Juiz mantém prisão de Ricardo Coutinho e manda ex-governador para cela coletiva na Média de Mangabeira
| A audiência aconteceu na Câmara Criminal do Tribunal de Justiça da Paraíba - (Foto: ClickPB) |
A defesa
de Ricardo Coutinho argumentou que o ex-governador não exerce nenhum
cargo público, tem endereço certo e a guarda do filho menor de idade
para pedir a revogação de sua prisão.
O juiz Adilson Fabrício decidiu manter a prisão
preventiva do ex-governador Ricardo Coutinho, que passou por audiência
de custódia na manhã desta sexta-feira (20). Além disso, o juiz
determinou que Ricardo Coutinho seja encaminhado para a ala especial, em
cela coletiva na Penitenciária de Segurança Média de Mangabeira. A
audiência aconteceu na Câmara Criminal do Tribunal de Justiça da Paraíba
e o magistrado negou pedido da defesa para que a prisão preventiva
fosse revogada ou substituída por medidas cautelares.
Ricardo Coutinho teve mandado de prisão preventiva expedido na última terça-feira (17) pelo desembargador Ricardo Vital, no âmbito da sétima fase da Operação Calvário.
Ricardo Coutinho teve mandado de prisão preventiva expedido na última terça-feira (17) pelo desembargador Ricardo Vital, no âmbito da sétima fase da Operação Calvário.
A defesa de Ricardo Coutinho argumentou que o ex-governador não
exerce nenhum cargo público, tem endereço certo e a guarda do filho
menor de idade para pedir a revogação de sua prisão preventiva. Além
disso, a defesa solicitou que Ricardo Coutinho, caso tivesse a prisão
mantida, não fosse encaminhado para a Penitenciária de Segurança Média
no bairro de Mangabeira, em João Pessoa. De acordo com o advogado,
Ricardo “foi prefeito por dois mandatos, foi governador por dois
mandatos, então, como a nossa Constituição exige que o estado seja
encarregado da integridade do preso, não é plenamente compreensível e
admissível que o ex-governador esteja no mesmo local de outras pessoas
que estão em vias ou que foram delatoras”.
Adilson Fabrício considerou que “quanto ao primeiro requerimento, de
revogação da prisão ou aplicação de medidas cautelares, verifica-se que
as medidas cautelares tidas como inadequadas ou ineficazes. Ele [o
desembargador Ricardo Vital] frisa, na sentença, que o custodiado deve
permanecer em dependência isolada dos outros presos, fazendo ver que a
questão da incomunicabilidade”.
O advogado de Ricardo Coutinho solicitou que o ex-governador fosse
encaminhado para o 5º Batalhão de Polícia Militar, caso sua prisão
preventiva fosse mantida. O juiz considerou ainda a portaria que impede o
aquartelamento de civis em unidades militares.
Por estes motivos, o juiz Adilson Fabrício determinou que Ricardo
Coutinho ficasse recolhido em uma ala especial da Penitenciária de
Segurança Média Hitler Cantalice, em Mangabeira. “Não vejo que a
presença dos demais iria prejudicar a segurança do custodiado. São
pessoas do convívio dele. Não estou verificando essa ameaça à
integridade dele”, declarou o magistrado.
Apesar do rito da audiência de custódia estar sendo feito pelo juiz
Adilson Fabrício, todo o teor da audiência de custódia será analisado e a
decisão final será dada posteriormente pelo relator da Operação
Calvário no Tribunal de Justiça da Paraíba, desembargador Ricardo Vital.
Veja vídeo:
ClickPB
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