A audiência pública, que debateria a análise das contas do governador Ricardo Coutinho na Comissão de Orçamento da Assembleia legislativa, foi encerrada cinco minutos após a abertura, no auditório da OAB.
O público que lotou o espaço empunhava faixas e entoava gritos de
ordem contra os parlamentares da bancada de oposição. O presidente da
Comissão de orçamento da Assembleia Legislativa da Paraíba, Raniery
Paulino (PMDB), pediu respeito ao momento de fala do relator Caio
Roberto (PR), mas seu apelo não foi atendido.
O parlamentar do PR tentou falar sobre o relatório, mas a gritaria
aumentou e as ofensas fizeram o presidente da solenidade encerrar o
debate. Ele disse que seu voto será pelao reprovação das contas do
governador Ricardo Coutinho, “pelo que eu vi, hoje não há condições de
realizar uma nova audiência”.
Na saída, Raniery Paulino foi escoltado por seguranças e, segundo
informações, militantes tentaram agredi-lo fisicamente entrando em
confronto com os seguranças. Paulino disse que vai se reunir com a
Comissão de Orçamento para decidir se ainda haverá outra audiência
pública.
Em nota a Comissão do Orçamento explica o motivo da interrupção na audiência. Confira
Nota da Comissão de Acompanhamento e Controle da Execução Orçamentária:
A Comissão de Acompanhamento e Controle da Execução Orçamentária
da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) vem, através de nota,
explicar os motivos da suspensão da audiência publica para discutir as
contas do Governo do Estado, referentes ao exercício de 2011, que
começou a ser realizada na tarde desta quarta-feira (21) no auditório da
Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Paraíba (OAB-PB).
Surpreendentemente, a OAB foi tomada por uma multidão de
militantes partidários, recrutados nas repartições públicas, trazidos de
outras cidades em diversos ônibus, obedecendo a palavras de ordem de
agressão aos deputados e ao Poder Legislativo gritadas pelo próprio
presidente do PSB, Ronaldo Barbosa.
Durante a audiência, o presidente da Comissão de Orçamento,
deputado Raniery Paulino (PMDB), pediu, por várias vezes, calma e
silêncio aos presentes e afirmou que encerraria a reunião caso as
pessoas não permitissem que o debate acontecesse. Ele garantiu ainda que
todas as pessoas inscritas teriam direito a voz, assim como determina o
Regimento da Casa, mas eles não estavam interessados em debate e sim em
evitá-lo.
A Comissão lamenta que o Governo do Estado tenha financiado com
dinheiro público a ida de militantes à audiência, com a liberação de
servidores, alguns deles identificados com fardas, para participar da
reunião. Os funcionários estavam em horário de expediente e deveriam
estar prestando serviço à população, pois são pagos para isso.
Lamentamos, por fim, a postura que foi adotada pelos militantes,
que agrediram verbalmente e fisicamente parlamentares. Defendemos o
amplo debate de ideias, mas condenamos as manifestações violentas.
Comunicamos ainda que a audiência pública será remarcada para uma
nova data, que será definida durante reunião da Comissão. Reiteramos
que não desistiremos de fazer o amplo debate, tirar todas as dúvidas em
relações às contas e dar a oportunidade para que o povo tome
conhecimento de como vem sendo feita a aplicação do dinheiro público. A
Paraíba saberá como vem sendo aplicado os recursos públicos.




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