Colômbia volta ao passado sombrio: pré-candidato Miguel Uribe Turbay morto após atentado político
SenadorMiguel Uribe Turbay a mais recente vítima da esquerda colombiana - Foto: Reprodução
Na cartilha não-oficial da esquerda latino-americana, a primeira lição parece simples: todo adversário é um inimigo, e inimigo bom… bem, você sabe o resto. Nem o “paredón” de Che Guevara ou a frieza calculada de Raúl Castro negariam essa máxima. Desde que os dois admitiram da tribuna da ONU que fuzilavam desafetos da revolução, esse “modus operandi” virou moda exportada — com filial garantida em toda a América Latina.
O script é sempre o mesmo: prender, neutralizar ou eliminar qualquer um que ouse pensar fora da caixa revolucionária. Irônico, não? Justo aqueles que vivem discursando sobre democracia e diversidade não toleram diversidade alguma de pensamento. É o dogma da contradição, elevado a arte.
Os exemplos? Muitos. Porões de ditaduras bolivarianas e atentados “não oficialmente” patrocinados contra opositores se tornaram quase tão previsíveis quanto discursos inflamados em palanques. Hugo Chávez após tentar tomar o poder na Venezuela - com um golpe tentado -, assumiu a presidência pelo voto - porém a lista de conservadores e opositores mortos cresceu mais rápido do que promessa de campanha. Maduro, herdeiro político e fiel executor do script, mantém o show macabro.
Na Nicarágua, Daniel Ortega vem superando até Mister M — o "senhor de todos os segredos", "paladino mascarado", o "mago negro das sombras" — faz desaparecer opositores e até padres católicos com um talento de ilusionista sombrio. E, claro, não podemos esquecer o Brasil: quem
não se lembra daquela quinta-feira, 6 de setembro de 2018, em Juiz de
Fora, quando Jair Bolsonaro levou uma facada de um militante de
esquerda? Sobreviveu, ao acesso de ira da esquerda —, mas as sequelas permanecem, com ou sem prisão domiciliar.
O caso mais recente, porém, vem da Colômbia e tem nome e sobrenome: Miguel Uribe Turbay. Senador, 39 anos, pré-candidato à presidência em 2026 e crítico feroz do presidente esquerdista Gustavo Petro. Foi baleado durante um comício, resistiu por alguns dias, mas morreu nessa segunda (11).
Uribe
não era um político qualquer. Formado em Direito na Universidade de Los
Andes e com mestrado em Administração Pública por Harvard. Eleito
vereador de Bogotá em 2012, serviu como secretário de Governo da capital
(2016–2018) e, desde 2022, era senador — o mais votado nas últimas
eleições legislativas.
Carregava um peso simbólico: filho da jornalista Diana Turbay, morta em 1991 durante um resgate contra o cartel de Medellín, e neto de ex-presidente. Um inimigo político perfeito para figurar nas páginas mais sombrias da história recente. Nenhuma esquerda sobrevive sem um inimigo real ou imaginário para iludir os incaltos em sua trajetória de "tomada" do poder.
Sua morte provocou um terremoto político: acusações
voaram, a polarização aumentou em todo o território colombiano, e até
aliados de Petro pediram o fim da retórica de ódio. O
presidente, após um pronunciamento frio, prometeu punição aos culpados.
Seis suspeitos foram presos, incluindo um atirador de 14 anos — mas o cérebro por trás do crime continua nas sombras.
Enquanto isso, a
Colômbia mergulha novamente na violência, com ataques coordenados por
dissidentes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia - Farc, espalhando sangue e medo. E "nosotros" seguimos assistindo à velha "película" — aquela em que a esquerda promete amor e democracia… mas entrega bala, censura e silêncio eterno aos que ousam discordar.
Blog JURU EM DESTAQUE com GAZETA HORA 1 - Por: Douglas Ferreira
Hospitalizado por dois tiros recebidos na cabeça, morre Miguel Uribe, senador e pré-candidato à presidência da Colômbia; o político de 39 anos foi baleado em 07 de junho, em Bogotá
O senador e pré-candidato à presidência da
Colômbia, Miguel Uribe Turbay, de 39 anos, morreu nessa segunda-feira
(11) após mais de dois meses hospitalizado por dois tiros recebidos na
cabeça em Bogotá, no dia 07 de junho deste ano.
O hospital Fundação Santa Fé informou que Miguel Uribe faleceu as
1h56min desta madrugada e que a equipe da instituição “trabalhou
incansavelmente durante esses mais de dois meses”.
O atentado mobilizou a opinião pública da Colômbia, país marcado por
um longo histórico de violência política com sucessivos atentados ao
longo das décadas contra lideranças políticas, populares e sindicais.
O atentado também mobilizou autoridades dos Estados Unidos (EUA), que
atribuiu a violência à “retórica” do atual governo. Já o presidente
Gustavo Petro condenou o uso político do atentado e sugeriu que a ação
poderia ter sido orquestrada para desestabilizar seu governo.
O atentado ocorreu em meio a campanha pela consulta popular a favor da reforma trabalhista defendida pelo Executivo do país.
Um adolescente de 15 anos foi preso acusado pelos disparos e o governo ofereceu US$ 730 mil por informações que levem aos mandantes intelectuais do atentado.
O senador da oposição era filiado ao partido Centro Democrático,
legenda do ex-presidente Álvaro Uribe Vélez. Apesar do sobrenome comum,
Miguel não tinha parentesco direto com o ex-presidente Álvaro Uribe. O
pré-candidato Miguel Uribe Turbay é neto de Julio César Turbay,
presidente da Colômbia pelo Partido Liberal entre 1978 e 1982.
Ex-vereador e ex-secretário de Governo de Bogotá, Miguel Uribe Turbay
foi eleito senador para o período de 2022 a 2026. Quando tinha apenas 5
anos de idade, a mãe dele, jornalista e apresentadora de TV Diana
Turbay, foi sequestrada e morta pelo grupo de narcotraficantes de cunho
paramilitar liderada por Pablo Escobar, que tentava derrubar o tratado
de extradição da Colômbia com os Estados Unidos.
Tema
frequente de vídeos virais nas redes sociais, o furúnculo costuma ser
retratado como uma “acne gigante”, e cenas em que pessoas tentam
espremer a lesão em casa batem milhões de visualizações. Até que surge o
caso de Jéssica Avelino, jovem de 26 anos que manipulou a lesão em casa
e contraiu bactéria que se espalhou pela corrente sanguínea, atingiu a
medula espinhal. O quadro evoluiu rapidamente, comprometendo os nervos
da coluna e deixando a paciente paraplégica. Ademar Schultz,
dermatologista e professor de Medicina do Centro Universitário de
Brasília (CEUB), explica que manipular furúnculo em casa não é seguro e
pode gerar uma série de consequências graves.
