Instinto de sobrevivência política explica motim na base governista da Paraíba
![]() |
| Por sobrevida de seus deputados, DEM, PTB e PRB não medirão distância |
Para
um bom entendedor, meia palavra basta. O movimento perpetrado
inicialmente pelo DEM e depois seguido pelo PTB e PRB, legendas de peso
na coligação governista da Paraíba, é uma mensagem clara.
Os três
partidos deixaram para a última hora, e para um dia depois da convenção
do PSB, a batida de martelo sobre com quem vão se aliar formalmente na
disputa da sucessão estadual.
Anteontem, em artigo aqui neste espaço, tratamos da coligação como o grande nó das indefinições.
Tema
que se aplica bem a esses partidos alinhados com o Jardim Girassol, mas
que sutilmente mandam recado inequívoco: querem melhor tratamento, a
partir da formação da coligação proporcional.
Uma pressão que gira
em espiral e leva a articulação governista a emparedar partidos menores
a aderirem ao chapão ou a cederem por coligações pontuais com uma
dessas siglas.
Todos comandados por deputados federais (DEM,
Efraim Filho, PTB, Wilson Filho, e PRB, Hugo Mota), os partidos querem
garantir essas reeleições sem risco, o que não é garantido se saírem
sozinhos sem o colchão de legendas satélites.
Com tempo de
propaganda e votos, eles pressionam e transferem o abacaxi para o PSB,
principal interessado e beneficiado na coligação majoritária.
Detalhe:
não estão para brincadeira. É coisa de vida ou morte. E em nome da
sobrevivência própria, não medirão distâncias. Quem paga pra ver pode
ser devorado.
MaisPB - Por Heron Cid

Nenhum comentário:
Postar um comentário