Dia do Orgasmo: especialistas apontam dezessete curiosidades sobre o clímax feminino
Nesta quarta-feira (31) comemora-se o Dia do Orgasmo.
A data foi criada em 1999 por diversas redes de sex shops britânicas
para aquecer as vendas dos produtos eróticos e incentivar debates sobre
prazer sexual feminino. Para ajudá-la a comemorar a data em grande
estilo, o site Terra consultou especialistas e reuniu 17 curiosidades sobre o orgasmo feminino. Confira:
1. Um terço das mulheres brasileiras nunca atingiu o orgasmo

De acordo com pesquisas realizados pela psiquiatra Carmita Abdo,
coordenadora do Projeto Sexualidade do Hospital das Clínicas da USP,
cerca de um terço das mulheres brasileiras nunca chegou ao clímax
durante a penetração nem durante a masturbação. Em outros países esse
índice é ainda mais chocante. Um estudo encomendado por sex shops na
Inglaterra detectou que 80% das mulheres não atingem o orgasmo durante
as relações. Por isso, se você ainda não chegou lá, fique calma, você
não está sozinha. "Sexo é um aprendizado constante. Cada relação é
diferente e não é porque você não sentiu determinada até hoje que isso
não possa acontecer amanhã. Você tem todas as ferramentas, só é preciso
se conhecer para saber como usá-las a seu favor", garante Celso Marzano,
urologista, sexólogo e terapeuta sexual.

2. Usar salto pode ajudá-la a chegar lá
Segundo um estudo da Universidade de Verona, usar salto ajuda a relaxar e a fortalecer os músculos da região pélvica intensificando as contrações durante o orgasmo. Porém, o efeito positivo não aumenta de acordo com o tamanho do salto. Para Maria Cerruto, coordenadora da pesquisa o ideal é um salto que tenha entre 4 e 5 centímetros.
3. Ele pode aparecer na academia
Segundo um estudo da Universidade de Verona, usar salto ajuda a relaxar e a fortalecer os músculos da região pélvica intensificando as contrações durante o orgasmo. Porém, o efeito positivo não aumenta de acordo com o tamanho do salto. Para Maria Cerruto, coordenadora da pesquisa o ideal é um salto que tenha entre 4 e 5 centímetros.
3. Ele pode aparecer na academia
Segundo uma pesquisa realizada pelo Centro de Saúde Sexual da
Universidade de Indiana, nos EUA, 40% das mulheres entrevistadas já
tiveram prazer induzido pelo exercício ou orgasmo mais de 11 vezes em
suas vidas. Das mulheres que tiveram orgasmos na academia, cerca de 45%
disseram que a primeira experiência foi ligada a exercícios abdominais;
19%, ligado à bicicleta e corrida; 9,3%, ligado ao escalar. Já 7% delas
relataram uma conexão com o levantamento de peso e outros 7% com a
execução; o restante das experiências incluiu vários exercícios, como
ioga, natação, aparelhos elípticos e aeróbica. O mais surpreendente é
que isso não teve relação com fantasias sexuais ou pensamentos com o
sexo oposto.
4. Mulher realmente demora mais

Para que o homem fique excitado, seu organismo precisa bombear cerca de
10 ml de sangue para seu pênis. Já o órgão sexual feminino, que é mais
complexo, precisa de aproximadamente 200 ml. "Isso faz com que a mulher
precise de um pouco mais de tempo, porém essa resposta sexual pode ser
mais rápida quando ela já começa a pensar em sexo e se preparar para a
relação. Porém, o que mais conta aqui são as questões emocionais.
Autoestima, autoconfiança, estado emocional, dinâmica do casal e vínculo
afetivo podem influenciar no orgasmo feminino", afirma Celso Marzano.
5. Existe até plástica para facilitar o orgasmo
Conhecida nos EUA como G-Shot, a técnica promete aumentar o ponto G por
meio de injeções intravaginais de colágeno, aumentando o atrito durante a
penetração e permitindo assim que a mulher chegue ao orgasmo mais
facilmente. O procedimento, que custa em torno de R$ 3,5 mil, é feito
com anestesia local e dispensa internação. Porém, a técnica gera
polêmica e não é reconhecida pela Sociedade Brasileira de Cirurgia
Plástica.
6. O recorde mundial de orgasmos é de 222

O registro foi feito durante o evento Masturbate-a-Thorn, em 2009, na
Dinamarca. É claro, que a marca alcançada por Deanna Webb será difícil
de bater, mas isso não quer dizer que você não possa tentar. Segundo
Celso Marzano, toda mulher tem capacidade física de ter um orgasmo
múltiplo. "Isso acontece porque o corpo feminino é capaz de manter a
excitação, mesmo após o primeiro orgasmo. Por isso, com estímulo ela é
capaz de sentir um novo clímax", explica o médico.
7. Camisinha não afeta o orgasmo
Não há desculpa para não se proteger. Segundo estudo realizado pela
Universidade de Indiana, nos EUA, a qualidade dos orgasmos femininos não
tem nenhuma relação com o uso da camisinha. Aliás, a camisinha pode até
ajudar já que diminui a preocupação do casal, costuma retardar um pouco
a ejaculação masculina, dando mais tempo para a mulher chegar lá, e
ainda auxilia na lubrificação.
8. O orgasmo é mais provável na primeira quinzena do ciclo menstrual

