problema identificado em relação ao uso de antimicrobianos na produção animal brasileira”, mas sim ao reconhecimento europeu dos “mecanismos oficiais de fiscalização e controle adotados pelo Brasil”.

A entidade também reconheceu a legitimidade das iniciativas voltadas à proteção da saúde pública, da sanidade animal e da segurança dos alimentos, mas com ressalvas. Para a associação, é necessário que as normas sanitárias nacionais estejam “fundamentadas em critérios científicos, avaliações de risco reconhecidas internacionalmente, transparência regulatória e observância aos princípios estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde Animal, pelo Codex Alimentarius e pelos acordos multilaterais de comércio”.

*texto ampliado às 14h27 para incluir posicionamento da ABPA

quinta-feira, 4 de junho de 2026

Pressão Alta: um a cada quatro adultos no Brasil convive com a condição

A doença é caracterizada pela elevação persistente da pressão sanguínea nas artérias e está intrinsecamente ligada ao desenvolvimento de complicações severas, como infarto, acidente vascular cerebral (AVC), insuficiência cardíaca e doença renal crônica

Pressão Alta: um a cada quatro adultos no Brasil convive com a condição
© Shutterstock

A hipertensão arterial, ou pressão alta,​ ​pode​ não ​apresentar​ si​ntomas​ evidentes em seus estágios iniciais, evoluindo de forma silenciosa ao longo do tempo.​ ​​Essa​​​ ​condição crônica​​ ​​afeta cerca de 28% dos adultos no Brasil, segundo o Ministério da Saúde, ​​e é​​ um dos principais fatores de risco para eventos cardiovasculares graves.​  

A doença é caracterizada pela elevação persistente da pressão sanguínea nas artérias e está intrinsecamente ligada ao desenvolvimento de complicações severas, como infarto, acidente vascular cerebral (AVC), insuficiência cardíaca e doença renal crônica.

O grande desafio reside em sua natureza assintomática. "Muitos pacientes só descobrem em fases avançadas, quando os danos já podem ser significativos. Esse atraso no diagnóstico eleva drasticamente o risco de eventos cardiovasculares e de lesões em órgãos vitais, como coração, rins e cérebro", ​​esclarece​​​​ ​​a cardiologista Lilian Carvalheiro, d​​a​​​ ​AMA Especialidades Jardim São Luiz, unidade gerenciada pelo CEJAM – Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”​ em parceria com a Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo (SMS-SP)​.

Fatores como predisposição genética, dieta inadequada — rica em sódio e ultraprocessados —, sedentarismo, sobrepeso, consumo de álcool e tabagismo são os principais gatilhos para o desenvolvimento da hipertensão. Diante disso, a aferição regular da pressão arterial é a ferramenta mais eficaz para a detecção precoce, mesmo na ausência de sintomas.

"O tratamento vai além da medicação. A adesão a um estilo de vida saudável e o acompanhamento médico contínuo são pilares para avaliar a resposta terapêutica e realizar os ajustes necessários. A condição exige vigilância constante, pois seu controle inadequado pode resultar em complicações progressivas", reforça a especialista.

Para enfrentar este desafio de saúde pública, o CEJAM ​​possui​​​​ ​​uma linha de cuidados específica para a hipertensão, que organiza o acompanhamento do paciente de forma integrada e contínua na Rede de Atenção à Saúde.

“Este modelo permite um acompanhamento longitudinal e baseado no risco de cada indivíduo. Ao fortalecer o vínculo entre o paciente e a equipe de saúde, desde o diagnóstico até o controle da doença, contribuímos diretamente para a prevenção de complicações e para a melhoria da qualidade de vida”, destaca Poliana de Lima, gerente da UBS Jardim Coimbra — unidade que também é administrada pelo CEJAM em parceria com a SMS-SP.

​​Na prática, o fluxo assistencial abrange a identificação ativa de pacientes, aferição periódica da pressão, consultas médicas e de enfermagem, e orientações com equipes multiprofissionais. Casos de maior complexidade são encaminhados a especialistas, mas sempre com a Atenção Primária coordenando o cuidado. ​​Esse acompanhamento contribui para a redução de agravos e para a promoção do bem-estar dos pacientes.​​​

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quarta-feira, 3 de junho de 2026

Nova pílula contra o câncer de pâncreas leva médicos às lágrimas

Maior congresso de oncologia do mundo, o Asco 2026, trouxe uma novidade que surpreendeu e emocionou até mesmo médicos que acompanhavam a apresentação

Câncer de pâncreas é dos que tem a mais alta taxa de letalidade -  (crédito: Freepik )
Câncer de pâncreas é dos que tem a mais alta taxa de letalidade - (crédito: Freepik ) - X

O maior congresso de oncologia do mundo, o Asco 2026, trouxe uma novidade que surpreendeu e emocionou até mesmo médicos que acompanhavam a apresentação, nesta segunda-feira (de um estudo sobre medicamento contra câncer no pâncreas.

