Deputados Arthur Maia e Arlindo Chinaglia se xingam de ‘caloteiro’ e ‘vagabundo’
BRASÍLIA – Os deputados Arlindo Chinaglia (PT-SP)
e Arthur Maia (SD-BA) trocaram insultos durante audiência na comissão
especial da reforma da Previdência. Chinaglia chamou Maia, relator da
proposta na Casa, de “empresário caloteiro”. Maia rebateu e disse que
Chinaglia era um “vagabundo”. “Vagabundo é você”, continuou o petista.
Chinaglia disse que Maia teria afirmado que o PT era um partido que
envergonhava a política nacional. Maia negou ter feito essa acusação. “O
relator, de forma absolutamente abusiva, nos atacou publicamente sem
ter nenhuma autoridade nem política, nem moral, porque se ele quer medir
a nossa história, eu não devo um centavo para a Previdência, como ele
defende como empresário caloteiro”, disse.
Maia rebateu a crítica imediatamente e chamou Chinaglia de vagabundo,
no que o petista imediatamente respondeu: “Vagabundo é você”. O
presidente da comissão, deputado Carlos Marun (PMDB-MS), solicitou a
imediata retirada dos xingamentos dos anais da audiência. “Isso não está
à altura do andamento dos trabalhos da comissão.”
Maia negou ter criticado o PT. “Você está mentindo. Se eu errei,
pedirei desculpas ainda nesta sessão”, afirmou. “Não é justo que o
senhor venha me chamar de caloteiro. Tenho uma empresa com dívida
renegociada com o INSS e que está adimplente.” Chinaglia disse que iria
rever as falas anteriores de Maia imediatamente.
O bate-boca entre os dois deputados já havia começado momentos antes.
Maia havia dito que os deputados do PT, que antes elogiavam Henrique
Meirelles quando presidente do Banco Central, durante o governo do
ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, iriam contradizer as falas do
atual ministro da Fazenda. Imediatamente, Chinaglia interrompeu Maia.
“Vocês não vão fazer patrulhamento da minha palavra”, afirmou Maia.
“Seja tolerante com o contraditório”, acrescentou o deputado.
Chinaglia disse ainda ter ficado incomodado com as críticas de
Meirelles ao governo anterior, durante sua exposição sobre a proposta de
reforma da Previdência. “O senhor foi um dos condutores principais
política econômica, durante os oito anos governo Lula, disse.
A discussão terminou com um pedido de desculpas mútuo. “Que reine a paz entre os homens e mulheres de boa vontade”, disse Marun.
Estadão

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