O
dermatologista explica que o furúnculo é uma infecção causada pela
bactéria Staphylococcus aureus. Segundo ele, ela penetra na pele por
pequenos cortes, arranhões ou folículos inflamados e, ao encontrar um
ambiente favorável, se multiplica. “A
bactéria, que normalmente vive na pele sem causar problemas, pode
penetrar na pele através de pequenas lesões, cortes ou feridas e causar a
infecção. Isso gera uma inflamação local com acúmulo de pus, o que
deixa a região inchada, dolorida, avermelhada e quente ao toque”, detalha.
Apesar de ser
uma condição comum, o furúnculo não deve ser subestimado. O docente do
CEUB explica que o tratamento correto depende da gravidade da infecção.
Segundo ele, em quadros mais leves, compressas mornas ajudam na drenagem
espontânea da secreção. Já nos casos mais intensos, pode ser necessária
a drenagem cirúrgica e o uso de antibióticos, sempre sob orientação
médica. “Espremer a lesão com as
mãos ou usar pomadas por conta própria é extremamente arriscado. Isso
pode facilitar a entrada da bactéria na corrente sanguínea e causar
complicações graves.”
O professor
adverte que, no caso da paciente, ao tentar drenar o furúnculo sozinha, a
infecção se espalhou. Ademar explica que, nesses casos, a bactéria pode
atingir qualquer parte do corpo, inclusive a medula espinhal, como no
caso dela. “O nome disso é
bacteremia, quando a bactéria circula pelo sangue e encontra outros
locais para se instalar. Se ela atinge estruturas delicadas, como as
vértebras ou os nervos da coluna, o risco de sequelas graves aumenta
muito”, alerta.
Sobre a
possibilidade de reversão da paraplegia, o especialista afirma que tudo
depende do estágio em que a infecção é detectada. “Se
for tratada logo no início, há boas chances de recuperação. Mas, se o
comprometimento nervoso for extenso, o dano pode se tornar permanente.
Por isso, qualquer sinal de infecção deve ser levado a sério.”
Para o dermatologista, casos como estes reforçam a importância da informação e da busca por atendimento especializado. “O
corpo dá sinais. Dor forte, aumento da lesão, febre ou localização em
áreas sensíveis como o rosto são alertas. Nesses momentos, o mais
importante é deixar de lado as receitas caseiras e procurar ajuda
médica”, completa o professor.
Reunião com secretário de Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, foi cancelada, diz ministro Fernando Haddad
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil - PUBLICIDADE
Prevista para esta quarta-feira (13), a reunião
entre o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o secretário de Tesouro
dos Estados Unidos, Scott Bessent, foi cancelada. A informação é do
ministro Fernando Haddad, que atribuiu o cancelamento a uma articulação
da extrema-direita estadunidense.
“A militância antidiplomática dessas forças de
extrema direita que atuam junto à Casa Branca teve conhecimento da minha
fala, agiu junto a alguns assessores, e a reunião virtual que seria na
quarta-feira foi desmarcada”, declarou o ministro em entrevista à
GloboNews nessa segunda-feira (11).
Na semana retrasada, Haddad
tinha dito que Bessent o tinha procurado para discutir o tarifaço do
governo Donald Trump sobre os produtos brasileiros. O encontro
primeiramente ocorreria por meio de videoconferência e depois seria
estendido para uma conversa presencial.
“A assessoria do
secretário Bessent fez contato conosco ontem [quarta-feira, 30] e,
finalmente, vai agendar uma segunda conversa. A primeira, como eu havia
adiantado, foi em maio, na Califórnia. Haverá agora uma rodada de
negociações e vamos levar às autoridades americanas nosso ponto de
vista”, disse Haddad no último dia 31.
Haddad disse ter sido
informado do cancelamento por e-mail, “um ou dois dias depois” de o
próprio secretário de Tesouro dos EUA ter informado a reunião à
imprensa. O ministro considera a motivação do cancelamento política, não
econômica.
“Agiram junto a alguns assessores do presidente Trump,
e a reunião com ele, que seria virtual na quarta-feira, foi desmarcada e
não foi remarcada até agora”, comentou Haddad. “Argumentaram falta de
agenda. Uma situação bem inusitada. O que fica claro para nós é que a
questão comercial não está em foco”, afirmou.
O ministro da
Fazenda lembrou que o Brasil está tendo tratamento diferenciado em
relação a outros países e blocos econômicos que conseguiram negociar com
o governo de Donald Trump, como a União Europeia, o Japão e a Coreia do
Sul.
Saiba como nasceu o "Dia do Pendura" – uma tradição de mais de 170 anos que tornou-se a Tradição de um Crime
Tomar refeição em restaurante, alojar-se em hotel ou utilizar-se de meio de transporte sem dispor de recursos para efetuar o pagamento:
Pena - detenção, de quinze dias a dois meses, ou multa.
Todo dia 11 de agosto é dia de festa para os acadêmicos dos cursos de Direito do Brasil, é o “Dia do Advogado”.
Em 11 de agosto de 1827, por ato do Imperador Dom Pedro I, dois cursos jurídicos foram fundados no Brasil. O respeito pela profissão na época era tão grande, que donos de restaurante faziam questão de bancar a conta dos estudantes de Direito.
Nesta
data, os comerciantes costumavam homenagear os estudantes de Direito,
que eram quase todos de famílias ricas, deixando-os comer de graça,
desta forma, faziam uma “média” com o intuito de atrair mais fregueses.
Nascia aí o “Dia do Pendura”.
Nota-se
que, na época em que “o respeito pela profissão era tão grande”, os
donos dos bares e restaurantes, “faziam questão de não cobrar a conta
dos estudantes”, ou seja, havia uma livre disposição dos proprietários
em oferecer tal benefício.
A tradição de mais de 170 anos tornou-se a tradição de um crime, o crime de - estelionato
- causando problemas para os donos de bares e restaurantes brasileiros e
infelizmente, na maioria dos casos que chegam à Justiça, os estudantes
são absolvidos.
Atualmente, além de não haver motivos para o
grande respeito pela profissão, não há a livre disposição em oferecer
tal benefício, de modo que tal imposição configura o crime, tipificado
no Código Penal como Fraude no Comércio.
Segundo a Superintendente do Conselho Arbitral de São Paulo, Ana Paula Pastore:
“O
Pendura é uma tentativa criminosa de permitir que justamente os
profissionais que devem colaborar para a manutenção da ordem, não o
façam.
“Só num país como o Brasil
é que se permite uma atitude desrespeitosa, que causa prejuízos, que
traz em si a institucionalização da bagunça”.