Realizado em Chicago, o evento reúne anualmente milhares de especialistas, pacientes e entidades envolvidas no diagnóstico e tratamento do câncer.

Essa novidade tem a ver com os estudos de fase 3 do daraxonrasib, um medicamento alvo-dirigido para combater o câncer de pâncreas, um dos tipos com maior taxa de letalidade.

O oncologista Márcio Almeida, mebro da Sociedade Brasileira de Oncologia (SBO), explica o motivo da emoção dos médicos: é que as opções de tratamento hoje são bem limitadas diante de um câncer tão agressivo.

Um estudo de fase três significa uma eficácia comprovada e que os próximos passos para que ele chegue aos pacientes podem ser seguidos.

E olha só qual foi o resultado alcançado: a nova droga praticamente dobrou a sobrevida mediana em pacientes já tratados de cerca de 6,7 para 13,2 meses, quando comparado à quimioterapia padrão. Também reduziu em aproximadamente 60% o risco de morte. Isso é um resultado realmente incomum, segundo reforçou o oncologista.

Também é importante lembrar que essa é uma segunda opção depois de um tratamento quimioterápico inicial, mas qualquer ganho em tempo e qualidade de vida precisam ser comemorados nesses casos.

Para que essa nova droga chegue ao mercado agora é preciso começar o processo de aprovação regulatória, tanto nos Estados Unidos quanto aqui no Brasil. A entrevista completa:

Por que o estudo RASolute 302 causou tanto impacto no ASCO 2026?

Porque câncer de pâncreas metastático é uma das áreas mais difíceis da oncologia, com avanços historicamente pequenos. O RASolute 302 mostrou um resultado muito expressivo: o daraxonrasib, uma medicação oral alvo-dirigida contra a via RAS/KRAS, praticamente dobrou a sobrevida mediana em pacientes já tratados, de cerca de 6,7 para 13,2 meses, quando comparado à quimioterapia padrão. Além disso, reduziu em aproximadamente 60% o risco de morte. Para esse cenário, isso é um resultado realmente incomum.

O que esses dados significam, na prática, para os pacientes?

Significam esperança concreta, mas é importante explicar que não estamos falando de cura. Estamos falando de uma nova possibilidade de tratamento para pacientes com doença avançada, depois de falha de uma primeira linha de quimioterapia. Na prática, pode representar mais tempo de vida, melhor controle da doença e, em muitos casos, menos toxicidade do que a quimioterapia convencional. Para um tumor de alta mortalidade, ganhar meses com qualidade de vida é algo extremamente relevante.

Em quanto tempo o medicamento deve ficar disponível de forma mais ampla?

Ainda depende de aprovação regulatória. Nos Estados Unidos, os dados devem acelerar a análise pelas autoridades, mas no Brasil o caminho costuma envolver aprovação pela Anvisa, definição de preço pela CMED e, depois, incorporação em sistemas público e privado. Mesmo sendo um estudo muito positivo, não é imediato. Em geral, isso pode levar meses a alguns anos, dependendo da estratégia da indústria e dos processos regulatórios.

Como está a situação do tratamento no Brasil hoje?

Hoje, o tratamento do câncer de pâncreas avançado no Brasil ainda é baseado principalmente em quimioterapia, como FOLFIRINOX modificado ou gemcitabina com nab-paclitaxel, quando disponíveis e quando o paciente tem condições clínicas. O grande problema é que muitos pacientes já chegam com doença avançada, sintomas importantes e perda de performance, o que limita as opções. Também há desigualdade de acesso entre sistema público, saúde suplementar e centros especializados.

O senhor acompanhou o anúncio? Como médico, como se sentiu?

Sim, acompanhei com muita atenção. Para quem trata câncer de pâncreas, esse tipo de resultado emociona porque sabemos o quanto essa doença é agressiva e o quanto as opções são limitadas. Ver uma medicação oral, alvo-dirigida, trazer um ganho tão expressivo em sobrevida em um estudo de fase 3 é algo marcante. É um momento de entusiasmo, mas também de cautela: precisamos aguardar aprovação, acesso e entender melhor como esse tratamento será incorporado à prática. Ainda assim, é uma das notícias mais animadoras dos últimos anos no câncer de pâncreas.

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