O
Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) contará com R$
29,3 bilhões em 2020 para investimentos na agricultura, pecuária,
indústria, agroindústria, turismo, comércio, serviços e infraestrutura. A
programação financeira foi aprovada na última quinta-feira (12), em Recife
(PE), durante a reunião do Conselho Deliberativo (Condel) da
Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene). Os recursos
devem atender, prioritariamente, as atividades produtivas de mini,
micro, pequenos e pequenos-médios produtores – rurais e urbanos – nos
nove estados nordestinos e no norte de Minas Gerais e do Espírito Santo.
O
ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, presidiu a
reunião, que contou com a presença da governadora do Rio Grande do
Norte, Fátima Bezerra; dos governadores de Sergipe, Belivaldo Chagas; do
Piauí, Wellington Dias; da Paraíba, João Azevêdo; e dos
vice-governadores da Bahia, João Leão; do Ceará, Izolda Cela; e de
Pernambuco, Luciana Santos. O Condel Sudene analisou as proposições
relacionadas às diretrizes, prioridades e programação de aplicações para
o exercício 2020 do FNE e do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste
(FDNE).
Canuto enfatizou a
aprovação da mudança no Fundo destinado a projetos de infraestrutura,
que cede espaço para os estados em áreas prioritárias e setores
específicos. “Este ano a execução [nesta área] foi próxima de R$ 9
bilhões e a gente deixou o Fundo com R$ 10,23 bilhões – porque achamos
que isso é suficiente para a demanda que teremos no ano que vem.
Colocamos recursos em setores que entendemos ser prioritários para o
desenvolvimento da região Nordeste”, explicou.
Com
a readequação da programação, os estados terão a disponibilidade de R$
19 bilhões, seguindo a proporção de 5% para Alagoas; 21% para Bahia; 14%
para Ceará; 3% para Espírito Santo; 10% para Maranhão; 6% para Minas
Gerais; 6% para Paraíba; 14% para Pernambuco; 10% para Piauí; 6% para
Rio Grande do Norte; e 5% para Sergipe.
Outra
importante definição do Conselho foi a ampliação da programação para o
FNE do Programa Nacional de Microcrédito Produtivo Orientado (PNMPO)
Urbano. Em 2020, será ofertado R$ 1 bilhão para a iniciativa: um
crescimento de 228% em comparação a 2019.
“Os
investimentos vão possibilitar que os pequenos empreendedores – a
costureira, a doceira – possam obter o recurso e ter, inclusive, uma
assistência técnica para cuidar do dinheiro e fazer a contabilidade”,
exemplificou o ministro. Para ele, esta é uma grande aposta em uma linha
de crédito que tem muito potencial. “É para que os pequenos
empreendedores possam transformar aquela atividade que, muitas vezes, é
artesanal, em uma atividade profissional e rentável para eles e para a
família”.
MaisPB - https://www.maispb.com.br/432754/empreendedores-do-nordeste-terao-r-293-bilhoes.html
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