Justiça mantém prisão da prefeita Márcia Lucena e Waldson de Sousa; relator decidirá sobre Estela
As
audiências de custódia dos nove presos na Paraíba durante a sétima fase
da Operação Calvário tiveram início na manhã desta quarta-feira (18) na
Câmara Criminal do Tribunal de Justiça. Até o fim da manhã, tinham sido
ouvidos pelo juiz Adilson Fabrício na audiência de custódia: a deputada
estadual Estela Bezerra (PSB), o advogado Francisco das Chagas Ferreira, a prefeita de Conde, Márcia Lucena (PSB), o ex-secretário de Saúde do Estado da Paraíba Waldson de Souza, o ex-secretário executivo de educação José Arthur Viana Teixeira e o ex-procurador-geral do Estado da Paraíba, Gilberto Carneiro.
Ficou
definido até as 12h45 que: o advogado Francisco das Chagas, o
ex-secretário de Saúde Waldson de Souza, o ex-secretário executivo de
educação José Arthur Viana Teixeira e o ex-procurador-geral do Estado da
Paraíba Gilberto Carneiro seguem presos e devem ser conduzidos até a
Penitenciária Média de Mangabeira por prerrogativa de prisão
diferenciada. Márcia Lucena, prefeita de Conde, por sua vez, também
segue presa e deve ser encaminhada para o Presídio Feminino Júlia
Maranhão.
A
deputada estadual Estela Bezerra, que teve sua prisão revogada em
votação extraordinária na Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) na
noite de terça-feira (17), segue presa até a homologação da decisão dos
colegas parlamentares pelo relator do processo da Operação Calvário, o
desembargador Ricardo Vital de Almeida. Com a chegada no alvará de
soltura, a parlamentar deve ser liberada ainda nesta quarta.
Conforme
determinação do desembargador Ricardo Vital de Almeida, na decisão que
resultou na expedição dos mandados cumpridos na sétima fase da Operação
Calvário, os homens com prerrogativas de função devem ser alojados em
celas especiais na Penitenciária de Segurança Média Juiz Hitler
Cantalice, enquanto os demais sem foro privilegiado devem ser levados
para o Presídio do Roger, ambos em João Pessoa.
A
mesma recomendação do desembargador Ricardo Vital de Almeida para as
mulheres que permanecerem presas em decorrência das denúncias da
operação Calvário devem ser encaminhadas para o Presídio Feminino Júlia
Maranhão. Caso a penitenciária não tenha celas especiais para as
mulheres que tenham prerrogativa de função, as presas devem seguir para a
carceragem da 6ª Companhia Independente da Polícia Militar da Paraíba
em Cabedelo, na Região Metropolitana de João Pessoa.
Ainda
de acordo com o desembargador, para evitar ingerência e influência
política no processo judicial, os alvos de prisão preventiva Ricardo
Coutinho, Coriolano Coutinho, Gilberto Carneiro e Waldson de Souza devem
ser mantidos em separado e sem contato de qualquer natureza. Esses
alvos ficam proibidos também de receber visitas, exceto de familiares de
1º e 2º graus (em linha direta e colateral) e advogados.
Fonte: Mais PB

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