Líder do PSL acusa o presidente Jair Bolsonaro de comprar deputados com cargos
SÃO PAULO, 18 OUT (ANSA) – O líder do PSL na Câmara,
Delegado Waldir (GO), acusou nesta sexta-feira (18) o presidente Jair
Bolsonaro de tentar comprar deputados com cargos e fundo partidário para
garantir o filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro, no posto de
líder da bancada. A declaração foi dada durante entrevista exclusiva ao
jornal “Estado de S.Paulo”. De acordo com Waldir, o governo “não
existe”, está parado, porque seu foco é a crise do partido. “A única
finalidade do governo hoje é me derrubar da liderança do PSL”, ressaltou
o líder do PSL, repetindo o xingamento feito em reunião contra
Bolsonaro. “Eu não menti. Ele me traiu. Então, é vagabundo”.
Na última quarta-feira (16), Waldir foi gravado em uma
reunião dos deputados da ala ligada ao presidente do PSL, Luciano Bivar,
falando que gostaria de implodir Bolsonaro, além de chamá-lo de
vagabundo. Um dia depois, após o vazamento do áudio, ele tentou
minimizar o ocorrido. Hoje, porém, voltou a subir o tom contra Bolsonaro
e afirmou que mantém suas palavras. “Se eu sou fiel a ele desde 2011.
Se ele pessoalmente, junto com o líder do governo [deputado] Vitor Hugo
[PSL-GO] e o senador [governador] Ronaldo Caiado [DEM] trabalham para me
derrubar do diretório de Goiás. E assim está fazendo com outros
parlamentares no país todo. Isso não é traição, isso não é vagabundagem?
Então eu não retiro nada do que eu falei”, explicou. Embaixada – A
crise entre o presidente Bolsonaro e seu partido, o PSL, também
respingou na indicação do deputado federal Eduardo Bolsonaro como novo
embaixador do Brasil nos Estados Unidos. De acordo com a revista Época,
o mandatário suspendeu o plano de colocar no cargo devido à crise com o
PSL e à perspectiva de uma derrota na votação no Senado. No entanto,
Bolsonaro afirmou nesta sexta-feira (18) que “por enquanto” a indicação
de Eduardo está mantida.
(ANSA)
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