Açude de Camalaú, na Paraíba, poderá receber águas da Transposição do Rio São Francisco
O
Ministério Público da Paraíba (MPPB) e o Ministério Público Federal
(MPF) promoveram, na tarde desta quarta-feira (18), na sede da
Procuradoria da República, em Monteiro, uma reunião com representantes
do Ministério da Integração Nacional, do Departamento Nacional de Obras
contra a Seca (Dnocs) e da empresa Sancol para tratar de questões
relativas ao eixo leste da transposição do Rio São Francisco, com
destaque para o cumprimento dos prazos para a conclusão das obras nos
açudes de Poções e Camalaú, na Paraíba.
O representante da Sancol
informou que já é possível receber o volume de água destinada ao Poço
Amazonas no Congo, na capacidade estabelecida no Termo de Compromisso
pelo Ministério da Integração (que é de 800 litros por segundo) e
garantiu que até o dia 30 de julho toda parte estrutural da obra no
Açude de Camalaú estará pronta e que no dia 1° de agosto, o reservatório
poderá receber o volume de 1.368 litros de água por segundo da
transposição do Rio São Francisco.
O Ministério da Integração, por
sua vez, comunicou que já iniciou, na última segunda-feira (16), o
enchimento dos reservatórios a montante da terceira estação de
bombeamento (EBV3) e que os reparos nessa estação e no aqueduto do
Jacaré serão concluídos até o dia 5 de agosto, quando também deverão ser
bombeados pelo canal do Projeto de Integração do Rio São Francisco, em
Monteiro, cerca de 800 litros de água por segundo.
Na reunião,
ficou definido que o Dnocs vai fiscalizar e comunicar ao Ministério
Público a situação das obras no Açude de Poções, inclusive informando se
no próximo dia 1° de agosto a obra estará concluída.
Também ficou
estabelecido que, caso a empresa Sancol não cumpra o prazo estabelecido
para a entrega da obra no Açude de Camalaú no próximo dia 1° de agosto,
ela deverá apresentar ao Dnocs os motivos do atraso e o departamento,
por sua vez, deverá submeter as justificativas ao Ministério Público.
Os
representantes dos Ministérios Públicos registraram que todas as
responsabilidades serão apuradas, caso haja atraso na conclusão das
obras.
Participaram da reunião o procurador de Justiça Álvaro
Gadelha; a procuradora da República, Janaina Sousa; o engenheiro do MPF,
Marcelo Franca; os representantes do Dnocs, Alberto Gomes e Luiz
Carvalho; os representantes da empresa Sancol, Giovani Petrucci, George
Petrucci e Alírio Fernandes e os representantes do Ministério da
Integração, Eduardo Melloni, João Ferreira e Genivaldo Oliveira.
MaisPB

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