Sexo seguro no Carnaval: além da camisinha, conheça outros métodos de prevenção contra ISTs

O Carnaval é um dos períodos de maior circulação de pessoas e também de aumento do risco de exposição às infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). Com festas, viagens e encontros casuais, autoridades de saúde reforçam a importância da prevenção durante a folia.
O uso do preservativo continua sendo a principal forma de proteção contra a maioria das ISTs, além de ser um método acessível e eficaz. Além da camisinha masculina, há também o preservativo feminino, que oferece proteção semelhante e amplia as possibilidades de prevenção.
A chamada prevenção combinada inclui ainda métodos específicos contra o HIV, como a Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) e a Profilaxia Pós-Exposição (PEP). A PrEP é indicada antes de possíveis situações de risco e pode ser utilizada de forma planejada, inclusive em períodos como o Carnaval. Já a PEP é recomendada após uma exposição considerada de risco.
No caso da PEP, o tempo é fator determinante: o ideal é iniciar o medicamento o mais rápido possível, preferencialmente nas primeiras horas após a exposição, respeitando o limite máximo de até 72 horas. Após esse prazo, o tratamento não é mais eficaz.
Para mulheres, a estratégia preventiva com PrEP exige planejamento. A recomendação é que o uso seja feito de forma contínua e iniciado com antecedência, garantindo proteção adequada ao longo do período de exposição.
Outra estratégia que vem sendo debatida internacionalmente é a chamada DoxiPEP, que consiste no uso da doxiciclina como profilaxia pós-exposição para algumas ISTs bacterianas, especialmente sífilis e clamídia. A medicação deve ser utilizada em dose única, dentro do prazo de até 72 horas após a exposição, e apresenta proteção adicional, embora não substitua outras formas de prevenção.
A imunização também é considerada uma importante aliada. A vacinação contra o HPV e a manutenção do esquema vacinal contra hepatites A e B são medidas fundamentais, já que essas infecções também podem ser transmitidas por via sexual.
A testagem regular é outro ponto essencial da prevenção. Muitas ISTs podem ser assintomáticas, como sífilis, clamídia e HIV, o que favorece a transmissão sem que a pessoa saiba que está infectada. Por isso, a orientação é realizar exames antes e após o Carnaval, especialmente em casos de relação desprotegida.
Especialistas destacam que, atualmente, há ampla oferta de informação, métodos preventivos e tratamento. No caso do HIV, pessoas em tratamento que mantêm carga viral indetectável não transmitem o vírus, conceito conhecido como “indetectável = intransmissível”.
A recomendação geral é aproveitar o Carnaval com responsabilidade, adotando medidas de prevenção e buscando os serviços de saúde sempre que necessário.
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