Arte: Carlos Lyra
Arte: Carlos Lyra

Celebrado em 1º de maio, o Dia do Trabalhador conta com uma trajetória de lutas e conquistas que remontam ao século XIX. A data tem origem na greve de 1886, em Chicago, nos Estados Unidos, quando milhares de operários foram às ruas exigir a redução da jornada de trabalho, que chegava a até 17 horas diárias.

O movimento resultou em confrontos violentos, prisões e mortes, tornando-se símbolo da luta operária mundial. Em 1889, a Segunda Internacional instituiu o 1º de maio como uma data de homenagem aos chamados “mártires do trabalho” e de mobilização por direitos trabalhistas.

Ao longo das décadas, a principal reivindicação — a jornada de 8 horas — foi sendo conquistada gradualmente em diversos países, com respaldo internacional a partir da criação da Organização Internacional do Trabalho (OIT), em 1919, que estabeleceu normas para limitar a jornada e garantir melhores condições de trabalho.

História e conquistas globais do Dia do Trabalhador

Avanços no Brasil

No Brasil, o Dia do Trabalhador passou a ser celebrado ainda no início do século XX, impulsionado por movimentos sindicais. A oficialização como feriado nacional ocorreu durante o governo de Artur Bernardes, na década de 1920.

Posteriormente, o presidente Getúlio Vargas consolidou importantes avanços, como a instituição da jornada de 8 horas em 1932 e a criação da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), em 1943, ampliando direitos como descanso semanal, regulamentação de horas extras e proteção ao trabalhador.

A Constituição de 1988 trouxe novos avanços, como a redução da carga horária semanal para 44 horas e a ampliação de garantias sociais.

Panorama atual e perspectivas futuras

Desafios atuais

Em 2026, apesar das conquistas históricas, o mercado de trabalho enfrenta novos desafios. Entre eles, a estagnação salarial, com a maioria dos trabalhadores sem reajustes acima da inflação, e a dificuldade de qualificação profissional diante das exigências de um mercado cada vez mais tecnológico.

A automação e o avanço da inteligência artificial também transformam o cenário, eliminando funções repetitivas e exigindo adaptação constante dos profissionais. Além disso, empresas relatam dificuldades na contratação de mão de obra qualificada, especialmente em áreas que demandam habilidades técnicas e comportamentais.

Outro ponto em debate é a escala de trabalho 6×1, considerada desgastante. Propostas em tramitação no Congresso buscam reduzir a jornada semanal para até 36 horas, sem corte salarial, com modelos alternativos como 5×2 ou 4×3.

Blog JURU EM DESTAQUE com Polêmica Paraíba - Adriany Santos