Interessante
notar que, ainda hoje, há os que defendem a “tradição do crime”,
afirmando ser uma forma sadia com o intuito de confraternizar. Ora essa!
A prática de um crime como uma “forma sadia de confraternizar”?
O advogado criminalista, professor de Direito Penal, mestre e doutor em Direito Penal pela USP, Luíz Flávio Borges D'Urso, diz:
“O
verdadeiro pendura, segundo a tradição, deve ser iniciado
discretamente, com a entrada no restaurante, sem alarde, em pequenos
grupos, para não chamar a atenção.
Após
isso, o líder e orador, deverá levantar-se e começar a discursar,
sempre saudando o estabelecimento e seu proprietário, agradecendo o
"convite" e a hospitalidade, enaltecendo a data, os colegas, a faculdade
de origem, o Direito e a Justiça, tudo isso, sob o estímulo dos aplausos e brindes dos demais colegas do grupo.
Esse
é o verdadeiro pendura, que pode ser aceito ou rejeitado. Caso aceito,
ficará um sabor de algo faltante! Agora se rejeitado, deve partir dos
estudantes de direito a iniciativa de chamar a polícia e de preferência
dirigindo-se todos à Delegacia mais próxima, o que lhes dará alguma
vantagem pela neutralidade do terreno.
Deve-se procurar uma mesa em local central, quanto mais visível melhor. Prossegue-se, com bastante calma, observando-se cuidadosamente o cardápio, inclusive os preços, que sabe não irá desembolsar. O pedido deve ser normal, discreto, sem exageros, admitindo-se inclusive camarões e lagostas.”
Digno
de nota é a utilização do conhecimento jurídico para o cometimento do
crime, que desta forma assim ensina o ilustre professor:
“No
pendura, a refeição é realizada, todavia, o estudante deverá ter
consigo dinheiro, cheque ou cartão de crédito, portanto, meios para
pagar a refeição, descaracterizando o tipo penal e afastando o delito,
de modo que, embora tenha condições para pagar, não o fará em respeito à
tradição.
Todas inovações devem
ser evitadas, preservando-se a tradição do pendura, com o indispensável
discurso, rememorando o papel daqueles "moços" que fizeram os caminhos
de nosso país, estimulando, assim, o empenho destes outros "moços",
jovens, para que transformem os destinos da nação!”
O artigo 176 do Código Penal diz que o crime se configura quando a pessoa não dispõe de recursos para efetuar o pagamento. Dessa
forma, por analogia, o delinquente ao assaltar, que tenha recursos
financeiros, deve fazer um discurso dizendo que só assalta por
"tradição", portanto, não há crime.
Realmente, numa nação
corrupta, onde os ricos e poderosos valem-se de sua influência, nada
mais justo e adequado que essa “tradição do crime” seja mantida, pouco
se importando com a luta dos proprietários dos bares e restaurantes, que
trabalham de forma digna pagando seus impostos mesmo obtendo lucro ou
prejuízo.
Além do mais, salvaguardar a "tradição", proporcionará o incentivo necessário para o empenho admirável dos "moços" para que transformem os destinos da nação!
Blog JURU EM DESTAQUE com Jusbrasil - https://www.jusbrasil.com.br › Artigos
Celebrado em 11 de agosto, o Dia do Advogado homenageia o fundamental papel realizado pelos advogados em nossa sociedade
Busto de Demóstenes, grande orador ateniense do século IV A.C. que pode ter originado a prática da advocacia.
O Dia do Advogado é uma
data comemorativa que é realizada em 11 de agosto. Essa data celebra a
atuação profissional de advogados e advogadas, profissionais de enorme
importância em nossa sociedade, pois mediam conflitos e atuam na defesa
dos interesses e direitos dos cidadãos, sendo figuras fundamentais para a
cidadania e democracia em nosso país.
O Dia do Advogado é celebrado em 11 de agosto em homenagem à fundação
das duas primeiras faculdades de Direito em nosso país, fundadas em
1827, nas cidades de São Paulo e Olinda. A data também ficou conhecida informalmente como Dia do Pendura.
Quando se comemora o Dia do Advogado?
O Dia do Advogado é uma data comemorativa celebrada em nosso país em 11 de agosto.
Essa data comemorativa lembra o trabalho realizado por advogados e
advogadas em nosso país, profissionais fundamentais para garantir a
defesa dos direitos dos cidadãos brasileiros.
Origem do Dia do Advogado
A origem do Dia do Advogado se deu como uma homenagem à fundação dos dois primeiros cursos de Direito aqui no Brasil.
Para que um advogado seja formado, ele precisa se bacharelar no curso
de Direito, sendo que os primeiros cursos de Direito no Brasil só foram
estabelecidos em 1827, por meio de D. Pedro I.
Na ocasião foram criadas duas faculdades de Direito no Brasil:
a Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, em São Paulo, e a
Faculdade de Direito de Olinda (transferida para Recife em 1854). As
duas instituições foram criadas em 11 de agosto de 1827, portanto o Dia
do Advogado celebra não apenas o profissional, mas o momento em que o
saber jurídico passou a ser ensinado em solo brasileiro.
Esse foi um momento importante, porque permitiu que o Brasil pudesse
formar os seus próprios advogados, pois até então aqueles que desejavam
estudar Direito eram obrigados a estudar no exterior – a maioria dos
estudantes brasileiros de Direito iam para Coimbra, em Portugal. A criação das primeiras faculdades de Direito também deu origem a outra tradição informal.
No século XIX, o curso de Direito tinha enorme prestígio e se tornou
comum que no dia 11 de agosto, como forma de homenagem à fundação das
faculdades de Direito, restaurantes oferecessem refeições de maneira gratuita para os estudantes do curso.
As contas dos estudantes eram penduradas e eles agradeciam pelo apoio
que recebiam. Essa prática fez o dia 11 de agosto também ser conhecido
como Dia do Pendura.
Importância do Dia do Advogado
O Dia do Advogado é uma data comemorativa de grande importância
porque reforça a importância do advogado, profissional que medeia
conflitos e que representa os cidadãos brasileiros no Judiciário. É o
advogado o profissional responsável por orientar os cidadãos sobre os
seus direitos, sejam eles no âmbito que for. O exercício da
advocacia é, portanto, fundamental para a garantia da liberdade, da
igualdade, da autonomia do cidadão e da democracia.
Celebrar o Dia do Advogado é, dessa forma, ressaltar o fundamental
papel que advogados e advogadas cumprem em nosso país, além de ser um
momento de incentivo para que outras pessoas sigam o caminho da
advocacia.
