Foto: montagem/ IA
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O vírus Nipah voltou ao radar das autoridades sanitárias internacionais após novos registros na Índia, em janeiro de 2026. Apesar da alta letalidade do patógeno, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde do Brasil avaliam que o risco de uma pandemia global é baixo e que não há qualquer ameaça à população brasileira no momento.

Classificado como um vírus zoonótico altamente letal, o Nipah pertence à família Paramyxoviridae e ao gênero Henipavirus. Ele é transmitido principalmente por morcegos frugívoros e pode infectar também suínos e seres humanos.

Origem e histórico

Pesquisadores identificaram o vírus pela primeira vez em 1999, na Malásia, durante um surto entre criadores de porcos. Desde então, autoridades sanitárias registram episódios esporádicos, principalmente em Bangladesh e na Índia. Neste ano, equipes de saúde confirmaram dois casos entre profissionais na Índia, sem registros de disseminação internacional.

Como ocorre a transmissão

A infecção pode acontecer por contato direto com saliva, urina, fezes ou sangue de animais infectados, ingestão de alimentos contaminados — como frutas expostas a morcegos — e, em menor escala, pela transmissão entre pessoas em contato próximo.

Sintomas e gravidade

Os sintomas iniciais incluem febre, dor de cabeça, dores musculares, vômitos e dor de garganta. Em casos mais graves, o quadro evolui rapidamente para encefalite aguda, convulsões, pneumonia severa e coma em até 48 horas. O período de incubação varia entre 6 e 14 dias.

A taxa de mortalidade pode variar de 40% a 75%. Não existe vacina ou antiviral específico aprovado, e as equipes médicas baseiam o tratamento em suporte intensivo para as complicações neurológicas e respiratórias.

Por que o risco de pandemia é considerado baixo?

Apesar da gravidade clínica, especialistas destacam que o vírus possui capacidade limitada de transmissão entre humanos, o que, consequentemente, reduz significativamente o potencial de disseminação global.

Além disso, no surto mais recente na Índia, as autoridades identificaram 198 pessoas que tiveram contato com os casos confirmados. Todas passaram por monitoramento e testes, que apresentaram resultados negativos. Por fim, as equipes registraram o último caso em 13 de janeiro, indicando que o evento está próximo do fim do período de vigilância.

Situação no Brasil

Além disso, o Ministério da Saúde informou que mantém protocolos permanentes de vigilância para agentes altamente patogênicos, em articulação com instituições como o Instituto Evandro Chagas, a Fiocruz e a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas/OMS).

Diante desse cenário, as autoridades não identificam qualquer risco para o Brasil e, por isso, mantêm monitoramento contínuo, alinhadas às orientações internacionais, sem registro de casos ou alerta sanitário no país.

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