Na regra do ‘voto cruzado’ na Paraíba, um prefeito que virou exceção
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| No bloco dos solitários, Helder Carvalho nada contra o voto camaleônico |
Tem quem normalize e defina carnavalização dos apoios na Paraíba de “coisas da política”. Eu prefiro continuar na solidão chamando a promiscuidade eleitoral local pelo nome: ‘surubalizacão’.
De tão chafurdado o ‘poliamor’ das lideranças que votam num governador da chapa A, senador da coligação B e outro do grupo C, a bandalheira foi banalizada. Porque os prejudicados que poderiam reclamar também são beneficiados pela orgia.
E aí virou regra. Mas tem quem ouse ser exceção. Uma delas é o prefeito de Sousa, Helder Carvalho (PSB).
No seu primeiro mandato numa das mais importantes cidades da Paraíba, o advogado travou resistência no bloco minoritário da coerência político-partidária.
Ele vota na chapa governista de cima a baixo: é João Azevêdo, presidente do seu partido, e Nabor Wanderley (Republicanos) para senadores, e Lucas Ribeiro (PP) para governador.
Para federal, Carvalho apoia o ex-prefeito Fábio Tyrone (PSB) e Lindolfo Pires (PP), ambos de Sousa, para deputado estadual.
Felizmente, toda regra tem exceção e Helder não é a única. Como ele, há outros poucos. Nem tudo está perdido! E quem sabe a exceção um dia não volte a ser regra.

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