História da advocacia
A palavra “advogado” deriva do latim justamente porque o sistema jurídico romano foi profundamente popular e teve uma grande influência na formação do sistema jurídico moderno.
Sua origem vem de “ad vocatus”, traduzido como “o que foi chamado”, e
faz referência a uma terceira pessoa que era chamada em juízo para
defender os interesses da pessoa em litígio.
Existe enorme discordância acerca do local de origem da advocacia,
mas muitos pesquisadores apontam que a advocacia teria surgido na
Grécia Antiga por meio da atuação de Demóstenes, no século IV a.C. A ele
é atribuído esse título por ter sido um grande estudioso das leis de
seu período e um grande orador político.
O Direito passou por grandes avanços em Roma, e lá se formaram muitos advogados e juristas, como Cícero, Quinto Múcio, etc. O exercício da advocacia foi oficializado na França a partir do século XIX,
sendo exigida inscrição e juramento para que uma pessoa pudesse exercer
a função de advogado. Em Portugal, a prática se oficializou no século
XV.
Aqui no Brasil, como vimos, as primeiras faculdades de Direito
surgiram só em 1827. Até então, era necessário se formar em Portugal ou
outro país para atuar como advogado no Brasil. No século XIX, a
advocacia era uma atividade bastante elitizada em nosso país.
Blog JURU EM DESTAQUE com Brasil Escola - https://brasilescola.uol.com.br › datas-comemorativas › d...
Frigoríficos brasileiros negociam com Vietnã para substituir exportações de carne bovina aos Estados Unidos
Incursões
feitas pelo ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, e o presidente Luiz
Inácio Lula da Silva junto às autoridades vietnamitas aconteceram junto
às autoridades vietnamitas
BRASÍLIA,
DF (FOLHAPRESS) - A busca pela abertura de novos mercados para
exportação de carne bovina levou uma comitiva formada pelos principais
frigoríficos do Brasil até o Vietnã, mercado que acaba de abrir suas
portas para a proteína brasileira.
Uma missão
oficial brasileira esteve na capital, Hanói, na semana passada, após
incursões feitas pelo ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, e o
presidente Luiz Inácio Lula da Silva junto às autoridades vietnamitas.
Conforme
informações obtidas pela reportagem, representantes de 17 frigoríficos e
empresas do setor, incluindo gigantes como JBS, Marfrig, Minerva e
Masterboi, participaram das discussões diretas com mais de uma dezena de
importadores.
O objetivo,
na prática, foi ampliar os canais de diálogo para obter uma resposta
mais ágil do governo local aos pedidos brasileiros de habilitação
sanitária para os exportadores.
Atualmente, o
governo do Vietnã avalia a solicitação de habilitação de 86
frigoríficos para exportação de carne bovina. Duas plantas da JBS foram
aprovadas até agora, as unidades de Mozarlândia e Goiânia, ambas
localizadas em Goiás.
Carlos Fávaro
comentou, na semana passada, a expectativa de abertura do Vietnã à
carne bovina brasileira. "O mercado do Vietnã é um mercado que a gente
buscava abrir há mais de 20 anos. Abriu em março. Duas plantas
frigoríficas se habilitaram. Imagina se a gente se esforçar agora e
habilitar 15, 20, 30 plantas frigoríficas. Amplia os mercados", afirmou.
Além da
habilitação de plantas, as empresas brasileiras também sugeriram,
durante os encontros, a possibilidade de se negociar um Acordo de Livre
Comércio entre o Mercosul e o Vietnã, com o objetivo de buscar a redução
de tarifas.
Hoje, países
concorrentes do Brasil -como Austrália, Nova Zelândia, União Europeia,
Rússia e Canadá- contam com vantagens tarifárias para acessar o mercado
vietnamita.
Os encontros
entre empresários brasileiros e vietnamitas foram articulados pela Abiec
(Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes). O país
asiático teria capacidade de absorver até 100 mil toneladas de carne por
ano, o que o colocaria entre os cinco maiores mercados do Brasil. Hoje,
suas importações nesta área são irrisórias frente ao potencial que está
em jogo.
A reportagem procurou o Mapa, a JBS e a Abiec para comentar o assunto, mas não teve retorno até a publicação deste texto.
A missão
empresarial pretende consolidar um avanço institucional na abertura do
mercado vietnamita. Com o engajamento direto de empresas exportadoras,
apoio da diplomacia brasileira e articulação ministerial, o Brasil quer
marcar posição de liderança global em carne bovina e distribuir a fatia
que hoje está nas mãos dos americanos, segundo maior comprador do país,
só atrás da China.
Em junho, o
governo brasileiro anunciou o ingresso formal do Vietnã como país
parceiro do Brics, grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e
África do Sul, o qual tem sido tratado como inimigo pelo presidente dos
Estados Unidos, Donald Trump.
Com uma
população de quase 100 milhões de habitantes, o Vietnã tornou-se o
décimo país parceiro do bloco, juntamente com Belarus, Bolívia,
Cazaquistão, Cuba, Malásia, Nigéria, Tailândia, Uganda e Uzbequistão.
O status de
país parceiro, criado em 2024, consiste em uma forma de aproximação
diplomática e econômica, sem que o país se torne um membro pleno do
bloco. O parceiro pode participar das cúpulas como convidado permanente,
além de integrar discussões técnicas e grupos de trabalho em áreas como
comércio, saúde, segurança alimentar, energia e infraestrutura.
A aproximação
com o Vietnã marca mais um passo na busca do mercado brasileiro por
novos compradores, diante da chantagem tarifária imposta por Donald
Trump. Como revelou a Folha de S.Paulo, Brasil e China trabalham na
criação de um protocolo bilateral para certificação e rastreabilidade de
produtos agropecuários, com foco central na exportação de carne e soja
para o país asiático.
O protocolo
prevê que os dois países alinhem metodologias para mensurar emissões,
uso de solo, manejo ambiental e bem-estar animal. A intenção é que
certificados brasileiros, como os desenvolvidos pela Embrapa -a exemplo
dos selos Carne Carbono Neutro (CCN) e Carne Baixo Carbono (CBC)- passem
a ser aceitos pelas autoridades e empresas chinesas como prova válida
de sustentabilidade.
As
exportações brasileiras de carne bovina dão sinais de que, em meio à
queda acentuada registrada nas vendas para os Estados Unidos, já há
migração para outros destinos. A principal evidência desse movimento vem
do México.
A reportagem
reuniu informações sobre as vendas de carnes ao exterior registradas até
28 de julho. Os dados do Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria
e Comércio) apontam que o setor, enquanto registra um volume histórico
de exportação global, vê a queda das vendas aos norte-americanos e a
entrada de novos países no topo da lista dos principais compradores.
