Foto: Pedro Ladeira/Folhapress
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O PSB oficializou nessa quarta-feira (29), durante convenção nacional realizada em Brasília, a candidatura do vice-presidente Geraldo Alckmin à reeleição na chapa encabeçada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A legenda também confirmou a adesão à coligação formada pela federação PT-PCdoB-PV, pela federação Psol-Rede e pelo PDT.

Ao agradecer a indicação, Alckmin afirmou que a recondução da chapa amplia sua responsabilidade. “Aumentou a minha responsabilidade para estar à altura da confiança de vocês, à altura da responsabilidade para estar junto ao presidente Lula. Fico honrado por esta caminhada cívica que vamos ter pela frente”, declarou.

O vice-presidente relembrou o cenário econômico encontrado pelo governo no início do mandato e fez críticas à gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo ele, a administração iniciada em 2023 enfrentou dificuldades fiscais, incluindo a falta de recursos para programas sociais, além do acúmulo de precatórios e da redução do ICMS sobre combustíveis sem diálogo com os governadores.

Sem citar Bolsonaro nominalmente, Alckmin também criticou os episódios relacionados à tentativa de impedir a posse do governo eleito após as eleições de 2022. “Não é possível falar em liberdade utilizando o aparato do Estado para impedir as pessoas de votarem legitimamente e tentando impedir a eleição, propondo a derrubada de governo eleito”, afirmou.

Na avaliação do vice-presidente, a atual gestão registra avanços em diferentes áreas. Ele destacou o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), a melhora dos indicadores de emprego e renda e a aprovação da reforma tributária, classificada por ele como uma medida estrutural para impulsionar o desenvolvimento do país.

Durante a convenção, Lula reforçou a confiança em Alckmin e destacou a relação de lealdade entre os dois. “O Alckmin é aquela garantia que todo mundo precisa. É aquela pessoa que você pode deitar com a certeza absoluta de que ele está trabalhando para que as coisas deem certo no país”, disse.

O presidente acrescentou que, tendo Alckmin como vice, “nunca vai pensar que vai dormir e vai ter um golpe no dia seguinte”, ressaltando que o companheiro de chapa é “um homem de muita lealdade, de muita capacidade de trabalho e de muita honestidade”.

A referência remete à crise política que culminou no impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, em 2016. Eleita em 2014 ao lado do então vice-presidente Michel Temer (MDB), Dilma viu o aliado romper com o governo e apoiar o processo que resultou em seu afastamento da Presidência.

A manutenção da aliança entre Lula e Alckmin reafirma uma parceria que surpreendeu o cenário político em 2022. Embora PT e PSB mantenham uma relação histórica, Alckmin passou a maior parte de sua carreira no PSDB, partido que fez oposição aos governos petistas. Os dois chegaram a disputar a Presidência da República em 2006, quando enfrentaram-se no segundo turno.

Após deixar o PSDB em 2021, Alckmin aproximou-se de Lula e, em março de 2022, filiou-se ao PSB para compor a chapa presidencial como candidato a vice-presidente, aliança que agora é renovada para a disputa pela reeleição.

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