sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Em Juru, 'santo de casa não obra milagres', a não ser pra votar!

OPINIÃO: "JAMAIS EU DEIXARIA DE DAR UMA OPORTUNIDADE DE TRABALHO A UM JURUENSE PARA 'IMPORTAR' PESSOAS DE FORA"

Em Juru, o descontentamento daqueles que precisam viajar de ônibus para João Pessoa e/ou outras cidades ainda é grande por conta dos ônibus que fazem a linha interurbana e retornam do posto de combustíveis local, distante portanto do centro da cidade. 
Esse contratempo, no entanto, fez-me conhecer uma pessoa muito educada e carismática que me pediu carona até o referido ponto de ônibus, onde a mesma embarcaria para Capital.
Falo da enfermeira Marilda, diretora do Hospital Isaura Pires do Carmo, que na ocasião teve a curiosidade de perguntar o meu nome e, após sabê-lo, perguntou-me se era eu o dono de Juru em Destaque, tendo eu respondido que sim.
Sempre sorridente, disse-me então a gentil senhora que era leitora assídua do site, embora soubesse que o mesmo teria feito uma crítica sobre o hospital local sob a sua direção.
Expliquei-lhe, imediatamente, que na verdade havia sido transcrito um comentário que fora enviado a redação por e-mail e que poderia lhe dar o nome de quem o enviou, se assim ela pretendesse, bem como também lhe daria ciência de outros comentários que não foram publicados por conta da ausência de identificação da sua autoria, todos eles criticando a sua função, porém possíveis de identificar através dos respectivos IPs.
Perguntado por ela se eu havia sido prefeito de Juru, afirmei que sim, e, no percurso até o ponto de ônibus, ainda tive tempo de dizer a enfermeira Marilda que se fosse eu o gestor municipal não a convocaria - nem qualquer outra pessoa de fora - para dirigir órgãos municipais, principalmente o hospital onde os problemas que envolvem quase toda a população acontecem diariamente.
Expliquei-lhe, então, os motivos: primeiro, porque é impossível dirigir um hospital sem residir na cidade e vindo esporadicamente de acordo com a sua conveniência, quando muitas vezes se exige a presença do diretor até nos dias de sábado, domingo e feriados.  E, segundo, porque eu estaria deixando de dar uma oportunidade de trabalho a uma pessoa do nosso município, principalmente a quem votou e torceu para que eu administrasse Juru, não admitindo portanto que se diga que as pessoas daqui não têm capacidade para assumir determinadas funções. 
Têm, sim. E como têm! 
Sem deixar de reconhecer a capacidade daqueles que vêm de fora, sinto-me no direito de dizer que temos aqui valores que somente são vistos em tempos de eleição quando os candidatos precisam do seu voto. 
Estão aí os exemplos de conterrâneos nossos desempregados por falta de oportunidade de trabalho na administração municipal, muitos deles sendo obrigados a deixar aqui os seus familiares para buscarem empregos em São Paulo - sem falar naqueles que 'apostam todas suas fichas' num determinado candidato na esperança de serem reconhecidos quando este eleito for, e o que se vê depois é um adversário daqueles da língua mais afiada ocupando um espaço que deveria ser seu.
Enfim, o ônibus chegou e a conversa foi finalizada com a enfermeira Marilda dizendo que a princípio havia sido convidada pela primeira-dama Dorinha para assessorar a administração na área de saúde, porém  lhe foi entregue a direção do hospital, onde repeti que ela era uma pessoa certa no lugar errado, pois na secretaria municipal de saúde ela poderia ser muito mais útil, já que a mesma pertencia a FUNASA, sendo, portanto, colega de trabalho da minha irmã Jenoveva, de quem fez questão de dizer que era amiga. 
Toda essa conversa foi presenciada pela psicóloga Cida, que na oportunidade também pegou carona comigo, e, ao final, depois que pedi desculpas a Marilda pela sinceridade das minhas palavras, desejei a ambas uma boa viagem.
Assim sou eu: coerente e autêntico em minhas convicções, com muito orgulho. Nada me fará mudar!  

Um comentário:

  1. Parabéns Geralddo pela matéria, precisamos de mais matérias como essas dos novos eleitores de Luís !

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