O México, que
até o ano passado nem sequer figurava na lista dos dez maiores
importadores da carne brasileira, acaba de ultrapassar as compras feitas
pelos Estados Unidos, ficando em segundo lugar do ranking, só atrás da
China, que também segue em expansão.
Em mensagem dedicada ao Dia do Estudante, Solange Félix parabeniza os alunos juruenses e reafirma o compromisso de seguir investindo na educação do município
SOLANGE FÉLIX: "Na busca incansável pelo saber, o estudo é a chave que abre as portas para um futuro brilhante".
Hoje é o Dia do Estudante, uma data muito especial para celebrar a dedicação, o esforço e a vontade de aprender de todos os jovens de Juru.
Quero parabenizar cada estudante que faz da educação uma prioridade, pois é por meio dela que construímos um futuro mais justo, próspero e cheio de oportunidades.
A Secretaria da Educação, junto com toda a nossa equipe, segue trabalhando com muito empenho para garantir uma educação de qualidade, que tem colocado nosso município como referência regional, estadual e nacional.
Continuaremos investindo em cada aluno, porque acredito que investir em educação é investir no crescimento de toda a nossa comunidade.
Parabéns, estudantes! O futuro de Juru está em boas mãos.
"A todos os estudantes desejamos um dia repleto de reconhecimento e motivação para seguir em frente".
Referência a nível regional, estadual e nacional, alunos juruenses recebem homenagem da Prefeitura Municipal e da Secretaria de Educação pelo Dia do Estudante
A jornada do estudante é feita de pequenos passos que conduzem a grendes realizações!
Neste Dia do Estudante, a Secretaria da Educação de Juru parabeniza todos os jovens que dedicam seu esforço e entusiasmo ao aprendizado. Vocês são a motivação para continuarmos investindo em uma educação de qualidade, que nos tornou referência a nível regional, estadual e nacional.
Seguiremos firmes no compromisso de oferecer as melhores condições para o desenvolvimento acadêmico e pessoal de cada estudante, porque acreditamos que a educação é a base para um futuro melhor para todos.
Juntos, Prefeitura e Secretaria da Educação, reafirmam seu compromisso com o progresso e o sucesso dos nossos estudantes!
Comemorado em 11 de agosto, o Dia Nacional do Estudante celebra um direito básico dos cidadãos, em uma fase da vida dedicada à busca do conhecimento
Os anos dedicados à escola formam a base que levamos para a vida, onde estamos em constante aprendizado!
O Dia do Estudante é comemorado em 11 de agosto. A
data celebra um direito básico dos cidadãos, e uma fase da vida onde
nos dedicamos à busca do conhecimento, através do estudo constante sobre
os temas que nos rodeiam.
Uma boa educação e um bom ensino
escolar ajudam a formar uma sociedade sólida e com senso crítico apurado
para solucionar crises, além de formar profissionais qualificados.
Como surgiu o Dia do Estudante?
Tudo começou em 11 de agosto de 1827,
quando o Imperador D. Pedro I instituiu no Brasil os dois primeiros
cursos de ensino superior do país nas áreas de Ciências Jurídicas e
Ciências Sociais. Eles tiveram lugar nas faculdades de Direito de
Olinda, em Pernambuco, e na Faculdade de Direito do Largo São Francisco,
em São Paulo.
Antes, o acesso aos cursos superiores era limitado
às famílias com posses, que tinham de deixar o Brasil para estudar na
Europa.
Entretanto, segundo a história, esses não foram os
primeiros cursos superiores do país. Os primeiros datam de 1808, embora a
criação das universidades tenha sido aprovada anos depois.
A
relação do Dia do Estudante com a criação dos cursos de Direito é
marcada pela importância que as Ciências Jurídicas têm na história da
educação do nosso país.
Na comemoração dos 100 anos do curso de Direito, em 1927, o advogado Celso Gand Ley,
um dos participantes da celebração, propôs que o dia 11 de agosto
ficasse registrado como o Dia Nacional do Estudante, que também pode ser
chamado de "Dia do Aluno".
Esta data também possui outro
significado bastante importante para a classe, pois em 11 de agosto de
1937 nascia a União Nacional de Estudantes - UNE, que protege os
direitos e deveres de todos os alunos do país.
O dia 11 de agosto também é dedicado aos advogados, sendo declarado o Dia do Advogado.
Blog JURU EM DESTAQUE com Calendarr - https://www.calendarr.com › ... › Agosto
DE GERAÇÃO EM GERAÇÃO: a continuidade de um legado na trajetória de pais e filhos que se consolidam e se renovam na política ao longo do tempo
Paraíba-
Na política paraibana, não são raros os casos em que a vocação para a
vida pública atravessa gerações. De prefeitos a deputados, passando por
vereadores e líderes partidários, diversas famílias mantêm presença
constante nos espaços de decisão e influência do estado.
A trajetória de pais e
filhos que já ocuparam cargos eletivos ou posições estratégicas
evidencia não apenas a força dos vínculos familiares, mas também a
maneira como heranças políticas se consolidam e se renovam ao longo do
tempo.
Esse fenômeno, que se
repete em diferentes regiões do Brasil, ganha na Paraíba contornos
particulares, mesclando tradição, estratégia eleitoral e, muitas vezes,
continuidade de projetos iniciados décadas antes.
Para alguns, a política é quase um legado inevitável; para outros, é uma escolha inspirada pelo exemplo familiar.
A seguir, reunimos alguns
exemplos de pais e filhos que, em diferentes momentos, fizeram ou fazem
parte da cena política paraibana, contribuindo para a história e o
desenvolvimento do estado:
Efraim Morais e Efraim Filho
Efraim de Araújo Morais,
nascido em Santa Luzia em 4 de setembro de 1952, é engenheiro civil
formado pela Universidade Federal da Paraíba e um dos nomes mais
experientes da política paraibana.
Iniciou sua trajetória
pública em 1982, eleito deputado estadual pelo PDS, sendo reeleito em
1986, já no PFL. Em 1990 chegou à Câmara dos Deputados, onde permaneceu
por três mandatos consecutivos. Em 2002, foi eleito senador, vencendo
uma disputa acirrada contra Wilson Braga. Durante sua carreira, também
ocupou o cargo de presidente da Câmara dos Deputados e recebeu a
honraria de Grande-Oficial especial da Ordem do Mérito Militar.
Após não conquistar a
reeleição ao Senado em 2010, Efraim Morais assumiu secretarias estaduais
em diferentes governos da Paraíba, atuando nas áreas de infraestrutura,
governo e agropecuária. Sua presença constante na vida pública
consolidou sua influência política, que se estende à nova geração da
família, representada pelo filho, Efraim Filho, atualmente senador.
