VICES EM DESTAQUE: Portal Polêmica Paraíba apresenta uma matéria com os 13 vices que tentaram ser governadores em outubro, suas particularidades e chances de vitória

A formação de uma chapa é algo que tem de ser feito de forma muito estratégica. Alianças políticas são estruturadas em torno de indicações, similaridades de ideias e acordos que muitas vezes duram por mais de uma geração.
E em uma eleição importante como a de Governador, essa chapa tem de ser pensada com o foco de que seu Vice seja alguém que possa comandar o Estado no futuro.
Boa parte dos atuais Governadores renunciaram ao cargo na semana passada com o intuito de que seus Vices assumam o Governo e possam se eleger.
Pensando em retratar as situações em que os Vices serão candidatos, o Polêmica apresenta uma matéria com os 13 Vices que tentaram ser Governadores em outubro, suas particularidades e chances de vitória.

Mailza Assis – Acre
Em 2014, foi eleita primeira suplente de Senadora na chapa de Gladson Cameli. Com a eleição de Gladson ao Governo do Acre em 2018, Mailza assumiu a titularidade no Senado Federal em 2019, ficando no cargo até janeiro de 2023.
A parceria com Cameli foi retomada nas eleições de 2022 quando foi escolhida para compor a chapa à reeleição ao Governo. A dupla venceu o pleito com 56,75% dos votos válidos.
O Governador deixou o cargo para concorrer ao Senado e é considerado favorito para ocupar uma das duas vagas, o que não se aplica a Mailza que em uma pesquisa veiculada no último 2 de abril, aparece na terceira colocação, atrás do Senador Alan Rick e do Prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom.
Celina Leão – Distrito Federal
Celina Leão iniciou sua trajetória política como Deputada Distrital, ficando no cargo entre 2011 e 2019.
Foi eleita Deputada Federal em 2018, sendo colocada como Vice na chapa de Ibaneis Rocha no pleito de 2022, tomando posse em 1º. de janeiro de 2023. No dia 9 de janeiro assumiu o governo interinamente, após o afastamento de Ibaneis Rocha, logo após as invasões na Praça dos Três Poderes.
Rocha voltou ao cargo em 15 de março de 2023, saindo em abril deste ano, para disputar uma vaga ao Senado, abrindo espaço para Celina, que aparece empatada com o ex-Governador Arruda nas pesquisas.
Ricardo Ferraço – Espírito Santo
Ex-Vereador, Deputado Estadual, Deputado Federal e Senador entre 2011 e 2019, Ferraço foi eleito Vice-Governador na chapa do Governador reeleito Renato Casagrande nas eleições de 2022.
Com a saída de Casagrande para disputa ao Senado, Ferraço assume o Governo como primeiro nas pesquisas, tendo como principal adversário, o Senador Magno Malta.
Lucas Ribeiro – Paraíba
Neto de Enivaldo Ribeiro, filho de Daniella Ribeiro e sobrinho de Aguinaldo Ribeiro, Lucas iniciou a trajetória na vida pública como Vereador de Campina Grande durante os anos de 2017 e 2020, sendo por um tempo, Secretário Municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação do Governo Romero.
Depois disso, foi eleito Vice-Governador no pleito de 2020, ao lado de Bruno Cunha Lima, deixando o cargo em 2022, para assumir o desafio de ser o Vice na chapa de João Azevêdo.
A sua candidatura foi confirmada oficialmente nos últimos meses de 2025, causando um racha na base de João, ocasionando na ida de Cícero Lucena para a oposição e principal adversário de Lucas nas pesquisas.
Daniel Vilela – Goiás
Filho do ex-Senador e ex-Governador Maguito Vilela, Daniel foi Vereador da Capital, Deputado Estadual e Deputado Federal, se colocando como candidato ao Governo em 2018, sendo derrotado por Ronaldo Caiado ainda em primeiro turno.
Quatro anos depois saiu candidato à Vice do próprio Caiado, que foi reeleito também em primeiro turno.
Caiado deixou o cargo neste mês para disputar a Presidência pelo PSD e será o principal cabo eleitoral de Vilela, que está na frente das pesquisas, tendo o ex-Governador Marconi Perillo, como principal adversário.
Otavanio Pivetta – Mato Grosso
Prefeito da cidade de Lucas do Rio Verde por três mandatos e Deputado Estadual entre 2007 e 2010, Otaviano Pivetta é o primeiro da nossa lista a ocupar o cargo de Vice nos oito anos de mandato do então Governador, Mauro Mendes.
Pivetta não está muito bem nas pesquisas até a realização desta matéria, com uma desvantagem de mais de 10 pontos percentuais para o Senador Wellington Fagundes.
Hana Ghasssan – Pará
A carreira política de Hana Ghassan é totalmente oposta a de todos os nomes citados até o momento na matéria.
Sua trajetória foi marcada no serviço público, tendo sido Secretária Municipal nas Prefeituras de Ananindeua e Belém, o que a levou para a Secretaria de Estado de Planejamento e Administração do Governo do Estado do Pará, durante a primeira gestão de Hélder Barbalho.
O destaque na Secretaria credenciou o nome de Hana, a ser alçada ao cargo de Vice na chapa de Hélder que foi reeleita com mais de 70% dos votos.
Ghassan deverá ter uma eleição bem mais desafiadora que aquela de 2022, aparecendo empatada nas pesquisas com Dr. Daniel, Prefeito de Ananindeua.

