Ex-ministro do Equador é detido por suposto suborno da Odebrecht
A Procuradoria-Geral destacou que a audiência para apresentar as acusações deve acontecer neste sábado, sem revelar detalhes sobre os supostos crimes
| Empresa brasileira teria pago US$ 33,5 milhões a funcionários públicos do Equador (Foto: Divulgação) |
O ex-ministro da Energia do Equador Alecksey Mosquera e
um empresário foram detidos em uma investigação sobre supostos subornos
de US$ 33,5 milhões pagos pela Odebrecht a funcionários do governo do
país. A informação foi divulgada pelo procurador-geral do Equador, Galo
Chiriboga, em sua conta oficial no Twitter nesta sexta-feira, de acordo
com a agência de notícias "AFP".
"Detidos Alexei M. ex-ministro da Energia, e Marcelo Marcelo E.,
sócio de empresas, que teriam recebido dinheiro de corrupção", escreveu o
procurador-geral.
A Procuradoria-Geral destacou que a audiência para apresentar as
acusações deve acontecer neste sábado, sem revelar detalhes sobre os
supostos crimes. Essa é a primeira prisão do inquérito que tenta
esclarecer o escândalo de corrupção da Odebrecht no país.
Alecksey Mosquera foi ministro da Energia entre 2007 e 2009 no
governo do presidente socialista Rafael Correa. De acordo com o
Departamento de Justiça dos Estados Unidos, a Odebrecht pagou entre 2007
e 2016 cerca de US$ 33,5 milhões a funcionários do Equador, e encontrou
problemas com a aprovação de projetos em 2007 e 2008. O presidente
Rafael Correa expulsou a gigante brasileira em 2008 por irregularidades
na construção de uma usina hidrelétrica. Após um acordo, a Odebrecht
retornou em 2010 para o Equador.
Odebrecht e sua filial Braskem concordaram em pagar multas de US$ 3,5
bilhões para os Estados Unidos, Suíça e Brasil por seu sistema de
propinas.
Em março, a justiça equatoriana bloqueou pagamentos de US$ 40 milhões
devidos à Odebrecht para garantir uma indenização pela construtora ao
país, ao mesmo tempo que proibiu temporariamente que as instituições
estatais assinem contratos com a empresa brasileira.
O Brasil entregará ao Equador dados sobre os supostos subornos a
partir de junho, após o fim do prazo do sigilo judicial com a Odebrecht,
de acordo com o procurador-geral.
O Globo
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