Na Paraíba, apenas quatro promotores e seis juízes assinam abaixo assinado por condenação em segunda instância
| Juízes, desembargadores, promotores e procuradores levam, nesta segunda-feira, abaixo assinado para os ministros do STF - (Foto: Arquivo) |
Na
véspera do dia D para Lula, 1,5 mil procuradores e juízes vão ao STF por
prisão em 2ª instância. Super abaixo-assinado de membros do Ministério
Público e da magistratura de todo o País será entregue nesta
segunda-feira, 2, aos onze ministros da Corte, a dois dias do julgamento
decisivo para o ex-presidente, condenado a 12 anos e um mês no caso
triplex.
Apenas seis juízes e quatro membros do Ministério
Público da Paraíba assinaram o abaixo-assinado pela prisão em 2ª
instância que será entregue aos onze ministros do Supremo Tribunal
Federal (STF) nesta segunda-feira (2), na antevéspera do julgamento do
habeas corpus preventivo do ex-presidente Lula, condenado a 12 anos e um
mês no caso triplex. Na quarta-feira, 4, os ministros analisam o mérito
do pedido do petista para aguardar em liberdade os recursos contra a
condenação na Operação Lava Jato. A nota técnica ainda pode ser assinada
até este domingo.
VEJA A LISTA DE PROMOTORES, PROCURADORES E JUÍZES QUE SUBSCREVEM O MANIFESTO
VEJA A LISTA DE PROMOTORES, PROCURADORES E JUÍZES QUE SUBSCREVEM O MANIFESTO
Até
as 8h50 deste sábado, 31, mais de 1,5 mil promotores, procuradores e
juízes de todo o País já haviam assinado a nota técnica. Esta é a maior
ofensiva dos membros do Ministério Público e do Judiciário pela prisão
em 2ª instância. Segundo os organizadores, como a lista está em
constante atualização, alguns nomes estão repetidos.
Da Paraíba, já subscreveram o manifesto os juízes Adhemar de Paula
Leite Ferreira Néto, Antonieta Lúcia Maroja Arcoverde Nóbrega, Marcos
Aurélio Pereira Jatobá Filho, Meales Medeiros de Melo, Michelini de
Oliveira Dantas Jatobá e Wolfram da Cunha Ramos, além dos promotores
Cristiana Moreira Ferreira Cabral de Vasconcellos, Ivete Leônia Soares
de Oliveira Arruda, Leonardo Quintans Coutinho e Renata Carvalho da Luz.
Nacionalmente, já subscreveram o manifesto o coordenador da
força-tarefa da Operação Lava Jato, no Paraná, procurador Deltan
Dallagnol, as procuradoras da Lava Jato, em São Paulo, Thaméa Danelon e
Anamara Osorio, a procuradora regional da República, Ana Paula
Mantovani, o promotor de Justiça, em Brasília, Renato Varalda, além dos
procuradores-gerais de Justiça de Goiás (Benedito Torres), do Alagoas
(Alfredo Mendonça) e do Rio (Eduardo Gussem) e, ainda, o procurador do
Ministério Público do Tribunal de Contas de União, Julio Cesar Marcelo
de Oliveira.
“Nada justifica que o STF revise o que vem decidindo no sentido de
que juridicamente adequado à Constituição da República o início do
cumprimento da sanção penal a partir da decisão condenatória de 2ª
instância. A mudança da jurisprudência, nesse caso, implicará a
liberação de inúmeros condenados, seja por crimes de corrupção, seja por
delitos violentos, tais como estupro, roubo, homicídio etc”, afirma o
abaixo assinado.
Em 24 de janeiro, Lula foi condenado por corrupção e lavagem de
dinheiro pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4). Na
segunda-feira, 26, a Corte de apelação da Lava Jato rejeitou o embargo
de declaração do ex-presidente. Pelo entendimento firmado pelo Supremo
em 2016, Lula poderia ser preso após a condenação em 2ª instância.
Contra o petista ainda não foi expedido um mandado de prisão, pois o
Supremo concedeu-lhe um salvo-conduto até o julgamento final de seu
habeas corpus.
Estadão
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