Efraim de Araújo Morais Filho
nasceu em João Pessoa em 18 de março de 1979 e seguiu os passos do pai
na política. Formado em Direito pela Universidade Federal da Paraíba,
com especialização em Direito do Consumidor em Granada, na Espanha,
iniciou sua carreira política em 2006, eleito deputado federal pelo
então PFL, atual União Brasil.
Foi
reeleito em 2010 e 2014, período em que ocupou posições de destaque,
como a presidência da CPI dos Fundos de Pensão e participação em
comissões de relevância nacional. Também chegou a disputar a prefeitura
de João Pessoa como candidato a vice-prefeito em 2012, em chapa liderada
pelo PSB.
Em 2022, já filiado ao
União Brasil, concorreu ao Senado Federal, obtendo 617.477 votos e
garantindo uma das cadeiras da Paraíba na Casa, onde segue sua
trajetória política.
Mikika Leitão e Felipe Leitão
Ives Rocha Leitão, mais conhecido comoMikika Leitão,
é empresário e figura conhecida na política paraibana e natural de
Sousa. Com 62 anos, já atuou como deputado estadual entre 2011 e 2015,
além de ter sido chefe de gabinete na extinta Secretaria de Estado de
Justiça e assessor direto do ex-governador Ronaldo Cunha Lima. Nas
eleições de 2010, foi eleito segundo suplente de deputado estadual e, em
2020, conquistou uma cadeira na Câmara Municipal de João Pessoa com
cerca de 5 mil votos.
Mikika iniciou sua
trajetória política no MDB, partido pelo qual atuou por mais de 30 anos e
presidiu o diretório municipal em João Pessoa. Eleito vereador em 2020,
destacou-se na defesa de pautas sociais, especialmente relacionadas à
inclusão de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e
investimentos na área da saúde. Em 2024, migrou para o Republicanos,
partido alinhado à gestão municipal, e assumiu novamente o mandato em
2025, reafirmando compromisso com as causas sociais na capital
paraibana.
Felipe Matos Leitão,
nascido em João Pessoa em 1983, é empresário e seguiu os passos
políticos da família iniciando sua carreira jovem. Eleito vereador em
2008 e reeleito em 2012, expandiu sua atuação ao ser eleito deputado
estadual pela primeira vez em 2018 com mais de 27 mil votos. Em 2020,
assumiu a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social de João Pessoa,
ampliando sua experiência na gestão pública.
Reeleito
deputado estadual em 2022 com quase 50 mil votos, Felipe foi eleito
vice-presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba, consolidando seu
papel como articulador político no estado. Em 2025, mudou sua filiação
para o Republicanos, reforçando seu alinhamento ideológico e
fortalecendo sua base para a disputa eleitoral de 2026, mantendo sua
influência no cenário político paraibano.
Nabor Wanderley e Hugo Motta
Nabor Wanderley da Nóbrega Filho,
natural de Patos, é advogado, empresário e político com longa
trajetória na Paraíba. Foi prefeito de Patos por dois mandatos
consecutivos, entre 2005 e 2013, e retornou ao cargo em 2021, sendo
reeleito em 2024. Também atuou como deputado estadual entre 2015 e 2020.
Durante seus mandatos
como prefeito, destacou-se por implementar serviços essenciais como o
SAMU regionalizado, municipalizar o trânsito da cidade, ampliar creches e
investir em saúde e geração de empregos, obtendo aprovação
significativa da população local.
Além da atuação
administrativa, Nabor Wanderley mantém forte ligação familiar com a
política, sendo filho de Nabor Wanderley da Nóbrega, que também governou
Patos entre 1955 e 1959. Sua influência política se estende às novas
gerações da família, que seguem presentes em cargos eletivos no estado.
Hugo Motta Wanderley da Nóbrega,
nascido em João Pessoa em 1989, é médico e político, atual presidente
da Câmara dos Deputados e deputado federal pela Paraíba. Filho do
político Nabor Wanderley, Hugo vem de uma família com forte tradição
política, incluindo avós que ocuparam mandatos legislativos e executivos
na Paraíba. Formado em Medicina, iniciou sua carreira política jovem,
elegendo-se deputado federal aos 21 anos, em 2010, com expressiva
votação.
Em 2025,
foi eleito presidente da Câmara dos Deputados, consolidando-se como uma
liderança nacional. Recentemente, esteve envolvido em debates sobre a
política fiscal e condução do Congresso, reafirmando sua posição na
articulação política brasileira.
Edmilson Soares e Tanilson Soares
Edmilson de Araújo Soares,
nascido em João Pessoa em 1952, é professor e político com ampla
experiência na Paraíba. Iniciou sua trajetória eleitoral em 2000, quando
foi eleito vereador na capital paraibana pelo extinto PTB. Reeleito em
2004 e 2008, já pelo PSB, obteve a maior votação para a Câmara Municipal
em 2008. Em 2010, conquistou seu primeiro mandato como deputado
estadual, sendo reeleito em 2014 e 2018 por diferentes partidos,
incluindo PEN/Patriota e PODE. Em 2022, decidiu não disputar a reeleição
para a Assembleia Legislativa e voltou a exercer mandato como vereador,
eleito pelo PSB.
Durante sua carreira,
Edmilson enfrentou desafios de saúde, como uma cirurgia para retirada de
rim e tumor em 2020, mas manteve sua atuação política até sua recente
transição para o mandato municipal.
Tanilson Tarso Nóbrega Soares,
nasceu em João Pessoa em 1976 e é formado em Administração de Empresas.
Iniciou sua carreira política ao ser eleito vereador da capital
paraibana em 2016, tendo sido reeleito em 2020, quando já estava filiado
ao Avante. Em 2022, ampliou sua atuação política ao ser eleito deputado
estadual pela Paraíba pelo PSB.
Desde o início da
carreira, Tanilson tem mantido uma presença ativa na política local,
seguindo os passos do pai e reforçando a atuação da família na
Assembleia Legislativa. Seu desempenho eleitoral consolidou sua posição
como representante da base aliada ao governo estadual, alinhado ao
projeto político do PSB na Paraíba.
Wilson Santiago e Wilson Filho
José Wilson Santiago,
natural de Uiraúna, é advogado, funcionário público e político com
vasta experiência na Paraíba. Foi deputado estadual, deputado federal e
senador pelo estado, além de líder da bancada do PMDB na Câmara dos
Deputados. Sua trajetória inclui vitórias expressivas nas urnas, como em
2006, quando foi o segundo deputado federal mais votado da Paraíba. Foi
reeleito deputado federal em 2022.
