Raniery confirma tentativa de agressão e Hervázio admite que poderia ser pior
"Mas eu não deixaria de ofertar essa oportunidade para o Governo esclarecer os pontos que precisam ser respondidos. O governador teve a oportunidade e não o fez”, destacou.
A audiência pública para debater as contas do
governador Ricardo Coutinho na Comissão de Orçamento da Assembleia
Legislativa foi adiada.

O deputado Raniery Paulino, presidente da Comissão, deu inicio a
reunião. Mas, em função da exaltação das pessoas presentes não foi
permitido que os parlamentares pudessem se pronunciar, a audiência teve
de ser interrompida. Esta manhã, (22) ele concedeu entrevista à Rádio
CBN João Pessoa e esclareceu os fatos ocorridos durante a sessão
especial.
Na oportunidade, o presidente da Comissão falou também que todos os
parlamentares presentes teriam direito à fala, mas não aconteceu. “O
episódio de ontem foi um momento triste na página política do Estado”,
lamentou.
Raniery Paulino falou que vários líderes políticos e ex-vereadores
estavam incitando a violência, durante a audiência. “A grande vítima foi
as pessoas coagidas a estarem ali com o objetivo de tumultuar a
reunião”.
E complementou, “não sou contra Governo algum. Não estou empunhando a
bandeira da reprovação. Mas se um deputado pede essa sessão, tenho como
dever conceder, fazer com que o que o parlamentar sane suas dúvidas.
Nunca fui e nunca serei contra a nenhuma audiência publica”.
O presidente da Comissão disse que votou favorável a audiência
pública e falou que é uma questão de principio. “Se um parlamentar
quiser debater também as contas pretéritas de outros Governos terá meu
voto, no caso da propositura do deputado Tião Gomes”, frisou.
Perguntado sobre o que é questionado no relatório do Tribunal de
Contas, Raniery Paulino disse que sua função é gerenciar o processo na
Assembleia. “Não estou puxando para um lado ou para o outro. Ontem, não
tive a chance de explanar sequer o motivo real da audiência. Não pude
fazer um bom debate. A audiência se dá devido às questões que não foram
elucidadas nas contas do Governo. Os repasses não foram corretamente
aplicados. Tudo isso não foi devidamente esclarecido, o que leva à
reprovação de contas. Por isso a necessidade da audiência”, explicou.
O deputado disse ainda que a agenda da Comissão de Orçamento cumpre
suas tarefas e está em dia com os afazeres. “Nós continuamos com os
trabalhos cotidianos”.
Nova data para audiência - Raniery disse que a
decisão não deve ser monocrática. “Somos sete integrantes. O caminho
agora é o relator, Frei Anastácio apresentar o relatório que seguirá
para plenário para ser votado pelos deputados”.
O deputado Hervázio Bezerra, presidente do PSB, falou à Rádio e disse
que se posicionou contra a realização da audiência no auditório da OAB.
“Quando soube que seria na OAB questionei sobre se os responsáveis
pela audiência dimensionavam o tamanho da sua responsabilidade.
Estivemos com nossas vidas e integridade física e moral correndo riscos.
O que aconteceu foi o mínimo que poderia ter ocorrido, porque os ânimos
estão exaltados. Eu cheguei a antever isso. Disse isso de forma
bastante clara”.
Hervázio Bezerra falou que na audiência estavam pessoas ligadas ao
PMDB, ao DEM e PSDB e que os representantes não tomaram as precauções.
“A Assembleia tem que amadurecer, refletir, pedir desculpas a todos que
se constrangeram com esse fato, por promover o evento nas dependências
da OAB”.
Ele disse ainda que o Governo não teme o debate, mas o local não
favoreceu e que a militância poderia complicar a realização da reunião.
Assista o vídeo
Fabrícia Oliveira
WSCOM Online
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