Mais de 200 mil empresas serão atendidas pelo programa Brasil Mais, até 2022
Concebido
como um programa para melhorar a gestão e a produção das micro e das
pequenas empresas, o Brasil Mais pretende atender 200 mil empregadores
até 2022, informou o Ministério da Economia. O decreto de criação do
programa foi assinado hoje (18) pelo presidente Jair Bolsonaro.
O
programa usará metodologias e ferramentas de baixo custo para melhorar a
capacidade de gestão e de produção, reduzir desperdício e aprimorar
processos, em um cenário de transformação digital. Os setores
beneficiados serão a indústria, o comércio e os serviços.
Para
participar do programa, as empresas devem se cadastrar no portal Brasil
Mais e responder a uma avaliação do grau de maturidade, de produtividade
e de gestão. Depois dessa etapa, a companhia será encaminhada para o
atendimento assistido do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial
(Senai), no caso das indústrias, ou para o Serviço Brasileiro de Micro e
Pequenas Empresas (Sebrae), para as empresas dos demais setores que
faturam até R$ 4,8 milhões por ano.
Segundo o Ministério da
Economia, o programa se baseia em experiências internacionais e em
iniciativas de impacto para melhorar a produtividade das empresas.
Coordenado pela Secretaria Especial de Produtividade, Emprego e
Competitividade da pasta, o Brasil Mais será gerido pela Agência
Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e executado pelo Senai e
pelo Sebrae.
Atendimento
O Senai atenderá
indústrias de 11 a 499 funcionários. Fará a capacitação profissional,
promovendo o aprendizado coletivo em grupos de seis a oito empresas, e
conduzirá consultorias especializadas em práticas e tecnologias que
potencializem os resultados da produção, com base nas metodologias de
manufatura enxuta. Ao todo, 1,3 mil consultores atuarão em todo o país,
além de professores e tutores dos cursos de capacitação, online e
presenciais e equipes de suporte.
O Sebrae oferecerá orientação
técnica e consultorias individuais, para que os micro e pequenos
empresários aperfeiçoem habilidades e práticas gerenciais. Após um
diagnóstico aprofundado da gestão da firma, será desenhado um plano de
ação personalizado, com medidas de gestão e inovação. O órgão
disponibilizará 1,1 mil Agentes Locais de Inovação (ALI) em parceria com
o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq)
para acompanhar as empresas individualmente e centenas de consultores
para atendimentos especializados.
O programa terá três etapas. A
primeira será a otimização, que busca reduzir desperdícios, aumentar e
produtividade e estabelecer metas e indicadores para as empresas.
Batizada de transformação digital, a segunda etapa estimulará o uso de
tecnologias digitais para aperfeiçoar a produção e a gestão. As empresas
com maturidade avançada passarão para a terceira fase, a acelerar a
adoção de tecnologias da Indústria 4.0 por meio de projetos pilotos.
Caso a tecnologia seja bem sucedida, o método será estendido a outras
empresas.
Repercussões
Em nota, o presidente
do Sebrae, Carlos Melles, destacou que o aumento da produtividade
brasileira passa pelas micro e pequenas empresas, que concentram 99% dos
negócios do país. “Acreditamos que o Brasil Mais será a porta de
entrada para disseminar melhorias gerenciais e inovações tecnológicas de
modo a aumentar a participação dos pequenos negócios no Produto Interno
Bruto (PIB), de 27% para 40% na próxima década”, ressaltou.
Em
comunicado, o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI),
Robson Braga de Andrade, informou que o programa ajudará a tornar as
empresas brasileiras mais competitivas. “Acreditamos que o programa
estimulará o aumento dos investimentos necessários à tão desejada
retomada do desenvolvimento econômico e social do país, viabilizando a
geração de mais e melhores empregos para os brasileiros”, declarou.
Fonte: Agência Brasil - Créditos: Polêmica Paraíba - Publicado por: Adriany Santos

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