Síndrome: Cientistas descobrem alergia ligada a andar de ônibus e malhação
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| Há quem tenha alergia a ônibus lotado |
Para muitos, a corrida é mais que um esporte, é
um estilo de vida. No entanto, esse estilo de vida também é designado
até mesmo para algumas pessoas que não praticam o esporte. Isso porque
elas sofrem de urticária vibratória — uma alteração genética que faz
pessoas terem alergia se correrem, baterem palmas e até mesmo andarem de
ônibus. As informações são do portal de notícias britânico Daily Mail.
Por mais que pareça mais uma desculpa preguiçosa
dos que não gostam de praticar exercícios, não é. A vibração causada por
movimentos bruscos pode resultar em urticárias na pele e erupções
cutâneas. A alergia gera uma erupção cutânea temporária, liberando
substâncias inflamatórias do sistema imunológico. As conclusões do
estudo sugerem que as pessoas têm uma versão exagerada de uma resposta
celular comum à vibração.
O doutor Anthony Fauci, diretor do Instituto
Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas, afirmou que essa doença pode
ser um estímulo para que a ciência aprofunde seus conhecimentos sobre as
formas de reação do sistema imunológico — entendendo quais gatilhos
podem desencadear alergias. “Os resultados deste estudo podem estimular
cientistas na descoberta de novas doenças”.
Além de vergões vermelhos e coceira, as pessoas
com a doença também podem vir a ter dores de cabeça, fadiga, visão
borrada ou gosto metálico na boca. Os sintomas geralmente desaparecem
dentro de uma hora, mas as pessoas afetadas podem sofrer com eles por
diversas vezes durante o dia.
Os cientistas do National Institutes of Health
analisaram três famílias para o estudo atual. Dentro dessas famílias,
várias gerações tinham urticária vibratória. Os exames de sangue
alterados sugeriram uma resposta exagerada à vibração nos pacientes.
“Isto sugere que uma resposta normal à vibração, que não causa sintomas
na maioria das pessoas, é exagerada nos nossos pacientes”.
Com as amostras de DNA de todas as três famílias,
os cientistas foram capazes de realizar análises genéticas, incluindo
sequenciamento de DNA em 36 membros afetados e não afetados dos três
grupos. Eles descobriram que a doença é hereditária.
Eles descobriram uma única mutação no gene que é
partilhada por membros da família com urticária vibratória, e que não
está presente no DNA de indivíduos não afetados. Segundo os
pesquisadores, ainda não há cura para a doença, e, pelo que se foi
estudado, ela não pode desenvolver sinais mais graves do que a alergia.
Mas como é uma síndrome muito nova, ainda está sob análise.
R7

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