Operações da PF: Acrônimo, Zelotes e Lava Jato em ofensiva conjunta
‘Operações buscam produzir elementos que atendam à
estratégia política da oposição: viabilizar o impeachment de Dilma pelo
Congresso, com a posse do vice Michel Temer, ou a cassação da chapa
Dilma-Temer pelo TSE, o que levaria à realização de novas eleições se
isso acontecer antes de outubro, além de alguma forma de condenação e
desmoralização do ex-presidente Lula, tirando-o da disputa eleitoral de
2018′, afirma a jornalista Tereza Cruvinel, colunista do 247; ela
ressalta que, além das Olimpíadas, a partir de julho, pelo calendário
eleitoral, os candidatos registrados às eleições municipais de outubro
não poderão ser presos, o que também pode limitar o raio de ação das
operações; "Então, vem por aí muita turbulência", alerta.
Na esteira da prisão do publicitário João Santana
pela Lava Jato, a Operação Zelotes entrou em cena determinando o
depoimento coercitivo de André Gerdau no inquérito que apura a compra de
sentenças no CARF para driblar a Receita. Como Santana, ele também já
havia se colocado à disposição das autoridades, que não viram muita
graça nisso. Não pode faltar cobertura e espetáculo. Não foi mera
coincidência. Daqui até o fim de maio, as operações Lava Jato, Zelotes e
Acrônimo planejam intensificar suas ações, criando condições para o
desejado “golpe final”. Faz parte dessa estratégia o desdobramento da
Lava Jato deflagrado na manhã desta sexta-feira pela Polícia Federal. A
PF avalia que depois as atenções da mídia estarão voltadas para as
Olimpíadas e as operações perderão espaço na ribalta.
Segundo fonte da PF, o que se planeja é uma
“blietzkrieg”, uma série planejada de operações-surpresa com alvo certo e
repercussão garantida. O termo surgiu na Alemanha, a partir da invasão
da Polônia, em 1939, para designar ofensivas contra os inimigos baseadas
em pelo menos quatro elementos: efeito-surpresa, manobras rápidas,
brutalidade no ataque e desmoralização do adversário. De “blitzkrieg”
deriva a expressão “blitz” em referência às ações policiais ou de
trânsito.
A Lava Jato dispensa apresentações. A Zelotes começou
investigando grandes empresas que subornaram conselheiros do
CARF/Receita Federal mas mudou de foco e passou a investigar suposta
compra de medidas provisórias nos governos Lula e Dilma, colocando no
alvo o ex-presidente e um de seus filhos. A Acrônimo tem como alvo mais
brilhante o governador de Minas, Fernando Pimentel e outros políticos
mineiros, além do empresário brasiliense Benedito Rodrigues.
Todas elas buscam produzir elementos que atendam à
estratégia política da oposição: viabilizar o impeachment de Dilma pelo
Congresso, com a posse do vice Michel Temer, ou a cassação da chapa
Dilma-Temer pelo TSE, o que levaria à realização de novas eleições se
isso acontecer antes de outubro, além de alguma forma de condenação e
desmoralização do ex-presidente Lula, tirando-o da disputa eleitoral de
2018.
Além das Olimpíadas, a partir de julho, pelo
calendário eleitoral, os candidatos registrados às eleições municipais
de outubro não poderão ser presos, o que também pode limitar o raio de
ação das operações. Então, vem por aí muita turbulência.
Brasil 247
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