Apesar de ter perdido
algumas disputas eleitorais, como nas eleições ao Senado em 2010 e 2014,
permanece uma liderança influente no cenário estadual, fortalecendo sua
atuação no Legislativo Federal.
José Wilson Santiago Filho,
nascido em João Pessoa em 1989, é advogado e político, filiado ao
Republicanos. Ele iniciou sua carreira política jovem, elegendo-se
deputado federal em 2010 com uma votação expressiva, sendo um dos
deputados mais jovens da história da Câmara e reeleito em 2014.
Em 2018, foi eleito
deputado estadual e reeleito em 2022. Em 2024, assumiu o cargo de
secretário de Estado da Educação da Paraíba, onde atua atualmente.
Wilson mantém a tradição política familiar, consolidando sua presença no
governo estadual e ampliando sua influência na área da educação.
Cícero Lucena e Mersinho Lucena
Cícero Lucena Filho,
natural de São José de Piranhas, é empresário da construção civil e
político com extensa trajetória na Paraíba. Filiado ao Progressistas
(PP), já foi governador do estado, senador e atualmente cumpre seu
terceiro mandato como prefeito de João Pessoa.
Assumiu o governo da
Paraíba em 1994 com apenas 37 anos, tornando-se o mais jovem governador
da história estadual. Foi eleito senador em 2006 e retornou à Prefeitura
de João Pessoa em 2020, sendo reeleito em 2024 com ampla votação.
Cícero Lucena é membro de
uma tradicional família política paraibana, sendo sobrinho do
ex-senador Humberto Lucena e parente distante de outros nomes históricos
do estado. Sua esposa, Maria Lauremília Lucena, foi vice-governadora da
Paraíba.
Francisco Emerson Assis de Lucena, conhecido como Mersinho Lucena,
nasceu em João Pessoa em 1981 e é empresário e político filiado ao
Progressistas (PP). Iniciou sua carreira pública como vice-prefeito de
Cabedelo em 2020 pelo Republicanos e, em 2022, foi eleito deputado
federal pela Paraíba com mais de 114 mil votos, sendo o quarto mais
votado no estado.
Filho do prefeito de João
Pessoa Cícero Lucena e de Maria Lauremília Lucena, ex-vice-governadora,
Mersinho faz parte de uma família com forte tradição política na
Paraíba. Seu avô político é Humberto Lucena, ex-senador e presidente do
Senado Federal. A trajetória de Mersinho reforça a continuidade desse
legado político na região.
Cássio Cunha Lima e Pedro Cunha Lima
Cássio Rodrigues da Cunha Lima,
nascido em Campina Grande em 1963, é advogado e político filiado ao
PSDB. Foi prefeito de Campina Grande por três mandatos, deputado federal
por dois mandatos, governador da Paraíba em duas ocasiões e senador por
dois mandatos, tendo exercido também a presidência interina do Senado
em 2017.
Iniciou sua vida pública
como deputado federal constituinte pelo PMDB em 1986, aos 23 anos. Foi
eleito prefeito de Campina Grande pela primeira vez em 1988, com
mandatos posteriores em 1996 e 2000. Em 2002, renunciou à prefeitura
para concorrer ao governo da Paraíba, cargo que conquistou em 2003 e
reeleito em 2006, embora tenha sido cassado definitivamente em 2009 por
abuso de poder político.
Em 2010, elegeu-se
senador, tomando posse em 2011 após decisão do STF sobre a Lei da Ficha
Limpa. No Senado, foi líder do PSDB e 1.º vice-presidente da Casa.
Nas eleições de 2014, foi
candidato a governador da Paraíba, chegando ao segundo turno, mas
derrotado por Ricardo Coutinho. Tentou a reeleição ao Senado em 2018,
mas não conseguiu.
Pedro Oliveira Cunha Lima,
nascido em Campina Grande em 1988, é advogado e político filiado ao
PSDB. Filho do ex-senador Cássio Cunha Lima e neto do ex-governador
Ronaldo Cunha Lima, tem uma trajetória ligada à tradição política da
família. Formado em Direito e mestre em Direito Constitucional pela
Universidade de Coimbra, Portugal.
Foi
eleito deputado federal pela Paraíba em 2014, com a maior votação do
estado, e reeleito em 2018. Em 2022, candidatou-se ao governo da
Paraíba, mas foi derrotado no segundo turno.
Enivaldo Ribeiro, Daniella Ribeiro e Aguinaldo Ribeiro
Enivaldo Ribeiro,
nascido em Campina Grande no dia 26 de março de 1935, é advogado e
político brasileiro filiado ao Progressistas (PP). Foi deputado federal
pela Paraíba de 1995 a 2007. Antes, atuou como deputado estadual pelo
antigo partido ARENA e foi prefeito de Campina Grande entre 1977 e 1983.
Durante sua gestão como prefeito, implementou importantes obras
urbanas, como a construção do Distrito dos Mecânicos, o Shopping Center
de Campina Grande e o Parque do Povo, contribuindo significativamente
para o desenvolvimento da cidade.
Também foi deputado
estadual constituinte entre 1987 e 1991, e durante seu mandato federal
integrou as bases de apoio dos governos Fernando Henrique Cardoso e
Lula, sendo condecorado com a Ordem do Mérito da Defesa no grau de
Grande-Oficial em 2005.
É filho de Pedro Vaz
Ribeiro e Áurea Moura Ribeiro, e pai de quatro filhos, entre eles os
políticos Aguinaldo Ribeiro e Daniella Ribeiro.
Aguinaldo Velloso Borges Ribeiro,
nascido em Campina Grande no dia 13 de fevereiro de 1969, é engenheiro e
político brasileiro filiado ao Progressistas (PP). Iniciou sua carreira
política como deputado estadual em 2003, e desde 2011 ocupa mandato na
Câmara dos Deputados.
Foi Ministro das Cidades
no governo Dilma Rousseff, entre 2012 e 2014, e líder do governo Michel
Temer na Câmara entre 2017 e 2019.
Daniella Velloso Borges Ribeiro,
nascida em Campina Grande no dia 26 de março de 1972, é pedagoga e
política brasileira, atualmente senadora da República pelo estado da
Paraíba, filiada ao Progressistas (PP). Foi vereadora de Campina Grande,
deputada estadual e líder do Progressistas no Senado, sendo a primeira
mulher a representar a Paraíba no Senado Federal. Também presidiu a
Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática no
Senado e atua em várias instâncias parlamentares nacionais e
internacionais.
Filha do ex-deputado e
ex-prefeito Enivaldo Ribeiro e da ex-prefeita Virgínia Velloso Borges,
formou-se em Pedagogia pela UFPB, foi professora universitária e está
cursando mestrado em Administração Pública. É mãe de três filhos e
iniciou sua carreira política como vice-prefeita candidata em 2004,
tendo sido eleita vereadora em 2008 e deputada estadual em 2010 e 2014.
