Paraíba está fora da área de alerta para febre amarela, diz Secretaria Estadual de Saúde
A
Paraíba está fora da área de alerta para febre amarela. A informação é
da Secretaria de Estado da Saúde (SES) explicando que no Estado não há
circulação do vírus causador da doença, como vem ocorrendo em outros
Estados, como é o caso de Minas Gerais. As regiões de risco são
determinadas pelo Ministério da Saúde, baseado na circulação do vírus
entre os habitantes locais.
De acordo com o MS, a recomendação de
vacinação nas áreas não endêmicas continua a mesma: toda pessoa que
reside em áreas com recomendação da vacina contra febre amarela e
pessoas que vão viajar para regiões silvestres, rurais ou de mata dentro
dessas áreas, deve se imunizar, segundo nota divulgada pelo Conselho
Nacional de Secretários Estaduais de Saúde (Conass).
A vacina
contra a febre amarela é ofertada no Calendário Nacional do Sistema
Único de Saúde (SUS), sendo enviada mensalmente para todo o país. Os
estados do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas,
Sergipe, Espírito Santo e Rio de Janeiro estão fora da área de
recomendação para a vacina porque não existem vírus circulando, ou seja,
não são áreas endêmicas.
O Ministério da Saúde divulgou também a
lista dos municípios endêmicos que pode ser conferida no link
http://portalsaude.saude.gov.br/images/pdf/2015/novembro/19/Lista-de-Municipios-ACRV-Febre-Amarela-Set-2015.pdf
O que é a febre amarela?
É
uma doença infecciosa febril aguda, causada por um arbovírus (vírus
transmitido por artrópodes), que pode levar à morte em cerca de uma
semana, se não for tratada rapidamente. Os casos de Febre Amarela (FA)
no Brasil são classificados como febre amarela silvestre ou febre
amarela urbana, sendo que o vírus transmitido é o mesmo, assim como a
doença que se manifesta nos dois casos. A diferença entre elas é o
mosquito vetor envolvido na transmissão. Na FA silvestre, os mosquitos
dos gêneros Haemagogus e Sabethes transmitem o vírus e os macacos são os
principais hospedeiros. Nessa situação, os casos humanos ocorrem quando
uma pessoa não vacinada adentra uma área silvestre e é picada por
mosquito contaminado. Na FA urbana o vírus é transmitido pelo mosquito
Aedes aegypti ao homem, porém este tipo de febre amarela não é
registrado no Brasil desde 1942.
Sintomas – Os sintomas iniciais
incluem febre de início súbito, calafrios, dor de cabeça, dores nas
costas, dores no corpo em geral, náuseas e vômitos, fadiga e fraqueza.
Em casos graves, a pessoa pode desenvolver febre alta, icterícia
(coloração amarelada da pele e do branco dos olhos), hemorragia e,
eventualmente, choque e insuficiência de múltiplos órgãos. Cerca de
20-50% das pessoas que desenvolvem doença grave podem morrer.
O
período de manifestação do vírus no homem varia de 3 a 6 dias após a
picada do mosquito infectado, podendo se estender até 15 dias. A maioria
das pessoas apresenta melhora após os sintomas iniciais, no entanto
cerca de 15% apresentam apenas um breve período de horas a um dia sem
sintomas e, então, desenvolvem uma forma mais grave da doença.
Um
homem doente pode servir como fonte de infecção para outros mosquitos
transmissores durante no máximo 7 dias (entre 24 a 48 horas antes do
aparecimento dos sintomas até 3 a 5 dias após). Nos casos que evoluem
para a cura, a infecção confere imunidade duradoura. Isso quer dizer que
você só pode ter febre amarela uma vez na vida.
Em caso de
sintomas procure um médico na unidade de saúde mais próxima e informe
sobre qualquer viagem para áreas de risco nos 15 dias anteriores ao
início dos sintomas, e se você tomou a vacina contra a febre amarela.
Não há nenhum tratamento específico contra a doença. O médico deve
tratar os sintomas, como as dores no corpo e cabeça com analgésicos e
antitérmicos, ficando alerta para qualquer indicação de agravamento do
quadro clínico.
A única forma de evitar a Febre Amarela é por meio da vacinação. A vacina está disponível gratuitamente durante todo o ano.
Secom-PB

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