Coligação partidária proporcional, eis o nó que adia definições políticas na Paraíba

Por trás da indefinição e corda esticada dos partidos, tem uma questão. Ela atende pelo nome de coligação proporcional.
Como
praticamente toda grande sigla da Paraíba tem ou trabalha para ter um
deputado federal, a prioridade número 1 é eleger ou salvar mandatos.
Antes mesmo da vitória do candidato a governador.
E nesse ponto as quatro candidaturas ao Governo enfrentam dificuldades de atender essa demanda da praça política.
Na base governista há um desconforto nos bastidores pela ausência até agora da viabilização do chapão.
DEM,
PRB e PTB, por exemplo, não querem arriscar grandes votações sem as
chamadas caudas (candidaturas de menor densidade eleitoral).
Legendas menores, como Avante e PPS e com bons candidatos a federal, fogem das siglas maiores como o diabo da cruz.
Nivelados
no mesmo patamar de votos, deputados federais desse arco correm o risco
de brigar entre si e sobrar na curva, mesmo com votação estupenda em
torno de 100 mil votos.
Do lado de Lucélio Cartaxo, a mesma coisa.
O PSC quer uma coligação que ofereça conforto à eleição de Leonardo
Gadelha. Já o PP insiste em sair faixa própria.
José Maranhão tem
obstáculo para atrair porque na aliança do MDB com o PR os deputados
Wellington Roberto e Benjamin Maranhão são tidos como eleitos. O espaço
que sobra é de alto risco.
Sem consenso, as definições são adiadas ao máximo.
E
nesse jogo, bom candidato ao Governo não é nem quem tem perspectiva de
eleição. É quem pode entregar a mercadoria mais procurada do momento
pelos partidos, uma boa coligação.
MaisPB - Por Heron Cid
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