Gabriel Souza – Rio Grande do Sul
Deputado Estadual por dois mandatos, Gabriel Souza colocou seu nome como candidato ao Governo em 2022, mas quando o MDB decidiu pela aliança com o PSDB, Gabriel se tornou companheiro de chapa do Governador Eduardo Leite.
Diferente dos outros nomes da nossa lista até então, Gabriel irá concorrer ao Governo sem estar como Governador, após Eduardo Leite desistir de renunciar ao cargo, após ser preterido por Ronaldo Caiado pelo PSD na disputa a Presidência.
Souza não está muito bem nas pesquisas até a realização desta matéria, sendo o quarto colocado, atrás de Edegar Pretto, Luciano Zucco e Juliana Brizola.
Edílson Damião – Roraima
Então Secretário Estadual de Infraestrutura no primeiro mandato de Antonio Denarium, Edílson Damião foi alçado a companheiro de chapa de Denarium, com a dupla vencendo o pleito em primeiro turno.
Damião aparece na segunda colocação nas pesquisas atrás do ex-Prefeito de Boa Vista, Artur Henrique, mas uma questão jurídica pode impactar sua candidatura, pois a chapa eleita em 2022 responde a um processo de cassação de mandato no TSE por abuso de poder político e econômico, que pode tornar tanto Edilson Damião, como Denarium inelegíveis.
Matheus Simões – Minas Gerais
Vereador de Belo Horizonte entre 2017 e 2020, Matheus Simões se tornou o homem forte do Governo Zema a partir de 2020, quando acumulou os cargos de Secretário Geral, Presidente do Comitê de Orçamento e Coordenador da Comunicação do Governo.
A confiança de Zema o levou para ser o companheiro de chapa em 2022, no pleito em que o Governador foi reeleito em primeiro turno.
Mas a força do Governador não está transmitindo votos para Matheus que aparece em quinto ou sexto nas pesquisas.
Laurez Moreira – Tocantins
Ex-Vereador, Prefeito, Deputado Estadual e Federal, Laurez Moreira chegou a assumir o Governo por 180 dias, no âmbito da Operação Fames-19, substituindo Wanderlei Barbosa.
Durante os meses em que comandou o estado interinamente, Laurez promoveu exonerações em massa no primeiro escalão e passou a imprimir uma marca própria de gestão. Com o retorno de Wanderlei ao cargo, a relação se deteriorou de vez.
As pesquisas indicam Moreira na segunda colocação, com pouco mais de 10% de desvantagem perante à Senadora Professora Dorinha.
Sérgio Gonçalves – Rondônia
O caso de Rondônia é bem peculiar. Após ser Secretário do primeiro mandato de Marcos Rocha, Gonçalves foi alçado ao posto de Vice, na reeleição do Governador.
Mas a união durou pouco tempo, após o Governador acusar o Vice de articular nos bastidores contra seu mandato durante uma viagem internacional, quando ficou mais de 20 dias fora do país, retido em Israel em razão da guerra com o Hamas. O episódio marcou a ruptura definitiva da relação.
Vieram, na sequência, retaliações administrativas, como a exoneração de Gonçalves da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, disputas judiciais sobre prerrogativas do cargo e ataques públicos.
O Governador decidiu ficar no cargo até o final, para que o Vice não tivesse chance de assumir o Governo, mas Gonçalves afirma que será candidato.
Felipe Camarão – Maranhão
A situação no Maranhão é bem parecida com Tocantins e Rondônia. O conflito tem raízes em acordos políticos firmados em 2022, quando o Governador Carlos Brandão se comprometeu a deixar o governo em 2026 para que Camarão assumisse e disputasse a reeleição.
O arranjo contava com o aval do PT, do ex-governador e hoje ministro do STF Flávio Dino e do presidente Lula.
Três anos depois, Brandão mudou de estratégia. Decidiu lançar o sobrinho, Orleans Brandão, secretário de Assuntos Municipalistas, como candidato à sucessão.
Brandão decidiu não renunciar, impedindo que Camarão ganhe o controle da máquina estadual, deixando o petista em uma posição indefinida e até o momento o único na matéria a não confirmar qual será sua posição.
Blog JURU EM DESTAQUE com Polêmica Paraíba - Vitor Azevêdo
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