sábado, 21 de fevereiro de 2026

Saída antecipada do TCE, abre uma série de possibilidades políticas para Nominando

Antecipação de aposentadoria no TCE-PB para março eleva especulações sobre uma futura candidatura do conselheiro Nominando Diniz, voltando a política partidária

Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE-PB) - Foto: Divulgação/TCE

Em 2023, o conselheiro Nominando Diniz, do Tribunal de Contas do Estado (TCE), revelou ao blog do Suetoni Souto Maior seu desejo de antecipar em três anos a sua aposentadoria. A declaração, naquele momento, acendeu a impressão de que o movimento do ex-deputado seria motivado pelo desejo de voltar à política partidária. Questionado, ele negou. E negou posteriormente sucessivas vezes. Nome experiente da política paraibana, o conselheiro tem bom trânsito junto ao governador João Azevêdo (PSB), assim como mantém boa relação com o prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (MDB)

A informação de saída do TCE já em março, dita por Nominando Diniz ao jornalista Clilson Júnior, da Arapuan FM, em João Pessoa, abre uma série de possibilidades. Saindo antes de abril, o conselheiro ganha tempo para, eventualmente, se filiar a um partido político. Fazendo isso, terá condições de disputar um cargo político na Assembleia Legislativa ou na Câmara dos Deputados. Há quem fale, até, na possibilidade de ser suplente do governador João Azevêdo na disputa pelo Senado. É um cenário impossível? De jeito nenhum, assim como ninguém estranharia uma disputa na chapa de Cícero Lucena.

Nominando construiu uma vida política sólida como deputado. Quando presidiu a Assembleia Legislativa, não tinha dificuldade de conversar com governistas ou oposicionistas. Por isso, não causará surpresa se surgir na chapa de Lucas Ribeiro (PP), que vai disputar a reeleição representando a base governista ou mesmo reforçar as fileiras de Cícero Lucena, no pleito deste ano.

A saída de Nominando abre o leque de vagas no TCE, com a possibilidade de indicação de dois nomes para a Corte. Isso porque a vaga deixada pelo conselheiro Fernando Catão, aposentado compulsoriamente no ano passado, não foi preenchida até agora. As duas indicações devem ser feitas pela Assembleia Legislativa, que deverá, fazê-la por meio de votação.

Um dos nomes cotados é o do secretário de Infraestrutura do Estado, Deusdete Queiroga, mas ele precisará ser referendado pelos deputados. Outro que surge no páreo é o presidente da Assembleia, Adriano Galdino (Republicanos). E um terceiro nome que tem surgido é o do atual secretário de Educação, Wilson Filho (Republicanos). A definição deve ser conhecida em breve.

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