Cerca de 350 policiais da Polícia Federal deram cumprimento aos mandados contra envolvidos na Operação Calvário
Na manhã da última terça-feira (17), cerca de 350 Policiais Federais, além de Procuradores da República e auditores da CGU deram cumprimento a 54 mandados de busca e apreensão e 17 mandados de prisão preventiva, nos estados da Paraíba, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro, Goiânia e Paraná.
A
Polícia Federal deflagrou a Operação
Calvário – Juízo Final, para combater organização criminosa atuante em
desvio de recursos públicos destinados aos serviços de saúde no Estado
da Paraíba, por meio de fraudes em procedimentos licitatórios e em
concurso público, corrupção e financiamento de campanhas de agentes
políticos, bem como superfaturamento em equipamentos, serviços e
medicamentos.
A
operação, realizada em conjunto com o o Grupo de Atuação Especial de
Repressão ao Crime Organizado GAECO/PB, Ministério Público Federal e
Controladoria-Geral da União – CGU, apura desvio de recursos públicos na
ordem de R$ 134,2 milhões, dos quais mais de R$ 120 milhões teriam sido
destinados a agentes políticos e às campanhas eleitorais de 2010, 2014 e
2018.
De acordo com as
investigações, organizações sociais, dentre outras, organizaram uma rede
de prestadores de serviços terceirizados e de fornecedores, com a
celebração de contratos com sobre-preço na gestão dos Hospitais de
Trauma, de Mamanguape/PB e o Metropolitano em Santa Rita/PB.
De
modo a se blindar de fiscalização do Tribunal de Contas do Estado da
Paraíba, a organização pagou reiteradamente vantagens indevidas,
valendo-se de contratos de “advocacia preventiva” ou contratos de
“advocacia por êxito”, de modo a ocultar ou dissimular a natureza,
origem, disposição e movimentação dos valores.
Verificou-se ainda o
uso eleitoral dos serviços de saúde, com direcionamento de atendimentos
e fraude no concurso de pré-seleção de pessoal do Hospital
Metropolitano no ano de 2018.
Após
a constatação de que agente político, que ocupou cargo de alto escalão
no executivo estadual, encontra-se fora do país, foi solicitada a
inclusão do seu nome na difusão vermelha da Interpol.
Os
investigados irão responder, na medida de suas responsabilidades, pelos
crimes poderão responder pelos crimes previstos de organização
criminosa, fraude em licitação, corrupção passiva e ativa.
Não haverá coletiva de imprensa.
Fonte: Polêmica Paraíba - Publicado por: Larissa Freitas

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