Cássio defende apuração rigorosa de supostas ‘ambulâncias fantasmas’
Senador tucano disse que contrato de R$ 500 mil existem, mas os veículos não
O senador, Cássio Cunha Lima
(PSDB), criticou, na última sexta-feira (16), o modelo de gestão
implementado pela Cruz Vermelha para gerenciar o Hospital de Trauma
Senador Humberto Lucena, em João Pessoa. De acordo com o senador, é
importante, inicialmente, separar a atuação dos funcionários que
trabalham no Trauma do modelo de organização social que gerencia o
hospital.
Cássio defendeu uma apuração rigorosa de todas as denúncias que estão
sendo feitas e lamentou que isso esteja acontecendo justamente numa área
tão essencial, como a saúde. Ele disse que ontem a auditoria do
Tribunal de Contas do Estado (TCE) constatou uma irregularidade na
contratação de ambulâncias que não prestam serviço ao Trauma, pelo valor
de R$ 500 mil. “O contrato de meio milhão de reais existe, mas as
ambulâncias não. Não se pode brincar com a vida das pessoas, isso é
lamentável”, disparou.
O senador questionou também os gastos feitos para gerir o Trauma de João
Pessoa e os comparou com as despesas do hospital de Campina Grande.
Segundo Cássio, o Trauma de Campina Grande atende mais do que o de João
Pessoa e gasta bem menos recursos. Ele defendeu uma revisão nesse modelo
de gestão, que “apresenta fragilidade e graves denúncias de desvio de
dinheiro”.
Cássio também defendeu que hospitais, como o Trauma de João Pessoa,
sejam administrados por instituições de caridade, como acontece com o
Hospital Padre Zé, que é gerido por uma organização social da Igreja
Católica. “A gestão do Padre Zé melhorou muito, por isso defendemos que
uma organização da igreja evangélica ou católica atue também para
administrar o Trauma, por exemplo, pois teremos um modelo sério e
responsável”, concluiu.
MaisPB
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