Em
2018, foi eleita senadora com votação histórica. Em 2023, foi
condecorada com a Grande Oficial da Ordem de Rio Branco. Em março de
2025, anunciou sua desfiliação do PSD.
Blog JURU EM DESTAQUE com Polêmica Paraíba - Pedro Nery
Decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaça vacinas contra câncer, HIV e pode atrasar avanços para futuras pandemias
O presidente dos EUA, Donald Trump — Foto: Ken Cedeno/Reuters
A decisão do governo dos Estados Unidos de encerrar o financiamento a vacinas de RNA mensageiro (mRNA) gerou forte reação da comunidade científica e preocupa pesquisadores de diversas áreas, da infectologia à oncologia. O corte foi anunciado pela gestão de Donald Trump como parte de uma mudança de foco para “plataformas mais seguras”, como as vacinas de vírus inativado — tecnologia mais antiga e considerada ultrapassada por muitos especialistas.
A medida pode atrasar ou interromper dezenas de pesquisas promissoras contra doenças como câncer, HIV, Zika e o vírus sincicial respiratório, além de representar um golpe à preparação global para novas pandemias.
“É
um retrocesso. As vacinas de vírus inativado não podem ser aplicadas em
pessoas imunodeprimidas, idosos ou gestantes — justamente os grupos
mais vulneráveis”, explica Jean Gorinchteyn, infectologista e secretário
de Saúde de São Bernardo do Campo (SP).
Trump quer retorno a vacinas de vírus inativado
As
vacinas de vírus inativado são produzidas a partir do vírus real, que é
cultivado em laboratório e posteriormente “morto” por processos
químicos ou físicos. Esse método, usado em imunizantes como o da febre
amarela e da poliomielite, tem a vantagem de ser mais barato e fácil de armazenar. No entanto, gera uma resposta imunológica mais fraca e exige doses de reforço frequentes.
Já
as vacinas de RNA mensageiro representam um salto tecnológico. Elas não
contêm o vírus, mas sim uma sequência de RNA com instruções para que o
organismo produza uma proteína semelhante à do patógeno, ativando o sistema imunológico.
“É
como entregar ao corpo um bilhete com a receita de como combater o
inimigo, sem expor a pessoa ao risco de infecção”, explica a
infectologista Luana Araújo.
Além de mais eficazes, as vacinas mRNA são consideradas mais seguras, especialmente para pacientes vulneráveis.
E oferecem outra vantagem: a possibilidade de personalização, o que
abre caminho para aplicações além das doenças infecciosas — como o
câncer.
“Com
a tecnologia mRNA, conseguimos desenvolver vacinas terapêuticas
personalizadas. Isso seria impensável com vírus inativado”, afirma
Fernando de Moura, oncologista da BP – A Beneficência Portuguesa de São
Paulo.
Vacinas de mRNA foram decisivas no controle da covid-19
Durante a pandemia de covid-19, as vacinas de mRNA, como as desenvolvidas pelas farmacêuticas Pfizer e Moderna, permitiram uma resposta rápida e eficaz à emergência sanitária.
Elas foram produzidas em tempo recorde, tiveram alto índice de eficácia
e ajudaram a reduzir hospitalizações e mortes em todo o mundo.
“Saímos da tragédia de 2020 por causa da vacina. E ela foi possível graças à tecnologia mRNA”, diz Moura.
Mesmo
com esse histórico, o governo Trump insiste em alegações sobre a
segurança dos imunizantes — o que, para especialistas, reflete uma agenda política alinhada ao movimento antivacina e não baseada em evidências científicas.
Vacinas contra câncer em risco: mais de 120 estudos podem ser afetados
A
decisão afeta diretamente uma das frentes mais promissoras da medicina:
as vacinas terapêuticas contra o câncer. Segundo Stephen Stefani,
oncologista da Oncoclínicas e da membro Americas Health Fundation, há mais de 120 estudos clínicos em andamento com mRNA para tratar tumores como:
Melanoma.
Câncer de pulmão.
Glioblastoma.
Próstata.
Pâncreas.
Ao contrário das vacinas tradicionais, essas são aplicadas após o diagnóstico, como parte do tratamento. Elas identificam mutações específicas do tumor e ensinam o sistema imunológico do paciente a combatê-lo de forma personalizada.
“Muitos
pacientes que já falharam em tratamentos convencionais enxergam nessas
vacinas a última esperança. Se esses estudos forem interrompidos, o
impacto será devastador”, alerta Moura.
Impacto global e abertura para outros países
O
corte nos EUA pode abrir espaço para que países como China, Índia e
Brasil invistam em suas próprias plataformas de mRNA, fortalecendo a
indústria local de biotecnologia. Mas esse movimento leva tempo e exige
estrutura.
“A
decisão enfraquece a ciência global. Ao mesmo tempo, é uma oportunidade
para que outros países assumam o protagonismo e invistam no
desenvolvimento dessa tecnologia”, avalia Gorinchteyn.
Para
Luana Araújo, a medida é sintoma de uma “aliança entre ignorância e
ideologia”, que nega avanços científicos comprovados e coloca em risco a
saúde pública.
“É
uma decisão criminosa do ponto de vista sanitário. Nega os dados, o
histórico da pandemia e o futuro das descobertas científicas”, afirma.
Avanço do negacionismo e da hesitação vacinal
Outro temor dos especialistas é que a decisão alimente ainda mais o movimento antivacina, que já vinha ganhando força nos EUA nos últimos anos.
“Quando
a hesitação parte de um líder de Estado, o impacto é muito maior. Isso
gera medo, insegurança e afasta investidores”, afirma Stefani.
A
alegação do governo de que vacinas mRNA seriam “instáveis” ou
“inseguras” já foi refutada por diversas agências de saúde, incluindo a
FDA (agência reguladora dos EUA), a OMS e estudos revisados por pares.
“Não existe nenhuma comprovação científica de que essas vacinas causaram doenças graves. Isso é fake news”, reforça Moura.
O que pode acontecer agora?
Ainda
não se sabe se os estudos em andamento serão imediatamente
interrompidos ou se o corte afetará apenas novos projetos. Mas o risco
existe — e preocupa.
“Se
um paciente está com a doença controlada e o centro de pesquisa perde o
financiamento, o tratamento pode ser suspenso”, alerta Moura.
“Vamos
levar o dobro do tempo para alcançar resultados que estavam próximos. E
o sofrimento adicional dos pacientes estará nas costas de quem tomou
essa decisão”, conclui Luana Araújo.