Tribunal de Justiça da Paraíba julgou 162 casos de violência doméstica em 5 dias
A 7ª edição da semana “Justiça
pela Paz em Casa”, ocorrida na primeira quinzena de março em todo o
país, resultou em mais de 162 sentenças judiciais e 45 medidas
protetivas na Paraíba. O estado tem 12 mil processos deste tipo em
trâmite. Em todo país foram mais de 7 mil sentenças com decisão de
mérito e 10 mil medidas protetivas concedidas.
Os dados foram encaminhados pelos Tribunais de Justiça ao Conselho
Nacional de Justiça (CNJ) e já fazem parte da política de coleta de
dados implementada pela Portaria n. 15/2017, que estabelece ações e diretrizes do Judiciário para o combate à violência contra as mulheres.
Idealizada pela presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do
CNJ, ministra Cármen Lúcia, a Semana Justiça pela Paz em Casa conta com a
parceria das varas e juizados especializados em violência doméstica
para ampliar a efetividade da Lei Maria da Penha (Lei 11.340/2006) e
julgar as ações penais relativas à violência de gênero.
“Esta não é uma Semana da Mulher. É uma semana de uma sociedade que
possa viver em paz. Homens e mulheres com chances de serem felizes
juntos”, disse Cármen Lúcia.
De acordo com as informações encaminhadas pelos tribunais, mais de 1
milhão de processos referentes à violência doméstica tramitam na Justiça
brasileira. Minas Gerais lidera o ranking com 225.668 processos,
seguido de São Paulo (150.387); Rio Grande do Sul (130.428) e Rio de
Janeiro (129.328). Acesse aqui os dados por estado.
Nos cinco dias do mutirão, ocorrido entre os dias 6 e 10 de março,
foram realizados 48 tribunais de júri, mais de 8 mil audiências, além de
centenas de ações pedagógicas com foco na pacificação dos lares
brasileiros.
Durante o mutirão, foram implementadas diversas iniciativas em
presídios, canteiros de obras, escolas e zonas rurais, com envolvimento
de homens e mulheres.
“Esse projeto trouxe não só maior conscientização sobre a violência
doméstica na sociedade, como maior visibilidade desses crimes no âmbito
do Sistema de Justiça. Somente com o conhecimento podemos criar
políticas que, de fato, alcancem resultados satisfatórios”, afirmou o
juiz titular da vara especializada do Núcleo Bandeirante, Ben-Hur Viza,
um dos magistrados que trabalhou durante a Semana, no DF.
O estado que concedeu maior número de medidas protetivas foi o Rio
Grande do Sul; o TJRS concedeu 1.908, seguido da Bahia (1.521); Pará
(1.432) e Paraná (1.066). O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) foi o
que realizou o maior número de julgamentos de crimes contra a vida: 19
júris.
Incluído na Política Judiciária Nacional de Enfrentamento à Violência
contra as Mulheres no Poder Judiciário, instituída pelo CNJ, o programa “Justiça pela Paz em Casa”
deverá ser desenvolvido permanentemente, ao longo de três semanas por
ano (março, agosto e novembro), como um esforço concentrado, e gerar
dados e relatórios das ações para avaliação de resultados.
MaisPB com CNJ
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