Os materiais utilizados no interior dos carros podem fazer mal, revela especialista
Em carros novos, plásticos expostos ao sol podem liberar vapores tóxicos
| O problema é que tudo isso libera em forma de vapores tóxicos não só o benzeno - (Foto: Reprodução/3.bp.blogspot) |
É verdade. Segundo o médico Dirceu Rodrigues Alves
Júnior, da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet), isso
ocorre principalmente nos carros zero-quilômetro, com o famoso
“cheirinho de carro novo”.
Este odor característico é fruto de diversos solventes, adesivos,
plásticos, tecidos e borrachas utilizadas no processo de fabricação do
carro. O problema é que tudo isso libera em forma de vapores tóxicos não
só o benzeno, mas também substâncias como tolueno, acetona ou estireno.
Segundo a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos, a
exposição contínua a algumas destas substâncias pode acarretar em dor de
garganta, tontura, reações alérgicas e náuseas, disfunção hormonal,
problemas na reprodução, danos ao fígado, rins e sistema nervoso central
e, em casos extremos, até câncer.
Mas essa emissão tende a diminuir conforme o veículo vai ficando
velho. Sobre a quantidade, tudo depende dos materiais usados pelo
fabricante, mas em geral nos carros populares (com plásticos mais
baratos) a liberação de vapores nocivos é maior.
Por isso, a dica é evitar estacionar o veículo no sol, usar protetor
de para-brisa (para cobrir os plásticos do painel), não usar a
ventilação forçada com os vidros fechados, não deixar a recirculação de
ar acionada o tempo inteiro e sempre abrir as portas por alguns minutos
antes de entrar, para que os vaporem saiam.
ClickPB
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