25 de Maio: Dia do Trabalhador Rural
A mão de obra
no campo, atualmente, é um item muito complicado na atividade agropastoril.
Embora não haja escassez de oferta, falta qualificação. Mas, o que realmente
espanta são as relações de trabalho, amparadas por uma legislação anacrônica.
É amplamente sabido que o êxodo
rural é fruto dessa
legislação. A partir da década de 60, houve um grande avanço na área dos direitos
sociais.
Essas
conquistas geraram um desequilíbrio nas relações
de trabalho entre patrões e empregados, o que acabou prejudicando
os trabalhadores e expulsando-os do campo. O resultado desse fenômeno foi
o inchaço das grandes cidades, a ampliação das favelas e o aumento da violência
urbana. Sem qualificação profissional para o trabalho urbano, grandes contigentes
desses trabalhadores voltaram a prestar serviços eventuais e temporários no
campo, como diaristas.
Nasceu
aí a figura do bóia-fria.
Sem contar com qualquer tipo de segurança, ele foi duplamente vitimado. Primeiro,
pelas condições degradantes de trabalho. Segundo, pela exploração do proprietário
que intermediava o seu trabalho. Para combater esse estado de coisas, em 1994
foi editada a Lei n º 8.949, que possibilitou a criação de cooperativas de
trabalho dentro da legislação específica já existente.
Organizados
em torno da cooperativa, os trabalhadores passavam a ter os seus direitos
trabalhistas e previdenciários garantidos sem ter vínculo
empregatício com
ela e com os tomadores de seus serviços. Quando essa lei foi sancionada, seu
objetivo era pôr fim aos conflitos trabalhistas no campo e resolver os problemas
dos bóias-frias.
Fonte:
Escola Virtual
Nenhum comentário:
Postar um comentário