Foto: Reprodução/Agência Brasil
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O Pix, sistema de pagamentos instantâneos criado pelo Banco Central (BC), já despertou o interesse de 47 países, segundo o presidente da instituição, Gabriel Galípolo. O objetivo é ampliar a troca de tecnologia com outros bancos centrais para incentivar a criação de sistemas semelhantes em diferentes partes do mundo.

A declaração foi dada nesta quinta-feira (16), durante uma coletiva de imprensa em que Galípolo defendeu o Pix como uma ferramenta de inclusão financeira e destacou características como gratuidade, segurança e rapidez nas transações.

“A gente vai seguir sempre fornecendo o Pix como algo gratuito, seguro e instantâneo e seguir na evolução técnica do Pix em cooperação com outros Bancos Centrais para que, cada vez mais, a população brasileira possa ter acesso a serviços financeiros de maneira mais segura, mais rápida e com maior inclusão financeira”, afirmou.

Segundo Galípolo, o Banco Central já firmou acordos de cooperação técnica com mais de 47 bancos centrais interessados em conhecer a tecnologia utilizada no sistema brasileiro de pagamentos.

“O Banco Central já assinou com mais de 47 outros bancos centrais termos de cooperação técnica para que o Banco Central possa transferir tecnologia e esses outros bancos centrais possam desenvolver o seu sistema de pagamento instantâneo também”, disse.

O presidente do BC citou que países como Estados Unidos, nações da Europa, China, Índia e Singapura já possuem ou estudam implementar sistemas de pagamento instantâneo.

Durante a coletiva, Galípolo também comentou críticas feitas pelo governo dos Estados Unidos ao Pix. O sistema brasileiro foi citado em uma investigação comercial norte-americana que apontou supostas barreiras a empresas estrangeiras do setor de pagamentos.

O presidente do Banco Central afirmou que o Pix trouxe benefícios ao mercado ao reduzir a dependência de meios tradicionais, como dinheiro em espécie e cheques.

“Quando a gente olha para as alternativas e o que aconteceu no mercado, quem perde espaço são os cheques e o dinheiro físico, o que é absolutamente desejável para todos”, declarou.

Criado em 2020, o Pix se consolidou como uma das principais formas de pagamento no Brasil, permitindo transferências e pagamentos instantâneos sem cobrança de tarifas para pessoas físicas. Para o Banco Central, a expansão da tecnologia para outros países pode contribuir para ampliar o acesso da população a serviços financeiros digitais.

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