"Durante os primeiros 15 dias do ciclo menstrual os níveis de
testosterona estão mais altos, o que garante mais tesão", diz Celso
Marzano. Com isso a mulher acaba fazendo mais sexo nesse período e a
libido afeta também a probabilidade do orgasmo feminino.
9. Mulheres têm mais orgasmos com homens ricos
De acordo com estudo britânico, da Universidade de Newcastle, o dinheiro
é um fator que pode influenciar o orgasmo. Para os cientistas
responsáveis pela pesquisa isso seria resultado de uma adaptação
evolucionária. Aparentemente sem preocupações de como vão as contas, as
mulheres conseguem se entregar mais à relação sexual. Segundo a sensual
coach Fátima Moura, a desconcentração na hora H é uma dos principais
fatores que afastam as mulheres do tão desejado orgasmo. "A mulher em
geral está com tantas coisas na cabeça, preocupada e encucada com tantas
questões, que acaba não conseguindo se entregar e perceber as sensações
de seu corpo durante o sexo", justifica.
10. Preliminares devem durar entre 15 e 20 minutos
É claro que esse tempo pode variar muito de acordo com o momento, mas,
segundo Celso Marzano, as mulheres precisam de 15 a 20 minutos de
preliminares para estarem lubrificadas e excitadas o suficiente para uma
penetração prazerosa. "Cada pessoa tem uma resposta sexual diferente,
não existe uma receita. Então, é essencial se tocar e se conhecer para
saber quais ingredientes são necessários para você", diz. Para Fátima
Moura, o autoconhecimento também é uma palavra chave. "Quando a mulher
se experimenta vai descobrindo que tipos de carícia são mais excitantes,
de que velocidade, pressão e tipo de movimento dão mais prazer e
facilitam seu orgasmo", afirma ela.
11. A idade influencia
A partir dos 50 anos existem algumas questões físicas que jogam contra o
prazer feminino, porém a experiência pode ajudar. "Nessa época as
variações hormonais fazem com que a lubrificação geralmente fique mais
difícil. O desejo pode diminuir também gerando complicadores emocionais.
Se a mulher está com a autoestima abalada isso vai refletir na vida
sexual", explica Celso Marzano. Por outro lado, com a idade a mulher
tende a conhecer melhor o próprio corpo fazendo o caminho para o orgasmo
algo menos tortuoso.
12. Um orgasmo pode gerar uma descarga elétrica de até 244 milivolts
Durante o orgasmo as paredes da vagina liberam energia e sofrem
contrações musculares involuntárias, seguidas de uma sensação de
relaxamento. Segundo Jairo Bouer e Marcelo Duarte, autores do Guia dos Curiosos – Sexo, a descarga elétrica produzida por cinco mulheres tendo orgasmo seria suficiente para acender uma lâmpada.
13. Manter pés aquecidos aumenta as chances de orgasmo
Apesar de parecer estranho é exatamente isso que mostra uma pesquisa
realizada pela Universidade de Groningen, na Holanda. Segundo os
cientistas manter os pés aquecidos por uma meia, por exemplo, aumenta em
30% as chances de você chegar lá. Se você acha que transar de meia pode
cortar seu tesão, experimente pedir ao parceiro que faça uma massagem
em suas pés com um óleo de massagem que esquenta.
14. Musculação íntima pode intensificar o orgasmo
O pompoarismo, antiga técnica oriental derivada do tantra, pode
facilitar o caminho para o orgasmo. Com esses exercícios íntimos é
possível fortalecer a musculatura vaginal e obter mais controle sobre
seus movimentos. Segundo a Fátima Moura, ele ajuda a aumentar a libido,
melhora a lubrificação e faz com que você atinja o clímax com mais
facilidade. Além disso, sabendo controlar melhor sua musculatura
vaginal, a tendência é que os orgasmos fiquem ainda mais intensos.
15. Orgasmo alivia e retarda dores
Durante a relação sexual o corpo libera endorfina, que é responsável
pela sensação de prazer e satisfação. Segundo estudos do Projeto
Sexualidade do Hospital das Clínicas USP (ProSex), o ápice disso
acontece justamente no momento do orgasmo quando acontece um estado de
relaxamento físico total. Na mulher também ocorre a liberação do
hormônio ocitocina, que promove a contração do útero. Esses fenômenos
ajudam a aliviar dores de cabeça, reumáticas, menstruais, melhoram o
sono, reduzem o estresse e favorecem o metabolismo. O orgasmo é capaz de
deixar até a pele mais viçosa, já que melhora a circulação sanguínea.
16. A educação pode influenciar no orgasmo
Um estudo realizado na Alemanha sugere que quanto mais educação tiver a
mulher menor são as chances de ela chegar ao orgasmo. A pesquisa,
realizada com 2 mil mulheres com idades entre 18 e 49 anos, indica que
62% das entrevistadas possuíam ensino superior afirmaram que tinham
problemas frequentes para chegar ao orgasmo, enquanto apenas 38% das
mulheres com menos educação relataram o mesmo problema. Para os
pesquisadores a possível explicação para esse fenômeno é a diferença
entre os perfis, pois as mulheres que estudaram mais geralmente possuem
mais responsabilidades e consequentemente estresse, o que leva a esse
maior bloqueio sexual.
17 A ejaculação feminina não é lenda
Algumas mulheres, em virtude de um orgasmo vaginal intenso, liberam
muito líquido durante o ato sexual e chegam até a achar que urinaram.
Segundo Regina Navarro Lins e Flávio Braga, autores de O Livro de Ouro do Sexo,
esse fenômeno ocorre por meio das áreas sexuais que circundam a uretra,
especialmente o ponto G, normalmente localizado cerca de 2 a 3 cm a
partir da entrada da vagina. Cerca de 10% das mulheres apresentam esse
tipo de ejaculação.
Fonte: Terra - Fotos: Getty Imagens


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