Ministro Gilmar Mendes suspende todos os processos de Flávio Bolsonaro no caso Queiroz
Conforme
informações de Gabriela Coelho e Emerson Voltare no Conjur, publicadas
na noite desta segunda-feira (30), todos os processos que envolvem a
quebra do sigilo do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) no caso Queiroz
foram suspensos pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal
(STF). A decisão é do último dia 27.
A determinação do ministro,
no entanto, vale somente até o julgamento final, pelo STF, do tema 990
da repercussão geral, pautado para 21 de novembro deste ano.
Gilmar
lembrou da decisão do presidente da Corte, ministro Dias Toffoli, que
determinou que a suspensão nacional sobre as múltiplas demandas em que
se discute a forma de transferência, para fins penais, de dados obtidos
por órgãos administrativos de fiscalização e controle —incluindo a
Receita Federal, o Coaf e o Bacen.
“A decisão paradigma ordenou a
suspensão do processamento de todos os processos judiciais em andamento,
que tramitem no território nacional e versem sobre o Tema 990 da Gestão
por Temas da Repercussão Geral e ainda de ‘todos os inquéritos e
procedimentos de investigação criminal (PIC’s), atinentes aos
Ministérios Públicos Federal e estaduais, em trâmite no território
nacional, que foram instaurados à míngua de supervisão do Poder
Judiciário e de sua prévia autorização sobre os dados compartilhados’”,
disse.
Gilmar citou ainda um e-mail enviado pelo Ministério
Público do Rio de Janeiro, datado de 14 de dezembro de 2018, no qual a
Promotoria solicita ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras
mais informações sem prévia autorização judicial.
“Ressalta-se
que, ao invés de solicitar autorização judicial para a quebra dos
sigilos fiscais e bancários do reclamante, o MP estadual requereu
diretamente ao Coaf, por e-mail, informações sigilosas, sem a devida
autorização judicial, de modo a nitidamente ultrapassar as balizas
objetivas determinadas na decisão paradigma”, observou o ministro.
O
ministro ainda determinou que, “diante da gravidade dos fatos”,
envolvendo a troca de e-mails entre o MP do Rio e o Coaf envolvendo a
quebra “indevida” do sigilo de Flávio, o Conselho Nacional do Ministério
Público (CNMP) apure a responsabilidade funcional de membros do MP no
episódio.
A decisão atende a pedido do advogado de Flávio,
Frederick Wassef, que esteve reunido com o presidente Jair Bolsonaro no
Palácio da Alvorada no último sábado (28).
O Ministério Público do
Rio investiga um suposto esquema de repasse de salários de servidores
ao chefe de gabinete, por meio do então assessor Fabrício Queiroz,
quando Flávio ainda era deputado estadual na Assembleia Legislativa do
Rio de Janeiro.
Fonte: Revista Fórum - Créditos: Redação Revista Fórum - Publicado por: Érika Soares

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