Ministério da Educação e Cultura libera R$ 43 milhões para continuar obras em universidades federais
O
Ministério da Educação (MEC) vai liberar R$ 43 milhões para
continuidade de obras em universidades federais. Os valores vão permitir
investimentos em 96 construções em andamento.
De acordo com o secretário de Educação Superior do MEC, Arnaldo Lima
Junior, os valores foram remanejados dentro do orçamento da pasta e não
se trata de algum descongelamento de recursos. “Esses valores não
estavam previstos e, com isso, vamos conseguir aumentar em 50% a
capacidade de investimento”.
O foco é
na conclusão de obras, segundo Lima. Do total liberado, R$ 14,3 milhões
serão destinados para a finalização de 54 obras identificadas com
execução física igual ou maior a 75%. O restante do valor será aportado
em 42 obras também anteriormente pactuadas, mas já iniciadas.
Segundo
o MEC, a pasta havia empenhado cerca de R$ 82 milhões para obras neste
(mas não houve a execução final). A liberação desse R$ 43 milhões estará
disponível já a partir desta quinta-feria (17).
Os
recursos serão destinados para obras em 35 universidades. Entre as
principais construções, segundo o MEC, estão o Complexo de Saúde da UFLA
(Universidade Federal de Lavras), e o Instituto de Ciências Básicas de
Saúde da UFRGS (Federal do Rio Grande do Sul).
O
MEC passa por um contingenciamento de recursos que também atinge o
orçamento das federais. O governo Jair Bolsonaro (PSL) liberou no fim do
mês passado R$ 1,99 bilhão do valor congelado no início do ano – restam
congelados, no entanto, R$ 3,8 bilhões.
Do
dinheiro desbloqueado, R$ 1,156 bilhão (58%) foi para as universidades e
institutos federais. Mesmo com a restituição recém anunciada, as
universidades continuam com o bloqueio de 18% do orçamento
discricionário (sem contar salário).
O
governo também tenta emplacar o Future-se, que prevê iniciativas de
fomento ao financiamento privado nas federais e a atuação de
organizações sociais. O projeto, em discussão dentro do MEC, enfrenta
resistência de parcela dos reitores. A informação sobre a liberação do
recurso ocorre no mesmo dia em que o secretário se reúne com a Andifes
(organização que reúne os reitores) para falar sobre o assunto.
Segundo
Lima, o projeto chegou a ter diretrizes de redução de gastos com
pessoal para que a instituição pudesse aderir ao Future-se, mas essa
ideia não constará a proposta final, prometeu o secretário. “Não haverá
medida de redução de pessoal para participação do Future-se”, disse.
Parte
dos reitores questiona o foco dado às organizações sociais e,
posteriormente, às fundações e também possíveis riscos de o programa
acentuar desigualdades entre grandes e pequenas instituições.
Fonte: Noticias ao minuto - Publicado por: Suedna Lima

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