Dilma envia ao Congresso PEC que cria nova CPMF
A
presidente Dilma Rousseff enviou nesta terça-feira (22) ao Congresso
Nacional Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que cria um imposto nos
moldes da antiga Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira
(CPMF). O envio foi publicado em edição extra do “Diário Oficial da
União”, segundo informou a Casa Civil.
Anunciada na semana passada
pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, após reunião da coordenação
política do governo no Palácio do Planalto, a criação do imposto foi
considerada por ele “bastante central” no “esforço” de diminuir o
déficit das contas.
Parte das ações do governo para equilibrar as
contas públicas, a proposta prevê, segundo informou o governo ao lançar a
proposta, que o novo imposto irá vigorar por até quatro anos, terá
alíquota de 0,2% sobre as movimentações financeiras e os recursos
arrecadados serão destinados à Previdência Social.
Criada no
governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (CPMF) para financiar
investimentos na saúde, a CPMF foi extinta pelo Congresso Nacional em
2007, durante o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Conforme mostrou o G1,
a volta do imposto enfrenta resistências de parlamentares. O líder do
governo no Senado, Delcídio do Amaral (PT-MS), por exemplo, chegou a
afirmar que as chances de aprovação pelo Legislativo da proposta que
cria o imposto são “pequenas”.
Cortes e novos tributos
No último dia 14, a equipe econômica do governo anunciou uma série de medidas para reduzir gastos e aumentar a arrecadação.
Entre essas medidas, também está a criação de um imposto sobre “ganho de capital progressivo”, que será cobrado sobre aumentos de receita das pessoas físicas; redução do benefício a ser concedido no próximo ano para os exportadores de produtos manufaturados; e redução dos benefícios dados à indústria química por meio do PIS/Cofins.
G1
Entre essas medidas, também está a criação de um imposto sobre “ganho de capital progressivo”, que será cobrado sobre aumentos de receita das pessoas físicas; redução do benefício a ser concedido no próximo ano para os exportadores de produtos manufaturados; e redução dos benefícios dados à indústria química por meio do PIS/Cofins.
G1
Nenhum comentário:
Postar um comentário