NO DIA DO AMANTE, SEXÓLOGO FALA SOBRE 'PULADAS DE CERCA'
No
Aurélio, encontramos o significado da palavra amante, como aquele que ama.
Historicamente
falando, a traição sempre existiu, embora considerada moralmente errado em
diversas sociedades ela persistia, talvez, por causa de uma propensão inata
para o comportamento polígamo dos seres humanos.
Entre
os antigos hebreus uma mulher tinha de ser virgem na noite de seu casamento
e depois permanecer fiel para sempre a seu leito conjugal, porém aos homens
era permitido o acesso sexual a prostitutas, concubinas, viúvas e criadas
domésticas.
Só
lhes era interditado o relacionamento sexual com mulheres casadas, pois Deus
dizia : Não cobiçaras a mulher do próximo.
Sem
dúvida, esta foi a razão pela qual a proibição divina do adultério foi incluída
nos 10 mandamentos, a tendência inata dos homens para a infidelidade.
Xeiques
árabes possuem haréns com diversas mulheres. O velho testamento contém inúmeros
exemplos de comportamento polígamo (Abraão, Isaac, Jacó, Davi e Salomão).
De
um modo legal, quando um homem se casa com várias mulheres ele não pode mais
ser considerado um adúltero, portanto a poligamia é uma discriminação contra
o adultério.
Pesquisas
mostram um índice maior de gravidez na relação de uma mulher com seu amante
do que com seu marido. A explicação para este fato reside no prazer maior
desfrutado durante o sexo proibido, o que provocaria mais contrações uterinas
facilitando a penetração dos espermatozoides para dentro da cavidade uterina
.
Dizem
que um (a) bom (a) amante é capaz de salvar um casamento que não tem mais
sabor, pois é capaz de anestesiar a crise, melhorando um pouco à tensão
no lar.
Devemos
distinguir adultério, que tem mais a ver com lei e religião, da infidelidade, que é mais ligada a quebra da monogamia.
O sexo entre os seres humanos racionais deixou de ser puramente reprodutivo
significando hoje em dia domínio, submissão, poder, aceitação, profissão
e até mesmo amor.
Podemos
mesmo admitir a gravidez como um acidente do exercício da sexualidade.
Monogamia
é uma opção, não existe pacto para fidelidade (?). Muito interessante é o
adultério emocional, que envolve um sério relacionamento emocional com uma
terceira pessoa que se encontra fora do casamento, sem praticar ato físico.
O
comportamento poderoso do hormônio testosterona faz com que o homem procure
uma mulher para alívio de sua tensão sexual.
Com
efeito, a tendência dos homens a masturbar-se com muito mais frequência do
que as mulheres mostra que o impulso sexual masculino é mais intenso.
Os
homens tendem a excitar-se sexualmente com mais rapidez do que as mulheres, porém as mulheres quando excitadas tem condição de sustentar esta excitação
muito mais tempo que os homens.
Esta
impulsividade dos homens faz com que haja uma probabilidade maior de adultério
por parte destes.
Em
geral as mulheres buscam amor e apoio, já os homens buscam uma frequência e
uma variedade maior de parceiras.
Porém, em todas as épocas a sociedade sempre castigou as mulheres e eximiu os homens
de penalidades, sendo, inclusive, considerado sinal de virilidade possuir muitas
mulheres.
Entre
as mulheres, tem-se notícias de que no século XVII prescrevia-se sangrias
para cura de excitação, e que, entre algumas tribos da África, a penalidade
para a traição feminina seria a morte ou a retirada do clitóris.
Entre
os esquimós emprestar a esposa é sinal de hospitalidade,
Na
Índia uma esposa infiel não tinha o direito de permanecer viva, os hindus
tinham a permissão de matar sua esposa adúltera, na China e no Japão a esposa
deveria cometer o suicídio.
Sternberg, psicólogo norte americano, explica todo relacionamento entre um par como um
triangulo, nomeando os vértices como amor, sexo e objetivos.
No
início de um relacionamento o que mais rola é sexo, depois entra o amor e
por último os objetivos.
Porém, sexo é um tipo de relacionamento importante e equilibrado em que as trocas
precisam ser exatamente iguais, ou seja, o par precisa sentir-se querido e
amado em igual intensidade.
O
problema é que temos libido diferente uns dos outros, e, se as recusas forem
constantes, a auto estima do outro vai lá em baixo.
É
mais fácil trocar de parceiro que terminar com o sonho do amor ideal que existe
dentro de todos nós. Nas crises, ou quando a paixão diminui, devemos sempre
através do dialogo franco rebuscar o amor, pois é a única maneira do casal
iniciar um novo ciclo de convivência.
Magoas
ou fingimentos não levam a nenhum crescimento, podendo mesmo ocorrer o rompimento
de uma relação ou a infidelidade, pois a incompreensão mútua diminui a auto
estima e o desejo sexual.
Um
procedimento muito simples pode ajudar você a superar suas crises conjugais:
Nunca vá dormir zangado com seu par, você terá pesadelo.
Fonte: www.amaurysexologo.med.br
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