Desafeto de Bolsonaro na Câmara, Delegado Waldir fez campanha fingindo atirar e já foi acusado de soltar ratos no Congresso
![]() |
| Roedores soltos em sessão de CPI da Petrobras - Foto: Jorge William / Agência O Globo |
Há
quase uma década, o deputado federal Delegado Waldir (PSL-GO) já fazia a
pistola com a mão durante campanhas políticas. O gesto muito utilizado
na corrida eleitoral do então-candidato à Presidência Jair Bolsonaro já
era, em 2010, uma marca registrada do atual desafeto do presidente,
quando concorreu pela primeira vez em uma eleição.
O líder do PSL
na Câmara, que se manteve no cargo após uma tentativa frustrada para ser
destituído, era filiado a outro partido na época, o PSDB, e também
concorria como deputado federal em Goiás. Mesmo em uma legenda
diferente, desde lá o parlamentar mantém um discurso belicista.
"Veja
bem, ao votar, escolha quem fez e faz. Delegado Waldir, número 45 zero
zero", começa Waldir no vídeo de campanha de 2010, enfatizando o dígitos
do seu número eleitoral. "45 no calibre e zero zero da algema para o
bandido".
Veja vídeo:
Na
propaganda eleitoral daquele ano, Waldir vai falando quais pontos
defenderá se for eleito, enquanto finge atirar — os alvos são variados,
desde patos que aparecem na tela a um gato, terminando no símbolo do
partido. O político assumiu como suplente na Câmara, em fevereiro de
2011, mas deixou o cargo quatro meses depois, após uma recontagem de
votos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Acusado de soltar ratos no Congresso
Na
eleição seguinte para o Congresso, em 2014, o delegado também concorreu
pelo PSDB como deputado federal. Acabou sendo o mais votado em Goiás,
com 275 mil votos, levantando a bandeira do combate à criminalidade e da
criação de presídios juvenis, além da redução da idade penal.
Foi
nesse mandato que Waldir se envolveu em uma de suas primeiras polêmicas
de bate-boca no Congresso. Em abril de 2015, o deputado foi acusado de
ter soltado roedores durante a sessão da CPI da Petrobras em que era
ouvido o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto — mais especificamente,
dois ratos, dois hamsters e um esquilo da Mongólia.
Na ocasião, Waldir e o deputado Jorge Solla, do PT, iniciaram uma discussão, chegando a xingar um ao outro.
— Quero saber se ele está armado?! - disse Solla, sobre Waldir, que respondeu:
— Não estou armado, mas se tivesse algemas aqui e prendia. Algema para prender bandidos e corruptos aqui presentes.
— O único bandido aqui é você - rebateu Solla.
Antes
de entrar na política, o deputado nascido em Jacarezinho, no Paraná,
trabalhou como diretor de presídios e como delegado na Polícia Civil de
Goiás.
![]() |
| Lider do PSL na Câmara, o deputado Delegado Waldir - Foto: Daniel Marenco / Agência O Globo |
Extra - Camila Zarur


Nenhum comentário:
Postar um comentário