Ministro da Saúde diz que país está perdendo a batalha contra a dengue
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| O ministro da Saúde, Marcelo Castro, afirmou nesta sexta-feira (22) que o país está perdendo a batalha contra o mosquito Aedes aegypti. |
Ao participar de um seminário da Fiocruz (Fundação Osvaldo Cruz), em
Teresina (PI), o ministro ressaltou que, se a população não participar
do combate ao mosquito, a sociedade entra numa "batalha derrotada".
"Esse mosquito está convivendo com a gente há pelo menos uns 30 anos e,
infelizmente, nós estamos perdendo a batalha para ele", disse Marcelo
Castro, ao apresentar o Plano Nacional de Enfrentamento ao Aedes e à
Microcefalia para gestores e profissionais da saúde no Piauí, sua terra
natal.
Para o ministro, há risco de se criar uma geração que ele chamou de
"sequelados", caso não haja a participação dos moradores no combate ao
mosquito.
"Não podemos perder essa guerra. Se não, teremos uma geração de
sequelados e seremos responsabilizados pela história por não termos nos
mobilizado para vencer esse problema", disse.
Segundo Castro, no ano passado o país registrou o maior número de casos
de dengue: 1 milhão e 600 mil. Foram mais de 800 mortes devido à doença.
Para ele, a situação se agravou, pois, além de provocar a dengue e a
chikungunya, o mosquito transmite a zika, que tem relação com o aumento
de casos de microcefalia, má-formação cerebral, em bebês.
"Enquanto tínhamos uma media de 150 casos de microcefalia por ano no
país, de outubro para cá já são 3.893 casos notificados suspeitos de
microcefalia. É uma verdadeira epidemia que temos de evitar para não ter
uma geração de pessoas com deficiência ou transtornos."
Marcelo Castro disse que o Ministério da Saúde busca com laboratórios
estrangeiros desenvolver a vacina contra a zika. Segundo ele, dois
terços dos criadouros do mosquito são encontrados em casas.
Ao ser questionado por repórteres que acompanhavam o evento sobre uma
possível perda de prestígio com a presidente Dilma, o ministro foi seco
na resposta e disse que a informação não era verdadeira.

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